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	<title>Meditações e Práticas &#8211; Revolução Interior</title>
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	<description>Autoconhecimento e Expansão de Consciência</description>
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	<title>Meditações e Práticas &#8211; Revolução Interior</title>
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		<title>Os Perigos Que Não Te Contaram da Prática de Mindfulness</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Davi Klein]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 30 Apr 2024 00:58:58 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Desenvolvimento Pessoal]]></category>
		<category><![CDATA[Meditações e Práticas]]></category>
		<category><![CDATA[Saúde Mental]]></category>
		<category><![CDATA[meditação]]></category>
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					<description><![CDATA[A meditação Mindfulness é muito aclamada em nossos tempos e há estudos científicos que demonstram seus impactos positivos tanto na saúde física e mental, que alegam que a plena consciencia do momento presente pode reduzir a ansiedade e o estresse, tratar depressão, ajudar no sono, etc. Porém, e se além dos seus efeitos no corpo [&#8230;]]]></description>
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<p class="wp-block-paragraph">A meditação <em>Mindfulness</em> é muito aclamada em nossos tempos e há estudos científicos que demonstram seus impactos positivos tanto na saúde física e mental, que alegam que a plena consciencia do momento presente pode reduzir a ansiedade e o estresse, tratar depressão, ajudar no sono, etc.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Porém, e se além dos seus efeitos no corpo humano, existisse um <strong>conjunto de crenças </strong>em torno da <em>Minfulness</em> que não sejam necessariamente boas para nós? Essa foi um exploração que o filosofo britânico Odysseus Stone fez. <strong>Ele se preocupa com os compromissos filosóficos sobre o qual o Mindfulness é construido.</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Ele diz que o Mindfulness moderno é frequentemente definido como estar focado no presente sem emitir julgamentos. Ele diz que os conceitos básicos giram em torno de três ideias:</p>



<ul class="wp-block-list">
<li><strong>Estar consciente, sem julgamento, sobre o que é bom e o que é mau. Ter uma consciência/atenção nua a experiência.</strong></li>



<li><strong>Focar no presente, foco exclusivo no momento presente</strong></li>



<li><strong>Descentralização &#8211; na literatura psicológica é a ideia de que podemos reconhecer que nossos pensamentos, nossas reações emocionais e até mesmo nossas percepções do mundo não são reais, mas apenas construções mentais, projeções da mente.</strong></li>
</ul>



<p class="wp-block-paragraph">Tá, beleza, até agora aparentemente nada demais&#8230; mas que que tipo de malefício essa prática poderia me causar?</p>



<p class="wp-block-paragraph">Bem, há o risco das pessoas passarem a <strong>ignorar seus pensamentos e emoções</strong> (veja novamente o conceito de descentralização que expliquei anteriormente). Muitas vezes, o Mindfulness é explicado assim: <em>&#8220;Você vê seus pensamentos e emoções como ônibus nos quais você pode embarcar se quiser. Mas são apenas ônibus que você pode deixá-los passar e pronto&#8221;</em>. </p>



<p class="wp-block-paragraph">Os exercícios de Mindfulness envolvem esse tipo de ideia: Olhar para os pensamentos e emoções que surgem e, em vez de investi-los de valor ou significado ou pensar neles como reflexos reais da realidade, você simplesmente os deixar passar sem se identificar com eles. </p>



<p class="wp-block-paragraph">A ideia dominante do Mindfulness é que você é um individuo que possui uma mente que pode observar através da meditação e que pode se desligar de seus pensamentos e emoções, além de permanecer totalmente focado no presente. </p>



<p class="wp-block-paragraph">Há vários problemas com isso, porque<strong> nem sempre há uma distinção clara entre os pensamentos que deveriam ser importantes para você (que se referem a questões reais e importantes de se atentar em sua vida) e aqueles que não deveriam. O mindfulness, por si só, não o ajudará a fazer essa distinção.</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Existem certos pensamentos, sobre as questões fundamentais da vida, que não é bom ignorarmos. A ansiedade advinda de questões como: <strong>&#8220;Qual é o sentido da minha vida?&#8221;</strong> <strong>&#8220;O que é a verdade?&#8221; </strong>&#8220;<strong>Existe ou não vida após a morte?&#8221;</strong> <strong>&#8220;Deus existe?&#8221;</strong>. Não creio que a solução para esse tipo de ansiedade seja apenas dizer <em>&#8220;isso é apenas um pensamento que não reflete a realidade</em>&#8221; São os dilemas da vida humana que realmente temos que nos envolver e não simplesmente ignorá-los como se fossem pensamentos ilusórios.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Outro problema é que você pode se tornar muito subjetivista e, de certo modo, até egoísta. </p>



<p class="wp-block-paragraph">Além disso, é quase impossível viver 100% no momento presente. Experimentamos o mundo em termos do significado e relevância que ele tem para nós. Esse é um olhar fenomenológico. <strong>Quando olhamos ao nosso redor, não vemos apenas dados neutros, temos de pensar no que temos diante dos nossos olhos. Ao perceber o mundo, ocorre uma categorização, um significado das coisas que vivencio</strong>. </p>



<p class="wp-block-paragraph">As vezes também, na literatura sobre Mindfulness, afirma-se que a narrativa do eu é um <strong>tipo de ilusão</strong>, que nosso sentido de eu é uma construção falsa. Porém, as narrativas têm uma função e um propósito importante. Eles podem fornecer estrutura e significado a nossas vidas. Não é bom sair por ai sem ter um senso forte de identidade pessoal. </p>



<h3 class="wp-block-heading">OBS: Como ter uma identidade forte e ser centrado em si mesmo</h3>



<p class="wp-block-paragraph">A maioria das pessoas no mundo caminha pela vida em um estado de transe, sonambulas, adormecidas, vivendo uma vida sem propósito e significado (apenas seguindo roteiros não originados a partir de suas próprias consciências). <strong>Elas não sabem quais são seus valores, quem são ou o que desejam da vida.</strong></p>



<ol class="wp-block-list">
<li><strong>Quem nós somos:</strong> Isso significa você ser a sua própria fonte de validação, sem nenhuma necessidade de buscar a aprovação/validação dos outros para saber quem você é. Significa você não depender de forças externas para se sentir confiante e com valor próprio. Sua confiança vem de dentro e não depende dos outros.</li>



<li><strong>Quais são os nossos valores</strong>: Significa saber quais são as coisas que realmente importam para você, quais são as suas prioridades. Significa você escolher e viver de acordo com os seus próprios padrões. Significa você estar consciente dos valores que te movem e guiam, para que não seja guiado por valores adquiridos irracionalmente ou aceito passivamente dos outros. Entenda que uma das formas em que viver inconscientemente se manifesta, é justamente devido a cegueira aos valores que guiam suas ações e uma indiferença a essa questão.</li>



<li><strong>Onde estamos indo e o que queremos atingir nessa vida</strong>: Seu propósito, sua missão, seus objetivos e metas. Seguir o que realmente é autêntico para você!</li>
</ol>



<p class="wp-block-paragraph">Poucas pessoas sabem dessas 3 coisas básicas Geralmente procuramos e esperamos que a sociedade nos dê essas respostas, sempre estamos olhando para os outros para que eles nos digam o que devemos fazer com nossa vida.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A medida que você vive de acordo com seus valores, seu senso de identidade, integridade, controle e direção própria preencherá sua vida com paz e alegria. Você se definira pelo que é por dentro, não pela opinião ou comparações feitas pelos outros. </p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Dessa forma, é muito difícil você ficar reativo e inseguro, você só fica dessa forma quando não sabe quem você é, quando não sabe o que valoriza e para onde está indo.</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Como complemento a esse post, sugiro que você leia o texto em que eu analiso os ensinamentos de um dos grandes propagadores do &#8220;<em>Mindfulness</em>&#8221; e espiritualidade contemporânea chamado Eckhart Tolle:</p>



<figure class="wp-block-embed is-type-wp-embed is-provider-revolu-o-interior wp-block-embed-revolu-o-interior"><div class="wp-block-embed__wrapper">
<div class="video_embed clearfix"><blockquote class="wp-embedded-content" data-secret="XmnAdW43dt"><a href="https://revolucaointerior.com/2024/04/29/eckhart-tolle-e-a-idiocracia-uma-critica-a-espiritualidade-moderna-e-falsos-gurus/">Eckhart Tolle e a Idiocracia | Uma Critica a Espiritualidade Moderna e Falsos Gurus</a></blockquote><div class="video_embed clearfix"><iframe class="wp-embedded-content" sandbox="allow-scripts" security="restricted"  title="&#8220;Eckhart Tolle e a Idiocracia | Uma Critica a Espiritualidade Moderna e Falsos Gurus&#8221; &#8212; Revolução Interior" src="https://revolucaointerior.com/2024/04/29/eckhart-tolle-e-a-idiocracia-uma-critica-a-espiritualidade-moderna-e-falsos-gurus/embed/#?secret=NsOponTz4P#?secret=XmnAdW43dt" data-secret="XmnAdW43dt" width="500" height="282" frameborder="0" marginwidth="0" marginheight="0" scrolling="no"></iframe></div></div>
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		<title>Meditação Para Curar Ansiedade Social (Solte Sua Ansiedade Social)</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Davi Klein]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 18 Apr 2022 18:18:42 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Autoconhecimento]]></category>
		<category><![CDATA[Meditações e Práticas]]></category>
		<category><![CDATA[como curar ansiedade social]]></category>
		<category><![CDATA[meditação guiada para ansiedade social]]></category>
		<category><![CDATA[meditação para ansiedade social]]></category>
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					<description><![CDATA[Texto da meditação guiada para soltar ansiedade social Traga a sua consciência as diferentes sensações que surgem quando você pensa em ansiedade social. Apenas escute minha voz e comece a tomar consciência do que vem a tona quando eu digo ansiedade social. Quando você pensa em você falando com pessoas desconhecidas, de você ser o [&#8230;]]]></description>
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<div class="video_embed clearfix"><div class="video_embed clearfix"><iframe title="Meditação Guiada Para Deixar Ir ANSIEDADE SOCIAL (Inspirada no David R. Hawkins e Método Sedona)" width="500" height="281" src="https://www.youtube.com/embed/fK0BgKmiEmQ?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe></div></div>
</div></figure>



<h2 class="wp-block-heading">Texto da meditação guiada para soltar ansiedade social</h2>



<p class="wp-block-paragraph">Traga a sua consciência as diferentes sensações que surgem quando você pensa em ansiedade social. Apenas escute minha voz e comece a tomar consciência do que vem a tona quando eu digo ansiedade social. Quando você pensa em você falando com pessoas desconhecidas, de você ser o centro das atenções, de você se expressar no meio de todo mundo, de você dizer algo e todas as pessoas olharem e te julgarem. Quais são as sensação que surge em você quando as pessoas te olham e te julgam? Quando você escuta alguém falando sobre você? </p>



<p class="wp-block-paragraph">O que surge em você, em termos de sensações, quando você escuta: ser exposto &#8211; você estar preso em uma situação que não pode sair, se sentindo preso, vulnerável, com medo, inseguro e ansioso? E se você falhar ou errar? E se você fizer papel de bobo e todo mundo olhar e começar a rir de você? E se as pessoas forem más com você? E se você cometer um erro? E se você as pessoas pensarem coisas ruins de você? E se você realmente passar vergonha e se sentir constrangido? Como você se sentiria? </p>



<p class="wp-block-paragraph">Você poderia amar e abraçar todas essas sensações de vergonha, constrangimento, insegurança? Apenas dê boas vindas a essas sensações. Deixe elas ficarem aqui, sem julgá-las, sem evitá-las, sem querer modificá-las. Apenas se permita sentí-las! Você tem que se permitir sentir essas sensações totalmente para que você possa deixar elas irem embora de seu sistema. </p>



<p class="wp-block-paragraph">E quando você pensa na sua infância, na época da escola por exemplo &#8211; naqueles momentos em que você se sentiu envergonhado, culpado e constrangido, seja por algo que um amigo seu disse, seja uma bronca que recebeu dos seus pais e professores. </p>



<p class="wp-block-paragraph">Pense naqueles momentos em que te falaram que você não era bom o bastante, que as pessoas brigaram com você e te corrigiram pelo seu comportamento errado e falho, que as pessoas fizeram você se sentir culpado e inadequado, como se tivesse algo de errado com você. </p>



<p class="wp-block-paragraph">Pense em todos esses momentos e dê boas vindas a todas as sensações que forem surgindo enquanto eu guio vocês nesse meditação. Apenas permita elas se manifestarem e dê boas vindas a todas elas.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Pense naquelas situações onde você sentiu aquela pressão das pessoas te julgando, fazendo comentários sobre você, talvez falando mal sobre você e te criticando, desaprovando você. Apenas continue reconhecendo as sensações que vierem a tona e vá respirando conscientemente com elas. </p>



<p class="wp-block-paragraph">E quando você pensa em sair de casa e começar a interagir com pessoas desconhecidas, que você não conhece? O que vem a tona quando você pensa em expressar sua opinião, seu ponto de vista, com convicção e assertividade, na frente de pessoas que não concordam com você e que pensam diferente de você? Existe algum medo? Alguma resistência a isso? E se alguém discordar de você? E se alguém ignorar a sua opinião e dizer que você está errado? E se essa pessoa te desaprovar e não gostar do que você disse e de você? Apenas dê boas vindas a todas essas sensações. </p>



<p class="wp-block-paragraph">Agora, apenas note a tendência que existe em você de se julgar e ser crítico consigo mesmo quando você tem ansiedade social. Traga esses sentimento a superfície de sua consciência. </p>



<p class="wp-block-paragraph">Eu quero que você visualize, agora, um baú, uma caixa fechada com bastante espaço dentro. Visualize você abrindo essa caixa e enquanto faz isso, eu quero que você pense em todos os sentimentos que você têm quando está em um evento social, rodeado por pessoas. Como você se sente quando tem ansiedade social? </p>



<p class="wp-block-paragraph">Existem muitas razões que nos fazem sentir ansiosos ao redor dos outros, talvez medo e preocupações sobre o que as pessoas pensam de você, medo de não gostarem de você. Agora, pense nesse sentimento de ansiedade e medo social e comece a ver todas as razões que te fazem te sentir dessa forma.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Apenas pegue todos esses medos e dúvidas, todas as percepções e crenças que você tem sobre a maneira como você acha que as pessoas te enxergam, sobre o que você acredita que as pessoas pensam sobre você.. apenas pegue tudo isso e coloque nessa caixa, dentro desse baú. </p>



<p class="wp-block-paragraph">Pegue todos os sentimentos e sentimentos limitantes e veja tudo isso indo para a caixa. Visualize as sensações de ansiedade social e medo sendo derramadas e transferidas para a caixa. Vá derramando todas isso dentro de caixa. Veja que ela está se enchendo de toda a sua ansiedade social e crenças limitantes que você possa ter sobre socializar. </p>



<p class="wp-block-paragraph">Vá colocando todos os seus medos, tudo aquilo que você teme que lhe aconteça, tudo aquilo que você está se apegando de limitante que cria esse sentimento de ansiedade dentro de você &#8211; coloque tudo isso nessa caixa. Coloque a ansiedade social na caixa. </p>



<p class="wp-block-paragraph">Feito isso, eu quero que você feche essa caixa. Tranque ela com um cadeado. E agora, visualize você queimando essa caixa, com tudo aquilo que tem dentro dela. Ou você pode imaginar uma luz branca e purificadora saindo do céu e dissolvendo toda essa caixa. Deixe tudo ir embora. </p>



<p class="wp-block-paragraph">Então, apenas reconheça e coloque sua atenção a todas as sensações que vieram a tona relacionadas a ansiedade social.</p>
]]></content:encoded>
					
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			</item>
		<item>
		<title>A Meditação Verdadeira: Descubra a Liberdade da Consciência Pura (Adyashanti traduzido)</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Davi Klein]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 15 Apr 2022 18:25:06 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Autoconhecimento]]></category>
		<category><![CDATA[Livros Fodas]]></category>
		<category><![CDATA[Meditações e Práticas]]></category>
		<category><![CDATA[Adyashanti livro traduzido]]></category>
		<category><![CDATA[adyashanti livros]]></category>
		<category><![CDATA[livros de adyashanti português]]></category>
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					<description><![CDATA[Nesse post, irei trazer os ensinamentos de Adyashanti a respeito da verdadeira meditação, e sobre a liberdade que podemos conseguir através dela. Nesse blog, tenho o intuito de trazer os ensinamentos/ponteiros dos maiores mestres espirituais, que podem nos ajudar e nos guiar em nosso caminho de descoberta da natureza da realidade, do Self, Tao, Pura [&#8230;]]]></description>
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<div class="video_embed clearfix"><div class="video_embed clearfix"><iframe title="True Meditation (Adyashanti) - A Meditação Verdadeira: Descubra a Liberdade da Consciência Pura" width="500" height="281" src="https://www.youtube.com/embed/ZnedNOSU4eI?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe></div></div>
</div></figure>



<p class="wp-block-paragraph">Nesse post, irei trazer os ensinamentos de Adyashanti a respeito da verdadeira meditação, e sobre a liberdade que podemos conseguir através dela. Nesse blog, tenho o intuito de trazer os ensinamentos/ponteiros dos maiores mestres espirituais, que podem nos ajudar e nos guiar em nosso caminho de descoberta da natureza da realidade, do <em>Self</em>,<em> Tao</em>,<em> Pura consciência</em>, <em>Deus</em>, <em>Verdade</em> (ou o que quer que você queira chamar)</p>



<p class="wp-block-paragraph">O livro <em>&#8220;True Meditation: Discover the freedom of pure awareness&#8221; </em>foi escrito por Adyashanti, um dos grandes professores espirituais da atualidade, que estudou na escola zen budista por cerca de 14 anos. Ele compartilha muitos <em>insights</em> sobre a natureza do nosso ser e nos orienta para ela, por meio dos seus ensinamentos simples e diretos.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>O que aconteceria se você permitisse que tudo fosse exatamente como é? Se você desistisse da necessidade de controlar e, em vez disso, abraçasse toda a sua experiência, de momento a momento?</strong> </p>



<p class="wp-block-paragraph">O que Adyashanti percebeu ao longo de seus anos como professor espiritual,  é que somente quando você se desapega de todas as técnicas &#8211; até mesmos do conceito que você têm de si mesmo como meditador &#8211; que você irá se abrir para a <em>Verdadeira Meditação</em>, mergulhando no estado natural.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Em suas próprias palavras:</p>



<blockquote class="wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow"><p><em>&#8220;Fomos ensinados a acreditar que o despertar é difícil, que para acordar da ilusão da separação são necessários muitos anos. Mas tudo o que é necessário é a disposição de olhar para as profundezas de sua experiência aqui e agora. A Verdadeira Meditação te dá a oportunidade de recuperar o verdadeiro propósito da meditação: ser uma porta de entrada para a liberdade sem objetos/forma do Ser&#8221;</em></p><cite>Adyashanti</cite></blockquote>



<blockquote class="wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow"><p>&#8220;<em>Não importa se a pessoa é nova a meditação ou se ela já medita a muito tempo. O que importa é a<strong> atitude</strong> na qual nos engajamos no processo da meditação.<strong> A coisa mais importante é chegar a meditação com uma atitude aberta, uma atitude que é verdadeiramente inocente, o que significa uma atitude que não é colorida pelo passado,</strong> pelo que ouvimos sobre meditação pela mídia ou pelas diversas tradições religiosas e espirituais. Precisamos abordar a noção da meditação de forma fresca e inocente.</em>&#8220;</p><cite>Adyashanti</cite></blockquote>



<p class="wp-block-paragraph">Todos nós vivemos numa espécie de laboratório espiritual na qual testamos os ensinamentos que encontramos ao fogo de nossa própria experiência. O que importa, não é a verdade que outras pessoas nos dizem, ou as práticas que sabemos imitar, mas as <strong>descobertas espirituais que descobrimos por meio da investigação pessoal</strong>. </p>



<p class="wp-block-paragraph">Nos retiros de silêncio que Adya realizava com buscadores espirituais, a instrução básica que ele dava para o processo da Verdadeira Meditação era a seguinte: <strong>Sem manipulações</strong>. Além dessa instrução, Adya também fornecia um folheto escrito para que os praticantes contemplassem, caso achassem necessário, explicando o que ele queria dizer com &#8220;Verdadeira Meditação&#8221;. O folheto dizia o seguinte:</p>



<h2 class="wp-block-heading">Verdadeira Meditação</h2>



<blockquote class="wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow"><p><em>A Verdadeira Meditação não tem direção, objetivos ou métodos. Todos os métodos visam atingir um determinado estado mental. Todos os estados mentais são limitados, impermanentes e condicionados. O fascínio pelos estados leva apenas ao apego e à dependência. A verdadeira meditação é a permanência como consciência primordial.</em></p><p><em>A verdadeira meditação aparece na consciência espontaneamente quando a consciência não está fixada em objetos de percepção. Quando você começa a meditar, você percebe que a consciência está sempre focada em algum objeto: em pensamentos, sensações corporais, emoções, memórias, sons, etc. Isso ocorre porque a mente está condicionada a se concentrar e se contrair nos objetos. Então, a mente interpreta compulsivamente o que está ciente (o objeto) de uma forma mecânica e distorcida. Ele começa a tirar conclusões e fazer suposições de acordo com o condicionamento passado</em>.</p><p><em>Na verdadeira meditação todos os objetos são deixados em seu funcionamento natural.<strong> Isso significa que nenhum esforço deve ser feito para manipular ou suprimir qualquer objeto de consciência</strong>. Na meditação pura, a ênfase está em <strong>ser consciência</strong>: não em estar cônscio de objetos, mas em <strong>repousar como a própria consciência primordial</strong>. </em></p><p><em><strong>A consciência primordial (consciência) é a fonte na qual todos os objetos surgem e desaparecem. </strong>À medida que você relaxa suavemente na consciência, na escuta, a contração compulsiva da mente em torno dos objetos vai desaparecer. A quietude do ser virá mais claramente à consciência como um convite para repousar e permanecer nela. Uma atitude de receptividade aberta, livre de qualquer objetivo ou antecipação, facilitará a presença do silêncio e da quietude que se revelará como sua condição natural.</em></p><p><em>O silêncio e a quietude não são estados e, portanto, não podem ser produzidos ou criados. O silêncio é o não-estado pelo qual todos os estados surgem e desaparecem. Silêncio, quietude e consciência não são estados e nunca poderão ser percebidos em suas totalidades como objetos. </em></p><p><em>O silêncio é a testemunha eterna sem forma ou atributos. À medida que você descansa mais profundamente como testemunha, todos os objetos assumem sua funcionalidade natural e a consciência se torna livre das contrações e identificações compulsivas da mente e retorna ao seu não-estado natural de Presença.</em></p><p><em>A simples mas profunda pergunta &#8220;Quem sou eu?&#8221; pode então revelar que você não é a tirania infinita da personalidade-ego, mas Liberdade sem forma/objeto do Ser &#8211; a consciência primordial na qual todos os estados e todos os objetos vêm e vão como manifestações do Self (eu) não nascido e eterno que você é.</em></p><cite>Adyashanti</cite></blockquote>



<p class="wp-block-paragraph">De acordo com Adya, o que mais importa não é o que os outros falam mas sim o que você descobre/realiza em sua própria experiência. </p>



<h2 class="wp-block-heading">Permitindo que tudo seja como é</h2>



<p class="wp-block-paragraph">Iremos investigar a noção total de meditação, o que a meditação é, porquê meditamos e onde a meditação pode nos levar. Eu quero explorar o que chamo de &#8220;Verdadeira meditação&#8221;. Você perceberá que ela é algo muito específico e diferente de outras meditações que as pessoas estão acostumadas a escutar sobre. Mas primeiramente, irei contar uma história pessoal:</p>



<h3 class="wp-block-heading">Terminando a guerra com a mente</h3>



<p class="wp-block-paragraph">Eu venho de uma tradição Zen Budista, e nessa tradição há uma longa história na qual a prática fundamental (primordial) é a meditação. No Zen, você medita por horas em uma posição sentada por um tempo específico. E o que eu descobri  depois de muitos anos de prática nesse estilo de meditação é que eu não era particularmente bom nela. Eu acho que muitas pessoas descobrem, quando elas começam a meditar, que elas não são boas naquilo &#8211; suas mentes são aceleradas, seus corpos querem ficar se mexendo e é difícil para elas se acalmarem e ficarem quietas. Então, a minha experiência desde o começo foi que a meditação era algo muito difícil de fazer e eu descobri que muitas pessoas enfrentam a mesma dificuldade.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Então, eu me encontrava sentado em vários retiros e em casa. Em casa, eu me sentava por cerca de meia hora, uma hora ou as vezes até mais &#8211; e muito da minha meditação, na realidade, não era meditação de fato. Era muito esforço, muito de tentar acalmar a mente e controlar meus pensamentos e muito de tentar ficar quieto/silencioso, sem muito sucesso &#8211; exceto por alguns momentos mágicos na qual a meditação parecia ocorrer.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Pelo fato de eu não ser &#8220;bom&#8221; em meditar inicialmente, em ser capaz de controlar minha mente e entrar em estados meditativos, depois de alguns anos eu percebi que eu precisava encontrar uma forma diferente de meditar. A abordagem que eu estava usando claramente não estava funcionando. Foi a partir daí que eu inicie minha investigação no que eu chamo de &#8220;Verdadeira Meditação&#8221;.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Um dia, eu estava conversando com minha professora e ela disse: &#8220;<em><strong>Se você tentar vencer a guerra contra a sua mente, você continuara em guerra para sempre</strong></em>.&#8221; Aquilo me fez perceber algo. Naquele momento eu percebi que eu estava vendo a meditação como uma batalha contra minha mente. Eu estava tentando controlar a mente, tentando pacificá-la, tentando fazer a minha mente ser quieta. Se eu continuasse dessa forma eu continuaria preso nessa luta interminável com minha mente &#8211; eu precisava achar uma forma de não ficar em guerra com minha mente. Sem mesmo saber, eu comecei a investigar, de uma maneira quieta e profunda, como seria não estar em guerra com a minha própria mente.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Eu comecei a meditar de uma forma diferente. Eu deixo de lado a ideia que eu tinha do que a meditação deveria ser. Minha mente tinha muitas ideias sobre meditação: Que deveria ser pacífica, que eu deveria me sentir de uma determinada forma, mais calmo, que a meditação deveria me levar a um profundo estado de ser. Mas, pelo fato de eu não ter conseguido me aperfeiçoar na técnica que meditação que antes me fora ensinada, eu tive que descobrir uma forma diferente de meditar, <strong>que não era baseada em uma técnica</strong>. Então, eu simplesmente sentei e deixei minha experiência <em><strong>ser</strong></em>, de uma forma muito profunda. Eu comecei a <strong>deixar de lado qualquer tentativa de controlar minha experiência.</strong> Isso se tornou o começo da descoberta da Verdadeira Meditação. Daquele ponto em diante, aquela mudança, de deixar de aperfeiçoar uma técnica ou disciplina para <strong>deixar ir/desapegar-se de qualquer técnica ou disciplina</strong> começou a ser a maneira como eu me envolvia com a meditação.</p>



<h3 class="wp-block-heading">Uma atitude de inocência</h3>



<p class="wp-block-paragraph">Nossas ideias sobre meditação são geralmente coloridas pelo nosso condicionamento passado &#8211; sobre o que aprendemos, sobre o que pensamos que a meditação é, sobre onde achamos que ela nos conduzirá. A meditação pode servir a uma ampla gama de agendas. </p>



<p class="wp-block-paragraph">Algumas pessoas meditam para uma melhor saúde física e emocional ou para tranquilizar seus corpos/mentes. Algumas pessoas meditam para abrir certos canais sutis de energia dentro de seus corpos, chamados geralmente de <em>chakras</em>. Algumas pessoas meditam para desenvolver amor, compaixão.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Algumas pessoas meditam para alcançar estados alterados de consciência. Outras pessoas meditam para ganharem algum tipo de poder espiritual ou físico, que chamam de <em>siddhis</em>. </p>



<p class="wp-block-paragraph">E então tem a meditação para ajudar no despertar espiritual e iluminação. É esse tipo de meditação, a meditação que ajuda no despertar espiritual e na iluminação que eu me interesso, e é justamente nisso que a Verdadeira Meditação se baseia.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Não importa se a pessoa é nova na meditação ou se já medita a um longo tempo. O que eu percebi é que a história não faz qualquer diferença. O que importa é a <strong>atitude</strong> com que nos engajamos no processo de meditação. </p>



<p class="wp-block-paragraph">A coisa mais importante é que nós venhamos a meditação com uma <strong>atitude aberta, uma atitude que é verdadeiramente inocente, que não é colorida pelo passado</strong>, pelo que ouvimos sobre meditação por meio da cultura, pela mídia ou pelas diversas tradições religiosas e espirituais. Precisamos abordar a noção de meditação de uma forma que é fresca e inocente.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Como um professor espiritual, eu encontrei muitas pessoas que meditaram por muitos e muitos anos. Uma das coisas mais comuns que eu escuto dessas pessoas é que, apesar delas terem meditado durante todo esse tempo, elas não se sentiam verdadeiramente transformadas. </p>



<p class="wp-block-paragraph">A transformação interna profunda &#8211; a revelação espiritual &#8211; que a meditação oferece é algo que engana a muitas pessoas, até mesmo aqueles que já são praticantes por um bom tempo. Existem razões específicas e muito boas dos motivos pelos quais algumas práticas de meditação não levam a tal processo de transformação. A razão principal é simples e, por conta disso, fácil de ignorar: <strong>nós nos aproximamos da meditação com a atitude errada</strong>. </p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Nós realizamos nossa meditação com uma atitude de controle e manipulação</strong> e essa é justamente a razão pela qual nossa meditação nos leva ao que parece ser um beco sem saída. O estado desperto, o estado iluminado também pode ser chamado de o <strong>estado natural</strong> de ser. Como o controle e a manipulação possivelmente possa nos levar ao estado natural?</p>



<h3 class="wp-block-heading">Abandonando o controle e a manipulação</h3>



<p class="wp-block-paragraph">A iluminação é, no fim, nada mais do que o <strong>estado natural</strong> de ser. Se você retirar toda a terminologia complexa e todo o jargão complexo, <strong>a iluminação é simplesmente retornar ao nosso estado natural de ser</strong>. Um estado natural, é claro, significa um estado que não é artificial (inventado), um estado que não requer esforço ou disciplina para ser mantido, um estado de ser que não é intensificado por qualquer tipo de manipulação da mente ou do corpo &#8211; em outras palavras, um estado que é completamente natural, totalmente espontâneo.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Aqui está uma das razões pelas quais a meditação muitas vezes leva a um beco sem saída.<strong> Muitas técnicas de meditação, quando você as olha de perto, são uma forma de controle. Enquanto a mente estiver controlando e guiando a experiência, é bem improvável que nos leve ao estado natural. </strong> O estado natural é aquele no qual não somos controlados pela mente. </p>



