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	<title>Saúde Mental &#8211; Revolução Interior</title>
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	<description>Autoconhecimento e Expansão de Consciência</description>
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	<title>Saúde Mental &#8211; Revolução Interior</title>
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		<title>Os Perigos Que Não Te Contaram da Prática de Mindfulness</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Davi Klein]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 30 Apr 2024 00:58:58 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Desenvolvimento Pessoal]]></category>
		<category><![CDATA[Meditações e Práticas]]></category>
		<category><![CDATA[Saúde Mental]]></category>
		<category><![CDATA[meditação]]></category>
		<category><![CDATA[mindfulness]]></category>
		<category><![CDATA[perigos da meditação]]></category>
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					<description><![CDATA[A meditação Mindfulness é muito aclamada em nossos tempos e há estudos científicos que demonstram seus impactos positivos tanto na saúde física e mental, que alegam que a plena consciencia do momento presente pode reduzir a ansiedade e o estresse, tratar depressão, ajudar no sono, etc. Porém, e se além dos seus efeitos no corpo [&#8230;]]]></description>
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<p class="wp-block-paragraph">A meditação <em>Mindfulness</em> é muito aclamada em nossos tempos e há estudos científicos que demonstram seus impactos positivos tanto na saúde física e mental, que alegam que a plena consciencia do momento presente pode reduzir a ansiedade e o estresse, tratar depressão, ajudar no sono, etc.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Porém, e se além dos seus efeitos no corpo humano, existisse um <strong>conjunto de crenças </strong>em torno da <em>Minfulness</em> que não sejam necessariamente boas para nós? Essa foi um exploração que o filosofo britânico Odysseus Stone fez. <strong>Ele se preocupa com os compromissos filosóficos sobre o qual o Mindfulness é construido.</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Ele diz que o Mindfulness moderno é frequentemente definido como estar focado no presente sem emitir julgamentos. Ele diz que os conceitos básicos giram em torno de três ideias:</p>



<ul class="wp-block-list">
<li><strong>Estar consciente, sem julgamento, sobre o que é bom e o que é mau. Ter uma consciência/atenção nua a experiência.</strong></li>



<li><strong>Focar no presente, foco exclusivo no momento presente</strong></li>



<li><strong>Descentralização &#8211; na literatura psicológica é a ideia de que podemos reconhecer que nossos pensamentos, nossas reações emocionais e até mesmo nossas percepções do mundo não são reais, mas apenas construções mentais, projeções da mente.</strong></li>
</ul>



<p class="wp-block-paragraph">Tá, beleza, até agora aparentemente nada demais&#8230; mas que que tipo de malefício essa prática poderia me causar?</p>



<p class="wp-block-paragraph">Bem, há o risco das pessoas passarem a <strong>ignorar seus pensamentos e emoções</strong> (veja novamente o conceito de descentralização que expliquei anteriormente). Muitas vezes, o Mindfulness é explicado assim: <em>&#8220;Você vê seus pensamentos e emoções como ônibus nos quais você pode embarcar se quiser. Mas são apenas ônibus que você pode deixá-los passar e pronto&#8221;</em>. </p>



<p class="wp-block-paragraph">Os exercícios de Mindfulness envolvem esse tipo de ideia: Olhar para os pensamentos e emoções que surgem e, em vez de investi-los de valor ou significado ou pensar neles como reflexos reais da realidade, você simplesmente os deixar passar sem se identificar com eles. </p>



<p class="wp-block-paragraph">A ideia dominante do Mindfulness é que você é um individuo que possui uma mente que pode observar através da meditação e que pode se desligar de seus pensamentos e emoções, além de permanecer totalmente focado no presente. </p>



<p class="wp-block-paragraph">Há vários problemas com isso, porque<strong> nem sempre há uma distinção clara entre os pensamentos que deveriam ser importantes para você (que se referem a questões reais e importantes de se atentar em sua vida) e aqueles que não deveriam. O mindfulness, por si só, não o ajudará a fazer essa distinção.</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Existem certos pensamentos, sobre as questões fundamentais da vida, que não é bom ignorarmos. A ansiedade advinda de questões como: <strong>&#8220;Qual é o sentido da minha vida?&#8221;</strong> <strong>&#8220;O que é a verdade?&#8221; </strong>&#8220;<strong>Existe ou não vida após a morte?&#8221;</strong> <strong>&#8220;Deus existe?&#8221;</strong>. Não creio que a solução para esse tipo de ansiedade seja apenas dizer <em>&#8220;isso é apenas um pensamento que não reflete a realidade</em>&#8221; São os dilemas da vida humana que realmente temos que nos envolver e não simplesmente ignorá-los como se fossem pensamentos ilusórios.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Outro problema é que você pode se tornar muito subjetivista e, de certo modo, até egoísta. </p>



<p class="wp-block-paragraph">Além disso, é quase impossível viver 100% no momento presente. Experimentamos o mundo em termos do significado e relevância que ele tem para nós. Esse é um olhar fenomenológico. <strong>Quando olhamos ao nosso redor, não vemos apenas dados neutros, temos de pensar no que temos diante dos nossos olhos. Ao perceber o mundo, ocorre uma categorização, um significado das coisas que vivencio</strong>. </p>



<p class="wp-block-paragraph">As vezes também, na literatura sobre Mindfulness, afirma-se que a narrativa do eu é um <strong>tipo de ilusão</strong>, que nosso sentido de eu é uma construção falsa. Porém, as narrativas têm uma função e um propósito importante. Eles podem fornecer estrutura e significado a nossas vidas. Não é bom sair por ai sem ter um senso forte de identidade pessoal. </p>



<h3 class="wp-block-heading">OBS: Como ter uma identidade forte e ser centrado em si mesmo</h3>



<p class="wp-block-paragraph">A maioria das pessoas no mundo caminha pela vida em um estado de transe, sonambulas, adormecidas, vivendo uma vida sem propósito e significado (apenas seguindo roteiros não originados a partir de suas próprias consciências). <strong>Elas não sabem quais são seus valores, quem são ou o que desejam da vida.</strong></p>



<ol class="wp-block-list">
<li><strong>Quem nós somos:</strong> Isso significa você ser a sua própria fonte de validação, sem nenhuma necessidade de buscar a aprovação/validação dos outros para saber quem você é. Significa você não depender de forças externas para se sentir confiante e com valor próprio. Sua confiança vem de dentro e não depende dos outros.</li>



<li><strong>Quais são os nossos valores</strong>: Significa saber quais são as coisas que realmente importam para você, quais são as suas prioridades. Significa você escolher e viver de acordo com os seus próprios padrões. Significa você estar consciente dos valores que te movem e guiam, para que não seja guiado por valores adquiridos irracionalmente ou aceito passivamente dos outros. Entenda que uma das formas em que viver inconscientemente se manifesta, é justamente devido a cegueira aos valores que guiam suas ações e uma indiferença a essa questão.</li>



<li><strong>Onde estamos indo e o que queremos atingir nessa vida</strong>: Seu propósito, sua missão, seus objetivos e metas. Seguir o que realmente é autêntico para você!</li>
</ol>



<p class="wp-block-paragraph">Poucas pessoas sabem dessas 3 coisas básicas Geralmente procuramos e esperamos que a sociedade nos dê essas respostas, sempre estamos olhando para os outros para que eles nos digam o que devemos fazer com nossa vida.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A medida que você vive de acordo com seus valores, seu senso de identidade, integridade, controle e direção própria preencherá sua vida com paz e alegria. Você se definira pelo que é por dentro, não pela opinião ou comparações feitas pelos outros. </p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Dessa forma, é muito difícil você ficar reativo e inseguro, você só fica dessa forma quando não sabe quem você é, quando não sabe o que valoriza e para onde está indo.</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Como complemento a esse post, sugiro que você leia o texto em que eu analiso os ensinamentos de um dos grandes propagadores do &#8220;<em>Mindfulness</em>&#8221; e espiritualidade contemporânea chamado Eckhart Tolle:</p>



