Separei alguns trechos do livro “Emoções: Liberte-se da raiva do ciúme, da inveja e do medo” de OSHO em que ele explica sobre como podemos transformar nossa emoções negativas em energias mais positivas como amor, compaixão e alegria. O segredo está na consciência. A consciência é a chave para a transformação.
Quando nos permitimos sentir nossas emoções autenticamente, sem condená-las ou julgá-las como “boas ou ruins”, como “certas ou erradas”, naturalmente elas vão se transformando por conta própria. É a nossa resistência em sentir nossas emoções que faz com que elas fiquem presas em nós!

“Viva cada emoção que sentir; ela é você. Ódio, vileza e desmerecimento, seja o que for, sinta isso de verdade. Primeiro de a emoção a chance de aflorar totalmente no consciente. Porém, você está reprimindo as suas emoções. Você acaba se ocupando de atividades no seu dia a dia e as obriga a ficar no seu inconsciente. Não é esse o jeito de se livrar delas.
Deixe que elas venham a tona – viva essas emoções, sofra com elas. Será difícil e aborrecível mas imensamente gratificante. Depois que tiver vivido essas emoções, sofrido com elas, aceite-as. Aceite-as que elas são você, que não foi você que se fez assim, então não precisa se condenar por isso, que é assim que você se encontra agora – depois que as viveu de modo consciente, sem nenhuma repressão, você ficará surpreso ao perceber que elas desapareceram por conta própria.
O único problema com a tristeza, com o desespero, com a raiva, com a falta de esperança, com a ansiedade, com a angústia, com a infelicidade, é que você quer se livrar dessas emoções. Essa é a única barreira.
Você terá de conviver com elas. Não pode fugir simplesmente. Elas são situações nas quais a vida tem de se integrar e crescer. São desafios da vida. Aceite-as. Elas são benção disfarçadas. Se quiser fugir delas, se quiser se livrar delas de algum jeito, você criará problema, pois quando quer fugir delas, você não olha para elas diretamente.
Qualquer tendência pode ser tratada desse modo, não importa qual. O processo é o mesmo, pois a doença é a mesma, só os nomes são diferentes.
Procure ter uma compreensão um pouquinho maior de todos os seus sentimentos e emoções – eles tem um certo lugar na harmonia total do seu ser. Mas estamos quase cegos para as nossas potencialidades e dimensões. A atenção consciente é necessária, não é uma condenação – por meio dela a transformação acontece espontaneamente.
A consciência requer que a pessoa fique em um estado de não julgamento. E todas as religiões ensinam o homem a fazer julgamentos: isto é bom, aquilo é ruim, isto é pecado, aquilo é virtude.
Mas todas as religiões corrompem a mente das pessoas, porque elas não ensinam como observar, como compreender – em vez disso, elas oferecem uma conclusão – “a raiva é ruim”. E, no momento em que você condena alguma coisa, você já se colocou numa posição de juiz. Você já julgou. Não pode mais ficar consciente.
Basta que você observe, sem nenhum julgamento, sem dizer que aquilo é bom ou ruim. Feche os olhos e medite a respeito. Não lute, só olhe o que está acontecendo. A compreensão é o segredo da transformação.“



Deixe um comentário