<p class="wp-block-paragraph">Quando a mente é envolvida no controle e manipulação, pode levar a diversos estados de consciência: você pode aprender a como silenciar a mente ou a ter poder psiquicos. Você pode atingir muitas coisas através de um estilo de meditação que é orientado pela técnica e manipulação. Mas o que você não conseguirá fazer é chegar ao seu estado de ser natural e espontâneo.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Isso parece ser a coisa mais óbvia do mundo. Qualquer um pode dizer a você que você não chegará ao estado natural e espontâneo de ser através do controle interno e manipulação, porém isso frequentemente nos engana. O problema não é necessariamente no estilo de meditação e nem mesmo na técnica, apesar de que a técnica que usamos pode ter uma influencia profunda. <strong>O problema se encontra na atitude na qual nos engajamos na meditação</strong>. Se nossa atitude é uma atitude de controle e manipulação &#8211; se tivermos a abordagem de que iremos nos aperfeiçoar numa disciplina &#8211; então isso atrapalhará.<strong> Nesse caso, é na verdade o ego ou a mente que está meditando</strong>. E, é claro,<strong> quando estamos falando da iluminação ou do despertar espiritual, estamos falando sobre despertar da mente, despertar do ego.</strong> No que eu chamo de Verdadeira Meditação, essa tendência da mente de controlar e manipular é abandonada logo de início. <strong>Esse <em>soltar/deixar ir </em>do controle e da manipulação é a fundação da Verdadeira Meditação.</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Quando a maioria das pessoas sentam para meditar, a primeira coisa que eles pensam é &#8220;Ok, como eu controle a minha mente?&#8221; É exatamente isso que eu venho chamando de manipulação. A manipulação é uma palavra forte, mas eu a estou usando para chamar a sua atenção, para chamar a sua atenção para o fato de que quando nos sentamos para meditar e nos perguntamos &#8220;Ok, como irei controlar a minha mente? Como irei ter paz? &#8211; o que a mente está realmente fazendo é perguntando: &#8220;Como eu controlo a mim mesmo para que eu me sinta melhor?&#8221; E você pode aprender a controlar a sua mente e acalmar sua mente e corpo aplicando uma técnica de controle. Por um tempo , isso pode fazer você se sentir bem. Mas quando controlamos nossas mentes com objetivo de obter um certo estado de paz ou tranquilidade, é como se você tentasse fazer alguém ficar quieto tapando a boca dessa pessoa com uma fita adesiva. Nesse caso, você foi bem sucedido em conseguir tal pessoa ficar quieta, mas você fez isso de uma maneira manipulativa. De que adianta isso? Assim que você retirar fora a fita, a pessoa voltara a falar não? </p>



<p class="wp-block-paragraph">Eu acho que qualquer pessoas que tenha meditado saiba a experiência de meditar e atingir um certo controle da mente, um controle do corpo. Pode dar uma sensação boa e a experiência pode até ser profunda, mas quando você para de meditar e se levanta, imediatamente sua mente começa a tagarelar de novo. Nós experienciamos uma certa quietude por meio desse controle, mas logo que abrimos mão desse controle, a mente volta a disparar. Muitos meditadores enfrentam esse dilema. Nós atingimos um certo estado de paz quando meditamos, mas quando paramos de meditar a paz se vai.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A Real Meditação não é sobre ficar bom em uma técnica, <strong>é sobre abrir mão do controle. Isso é meditação. Todo o resto é uma forma de concentração</strong>. Meditação e concentração são duas coisas diferentes. A concentração é uma disciplina; a concentração é uma forma de permanecermos no controle e direcionarmos nossa experiencia. A meditação é deixar ir o controle, é soltar a necessidade de querer conduzir nossa experiencia de uma maneira em particular. A fundação da Verdadeira Meditação é deixar ir o controle.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Para um ser humano deixar ir o controle é uma coisa grandiosa. Parece fácil dizer &#8220;Só deixe ir o controle&#8221;.  Mas, para a maioria dos seres humanos, a nossa estrutura psicológica inteira, nosso eu psicológico inteiro, nossos egos, são formados quase inteiramente por controle. Pedir para a mente ou para o ego para &#8220;Deixar ir o controle&#8221; é uma ideia revolucionária.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O que eu estou sugerindo na Verdadeira meditação é que olhemos, que olhemos a meditação como uma forma de investigação. A verdadeira meditação não é uma nova técnica. É mais como uma forma de investigar a si mesmo, em seu próprio corpo, mente e autoridade de sua própria experiencia o que acontece quando você abre mão do controle e permite que tudo seja como é. O que acontece quando você permite que a experiencia seja exatamente como ela é, sem tentar mudá-la. Ao invés de ser uma técnica, a Verdadeira meditação é uma forma de investigação. O que acontece quando deixamos ir o controle e a manipulação?</p>



<h3 class="wp-block-heading">Movendo-se além do meditador</h3>



<p class="wp-block-paragraph">O segundo aspecto da Verdadeira meditação é a autoinquirição/autoinvestigação meditativa. A autoinvestigação é a prática de introduzir uma questão, uma poderosa questão espiritual no estado meditativo de mente. </p>



<p class="wp-block-paragraph">Nós não estamos apenas perguntando qualquer pergunta banal e sim perguntas de real valor, questões que tem o poder de penetrar as camadas de condicionamento e atingir a nossa natureza essencial. A pergunta mais importante que podemos perguntar é &#8220;O que sou eu? Quem é o meditador?&#8221;. Essa questão corta todas as formas que o ego tenta controlar a experiencia. Ela pergunta: &#8220;Quem está controlando a experiencia?&#8221; &#8220;Quem está meditando?&#8221;. </p>



<p class="wp-block-paragraph">Uma da essência da meditação é para irmos além do meditador &#8211; para ir além do ego/mente. Enquanto o meditador estiver no controle, existe pouca possibilidade de se mover além da mente e do ego. É por isso que, na Verdadeira Meditação, a prática é a de DEIXAR IR o meditador. O primeiro instante da meditação é um convite para deixar ir o controle, permitindo que tudo seja como é. Essa prática desengaja o meditador. Se o meditador estiver fazendo algo é simplesmente deixando ir o controle, deixar ir de querer modificar e mudar as coisas como elas são. </p>



<p class="wp-block-paragraph">Quando eu digo meditador, é importante de entender que o meditador é aquele que está controlando. O meditador é aquele que está tentando, o manipulador, o que está fazendo esforço. E, na maior parte das meditações que vemos por ai, o meditador está sempre engajado. A mente está sempre se envolvendo com algo, fazendo algo e a mente ama ter algo para fazer (pois assim permanece no controle).</p>



<p class="wp-block-paragraph">Mas, para a meditação ser relevante em termos de despertar espiritual, em termos de despertarmos para a verdadeira natureza de quem nós somos &#8211; <strong>nós precisamos ir além do meditador, além do controlador, além do manipulador</strong></p>



<h3 class="wp-block-heading">As técnica meditativas possuem algum valor?</h3>



<p class="wp-block-paragraph">Muitas pessoas (incluindo eu), vêm de diferentes tradições onde a meditação é ensinada como uma técnica. Somos ensinados várias formas de controle, como focar na respiração ou focar em várias outras partes do corpo.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Frequentemente somos ensinados a nos sentar em determinada postura, com nossas costas retas, respirando de uma maneira particular. Essas técnicas e disciplinas foram ensinadas por centenas e milhares de anos e eu não estou dizendo que elas não tenham mérito ou valor (elas possuem).</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>O que eu estou dizendo, no entanto, é que é somente quando começamos a deixar ir as técnicas, quando começamos a deixa ir desse foco, que podemos nos aproximar do nosso estado natural de ser</strong>.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Muitas vezes, essas técnicas obscurecem o nosso estado natural de consciência. Quando eu estou dando um retiro de meditação, eu frequentemente começo o retiro dizendo que eu sei que pessoas diferentes possuem diferentes formas de meditar e de centrar suas mentes &#8211; alguns seguem a respiração, outros repetem mantras, outros visualizam coisas, etc.  </p>



<p class="wp-block-paragraph">Eu digo para o grupo que está tudo bem eles se engajarem com essas técnicas no começo da meditação, como forma de estabelecer a mente no aqui e agora.<strong> Porém, eu também sugiro que em determinado período da meditação, nós também tiremos um tempo para soltar e deixar ir qualquer técnica que estamos usando</strong>. Se eu estou seguindo minha respiração, eu também experimento o que acontece quando eu deixo de seguir a minha respiração. O que acontece quando eu deixo de assistir a mente? Ou quando eu deixo de dizer o meu mantra? Essas práticas são uteis para nos ajudar a trazer nossa atenção no momento presente, este é o seu valor primário. <strong>Mas, depois que nossa atenção está no presente, então o convite é para deixar ir essas técnicas e começar a investigar o nosso estado natural de ser.</strong> </p>



<p class="wp-block-paragraph">E eu também descobri que, se não tomarmos cuidado, essas tradições antigas e técnicas, muitas das vezes viram apenas disciplinas. Elas acabam assistindo suas respirações por anos e anos, se tornando especialistas em assistir suas respirações. Mas, no fim, a espiritualidade não é sobre assistir a respiração. É sobre acordar do sonho da separação a verdade da unidade. Trata-se disso, e podemos facilmente esquecer disso quando ficamos fissurados em uma técnica. </p>



<p class="wp-block-paragraph">Então, nós podemos começar com um pouco de técnica, um pouco de assistir a respiração ou de dizer um mantra ou fazer uma visualização. Mas, minhas sugestão é que sempre nos movemos a uma curiosidade de querer saber o que acontece quando permitimos que tudo seja como é, e é justamente nesse ponto que transitamos entre o controle da mente para a Verdadeira Meditação. E isso é algo revolucionário.</p>



<h3 class="wp-block-heading">A verdadeira meditação começa ao repousarmos no estado natural</h3>



<p class="wp-block-paragraph">Na Verdadeira Meditação, nós começamos da fundação de deixar tudo ser como é. Na Verdadeira meditação nós não estamos nos movendo em direção ao estado natural, ou tentando criar o estado natural &#8211; nós, já de início, começamos do estado natural. É isso que eu descobri depois de todos esses anos quando eu comecei a deixar ir do meditador, do controlador. O que eu percebi foi que a paz e a quietude que eu estava tentando obter já estavam aqui &#8211; tudo o que eu precisava fazer é para de tentar obtê-las. Tudo o que eu precisava fazer é sentar e permitir a minha experiência ser o que ela era.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Como muitas pessoas, quando eu me sentava para meditar, as vezes eu me sentia bem e calmo. Outras vezes eu me sentia agitado, ansioso. Outras vezes triste, outras feliz. O que eu percebi foi que quando eu permitia minha experiencia ser do jeito que ela era, sem tentar modificá-la, um senso subjacente de quietude e silencio começavam a penetrar naturalmente em minha consciência, que não era derivado de esforço ou disciplina. </p>



<p class="wp-block-paragraph">Eu descobri que o estado natural, o nosso estado natural de ser, não é um estado alternado de consciência. Muitas pessoas associam meditação com estados alternados de consciência e isso é um grande equívoco que obscurece o potencial da meditação. O potencial de que estou falando é sobre o despertar espiritual, o despertar da realização do que você (e tudo o mais) realmente é, a Unidade de tudo. </p>



<p class="wp-block-paragraph">Quando pensamos em meditação, nós precisamos deixar ir da ideia de que a Iluminação é um estado alternado de consciência que de alguma forma podemos obter. Existem muitos tipos de estados alternados de consciência. Muitas pessoas pensam que a iluminação é algum tipo de estado alternado de consciência. Isso é um grande equívoco. A iluminação é o estado natural de consciência, o estado inocente de consciência, o estado que não é contaminado pelo movimento do pensamento, que não é contaminado pelo controle ou manipulação da mente. </p>



<p class="wp-block-paragraph">Nós não podemos chegar a essa verdade através de manipulação. Nós não podemos no mover além da falsa identidade egoica pelo desejo pelo controle. Nós só podemos começar a permitir a consciência a despertar de sua identificação com o pensamento e sentimento, com o corpo, mente e personalidade, ao nos permitirmos descansar no estado natural desde o início. </p>



<h3 class="wp-block-heading">O ato último de fé</h3>



<p class="wp-block-paragraph">O despertar espiritual não vem através de nenhum tipo de entendimento intelectual. Nós não podemos chegar a nossa verdadeira natureza através de palavras, através de conceitos, através de ideias ou ideologias. Nenhuma dessas formas é capaz de revelar a nossa verdadeira natureza. </p>



<p class="wp-block-paragraph">Isso não significa que a mente também não participa de alguma forma no despertar &#8211; isso também é um equívoco. A mente também desempenha um papel importante. </p>



<p class="wp-block-paragraph">Eu não estou sugerindo que a mente e o pensamento sejam o problema. É o nosso apego a mente que é o problema. É um busca ilusória tentar olhar para conceitos e ideias como tentativas de achar a verdade, a paz, a felicidade. Quando deixamos ir a mente pensante, nos tornamos receptivos ao insight, a revelação, um entendimento/sabedoria intuitiva originada de um ponto além da mente.</p>



<p class="wp-block-paragraph">E, que nem vimos anteriormente, para ganharmos acesso a esse tipo de insight, nós começamos por deixar ir o controle, nós entramos no estado natural de ser. Num sentido, a Verdadeira meditação é o maior ato de fé. Pois, sentar e permitir que tudo seja como é, deixando ir o controle e manipulação, é, em si, um grande ato de fé.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O que acontece quando deixamos ir o controle? Quando deixamos tudo ser exatamente como é? Essas são questões fundamentais da espiritualidade. Até que sejamos capazes de permitir que tudo seja como é, da forma mais profunda possível, nós ainda estaremos engajados em algum tipo de controle. Na verdadeira espiritualidade e na verdadeira meditação, nós estamos deixando ir o controle logo de início. Nós não estamos investindo energia no ego, na mente, no controlador, no manipulador. Nós estamos deixando ir o esforço, o que é algo revolucionário para a maioria de nós. </p>



<p class="wp-block-paragraph">Então quando eu digo que estamos deixando ir o controle, que estamos permitindo que tudo seja como é, é a mesma coisa que dizer que estamos deixando de fazer esforço. Nós fomos ensinados que para entrar em um estado natural de consciência, nós precisamos aprender a controlar e disciplinar a nós mesmos, mas o que eu estou dizendo é o oposto &#8211; você chega no estado natural ao deixar ir o controle e esforço. É tudo muito simples. Sente-se, deixe tudo ser como é. </p>



<p class="wp-block-paragraph">Você pode até mesmo perguntar a si mesmo, logo de início: &#8220;Não é verdade que a paz e quietude que eu estou tentando obter por meio da meditação já estão aqui e agora?&#8221; Então, procure, investigue por si mesmo. Nós podemos chegar a conclusão de que a paz e a quietude são realmente nossos estados naturais, que já estão acontecendo. </p>



<h3 class="wp-block-heading">Esforço sem esforço</h3>



<p class="wp-block-paragraph">Meditar em uma atitude sem esforço não é a mesma coisa que ser preguiçoso. Meditação tem a ver com vitalidade, vivacidade, alerta. Sem esforço não significa preguiça, significa esforço o suficiente para permanecer em um estado de vivacidade, alerta, presente, aqui e agora. Esse é o esforço sem esforço.</p>



<h3 class="wp-block-heading">Nossa tendência natural é despertar</h3>



<p class="wp-block-paragraph">Quando nós meditamos dessa forma que estou descrevendo, quando deixamos ir o controle e permitimos que tudo seja como é, nossa tendência natural é despertarmos. Nós, biologicamente e psicologicamente, estamos nos voltando em direção ao despertar. </p>



<h3 class="wp-block-heading">Deixe tudo dentro de você se revelar a você</h3>



<p class="wp-block-paragraph">Já que a natureza do nosso ser inteiro é despertar, quando nós permitimos que tudo seja como é, o que acaba acontecendo é que o material reprimido em nossa psique emerge.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Na verdade, muitos dos estudantes espirituais, inconscientemente, usam das técnicas meditativas para manterem o material de suas psiques reprimidos. Eles podem não perceber que estão fazendo isso, mas é exatamente isso que está acontecendo.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Quando deixamos ir e realmente nos abrimos e permitimos que as coisas sejam como elas são, não é incomum que certos materiais reprimidos venham para cima, o que pode ser muito chocante.</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Do nada, você pode experienciar raiva na sua meditação, ou tristeza. Você talvez perceba que várias memórias virão para a superfície de sua consciência e se revelarão para você.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Quando nós realmente deixamos tudo ir, o que precisa subir para a superfície começa a subir para a superfície. </strong>A mente talvez não queira que esse material suba para a superfície &#8211; como eu disso, muitas pessoas utilizam de disciplinas e prática espirituais para manter sua inconsciência suprimida. <strong>Quando paramos de suprimir, nossa inconsciência começa a se revelar por conta própria</strong>.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>O que nós precisamos fazer com o material inconsciente que vier a superfície? Nada. Nós simplesmente deixamos ele se revelar. Ele não precisa ser analisado. O que vier a tona, na maioria das vezes, é o conflito não resolvido dentro de nós &#8211; emoções que nós nunca nos permitimos experienciar totalmente, experiencia que nunca nos permitimos experienciar plenamente.</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Esse material não resolvido dentro de nós está implorando para ser experienciado totalmente, sem ser jogado no subconsciente novamente. Então, quando o material reprimido vier a tona, nos precisamos dar a permissão dele subir sem suprimi-lo. </strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Sem analisar, nós simplesmente permitimos esses sentimentos serem experimentados no corpo, em nosso ser, até que eles se dissolvam por conta próprio, em seu devido tempo. O que você irá descobrir, se você fizer isso, é que qualquer material reprimido (seja ele emocional, psiquico, físico, espiritual) vira a tona, emergira para ser experienciado e, logo em seguida, se dissolverá. </p>



<p class="wp-block-paragraph">Se ele não passar e ir embora, você saberá que existe alguma parte sua resistindo ou negando esse material &#8211; o que é uma coisa muito boa quando você conhece reconhecer em si mesmo, pois agora você também pode deixar ir essa tendência. <strong>Nós despertamos por deixar tudo dentro de nós mesmos se revelar, ser sentido, ser experienciado e conhecido. </strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Isso é algo muito importante de se entender. É muito fácil usar técnicas meditativas para suprimir nossa experiencia humana, para suprimir coisas que nós não queremos sentir.<strong> A Verdadeira Meditação, no entanto, é o espaço em que tudo é revelado, tudo é visto, tudo é experienciado.</strong></p>



<h3 class="wp-block-heading">O medo é uma porta de entrada</h3>



<p class="wp-block-paragraph">Eu frequentemente sou perguntado sobre o medo. Ele é comum no caminho espiritual. Quando as pessoas sentam para meditar, não é incomum para o medo vir a tona em algum ponto. Principalmente nesse estilo de meditação, em que nós estamos deixando ir o controle e a manipulação. </p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Para a maioria dos seres humano, isso ira fazer com que surja um certo medo, pois a mente egoica tem muito, muito medo de deixar ir o controle e experienciar abertura</strong>.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Quando a mente faz o contato com o desconhecido (que é algo que não entende) muitas das vezes ela produz medo. Mas na espiritualidade é importante relembrarmos que o medo não necessariamente significa perigo ou ameaça. <strong>Na verdade, o medo significa que estamos indo a um lugar muito mais profundo em nós mesmos.</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Então, se o medo surgir, a coisa mais sábia a se fazer é simplesmente deixá-lo vir a tona. SINTA o medo. Note que a mente tende a criar histórias e medos a redor do medo e reconheça que essas histórias não são verdadeiras. Mas, apenas deixe o medo ser experienciado, pois o medo é uma porta de entrada &#8211; é algo que você precisa enfrentar. </p>



<h3 class="wp-block-heading">Viva da mesma forma que você medita</h3>



<p class="wp-block-paragraph">Sentar-se em meditação é uma coisa linda de se fazer. Em minha experiencia, sentar-se por 20min a 40min por dia é algo que faria muito bem a qualquer pessoa. Se você se sentir atraido sentar-se por mais tempo, então sente-se. Talvez você queira ficar 1h, ou 2h. Novamente, o que importa é você se sentir atraido (não a sua mente, o seu coração).</p>



<p class="wp-block-paragraph">Mas, quando eu falo sobre meditação, eu não estou falando somente sobre algo que fazemos quando estamos sentados de maneira formal. A meditação tem a ver com a vida. Se nós somente aprendermos a meditar bem quando estamos sentados, isso não é o bastante. Mesmos que você se sente 3h por dia, ainda restarão 23h do seu dia em que você não está sentado. </p>



<p class="wp-block-paragraph">O que eu descobri ao longo dos anos é que até mesmo bons meditadores deixam a meditação para trás quando levantam para começar o seu dia. Quando meditam, eles conseguem deixar ir suas ideias, suas crenças, suas opiniões e julgamentos. Eles conseguem deixar tudo isso ir e meditar muito bem. Mas, quando eles acabam de meditar, eles sentem a necessidade de pegar toda aquela bagagem novamente.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A verdadeira meditação, na verdade, é algo que vive com nós. Nós podemos fazê-la a todo o momento, qualquer lugar. Você pode estar andando e permitir que tudo seja como é. Você pode ter a prática de se permitir sentir o que está sentindo.</p>



<p class="wp-block-paragraph">É importante que a meditação não seja vista como algo que acontece somente quando você está sentado em um lugar quieto. Se não, a espiritualidade e a nossa vida diária tornam-se duas coisas separadas. Essa é a ilusão primária &#8211; de que existe algo chamada &#8220;minha vida espiritual&#8221; e algo chamada de &#8220;minha vida diária&#8221;. Quando acordamos para a realidade, nós percebemos que elas são uma coisa só. </p>



<p class="wp-block-paragraph">E se a fundação de sua vida, e não somente a fundação de seu tempo meditando, tornasse permitir que tudo seja como é? E se toda a sua vida virasse o &#8220;permitir que tudo seja como é?&#8221;. Se você fizesse isso, sua vida se tornaria interessante.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Quando você começa a se abrir e pensar na meditação como uma abordagem a própria vida, tudo se torna interessante. Nós paramos a resistir a nossa experiencia. E quando paramos de resistir a experiencia, começamos a descobrir algo muito potente e poderoso. </p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Nós começamos a descobrir a coisa mais essencial, que é a verdade de nosso ser. Nós começamos a descobrir que a nossa natureza essencial está sempre permitindo que tudo seja como é. É por isso que meditamos dessa forma, pois é isso que a consciência já está fazendo, está permitindo que tudo seja como é. A consciência, em si, não está em resistência.</strong> A consciência não está em oposição ao que é. A consciência está sempre permitindo que tudo seja como é. </p>



<p class="wp-block-paragraph">Eu descobri que uma das chaves para sermos realmente livres é vivermos da mesma forma que meditamos. Quando nós realmente permitimos que tudo seja como é, nessa atitude interna de desapego, existe um espaço muito fértil, um estado muito potente de consciência. Nesses momentos de desapego, algo de criativo pode vir até você. Esse é o espaço na qual o insight surge, na qual a revelação surge. Então, não se trata apenas de deixarmos que tudo seja como é como o objetivo final &#8211; se você fizer disso um objetivo, você já se perdeu. </p>



<p class="wp-block-paragraph">O ponto aqui não é permitir que tudo seja como é, essa é apenas a BASE, a atitude subjacente. A partir dessa atitude subjacente, muitas coisas tornam-se possíveis. Esse é o espaço na qual a sabedoria surge. É o espaço em que recebemos revelações, o que precisamos ver. </p>



<h2 class="wp-block-heading">Autoinvestigação Meditativa (Parte 2)</h2>



<p class="wp-block-paragraph">Depois de termos traçado a fundação de permitir que tudo seja como é, da forma mais profunda e simples possível, e tivermos tido um gosto de como essa experiencia é, então, o próximo elemento da meditação entra em jogo. Esse elemento da meditação é a autoinvestigação. É a parte da meditação que frequentemente é ignorada, porém é muito importante.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Se nós apenas pararmos com &#8220;permitir que tudo seja como é&#8221;, por mais profundo que isso possa ser e por mais libertador que isso possa ser, essa abordagem pode levar a uma estado de desengajamento interno. Investigação é uma forma em que usamos a energia de nossa natural curiosidade, a energia do desejo espiritual em si, para cultivarmos um insight radical da natureza do nosso ser.</p>



<h3 class="wp-block-heading">Como eu descobri a autoinvestigação meditativa?</h3>



<p class="wp-block-paragraph">Em um ponto de minha jornada, eu percebi que tinha todas essas questões, questões que eu acho que muitas pessoas possuem sobre suas práticas, sobre a espiritualidade e sobre a vida. Por exemplo &#8220;O que é a renuncia?&#8221;; &#8220;O que é meditação?&#8221;; &#8220;O que sou eu?&#8221; Foi assim que eu descobri a autoinvestigação meditativa. </p>



<h3 class="wp-block-heading">O que é uma pergunta espiritualmente poderosa?</h3>



<p class="wp-block-paragraph">A autoinvestigação meditativa é a arte de perguntar uma pergunta espiritualmente poderosa. E uma pergunta que é poderosa sempre aponta de volta para nós mesmos. Pois, a coisa mais importante que leva ao despertar espiritual é descobrirmos quem e o que verdadeiramente somos, para acordarmos desse estado de sonho, esse trance de identificação com o ego. </p>



<p class="wp-block-paragraph">Eu quero salientar que, sem a autoinvestigação, a meditação pode levar a uma espécie de desengajamento interno. Nós usamos a inquirição para &#8220;quebrar&#8221; as camadas de condicionamentos e programações que nossa mente está apegada e identificada. </p>



<p class="wp-block-paragraph">Como eu disse, a coisa mais importante na investigação é fazermos a pergunta certa. Tem que ser uma questão que seja genuína e que você tenha interesse real em descobrir sua resposta. Qual é a pergunta mais importante para você? Qual pergunta você esta tentando responder?</p>



<p class="wp-block-paragraph">Quando você sabe qual pergunta é a mais importante, então você pode começar o processo de autoinvestigação. Você pode se pergunta essa pergunta, de uma forma quieta e meditativa, e ver o que acontece.</p>



<h3 class="wp-block-heading">O que ou quem sou eu?</h3>



<p class="wp-block-paragraph">Todos nós já ouvimos o ensinamento &#8220;Olhe para dentro&#8221;, porém, muitos de nós ainda estamos buscando fora de nós mesmos. Mesmo quando temos perguntas espirituais, elas geralmente são focadas fora de nós mesmos. O que é Deus? Qual é o significado da vida? Por que eu estou aqui? Essas perguntas podem ser relevantes a personalidade, mas ainda não são as questões mais intimas.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A questão mais intima que podemos perguntar (e a que possui mais poder espiritual) é: &#8220;O que ou quem sou eu? Quem é esse eu que está vivendo essa vida, que está aqui e agora? Quem é esse eu que está no caminho espiritual? Quem está meditando? Quem sou eu, verdadeiramente? </p>



<p class="wp-block-paragraph">É essa questão que começa a jornada da autoinvestigação, descobrir, por si mesmo, quem você verdadeiramente é. Então, o primeiro passo é ter uma questão espiritualmente poderosa, como &#8220;Quem ou o que sou eu?&#8221;. O passo dois é saber como se fazer essa pergunta. </p>



<p class="wp-block-paragraph">Eu notei em minha jornada que poucas pessoas sabem como se fazer uma pergunta espiritual poderosa. Se nós não soubermos como se fazer tais perguntas, então só ficaremos perdidos em nossas mentes. Nós podemos ficar sentados e pensando infinitamente sobre quem nós somos. </p>



<p class="wp-block-paragraph">Podemos ler livros espirituais, escutar discursos religiosos, etc. Podemos fazer isso eternamente, porém só acumularemos mais pensamentos, ideias e crenças &#8211; não o que realmente precisamos, um FLASH de insight e revelação, um flash que nos desperta para a verdadeira natureza de nosso ser!</p>



<p class="wp-block-paragraph">E a autoinvestigação realmente nos ajuda a cultivar esse flash. Então, como se perguntar essas questões? E como descobrimos quem nós realmente somos?</p>



<h3 class="wp-block-heading">O caminho da subtração</h3>



<p class="wp-block-paragraph">Antes de nós descobrirmos quem nós somos, nós precisamos primeiro descobrir o que nós não somos. Se não,  nossas suposições vão continuar afetando nossa investigação. Nós podemos chamar esse processo de o caminho da subtração. Na tradição Cristã, eles chama isso de Via negativa, o caminho negativo.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Na tradição Hindu do vedanta, eles chamam isso de Neti-Neti, que significa &#8220;Nem isto, nem aquilo&#8221;. <strong>Esses são todos caminhos da subtração, caminhos para descobrirmos quem nós somos ao descobrirmos o que não somos.</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Nós começamos por olhar as suposições que temos sobre quem nós somos. Nós temos muitas e muitas suposições que nem percebemos que as temos. E nós começamos a olhar para as coisas mais simples sobre nós mesmos. Por exemplo, nós olhamos as nossas mentes e notamos que existem pensamentos. Claramente existe algo ou alguém que está notando esses pensamentos. Você pode não saber o que é, mas você sabe que está lá. Pensamentos vem e vão, mas aquilo que está testemunhando os pensamentos permanece.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Se pensamentos vem e vão, então eles não são exatamente o que você é. Começar a perceber que você não é os seus pensamentos é algo muito significante, pois a maioria das pessoas assume que elas são o que pensam. Elas acreditam serem seus pensamentos. </p>



<p class="wp-block-paragraph">Porém, uma simples observada em sua própria experiencia revela que você é a testemunha dos seus pensamentos. Quaisquer pensamentos que você tenha sobre si mesmo não são quem você verdadeiramente é. Existe algo mais primário que está observando os pensamentos.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Da mesma forma, existem sentimentos. Todos nós temos sentimentos emocionais: alegria, tristeza, ansiedade, paz. Todos nós temos sentimentos no corpo, sejam sentimentos de energia (contração, abertura) ou um formigamento no seu pé. Existem vários sentimentos e sensações e, também, existe a testemunha desses sentimentos. Algo está testemunhando e notando todo sentimento que você tem. Então, você tem sentimentos e você tem a consciência dos sentimentos. Sentimentos vem e vão, mas a consciência dos sentimentos permanece. E apesar de não precisarmos negar ou rejeitar os nossos sentimentos que experienciamos, é importante reconhecer que a nossa verdadeira e mais profunda identidade não é um sentimento. Não pode ser, pois existe algo mais primário, antes do sentimento surgir: a consciência do sentimento.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A mesma coisa é verdadeira para as crenças. Nós temos muitas crenças e nós temos a consciência dessas crenças. Elas podem ser crenças espirituais, sobre a politica, sobre você mesmo, sobre o mundo, etc. <strong>Crenças são pensamentos que assumimos ser verdadeiros.</strong> Todos nós podemos ver que nossas crenças mudaram conforme crescemos ao longo da vida. </p>