<figure class="wp-block-embed is-type-wp-embed is-provider-revolu-o-interior wp-block-embed-revolu-o-interior"><div class="wp-block-embed__wrapper">
<div class="video_embed clearfix"><blockquote class="wp-embedded-content" data-secret="XmnAdW43dt"><a href="https://revolucaointerior.com/2024/04/29/eckhart-tolle-e-a-idiocracia-uma-critica-a-espiritualidade-moderna-e-falsos-gurus/">Eckhart Tolle e a Idiocracia | Uma Critica a Espiritualidade Moderna e Falsos Gurus</a></blockquote><div class="video_embed clearfix"><iframe class="wp-embedded-content" sandbox="allow-scripts" security="restricted"  title="&#8220;Eckhart Tolle e a Idiocracia | Uma Critica a Espiritualidade Moderna e Falsos Gurus&#8221; &#8212; Revolução Interior" src="https://revolucaointerior.com/2024/04/29/eckhart-tolle-e-a-idiocracia-uma-critica-a-espiritualidade-moderna-e-falsos-gurus/embed/#?secret=NsOponTz4P#?secret=XmnAdW43dt" data-secret="XmnAdW43dt" width="500" height="282" frameborder="0" marginwidth="0" marginheight="0" scrolling="no"></iframe></div></div>
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		<title>As Diferenças da Depressão e Tristeza (Saiba Diferenciar!)</title>
		<link>https://revolucaointerior.com/2022/05/07/as-diferencas-da-depressao-e-tristeza-saiba-diferenciar/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Vilcélia Di Pietro]]></dc:creator>
		<pubDate>Sat, 07 May 2022 20:48:31 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Saúde Mental]]></category>
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					<description><![CDATA[Ficamos tristes quando acontecimentos desagradáveis ocorrem como, por exemplo: o fim de um relacionamento, perda de um emprego, mal-entendidos com pessoas que prezamos, distanciamento daqueles que amamos, um acontecimento muito esperado que não deu certo, ou seja, são tipos de vivências que podem gerar tristeza e ocasionar humor deprimido por um tempo, mas é possível [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p class="wp-block-paragraph">Ficamos tristes quando acontecimentos desagradáveis ocorrem como, por exemplo: o fim de um relacionamento, perda de um emprego, mal-entendidos com pessoas que prezamos, distanciamento daqueles que amamos, um acontecimento muito esperado que não deu certo, ou seja, são tipos de vivências que podem gerar tristeza e ocasionar humor deprimido por um tempo, mas é possível superar e retomar a dinâmica de vida.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A tristeza faz parte dos afetos vivenciados em nosso cotidiano. No entanto, quando falamos em depressão, temos uma tristeza que se desdobra de forma patológica, com maior grau de intensidade e permanência na vida da pessoa, sendo mais difícil superar.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Antigamente, a palavra depressão era pouco utilizada, falava-se mais em melancolia cujo conceito veio da Grécia, descrito inicialmente por Hipócrates, no Sec. IV a.C.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O termo depressão surgiu com o sentido atual no Sec. XIX e atualmente é reconhecida como um transtorno de humor cujo o numero de diagnósticos aumenta assustadoramente. </p>



<p class="wp-block-paragraph">Segundo a OMS, a prevalência da depressão no Brasil já é a segunda maior carga de incapacidade, sendo o maior índice na América Latina. São mais de onze milhões de brasileiros diagnosticados com esse transtorno, de acordo com dados da Pesquisa Nacional de Saúde (PNS). A prevalência registrada é maior entre as mulheres.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Ao contrario da tristeza onde a pessoa reconhece o motivo que a entristeceu, a depressão não evidencia relação imediata com algum acontecimento externo. Normalmente inicia-se de forma branda e vai acentuando-se. </p>



<p class="wp-block-paragraph">A pessoa torna-se apática, não sente vontade de realizar atividades que antes realizava, demonstra dificuldade em concentrar-se, sente cansaço sem explicação, alterações no sono e no apetite, dores no corpo, dor de cabeça, costuma ser muito crítica com ela mesma, sente-se impotente de forma geral, constantemente se autoavalia e, denota anedonia &#8211; a impossibilidade de sentir prazer na vida.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A depressão contamina a visão de mundo da pessoa, modifica a percepção de si e, as problemáticas rotineiras da vida são vistas como grandes catástrofes, ocasionando alterações na dinâmica de comportamento, disfunção no trabalho, nos relacionamentos sociais e familiares. </p>



<p class="wp-block-paragraph">A depressão é resultado de uma complexa interação de fatores sociais, psicológicos e genéticos e pode apresentar-se em diferentes graus e diferentes dinâmicas de funcionamento segundo o DSM-5 (Manual Diagnóstico e Estatístico de Transtornos Mentais). O tratamento médico e psicoterápico torna-se necessário a partir do momento que acarretar sofrimento à pessoa.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Os sintomas depressivos variam: é possível uma pessoa depressiva não aparentar tristeza, mas sim irritação em nível alto, estado colérico, impaciência, certa aceleração (mantendo-se sempre ocupada com alguma coisa). </p>



<p class="wp-block-paragraph">Geralmente a pessoa não sabe por que está apática ou irritada, não consegue nomear o que está sentindo e nem dar sentido ao que está lhe acontecendo, não entende por que está mal já que, por exemplo, pode considerar a sua vida muito boa.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Há pessoas depressivas que conseguem dar conta das demandas cotidianas, mas carregam em seu interior um sofrimento que empobrece sua qualidade de vida e também daqueles com quem convive. </p>



<p class="wp-block-paragraph">Por isso a importância de prestarmos atenção nas pessoas que convivemos e, percebendo alguma alteração no comportamento, iniciar conversa, perguntar, escutar o que o outro tem a dizer, valorizar esse compartilhar e, sendo observada alguma alteração que esteja causando prejuízo, orientar e, mesmo insistir, para que procure ajuda especializada.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Importante ressaltar que: quando o sofrimento não é cuidado, poderá se potencializar e tornar- se um sintoma e, mesmo o sintoma sendo leve, se não cuidado , poderá avançar para um grau severo. Assim sendo, é crucial não deixar a situação piorar, evitando assim possíveis riscos, danos e repercussões nas várias esferas da vida, especialmente nas áreas relacionais.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A depressão é um afeto que aparece no momento em que o sujeito evita sua própria determinação inconsciente, resiste em entrar em contato com sua “falta” e abre mão de seu desejo e, com isso ocorre uma baixa no nível de energia psíquica, ou seja, uma perda da libido, que implica em perda de prazer, de investimento libidinal. Ocorre uma disjunção entre o sujeito e o prazer.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Há estudos clínicos e literários dentro do campo PSI que teorizam sobre vivências na primeira infância onde falhas potenciais experienciadas no cotidiano, tais como: desamparo, desatenção, desenvestimento no vínculo afetivo, isolamento, ou ainda, o fazer demais, sufocar uma demanda ainda não apresentada pela criança, antecipando as atitudes, não permitindo espaço para vivência da falta, poderiam, posteriormente, se configurarem como território fértil para o desenvolvimento do estado depressivo.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Não é fácil entrar em contato com as questões internas que incomodam e causam mal estar; não é fácil refletir sobre o sofrimento que nos acomete, nossa tendência é desviar-se dele. Isso porque tais questões demandam energia psíquica, mobilização de recursos próprios de enfrentamento, disposição para conhecer mais sobre si mesmo. </p>



<p class="wp-block-paragraph">Sabemos que entrar em contato e sustentar o próprio desejo também não é uma tarefa fácil levando em consideração o mundo o qual vivemos, repleto de obrigações, ritmo acelerado, desinvestimento das relações com liquidez dos afetos, apatia, desamparo, cobrança de sucesso, falta de tempo para o contato com o mundo interno, sedutores e atraentes acessos tecnológicos junto a uma irrupção de informações quem comprimem e entretém nosso estado de Ser incutindo o esquecimento de nós mesmos.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Sabemos que, de modo geral, o “EU” encontra-se enfraquecido, sem forças internas para se desenvolver e se manter neste território cultural, sem terra firme e sem raízes. </p>



<p class="wp-block-paragraph">Mas, devemos atentar em meio a tudo isso que: a imersão no estado depressivo nos remete a possibilidade do sujeito reinstaurar a falta, permitir-se sentir a falta, contatar o vazio, se dispor enfrentar os abismos, demasiadamente, humano onde seja possível configurar um espaço onde o seu desejo possa advir e a vida, de outra forma, existir.</p>
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		<title>O Significado da Angústia Existencial na Psicologia</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Vilcélia Di Pietro]]></dc:creator>
		<pubDate>Sat, 07 May 2022 17:15:28 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Saúde Mental]]></category>
		<category><![CDATA[freud]]></category>
		<category><![CDATA[lacan]]></category>
		<category><![CDATA[psicologia]]></category>
		<category><![CDATA[psicologia angústia]]></category>
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					<description><![CDATA[Comumente ouvimos falar da angústia assumindo as mais diversas formas: uma grande aflição da alma, coração oprimido, ansiedade penosa, um tormento, inquietude do ser. A angustia remete a uma sensação de boca sufocada com um tecido suprimindo a fala tal como fazem os ladrões quando colocam à força nas pessoas para impedi-las de falar; confusão [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p class="wp-block-paragraph">Comumente ouvimos falar da angústia assumindo as mais diversas formas: uma grande aflição da alma, coração oprimido, ansiedade penosa, um tormento, inquietude do ser. </p>



<p class="wp-block-paragraph">A angustia remete a uma sensação de boca sufocada com um tecido suprimindo a fala tal como fazem os ladrões quando colocam à força nas pessoas para impedi-las de falar; confusão de emoções, desamparo, agonia, dor da alma que não há remédio que cure, aperto no peito… sensação de restrição torácica, insuficiência, impotência.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O conceito de angustia na obra freudiana foi evoluindo com importante destaque nas investigações clinicas com estudos e teorizações: trata-se de um afeto, ou seja, uma energia psíquica que foi desligada de sua representação, uma ideia ou um conteúdo de pensamento. </p>



<p class="wp-block-paragraph">Por remeter e invocar desconfortos e desprazer a representação ou a ideia dolorosa foi recalcada pelo sujeito e desligada do afeto em questão. Afeto este que ficaria livre no psiquismo.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Para se proteger, o Eu repele e mantém no inconsciente estas representações, pensamentos, ideias, recordações ligadas ao trauma que gerou a angustia. Esse mecanismo ocorre por não ter sido possível, psiquicamente, lidar com a situação, por não se ter condições psíquicas para elaborar o conteúdo.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Separado de sua representação ou ideia e, livre no psiquismo, este afeto ( angústia) também poderá aderir a uma nova representação, a um novo conteúdo representativo que lhe seja afim.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Quando a angustia se manifesta, o sujeito não consegue nomear, explicar do que se trata o mal-estar, a sensação penosa pela qual é acometido. Busca-se os motivos que poderiam ser a causa do mal-estar, mas não se consegue explicar por tratar-se de uma sensação indefinida.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Primeiramente, Freud trouxe a angustia como sendo derivada de um excesso de energia no psiquismo referente a insatisfações na vida sexual &#8211; uma excitação somática relacionada a contextos da sexualidade: uma energia que não foi adequadamente descarregada. </p>



<p class="wp-block-paragraph">Lembrando que a sexualidade para Freud não se restringe ao ato sexual, mas sim a um campo amplo dos aspectos de Eros, os aspectos eróticos no que diz respeito as sensações, afetos, prazeres diversos.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Avançando em suas investigações sobre o aparelho psíquico e descobertas clinicas, principalmente seus estudos sobre o recalque como defesa psíquica, Freud ampliou sua concepção de angustia cuja nova teoria refere a um sinal para impedir um desprazer ainda maior que emergiria como reação a um perigo iminente ameaçador ao Eu. </p>



<p class="wp-block-paragraph">Ou seja, a angústia surge como um alerta a um perigo onde o Ego pressente que algo traumático poderia vir à tona e, para impedir esse acontecimento, a angústia emerge mascarando uma vivencia ainda mais sofrida. De certa forma, podemos entender que a angustia tem a função de resguardar o Eu, realizando no psiquismo “um mal menor”.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A partir dessa ampliação conceitual onde a angustia é considerada como sinal alertando quanto a um possível perigo ameaçador, Freud teoriza que o protótipo das experiências de angústia é o nascimento.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Neste momento célebre ocorre a reprodução de uma experiência que reúne as condições onde se tem elevação de estímulos desprazerosos: a vivencia do desamparo original onde o ser humano precisa do outro para sobreviver, precisa do amor e do desejo do outro, precisa do amparo e acolhimento.</p>



<p class="wp-block-paragraph">No nascimento, as vivencias relacionadas ao &#8220;perigo&#8221; careceria de estrutura psíquica para lidar e, o recém-nascido, seria capaz de perceber apenas uma enorme perturbação a qual ficaria registrada em seu Ser. </p>



<p class="wp-block-paragraph">A partir de então, o afeto de angústia voltaria a emergir em situações que lhe recordassem essa experiência traumática primária &#8211; a ameaça de ser novamente inundado por grandes somas de excitações desprazerosas em uma situação na qual o indivíduo se encontra impotente.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Essas excitações desprazerosas seriam sinalizadas como &#8220;perigo&#8221; em ocasiões posteriores na historia de vida, por analogia a experiência do nascimento.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Trazendo a reflexão acerca da angústia para a sociedade contemporânea onde o contexto social evidencia apatia, narcisismo, superficialidade, aceleração, desinvestimento das relações que provocam esvaziamento do sentido de existir, temos a repercussão e a ampliação de um campo fértil para a  manifestação deste afeto no sujeito carente, desamparado e fragilizado.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Por outro lado, a angústia pode ser considerada um dispositivo de mudança quando, em algum momento da vida, o sujeito busca caminhos para tratar o sintoma e depara-se com a possibilidade de voltar o olhar para seu mundo interno, sua subjetividade, entrando em contato consigo mesmo. Abre-se então, uma oportunidade de se perguntar como está a vida?</p>