<p class="wp-block-paragraph">Crenças vem e vão, mas a consciência das crenças é anterior as crenças, é mais primária. É facil de vermos, então, que não somos nossas crenças. Crenças são algo que testemunhamos, algo que assistimos e notamos.<strong> Mas, crenças não nos dizem quem ou o que a testemunha é</strong>. A testemunha, o observador é anterior as crenças. </p>



<p class="wp-block-paragraph">A mesma coisa acontece para o nosso ego/personalidade. Todos possuímos um ego e todo mundo tem uma personalidade. Nós tendemos a achar que nós somos o ego, que somos nossa personalidade. Porém, assim como os pensamentos, sentimentos e crenças, nós podemos ver que existe uma testemunha do nosso ego/personalidade.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Existe uma personalidade/ego chamada &#8220;você&#8221; e existe uma testemunha dessa personalidade/ego. A testemunha da personalidade/ego é anterior a personalidade, está apenas notando, sem julgar, sem condenar. </p>



<p class="wp-block-paragraph">Aqui, nós começamos a nos mover em direção a algo mais íntimo. A maioria das pessoas acreditam que elas são os seus egos e personalidades. Mas uma simples disposição de olhar para a sua experiência revela que existe a personalidade e existe uma testemunha da personalidade. Então, a sua natureza mais essencial e intima não pode ser sua personalidade. Seu ego/personalidade está sendo observado por algo muito mais primário, está sendo observado pela consciência.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Com isso, chegamos a consciência em si. Nós notamos que existe a consciência. Todos têm consciência. Se você está lendo essas palavras agora, é a consciência que está interpretando elas. Você está consciente do que pensa. Você está consciente do que sente. Então, a consciência está presente. Não é algo que precisa ser cultivada. Não é algo que precisa ser manufaturado. A consciência simplesmente é. É aquilo que torna o conhecer possível, que nos permite experienciar o que está acontecendo.</p>



<h3 class="wp-block-heading">Quem está consciente?</h3>



<p class="wp-block-paragraph">Geralmente nós pensamento, inconscientemente, que &#8220;Eu estou consciente&#8221;, que eu sou aquele que está consciente, que a consciência é algo que pertence a mim. Nós presumimos ter uma entidade chamada &#8220;eu&#8221; que está consciente. Porém, quando começamos a investigar isso de forma meditativa, silenciosa e simples, nós começamos a ver que, apesar de existir consciência, nós não conseguimos encontrar o &#8220;eu&#8221; que está consciente. </p>



<p class="wp-block-paragraph">Nós começamos a ver que isso é uma suposição que a mente foi ensinada a fazer. Que &#8220;eu&#8221; sou aquele que está consciente. Quando você se volta para dentro e procura por quem ou o que está consciente, você não consegue &#8220;encontrá-lo&#8221;. Só existe consciência, não existe um &#8220;eu&#8221; que está consciente.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Dessa forma, nós ainda estamos subtraindo nossa identidade através dessa investigação. Ao olharmos para o que nós não somos, nós estamos &#8220;retirando&#8221; nossa identidade do pensamento, do sentimento, da persona, do ego, corpo, mente. Nós estamos puxando nossa identidade de volta dos elementos exteriores de nossa experiência para nossa natureza essencial.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Conforme investigamos a suposição &#8220;eu sou aquele que está consciente&#8221;, nós descobrimos, de novo e de novo, que não podemos descobrir quem é aquele que está consciente. Onde está esse &#8220;eu&#8221; que está consciente? É nesse momento preciso, no momento em que percebemos que não conseguimos encontrar uma entidade chamada &#8220;eu&#8221; que possui e retém a consciência, que começa a nos ocorrer que talvez, quem nós verdadeiramente somos é a própria consciência.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A consciência não é algo que obtemos ou possuímos. A consciência é quem nós somos. Para a maioria das pessoas isso ira parecer algo radical. Isso porque estamos muito condicionados a nos identificar com nossos pensamentos, com nossos sentimentos, com nossas crenças, com nossos egos, com nossos corpos e com nossas mentes. Nós somos ensinados a nos identificar com essas coisas.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Porém, com essa investigação, nós começamos a ver que algo existe algo anterior que os pensamentos, antes da personalidade, antes das crenças, algo que estamos chamando de consciência. Através dessa investigação podemos perceber que nós somos a consciência.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Isso não significa que não existem pensamentos. Isso não significa que não exista corpo. Nós não estamos negando o ego, a personalidade, a crença, etc. Isso não é uma negação dos elementos exteriores. Estamos apenas descobrindo nossa natureza essencial. </p>



<p class="wp-block-paragraph">Pode ser algo muito transformador perceber que você não é aquilo que pensava ser, que você não é suas crenças, que você não é sua personalidade, que você não é seu ego. A natureza radical desse insight é que a consciência não é algo que eu possuo, ou de que eu preciso de disciplina para tê-la. A consciência é o que você é, é a essência do nosso ser. </p>



<h3 class="wp-block-heading">Um reconhecimento transcendente</h3>



<p class="wp-block-paragraph">Esse autoreconhecimento não pode ser entendido pela mente. A mente pode aceitar ou negar que você é a consciência mas, da mesma forma, não pode compreender isso. </p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>O pensamento não pode compreender o que está além do pensamento. É por isso que chamamos isso de um reconhecimento transcendente, uma revelação transcendente. </strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Para algumas pessoas, tal reconhecimento pode vir como um flash instantâneo, em que ela se reconhece como a consciência que está assistindo do lado de dentro o tempo todo. É importante entender que isso não é algo que a mente decide. É um flash de revelação.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Um dos ponteiros mais simples que eu posso lhe dar é você se lembrar que isso é um processo de subtração. Nós podemos nos fazer as perguntas &#8220;Quem ou o que sou sou?&#8221; ou &#8220;Eu sou esse pensamento?&#8221; e essa pergunta, obviamente, se origina da mente. Mas, depois que nós fizemos algumas dessas perguntas, é muito importante que não fiquemos na mente.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Um exemplo é quando você pergunta a si mesmo &#8220;O que sou eu?&#8221;. A primeira coisa que as pessoas percebem é que elas não sabem quem elas são. Então, as pessoas tentam recorrer a mente para que ela lhes forneça a resposta. Mas a primeira coisa que a sua mente reconhece é que você não sabe.  Na investigação espiritual isso é uma informação muito útil &#8220;Eu não sei quem eu sou&#8221; &#8220;Eu não sei o que eu sou&#8221;. </p>



<p class="wp-block-paragraph">Quando você reconhece isso, você pode ou começar a pensar sobre o assunto ou você pode sentir. Como é você sentir, no seu ser, que você não sabe quem você é? Como é quando você olha para dentro para tentar encontrar quem você é e você não encontra uma entidade chamada &#8220;você&#8221;? Como esse espaço aberto é para você? Sinta-o no seu corpo. Essa é a verdadeira investigação espiritual.</p>



<h3 class="wp-block-heading">Harmonia natural</h3>



<p class="wp-block-paragraph">Como eu disse anteriormente, é importante perceber que apesar de estamos &#8220;retomando&#8221; de volta nossa identidade do pensamento e personalidade, nós não estamos negando ou nos dissociando desses elementos exteriores da experiência. A investigação não é a prática de querer afastar ou evitar, é simplesmente uma forma de despertarmos do sonho da separação. </p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Porém, até mesmo quando despertamos, ainda existe um corpo, uma personalidade, um ego rudimentar. A diferença é que quando reconhecemos nós mesmos como a consciência em si, nossa identidade pode começar a descansar em sua essência.</strong> Quem nós somos não é mais encontrado no corpo, na mente, na personalidade ou em pensamentos e crenças. Quem nós somos descansa na fonte.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Quando descansamos na nossa essência, nosso corpo, mente e personalidade e sentimentos vem em harmonia.</p>



<h3 class="wp-block-heading">A Grande inclusão</h3>



<p class="wp-block-paragraph">A autoinvestigação começa com a descoberta do que nós não somos, mas não é ai que ela termina. Depois do caminho da subtração, vem o que eu chamo de a grande inclusão.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Depois de termos extraído nossa identidade do pensamento, crença, personalidade, ego e descoberto que existe algo mais primário, a identidade começa a descansar na consciência em si.</p>



<p class="wp-block-paragraph">É claro que nós não devemos deixar a mente de fixar na ideia de que &#8220;Eu sou consciência&#8221;. Essa ideia pode ser útil mas também é uma fixação limitante.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Claro que é muito mais libertador se identificar como sendo consciência do que se identificar como uma forma de pensamento, ego ou personalidade. Mas não devemos ficar presos em um novo conceito, em uma nova forma de nos identificarmos. &#8220;Consciência&#8221; é apenas uma palavra. Uma outra palavra para consciência pode ser Espirito.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Consciência, ou espirito, é algo que não tem forma, sem cor, gênero, idade ou crenças. Ela transcende tudo isso. A consciência ou espirito significa um estado de ser, um senso de vivacidade que transcende toda a nossa forma.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Se você olhar internamente, você pode notar em você mesmo, neste momento, que a consciência (espirito) não está resistindo o pensamento. Existe o pensamento, mas a consciência não está resistindo o pensamento. </p>



<p class="wp-block-paragraph">Existe o sentimento, mas a consciência não está resistindo o sentimento. Existe o ego/personalidade mas a consciência não está resistindo ao ego/personalidade. A consciência não está tentando mudar as coisas, a consciência não está tentando consertar as coisas. Você pode começar a notar que existe essa presença da consciência dentro de você, que não está tentando mudara sua humanidade. Ela não está tentando mudar você (nem os outros).</p>



<p class="wp-block-paragraph">Essa consciência inclui tudo. É um estado de ser em que tudo é perfeito do jeito que é.  É muito incrivel um ser humano perceber que sua verdadeira natureza não está tentando mudar a si mesma. Isso permite que possamos descansar, não nos sentimos mais separados de nossa Fonte. Passamos a nos sentir inteiros internamente, não nos sentimos mais divididos.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Quando começamos a nos render a consciência ou espírito, nós começamos a reconhecer que isso é quem nós verdadeiramente somos. Nós começamos a ver que tudo na existencia é uma simples manifestação do espirito, seja a cadeira que você está sentado, o sapato que você está usando, o seu corpo, seus pensamentos, sua mente, seu ego &#8211; tudo é uma expressão do espirito.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Quando nos identificamos com todas essas formas é ai que o sofrimento se inicia! Mas, com a autoinvestigação e a meditação, nossa identidade começa a retornar a sua fonte/verdadeira casa da consciência.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Tudo passa a ser visto como manifestação do espirito, incluindo a sua humanidade, com todas as suas forças e fraquezas e &#8220;estranhezas&#8221; divertidas. Você descobre que a sua humanidade não é separada da divindade dentro de você. </p>



<p class="wp-block-paragraph">Eu chamo isso de a grande inclusão pois você começa a perceber que a sua verdadeira natureza inclui toda a sua experiência humana. É isso que o seu corpo e mente são &#8211; uma extensão do espirito nesse espaço/tempo.</p>



<h2 class="wp-block-heading">Note o que em você permanece constante</h2>



<p class="wp-block-paragraph">Para algumas pessoas, esse reconhecimento de que somos a consciência em si pode parecer um pouco abstrato. Para aqueles que já tiveram esse reconhecimento, ele não é, pois é sua experiência viva. Se isso parece abstrato para você, eu posso sugerir algo muito simples: tente notar o que existe sobre você que sempre esteve presente, durante toda a sua vida. Não importa o quão velho ou novo você é, note que ao longo de sua vida, coisas mudaram: seu corpo mudou, sua mente mudou, seu ego mudou, suas crenças mudaram, sua personalidade mudou, etc. </p>



<p class="wp-block-paragraph">Tudo isso esteve sob um estado de fluxo ao longo da vida. Porém, desde sempre, desde que você adquiriu a linguagem, você sempre se referiu a si mesmo como &#8220;Eu&#8221;: &#8220;Eu sou isto&#8221;, &#8220;Eu penso nisto&#8221;; &#8220;Eu quero isto&#8221;. Enquanto tudo o mais continua a mudar e se transformar, o &#8220;Eu&#8221; que você se refere sempre esteve lá.  Quando você diz &#8220;Eu&#8221; é o mesmo &#8220;Eu&#8221; quando você era criança. O exterior mudou, os pensamentos mudaram, o corpo mudou, os sentimentos mudaram. Mas o &#8220;Eu&#8221; não mudou.</p>



<p class="wp-block-paragraph">No nível intuitivo, existe um conhecimento que permanece o mesmo que sempre foi, e você se refere a esse conhecimento quando diz &#8220;Eu&#8221;. Essa é a sua parte sagrada, essa é a sua natureza essencial. Mas tal &#8220;Eu&#8221; não tem forma. É a natureza do espírito ou consciência.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Mas esse eu não é o que a mente pensa que é. A meditação investigativa lhe permite descobrir por si mesmo o que ou quem esse &#8220;eu&#8221; realmente é. </p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Ninguém pode forçar esse flash de reconhecimento no seu ser. Ele acontece espontaneamente, por si mesmo. Mas o que nós podemos fazer é criar uma base, uma condição adequada para que esse flash de reconhecimento seja possível</strong>.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Quando esse despertar para a nossa verdadeira natureza ocorre, ele pode ocorrer por um momento, ou pode acontecer por um período maior de tempo, ou pode ser permanente. Qualquer que seja o caso, está tudo bem. Quem você é é quem você é, você não pode perder a si mesmo, não importa qual seja a experiência. </p>



<p class="wp-block-paragraph">Mesmo que você tenha tido uma abertura e tenha percebido a sua verdadeira natureza e depois você pensou que esqueceu dela, você não perdeu nada!</p>



<p class="wp-block-paragraph">Portanto, esse convite é para você reconhecer a realidade subjacente, aquilo que nunca muda. O grande sábio Ramana Maharshi disse: <strong>&#8220;Deixe o que vier vir, deixe o que for ir embora. Descubra o que permanece&#8221;</strong></p>



<h3 class="wp-block-heading">Adentrando o mistério</h3>



<p class="wp-block-paragraph">Não é necessário sentar de uma maneira forma para a praticar a autoinvestigação. Você pode simplesmente se pergunta &#8220;O que sou eu?&#8221;, em qualquer lugar. É uma questão bem simples: &#8220;Quem sou eu?&#8221; Quem sou eu além de um pensamento e uma memória?&#8221;. Quando a mente faz essa pergunta, a mente olha internamente. E o que a mente encontra? A mente não encontra nada! </p>



<p class="wp-block-paragraph">Ela não encontra um &#8220;novo alguém, pois um &#8220;novo alguém&#8221; seria apenas mais um pensamento ou uma imagem mental. Então, a mente procura internamente e diz &#8220;Não sei&#8221;. E esse é um momento muito misterioso para a mente. Nesse momento, você está em um estado de desconhecimento. Você está conectado com o mistério de você, ao invés da ideia de você. </p>



<p class="wp-block-paragraph">A meditação investigativa pode ser uma forma extremamente rápida, simples, instantânea de lhe introduzir ao mistério de você. Ela faz você retornar ao desconhecido muito rapidamente. Quando você chegar lá, você pode repousar no desconhecido &#8211; dessa forma, essa investigação levará você a um espaço de abertura. E a realização de que você é esse espaço é o que chamamos de realização espiritual.</p>



<h3 class="wp-block-heading">Começando a jornada espiritual</h3>



<p class="wp-block-paragraph">O começo de jornada espiritual é o que eu chamo de &#8220;a vida após o despertar&#8221;. Ao invés de viver uma vida pelo sendo do ego separado, da ilusão da personalidade egoica, a vida é vivida pela perspectiva do reconhecimento consciente de nossa verdadeira natureza como consciência. E isso é uma vida totalmente nova. É um começo. É o fim da identificação com os pensamentos, sentimentos e com a personalidade egoica &#8211; mas, ao contrário do que muitas pessoas pensam &#8211; não é o fim da espiritualidade. </p>



<p class="wp-block-paragraph">Na verdade é apenas o começo da verdadeira jornada espiritual, o começo de uma nova forma de viver a vida. É o começo de uma descoberta sem fim de como viver com esse reconhecimento de que você é um espírito aparecendo em uma forma humana.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Esse é o núcleo da espiritualidade: despertar para quem ou o que você verdadeiramente é. Em minha experiência, eu descobri dois elementos que são muito importantes quando se trata do despertar. O primeiro é desenvolver uma atitude meditativa, em que deixamos ir o controle, de uma forma muito profunda, e permitimos que tudo seja como é. </p>



<p class="wp-block-paragraph">O segundo elemento é um engajamento sério em relação a nossa curiosidade inerente e inteligência através da autoinvestigação meditativa. Quando combinados, eles providenciam a energia necessaria para produzir um flash de reconhecimento em você sobre a sua verdadeira natureza.</p>
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		<title>Reparenting: Aprenda a Nutrir Sua Criança Interior Abandonada</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Davi Klein]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 04 Feb 2022 19:57:18 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Autoconhecimento]]></category>
		<category><![CDATA[Meditações e Práticas]]></category>
		<category><![CDATA[Como curar a criança interior]]></category>
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		<category><![CDATA[o que é reparenting]]></category>
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					<description><![CDATA[Em uma infância ideal, nossos pais são duas pessoas conscientes e amorosas, que respeitam e honram o ser único que criaram. Porém, a realidade é que vivemos em uma cultura onde a maioria de nós nasce de pais inconscientes. Pais inconscientes estão repetindo os mesmos hábitos e padrões que aprenderam de seus próprios pais (comportamentos, [&#8230;]]]></description>
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<div class="video_embed clearfix"><div class="video_embed clearfix"><iframe title="Reparenting: Aprenda a Cuidar e Nutrir Sua Criança Interior Abandonada!" width="500" height="281" src="https://www.youtube.com/embed/JdixXNluy1M?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe></div></div>
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<p class="wp-block-paragraph">Em uma infância ideal, nossos pais são duas pessoas conscientes e amorosas, que respeitam e honram o ser único que criaram. Porém, a realidade é que vivemos em uma cultura onde a maioria de nós nasce de pais inconscientes.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Pais inconscientes estão repetindo os mesmos hábitos e padrões que aprenderam de seus próprios pais (comportamentos, muitas das vezes, violentos e autocentrados). Eles estão operando a partir de um espaço ferido por causa de suas próprias emoções não processadas.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Basicamente, todos nós acabamos feridos. <strong>Todos nós temos uma criança interna e perdida. É a parte de nós mesmos que foi ferida, machucada, negligenciada e que foi e continua trancada e rejeitada nas profundezas de nossa mente subconsciente. Essa é a parte de você que se sente invalidada, carente, insegura&#8230;</strong> </p>



<p class="wp-block-paragraph">Todo aquele sofrimento que você vivenciou na infância, a falta de cuidado, a negligência emocional, as experiências assustadoras e humilhantes que você teve, todas as vezes que gritaram com você ou agiram de uma forma acabou te machucando, todos os momentos em que você ansiava por amor e as pessoas não conseguiram perceber isso e te rejeitaram &#8211; tudo isso ainda<strong> EXISTE </strong>e está<strong> OPERANTE</strong> dentro de você. <strong>Essa criança ferida ainda está dentro de você e está implorando por sua atenção adulta consciente. </strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Você, agora como adulto, tem uma tremenda responsabilidade. Você tem que aprender a se dar <strong>o amor, atenção e proteção </strong>que você estava desesperadamente tentando obter de seus pais e das outras pessoas a sua volta .</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Toda a atenção, o afeto, as necessidades que você não obteve de seus guardiões, que as pessoas a sua volta não conseguiram lhe fornecer naquela época, você tem que aprender a DAR tudo isso a si mesmo! Você tem que tornar-se o pai que você sempre precisou, mas nunca teve.</strong></p>



<blockquote class="wp-block-quote is-style-large is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow"><p><em>“Reparenting é o ato de dar a si mesmo o que você não recebeu quando criança” &#8211;</em></p><cite><em>Dra. Nicole LePera</em></cite></blockquote>



<p class="wp-block-paragraph"><em>Reparenting</em> é um termo da psicoterapia que consiste em você <strong>aprender a dar a si mesmo o que não recebeu na infância.</strong> </p>



<p class="wp-block-paragraph">Consiste em você voltar para o estágio, quando você era criança, quando foi injustiçado, maltratado e satisfazer ou fazer a paz com a criança interior escondida em você, atendendo as necessidades da criança.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Quando nos tornamos adultos, achamos que nossa infância acabou, mas na verdade não. Nossa criança permanece viva em nós. Sua percepção e crenças ainda nos influenciam enquanto adultos. </p>



<p class="wp-block-paragraph">Quando encontramos coisas em nossa infância que foram dolorosas, nós ficamos presas com aquela dor sem resolução, em que não sabíamos o que fazer com ela.</p>



<p class="wp-block-paragraph"> A dor só pode ser curada e assimilada quando estivermos dispostos a voltar a nossa atenção a criança que ficou congelada no tempo. Precisamos ouvir aquela criança e ama-la incondicionalmente. Você precisa providenciar a si mesmo tudo aquilo que você não recebeu dos outros no passado.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>O passado não deve ficar no passado, pois o seu passado traumático sempre moldará o seu presente e influenciara no seu futuro.</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Algumas perguntas importantes que você pode se fazer para saber se você tem uma criança interior ferida:</p>



<ul class="wp-block-list"><li>O que você sente que não recebeu quando criança?</li><li>Em me senti seguro e protegido durante a minha infância?</li><li>Eu me senti amado?</li><li>Em me senti pertencente a família?</li><li>Eu fui completamente aceito quando criança? Quais comportamentos e emoções que eu apresentei foram desaprovados por meus pais?</li></ul>



<p class="wp-block-paragraph">Esse processo é extremamente importante para aqueles de nós que tiveram cuidadores que não conseguiram modelar resiliência, consciência amorosa, maturidade emocional e respeito próprio.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Não estou dizendo aqui que seus pais sejam pessoas terríveis. Eles estavam fazendo o melhor que podiam com o nível de consciência que tinham naquela época. </strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Eu sei que dói quando você percebe que sua infância não foi exatamente &#8220;a ideal&#8221;. Mas não é hora de culpá-los. É hora de dar a si mesmo o espaço para curá-los e perdoá-los.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Por isso mesmo, você tem que se &#8220;reparentar&#8221; &#8211; dando a<strong> sua criança interior o amor, a aceitação e a confiança que deveria ter recebido quando era mais jovem, mas que por algum motivo não recebeu!</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Aprenda a ser o seu próprio cuidador. O amor que seus pais e familiares nunca conseguiram lhe fornecer, você tem que aprender a dar a si mesmo. </p>



<p class="wp-block-paragraph">Sua criança interior precisa ser vista, reconhecida, protegida e amada.  </p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Exercício/prática: </strong>Volte em situações quando você era criança em que você se sentiu indefeso e impotente. Sua criança interior precisa saber que ela é querida, amada e protegida. Seja um bom pai de sua criança interior. Tudo o que a criança está tentando fazer é que reconheçamos a dor que ela sofreu e que abraçamos ela incondicionalmente. </p>



<p class="wp-block-paragraph">Volte naquelas situações difíceis e proteja sua criança. Siga que ela está segura e que você nunca a abandonará. Permita-se sentir as sensações de medo, vergonha, raiva que aquela criança guardou por tanto tempo. Fique incondicionalmente com esses sensações! Pare de se abandonar como você sempre fez! Você tem que sentir tudo aquilo que você não se permitiu no passado para se curar!</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Dicas para iniciar o processo de <em>reparenting</em></strong>:</p>



<ul class="wp-block-list"><li>Você valida seus sentimentos e emoções em vez de julgá-los;</li><li>Você aprende a ser gentil consigo mesmo;</li><li>Você prioriza sua saúde mental e bem-estar, em vez de se preocupar em agradar a todos;</li><li>Você comemora suas conquistas &#8211; mesmo as pequenas;</li></ul>



<h2 class="wp-block-heading" id="perdoe-seus-pais">Perdoe seus pais</h2>



<p class="wp-block-paragraph">Nosso relacionamento com nossos pais determina como confiamos e interagimos com os outros ao longo de nossas vidas. Isso significa que, se você quiser mudar a forma como se comporta em seus relacionamentos íntimos, precisa encontrar a causa raiz de seu comportamento e curar essa ferida.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Nos tendemos a nos comportar de uma maneira automática, sempre repetindo os mesmo padrões de comportamento com nossos pais. <strong>Muitos dos padrões de comportamentos que você tem com seus pais se refletem no mundo. </strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Resolver os nossos relacionamentos com os nossos pais é uma excelente oportunidade de crescimento. A família é ótima para trazer a tona nossos comportamentos inconscientes.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Aceite os seus pais por quem eles são, não os culpe, não importa o que eles tenham feito, aceite total responsabilidade por quem você é agora! Escolha se libertar dessa carga emocional de não-perdão que só te gera sofrimento!</p>
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		<title>Exercício Simples de Liberação Emocional (Método Sedona)</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Davi Klein]]></dc:creator>
		<pubDate>Sat, 06 Nov 2021 00:25:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Autoconhecimento]]></category>
		<category><![CDATA[Meditações e Práticas]]></category>
		<category><![CDATA[David R. Hawkins]]></category>
		<category><![CDATA[lester levenson]]></category>
		<category><![CDATA[método sedona]]></category>
		<category><![CDATA[release technique]]></category>
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					<description><![CDATA[Esse é um passo a passo muito simples do mecanismo de deixar ir (método Sedona) &#8211; também chamado de release technique. Simplesmente procure um lugar confortável para você se sentar, mantenha uma atitude de relaxamento e abertura e siga os seguintes passos: Pense em uma frustração ou problema atual em sua vida, algo que você [&#8230;]]]></description>
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<div class="video_embed clearfix"><div class="video_embed clearfix"><iframe title="Exercício Simples Para Soltar Emoções (Método Sedona/Release Technique)" width="500" height="281" src="https://www.youtube.com/embed/4f1dE71i7OE?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe></div></div>
</div></figure>



<p class="wp-block-paragraph">Esse é um passo a passo muito simples do mecanismo de deixar ir (método Sedona) &#8211; também chamado de <em>release technique</em>.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Simplesmente procure um lugar confortável para você se sentar, mantenha uma atitude de relaxamento e abertura e siga os seguintes passos:</p>



<ol class="wp-block-list"><li>Pense em uma frustração ou problema atual em sua vida, algo que você queira mudar ou melhorar em sua vida (pode ser uma pessoa, sua situação no trabalho, com seu cônjuge, seus filhos etc) </li><li>Após pensar nessa situação, vá para o seu corpo. Observe se há alguma tensão em seu corpo, uma sensação de aperto, de contração ou desconforto (geralmente elas ocorrem no seu estômago ou peito)</li><li>Imagine uma janela nessa área de desconforto e abra a janela.</li><li>Permita que seus sentimentos fluam pela janela aberta … exalando-os … mais … e mais … e mais … e ainda mais … e ainda mais.</li><li>Verifique com seu corpo se você se sente mais leve, mais tranquilo ou à vontade. Use essa técnica em relação a qualquer coisa que o esteja incomodando.</li></ol>



<p class="wp-block-paragraph">Obs: Não force nada! Tenha sempre essa atitude de relaxamento, de você permitir que a energia naturalmente flua através de você.</p>
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		<title>Método RAIN &#8211; Pratica Budista de Mindfulness Para Lidar Com Emoções Difíceis</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Davi Klein]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 30 Sep 2021 16:07:32 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Autoconhecimento]]></category>
		<category><![CDATA[Meditações e Práticas]]></category>
		<category><![CDATA[meditação emoções negativas]]></category>
		<category><![CDATA[método RAIN]]></category>
		<category><![CDATA[mindfulness]]></category>
		<category><![CDATA[mindfulness para emoções]]></category>
		<category><![CDATA[RAIN]]></category>
		<category><![CDATA[RAIN mindfulness]]></category>
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					<description><![CDATA[RAIN é uma ferramenta de Atenção plena (Mindfulness) budista que oferece suporte para lidarmos com emoções intensas e difíceis. Uma pergunta que é interessante você se fazer com regularidade é a seguinte: O que eu estou sentindo, nesse momento? Muitas vezes é difícil aceitar a verdade sobre o que estamos sentindo. Ao invés de pararmos, [&#8230;]]]></description>
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<div class="video_embed clearfix"><div class="video_embed clearfix"><iframe title="Método RAIN: A Prática de Mindfulness Para Lidar Com Emoções Difíceis (Sentir é Curar!)" width="500" height="281" src="https://www.youtube.com/embed/ODkdYPfN7dI?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe></div></div>
</div></figure>



<p class="wp-block-paragraph">RAIN é uma ferramenta de Atenção plena (<em>Mindfulness</em>) budista que oferece suporte para lidarmos com emoções intensas e difíceis.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Uma pergunta que é interessante você se fazer com regularidade é a seguinte: <strong>O que eu estou sentindo, nesse momento?</strong> </p>



<p class="wp-block-paragraph">Muitas vezes é difícil aceitar a verdade sobre o que estamos sentindo. Ao invés de pararmos, dar uma pausa e ficarmos atentos para o que realmente está acontecendo dentro de nós, nos condicionamos a evitar, fugir, escapar, negar o que estamos sentindo.</p>


<div class="wp-block-image">
<figure class="aligncenter size-full"><a href="https://revolucaointerior.com/2022/04/18/revolucao-interior-um-guia-para-a-cura-e-maestria-emocional/" target="_blank" rel="noreferrer noopener"><img fetchpriority="high" decoding="async" width="700" height="360" src="https://revolucaointerior.com/wp-content/uploads/2022/07/Revolucao-interior-1.png" rel="gallery" class="fancybox"  alt="" class="wp-image-6342" srcset="https://revolucaointerior.com/wp-content/uploads/2022/07/Revolucao-interior-1.png 700w, https://revolucaointerior.com/wp-content/uploads/2022/07/Revolucao-interior-1-300x154.png 300w" sizes="(max-width: 700px) 100vw, 700px" /></a></figure>
</div>


<p class="wp-block-paragraph">Sim, há momentos em que estar presente para o que realmente está acontecendo dentro de nós parece ser algo fora de alcance ou insuportável. Há momentos em que falsos refúgios podem aliviar o estresse, nos dar uma pausa, ajudar a melhorar nosso humor. </p>



<p class="wp-block-paragraph">Mas quando não estamos conectados com a clareza e gentileza da presença, é muito provável que caiamos em mais mal-entendidos, mais conflito e mais distância dos outros e de nosso próprio coração. </p>



<p class="wp-block-paragraph">Cerca de 12 anos atrás, vários professores budistas começaram a compartilhar uma nova ferramenta de atenção plena que oferece suporte interno para trabalhar com emoções intensas e difíceis. Chamado de RAIN (sigla para as quatro etapas do processo). É uma ferramenta que pode ser acessada em quase qualquer lugar ou situação. </p>



<p class="wp-block-paragraph">Ela direciona nossa atenção de uma forma clara e sistemática para eliminarmos a confusão e o estresse dentro de nós. Os passos nos dão um lugar confiável para onde podemos voltarem um momento doloroso e, à medida que os visitamos com mais regularidade, eles fortalecem nossa capacidade de voltar para a nossa verdade mais profunda. </p>



<p class="wp-block-paragraph">Essa prática de atenção plena traz uma nova abertura e calma para nossas vidas diárias.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Aqui estão as quatro etapas do <strong>RAIN</strong>: <strong>R</strong>econhecer o que está acontecendo. <strong>A</strong>ceitar e permitir que tudo seja como é (não resistir ao que está acontecendo). <strong>I</strong>nvestigar a experiência interior com bondade e curiosidade. <strong>N</strong>ão Identificação. </p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>RAIN descondiciona diretamente as formas habituais em que você resiste à sua experiência momento a momento</strong></p>


<div class="wp-block-image">
<figure class="aligncenter size-full"><img decoding="async" width="700" height="400" src="https://revolucaointerior.com/wp-content/uploads/2021/09/Adyashanti-frases-1.jpg" alt="" class="wp-image-4387" srcset="https://revolucaointerior.com/wp-content/uploads/2021/09/Adyashanti-frases-1.jpg 700w, https://revolucaointerior.com/wp-content/uploads/2021/09/Adyashanti-frases-1-300x171.jpg 300w, https://revolucaointerior.com/wp-content/uploads/2021/09/Adyashanti-frases-1-322x185.jpg 322w" sizes="(max-width: 700px) 100vw, 700px" /></figure>
</div>

<div class="wp-block-image">
<figure class="aligncenter size-large"><img decoding="async" width="1024" height="1024" src="https://revolucaointerior.com/wp-content/uploads/2021/09/Metodo-Rain-Para-Emocoes-Dificeis-Mindfulness-1-1-1024x1024.jpg" alt="" class="wp-image-4333" srcset="https://revolucaointerior.com/wp-content/uploads/2021/09/Metodo-Rain-Para-Emocoes-Dificeis-Mindfulness-1-1-1024x1024.jpg 1024w, https://revolucaointerior.com/wp-content/uploads/2021/09/Metodo-Rain-Para-Emocoes-Dificeis-Mindfulness-1-1-300x300.jpg 300w, https://revolucaointerior.com/wp-content/uploads/2021/09/Metodo-Rain-Para-Emocoes-Dificeis-Mindfulness-1-1-150x150.jpg 150w, https://revolucaointerior.com/wp-content/uploads/2021/09/Metodo-Rain-Para-Emocoes-Dificeis-Mindfulness-1-1-768x768.jpg 768w, https://revolucaointerior.com/wp-content/uploads/2021/09/Metodo-Rain-Para-Emocoes-Dificeis-Mindfulness-1-1.jpg 1080w" sizes="(max-width: 1024px) 100vw, 1024px" /></figure>
</div>


<h2 class="wp-block-heading">Reconhecer</h2>



<p class="wp-block-paragraph">Reconhecer é ver o que é verdadeiro em sua vida interior. Começa no minuto em que você concentra sua atenção em quaisquer pensamentos, emoções, sentimentos ou sensações que surjam aqui e agora.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Você pode reconhecer alguma ansiedade imediatamente. Tente não dar atenção aos pensamentos preocupados, pois dessa forma você não notará as verdadeiras sensações de aperto, pressão ou rigidez que surgem no corpo.<strong> Coloque sua atenção no seu corpo, nas sensações que você está sentindo nesse momento.</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Essa parte do livro &#8220;O Poder do Agora&#8221; do Eckhart Tolle ilustra bem esse processo de reconhecimento:</p>



<blockquote class="wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow"><p><em>Então, observar nossas emoções é tão importante quanto observar nossos pensamentos? </em></p><p><em>Sim. <strong>Habitue-se a perguntar o que está acontecendo com você nesse exato momento</strong>. Essa questão lhe indicará a direção certa. Mas não analise, apenas observe. Concentre sua atenção dentro de você. Sinta a energia da emoção. Se não há emoção presente, concentre sua atenção mais fundo no campo da energia interna do seu corpo. Essa é a porta de entrada para o Ser</em>.</p><cite>Eckhart Tolle</cite></blockquote>



<h2 class="wp-block-heading">Aceitar (permitir que tudo seja como é)</h2>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Sentir é curar!</strong> Permitir significa “deixar estar” os pensamentos, emoções, sentimentos ou sensações que você descobrir. Você pode sentir uma sensação natural de aversão ou desejar que os sentimentos desagradáveis ​​desapareçam, mas à medida que se torna mais disposto a estar presente com “o que é”, uma qualidade diferente de atenção surgirá. </p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Essa aceitação e permissão são intrínsecas à cura</strong> e perceber isso pode dar origem a uma intenção consciente de &#8220;deixar ser&#8221;. Lembre-se que o que você resiste, persiste. </p>



<p class="wp-block-paragraph">Uma coisa que pode ser útil para você “deixar estar” é você sussurrar mentalmente a si mesmo uma palavra ou frase encorajadora. Você pode sentir o aperto do medo e da dor e dizer &#8220;<em>Sim</em>&#8221; a ela. Você pode usar as palavras &#8220;<em>Eu permito</em>&#8221; </p>



<p class="wp-block-paragraph">Diga a frase com cuidado e paciência e, com o tempo, suas defesas irão relaxar e você poderá sentir uma sensação física de abertura a experiência surgindo dentro de você</p>



<p class="wp-block-paragraph">Como Jon Kabat Zinn diz no seu livro &#8220;Atenção plena para iniciantes&#8221;:</p>



<blockquote class="wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow"><p>&#8220;<em>Habitar a consciência é a essência da prática<strong>: O desafio da atenção plena é estar presente em sua experiência como ela é em vez de imediatamente intervir para modificá-la ou tentar obrigá-la a ser diferente.</strong></em></p><p><em>Qualquer que seja a qualidade de sua experiência em um determinado momento<strong>, o mais importante é ter consciência dela</strong>. Você consegue se abrir para a consciência do que está se desenrolando, seja agradável ou não, quer você goste ou não do que está acontecendo? Você consegue repousar nessa consciência, ainda que por uma só respiração &#8211; ou mesmo um só inspiração, antes de reagir para tentar escapar ou tornar as coisas diferentes?</em>&#8220;</p></blockquote>


<div class="wp-block-image">
<figure class="aligncenter size-full"><img loading="lazy" decoding="async" width="700" height="400" src="https://revolucaointerior.com/wp-content/uploads/2021/10/Adyashanti-Frases-2.jpg" alt="" class="wp-image-4392" srcset="https://revolucaointerior.com/wp-content/uploads/2021/10/Adyashanti-Frases-2.jpg 700w, https://revolucaointerior.com/wp-content/uploads/2021/10/Adyashanti-Frases-2-300x171.jpg 300w, https://revolucaointerior.com/wp-content/uploads/2021/10/Adyashanti-Frases-2-322x185.jpg 322w" sizes="(max-width: 700px) 100vw, 700px" /></figure>
</div>


<p class="wp-block-paragraph">Isso faz parte do processo de evolução.  Olhe para a sua mente , de forma completa e honesta e veja todas as suas tendências. Você verá que existe medo, raiva, julgamento, culpa e vergonha. Há muito disso em nossa mente, mas geralmente não reconhecemos. </p>



<p class="wp-block-paragraph">Quando o fazemos, podemos ficar literalmente com medo de nossa própria mente. Mas isso é uma boa notícia, não uma má notícia. Talvez todos nós devêssemos ficar apavorados com nossa própria mente de vez em quando. Quando ficamos aterrorizados com a nossa mente, não significa que estejamos mais iludidos ou mais confusos do que as outras pessoas. </p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Exatamente o oposto. É uma indicação de que estamos mais despertos e mais atentos. É uma indicação de que estamos evoluindo. Esta reflexão trará um novo nível de despertar e transformação em nossos corações e mentes.</strong></p>


<div class="wp-block-image">
<figure class="aligncenter size-full"><img loading="lazy" decoding="async" width="736" height="325" src="https://revolucaointerior.com/wp-content/uploads/2021/03/Despertar-da-consciencia-Carl-Jung.jpg" alt="" class="wp-image-1689" srcset="https://revolucaointerior.com/wp-content/uploads/2021/03/Despertar-da-consciencia-Carl-Jung.jpg 736w, https://revolucaointerior.com/wp-content/uploads/2021/03/Despertar-da-consciencia-Carl-Jung-300x132.jpg 300w" sizes="(max-width: 736px) 100vw, 736px" /></figure>
</div>


<h2 class="wp-block-heading">Investigação</h2>



<p class="wp-block-paragraph">Investigação significa invocar seu interesse natural &#8211; o desejo de saber a verdade &#8211; e direcionar uma atenção mais focada para sua experiência presente. </p>



<p class="wp-block-paragraph">Simplesmente parando para se perguntar: &#8220;<em>O que está acontecendo dentro de </em>mim?&#8221; pode iniciar o reconhecimento, mas com a investigação, você se engaja em um tipo de investigação mais ativa e direta. </p>



<p class="wp-block-paragraph">Você pode se perguntar: &#8220;<em>O que mais precisa de atenção?</em>&#8221; ou “<em>Como estou sentindo isso no meu corpo?</em>” ou <em>“O que esse sentimento quer de mim?”</em></p>



<p class="wp-block-paragraph">Você pode entrar em contato com sensações de vazio ou tremor e então descobrir uma sensação de indignidade e vergonha enterrada por baixo desses sentimentos mais superficiais. </p>



<p class="wp-block-paragraph">A menos que sejam trazidas à consciência, essas crenças e emoções controlarão sua experiência e perpetuarão sua identificação com um senso de identidade limitado e deficiente. </p>



<p class="wp-block-paragraph">Para que a investigação seja curativa e libertadora, precisamos abordar nossa experiência com uma qualidade íntima de atenção. Precisamos oferecer boas-vindas e sermos gentis a qualquer coisa que venha  a superfície. </p>



<p class="wp-block-paragraph">É por isso que uso a frase “Investigar com gentileza”. Imagine que seu filho chegue em casa aos prantos depois de ser intimidado na escola. Para descobrir o que aconteceu e como seu filho está se sentindo, você deve oferecer uma atenção gentil, receptiva e gentil. </p>



<p class="wp-block-paragraph">Trazer essa mesma qualidade de bondade para sua vida interior torna possível a investigação e, em última análise, a cura.</p>


<div class="wp-block-image">
<figure class="aligncenter size-full"><a href="https://revolucaointerior.com/2022/04/18/revolucao-interior-um-guia-para-a-cura-e-maestria-emocional/" target="_blank" rel="noreferrer noopener"><img fetchpriority="high" decoding="async" width="700" height="360" src="https://revolucaointerior.com/wp-content/uploads/2022/07/Revolucao-interior-1.png" rel="gallery" class="fancybox"  alt="" class="wp-image-6342" srcset="https://revolucaointerior.com/wp-content/uploads/2022/07/Revolucao-interior-1.png 700w, https://revolucaointerior.com/wp-content/uploads/2022/07/Revolucao-interior-1-300x154.png 300w" sizes="(max-width: 700px) 100vw, 700px" /></a></figure>
</div>


<h2 class="wp-block-heading">Não Identificação</h2>



<p class="wp-block-paragraph">A presença lúcida, aberta e gentil evocada em R, A e I de RAIN leva ao N:<strong> a liberdade de não identificação e a realização do que chamo de consciência natural ou presença natural.</strong> </p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>A não identificação significa que seu senso de quem você é não está fundido ou definido por qualquer conjunto limitado de emoções, sensações ou histórias.</strong> </p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Quando a identificação com o pequeno eu é afrouxada, começamos a intuir e a viver com a franqueza e o amor que expressam nossa consciência natural. </strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">As três primeiras etapas do RAIN requerem alguma atividade intencional. Em contraste, o N de RAIN expressa o resultado: <strong>uma realização libertadora de sua consciência natural</strong>. </p>



<p class="wp-block-paragraph">Não há nada a fazer, pois esta última parte da realização do RAIN surge por conta própria. Simplesmente descansamos  e repousamos em nossa consciência natural.</p>



<h2 class="wp-block-heading">Colocando em prática RAIN</h2>



<p class="wp-block-paragraph">Você pode praticar os passos de RAIN durante uma meditação formal sempre que uma emoção difícil surgir, ou pode invocá-la no meio de sua vida diária. </p>



<p class="wp-block-paragraph">De qualquer forma, a chave é estar consciente e determinado ao iniciar a prática &#8211; <strong>de realmente oferecer uma presença comprometida com o que é verdadeiro, aqui e agora</strong>. </p>



<p class="wp-block-paragraph">Aqui estão algumas sugestões para a prática:</p>



<h3 class="wp-block-heading">Pause</h3>



<p class="wp-block-paragraph">Antes de começar RAIN, reserve um tempo para fazer uma pausa.  Crie intencionalmente um espaço no seu dia em que você deixa de lado as distrações, imediatismos e afazeres e preste atenção em si mesmo </p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Estar disposto a interromper deliberadamente suas atividades habituais e dedicar tempo para estar presente dará maior foco e clareza à sua prática</strong></p>



<h3 class="wp-block-heading">Foque na respiração se precisar de estabilidade</h3>



<p class="wp-block-paragraph">Se sentimentos fortes surgirem, você pode trazer a sua atenção para o ritmo de sua respiração e começar a segui-la do começo ao fim. Isso ajuda a trazer estabilidade e é um bom ponto de apoio caso você se perca em pensamentos (nesse caso, apenas perceba que está distraindo e volte sua atenção para a sua respiração novamente).</p>



<h3 class="wp-block-heading">Esteja consciente de dúvidas e resistências</h3>



<p class="wp-block-paragraph">Quando você está fica preso a crenças como &#8220;<em>Eu nunca vou conseguir mudar</em>&#8220;, &#8220;<em>Não fui feito para a prática espiritual</em>&#8221; ou &#8220;<em>A cura e a liberdade não são realmente possíveis</em>&#8220;, você fica se autosabotando sem perceber. </p>



<p class="wp-block-paragraph">Algumas dúvidas são saudáveis, como em: &#8220;Não tenho mais certeza de que este trabalho está de acordo com meus valores&#8221; ou &#8220;Talvez essa pessoa não seja boa para mim&#8221;. Como a investigação, a dúvida saudável surge do desejo de saber o que é verdadeiro, desafiando o <em>status quo</em>, para que você obtenha uma maior liberdade e satisfação interna.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>A dúvida doentia surge do medo e da aversão e ela questiona o próprio potencial básico ou senso de valor</strong>, como se você não pudesse e não merecesse a grandeza, a vida dos seus sonhos e que você é destinado a permanecer preso a uma vida insatisfatória e inautêntica. </p>



<p class="wp-block-paragraph">Quando surgirem dúvidas desse tipo, é útil dizer a si mesmo: &#8220;<em>Ah, aqui está a dúvida</em>&#8220;. Ao reconhecer e nomear a dúvida quando ela surge, mas sem julgá-la, você imediatamente amplia sua perspectiva e afrouxa a amarra desse transe. </p>



<h3 class="wp-block-heading">Pratique com coisas pequenas</h3>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Cada vez que você leva RAIN a uma situação que geralmente o faz reagir, você fortalece sua capacidade de despertar do transe</strong>. </p>



<p class="wp-block-paragraph">Você pode identificar antecipadamente o que para você é “pequenas coisas” crônicas &#8211; o aborrecimento ou irritação que surge quando alguém se repete, a inquietação que você sente esperando na fila &#8211; e se comprometer a praticar uma versão “leve” de RAIN. </p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Ao fazer muitas pausas ao longo do dia e trazer interesse e presença às suas formas habituais de reagir, sua vida se tornará mais espontânea e livre.</strong></p>



<h2 class="wp-block-heading">Reflexão guiada: Trazendo RAIN para situações difíceis</h2>



<p class="wp-block-paragraph">Sente-se calmamente, feche os olhos e respire profundamente algumas vezes. Lembre-se de uma situação atual em que você se sinta paralisado, preso e que provoque uma reação difícil, como raiva ou medo, vergonha ou desesperança.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Pode ser um conflito com um membro da família, um fracasso no trabalho, a dor de um vício ou uma conversa da qual agora se arrependa. Reserve um tempo para entrar na experiência &#8211; visualize a cena ou situação, lembre-se das palavras faladas, sinta os momentos mais angustiantes.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Entrar em contato com a essência da história é o ponto de partida para explorarmos a presença curativa de RAIN.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>RECONHEÇA O QUE ESTÁ ACONTECENDO: </strong>Ao refletir sobre esta situação, pergunte-se: &#8220;<em>O que está acontecendo dentro de mim agora</em>?&#8221; <em>De quais sensações você tem mais consciência</em>? <em>Que emoções</em>? <em>Sua mente está cheia de pensamentos agitados</em>? </p>



<p class="wp-block-paragraph">Reserve um momento para se conscientizar da situação como um todo. Você pode sentir como a experiência está vivendo em seu coração e corpo, assim como em sua mente?</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>ACEITANDO E PERMITINDO QUE TUDO SEJA COMO É</strong>: Envie uma mensagem ao seu coração para permitir sua experiência ser como ela é. </p>



<p class="wp-block-paragraph">Encontre em você a vontade de fazer uma pausa e aceitar que, nestes momentos, &#8220;<strong>o que é … é.</strong>&#8221; Você pode experimentar sussurrar mentalmente palavras como &#8220;sim&#8221;, &#8220;eu permito&#8221; ou &#8220;eu deixo estar&#8221;. </p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Você pode se pegar dizendo sim a um enorme não interior, a um corpo e uma mente dolorosamente contraídos em resistência.</strong> <strong>Você pode estar dizendo sim para a parte de você que está dizendo: &#8220;Eu odeio isso!&#8221; Essa é uma parte natural do processo.</strong> </p>



<p class="wp-block-paragraph">Neste ponto da RAIN, você está percebendo o que é verdade e não tem a intenção de julgar, afastar ou controlar o que encontrar.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>INVESTIGANDO COM UMA ATENÇÃO ÍNTIMA:</strong> Agora comece a explorar o que você está vivenciando mais de perto, despertando seu interesse e curiosidade naturais sobre sua vida interior. Você pode se perguntar: &#8220;<em>O que mais deseja minha atenção</em>?&#8221; ou “<em>O que mais deseja minha aceitação</em>?” Faça suas perguntas suavemente, com sua voz interior gentil e convidativa. </p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Observe onde você sente a experiência mais distintamente em seu corpo. Você está ciente do calor, aperto, pressão, dores, aperto?</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Quais são as emoções você percebe ao fazer isso? Temor? Raiva? Pesar? Vergonha? À medida que você continua a investigar, pode ser útil perguntar: “Em que estou acreditando?” </p>



<p class="wp-block-paragraph">Se isso levar a muito pensamento, abandone essa etapa. Mas você pode descobrir que uma crença muito distinta surge assim que você pergunta. </p>



<p class="wp-block-paragraph">Você acredita que está falhando de alguma forma? Que alguém vai rejeitar você? Que você não será capaz de lidar com o que está por vir? Como essa crença vive em seu corpo? Quais são as sensações? Aperto? Dor? Queimando?Como antes, envie a mensagem de “sim”, “eu consinto” e permita-se sentir a plenitude ou intensidade da experiência difícil. </p>



<p class="wp-block-paragraph">Conforme você contata e permite o que está acontecendo, o que você percebe? Existe algum amolecimento em seu corpo e coração? Você pode sentir mais abertura ou espaço? Ou a intenção de permitir traz mais tensão, julgamento e medo? </p>



<p class="wp-block-paragraph">Agora pergunte o local de maior dificuldade, <em>&#8220;O que você quer de mim</em>?&#8221; ou &#8220;<em>O que você precisa de mim</em>?&#8221; Essa parte de você que sofre quer reconhecimento? Aceitação? Perdão? Amor?</p>



<p class="wp-block-paragraph">À medida que você sente o que é necessário, qual é a sua resposta natural? <strong>Você pode oferecer a si mesmo uma mensagem sábia ou um abraço enérgico e terno.</strong> Você pode gentilmente colocar a mão no coração. Sinta-se à vontade para experimentar maneiras de fazer amizade com sua vida interior &#8211; seja por meio de palavras ou toques, imagens ou energia. Descubra como sua atenção pode se tornar mais íntima e amorosa.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>NÃO IDENTIFICAÇÃO: DESCANSANDO NA SUA CONSCIÊNCIA NATURAL &#8211; </strong>Ao oferecer essa presença bondosa e incondicional à sua vida interior, sinta a possibilidade de relaxar e ser essa consciência. </p>



<p class="wp-block-paragraph">Você pode sentir que quem você é não está identificado com nenhuma onda particular de medo, raiva ou mágoa? Que aquilo não é algo atrelado a você? </p>



<p class="wp-block-paragraph">Você pode sentir como as ondas na superfície pertencem à sua experiência, mas não podem prejudicar ou alterar a profundidade e vastidão incomensuráveis ​​do seu ser? </p>



<p class="wp-block-paragraph">Reserve alguns momentos, pelo tempo que desejar, para simplesmente descansar nesta consciência espaçosa e gentil, permitindo que tudo o que surgir em seu corpo ou mente venha e vá embora livremente. Conheça essa consciência natural como a verdade mais íntima de quem você é.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Espero que esse post tenha sido útil para você! Não deixe de colocar em prática o método e pratica Mindfulness RAIN, e comente aqui como foi sua experiência ao aderir a essa pratica no seu dia a dia! Abraços e tudo de bom pra você!</p>