<p class="wp-block-paragraph">E, se houver desejo de mudança, buscará meios de melhorá-la. A transformação da angústia poderá trazer um bem estar interior e melhor qualidade de vida tanto psíquica quanto física.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Por fim, consideramos que: entender melhor a manifestação da angustia, sintoma tão presente nos dias atuais, causador de sofrimentos e base de diversos quadros clínicos, é um desafio para o psicólogo onde a Clinica da Angustia atuará com a intervenção em relação a alienação do sujeito quanto a si próprio, trazendo sua atenção para sua vida, seus desejos, seu mundo.</p>
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			</item>
		<item>
		<title>Como Superar a Obesidade e Transtornos Alimentares Com a Psicologia</title>
		<link>https://revolucaointerior.com/2022/04/17/como-superar-a-obesidade-e-transtornos-alimentares-com-a-psicologia/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Vilcélia Di Pietro]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 17 Apr 2022 22:53:31 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Saúde Mental]]></category>
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					<description><![CDATA[O ser humano busca o alimento não só para saciar sua fome física, mas também, saciar um tipo de fome emocional, afetiva, um desconforto interno cujo preenchimento se dá, simbolicamente, através do consumo de alimentos. Podemos dizer que há um alivio temporário, do desprazer subjetivo que o comer traz, mas a repetição deste comportamento poderá [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p class="wp-block-paragraph">O ser humano busca o alimento não só para saciar sua fome física, mas também, saciar um tipo de fome emocional, afetiva, um desconforto interno cujo preenchimento se dá, simbolicamente, através do consumo de alimentos. </p>



<p class="wp-block-paragraph">Podemos dizer que há um alivio temporário, do desprazer subjetivo que o comer traz, mas a repetição deste comportamento poderá acarretar um círculo- vicioso: alimenta-se para preencher um vazio, sente-se um prazer momentâneo, recrimina-se por consumir uma alimentação em demasia e, a conseqüência é: o indesejado aumento de peso e, o desprazer retorna em busca de nova satisfação oral configurando-se em um circulo vicioso.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A obesidade é um tema complexo por envolver várias questões: genética, ambiental, psicológica, orgânica, cultural. Assim sendo, a restrição da alimentação, em conjunto ou não com a atividade física, poderá trazer resultado próximo ao almejado pelo sujeito.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Porém, a ansiedade e angustia, se não trabalhados, possivelmente far-se-ão presentes, pois o conteúdo de sofrimento calado durante a história de vida, não elaborado, poderá ressurgir. Neste caso, a satisfação, prazer, através da oralidade, terá espaço para retornar. </p>



<p class="wp-block-paragraph">É freqüente o excesso de peso se apresentar de forma crônica, promovendo constante insatisfação com o corpo, dificuldade no “controle de calorias consumidas”, cobranças de emagrecimento, cobranças próprias e sociais que se somam à preocupação com os prejuízos e cuidados com a saúde… Elementos que se agravam e acabam repercutindo como uma problemática crescente e atual no campo da saúde pública. </p>



<p class="wp-block-paragraph">Por isso, a importância de reflexões sobre a prática clínica no que se refere à importância do olhar sobre os aspectos subjetivos do sujeito obeso visando ampliar a compreensão de seu funcionamento psíquico e seus conflitos internos. Neste momento não abordaremos as questões de controle de peso pelo vômito (bulimia) e nem a ausência de alimentação (anorexia). </p>



<p class="wp-block-paragraph">O obeso pode beliscar o dia todo e fazer as refeições em família, comendo muito, embora com alguma moderação. Mas, há momentos em que devora, em pouco tempo, muitos alimentos, um momento de crise, quando dificilmente consegue parar antes do alimento acabar ou de se sentir organicamente desconfortável. </p>



<p class="wp-block-paragraph">O impulso leva a comer qualquer coisa, independente do tipo de comida a qual não precisa apresentar-se gostosa ou saborosa, apenas o ato de comer predomina. </p>



<p class="wp-block-paragraph">As vivências retratam um comer sozinho, escondido da família, a qual costuma cobrar o cumprimento de uma dieta.&nbsp; A compulsão alimentar é entendida pela psicanálise como um sintoma obsessivo onde sujeito precisa transformar seus pensamentos em atos – ato compulsivo &#8211; que ele não consegue impedir, é submetido a uma dinâmica imperativa. </p>



<p class="wp-block-paragraph">Trata-se de uma modalidade de agir caracterizada pela repetição, já que o alvo da ação não é jamais alcançado. Daí a sua repetição incansável, sem variações e modulações, que assume o caráter de imperativo, isto é, impõem-se ao psiquismo sem que o Eu possa deliberar sobre o impulso: a compulsão por comer constitui uma forma de evitar a angústia que paradoxalmente produz um sofrimento, ou ainda, um ato que se funde ao Eu e cobra seu preço na moeda da angústia. </p>



<p class="wp-block-paragraph">A angustia e a ansiedade ameaçam o sujeito com o mal estar e sofrimento interno, onde predominantemente ocorre a busca para aliviar-se ou entreter-se de alguma forma utilizando o alimento como válvula de escape. A aderência à satisfação oral se mostra aliviadora e difícil de contornar. </p>



<p class="wp-block-paragraph">Considerando o sintoma não somente em sua função de substituição, mas sobretudo sob a perspectiva dessa exigência de satisfação que se renova repetidamente, podemos articular o sintoma a uma economia de gozo que se instaura na compulsão por comer, cuja regulação é dependente da operação do simbólico. </p>



<p class="wp-block-paragraph">A partir daí vale verificar a possibilidade de pensar freudianamente a ampliação da noção de sintoma como o que ao mesmo tempo substitui o recalcado e articula o real da angústia. Reflexão necessária para pensar as formas de intervenções possíveis junto aos pacientes obesos na clínica contemporânea.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Temos tendência a buscar respostas e confortos para nossos problemas fora de nós mesmos e acabamos nos distanciando de nossas questões afetivas e vivências traumáticas não elaboradas. Nesse sentido, é necessário pensar cuidadosamente o quê o paciente demanda quando busca um tratamento para emagrecer ou quando não veicula em seu discurso uma abertura em que possa surgir um questionamento sobre o seu sofrimento. </p>



<p class="wp-block-paragraph">Isso é fundamental para pensar a possibilidade do tratamento psicanalítico com esses pacientes, pois não se trata de emagrecer o obeso e adequá- lo ao Índice de Massa Corporal (IMC) desejável, mas de sustentar a demanda “[…[ para que reapareçam os significantes em que sua frustração está retida” (Lacan, 1998, p. 624).</p>



<p class="wp-block-paragraph">As camadas de gordura do sujeito podem contar uma história. Muitos casos de obesidade iniciam em momentos de crises e sofrimento ao longo da historia de vida do sujeito, sendo importante trabalhar estes conteúdos recalcados de sofrimentos não elaborados… Processar, elaborar para que haja possibilidade de outras formas de lidar e aliviar a angústia, resistindo ao prazer da satisfação oral.</p>
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		<title>Como a Psicologia Pode Ajudar Em Nossa Vida Cotidiana</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Vilcélia Di Pietro]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 17 Apr 2022 21:51:05 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Saúde Mental]]></category>
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					<description><![CDATA[A Psicologia da Vida Cotidiana É comum ficarmos preocupados, ansiosos, angustiados ou aborrecidos com alguma situação complexa que nos deparamos em determinados momentos da vida. Na realidade estamos expostos, com freqüência, a fatores estressantes, quer seja no ambiente de trabalho, no ambiente social e, mesmo no ambiente familiar. Deparamo-nos com situações difíceis, conflituosas e as [&#8230;]]]></description>
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<h2 class="wp-block-heading">A Psicologia da Vida Cotidiana</h2>



<p class="wp-block-paragraph">É comum ficarmos preocupados, ansiosos, angustiados ou aborrecidos com alguma situação complexa que nos deparamos em determinados momentos da vida. Na realidade estamos expostos, com freqüência, a fatores estressantes, quer seja no ambiente de trabalho, no ambiente social e, mesmo no ambiente familiar.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Deparamo-nos com situações difíceis, conflituosas e as dificuldades podem se tornar ainda mais perturbadoras se forem de encontro às nossas próprias questões subjetivas mal resolvidas &#8211; aspectos afetivos e emocionais que por vezes ficam adormecidos até chegada de um elemento acionador para despertá-los e nos deixar incomodados. </p>