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<figure class="aligncenter size-full"><a href="https://revolucaointerior.com/2022/04/18/revolucao-interior-um-guia-para-a-cura-e-maestria-emocional/" target="_blank" rel="noreferrer noopener"><img fetchpriority="high" decoding="async" width="700" height="360" src="https://revolucaointerior.com/wp-content/uploads/2022/07/Revolucao-interior-1.png" rel="gallery" class="fancybox"  alt="" class="wp-image-6342" srcset="https://revolucaointerior.com/wp-content/uploads/2022/07/Revolucao-interior-1.png 700w, https://revolucaointerior.com/wp-content/uploads/2022/07/Revolucao-interior-1-300x154.png 300w" sizes="(max-width: 700px) 100vw, 700px" /></a></figure>
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		<title>Nada Pode Te Fazer Feliz (Meditação Rupert Spira)</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Davi Klein]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 10 Sep 2021 15:07:40 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Autoconhecimento]]></category>
		<category><![CDATA[Meditações e Práticas]]></category>
		<category><![CDATA[autoconhecimento]]></category>
		<category><![CDATA[espiritualidade]]></category>
		<category><![CDATA[felicidade]]></category>
		<category><![CDATA[meditação]]></category>
		<category><![CDATA[meditação guiada]]></category>
		<category><![CDATA[rupert spira]]></category>
		<category><![CDATA[rupert spira livros]]></category>
		<category><![CDATA[rupert spira meditação]]></category>
		<category><![CDATA[rupert spira português]]></category>
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					<description><![CDATA[Se fizéssemos uma pesquisa com todas as 7 bilhões de pessoas no mundo e perguntássemos a todas elas: &#8220;O que vocês desejam acima de tudo em suas vidas?&#8221; &#8211; a maioria das pessoas responderia &#8220;Um relacionamento melhor&#8220;; &#8220;Ganhar mais dinheiro&#8220;; &#8220;Ter mais saúde&#8220;; &#8220;Ter uma casa nova&#8221;; &#8220;Conseguir um trabalho melhor&#8220;; &#8220;Não ter que ir [&#8230;]]]></description>
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<div class="video_embed clearfix"><div class="video_embed clearfix"><iframe title="Meditação - Nada Pode Te Fazer Feliz - Rupert Spira (traduzida pt)" width="500" height="281" src="https://www.youtube.com/embed/X0yuwnmmsIo?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe></div></div>
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<blockquote class="wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow"><p>Se fizéssemos uma pesquisa com todas as 7 bilhões de pessoas no mundo e perguntássemos a todas elas: &#8220;<em>O que vocês desejam acima de tudo em suas vidas</em>?&#8221; &#8211; a maioria das pessoas responderia &#8220;<em>Um relacionamento melhor</em>&#8220;; &#8220;<em>Ganhar</em> <em>mais dinheiro</em>&#8220;; &#8220;Ter <em>mais saúde</em>&#8220;; &#8220;<em>Ter uma casa nova&#8221;</em>; &#8220;<em>Conseguir um trabalho melhor</em>&#8220;; &#8220;<em>Não ter que ir trabalhar</em>&#8220;; &#8220;<em>Ter uma família</em>&#8220;; &#8220;<em>Fazer novas amizades</em>&#8221; <em>etc</em>. Outras pessoas pediriam por coisas menos tangíveis, como o conhecimento de Deus ou a Iluminação. </p><p>Mas se disséssemos a essas pessoas: &#8220;<em>Se você soubesse que o seu próximo relacionamento causaria sofrimento</em>, <em>você ainda desejaria tê-lo?</em> <em>Se soubesse que ter mais dinheiro o deixaria infeliz, você ainda gostaria de tê-lo? Se você soubesse que a Iluminação o deixará infeliz, você desejaria isso? </em>Todos, com certeza, diriam &#8220;Não&#8221;. Somente por meio dessa constatação, deveria ficar claro que o que realmente queremos não é um relacionamento íntimo, uma saúde melhor, mais dinheiro, conhecimento de Deus ou a Iluminação.<strong> O que realmente buscamos e procuramos é a Felicidade que acreditamos que seria derivada dessas coisas.</strong></p><p>Existe algo que você consiga imaginar ou desejar mais do que a Felicidade? E mesmo que você consiga imaginar tal coisa, você não a desejaria pelo fato de que ela te deixaria mais feliz? <strong>Veja claramente que a única coisa que todos sempre buscam e procuram é a Felicidade.</strong></p><p>Note, também, que tiveram muitos momentos em nossas vidas em que fomos felizes e que cada um desses instantes de Felicidade foram precedidos pela aquisição de um objeto, uma substância, atividade, relacionamento <em>etc</em>. </p><p>Quando tínhamos 5 anos de idade, foi a nossa viagem a praia que pareceu ser a causa de nossa felicidade. Quando tínhamos 10 anos, foi ganhar a competição na escola que nos fez feliz. Quando éramos adolescentes, foi o nosso primeiro relacionamento romântico que nos deixou feliz. Quando tínhamos 20 anos, foi o nosso 1° emprego que nos fez feliz. Nos 30 foi nossa primeira casa <em>etc</em>. Mas, em cada um desses casos, a experiência da felicidade, em si, foi sempre a mesma experiência. A experiência da felicidade quando tínhamos 10 anos, quando ganhamos a competição da escola, foi exatamente a mesma experiência de Felicidade que sentimos 20 anos depois, quando compramos nossa primeira casa, nos casamos ou tivemos nosso 1° filho. </p><p>Note também, que o que quer que nos faça sentir feliz, nem sempre nos deixa feliz. Algumas vezes, as mesmas coisas que nos fazem feliz nos fazem, também, infeliz. Se esse não fosse o caso, todos nós ainda estaríamos casados e muito felizes com a primeira pessoa que nos apaixonamos em nossa vida. </p><p>Todos nós sabemos que os relacionamentos íntimos, o mesmo relacionamento, pode produzir a maior felicidade e a maior infelicidade e sofrimento que podemos experiênciar.  Se a felicidade fosse realmente causada pelo objeto, pela atividade ou pelo relacionamento, então, enquanto aquele relacionamento estivesse presente, a felicidade também estaria presente. Mas, simplesmente o fato de que um objeto, atividade ou relacionamento pode nos fazer feliz em um dia e nos fazer sofrer em outro, deveria ser toda a informação que precisamos para nos fazer enxergar e ter clareza de que <strong>a felicidade nunca pode ser derivada de um objeto, substância, atividade ou relacionamento.</strong></p><p>O que faz com que pareça que são os objetos, as atividades e os relacionamentos que causam a felicidade é simplesmente o fato de dizermos &#8220;<strong>SIM</strong>&#8221; aqueles objetos, atividades ou relacionamentos. Se dissermos &#8220;SIM&#8221; a eles, experimentamos felicidade. Se dissermos &#8220;<strong>NÃO</strong>&#8220;, experimentamos sofrimento. <strong>A felicidade não tem absolutamente nada a ver com o objeto, atividade ou relacionamento. Ela tem tudo a ver com o que ocorre em nossa mente e em nosso coração.</strong></p><p>Pode parecer que a Felicidade é uma experiência não-contínua, que flutua como todas as outras experiências, como algo que é experimentado de tempos em tempos. Isso é como imaginar que uma pequena porção do céu azul, que se revela em um tempo nublado, é apenas uma aparência localizada e temporária do céu. Porém, o pedaço do céu azul não é uma aparência temporária e específica do céu, é simplesmente uma abertura das nuvens para a realidade SEMPRE presente do céu. Com a Felicidade é exatamente dessa forma. Todo momento de Felicidade é uma pequena abertura, em nossa experiência, do pano de fundo sempre presente do nosso ser essencial, cuja natureza é a Felicidade. </p><p><strong>O que causa essa abertura da cortina das nuvens, o que nos dá acesso a esse pano de fundo sempre presente da Felicidade é simplesmente o fato de dizermos &#8220;SIM&#8221; a nossa situação atual. Se dizermos &#8220;NÃO&#8221; a situação atual, ocorrerá o fechamento e o obscurecimento desse pano de fundo sempre presente da Felicidade</strong>.</p><p>A experiência da Felicidade não tem absolutamente nada a ver com o conteúdo objetivo de nossa experiência. Investir o seu desejo por Felicidade no conteúdo objetivo da experiência é loucura! É uma receita para o sofrimento. Se acreditarmos que uma pessoa pode nos fazer feliz, um dia, aquela mesma pessoa, por definição, também nos fará infeliz. </p><p><strong>Tudo que é requerido para experimentarmos uma paz contínua e felicidade é dizermos &#8220;SIM&#8221; a nossa circunstância atual</strong>. Na verdade, não é nem necessário dizermos &#8220;SIM&#8221; a ela. Essa abertura, essa permissividade, essa aceitação é a natureza da consciência &#8211; É quem nós somos, não é algo que temos que fazer. Não temos que fazer esforço para dizermos &#8220;SIM&#8221;.</p><p>As primeiras palavras que escutei de Francis Lucille foram: <strong>&#8220;A meditação é um SIM universal a tudo&#8221;</strong>. Esse &#8220;SIM&#8221; universal a tudo é a nossa natureza essencial, não é algo que temos que praticar ou fazer. É quem nós somos. Por exemplo: o espaço dessa sala não precisa negociar com toda pessoa que entra nele, pensando se o espaço aprova ou não a entrada de tal pessoa. A natureza do espaço é dizer &#8220;SIM&#8221; a tudo que aparece dentro dele, não importa o quão belo ou horrível aquilo seja. Nós somos dessa forma. Nós, <strong>Consciência</strong>, somos dessa forma. Nossa natureza é essa abertura. Não temos que praticar essa abertura, esse dizer &#8220;SIM&#8221; a tudo. É quem nós somos e não algo que precisamos fazer.</p><p><strong>O que nós fazemos, o que a mente faz, é dizer &#8220;NÃO&#8221; a muitas coisas. </strong>Porém, qualquer coisa que dissermos &#8220;NÃO&#8221; fará com que a gente sofra. É tudo muito simples. <strong>Nosso sofrimento é nossa própria atividade e criação</strong>. Ninguém impõe sofrimento a nós. Se acharmos que a perda de nossas habilidades, o comportamento do nosso parceiro, o estado de nossa conta bancária ou o estado de nossa saúde que são as causas de nosso sofrimento, nós estamos nos enganando.</p><p>Nenhuma dessas coisas podem nos causar infelicidade, a menos que você dê permissão para que elas façam isso, e, nesse caso, elas o farão. Então, a única coisa que nos causa infelicidade é dizermos &#8220;NÃO&#8221; a nossa experiência atual. <strong>Ninguém impõe infelicidade em nós. Ninguém e nada pode nos fazer infeliz. O nosso sofrimento é nossa própria atividade, de momento a momento. É uma escolha que fazemos, de momento a momento.</strong> </p><p>Isso não significa que devemos viver uma vida de resignação passiva. Simplesmente significa que nossa ação no mundo não vêm de um lugar de resistência &#8211; ela vem da alegria, do entusiasmo. Essa alegria e felicidade é a natureza do nosso ser, disponível a todos, 24h por dia. Nada de fora pode colocar Felicidade em nós. Toda vez que experienciamos Felicidade, sempre a experienciamos dentro de nós mesmos.</p><p>Se alguém te dissesse, agora mesmo, que você ganhou 10.000 reais, imediatamente você se sentiria feliz. A felicidade não foi colocada em você de fora. Ela estava esperando e escondida nas profundezes do seu ser, esperando para ser acionada. Ela nem mesmo foi desencadeada pelo fato de você ter ganhado a loteria, ela foi acionada pelo fato de você ter dito &#8220;SIM&#8221; aquele situação, de você ter dado boas vindas e abraçado ela.</p><p>Então, por que você não dá também boas vindas a qualquer coisa que esteja experimentando atualmente? O seu estado de saúde, o comportamento do seu parceiro, o quer quer que seja. Agora mesmo, a mesma Felicidade que você sentiria ao ganhar a loteria seria desencadeada em sua experiência.  Imagine a liberdade de levar uma vida em que você sabe que a sua felicidade não depende de ninguém ou de nenhuma coisa. </p><p>Todo mundo que está envolvido em um relacionamento íntimo deveria se voltar, ainda hoje, para o seu parceiro e dizer &#8220;<em>Eu te amo, mas eu não preciso de você</em>.<em> Eu não espero que você me dê amor e nada do que você fizer ou parar de fazer poderá me deixar feliz ou me fazer sofrer&#8221;</em>. Essa é a coisa mais gentil que você poderia dizer a seu parceiro. Você alivia seu parceiro do fardo impossível de produzir felicidade para você, pois ele nunca conseguiria satisfazer essa demanda e, mais cedo ou mais tarde, você se sentiria ressentido, insatisfeito ou frustrado por isso. </p><p>Por que simplesmente não aliviar o seu parceiro dessa demanda impossível logo no início do seu relacionamento? A qualidade do seu relacionamento será 10X melhor como resultado disso. E para aqueles de vocês que não estão em um relacionamento íntimo e que estão procurando por um relacionamento, ou até mesmo por algum objeto, atividade ou estado, certifique-se de não buscar tal relacionamento com a crença de que ele te deixará feliz. Se você entrar em um relacionamento com a crença de que ele o fará feliz, você pode ter certeza absoluta de que um dia, o mesmo relacionamento também te deixará infeliz.</p><p>Isso não é um motivo para não buscar um relacionamento íntimo. É simplesmente um motivo para não buscar a felicidade por meio de um relacionamento íntimo. Certifique-se de que a sua busca por um relacionamento íntimo ou qualquer outro objeto ou circunstância que você procura, venha de sua Felicidade, não sendo apenas um meio para ela. E então, por todos os meios, deseje o que você quiser. O que você querer será, então, o objeto, a atividade ou o relacionamento através do qual você expressará a sua Felicidade, em que você celebrará e compartilhará a sua Felicidade.</p><p>Então, esse não é um caminho de renuncia. Não tem nada a ver com restringir nossos desejos. Deseje tudo o que você quiser! Mas certifique-se de que o seu desejo venha da Felicidade e não que vá em direção a ela.</p><p>Nenhuma experiência é insuportável. Nenhuma experiência é opressiva. O que é insuportável é a nossa resistência a experiência. Nenhuma experiência tem a capacidade de nos fazer sentir miseráveis a não ser que resistamos a ela, a não ser que lhe digamos &#8220;NÃO&#8221;. Você pode sentir a liberdade que está disponível para você, para nós, se simplesmente parássemos de resistir, se parássemos de exigir que a experiência surja de acordo com nossas expectativas? Se exigirmos que a experiência sempre apareça de uma forma que seja consistente com nossas expectativas, ficaremos desapontados na maior parte do tempo. </p><p>Vocês conseguem imaginar o absurdo de só ser feliz quando o tempo estiver ensolarado? Exigindo que nossa felicidade dependa de como está o tempo? O que você vai mudar, o tempo ou a sua resistência a ele? Para mudarmos nossa resistência, isso leva apena um momento, menos do que um momento. Vamos tentar mudar mudar o comportamento de outra pessoa, visto que tal comportamento é o produto de décadas de condicionamento? Ou vamos simplesmente mudar nossa resistência a ele?</p><p>Uma vez que fique claro para nós que nossa paz e felicidade não dependem de circunstâncias objetivas, um grande oceano de liberdade se abrirá em nós. Quando experienciamos tal liberdade, nós sentimos que &#8220;tocamos&#8221; todas as experiências intimamente, mas nenhuma experiência nos toca, no sentido de nos machucar ou oprimir. Somos totalmente abertos a todas as experiências, mas não podemos ser prejudicados ou feridos por qualquer experiência. Portanto, não há necessidade de se defender contra ninguém ou qualquer coisa. </p><p>Agora, preste atenção, dê a sua atenção para o pior elemento de sua vida atual, seja o que for, que você considere ser a coisa mais desagradável ou insuportável, quer isso seja algo relacionado com a sua saúde, relacionamento, finanças, o que quer que seja. Permita que tal coisa venha a sua atenção. Sinta o impulso dentro de você de querer evitar essa situação. Pergunte a si mesmo: <em>&#8220;Essa situação é realmente insuportável?&#8221;</em> Pergunte a si mesmo: <em>&#8220;Essa situação é realmente desagradável ou é minha rejeição e resistência a ela que faz com que ela seja desagradável?</em> <strong>Veja que é a nossa resistência a situação e não a situação em si que é desagradável. Nossa resistência é algo que nós mesmos estamos fazendo, não é algo imposto a nós por ninguém.</strong></p><p>Agora, enfrente esta situação, que antes era tão insuportável ou até mesmo desagradável. Olhe para essa situação &#8211; seja ela uma circunstância, uma pessoa ou qualquer outra coisa. Apenas diga a ela: <em>&#8220;Eu te aceito totalmente. Você não pode me afetar de forma alguma. Meu ser não é machucado, prejudicado, ferido, alterado ou movido por você</em>&#8221; Sinta a independência do seu próprio ser. O seu ser não precisa de nada de nenhuma pessoa ou situação. Retire sua projeção, sua demanda por felicidade do objeto, da circunstância ou da pessoa. Libere-os da demanda de fazê-lo feliz. <strong>Assuma responsabilidade por sua própria felicidade.</strong></p><p>Esta independência de nosso próprio ser pode parecer neutra no começo, ou pode ser sentida apenas como um pano de fundo de paz, mas logo menos essa paz se transformará em Felicidade. A Felicidade que é inata, que é o nosso próprio ser.</p><p>Quando Joseph Campbell disse &#8220;<em>Siga sua alegria</em>&#8220;, ele não quis dizer para buscar a sua felicidade por meio de um objeto e então partir para o próximo objeto, e depois para outro objeto e outro objeto&#8230; Ele quis dizer:<strong> encontre essa Felicidade dentro de você e fique com ela</strong>. Mova-se de objeto a objeto, de relacionamento a relacionamento em contato com essa felicidade inata. Se fizermos isso, essa felicidade começará a se espalhar em tudo que ela tocar.</p><p>Não transforme isso em uma prática. Não lute com sua mente para dizer &#8220;SIM&#8221; a algo que sua mente quer dizer &#8220;NÃO&#8221;. Essa abertura a experiência é anterior a mente. É a natureza da consciência, a natureza de quem você é &#8211; estar aberto a todas as experiências. O fato de que essa experiência atual já está acontecendo com você significa que você, consciência, já está aberta a ela. É tarde demais para resisti-la<strong>. Essa abertura para a experiência é o que nós somos, não o que fazemos. Essa resistência para a experiência é o que fazemos, não o que somos</strong>. </p><p>A Igreja da Inglaterra deveria reescrever seus votos de casamento. Alguém que estivesse prestes a se casar deveria dizer ao seu parceiro &#8220;<em>Eu te amo, mas eu não preciso de você</em>. <em>Você é livre para fazer o que você quiser. Você pode ficar comigo por um dia, por um ano ou por 50 anos. Eu te amo e eu amo a sua liberdade. Eu respeito a sua liberdade e eu confio em você para que respeite a minha liberdade também. Minha felicidade não depende de você&#8221;</em> Está é a coisa mais amorosa que você pode dizer a seu parceiro: <em>&#8220;Eu te amo, mas eu não preciso de você&#8221;</em>. Tenha a coragem para dizer isso a ele.</p><p>E para aqueles que cogitam, em algum momento, embarcar em um relacionamento íntimo, certifique-se de dizer logo no inicio do seu relacionamento: &#8220;<em>Eu te amo, mas eu não preciso de você e eu não espero que você produza amor ou felicidade para mim&#8221;.</em> Por favor, não me entenda mal. Eu não quero dizer que devemos tolerar o comportamento de um parceiro, amigo, colega, vizinho ou de um estranho que não venha do amor ou do entendimento. É legítimo abordar tal comportamento. Tudo o que eu estou sugerindo é que não permitimos que a nossa Felicidade seja refém de qualquer um ou de qualquer coisa. Nossa Felicidade é inata e anterior a experiência, nunca é o resultado da experiência.</p><p>Seja muito sensível a qualquer sentimento de tédio, irritação ou agitação &#8211; essas são formas sutis de resistência a experiência atual. Elas podem não chamar tanta atenção quanto o estado de sua saúde, ou a situação de seu relacionamento, ou a perda de alguém amado. No entanto, nossa irritação, inquietação é apenas uma forma sutil de rejeição a experiência atual. <em>&#8220;Se apenas as coisas fossem ligeiramente diferentes, eu estaria feliz&#8221;</em>. </p><p><strong>Enfrente, o que quer que seja que parece ser intolerável, insuportável ou até desagradável e veja que o desagrado não está no objeto ou na experiência. Está apenas em sua resistência a ela. </strong>Aquela resistência é o nosso sofrimento e todo nosso sofrimento consiste nisso. Se você se encontra em uma situação onde você tem que dizer &#8220;NÃO&#8221; a algo, certifique-se de que o NÃO&#8221; venha do amor, justiça e inteligência e de que ele não venha em nome de uma pessoa que se sinta machucada, desrespeitada ou diminuída.</p><p>Muitas vezes ouvimos a frase: &#8220;A busca pela Iluminação&#8221;. Porém, seja o que for que busquemos, obviamente ela não está presente AGORA, portanto, se estamos em busca da Iluminação, estamos em busca de uma experiência que acontecerá no futuro e se estivermos nos esforçando para obter uma experiência que começara no futuro, essa experiência, por definição, terminará. A busca pela Iluminação é a busca pela miséria. Nós estamos buscando por um estado e mesmo que nós obtivéssemos aquele estado, mais cedo ou mais tarde, ele nos deixaria e ficaríamos até mais infelizes do que antes. </p><p><strong>A Iluminação é o simples reconhecimento, a revelação nada extraordinária da natureza do nosso eu, a nossa natureza de paz e alegria incondicional, que não depende de nada. Não depende de um objeto, um relacionamento, um ensinamento, um professor, uma tradição <em>etc</em>.</strong> É independente, incondicional, é a natureza do nosso eu. Não pode ser encontrada porque não pode ser perdida. Ela só pode ser inibida e oculta pela nossa resistência a experiência. </p><p>O pedaço do céu azul não é um objeto que aparece nas nuvens de vez em quando. São as nuvens que aparecem contra o pano de fundo do céu azul. Da mesma forma, a felicidade não é um sentimento que aparece na experiência de vez em quando, ela é o pano de fundo sempre presente no qual todas as experiências aparecem. É a natureza de nosso ser. É isso que está bela frase sucinta da tradição Vedanta significa &#8220;<em>Sat-Chit-Ananda</em>&#8221; &#8211; o conhecimento do Ser é a própria Felicidade. O conhecimento de nosso próprio ser como ele é, o conhecimento de si mesmo é a Felicidade.</p><p>O espaço dessa sala não resiste a nada e não se apega a nada.<strong> Seja como esse espaço</strong>. Não resista a nada, não busque nada, não precise de nada. Seja nada! Isso não apenas para objetos e relacionamentos mas também para ideias, incluindo ideias da não dualidade. Não se apegue a nada. Não se deixe ser definido por nada. Quando soltarmos tudo aquilo que podemos deixar ir, então aquilo que mais ansiamos, acima de tudo, brilhará por si mesmo. </p><p>Obrigado!</p><cite>Rupert Spira</cite></blockquote>
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		<title>Não Leve Seus Pensamentos a Sério (A maioria deles são inúteis)</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Davi Klein]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 20 Jul 2021 04:43:17 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Autoconhecimento]]></category>
		<category><![CDATA[Meditações e Práticas]]></category>
		<category><![CDATA[como se desapegar de seus pensamentos]]></category>
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		<category><![CDATA[O poder do agora]]></category>
		<category><![CDATA[o que é meditação]]></category>
		<category><![CDATA[você não é a sua mente]]></category>
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					<description><![CDATA[&#8220;Nem teus piores inimigos podem te fazer tanto dano quanto seus próprios pensamentos&#8221; Não leve os seus pensamentos para o lado pessoal! A melhor maneira de parar de sofrer é reconhecer que não somos nossos pensamentos, que existe algo por trás dos pensamentos, uma consciência por trás das idas e vindas dos pensamentos e é [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<figure class="wp-block-embed aligncenter is-type-video is-provider-youtube wp-block-embed-youtube wp-embed-aspect-16-9 wp-has-aspect-ratio"><div class="wp-block-embed__wrapper">
<div class="video_embed clearfix"><div class="video_embed clearfix"><iframe title="Não leve seus pensamentos tão a sério! (A maioria deles são inúteis)" width="500" height="281" src="https://www.youtube.com/embed/4IR4e89_cW0?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe></div></div>
</div></figure>



<figure class="wp-block-pullquote"><blockquote><p>&#8220;Nem teus piores inimigos podem te fazer tanto dano quanto seus próprios pensamentos&#8221;</p></blockquote></figure>



<h2 class="wp-block-heading">Não leve os seus pensamentos para o lado pessoal!</h2>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>A melhor maneira de parar de sofrer é reconhecer que não somos nossos pensamentos, que existe algo por trás dos pensamentos, uma consciência por trás das idas e vindas dos pensamentos e é nisso que temos que prestar mais atenção</strong>. </p>



<p class="wp-block-paragraph">Na maioria das vezes pensamos que somos nossos pensamentos e esquecemos que há um aspecto na nossa mente que<strong> observa esses pensamentos surgirem e desaparecerem.</strong> Como um visitante batendo na porta da sua casa, os pensamentos não vivem lá, você pode cumprimentá-los, reconhece-los e vê-los passar.</p>



<div class="wp-block-image"><figure class="aligncenter size-large"><img loading="lazy" decoding="async" width="700" height="400" src="https://revolucaointerior.com/wp-content/uploads/2021/07/mooji-frases.jpg" alt="" class="wp-image-3305" srcset="https://revolucaointerior.com/wp-content/uploads/2021/07/mooji-frases.jpg 700w, https://revolucaointerior.com/wp-content/uploads/2021/07/mooji-frases-300x171.jpg 300w, https://revolucaointerior.com/wp-content/uploads/2021/07/mooji-frases-322x185.jpg 322w" sizes="(max-width: 700px) 100vw, 700px" /></figure></div>



<p class="wp-block-paragraph">Um grande passo ruma a retomada do controle de nossa vida é percebermos que <strong>não precisamos levar os pensamentos para o lado pessoal</strong>, não importando se o conteúdo deles é bom, ruim ou feio.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Não temos que acreditar neles</strong>. Não precisamos sequer considerá-los “nossos”. Podemos reconhecê-los simplesmente como pensamentos, como acontecimentos no campo da consciência, que surgem e desaparecem rapidamente.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Quando não os levamos automaticamente para o lado pessoal nem acreditamos nas histórias sobre a “realidade” que construímos a partir deles, quando conseguimos simplesmente mantê-los na consciência, com curiosidade e espanto diante de seu incrível poder, dada sua insubstancialidade, suas limitações e imprecisões, temos a chance de não sermos capturados em seus padrões habituais, de vê-los como realmente são &#8211; <strong>acontecimentos impessoais</strong>, e de sermos o saber que a consciência já é.</p>



<figure class="wp-block-pullquote"><blockquote><p>&#8220;Você não é o pensamento, você é a consciência.&#8221;</p><cite>Eckhart Tolle</cite></blockquote></figure>



<div class="wp-block-image"><figure class="aligncenter size-large"><img loading="lazy" decoding="async" width="700" height="350" src="https://revolucaointerior.com/wp-content/uploads/2021/04/Como-ter-paz-de-espirito-Eckhart-Tolle.jpg" alt="" class="wp-image-2337" srcset="https://revolucaointerior.com/wp-content/uploads/2021/04/Como-ter-paz-de-espirito-Eckhart-Tolle.jpg 700w, https://revolucaointerior.com/wp-content/uploads/2021/04/Como-ter-paz-de-espirito-Eckhart-Tolle-300x150.jpg 300w" sizes="(max-width: 700px) 100vw, 700px" /></figure></div>



<p class="wp-block-paragraph">Você pode imaginar a energia da mente pensante como um fluxo de água em um riacho ou um grande rio. Podemos ser capturados e levados pela correnteza <strong>ou podemos sentar na margem e apreciar seus diferentes padrões, os redemoinhos, sempre mudando de forma, os sons da água.</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Os tibetanos as vezes descrevem o ato de pensar como escrever na água, pois os pensamentos são em essência vazios, insubstanciais e transitórios Mensagens de fumaça no céu também são uma boa imagem. </p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Em todas essas imagens, o pensamento pode ser visto como algo que surge de maneira autônoma e estourando como uma bolhina de sabão ao ser “tocado “ pela própria consciência. Em outras palavras: quando é reconhecido como um simples pensamentos, como algo que surge, perdura por um tempo e desaparece no campo ilimitado e atemporal da consciência.</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Assim, ao reconhecer os pensamentos como meros acontecimentos no campo da consciência, ficamos um pouco mais livres. Eles se tornam manejáveis sem que precisamos fazer qualquer esforço &#8211; é a consciência que faz todo o trabalho e nos liberta.</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Como Eckhart Tolle diz no seu livro &#8220;O poder do Agora&#8221;:</p>



<blockquote class="wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow"><p>&#8220;<em><strong>Pensamento e consciencia não são sinônimos.</strong> O pensamento é um pequeno aspecto da consciencia. O pensamento não consegue existir sem a consciencia, mas a consciencia não necessita do pensamento. O estado de mente vazia é a consciencia sem o pensamento.</em>&#8220;</p></blockquote>



<p class="wp-block-paragraph">Jon Kabat Zinn no seu livro Atenção plena para iniciantes também diz o seguinte:</p>



<blockquote class="wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow"><p>&#8220;<em>Ficamos tão condicionados por nossos padrões de pensamentos que já nem os reconhecemos como pensamentos. Não é verdade que tendemos a experimentar nossos sentimentos e pensamentos como fatos, como a realidade absoluta das coisas, mesmo quando sabemos, lá no fundo, que não é bem o caso? </em></p><p><em><strong>Mas, como vimos, não costumamos receber orientações nem um treinamento sistematico sobre a importancia de percebermos nossa consciência como algo diferente e maior que pensamentos e emoções</strong> &#8211;<strong> ainda que seja óbvio que a consciência é um vasto reservatório, capaz de abarcar qualquer pensamento e qualquer emoção sem ser capturada por eles de alguma forma.</strong> Trata-se de uma faculdade profundamente subdesenvolvida</em></p><p><em>Quando foi a última vez que você teve uma só aula sobre o cultivo da consciência ao longo de toda a sua formação academica? Espantosamente, isso não faz parte do currículo do ensino fundamental.,médio ou superior.&#8221;</em></p></blockquote>



<h2 class="wp-block-heading">Como se desapegar de seus pensamentos</h2>



<p class="wp-block-paragraph">Uma habilidade essencial de aprender é a de você saber<strong> se desapegar dos próprios pensamentos que sua mente cria.</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Um pensamento é apenas um pensamento, mas a partir do momento em que você o classifica como &#8220;bom&#8221; ou &#8220;ruim&#8221;, você se identificou com ele. Não existe essa de controlar os seus pensamentos ou querer que eles não apareçam mais. <strong>Quanto mais você resistir e lutar com um pensamentos, mais poder você está dando a ele.</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Portanto, quando a mente te jogar um pensamento, apenas reconheça-o por aquilo que ele é: um pensamento e deixe-o passar! Não tente parar um pensamento com outros pensamentos! Isso só vai criar mais barulho e agitação mental. O seu &#8220;trabalho&#8221; é simplesmente assistir o tráfego mental, sem se envolver, sem julgar o que está se desenrolando, sem comentar sobre o que está acontecendo. Seja o observador imparcial.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Observe seus pensamentos e perceba que são apenas pensamentos. Ter a consciência é o primeiro passo. É entender que até 90% dos nossos pensamentos são inúteis e que você não precisa alimentá-los, pode simplesmente escolher ignorá-los, sem acreditar no que dizem.</p>



<div class="wp-block-image"><figure class="aligncenter size-large"><img loading="lazy" decoding="async" width="700" height="400" src="https://revolucaointerior.com/wp-content/uploads/2021/07/Adyashanti-frases.jpg" alt="" class="wp-image-3308" srcset="https://revolucaointerior.com/wp-content/uploads/2021/07/Adyashanti-frases.jpg 700w, https://revolucaointerior.com/wp-content/uploads/2021/07/Adyashanti-frases-300x171.jpg 300w, https://revolucaointerior.com/wp-content/uploads/2021/07/Adyashanti-frases-322x185.jpg 322w" sizes="(max-width: 700px) 100vw, 700px" /></figure></div>



<p class="wp-block-paragraph">Quando começamos a nos acostumar com o reconhecimento dos pensamentos é como se fossemos capazes de identificar rapidamente em uma multidão alguém que conhecemos. Quando surge um pensamento forte de raiva, sabemos que ele vai levar a proliferação de mais pensamentos e passamos a reconhece-lo.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Simplesmente testemunhar o que acontece na mente, com um tipo de atitude infantil &#8220;Ual, quantos pensamentos, sensações e emoções passam na minha consciência nesse momento&#8221; <strong>Todos eles vem e vão na minha consciência</strong>.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Podemos comparar esse ato de olhar para a grande extensão de espaço no céu, sem se concentrar nas estrelas, astros ou galáxias. <strong>O espaço não é definido pelos objetos que se movem nele assim como a consciência não é definida pelos pensamentos, emoções e percepções, ela apenas é.</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Se alguém sente vergonha ou decepção hoje, isso não resume quem você é, não são palavras finais sobre quem você é. Em vez de confundir um estado temporário com tudo o que há em você, veja suas emoções surgirem, permanecerem por um tempo e depois sumirem. Muitas vezes nos culpamos se uma emoção negativa surge. Não lembramos que as emoções surgem independente se queremos ou não &#8211; temos que reconhece-las e aceitá-las. </p>



<p class="wp-block-paragraph">Isso é aplicável aos nossos pensamentos. Na maioria das vezes pensamos que somos nossos pensamentos e esquecemos que há um aspecto na nossa mente que observa esses pensamentos surgirem e desaparecerem.<strong> Como um visitante batendo na porta da sua casa, os pensamentos não vivem lá, você pode cumprimentá-los, reconhece-los e vê-los passar.</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">O pensamento só tem poder se você acreditar nele. Algo só é verdade se você acreditar! Se você sair por ai acreditando em tudo o que sua mente te diz, vai se dar muito mal!</p>



<div class="wp-block-image"><figure class="aligncenter size-large"><img loading="lazy" decoding="async" width="700" height="400" src="https://revolucaointerior.com/wp-content/uploads/2021/07/Wu-Hsin-Frases.jpg" alt="" class="wp-image-3297" srcset="https://revolucaointerior.com/wp-content/uploads/2021/07/Wu-Hsin-Frases.jpg 700w, https://revolucaointerior.com/wp-content/uploads/2021/07/Wu-Hsin-Frases-300x171.jpg 300w, https://revolucaointerior.com/wp-content/uploads/2021/07/Wu-Hsin-Frases-322x185.jpg 322w" sizes="(max-width: 700px) 100vw, 700px" /></figure></div>



<p class="wp-block-paragraph">Dicas adicionais:</p>



<ul class="wp-block-list"><li>Perceba quando se distrair com pensamentos inúteis e prejudicais e escolha parar de alimentá-los, simplesmente trazendo sua atenção para o momento presente. Trazer a atenção para a sua respiração pode ser útil &#8211; para a nossa atenção errante, a respiração é uma âncora ideal, capaz de nos manter no momento presente.</li><li>Perceba principalmente aqueles padrões repetitivos de pensamentos. Você pode até escrever num pedaço de papel sobre aqueles pensamento mais insistentes e que parecem surgir com mais frequência. Isso ajudar a você tomar consciência de seus padrões.</li><li>Apenas observe seus pensamentos, não acredite neles. Como o próprio Eckhart Tolle diz: &#8221; A coisa mais vital na vida espiritual é ser capaz de assistir sua mente, de ser o observador da mente, para que a mente não te controle&#8221;.</li></ul>



<div class="wp-block-image"><figure class="aligncenter size-large"><img loading="lazy" decoding="async" width="700" height="400" src="https://revolucaointerior.com/wp-content/uploads/2021/06/O-caminho-do-guerreiro-pacifico-frases-2.jpg" alt="" class="wp-image-2908" srcset="https://revolucaointerior.com/wp-content/uploads/2021/06/O-caminho-do-guerreiro-pacifico-frases-2.jpg 700w, https://revolucaointerior.com/wp-content/uploads/2021/06/O-caminho-do-guerreiro-pacifico-frases-2-300x171.jpg 300w, https://revolucaointerior.com/wp-content/uploads/2021/06/O-caminho-do-guerreiro-pacifico-frases-2-322x185.jpg 322w" sizes="(max-width: 700px) 100vw, 700px" /></figure></div>



<p class="wp-block-paragraph">Espero que você tenha gostado desse post! Não deixe de comentar alguma reflexão ou insight que tenha pego desse post, ou alguma outra sugestão de assunto que eu possa abordar. Se você ainda não conhece o meu canal no Youtube, não deixe de ver!<a href="http://youtube.com/c/daviklein">(<strong>Clique aqui para acessar o canal)</strong>.</a> Valeu e até o próximo post!</p>
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		<title>O Poder da Introspecção: 85 Perguntas Difíceis que Você Deveria Fazer a Si Mesmo</title>
		<link>https://revolucaointerior.com/2021/07/13/o-poder-da-introspeccao-85-perguntas-dificeis-que-voce-deveria-fazer-a-si-mesmo/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Davi Klein]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 13 Jul 2021 14:35:59 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Autoconhecimento]]></category>
		<category><![CDATA[Meditações e Práticas]]></category>
		<category><![CDATA[auto reflexão]]></category>
		<category><![CDATA[autorreflexão]]></category>
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		<category><![CDATA[perguntas importantes]]></category>
		<category><![CDATA[perguntas que você deveria se fazer]]></category>
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					<description><![CDATA[Muitas pessoas se sentem paralisadas de vez em quando, seguindo os movimentos de uma vida que sabem que poderia ser melhor. Nesse mundo de distrações e agitação em que vivemos, quase nunca paramos para refletir, para verificar se estamos indo na direção que realmente queremos, para ver se a nossa vida está satisfatória, se estamos [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
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<div class="video_embed clearfix"><div class="video_embed clearfix"><iframe title="O Poder da Introspecção: Perguntas Difíceis Que Você Deveria Se Fazer" width="500" height="281" src="https://www.youtube.com/embed/Kqc_I76jRgY?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe></div></div>
</div></figure>



<p class="wp-block-paragraph">Muitas pessoas se sentem paralisadas de vez em quando, seguindo os movimentos de uma vida que sabem que poderia ser melhor. Nesse mundo de distrações e agitação em que vivemos, quase nunca paramos para refletir, para verificar se estamos indo na direção que realmente queremos, para ver se a nossa vida está satisfatória, se estamos felizes onde estamos, se estamos felizes com quem nos tornamos etc&#8230;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Temos que ficar conscientes das forças dispersantes, das distrações que podem estar nos afastando de nossas prioridades e da vida que queremos.</p>



<div class="wp-block-image"><figure class="aligncenter size-large"><img loading="lazy" decoding="async" width="600" height="315" src="https://revolucaointerior.com/wp-content/uploads/2021/07/Perguntas-importantes.jpg" alt="" class="wp-image-3225" srcset="https://revolucaointerior.com/wp-content/uploads/2021/07/Perguntas-importantes.jpg 600w, https://revolucaointerior.com/wp-content/uploads/2021/07/Perguntas-importantes-300x158.jpg 300w" sizes="(max-width: 600px) 100vw, 600px" /></figure></div>



<p class="wp-block-paragraph">Sem essas pausas para a contemplação e reflexão, há um grande risco de passarmos a nossa vida inteira em piloto automático, simplesmente fazendo as mesmas coisas de sempre, caindo naquela mesmice, nos confortando com uma vida que não é verdadeira e satisfatória.</p>



<p class="wp-block-paragraph">É por isso que<strong> uma prática regular de autorreflexão e introspecção pode ajudá-lo a tomar as medidas corretas hoje para atingir seus objetivos no futuro,</strong> para você sempre estar alinhado na direção que realmente quer.</p>



<p class="wp-block-paragraph" id="tw-target-text">Muitas das respostas para as perguntas mais importantes da vida podem ser encontradas dentro de você, gratuitamente, por meio da introspecção.</p>



<figure class="wp-block-pullquote"><blockquote><p>&#8220;Sua visão ficará clara apenas quando você puder olhar para o seu próprio coração. Quem olha para fora sonha; quem olha para dentro acorda.&#8221;</p><cite>Carl jung</cite></blockquote></figure>



<p class="wp-block-paragraph">Existem perguntas, sugestões e ideias quase infinitas que você pode usar para fazer uma pausa para a autorreflexão. Algumas delas podem ser perguntadas, respondidas e abordadas todos os dias, enquanto outras podem ser melhor reservadas para uma autorreflexão ocasional.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Da próxima vez que você tiver alguns minutos livres enquanto espera o ônibus ou o jantar sair do forno, use esses momentos para o seu próprio desenvolvimento pessoal. Ser real consigo mesmo e fazer a si mesmo as perguntas difíceis é uma das melhores maneiras de aprender mais sobre si mesmo.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Essas 10 perguntas são ótimas maneiras de começar com a autorreflexão:</p>



<ul class="wp-block-list"><li><strong>Eu estou usando meu tempo sabiamente?</strong></li></ul>



<ul class="wp-block-list"><li><strong>Estou desvalorizando algo que é importante para mim? </strong></li></ul>



<blockquote class="wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow"><p><em>&#8220;Reflita sobre suas bênçãos presentes, das quais todo homem tem em abundância; não em seus últimos infortúnios, dos quais todos os homens têm alguns&#8221;</em></p><cite>Charles Dickens</cite></blockquote>



<ul class="wp-block-list"><li><strong>Estou vivendo de forma verdadeira comigo mesmo?</strong></li></ul>



<blockquote class="wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow"><p><em>&#8220;Muitos dos conflitos que você tem em sua vida existem simplesmente porque você não está vivendo em alinhamento; você não está sendo verdadeiro consigo mesmo.&#8221;</em></p><cite>Steve Maraboli</cite></blockquote>



<ul class="wp-block-list"><li><strong>Estou acordando entusiasmado para viver?</strong></li></ul>



<blockquote class="wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow"><p><em>Saiba que sonhar é uma perda de tempo e energia se você não acordar para alcançá-los</em></p><cite>Israelmore Ayivor</cite></blockquote>



<ul class="wp-block-list"><li><strong>Estou colocando esforço necessário nos relacionamentos?</strong></li></ul>



<blockquote class="wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow"><p>&#8220;<em>A indiferença e a negligência costumam causar muito mais danos do que a aversão</em>.&#8221;</p><cite>JK Rowling</cite></blockquote>



<ul class="wp-block-list"><li><strong>Estou cuidando de mim mesmo, fisicamente e mentalmente?</strong></li></ul>



<blockquote class="wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow"><p><em>&#8220;Manter o corpo com boa saúde é um dever … do contrário, não seremos capazes de manter nossa mente forte e clara.&#8221;</em></p><cite>Buddha</cite></blockquote>



<ul class="wp-block-list"><li><strong>Estou atingindo os objetivos que coloquei a mim mesmo?</strong></li></ul>



<blockquote class="wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow"><p>&#8220;<em>Aqueles que não se movem, não percebem suas correntes</em>.&#8221;</p><cite>Rosa Luxemberg</cite></blockquote>



<ul class="wp-block-list"><li><strong>Estou deixando coisas que estão fora de meu controle me estressar?</strong></li></ul>



<blockquote class="wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow"><p>&#8220;<em>A razão pela qual muitas pessoas em nossa sociedade são miseráveis, doentes e altamente estressadas é por causa de um apego doentio a coisas sobre as quais não têm controle</em>&#8220;</p><cite>Steve Maraboli</cite></blockquote>



<ul class="wp-block-list"><li><strong>Estou tendo muitos pensamentos negativos no meu dia a dia?</strong></li></ul>



<ul class="wp-block-list"><li><strong>Estou empregando uma perspectiva positiva em minha vida?</strong></li></ul>



<blockquote class="wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow"><p><em>“Perspectiva é tão simples quanto responder a esta pergunta: Se eu tivesse cinco meses de vida, eu enfrentaria esse problema de forma diferente?” </em></p><cite><em>Shannon Alder</em></cite></blockquote>



<p class="wp-block-paragraph">Se quiser mais exemplos de perguntas importantes para fazer a si mesmo, separei, a seguir, mais algumas questões, para ajudá-lo na sua introspecção e autorreflexão:</p>



<ul class="wp-block-list"><li><strong>Quem sou eu, realmente?</strong></li><li><strong>O que mais me preocupa no futuro?</strong></li><li><strong>Se esse fosse o meu último dia de vida, eu faria as mesmas coisas que sempre faço?</strong></li><li><strong>Quais são os meus maiores medos?</strong></li><li><strong>Estou segurando algo que preciso soltar?</strong></li><li><strong>O que mais importa na minha vida?</strong></li><li><strong>O que eu estou fazendo em relação as coisas que mais importam na minha vida?</strong></li><li><strong>Por que eu sou importante?</strong></li><li><strong>Eu fiz alguma coisa recentemente que vale a pena relembrar?</strong></li><li><strong>Eu fiz alguém sorrir hoje?</strong></li><li><strong>Qual foi a última vez que sai da minha zona de conforto?</strong></li><li><strong>Se eu tivesse que colocar um único conselho em um bebê, no momento em que ele nascesse, qual conselho eu daria?</strong></li><li><strong>Como eu irei viver, sabendo que vou morrer?</strong></li><li><strong>O que eu preciso mudar em relação a mim mesmo?</strong></li><li><strong>Que ato de gentileza eu demonstrei, que eu nunca esquecerei?</strong></li><li><strong>Quais dos meus amigos eu realmente confio?</strong></li><li><strong>Quem teve o maior impacto na minha vida?</strong></li><li><strong>O que eu mais quero na vida?</strong></li><li><strong>O que é pior: falhar ou nunca tentar?</strong></li><li><strong>O que é a única coisa que eu gostaria de ser lembrado quando eu morrer?</strong></li><li><strong>Realmente é importante o que os outros pensam de mim?</strong></li><li><strong>Eu falo mais do que faço?</strong></li><li><strong>Até que ponto eu controlei a direção da minha vida?</strong></li><li><strong>Qual é minha forma favorita de passar o dia?</strong></li><li><strong>Se eu pudesse dizer uma única coisa ao meu eu adolescente, o que eu diria?</strong></li><li><strong>Quais são os 2 maiores momentos da minha vida? (Descreve em detalhes)</strong></li><li><strong>Se eu tivesse um mantra, qual seria? </strong></li><li><strong>O que você ama sobre a vida?</strong></li><li><strong>O que mais o surpreendeu na sua vida ou na vida em geral?</strong></li><li><strong>Usando de apenas 10 palavras, descreva a si mesmo.</strong></li><li><strong>Eu me sinto mais energizado quando&#8230;</strong></li><li><strong>Faça uma lista de coisas que te inspirem, seja livros, frases, imagens etc.</strong></li><li><strong>Faça uma lista das coisas que você não deseja em sua vida.</strong></li><li><strong>Faça uma lista das coisas que você deseja na sua vida.</strong></li><li><strong>Qual a única coisa que eu gostaria de aprender e que mudaria minha vida?</strong></li><li><strong>Eu me sinto bem comigo mesmo quando&#8230;</strong></li><li><strong>Qual é a minha definição de sucesso?</strong></li><li><strong>Eu costumo expressar gratidão e apreciação pelo que já tenho?</strong></li><li><strong>O que eu costumo ignorar ou evitar?</strong></li><li><strong>Qual é a mudança mais significativa que eu posso realizar nesse ano?</strong></li><li><strong>Que ações posso realizar para me aproximar ou adquirir o que preciso para crescer?</strong></li><li><strong>Se eu for realmente sincero comigo mesmo, o quão forte é minha confiança e valor próprio?</strong></li><li><strong>Em uma escala de 1 a 10, o quão bem eu cuido de mim mesmo?</strong></li><li><strong>Existem pessoas tóxicas e negativas em minha vida?</strong></li><li><strong>O que eu posso fazer para cuidar melhor de mim mesmo?</strong></li><li><strong>Eu costumo reconhecer e celebrar as minhas vitórias? (mesmo as pequenas)</strong></li><li><strong>Existe alguém que eu ainda guardo ressentimentos ou não consiga perdoar?</strong></li><li><strong>Existem relacionamentos que eu quero melhorar?</strong></li><li><strong>O que eu mais me orgulho em relação a mim mesmo? Eu me dou crédito suficiente?</strong></li><li><strong>Eu costumo ficar irritado ou com raiva quando as pessoas não fazem as coisas do jeito que eu quero?</strong></li><li><strong>Você gosta da pessoa que se tornou?</strong></li><li><strong>Que valor você traz ao mundo?</strong></li><li><strong>Quais são suas forças?</strong></li><li><strong>Qual é o seu &#8220;porquê&#8221;?</strong></li><li><strong>O que te excita?</strong></li><li><strong>Como você pode adicionar mais diversão na sua vida?</strong></li><li><strong>O que você precisa se perdoar?</strong></li><li><strong>Se você está se sentindo para baixo, o que pode fazer para se animar?</strong></li><li><strong>Em uma escala de 0 a 10, o quão feliz você está com sua vida agora?</strong></li><li><strong>Como o seu futuro ideal se parece?</strong></li><li><strong>Você está fazendo o que realmente gostaria de fazer?</strong></li><li><strong>Quais grandes mudanças você quer fazer na sua vida?</strong></li><li><strong>Qual é a principal coisa que está te impedindo de realizar seus objetivos?</strong></li><li><strong>Que desafios/obstáculos você superou na vida?</strong></li><li><strong>Que arrependimentos você tem?</strong></li><li><strong>Se o dinheiro não fosse problema, o que você faria o dia inteiro?</strong></li><li><strong>Qual foi a última vez que você tentou algo novo?</strong></li><li><strong>Qual coisa você gostaria de aprender na sua vida que ainda não aprendeu?</strong></li><li><strong>Se alguém descrevesse você, o que essa pessoa diria?</strong></li><li><strong>Em quem você se inspira?</strong></li><li><strong>O que significa, para você, ter uma vida épica?</strong></li><li><strong>Quando você se sente realmente vivo?</strong></li><li><strong>Quais são suas maiores preocupações?</strong></li><li><strong>Quais medos você superou na sua vida? Quais ainda falta superar?</strong></li></ul>



<p class="wp-block-paragraph">Espero que esse post tenha sido útil! Se você gostou, não deixe de conferir o meu canal no Youtube (<strong><a href="http://youtube.com/c/daviklein" target="_blank" rel="noreferrer noopener">Clique aqui para ver</a></strong>) e outros artigos desse site! Valeu e até a próxima! </p>
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		<title>Sem Lama Não Há Lótus: A Arte de Transformar o Sofrimento</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Davi Klein]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 16 Jun 2021 15:59:52 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Autoconhecimento]]></category>
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		<category><![CDATA[Meditações e Práticas]]></category>
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					<description><![CDATA[O sofrimento e a felicidade são orgânicos por natureza, e isso significa que ambos são transitórios, estão sempre mudando. A flor quando murcha se transforma em adubo. O adubo pode ajudar mais uma vez na germinação da flor. A felicidade também é orgânica e impermanente por natureza. Ela pode se transformar em sofrimento e o [&#8230;]]]></description>
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<div class="video_embed clearfix"><div class="video_embed clearfix"><iframe title="A Arte de Transformar o Sofrimento: Sem lama não há lótus (Thich Nhat Hanh)" width="500" height="281" src="https://www.youtube.com/embed/pYP5Smz5jj4?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe></div></div>
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<p class="wp-block-paragraph">O sofrimento e a felicidade são orgânicos por natureza, e isso significa que ambos são transitórios, estão sempre mudando. A flor quando murcha se transforma em adubo. O adubo pode ajudar mais uma vez na germinação da flor. A felicidade também é orgânica e impermanente por natureza. Ela pode se transformar em sofrimento e o sofrimento pode se transformar em felicidade novamente.</p>



<div class="wp-block-image"><figure class="aligncenter size-large"><img loading="lazy" decoding="async" width="700" height="400" src="https://revolucaointerior.com/wp-content/uploads/2021/06/Sem-lama-nao-ha-lotus-thich-nhat-hanh.jpg" alt="" class="wp-image-3088" srcset="https://revolucaointerior.com/wp-content/uploads/2021/06/Sem-lama-nao-ha-lotus-thich-nhat-hanh.jpg 700w, https://revolucaointerior.com/wp-content/uploads/2021/06/Sem-lama-nao-ha-lotus-thich-nhat-hanh-300x171.jpg 300w, https://revolucaointerior.com/wp-content/uploads/2021/06/Sem-lama-nao-ha-lotus-thich-nhat-hanh-322x185.jpg 322w" sizes="(max-width: 700px) 100vw, 700px" /></figure></div>



<h2 class="wp-block-heading">A arte de transformar o sofrimento</h2>



<p class="wp-block-paragraph">Ser capaz de desfrutar a felicidade não requer que tenhamos zero sofrimento. De fato, a arte da felicidade também é a arte do sofrimento. Quando aprendemos a admitir, acolher e compreender o nosso sofrimento, sofremos muito menos. Além disso, nós também somos capazes de ir além e transformar o nosso sofrimento em compreensão, compaixão e alegria em benefício nosso e dos outros.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Uma das coisas mais difíceis de nós aceitarmos é que não existe um reino onde só há felicidade e o sofrimento seja inexistente. Isso não significa que devemos nos desesperar. O sofrimento pode ser transformado. <strong>Onde há sofrimento, há felicidade</strong>.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Se focarmos exclusivamente na busca da felicidade, podemos considerar o sofrimento como algo a ser ignorado ou resistido. Pensamos nele como algo que obstrui o caminho da felicidade. <strong>Mas a arte da felicidade também é, ao mesmo tempo, a arte de saber sofrer de forma adequada</strong>. Se soubermos usar o nosso sofrimento, podemos transformá-lo e sofrer muito menos.<strong> Saber sofrer adequadamente é fundamental a realização da verdadeira felicidade</strong>.</p>



<h3 class="wp-block-heading">O sofrimento e a felicidade não estão separados</h3>



<p class="wp-block-paragraph">Pensar que devemos ser capazes de ter uma vida sem qualquer tipo de sofrimento é tão delusório quanto pensar que devemos ser capazes de ter um lado direito sem um lado esquerdo. Se não houver lado direito, então não haverá lado esquerdo. Onde não há sofrimento, também não pode haver felicidade, e vice-versa.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A felicidade é possível hoje, agora mesmo, mas a felicidade não pode existir sem sofrimento. Algumas pessoas acreditam que para serem felizes devem evitar todos sofrimento, e por isso, elas estão constantemente vigilantes, constantemente preocupadas. <strong>Se você for capaz de reconhecer e aceitar sua dor, sem fugir dela, descobrirá que embora a dor esteja ali, a alegria também pode estar ali ao mesmo tempo</strong>. </p>



<p class="wp-block-paragraph">A maneira de sofrer adequadamente e de ser feliz é permanecendo em contato com o que está realmente acontecendo.</p>



<h3 class="wp-block-heading">Sem lama não há lótus</h3>



<p class="wp-block-paragraph">Todo mundo sabe que precisamos ter lama para os lótus germinarem. A lama não cheira muito bem, mas as flores de lótus são muito perfumadas. Se você não tiver a lama, o lótus não se manifestará.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Nós devemos nos lembrar que o sofrimento é um tipo de lama que precisamos para gerar alegria e felicidade. Sem sofrimento não há felicidade</strong>. Não devemos, portanto, discriminar a lama. Temo que aprender a abraçar e ninar o nosso próprio sofrimento e o sofrimento do mundo, com muita ternura.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Se você souber fazer um bom uso da lama, você poderá cultivar lindas flores de lótus.<strong> Se souber fazer um bom uso do sofrimento, você poderá produzir felicidade.</strong> Nós precisamos sim de algum sofrimento para que a felicidade seja possível. E a maioria de nós tem sofrimento o suficiente, dentro e a nossa volta, para ser capaz de fazer isso. Não temos mais que criar sofrimento.</p>



<h3 class="wp-block-heading">Até mesmo o Buda sofria</h3>



<p class="wp-block-paragraph">Thich Nhat Hahn diz que até Buda sofri, porque ele tinha um corpo, sentimentos e percepções, como todos nós temos. É bem provavel que as vezes ele tivesse uma dor de cabeça, podia ter problemas intestinas se comesse algo ruim. Ele sofreu fisicamente e emocionalmente também. Quando um de seus queridos alunos morreu, Buda sofreu. Buda não era uma pedra. Era um ser humano. Mas como ele tinha muita compreensão, sabedoria e compaixão, <strong>ele sabia como sofrer, e por isso sofria muito menos.</strong></p>



<h3 class="wp-block-heading">As 4 Nobres Verdades</h3>



<p class="wp-block-paragraph">O primeiro ensinamento que Buda proferiu após a sua iluminação foi sobre o sofrimento. Esse ensinamento é designado de &#8220;As 4 nobres verdades&#8221;, que são: o sofrimento existe; há um curso de ação que gera sofrimento; o sofrimento cessa (isto é, a felicidade existe); e há um curso de ação que conduz a cessação do sofrimento (o surgimento da felicidade).</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Buda estava dizendo que se pudermos reconhecer o sofrimento e abraçá-lo, examinando profundamente suas raízes, desse modo, vamos ser capazes de abandonar os hábitos que o alimentam e, ao mesmo tempo, encontrar um caminho de felicidade.</strong></p>



<h3 class="wp-block-heading">Do que é feito o sofrimento?</h3>



<p class="wp-block-paragraph">Existe o sofrimento do corpo, incluindo sensações de dor, doença, fome e ferimentos físicos. Parte desse sofrimento é inevitável. Também existe o sofrimento mental, como a ansiedade, o ciúme, o desespero, o medo e a raiva.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Quando você corta o dedo, você apenas lava-o e o seu corpo sabe como curá-lo. Quando um animal não humano, habitante da floresta, é ferido, ele sabe o que fazer. Ele para de sair em busca do prazer ou de procurar uma companheira. Ele sabe, através de gerações de conhecimento ancestral, que não é bom fazer isso. Então, ele encontra um lugar tranquilo e simplesmente se deita, sem fazer mais nada.<strong> </strong></p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Animais não humanos sabem instintivamente que parar é a melhor maneira de ser curado</strong>. Eles não precisam de um médico, de uma farmácia, ou de um farmacêutico,</p>



<p class="wp-block-paragraph">Nós, seres humanos, costumavamos ter este tipo de sabedoria. Mas perdemos o contato com ela. Não sabemos mais como descansar. Não deixamos o corpo descansar para soltar a tensão, e curar-se. Confiamos quase que inteiramente em medicação para lidar coma doença e a dor. No entanto, as formas mais eficazes de aliviar e transformar nosso sofrimento já estão disponíveis para nós sem qualquer prescrição e sem nenhum custo financeiro.</p>



<h2 class="wp-block-heading">O remédio que cura</h2>



<blockquote class="wp-block-quote is-style-large is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow"><p>&#8220;A principal aflição da nossa civilização moderna é que não sabemos lidar com o sofrimento dentro de nós, e tentamos encobri-lo com todos os tipos de consumo.&#8221;</p></blockquote>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Não adianta tentar encobrir o sofrimento. A menos e até que sejamos capazes de enfrentar nosso sofrimento, não podemos estar presentes e disponíveis para a vida, e a felicidade continuará a nos escapar.</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Há muitas pessoas que têm um sofrimento enorme, e não sabem lidar com ele. Para muita gente, isso já começa desde a mais tenra idade. Então por que as escolas não ensinam aos nossos jovens o método de lidar com o sofrimento? Se um aluno é muito infeliz, ele não consegue se concentrar e não consegue aprender. O sofrimento de cada um de nós afeta os outros. Quanto mais aprendermos a arte de sofrer bem, tanto menos sofrimento haverá no mundo.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Consciência plena é a melhor maneira de estar com o nosso sofrimento sem ser oprimido por ele. Consciência plena é a capacidade de permanecer no momento presente, para saber o que está acontecendo no aqui e agora</strong>.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Estar consciente significa estar cônscio.<strong> Consciência plena é a energia de saber o que está acontecendo no momento presente.</strong> Quando inspiramos e sabemos que estamos inspirando, isso é consciência plena. Quando damos um passo e sabemos que os passos estão acontecendo, estamos conscientes dos passos. </p>



<p class="wp-block-paragraph">Consciência plena é sempre consciência plena de alguma coisa. <strong>É a energia que nos ajuda a estar conscientes do que está acontecendo no exato momento e lugar; em nosso corpo, em nossos sentimentos, em nossas percepções e a nossa volta</strong>.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Com consciência plena, você pode reconhecer a presença do sofrimento em você e no mundo. <strong>E é com essa mesma energia que você acolhe o sofrimento com ternura. Ao estar ciente de sua inspiração e expiração, você gera a energia da consciência plena, para poder continuar acalentando o sofrimento</strong>.</p>



<h2 class="wp-block-heading">Gerando consciência plena</h2>



<p class="wp-block-paragraph">A maneira de começarmos a produzir o remédio da consciência plena é <strong>parando e respirando conscientemente</strong>, <strong>totalmente atentos a nossa inspiração e a nossa expiração</strong>. Quando paramos e respiramos desta forma, unimos o corpo com a mente e voltamos para o nosso lar interno. Ao reconhecer a tensão, a dor, o estresse em nosso corpo, podemos banhá-lo em nosso consciência atenta, e este é o início da cura.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Se cuidarmos do sofrimento dentro de nós, teremos mais clareza, energia e força para ajudar a resolver o sofrimento da violência, da pobreza e da desigualdade de nossos entes queridos, bem como o sofrimento em nossa comunidade e no mundo.</strong> Se, no entanto, estivermos preocupados com o medo e desespero em nós, não poderemos ajudar a extirpar o sofrimento dos outros.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Existe uma arte para se sofrer de maneira adequada. Se soubermos cuidar do nosso sofrimento, não só sofremos muito, muito menos, como também criamos mais felicidade a nossa volta e no mundo.</p>



<h2 class="wp-block-heading">Admitindo e acolhendo o sofrimento</h2>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>O primeiro passo na arte de transformar o sofrimento é retornarmos ao nosso lar interno e admitir que há sofrimento. </strong>Quase não paramos sequer para tomar um folego, nem mesmo para perceber que estamos sofrendo &#8211; até que, de repente, aparentemente vindo do nada, o sofrimento nos domina. Nosso pensamento, percepção e preocupação roubam todo o nosso espaço interno e nos impedem de estar em contato com o que está acontecendo em cada momento. </p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Buda disse que nada pode sobreviver sem alimento</strong>. Isso é verdade, tanto em relação a existência física dos seres vivos como também aos estados mentais. O amor precisa ser cultivado e alimentado para sobreviver; <strong>e nosso sofrimento também sobrevive porque nós o permitimos e o alimentamos.</strong> </p>



<p class="wp-block-paragraph">Nós ruminamos o sofrimento, o arrependimento e a tristeza. Nós os mastigamos, os engolimos, trazemo-los de volta e os comemos muitas e muitas vezes. Se estivermos alimentando o nosso sofrimento enquanto caminhamos, trabalhamos, comemos ou conversamos, estaremos nos tornando<strong> vítimas dos fantasmas do passado, do futuro ou das nossas preocupações no presente. Não estaremos vivendo a vida. </strong></p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Se tentarmos usar o consumo para ignorar ou nos distrair do nosso sofrimento, faremos com que o sofrimento piore. </strong>Ligaremos a televisão, falaremos ou passaremos torpedos, fofocaremos ao telefone, entraremos na internet. Nós nos pegaremos diante da geladeira várias e várias vezes.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Quando nos desligamos da nossa dor mental, estamos também abandonando os nossos corpos onde o sofrimento está sendo armazenado</strong>.<strong> Quando sentimos solidão e desespero, buscamos encobri-los e fazer de conta que eles não estão ali.</strong> Não nos sentimos muito bem internamente, então para esquecer, vamos procurar algo para comer, mesmo que estejamos totalmente sem fome. </p>



<p class="wp-block-paragraph">Comemos na tentativa de nos sentir melhor, porém ficamos viciados em comida, porque estamos tentando encobrir o sofrimento interno, e o verdadeiro problema é deixado de lado. Ou podemos nos tornar viciados em jogos de computador, ou outros tipos de diversão audiovisual, que em vez de nos fazer sentir melhor, elas nos entorpecem somente por algum tempo, e depois nos fazem sentir pior. <strong>Consumir a fim de encobrir nosso sofrimento não funciona</strong>. Precisamos de uma prática espiritual para ter a força e habilidade para contemplar profundamente o nosso sofrimento, para compreendê-lo com clareza e provocar um avanço. </p>



<h3 class="wp-block-heading">Parando e reconhecendo o sofrimento</h3>



<div class="wp-block-image"><figure class="aligncenter size-large"><img loading="lazy" decoding="async" width="700" height="400" src="https://revolucaointerior.com/wp-content/uploads/2021/06/A-arte-de-transformar-o-sofrimento-Thich-Nhat-Hanh.jpg" alt="" class="wp-image-3087" srcset="https://revolucaointerior.com/wp-content/uploads/2021/06/A-arte-de-transformar-o-sofrimento-Thich-Nhat-Hanh.jpg 700w, https://revolucaointerior.com/wp-content/uploads/2021/06/A-arte-de-transformar-o-sofrimento-Thich-Nhat-Hanh-300x171.jpg 300w, https://revolucaointerior.com/wp-content/uploads/2021/06/A-arte-de-transformar-o-sofrimento-Thich-Nhat-Hanh-322x185.jpg 322w" sizes="(max-width: 700px) 100vw, 700px" /></figure></div>



<p class="wp-block-paragraph"><em>&#8220;Inspirando, eu sei que há sofrimento. Expirando, eu digo olá para o meu sofrimento.&#8221;</em></p>



<p class="wp-block-paragraph">Respirar conscientemente exige a presença de nossa mente, do nosso corpo e da nossa intenção. Com nossa respiração consciente, reunificamos o nosso corpo e mente, e chegamos ao momento presente. <strong>A cada respiração geramos energia de consciência plena, unindo a mente e o corpo no momento presente para receber esse carinhoso reconhecimento do nosso sofrimento</strong>. </p>



<p class="wp-block-paragraph">Em apenas duas ou três respirações em plena atenção, você pode perceber que o arrependimento e a tristeza concernente ao passado deram uma pausa, bem como a incerteza, o medo e as preocupações acerca do futuro.</p>



<h3 class="wp-block-heading">Corpo e mente juntos</h3>



<p class="wp-block-paragraph">Cada um de nós tem um corpo, mas nem sempre estamos em contato com ele. Talvez o nosso corpo precise de nós, ou esteja nos chamando, mas não o ouvimos. </p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Se pudermos entrar em contato com o nosso corpo, então poderemos também entrar em contato com nossos sentimentos. Há muitos sentimentos nos chamando</strong>.<strong> Cada sentimento é como um filho nosso. O sofrimento é uma criança ferida berrando por nós. Mas nós ignoramos a voz da criança interna.</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>O processo de cura começa quando nós inspiramos conscientemente</strong>. Na vida diária, muitas vezes o nosso corpo está aqui, mas nossa mente está desligada no passado, no futuro ou em nossos projetos. A mente não está com o corpo. Quando inspiramos e focamos a atenção em nossa inspiração, nós reunimos corpo e mente, nos tornamos conscientes do que está acontecendo no momento presente, em nosso corpo, em nossas percepções, e em torno de nós.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Quando trazemos nossa mente de volta ao lar do nosso corpo, algo maravilhoso acontece: nosso discurso mental interrompe sua tagarelice. <strong>Pensar pode ser produtivo, mas a verdade é que a maioria do nosso pensamento é improdutivo. </strong></p>



<h3 class="wp-block-heading">A atração das distrações</h3>



<p class="wp-block-paragraph">Quando paramos a agitação mental e retornamos para nós mesmos,<strong> a enormidade e crueza do nosso sofrimento pode parecer muito intensa, pois estamos muito acostumados a ignorá-lo e a nos distrair</strong>. Quanto sentimos o sofrimento, temos o ímpeto de fugir dele, e nos encher com comida de má qualidade, entretenimento de má qualidade, qualquer coisa que mantenha nossa mente desligada da dor que está dentro de nós. Isso não funciona. Nós podemos ter sucesso em atenuar nossa dor por pouco tempo, mas o sofrimento interior quer nossa atenção e está implorando por ela!</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Fugimos de nós mesmos porque não queremos estar conosco.</strong> Nossa dor é um tipo de energia desagradável. Tememos que se largarmos nossas diversões e nos voltarmos para nós mesmos, vamos ser esmagados pelo sofrimento, desespero, raiva, e solidão interna. Por isso continuamos a fugir.<strong> Mas se não tivermos o tempo e a vontade de cuidar de nós mesmos, como poderemos oferecer algum cuidado genuíno as pessoas que amamos?</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Por isso, a primeira prática é parar de correr, ir para a casa do nosso corpo e admitir o nosso sofrimento.</strong> Quando notamos que a raiva ou a ansiedade estão vindo a tona, podemos reconhecer essas sensações de sofrimento. <strong>O sofrimento é uma energia</strong>. A consciência plena é outra energia que podemos invocar para vir abraçar o sofrimento.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Com a respiração consciente, você pode reconhecer a presença de um sentimento doloroso, da forma como um irmão mais velho cumprimenta um irmão mais novo. Você pode dizer: &#8220;Olá, meu sofrimento. Eu sei que você está ai&#8221;. Podemos dizer &#8220;Bom dia minha dor, minha tristeza, meu medo. Estou vendo vocês. Estou aqui, não se preocupem.</p>