<p class="wp-block-paragraph">O incômodo é um sinal alertando a necessidade de que é preciso conscientizar-se de que algo não está bem em nosso mundo interno e, então, vem a necessidade de buscar formas para lidar com a situação causadora de sofrimento: bate à porta a oportunidade de procurar um atendimento psicológico. </p>



<p class="wp-block-paragraph">A psicologia é uma ciência que estuda o homem, sua mente, seu mundo interno, sua subjetividade, seu comportamento e dispõe de conhecimento e critérios para conduzir o processo de compreensão e elaboração das questões conflituosas visando aliviar o sofrimento, fortalecendo a autonomia, autoestima para que se possa usufruir de um cotidiano mais leve e harmônico. </p>



<p class="wp-block-paragraph">Procurar a psicoterapia é um ato de cuidado de si, onde em conjunto, profissional e paciente, poderão olhar as questões internas que se apresentam no processo terapêutico e então encontrar novas formas de lidar e outras maneiras de enxergar. </p>



<p class="wp-block-paragraph">A psicologia oferece a oportunidade de autoconhecimento para aqueles que querem quebrar o circulo vicioso de padrão de pensamentos e comportamentos que trazem infelicidade. É importante viver bem, ter qualidade de vida, dispor de bem-estar físico e mental. </p>



<p class="wp-block-paragraph">Sim, a Psicologia também atende pessoas com transtornos psiquiátricos graves, sendo as vezes necessário atuar em conjunto com a psiquiatria, onde o médico avalia a necessidade de uso de medicamentos visando aliviar os sintomas já avançados ou severos. </p>



<p class="wp-block-paragraph">Nos casos graves, o tratamento psicológico segue em conjunto com o tratamento psiquiátrico para agilizar na melhora do quadro clínico. </p>



<p class="wp-block-paragraph">Mas, precisamos desmistificar e ressaltar que a Psicologia também dedica-se a auxiliar nas dificuldades cotidianas, no processo de autoconhecimento, nas relações conflituosas, no autodesenvolvimento, viabiliza o contato com os próprios desejos, enfim, atua em prol de uma melhor qualidade de vida.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Quanto mais nos conhecemos, melhor saberemos viver! Use a psicologia em seu dia a dia.</p>
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		<title>O Que é o Afeto Na Psicologia?</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Vilcélia Di Pietro]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 13 Apr 2022 15:27:13 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Autoconhecimento]]></category>
		<category><![CDATA[Saúde Mental]]></category>
		<category><![CDATA[afeto na psicologia]]></category>
		<category><![CDATA[afeto psicoterapia]]></category>
		<category><![CDATA[o que é afeto]]></category>
		<category><![CDATA[o que é afeto na psicanálise]]></category>
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					<description><![CDATA[Texto escrito pela Psicóloga Vilcélia Di Pietro. Para ter acesso a outros textos da mesma autora, não deixe de acessar o seu Instagram clicando no link a baixo: Clique aqui para acessar o Instagram de Vilcélia Di Pietro O que é Afeto na psicologia? Normalmente o conceito de afeto é entendido como um sentimento de [&#8230;]]]></description>
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<p class="wp-block-paragraph"><a href="https://www.instagram.com/vilcelia.psicologia/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">Texto escrito pela Psicóloga Vilcélia Di Pietro. Para ter acesso a outros textos da mesma autora, não deixe de acessar o seu Instagram clicando no link a baixo</a>:</p>



<ul class="wp-block-list"><li><a href="https://www.instagram.com/vilcelia.psicologia/" target="_blank" rel="noreferrer noopener"><strong>Clique aqui para acessar o Instagram de Vilcélia Di Pietro</strong></a></li></ul>



<h2 class="wp-block-heading">O que é Afeto na psicologia?</h2>



<p class="wp-block-paragraph">Normalmente o conceito de afeto é entendido como um sentimento de imenso amor e carinho que se tem por alguém ou por algum animal, ou por algo determinado, mas o afeto vai além disso. </p>



<p class="wp-block-paragraph">O beijo e abraço são demonstrações de&nbsp;afeto, ações de cuidado com outro são também demonstrações de afeto. <strong>O afeto diz respeito a quando sofremos uma ação e somos influenciados por ela – diz respeito a como somos afetados. </strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Podemos ser afetados de forma positiva e também de forma negativa: alguém ou uma situação que se apresenta com conteúdos agressivos, raivosos nos afetam mudando nossa emoção ou sentimento que também poderão ficar negativos. </p>



<p class="wp-block-paragraph">Ou, podemos ser afetados com palavras ou gestos agradáveis e carinhosos e somos influenciados de forma positiva, elevando nosso animo, nossa alegria. </p>



<p class="wp-block-paragraph">Seremos afetados de uma forma ou de outra conforme o modo como as situações nos chegam e nos fazem reagir. Nossa reação dependerá da forma como algo incide sobre nós e como nos sentimos e como experienciamos. </p>



<p class="wp-block-paragraph">É importante olhar para nós mesmos e perceber como as situações, pessoas, acontecimentos nos afetam para que tenhamos consciência do que sentimos e quais emoções são despertadas. </p>



<p class="wp-block-paragraph">Muitas vezes, sentimo-nos bem ou mal depois de uma vivencia, mas não temos clareza do porquê. Assim é importante estarmos atentos para saber lidar de forma mais adequada e ter consciência dos motivos que nos alegram ou nos deixam entristecidos. </p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Faz parte de nosso processo de amadurecimento buscar a consciência dos afetos que incidem sobre nós: O que me faz bem? O que mexe positivamente comigo? O que me faz mal? O que mexe e me toca negativamente? </strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Lembre-se: somos afetados quando vimos algo, escutamos, tocamos &#8211; nossos sentidos são as portas para a entrada dos afetos. Como dissemos anteriormente, é importante nossa auto percepção nestas vivencias para que saibamos nomear o que estamos sentindo: a maneira como somos afetados, a forma como algo mexe com nosso humor e disposição. </p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Fique atento ao modo como você é afetado para cuidar melhor de seus sentimentos e emoções, buscando lidar de forma adequada e mais assertiva com as situações e encontros que vivencia!</strong></p>
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		<title>Os Perigos da Dependência Tecnológica Para a Saúde Mental</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Vilcélia Di Pietro]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 13 Apr 2022 15:06:47 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Saúde Mental]]></category>
		<category><![CDATA[dependência técnológica]]></category>
		<category><![CDATA[saúde mental]]></category>
		<category><![CDATA[vício em técnologia]]></category>
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					<description><![CDATA[Texto escrito pela Psicóloga Vilcélia Di Pietro. Para ter acesso a outros textos da mesma autora, não deixe de acessar o seu Instagram clicando no link a baixo: Clique aqui para acessar o Instagram de Vilcélia Di Pietro Sobre o vício tecnológico atual Ficar sem um celular ou aparelhos eletrônicos pode acarretar um medo irracional [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p class="wp-block-paragraph"><a href="https://www.instagram.com/vilcelia.psicologia/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">Texto escrito pela Psicóloga Vilcélia Di Pietro. Para ter acesso a outros textos da mesma autora, não deixe de acessar o seu Instagram clicando no link a baixo</a>:</p>



<ul class="wp-block-list"><li><a href="https://www.instagram.com/vilcelia.psicologia/" target="_blank" rel="noreferrer noopener"><strong>Clique aqui para acessar o Instagram de Vilcélia Di Pietro</strong></a></li></ul>



<h2 class="wp-block-heading">Sobre o vício tecnológico atual</h2>



<p class="wp-block-paragraph">Ficar sem um celular ou aparelhos eletrônicos pode acarretar um medo irracional de permanecer isolado e desconectado do mundo virtual. Se, juntamente com esse medo estiverem presentes sintomas como a angústia, ansiedade, sensação de vazio, desespero, estresse, irritabilidade, náuseas, taquicardia, sudorese, tensão muscular, pânico – estamos falando dos sintomas de abstinência de um quadro de Dependência Virtual.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Países como  Coréia do Sul, Japão e China já consideram essa dependência um problema de saúde pública. O Brasil já dispõe de clínicas para esse tipo de tratamento e encontra-se no quarto lugar no mundo em número de usuários na Internet, sendo que a população permanece mais tempo no Whatsapp, em seguida vem o Face e Instagram.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Há profissionais da área da saúde mental que defendem a inclusão do Transtorno de Dependência de Internet (TDI) na listagem oficial do Manual Diagnóstico e Estatístico de Transtornos Mentais. Na Inglaterra, a dependência foi denominada de Nomofobia (o medo de ficar sem o celular e/ou a tecnologia). </p>



<p class="wp-block-paragraph">Sabemos que o mundo virtual possui uma dimensão empolgante que entusiasma, abre o campo da fantasia, imaginação, possibilidades e oportunidades que, no mundo real, podem ser mais difíceis ou restritas.  </p>



<p class="wp-block-paragraph">Podemos dizer que a internet possibilita a sensação de controle sobre as relações com os outros e um ambiente de estabilidade, ao passo que na vida offline, muitas vezes, isso não é sentido.  </p>



<p class="wp-block-paragraph">Por exemplo, a pessoa pode temer não ser amada caso se mostre da forma como realmente é e na internet se torna mais fácil moldar-se para encantar o outro. Observamos que apesar de preferirem a interação virtual por estarem no controle, os usuários acabam perdendo o controle de si mesmos.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Se a freqüência de acesso ao mundo virtual ocasionar mudança de rotina, negligência com as relações familiares e sociais, perda de prazos no trabalho e demonstração que a vida esta sendo controlada pela conexão com o mundo digital: entendemos que é necessário olhar com atenção, pois tal comportamento esta evidenciando um distanciamento da realidade e uma dependência virtual que poderá necessitar de ajuda profissional para minimizar os prejuízos tanto físicos como psicológicos.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Exemplos de tais prejuízos são:  aumento dos batimentos cardíacos, alterações de humor, risco de depressão, ansiedade, traços de autismo, além de comprometimento da postura, lesões por esforço repetitivo (como tendinite), obesidade ou subnutrição (por causa da má alimentação) e deformidade da visão. E, a atenção maior deve recair no monitoramento das crianças e jovens os quais são mais vulneráveis às influências.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Sabemos que a evolução digital favoreceu imensamente nossas vidas pela facilidade de comunicação, resolução de processos, aprendizagem, comunicação, entretenimento, desenvolvimento tecnológico, beneficiando vários setores da vida humana. Mas, havemos de ter cuidado com a dependência na relação com esse novo mundo que se apresenta – a síndrome de abstinência virtual é real. </p>



<p class="wp-block-paragraph">Whatsapp: Participar de grupo de whatsapp pode ser necessário por se tratar de grupo de trabalho onde é preciso atender as demandas. Contudo, deve-se ficar atento para o grupos de whatsapp, ou pessoas, que enviam mensagens cujos assuntos e temas não revelam urgência, mas ocorre dos participantes, ansiosos, realizarem a leitura e retorno com prontidão. E isso pode ser um transtorno se não soubermos como lidar e podemos incorrer em um uso patológico da internet. </p>



<p class="wp-block-paragraph">É importante trazer para consciência que, muitas vezes, não é preciso responder uma mensagem assim que ela chega; bem como não é saudável checar as notificações a todo o momento no celular ou outro dispositivo digital, pois tal atitude pode causar ansiedade, tensão e aceleração do comportamento. Não deveríamos adotar o comportamento de ficarmos “à disposição do mundo virtual”, mas sim o mundo virtual “estar à nossa disposição”. </p>



<p class="wp-block-paragraph">Avançamos muito tecnologicamente e o mundo virtual nos presenteia cada vez mais com imensas facilidades, benefícios e evoluções surpreendentes e, necessitamos aprender a utilizá-lo de forma construtiva, saudável, monitorando o tempo de uso e sendo seletivos aos conteúdos que nos envolvemos, publicamos ou lemos. </p>



<p class="wp-block-paragraph">Que, como adultos, possamos ser referências para os jovens e crianças quanto à forma de se relacionar como o mundo virtual o qual cresce a olhos vistos.</p>
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		<title>Entenda o Que é a Síndrome de Burnout e o Que Fazer Para Evitá-la</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Vilcélia Di Pietro]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 13 Apr 2022 14:58:12 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Saúde Mental]]></category>
		<category><![CDATA[burnout psicologia]]></category>
		<category><![CDATA[o que é a síndrome do burnout]]></category>
		<category><![CDATA[Síndrome do burnout]]></category>
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					<description><![CDATA[Texto escrito pela Psicóloga Vilcélia Di Pietro. Para ter acesso a outros textos da mesma autora, não deixe de acessar o seu Instagram clicando no link a baixo: Clique aqui para acessar o Instagram de Vilcélia Di Pietro A Síndrome do Burnout A Síndrome de Burnout é diferente do estresse que por vezes somos acometidos [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p class="wp-block-paragraph"><a href="https://www.instagram.com/vilcelia.psicologia/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">Texto escrito pela Psicóloga Vilcélia Di Pietro. Para ter acesso a outros textos da mesma autora, não deixe de acessar o seu Instagram clicando no link a baixo</a>:</p>



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<h2 class="wp-block-heading">A Síndrome do Burnout</h2>



<p class="wp-block-paragraph">A Síndrome de Burnout é diferente do estresse que por vezes somos acometidos devido às tribulações e às diversas pressões do cotidiano. Ela está especificamente ligada à relação do indivíduo com o trabalho. </p>



<p class="wp-block-paragraph">Trata-se de uma síndrome ocupacional, que pode acarretar sentimentos de exaustão ou esgotamento de energia; aumento do distanciamento mental do próprio trabalho, sentimentos de negativismo e redução da eficácia profissional. </p>



<p class="wp-block-paragraph">A pessoa passa a não prestar atenção em si mesma como deveria, não consegue se atentar aos sinais de seu corpo, seu cansaço, seus limites. Evidencia irritabilidade, tristeza, cansaço, alteração de humor, dificuldade em concentração, redução da produtividade, alterações no sono, alterações cardíacas e gastrointestinais, &nbsp;dores de cabeça, tensão muscular, sentimentos negativos que começam a afetar o relacionamento familiar e a vida em geral, propensão a largar o emprego e absenteísmo, sentimentos de menos valia. </p>



<p class="wp-block-paragraph">É um processo que se inicia com estresse crônico que a pessoa vivencia no ambiente de trabalho e não consegue mobilizar seus recursos internos para gerenciar, enfrentar as demandas e situações, desenvolvendo fadiga e exaustão emocional extrema. .</p>



<p class="wp-block-paragraph">A OMS (Organização Mundial de Saúde) incluiu o Burnout na nova Classificação Internacional de Doenças (CID-11), que deve entrar em vigor em 1º de janeiro de 2022. A mudança na classificação da OMS, além de trazer a relação da doença com o ambiente de trabalho, traz também a responsabilidade da empresa sobre a saúde integral dos funcionários, principalmente quanto aos riscos psicológicos. </p>