<h3 class="wp-block-heading">Acolhendo o sofrimento</h3>



<div class="wp-block-image"><figure class="aligncenter size-large"><img loading="lazy" decoding="async" width="700" height="400" src="https://revolucaointerior.com/wp-content/uploads/2021/06/Sofrimento-rumi.jpg" alt="" class="wp-image-3089" srcset="https://revolucaointerior.com/wp-content/uploads/2021/06/Sofrimento-rumi.jpg 700w, https://revolucaointerior.com/wp-content/uploads/2021/06/Sofrimento-rumi-300x171.jpg 300w, https://revolucaointerior.com/wp-content/uploads/2021/06/Sofrimento-rumi-322x185.jpg 322w" sizes="(max-width: 700px) 100vw, 700px" /></figure></div>



<p class="wp-block-paragraph">Se deixarmos o sofrimento se manifestar e simplesmente se apossar de nossa mente, podemos ser rapidamente dominado por ele. Então, nós temos que convidar outra energia, a <strong>energia da consciência</strong>, para vir a tona, ao mesmo tempo. <strong>A função da consciência plena é, primeiro, reconhecer o sofrimento e depois cuidar dele</strong>.<strong> O trabalho da consciência é primeiro reconhecer o sofrimento e depois acolhê-lo.</strong> </p>



<p class="wp-block-paragraph">A mãe cuida do de um bebê que chora vai naturalmente pegar a criança nos braços sem suprimir, julgar, ou ignorar o choro. A consciência plena é como esta mãe, reconhecendo e acolhendo o sofrimento sem julgamentos.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>A prática, portanto, é não lutar ou reprimir o sentimento, mas sim acalentá-lo com muita ternura. </strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Acolher nosso sofrimento parece ser o oposto do que queremos fazer, especialmente se o nosso sofrimento for muito grande, como é o caso da depressão. A depressão é uma das formas mais comuns de sofrimento em nosso tempo. Ela pode roubar a nossa paz, a nossa alegria, a nossa estabilidade, e até mesmo a nossa capacidade de comer, de nos movimentar, ou de fazer tarefas simples. A depressão pode parecer instransponível e podemos pensar que a única coisa que podemos fazer é ou fugir dela ou sucumbir a ela.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Mas admitir e acolher acriticamente este grande sofrimento não é, de forma alguma, a mesma coisa que sucumbir a ele. Uma vez que você tenha oferecido o seu reconhecimento e cuidado ao sofrimento, ele vai naturalmente se tornar menos impenetrável e mais trabalhável; então, você tem a oportunidade de examiná-lo profundamente, com amabilidade (mas sempre com a base sólida da respiração consciente lhe apoiando), e descobrir por que ele se formou em você. Ele está tentando chamar sua atenção para dizer alguma coisa, e agora você pode aproveitar a oportunidade para ouví-lo.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Você pode descobrir, através da contemplação profunda, como transformar este &#8220;lixo&#8221; orgânica em adubo, que por sua vez, pode se transformar em muitas flores belas de compreensão, compaixão e alegria.</p>



<h2 class="wp-block-heading">Contemplando profundamente</h2>



<p class="wp-block-paragraph">Tendo acolhido o seu filho por alguns minutos, uma mãe ou um pai carinhoso e atencioso geralmente descobre a causa do sofrimento do bebê. Talvez o bebê estivesse com fome ou com um pouco de febre. O mesmo acontece com nosso sofrimento. </p>



<p class="wp-block-paragraph">Depois de termos acolhido e ninado o nosso sofrimento por algum tempo, podemos contemplá-lo profundamente e começar a<strong> entender sua causa e o que veio alimentando-o</strong>. Compreendendo a natureza da situação, fica muito mais fácil de transformá-la.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A importante prática de cultivar a compreensão com plena consciência significa acima de tudo compreender o sofrimento: o sofrimento dentro de nós e o sofrimento dos outros<strong>. Um ser humano sem compreensão é um ser humano, sem compaixão, completamente só, desligado e isolado. Para nos conectar com os outros</strong>, <strong>entrentanto, temos que primeiro estar dispostos a nos examinar profundamente.</strong></p>



<h3 class="wp-block-heading">A dor de nossos ancestrais</h3>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Uma parte do nosso mal estar vem de mágoas e dores concernentes a nossa própria vida; mas outra parte nos foi transmitida por nossos ancestrais</strong>. Você é uma continuação de seus pais. <strong>O seu corpo e mente contêm os sofrimentos e as esperanças deles, e também os seus próprios</strong>. </p>



<p class="wp-block-paragraph">Então, se há sofrimento dentro de você que você não sabe de onde vem, ao contemplar profundamente pode ser que você compreenda que este é um sofrimento dos seus ancestrais, transmitido de uma geração a outra,<strong> porque ninguém sabia como reconhecê-lo, acolhê-lo e curá-lo</strong>. Não é culpa sua, nem é culpa deles.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Muita gente tem raiva dos pais por causa do sofrimento que sentiu quando criança. Elas dizem: &#8220;Esse homem, eu não quero ter nada a ver com ele&#8221;. Você pode acreditar que o seu pai está fora de você, mas o seu pai também está dentro de você. Seu pai está presente em cada célula do seu corpo. Você não pode retirar o seu pai de você, é impossível. <strong>Ao ficar zangado com seu pai, você está ficando com raiva de si mesmo.</strong> <strong>O sofrimento dos pais é o sofrimento do filho.</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Então, parte da contemplação profunda do nosso sofrimento é <strong>saber que ele não é só nosso</strong>. Quando somos capazes de acolher o nosso sofrimento, estamos também acolhendo os nossos ancestrais, e a cura retrocede a atravessa as gerações. Quando praticamos a respiração consciente para saber como admitir, acolher e transformar nossa dor, nós fazemos isso por eles e também por nós. <strong>Em seguida, podemos curar não só o nosso próprio sofrimento e o de nossos ancestrais, mas também podemos evitar que esse sofrimento seja transmitido para os nossos entes queridos, para os nossos filhos e os filhos deles.</strong></p>



<h3 class="wp-block-heading">Sua verdadeira aspiração</h3>



<p class="wp-block-paragraph">Quando estamos com muito medo, geralmente estamos totalmente focados em impedir o evento que tememos e nos esquecemos de que <strong>a alegria também é possível, mesmo em um mundo imprevisível. </strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Muito de nós labutam até o fim da vida sem consciência da sua atenção ou intenção<strong>. Estabelecemos uma trajetória para nós e seguimos em frente, sem parar para questionar se esse caminho está satisfazendo os nossos objetivos mais importantes</strong>. Em parte, isso acontece porque muito de nós acreditamos que a felicidade não é possível no aqui e agora.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Pensamos que precisamos lutar agora para poder ser feliz no futuro</strong>.<strong> Por isso, adiamos a felicidade e tentamos correr em direção ao futuro e alcançar as condições de felicidade que agora não temos. </strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Se você inspira e traz sua mente para a casa do seu corpo, poderá reconhecer imediatamente as inúmeras condições de felicidade que você já tem. Muitos de nós acreditamos que só podemos ser felizes se tivermos muito poder, fama, riqueza e prazeres sensuais.<strong> Mas quando olhamos a nossa volta, vemos que há pessoas que têm essas coisas em abundância mas não estão felizes</strong>. <strong>Esses objetos de desejo não são condições reais de felicidade</strong>.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Se não tivermos nos permitido parar, voltar para a nossa casa interior e contemplar profundamente, pode ser que não saibamos o que nos traz nossa felicidade mais profunda. Talvez estejamos trabalhando muito para ter sucesso numa área, mas a nossa aspiração mais profunda seja trabalhar em outra área ou ajudar pessoas de alguma forma. Precisamos parar e nos questionar: &#8220;Será que posso realizar minha aspiração mais profunda se eu prosseguir nesse caminho?&#8221; &#8220;O que realmente está me impedindo de tomar o caminho que desejo mais profundamente?&#8221;</p>



<h3 class="wp-block-heading">Desenvolvendo compreensão e compaixão</h3>



<p class="wp-block-paragraph">Assim como o adubo bem preparado torna-se um jardim em flor, quando cuidamos da nossa tristeza e a examinamos profundamente, ela se transforma em compreensão e compaixão.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>O caminho da compreensão é iniciado ouvindo a si mesmo,</strong> pois as raízes do nosso sofrimento estão profundamente conectadas com as raízes do sofrimento dos outros. Geralmente pensamos que as outras pessoas, como os nossos pais, ou colegas de trabalho devem ser culpados pela nossa dor. <strong>Mas se examinarmos mais profundamente, podemos compreender as verdadeiras origens do nosso sofrimento, e também podemos entender que a pessoa que achamos que está ali para nos agredir é vítima do seu próprio sofrimento. A compreensão da nossa própria dor nos permite ver e compreender o sofrimento dos outros</strong>. Examinar sem julgar, possibilita-nos compreender, e assim nasce a compaixão. A transformação é possível.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Quando você está chateado com alguém, pode parecer a primeira vista que a outra pessoa não tenha motivos para sofrer. A vida dele pode aparentar ser alegre e despreocupada, e ele pode ter todas as coisas da vida que você acha que quer. Mas quando você é capaz de examinar profundamente, você verá o sofrimento dentro dele.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Ao sentar e andar conscientemente, direcione sua atenção para as causas subjacentes ao comportamento da outra pessoa. <strong>Compreenda claramente que ele tem muita dor dentro de si e não sabe lidar com isso.</strong> <strong>Por isso ele sofre tanto e faz com que outras pessoas ao seu redor sofram</strong>.<strong> O que ele precisa é de ajuda, não de punição.</strong> Se você mantiver essa prática, o sofrimento da raiva ou ciúmes em você se dissipará, e a flor da compaixão nascerá. </p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Sem compaixão e compreensão, você estará completamente só e desconectado. Você não consegue se relacionar com nenhum outro ser humano</strong>.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Com a prática da consciência plena, começando com a nossa respiração consciente, nós admitiremos que há sofrimento dentro de nós, e que o sofrimento também está presente na outra pessoa. Nós mesmo precisamos de ajuda. A outra pessoa também precisa de ajuda. Ninguém precisa receber punição. <strong>Então quando você estiver com raiva e sofrer, não tente dizer ou fazer algo para punir a outra pessoa, pois já existe muito sofrimento dentro dela, e puni-la não melhorará a situação de forma alguma.</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">A maneira mais efetiva de demonstrar compaixão pelo outro é ouvindo, em vez de falando. Se conseguir ouvir a outra pessoa com compaixão, a sua escuta é um bálsamo para a ferida dela. <strong>Na prática da escuta compassiva, você ouve com apenas um objetivo: dar a outra pessoa a oportunidade de falar a vontade e sofrer menos</strong>.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Esta prática requer uma concentração estável e que você respire conscientemente para não interromper ou tentar corrigir o que ouve. Enquanto a outra pessoa fala, você pode ouvir muita amargura, percepção errada e acusação no discurso dela. Se permitir que estas coisas desencadeiem sua raiva, perderá a capacidade de escutar profundamente.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Em vez disso, mantenha o verdadeiro propósito e lembre-se: &#8220;<strong>O meu único objetivo, ouvindo dessa maneira, é ajudar a outra pessoa a sofrer menos.</strong> Ela pode estar cheia de percepções erradas, <strong>mas não vou interrompê-la. Se eu intervir com a minha opinião sobre as coisas ou corrigi-la, vai se tornar um debate</strong>,<strong> não a prática da escuta profunda.</strong> Em outro momento, pode ser que surja uma oportunidade de eu oferecer a ela um pouco de informação que possibilitará a ela corrigir suas percepções erradas, mas não agora.&#8221;</p>



<h2 class="wp-block-heading">Aliviando o sofrimento</h2>



<p class="wp-block-paragraph">Se soubermos administrar os pequenos sofrimentos, não teremos de sofrer diariamente. Podemos praticar eixando para lá o que os franceses chamam de <em>les petites miseres</em>, as pequenas infelicidades, e poupar nossa energia para acolher e aliviar as dores reais da doença e perda que são inevitáveis.</p>



<h3 class="wp-block-heading">Arremessando a flecha</h3>



<p class="wp-block-paragraph">Há um ensinamento budista que se encontra no Sutra Sallatha, conhecido como &#8220;A flecha&#8221;. O sutra diz que se uma flecha lhe acertar, você sentirá dor naquela parte do corpo atingida pela flecha; e depois, se uma segunda flecha vier e acertar exatamente aquele mesmo lugar, a dor não será dobrada, ela será pelo menos dez vezes mais intensa.</p>



<p class="wp-block-paragraph">As coisas indesejáveis que ás vezes acontecem na vida &#8211; ser rejeitado, perder um objeto de valor, fracassar num teste, ser ferido num acidente &#8211; são análogos a primeira flecha. Elas podem causar alguma dor. <strong>A segunda flecha, arremessada por nós mesmos, são nossas reações, nossas interpretações e ansiedades.</strong> Todas essas coisas ampliam o sofrimento. <strong>Muitas vezes, o maior desastre que estamos ruminando sequer aconteceu</strong>.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Podemos rapidamente evocar mentalmente um reino infernal de negatividades, que multiplica o estresse do evento real por dez vezes ou mais. Parte da arte de sofrer apropriadamente é o aprendizado de não ampliar a dor, ou de deixar ser arrastado pelo medo, raiva e desespero. </p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Você não precisa piorar o sofrimento tecendo histórias na sua cabeça que são muito piores do que a realidade</strong>.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Em vez de jogar fora a energia boa, condenando a si mesmo ou ficando obcecado sobre qual catástrofe poderia estar prestes a acontecer<strong>, você pode ficar simplesmente presente com o sofrimento real diante de você, com o que está acontecendo agora mesmo.</strong> <strong>Consciência plena é reconhecer o que existe no momento presente.</strong> Há sofrimento sim; mas o que também está acontecendo é que você ainda está vivo: &#8220;<em>Inspirando, eu sei que estou vivo</em>&#8220;. Sempre há condições de felicidade disponíveis, aqui e agora!</p>



<p class="wp-block-paragraph">A maioria das segundas flechas que atiramos em nós mesmos vem de nossas crenças. Um problema fundamental que nos traz sofrimento é a ideia de sermos um eu separado. Isso faz surgir o complexo de inferioridade, superioridade e igualdade. <strong>Enquanto tivermos a ideia de um eu, tentaremos proteger esse eu fugindo de todos os tipos de ameaças e desconfortos.</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Toda vida tem suas provações e atribulações. Podemos navegá-las com mais habilidade <strong>quando não perdemos tempo e energia atirando uma segunda flecha em nós mesmos</strong></p>



<h2 class="wp-block-heading">5 Práticas para nutrir a felicidade</h2>



<p class="wp-block-paragraph">Nós não temos que esperar pelo fim de todo o sofrimento para podermos ser felizes. A felicidade está disponível para nós aqui e agora mesmo. Mas talvez precisamos mudar nossa ideia de felicidade<strong>. Pode ser que a nossa própria ideia de verdadeira felicidade seja o principal obstáculo que nos afasta dela</strong>.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Há ostras vivendo nas profundezas do mar que não têm olhos; elas nunca viram o céu azul ou as estrelas. Nós temos olhos, podemos ver o lindo céu acima de nós, mas frequentemente não apreciamos o que temos. Na maior parte do tempo, simplesmente ignoramos o que temos.<strong> Há mais condições de felicidade disponíveis do que você e eu podemos contar, muito mais do que é preciso</strong> para nos fazer felizes aqui e agora. Se você é capaz de ler um livro, ler e compreender estas palavras você já é mais sortudo do que muita gente</p>



<h3 class="wp-block-heading">A diferença entre alegria e felicidade</h3>



<p class="wp-block-paragraph">Nós podemos ter experiências de alegria e felicidade, e os ensinamentos budistas fazem sim uma distinção entre as duas. Na alegria, ainda existe algum elemento de excitação. </p>



<p class="wp-block-paragraph">O método aqui é simples.<strong> Você inspira, você traz sua mente para o lar do seu corpo. você se estabelece no aqui e agora e reconhece o que está ao seu redor</strong>. Então a alegria e a felicidade nascem facilmente, a partir do reconhecimento de todos os elementos positivos disponíveis agora mesmo.</p>



<h3 class="wp-block-heading">Por que Buda continuou meditando?</h3>



<p class="wp-block-paragraph">A felicidade é impermanente, como tudo o mais é. Para a felicidade crescer e se renovar, você tem que aprender a alimentar sua felicidade. Nada pode sobreviver sem alimento, inclusive a felicidade, sua felicidade pode morrer se você não souber nutrí-la. Se você cortar uma flor, mas não a colocar em uma porção de água, a flor vai murchar em poucas horas. Mesmo se a felicidade já estiver se manifestando, temos de continuar a nutrí-la. </p>



<h3 class="wp-block-heading">A primeira prática: deixar para lá</h3>



<p class="wp-block-paragraph">O primeiro método para se criar alegria e felicidade é<strong> largar aquilo que não nos serve mais, esquecer.</strong>  Existe um tipo de alegria que vem de deixar para lá. Muitos de nós estamos <strong>atados</strong> a muitas coisas. </p>



<p class="wp-block-paragraph">Acreditamos que essas coisas são necessárias á nossa sobrevivência, a nossa segurança, e a nossa felicidade. <strong>Mas muitas delas &#8211; ou precisamente, nossas crenças de elas serem absolutamente necessárias &#8211; são realmente obstáculos a nossa alegria ou felicidade.</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">As vezes você pensa que ter uma determinada carreira, diploma, salário, casa ou parceiro é crucial para sua felicidade. Você acha que não pode continuar sem isso. Mesmo quando já alcançou tal situação, ou está com aquela pessoa, você continua a sofrer. Ao mesmo tempo, você ainda teme que se abrir mão do prêmio que conquistou, será ainda pior; você ficará ainda mais infeliz sem o objeto no qual está se agarrando. Você não consegue viver com ele, e não consegue viver sem ele.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Se você examinar profundamente o seu apego medroso, você compreenderá que, na verdade, ele é o próprio obstáculo a sua alegria e felicidade.</strong> Você tem a capacidade de largá-lo. Deixar para lá requer muita coragem as vezes. Mas quando você abre mão, a felicidade vem muito rapidamente. Você não tem que sair por aí procurando por ela.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Pegue um pedaço de papel e anote o nome de seus apegos, as coisas que você acha que sejam cruciais para o seu bem estar. Talvez essa semana, você pode começar soltando um deles. Talvez dois. Talvez você demore 1 ano para soltar, talvez mais. Quanto mais você conseguir soltar, mais feliz você será.</p>



<h3 class="wp-block-heading">A segunda prática: Convidando sementes positivas</h3>



<p class="wp-block-paragraph">Cada um de nós tem <strong>muitos tipos de sementes adormecidas nas profundezes de nossa consciência</strong>.<strong> As sementes que aguamos são as que brotam,</strong> ou seja, elas sobem a nossa consciência e se manifestam exteriormente. Desse modo, em nossa consciência existe inferno e também existe o paraíso. </p>



<p class="wp-block-paragraph">Somos capazes de ser compassivos, compreensivos e alegres. Se prestarmos atenção somente nas coisas negativas em nós, especialmente o sofrimento de mágoas passadas, estamos nos afundando em nossas dores e não recebendo alimentos positivos. </p>



<p class="wp-block-paragraph">Podemos praticar a atenção apropriada, regando qualidades saudáveis em nós, ao entrarmos em contato com as coisas positivas, que estão sempre disponíveis, dentro e em torno de nós.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Uma maneira de cuidar do nosso sofrimento é convidando uma semente de natureza oposta para vir a tona. Como nada existe sem o seu oposto, se você tiver a semente da arrogância, você também terá a semente da compaixão. </p>



<p class="wp-block-paragraph">Se você praticar a consciência plena da compaixão, dia após dia, sua semente da compaixão vai se tornar mais forte. Naturalmente, quando a compaixão surge a arrogância desaparece. Você não tem que lutar contra ela. </p>



<p class="wp-block-paragraph">Podemos regar seletivamente as boas sementes e nos abster de regar as sementes negativas. Isso não significa ignorar o nosso sofrimento, significa apenas permitir que as sementes positivas recebam atenção e sejam nutridas.</p>



<h3 class="wp-block-heading">A terceira prática: Alegria baseada na consciência plena</h3>



<p class="wp-block-paragraph">A consciência plena tanto nos ajuda a entrar em contato com o sofrimento, para que assim possamos abraçá-lo e transformá-lo, como também entrar em contato com as maravilhas da vida, inclusive o nosso próprio corpo. Desse modo, inspirar torna-se um deleite, e expirar pode também sê-lo.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Quando praticamos os exercícios de respirar ou caminhar conscientemente, nós trazemos nossa mente para a casa de nosso corpo e ficamos estabelecidos no aqui e no agora. Nós nos sentimos muito afortunados por termos tantas condições de felicidade que já estão disponíveis aqui e agora. Então estar plenamente consciente é uma fonte de alegria. Estar plenamente consciente é uma fonte de felicidade.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A consciência plena é uma energia que você pode gerar o dia inteiro através de sua prática. Você pode lavar a sua louça em estado de atenção plena. Você pode cozinhar o seu jantar completamente consciente. Você pode esfregar o chão em um estado de atenção plena.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Você pode criar felicidade o momento que quiser, por meio da consciência plena.</p>



<h4 class="wp-block-heading">Gostando de estar sentado</h4>



<p class="wp-block-paragraph">Sentar em meditação também é uma oportunidade de nos curar e criar momentos de alegria. Esse não é um momento em que você se obriga a ficar sentado ali, esperando que o sino anuncie o fim da sessão. Isso seria um desperdício. </p>



<p class="wp-block-paragraph">Esses momentos de vida são muito raros, são muito preciosos e nunca mais voltarão. Muitas pessoas nesse mundo não tem tempo de sentar para fazer nada. , dessa forma, elas acham isso antieconômico ou um luxo, ou dizem &#8220;tempo é dinheiro&#8221;. </p>



<p class="wp-block-paragraph">Mas sabemos que sentar em meditação pode ser muito saudável, muito rentável a sua própria maneira. Então, temos que aprender a desfrutar cada momento de meditação sentada, como respirar, sentar, de modo que cada momento de nossa meditação possa nos nutrir e curar.</p>



<h4 class="wp-block-heading">Apreciando os nossos passos</h4>



<p class="wp-block-paragraph">Muitos de nós estamos numa pressa perpétua, e não apreciamos os passos que damos. Toda vez que paramos e trazemos a mente de volta a nossa respiração e ao nosso passo, podemos produzir um sentimento de paz e alegria, e entrar em contato com as maravilhas da vida.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Estamos sempre a procura de alguma coisa, de alguma felicidade talvez. Então, não percebemos a vida que nos cerca; caminhamos como zumbis, olhando para nossos celulares ou perdidos em pensamentos.</strong> <strong>Não apreciamos nossos passos</strong>.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A consciência plena pode mudar tudo, ajudando você a realmente estar presente e apreciar qualquer coisa que esteja fazendo.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Muitos de nós passamos a vida correndo atrás de confortos materiais e de confortos afetivos</strong>. Podemos achar que fomos bem sucedidos &#8211; temos dinheiro o suficiente e temos alguém que nos ama e nos compreende; entretanto não estamos felizes. <strong>Talvez seja porque não estamos praticando a atenção plena que nos ajudaria a reconhecer as inúmeras condições de felicidade já existentes.</strong></p>



<h4 class="wp-block-heading">Verso matinal em prol da felicidade</h4>



<p class="wp-block-paragraph">Quando você acordar de manhã, a primeira coisa a fazer é respirar e tornar-se consciente de que você tem 24h novinhas em folha para viver. Este é um presente da vida. Você pode recitar o seguinte poema enquanto pratica a respiração consciente:</p>



<blockquote class="wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow"><p>&#8220;<em>Acordando hoje de manhã eu sorrio</em></p><p><em>Tenho 24h para viver</em></p><p><em>Comprometo-me a vivê-las profundamente</em></p><p><em>e aprender a olhar os seres a minha volta </em></p><p><em>com olhos compassivos</em>&#8220;</p></blockquote>



<p class="wp-block-paragraph">Há 4 versos neste poema. O primeiro é para a sua inspiração. O segundo para sua expiração. O terceiro para sua inspiração novamente O quarto para sua expiração. Enquanto você respira, use o verso para focar sua atenção no significado das palavras. Você quer viver as 24h que lhe são dadas de uma maneira que seja possível ter paz, alegria e felicidade. Você está determinado a não gastar suas 24h, porque você sabe que essas 24h são um presente da vida e você recebe esse presente todas as manhãs. </p>



<h4 class="wp-block-heading">Criando felicidade</h4>



<p class="wp-block-paragraph">Nós sabemos como nutrir a felicidade com a consciência plena. Nós entramos em contato com os elementos maravilhosos em nós e a nossa volta. <strong>Não precisamos ficar dando voltas, não temos que sair buscando no futuro. As condições já existem. </strong></p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Com a consciência plena podemos descobrir que as condições de felicidade, que já dispomos, são suficientes, realmente muito mais do que suficientes, e é possível ser feliz agora mesmo</strong>. Quando você anda, pode ser uma celebração, quando você respira com consciência, isso pode ser celebrado. Quando sentamos desse modo, estamos celebrando a vida.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Dispomos de uma infinidade de pequenos momentos felizes que podemos saborear e ampliar. Esteja você bebendo uma xícara de chá, ou dando um passeio, ou simplesmente sentado e olhando, você pode criar felicidade nesse tempo. As pessoas reclamam que não têm felicidade alguma na vida. Nós precisamos encontrar as inúmeras alegriazinhas que a vida tem para oferecer e ajudá-las a cresce.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Eu sugiro que você pegue um pedaço de papel e anote todas as condições para a felicidade disponíveis para você agora mesmo. Uma página pode não ser o suficiente Três ou quatro páginas podem não ser suficientes; Quando reconhecemos todos estes elementos, é tão fácil gerar felicidade.</strong></p>



<h3 class="wp-block-heading">A quarta prática: concentração</h3>



<p class="wp-block-paragraph">A concentração nasce da consciência plena. A concentração tem o poder de ir além, de destruir as aflições que fazem você sofrer e de permitir que a alegria e a felicidade entrem.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Permanecer no momento presente requer concentração. Preocupações e ansiedades acerca do futuro estão sempre alí, pronto para nos levar para longe. Podemos vê-las, reconhecê-las e usar nossa concentração para retornar ao momento presente.</strong></p>



<h3 class="wp-block-heading">A quinta prática: discernimento</h3>



<p class="wp-block-paragraph">Discernir significa compreender o que existe. É a clareza que pode nos libertar das aflições, como o ciúmes ou a raiva, e permitir que a verdadeira felicidade venha. </p>



<p class="wp-block-paragraph">Podemos saber, por exemplo, que algo (como o desejo ou o rancor) é um obstáculo a nossa felicidade e que isso nos traz ansiedade e medo. Sabemos que aquilo não vale a pena o sono que estamos perdendo por sua causa. Mesmo assim, continuamos usando nosso medo e energia ficando obcecados por aquilo. </p>



<p class="wp-block-paragraph">Nós ficamos, muitas vezes, aprisionados e apegados a situações que não são dignas de nossas preocupações. Se a atenção plena e a concentração estiverem presentes, então o discernimento estará presente.</p>



<p class="wp-block-paragraph">No passado, provavelmente, nós sofremos de uma coisa ou de outra. Pode até mesmo ter se parecido com um tipo de inferno. Se nos lembrarmos daquele sofrimento, sem nos deixar ser levados por ele, podemos usá-lo para nos lembrar &#8220;Como estou sendo afortunado neste momento&#8221; &#8211; eu não estou naquela situação, eu posso ser feliz. Isto significa ter discernimento.</p>



<h2 class="wp-block-heading">A felicidade não é uma questão individual</h2>



<p class="wp-block-paragraph">O sofrimento de cada um de nós afeta os outros. Quanto mais pudermos ensinar uns aos outros sobre a arte de sofrer de forma adequada, menos sofrimento haverá em todas as partes do mundo e maior será a felicidade.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Se nossos entes queridos estiverem sofrendo, uma das melhores coisas que podemos fazer é nos oferecer para sentar ou caminhar com eles, e oferecer-lhes a nossa energia de plena consciência e de paz.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Quando você ama alguém, você quer oferecer aquela pessoa algo que possa fazê-la feliz. <strong>De acordo com esta prática, a coisa mais preciosa que você pode oferecer ao seu amado é a sua presença</strong>.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Como você poderia amar sem estar presente? Para amar, você tem que estar presente</strong>. Estar presente é uma prática. Pode ser que o seu corpo esteja presente, mas sua mente esteja em outro lugar. Você está perdido em pensamentos, tristeza medo, você não está ali para o outro. A sua presença é a coisa mais preciosa que você pode oferecer a pessoa que ama. </p>



<h4 class="wp-block-heading">Encontrando refúgio num ambiente tóxico</h4>



<p class="wp-block-paragraph">Sem uma comunidade é mais difícil para uma pessoa mudar qualquer coisa. Um bom ambiente permite que as melhores coisas se manifestem em nós. Um ambiente tóxico pode fazer com que nossas piores qualidades sejam extravasadas.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Todo mundo precisa do apoio de uma comunidade consciente. Podemos nos unir para criar um ambiente de cura em qualquer lugar que estejamos. Quando nos reunimos e gostamos de praticar respirando juntos em consciência plena, produzimos uma energia coletiva consciente e compassiva que é saudável e muito poderosa.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Em nossas vidas cotidianas, muitos de nós vivemos em ambientes tóxicos de reforçar mutualmente a desconfiança, a competição, a ganância e a inveja. Nós consumimos o nosso ambiente como uma espécie de comida e seus elementos benéficos ou maléficos se infiltram em nós. </p>



<p class="wp-block-paragraph">Pode ser que você se encontre em um ambiente negativo e não esteja conseguindo sair dele devido as reais necessidades da família ou restrições financeiras. Nesse caso, você pode ser uma força para a mudança positiva. Comece criando o seu próprio porto seguro, mesmo que seja apenas um canto de um quarto ou uma escrivaninha. Não perca a esperança. </p>