<p class="wp-block-paragraph">Não raro observamos pessoas se envolvendo cada vez mais com o trabalho, fazendo deste o único foco de sua vida e, normalmente sem se dar conta. Os dias vão se passando e as atitudes são limitadas e estruturadas para a produção no trabalho, ou seja, a pessoa pensa, vive e fala somente do trabalho. </p>



<p class="wp-block-paragraph">Com o passar do tempo, o organismo sem respirar, sem relaxar, vai caminhando para exaustão, podendo iniciar como uma estafa mental e evoluir para o Burnout, o qual é produzido como uma resposta aos estressores crônicos advindos das organizações de trabalho. </p>



<p class="wp-block-paragraph">Salientamos, como prevenção, a importância do trabalhador cultivar no dia a dia um ritmo saudável, revendo o estilo de vida, aliviando os momentos estressantes com a inclusão de momentos de relaxamento, lazer, momentos de prazer que podem ser: bate papo com amigos, convivência familiar, atividade física, passeios, cultura, entretenimento, ou seja, realizar atividades que permitam o organismo respirar; atividades que possibilitem o desligar a mente do trabalho e assim poder retornar mais revigorado, preenchido e fortalecido para o desempenhos das funções. </p>



<p class="wp-block-paragraph">Imprescindível também a atenção quanto a uma alimentação saudável, sono adequado e, ressaltamos a atividade física, visto que essa ultima é de grande importância no alivio do stress, da ansiedade e cansaço, pois libera hormônios e substâncias que contribuem para o bom funcionamento e saúde do organismo.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Sabemos do valor em fazer o nosso melhor no trabalho, mas precisamos ter consciência de nossos limites, um conhecimento de Si, e ficar atento ao ponto em que se pode avançar; observar os sintomas que a mente e o corpo evidenciam para não tardar em buscar ajuda. Em casos graves há a necessidade de tratamento psiquiátrico para alivio dos sintomas, além da psicoterapia.</p>
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			</item>
		<item>
		<title>O Amor Líquido da Modernidade (Uma Análise Dos Relacionamentos Modernos)</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Vilcélia Di Pietro]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 13 Apr 2022 14:38:29 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Saúde Mental]]></category>
		<category><![CDATA[amor líquido]]></category>
		<category><![CDATA[amor moderno psicanálise]]></category>
		<category><![CDATA[amor moderno psicologia]]></category>
		<category><![CDATA[amor superficial]]></category>
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					<description><![CDATA[Texto escrito pela Psicóloga Vilcélia Di Pietro. Para ter acesso a outros textos da mesma autora, não deixe de acessar o seu Instagram clicando no link a baixo: Clique aqui para acessar o Instagram de Vilcélia Di Pietro O Amor Superficial da Modernidade Falar sobre o amor nos induz a percorrer caminhos para além do [&#8230;]]]></description>
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<p class="wp-block-paragraph"><a href="https://www.instagram.com/vilcelia.psicologia/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">Texto escrito pela Psicóloga Vilcélia Di Pietro. Para ter acesso a outros textos da mesma autora, não deixe de acessar o seu Instagram clicando no link a baixo</a>:</p>



<ul class="wp-block-list"><li><strong><a href="https://www.instagram.com/vilcelia.psicologia/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">Clique aqui para acessar o Instagram de Vilcélia Di Pietro</a></strong></li></ul>



<h2 class="wp-block-heading">O Amor Superficial da Modernidade</h2>



<p class="wp-block-paragraph">Falar sobre o amor nos induz a percorrer caminhos para além do território de <strong>Eros</strong> &#8211; o amor sensual e erótico. Necessitamos também falar de <strong>Philia</strong>: o amor dos pais para com seus filhos, o amor maternal, familiar. Necessitamos lembrar de<strong> Ágape</strong>, o amor existente na amizade, na cooperação e aliança comunitária e, também falar de <strong>Caritas</strong> que remete ao amor incondicional, divino, do homem para com Deus e vice versa. </p>



<p class="wp-block-paragraph">As formas de amor e como as vivenciamos estão implicadas em nosso estado de felicidade e saúde. O amor é força central e imanente à vida. E como aprendemos a amar? Aprendemos a amar desde o momento em que nascemos: através de nossas primeiras experiências vivenciamos o amor com as figuras parentais: se estabelecem ligações, simbolizações e representações &#8211; organizam-se nossos arranjos afetivos. </p>



<p class="wp-block-paragraph">As formas de amar são aprendidas e reproduzidas. Importante falar que o amor traz em sua dinâmica também o ódio. Amar e odiar são estados afetivos que determinam a relação do Eu com o mundo exterior, sejam eles pessoas ou coisas. Amar é querer, desejar, criar, cuidar, animar, alegrar. </p>



<p class="wp-block-paragraph">Odiar é o estado afetivo que nos impulsiona à raiva, à agressividade, à aversão, à fuga. O ódio é sempre aversivo e não raro tende a destruição do objeto. Aproximação e repulsa são ações determinadas pelo amor e pelo ódio. </p>



<p class="wp-block-paragraph">Jacques Lacan cunhou o neologismo “amódio” como síntese dialética entre amor e ódio. Ele diz: “Somos todos seres amódicos: amamos e odiamos com igual intensidade, muitas vezes o mesmo objeto”. </p>



<p class="wp-block-paragraph">Quando pensamos no oposto do amor, temos a indiferença – não é o ódio o contrário do amor, mas sim a indiferença. </p>



<p class="wp-block-paragraph">Dentro do campo Amor/Ódio com os seus desdobramentos, vivemos e construímos nossa história. Aprendemos a amar/odiar e reproduzimos. Além de expressões de ódio, o amor pode apresentar-se imbuído de medo, de receio de castração ou outros afetos. </p>



<p class="wp-block-paragraph">Somos atravessados por elementos variados que se compõe com o amor. Não é possível o amor humano ser puro. No texto datado no ano de 1933, uma resposta a pergunta feita por Albert Einstein, através de uma carta: “Por que a Guerra?” Freud fala sobre a teoria das pulsões. </p>



<p class="wp-block-paragraph">Compartilha com Einstein sua teoria de que o homem é mobilizado por duas pulsões, cujas atividades são opostas entre si: <strong>a pulsão construtiva, erótica ou Eros e a pulsão destrutiva, de morte ou Tanatos.</strong> Freud expõe que Tanatos pode ser direcionado por Eros ( pulsão de vida) o que coloca o amor na condição de ser dispositivo de mudança e transformação tanto para o bem quanto para o mal.</p>



<p class="wp-block-paragraph">E cabe a pergunta: Como está o amor hoje? Quando vimos os relacionamentos amorosos atuais, assistimos desamor, insensibilidade e objetivo hedonista. </p>



<p class="wp-block-paragraph">Citando Zygmunt Bauman: hoje se vive o amor líquido: aquele amor que se mostrará enquanto houver satisfação sendo substituído por outros que prometem ainda mais satisfação. Mas, o amor não é um “objeto encontrado” e sim um produto de longo e muitas vezes difícil esforço e boa vontade. </p>



<p class="wp-block-paragraph">A maioria dos relacionamentos está fluida, superficial e isso aproxima o oposto do amor: a indiferença que se espalha, permeando as relações. Importante neste momento, trazer o que Lacan fala sobre o amor: ”amar é dar o que não se tem &#8211; é dar algo que não se possui que vai além de si mesmo. No amor, anuncia-se, portanto, que não se é completo. Àquele que se ama é um retrato de uma ausência no Ser”.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O encontro amoroso, mesmo quando bem sucedido, será sempre marcado pela dimensão da falta, seguindo a tese de que o amante não sabe o que lhe falta e o amado não reconhece o que há em si para cobrir a falta do outro. Quando amamos, mesmo sem darmos conta, esperamos que a pessoa que escolhemos amar revele informações sobre nós mesmos as quais ainda não descobrimos. </p>



<p class="wp-block-paragraph">Ainda sobre o amor, Freud acrescenta que não se encontra seu ‘cada um’, sua ‘cada uma’ por acaso. Existe a condição do amor, a causa do desejo: pode ser um traço particular, ou um conjunto de traços, que tem para cada um, função determinante na escolha amorosa. Isto escapa totalmente às explicações cientificas, porque é próprio de cada um, tem a ver com sua história singular e íntima. Tem a ver com nossos arranjos internos, nossas identificações e projeções.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Quando refletimos sobre Philia vimos o quão superficiais estão as relações familiares: a falta de atenção e cuidado de um para com o outro, os vínculos fragilizados, hostilidade e por vezes, indiferença. Quando pensamos em Agape, vimos predominar no meio social, o individualismo, a corrida pelo poder e sucesso a qualquer preço, lançando mão de valores preciosos à convivência social, a falta de empatia e solidariedade para com os colegas.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Quando pensamos em Caritas, observamos o quão distante estão os homens em sua relação com os valores promotores de vida, o abandono da relação com o divino e o escasso respeito pelo mundo. Ou seja, o amor está enfraquecido em suas formas de expressão. </p>



<p class="wp-block-paragraph">Diante deste cenário vale ressaltar que é a partir do amor que o sujeito se constitui, é por conta do amor que o sujeito adoece e é pelo amor que o sujeito se cura. Viver o amor de forma patológica ocasiona a produção de sintomas, inibições, angústia.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Referências: pepsic.bvsalud.org/pdf/trivium/v7n2/v7n2a10.pdf . FREUD, Sigmund. Por que a guerra? (1933), Vol XXII. https://teses.usp.br/…/59142/tde-21062017-131647/pt- br.php.</p>
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		<title>O Fenômeno da Repetição: Entenda Os Padrões Repetitivos De Sua Vida</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Vilcélia Di Pietro]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 13 Apr 2022 14:19:39 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Saúde Mental]]></category>
		<category><![CDATA[freud]]></category>
		<category><![CDATA[psicanálise]]></category>
		<category><![CDATA[psicologia]]></category>
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					<description><![CDATA[Texto escrito pela Psicóloga Vilcélia Di Pietro. Para ter acesso a outros textos da mesma autora, não deixe de acessar o seu Instagram clicando no link a baixo: (Link para acessar o Instagram da Vilcélia Di Pietro) Os padrões cíclicos que ocorrem em nossa vida Às vezes, notamos que determinadas situações se repetem em nossas [&#8230;]]]></description>
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<p class="wp-block-paragraph"><a href="https://www.instagram.com/vilcelia.psicologia/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">Texto escrito pela Psicóloga Vilcélia Di Pietro. Para ter acesso a outros textos da mesma autora, não deixe de acessar o seu Instagram clicando no link a baixo: </a></p>



<ul class="wp-block-list"><li><strong>(<a href="https://www.instagram.com/vilcelia.psicologia/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">Link para acessar o Instagram da Vilcélia Di Pietro</a>)</strong></li></ul>



<h2 class="wp-block-heading">Os padrões cíclicos que ocorrem em nossa vida </h2>



<p class="wp-block-paragraph">Às vezes, notamos que determinadas situações se repetem em nossas vidas. As pessoas envolvidas podem mudar, o lugar pode ser outro, mas como pano de fundo há um <em>script </em>que predomina. Talvez com outra roupagem, camuflado na aparência, mas de essência e teor familiares. </p>



<p class="wp-block-paragraph">Surge a pergunta: Por que isso está acontecendo novamente em minha vida? Na realidade, o fenômeno de Repetição envolve algo que, por mais que se tente é difícil lembrar e entender racionalmente &#8211; o pensamento não encontra o motivo, a resposta do porquê repetimos. </p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>A Repetição acontece porque determinadas vivências cujos conteúdos foram inaceitáveis ou desagradáveis para nós, são afastados da consciência: criamos uma barreira para não lembrarmos, buscando evitar o desgaste e sofrimento. </strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Contudo, no decorrer da vida e, como parte do processo de desenvolvimento de cada um, <strong>o que não foi processado e elaborado permanece latejando para que olhemos e possamos, em algum momento, lidar com o conteúdo. </strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Comportamentos, atitudes, discursos, queixas, afetações em modo de repetição na história de vida, remetem a esses conteúdos não elaborados. Não percebemos que estamos repetindo &#8211; entramos em um círculo vicioso, habitando um espaço onde uma nova dinâmica de vida poderia se apresentar. </p>



<p class="wp-block-paragraph">A repetição é um sintoma evidenciando que há algo para ser cuidado no mundo interno e a vida, rica em suas possibilidades e multiplicidade, manifesta situações para que enfrentemos os elementos do passado como possibilidade de mudança. </p>



<p class="wp-block-paragraph">Repetimos quando, por exemplo, nos percebemos envolvidos em vivências de agressividade e violência e não entendemos o por quê; repetimos quando nos envolvemos em situações de enganos, maus tratos ou outros tipos de vivências desagradáveis as quais tentamos evitar, porém nos vem de encontro.</p>



<p class="wp-block-paragraph">É humano evitar a aproximação de lembranças dolorosas, mas precisamos ultrapassar essa barreira e vencer o &#8220;status quo&#8221; que repercute em ficar estagnado, sem conseguir avançar no desenvolvimento. </p>



<p class="wp-block-paragraph">Se pararmos para pensar sobre o que nos faz sofrer, possivelmente diremos algo sobre as situações que se repetem em nossas vidas e já não mais aguentamos reviver:<strong> um mesmo filme assistido e vivenciado várias vezes. </strong>Não percebemos, mas podemos dizer que temos tendência a repetir o comportamento que “dá errado” e ocasiona prejuízo. </p>



<p class="wp-block-paragraph">A repetição ocorre em forma de atos (quantas coisas fazemos no automático ou nos ocupamos para não pensar?) ou, pode ser na forma de discursos repetitivos. Sabemos que as distrações e a aceleração do ritmo de vida no mundo atual trazem a dificuldade em abrir espaço para reflexão. </p>



<p class="wp-block-paragraph">Bom seria se fosse costumeiro nos questionarmos se uma reação ou atitude poderiam ser diferentes em determinadas situações e….. assim teríamos resultados também diferentes &#8211; precisamos cultivar este espaço de reflexão e sair do modo automático de padrão de pensamentos, comportamentos e reações.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Cabe dizer ainda sobre o fenômeno de repetição que: mesmo sendo a força de resistência para o &#8220;Não Lembrar&#8221;, a repetição é também a fotografia que nos possibilita acessar os conteúdos que, a priori, estão em nosso inconsciente: precisamos olhar para a fotografia da linha do tempo, buscar o quê se repete nas situações, por mais difícil que seja, e entrar em contato: recordar, repetir, repetir, repetir mas, estar consciente da busca por elaborar. </p>



<p class="wp-block-paragraph">Enfrentaremos uma fase difícil, mas será em prol de um avanço para uma vida mais plena. É verdade… trabalhar os aspectos subjetivos podem trazer desconforto, mal-estar, talvez alguns transtornos, mas será um desconforto necessário que visa possibilitar a inovação na vida, abandonando o mesmo de sempre &#8211; passado e presente &#8211; dando oportunidade para um novo futuro. </p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>A psicoterapia ajuda sobre os componentes contidos no fenômeno de Repetição, visando a elaboração.</strong></p>
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