<p class="wp-block-paragraph">A melhor maneira de ajudar os outros a diminuir o medo, ânsia e a violência é mostrando-lhes que há outra maneira.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Qualquer coisa que você possa fazer para diminuir o sofrimento em sua comunidade e no mundo é conhecido como Ação Correta.</strong></p>



<h4 class="wp-block-heading">O mundo inteiro é território nosso</h4>



<p class="wp-block-paragraph">Podemos pensar que só somos responsáveis pelo nosso próprio sofrimento e felicidade, <strong>mas a nossa felicidade aumenta a felicidade do mundo, e o nosso sofrimento é o sofrimento do mundo.</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">A essência da nossa prática pode ser descrita como a arte de transformar o sofrimento em felicidade. Essa prática não é complicada, mas exige que cultivemos a atenção, a concentração e o discernimento. Ela requer, acima de tudo, que voltemos para o nosso lar interior, façamos as pazes com o nosso sofrimento, tratando-o com ternura, e examinando profundamente as raízes da nossa dor. Nossa prática pede que deixemos para lá os sofrimentos inúteis, desnecessários, que deixemos de atirar a segunda flecha, e dê uma olhada minuciosa na nossa ideia de felicidade.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Finalmente, ela demanda que a gente nutra a felicidade diariamente, com o reconhecimento, a compreensão e a compaixão por nós mesmos e por todos os que nos rodeiam. Nós oferecemos essas práticas a nós mesmos, aos nossos entes queridos, e a comunidade maior. Essa é a arte do sofrimento e a arte da felicidade. A cada respiração, aliviamos o sofrimento e geramos alegria. A cada passo, a flor do discernimento viceja.</p>



<h2 class="wp-block-heading">Pratica para ser feliz</h2>



<h3 class="wp-block-heading">Os 16 exercícios de respiração</h3>



<p class="wp-block-paragraph">Estes exercícios foram retirados do Sutra Anapanasati sobre a respiração consciente. Os quatro primeiros cuidam do nosso corpo. O segundo grupo de quatro exercícios trata dos nossos sentimentos. O terceiro grupo de quatro exercícios está centrado na mente, e o quarto conjunto, focalizado nos objetos da mente.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Embora o primeiro grupo de exercícios seja principalmente para cuidar do corpo e curá-lo, ao praticá-los você também produz simulataneamente prazer, liberdade e alegria mentais, pois o corpo está sempre se manifestando junto com os sentimentos e com a mente.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A mente pode ser descrita como sendo composta de partículas &#8211; como gotas d&#8217;agua de um rio chamado de formações mentais. Cada gota d&#8217;agua do rio da mente é uma formação mental. Consciência plena, concentração, benignidade e discernimento todos são formações mentais.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O quarto grupo centra-se nos objetos da mente porque as formações mentais sempre têm seus objetos. Estar com raiva é sempre estar com raiva de alguma coisa. Amar significa amar alguém ou algo.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Eis alguns dos exercícios que Thich Nhat Hahn recomenda no seu livro &#8220;Sem lama não há lótus: A arte de transformar o sofrimento&#8221;:</p>



<h4 class="wp-block-heading">GRUPO 1: Exercícios de respiração para o corpo</h4>



<div class="wp-block-image"><figure class="aligncenter size-large"><img loading="lazy" decoding="async" width="700" height="935" src="https://revolucaointerior.com/wp-content/uploads/2021/06/Exercicios-de-respiracao.jpg" alt="" class="wp-image-3022" srcset="https://revolucaointerior.com/wp-content/uploads/2021/06/Exercicios-de-respiracao.jpg 700w, https://revolucaointerior.com/wp-content/uploads/2021/06/Exercicios-de-respiracao-225x300.jpg 225w" sizes="(max-width: 700px) 100vw, 700px" /></figure></div>



<p class="wp-block-paragraph">O primeiro exercício é consciência plena da nossa respiração. &#8220;<em>Inspirando, estou ciente da minha inspiração. Expirando, estou ciente da minha expiração</em>&#8220;. Trazendo nossa consciência para a nossa respiração, paramos todo o pensamento e focamos somente em nossa inspiração e expiração.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O segundo exercício é &#8220;<em>Inspirando, eu sigo minha inspiração do início ao fim. Expirando, eu sigo minha expiração do início ao fim</em>.&#8221; Este exercício focaliza e concentra a mente. Nós seguimos nossa inspiração e expiração do início ao fim sem interrupção.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O terceiro exercício é &#8220;<em>Inspirando, estou ciente do meu corpo como um todo. Expirando, estou ciente do meu corpo como um todo</em>&#8220;. Com este exercício lembramos que temos um corpo e trazemos nossa consciência para o nosso corpo, reunindo corpo e mente. Enquanto inspira e expira, tornando-se consciente do seu corpo, você pode notar tensão e dor nele. Você permitiu que a tensão e o estresse se acumulassem no seu corpo, e esse pode ser o ponto de partida para inúmeras doenças. Por isso, você está motivado a soltar essas tensões.</p>



<p class="wp-block-paragraph">isso é aplicado mais adiante no quarto exercício de respiração consciente: <em>&#8220;Inspirando, eu libero a tensão do meu corpo. Expirando, eu libero a tensão no meu corpo&#8221;</em></p>



<h4 class="wp-block-heading">GRUPO 2: Exercícios de respiração para os sentimentos</h4>



<div class="wp-block-image"><figure class="aligncenter size-large"><img loading="lazy" decoding="async" width="700" height="349" src="https://revolucaointerior.com/wp-content/uploads/2021/06/Exercicios-para-felicidade-respiracao.jpg" alt="" class="wp-image-3024" srcset="https://revolucaointerior.com/wp-content/uploads/2021/06/Exercicios-para-felicidade-respiracao.jpg 700w, https://revolucaointerior.com/wp-content/uploads/2021/06/Exercicios-para-felicidade-respiracao-300x150.jpg 300w" sizes="(max-width: 700px) 100vw, 700px" /></figure></div>



<div class="wp-block-image"><figure class="aligncenter size-large"><img loading="lazy" decoding="async" width="700" height="383" src="https://revolucaointerior.com/wp-content/uploads/2021/06/Exercicios-respiratorios.jpg" alt="" class="wp-image-3025" srcset="https://revolucaointerior.com/wp-content/uploads/2021/06/Exercicios-respiratorios.jpg 700w, https://revolucaointerior.com/wp-content/uploads/2021/06/Exercicios-respiratorios-300x164.jpg 300w" sizes="(max-width: 700px) 100vw, 700px" /></figure></div>



<p class="wp-block-paragraph">Com o quinto exercício você vai do reino do corpo ao reino do sentimento e gera alegria. &#8220;<em>Inspirando, eu sinto alegria. Expirando eu sinto alegria</em>&#8220;. Um praticante da consciência plena é capaz de gerar alegria e felicidade. Não é tão difícil. O que você está esperando para ser feliz? Você pode ser feliz aqui mesmo e agora mesmo. </p>



<p class="wp-block-paragraph">Quando você traz sua mente para a casa do seu corpo, você se estabelece no momento presente, e torna-se consciente das muitas maravilhas da vida que existem, dentro e em torno de você. Com tantas condições de felicidade disponíveis, você pode facilmente criar um sentimento de alegria, um sentimento de felicidade.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Então, o quinto e o sexto exercícios representam a arte da felicidade: Como gerar alegria e felicidade em benefício do seu prazer e da sua cura. Os próximos dois exercícios são para reconhecer e cuidar da dor que está lá.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O sétimo é &#8220;<em>Inspirando, estou ciente do sentimento doloroso em mim</em>&#8221; <strong>Quando um sentimento doloroso surge, o praticante sabe como usar a consciência plena para lidar com isso</strong>. Você não permite que o sentimento doloroso lhe oprima ou lhe leve a reagir de uma forma que cria sofrimento para você mesmo e para os outros.</p>



<p class="wp-block-paragraph">&#8220;Inspirando, eu estou ciente do sentimento de dor em mim. Expirando, eu estou ciente do sentimento de dor em mim&#8221;.<strong> Isto é uma arte. Nós temos de aprendê-la, porque a maioria de nós não gosta de estar com a nossa dor. Temos medo de ser dominados pela dor, por isso procuramos sempre fugir dela. Há solidão, raiva e desespero em nós. A maioria das vezes nós tentamos encobri-los, consumindo.</strong> </p>



<p class="wp-block-paragraph">Alguns de nós vão procurar algo para comer. Outros ligam a televisão. Outros fazem várias coisas ao mesmo tempo. E mesmo que o programa de TV não seja interessante de forma nenhuma,<strong> não temos a coragem de desligá-lo, porque se desligarmos, teremos que voltar para nós mesmos e nos encontrar com a for que está lá dentro</strong>. O mercado nos fornece muitos produtos para nos ajudar em nosso esforço de evitar o sofrimento interior.</p>



<p class="wp-block-paragraph">De acordo com esse ensinamento e prática, nós fazemos o contrário: vamos para nossa casa interior e cuidamos da dor. A maneira de ir para casa sem medo de ser esmagado pela dor é através das prática de andar e respirar conscientemente que geram a energia da consciência plena. Fortalecidos com essa energia, nós reconhecemos o sentimento interno de dor e o acolhemos com ternura. Nós acalentamos o bebê chorão.</p>



<h4 class="wp-block-heading">GRUPO 3: Exercícios de respiração para a mente</h4>



<div class="wp-block-image"><figure class="aligncenter size-large"><img loading="lazy" decoding="async" width="700" height="798" src="https://revolucaointerior.com/wp-content/uploads/2021/06/Exercicios-de-respiracao-para-a-felicidade.jpg" alt="" class="wp-image-3026" srcset="https://revolucaointerior.com/wp-content/uploads/2021/06/Exercicios-de-respiracao-para-a-felicidade.jpg 700w, https://revolucaointerior.com/wp-content/uploads/2021/06/Exercicios-de-respiracao-para-a-felicidade-263x300.jpg 263w" sizes="(max-width: 700px) 100vw, 700px" /></figure></div>



<p class="wp-block-paragraph">O nono exercício é &#8220;inspirando, estou ciente (das atividades) da minha mente. Expirando, estou ciente (das atividades) da minha mente. Nós continuamos respirando conscientemente e reconhecemos as formações mentais quando elas surgem. E podemos chamá-las pelos seus verdadeiros nomes, tais como: raiva ou alegria.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O décimo é para alegrar a mente &#8211; entrar em contato com as sementes saudáveis que estão lá dentro do solo da nossa mente e aguá-las, para que elas possam se manifestar como formações mentais ou zonas de energia que nos tornam felizes. Nós fazemos isso em nosso próprio benefício e para o benefício das pessoas que amamos.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O décimo primeiro exercício é para &#8220;concentrar nossa mente&#8221;. E o décimo segundo é para &#8220;libertar a mente&#8221;. A concentração, samadhi em sânscrito, é uma força poderosa que você pode gerar para avançar, ver claramente o que existe e compreender sua verdadeira natureza. O objeto de concentração pode ser um seixo, uma folha, uma nuvem ou pode ser sua raiva e seu medo. Qualquer coisa pode ser o objeto da sua concentração.</p>



<h4 class="wp-block-heading">GRUPO 4: Exercícios de respiração para os objetos da mente</h4>



<div class="wp-block-image"><figure class="aligncenter size-large"><img loading="lazy" decoding="async" width="695" height="1024" src="https://revolucaointerior.com/wp-content/uploads/2021/06/Praticas-para-a-felicidade-695x1024.jpg" alt="" class="wp-image-3027" srcset="https://revolucaointerior.com/wp-content/uploads/2021/06/Praticas-para-a-felicidade-695x1024.jpg 695w, https://revolucaointerior.com/wp-content/uploads/2021/06/Praticas-para-a-felicidade-204x300.jpg 204w, https://revolucaointerior.com/wp-content/uploads/2021/06/Praticas-para-a-felicidade.jpg 700w" sizes="(max-width: 695px) 100vw, 695px" /></figure></div>



<p class="wp-block-paragraph">O décimo terceiro exercício é a concentração na impermanência. Com a clara compreensão da impermanência, <strong>nós compreendemos a natureza interdependente e destituída de <em>self </em>de tudo o que existe &#8211; de que nada tem um eu independente e separado. </strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Com o décimo quarto exercício nós reconhecemos a verdadeira natureza do desejo e vemos que<strong> tudo está no processo de vir a ser e desintegrando-se</strong>. Com este discernimento, nós não nos agarramos a qualquer objeto de desejo ou vemos qualquer fenômeno como uma entidade separada imutável.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Com o décimo quinto exercício, nós examinamos a natureza das nossas ideias e noções e as largamos. Quando deixamos de agarrar a noções, nós experimentamos a liberdade e a alegria que vem da cessação da ilusão.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O décimo sexto exercício nos ajuda a esclarecer mais o desejo e apego, medo e ansiedade, ódio e raiva, e a abandoná-los. Temos a tendência de pensar que se abrirmos mão deles, perderemos as coisas que nos deixam felizes. Mas a verdade é o oposto disso. Quanto mais deixarmos pra lá, tanto o mais felizes nos tornamos. Deixar para lá não significa deixar tudo para lá. Nós não deixamos a realidade para lá. Mas deixamos pra lá nossas ideias equivocadas sobre a realidade.</p>



<h2 class="wp-block-heading">Os 6 mantras</h2>



<p class="wp-block-paragraph">Os 6 mantras são formas de expressar amor e compaixão. Eles podem ser muito efetivos na transformação do sofrimento e para criar felicidade no relacionamento com alguém querido. Pode ser que você queira começar praticando os 6 mantras consigo mesmo, porque você só consegue amar e compreender o outro depois de ter praticado amor e compreensão consigo mesmo.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Um mantra é uma fórmula mágica. Toda vez que você pronuncia um mantra você pode transformar a situação imediatamente. você não precisa esperar. Aprenda-o para que possa recitá-lo quando for apropriado. O que torna um mantra efetivo é a sua consciência plena e concentração. Se você não estiver concentrado e consciente no momento em que recita o mantra, ele não vai funcionar.</p>



<div class="wp-block-image"><figure class="aligncenter size-large"><img loading="lazy" decoding="async" width="611" height="1024" src="https://revolucaointerior.com/wp-content/uploads/2021/06/Mantras-para-a-felicidade-611x1024.jpg" alt="" class="wp-image-3036" srcset="https://revolucaointerior.com/wp-content/uploads/2021/06/Mantras-para-a-felicidade-611x1024.jpg 611w, https://revolucaointerior.com/wp-content/uploads/2021/06/Mantras-para-a-felicidade-179x300.jpg 179w, https://revolucaointerior.com/wp-content/uploads/2021/06/Mantras-para-a-felicidade.jpg 700w" sizes="(max-width: 611px) 100vw, 611px" /></figure></div>



<h3 class="wp-block-heading">O Primeiro Mantra</h3>



<p class="wp-block-paragraph">O Primeiro mantra &#8220;Eu estou aqui para você&#8221; não é difícil de ser praticado. Amar alguém significa estar presente para ele ou ela. Isso é uma arte e uma prática. Se você não tem atenção e concentração suficientes, você não consegue estar cem por cento presente para você e para a outra pessoa. </p>



<p class="wp-block-paragraph">Com a prática de respirar conscientemente, andar conscientemente, sentar conscientemente, você pode trazer sua atenção mental para o seu corpo e se estabelecer inteiramente no aqui e no agora, restaurando sua verdadeira presença. </p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Quando você ama alguém, você tem que oferecer aquela pessoa o melhor de si. A melhor coisa que nós podemos oferecer aos outros é a nossa verdadeira presença.</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Antes de poder estar presente para outra pessoa, você tem que estar ´presente para si mesmo.</strong> Então, nós praticamos este primeiro mantra primeiro conosco. <em>&#8220;Estou aqui para você&#8221;</em> significa também estou aqui para mim mesmo. A mente se volta para a casa do corpo e nos tornamos conscientes de que temos um corpo.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>A primeira definição do amor é estar presente.</strong> Isso é uma prática. <strong>Como você pode amar se não está presente? Para amar, você tem que estar presente, corpo e mente unidos.</strong></p>



<h3 class="wp-block-heading">O Segundo Mantra</h3>



<p class="wp-block-paragraph">O Segundo mantra também é muito poderoso e pode gerar felicidade para vocês dois ao mesmo tempo. &#8220;Querido, eu sei que você está aí, e eu estou muito feliz&#8221;. Você já produziu a sua verdadeira presença, e então está em condições de reconhecer a presença de outra pessoa, de alguém que é muito precioso a você. Quando você diz &#8220;Querido, eu sei que você está aí&#8221; você também está dizendo &#8220;Sua presença é muito importante e é crucial para a felicidade&#8221;.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Você só pode dar o segundo passo se tiver dado o primeiro. O primeiro passo é o mantra &#8220;Eu estou aqui. Eu reconheço a minha presença. Eu ofereço a minha presença para você querido (a). Este é o melhor presente que um amante pode fazer para a pessoa amada. Nada é mais precioso que a sua presença.</p>



<h3 class="wp-block-heading">O Terceiro Mantra</h3>



<p class="wp-block-paragraph">O terceiro mantra é necessário quando você percebe a outra pessoa sofrendo. O terceiro mantra pode ajudá-la a sofrer menos intensamente. Primeiro você faz as práticas de respirar, sentar ou andar e restaura a sua presença. Depois que você está pronto para ir até ele ou ela e dizer: &#8220;Querido (a), eu sei que você está sofrendo. Por isso que estou aqui para você&#8221; Isso é amor verdadeiro. O amor verdadeiro é feito de consciência plena. Porque você está plenamente consciente, sabe que algo não está indo bem com o outro.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Quando você sofre e a pessoa que você ama ignora o seu sofrimento, então você sofre mais ainda. Mas se a outra pessoa estiver consciente do seu sofrimento e lhe oferece a presença dela durante estes momentos dificeis, você sofre menos imediatamente.</p>



<h3 class="wp-block-heading">O Quarto Mantra</h3>



<p class="wp-block-paragraph">O quarto mantra é um pouco mais difícil, especialmente quando você é muito orgulhoso. O quarto mantra é para quando você está sofrendo e acredita que a outra pessoa lhe causou sofrimento. Isso acontece de vez em quando. Se tivesse sido alguém diferente que tivesse dito ou feito aquilo com você, você estaria sofrendo menos. Mas foi a pessoa que você mais ama quem disse ou fez aquilo. E, por isso, você sofre profundamente. Pode ser que você tenha o impulso de puni-la, pois ela teve a ousadia de lhe fazer sofrer.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Quando sofremos pensamos que foi a outra pessoa quem nos causou sofrimento. &#8220;Ela não me ama. Então porque tenho que amá-la?&#8221; Nossa tendência natural é a de querer punir a outra pessoa. E a maneira que fazemos isso é demonstrado ao outro que &#8220;eu posso sobreviver muito bem sem você&#8221;. Esta é uma forma indireta de dizer &#8220;Eu não preciso de você&#8221;. Mas isso não é amor verdadeiro. Muitos de nós cometemos esse erro.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Mas nós aprendemos. Na realidade, quando sofremos nós precisamos sim da outra pessoa. Este foi o compromisso que assumimos no início do nosso relacionamento. Você tem que ser verdadeiro e fiel aquele compromisso. Quando você sofre, deveria dizer a ela que você sofre e que você precisa da ajuda dela. Mas temos a tendência de fazer o oposto. Queremos demonstrar a ela que nós não precisamos dela. Preferimos nos trancar no quarto e chorar ao invés de pedir ajuda. Há orgulho em você. Mas no amor, não há lugar para orgulho. É por isso que nós precisamos do quarto mantra: &#8220;Querido, eu estou sofrendo. Por favor me ajude&#8221;</p>



<p class="wp-block-paragraph">É tão simples, no entanto é tão difícil. Mas se você se prontificar a pronunciar o mantra, sofrerá menos imediatamente.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Se a outra pessoa percebe que algo está errado e lhe pergunta: Querido, você está sofrendo? e tenta lhe confortar, pode ser que você tenha o impulso de responder: Sofrendo? Por que eu deveria estar sofrendo? Mas isso não é verdade, você está sofrendo profundamente. Se ela tentar chegar perto e colocar a mão dela no seu ombro, pode ser que você queira dizer: Deixe-me em paz&#8221; Muitos de nós cometemos esse erro.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A prática do quarto mantra é o oposto. Você tem que reconhecer que você está sofrendo: &#8220;Querida, estou sofrendo, eu quero que você saiba disso. Por favor, me ajude&#8221; De fato, a fórmula é um pouco mais longa: &#8220;Querida, estou sofrendo. Eu não compreendo porque você disse aquilo comigo. Estou sofrendo. Por favor me explique, preciso da sua ajuda.&#8221; Isso é amor verdadeiro. Mas se você disser &#8220;Eu não estou sofrendo, eu não preciso de sua ajuda&#8221; isso não é amor verdadeiro.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O mantra pode ser dividido em três partes. A primeira é <strong>&#8220;Querido, estou sofrendo e quero que você saiba disso</strong>&#8220;. Isso significa compartilhar; <strong>você compartilha sua felicidade e o seu sofrimento</strong>. &#8220;<strong>Por favor explique-me por que você fez isso comigo, por que você disse aquilo para mim. Estou sofrendo</strong>.&#8221;</p>



<p class="wp-block-paragraph">A segunda parte é &#8220;Estou fazendo o melhor que posso&#8221; Isso significa que sou um praticante da consciência plena, de modo que quando fico com raiva,<strong> eu não digo ou faço qualquer coisa que possa causar danos a mim mesmo e a você</strong>. Estou praticando a respiração consciente, o andar consciente e contemplando profundamente o meu sofrimento, para descobrir as raízes dele.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Eu acredito que você me causou, mas como sou um praticante, eu sei que não deveria estar tão certo disso. Estou procurando compreender se o meu sofrimento veio de uma percepção errada da minha parte. Talvez você não teve a intenção de dizer isto ou aquilo. Como sou um praticante, estou agora dando o melhor de mim para praticar a contemplação profunda para reconhecer minha raiva e acolhê-la com ternura.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A terceira frase é &#8220;Por favor, me ajude&#8221;. Esta parte pode ser um pouco difícil, mas é muito importante, requer coragem. Quando amamos um ao outro, precisamos um do outro especialmente quando estamos sofrendo. O seu sofrimento é o sofrimento dela. A felicidade dela é a sua felicidade.</p>



<h3 class="wp-block-heading">O Quinto Mantra</h3>



<p class="wp-block-paragraph">O quinto mantra é &#8220;Este é um momento feliz&#8221;. Isso não é uma autossugestão ou criação ilusória de fatos que desejaríamos que fossem realidade. Há muitas condições de felicidade para nós desfrutarmos se estivermos suficientemente atentos para estarmos conscientes delas.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Este mantra é para nos lembrar que somos sortudos de ter tantas condições de felicidade disponíveis no aqui e no agora. Quando estiver sentado ou caminhando, pode ser que você queria pronunciar o quinto mantra, para lembrar como somos sortudos de ter tantas condições de felicidade. Somente a consciência plena pode lhe ajudar a tocar as inúmeras condições de felicidade que estão disponíveis aqui e agora. Existem condições mais do que suficientes para sermos felizes.</p>



<h3 class="wp-block-heading">O Sexto Mantra</h3>



<p class="wp-block-paragraph">O sexto mantra é perfeito para lidar com o sofrimento que vemos dos complexos de pensar que somos iguais, piores ou melhores do que qualquer pessoa.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Quando alguém lhe parabenizar ou lhe criticar, você pode usar o sexto mantra: &#8220;Querido(a), em parte você está certo&#8221;. Isso significa que &#8220;suas críticas ou elogios estão certos somente em parte, porque eu tenho pontos fortes s fracos em mim. Se você me parabeniza, eu não devo me perder e ignorar as coisas negativas em mim&#8221;.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Quando vemos algo belo em outra pessoa, temos a tendência de ignorar as coisas que não são tão belas. Enquanto seres humanos, nós temos tanto qualidades positivas quanto qualidades negativas. Então, quando o seu amado lhe congratular, dizendo que você é a própria imagem da perfeição, você pode dizer &#8220;Querido, isso é parcialmente correto. Você sabe que existem outros aspectos em mim também.&#8221;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Quando a outra pessoa lhe critica você pode dizer &#8220;Querido, você está parcialmente correto, pois eu também tenho coisas boas em mim&#8221;.</p>



<h2 class="wp-block-heading">Presente com emoções arrebatadoras</h2>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Quando uma emoção dolorosa surgir, pare o que estiver fazendo e cuide dela. Preste atenção ao que estiver acontecendo. A prática é simples. Deite-se, coloque a mão sobre a sua barriga e comece a respirar. Ou você pode se sentar numa almofada ou numa cadeira. Pare de pensar e traga sua atenção ao umbigo.</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Quando você vê uma árvore numa tempestade, se focar a atenção no topo da árvore, você verá as folhas e os galhos voando descontroladamente ao vento, e a árvore vai parecer tão vulnerável, como se pudesse se partir a qualquer momento. Mas quando você observa a parte baixa do tronco da árvore, não há tanto movimento. Você vê a estabilidade da árvore e vê que a árvore está profundamente enraizada no solo e pode resistir a tempestade.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Quando experimentamos uma emoção arrebatadora, a mente está agitada como o topo da árvore.<strong> Nós temos que trazer a nossa mente para a parte baixa do tronco, no abdômen e focar toda a nossa atenção no abdômen subindo e descendo.</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Inspirando, perceba o seu abdômen subindo. Expirando, observe o seu abdômen descendo. Respire profundamente e foque sua atenção apenas na sua inspiração e expiração. Se existe algo para estar ciente é de que uma emoção é apenas uma emoção e que você é muito mais do que uma emoção. O território do seu ser é grande. Uma emoção é muito pequena. </p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Uma emoção é algo que vem e permanece por um tempo e eventualmente vai embora. Se durante o tempo da emoção, você tiver esse discernimento, esse discernimento te salvará.</strong></p>



<h2 class="wp-block-heading">Metta</h2>



<p class="wp-block-paragraph">A meditação metta é uma prática onde, através da contemplação profunda, nós cultivamos a compreensão, o amor e a compaixão; primeiro por nós mesmos e depois pelos outros. Quando nos amamos e cuidamos de nós mesmos, conseguimos ajudar melhor os outros. A meditação metta pode ser praticada em parte ou na íntegra. Recitar somente um verso da meditação metta já irá levar, ao mundo, mais compaixão e cura.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Amar, significa, antes de tudo, nos aceitar como realmente somos</strong>. É por isso que nessa meditação de amor, conhecer a si mesmo é a primeira prática de amor. Quando praticamos isso, vemos as condições causais que nos fizeram ser como somos. Isso nos ajuda a aceitar a nós mesmos, inclusive nosso sofrimento e felicidade, simultaneamente. </p>



<p class="wp-block-paragraph">Metta, em Pali, significa benevolência. Começamos a cultivar essa benevolência com uma aspiração: &#8220;Que eu seja&#8230;&#8221; Depois, transcendemos o nível da aspiração e examinamos profundamente todas as características positivas e negativas de nosso objeto de meditação, que neste caso somos nós mesmos. A disposição de amar ainda não é amor. Nós contemplamos profundamente, com todo o nosso ser, a fim de compreender. </p>



<p class="wp-block-paragraph">Nós contemplamos profundamente o nosso corpo, os nossos sentimentos, as nossas percepções, as formações mentais e a nossa consciência, e, em apenas algumas semanas, a nossa aspiração de amar vai se tornar uma intenção profunda. O amor entrará em nossos pensamentos, em nossas palavras, em nossas ações.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Quando praticamos, nós observamos o quanto de paz, de felicidade e de leveza já temos. Nós observamos se estamos aflitos com relação a acidentes ou infortúnios e o quanto de raiva, irritação, medo, ansiedade ou preocupação já existem em nós. </p>



<p class="wp-block-paragraph">A medida que nos tornamos conscientes dos sentimentos manifestos em nós, nossa autocompreensão vai se aprofundar. Compreendemos como é que os nossos medos e falta de paz contribuem para a nosso infelicidade, e veremos o valor de nos amar e de cultivar um coração compassivo.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Nessa meditação no amor, &#8220;a raiva, as aflições, o medo e a ansiedade&#8221; se referem a todos os estados mentais negativos que habitam em nós e nos roubam a nossa paz e felicidade.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Essa meditação no amor foi adaptada de Visuddhimagga, escrito por Buddhaghosa, uma sistematização dos ensinamentos do Buda datada em V d.C.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Para praticar essa meditação no amor, sente-se quieto, acalme o corpo e sua respiração, e recite a meditação Metta para si mesmo. A postura sentada é maravilhosa para praticá-la.</p>



<blockquote class="wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow"><p>Que eu viva em paz, feliz, com o corpo e o espírito leves.</p><p>Que ela viva em paz, feliz, com o corpo e o espírito leves.</p><p>Que ele viva em paz, feliz, com o corpo e o espírito leves.</p><p>Que eles e elas vivam em paz, felizes, com o corpo e o espírito leves.</p><p>Que eu viva livre de perigos e injúrias.</p><p>Que ela viva livre de perigos e injúrias.</p><p>Que ele viva livre de perigos e injúrias.</p><p>Que ele viva livre de perigos e injúrias.</p><p>Que eles e elas vivam livres de perigos e injúrias.</p><p>Que eu viva livre de raiva, aflições, medo e ansiedade.</p><p>Que eles e elas vivam livres de raiva, aflições, medo e ansiedade.</p></blockquote>



<p class="wp-block-paragraph">Comece essa pratica meditando no amor por si mesmo &#8220;eu&#8221;. <strong>Até que você seja capaz de amar e cuidar de si mesmo, não conseguirá muito ajudar os outros</strong>. Em seguida, pratique esta meditação com relação aos outros &#8211; primeiro, escolha alguém que você gosta, depois, alguém neutro para você e depois alguém cujo simples pensamento lhe faz sofrer.</p>



<p class="wp-block-paragraph">De acordo com Buda, um ser humano é composto de 5 elementos, chamados  de skandhas. São eles a forma (que significa o corpo), os sentimentos, as percepções, as formações mentais e a consciência. Para saber sobre a sua real situação interna, você tem que conhecer o seu próprio território, inclusive os elementos que estão brigando dentro de você. Para fazer com que a harmonia, a reconciliação e a cura interior surjam, você tem que compreender-se. Examinar e ouvir profundamente, inspecionando o seu próprio território, é o início da meditação no amor. </p>



<p class="wp-block-paragraph">Inicie essa prática contemplando profundamente o seu corpo. Questione: Como o meu corpo está nesse momento? Como o meu corpo era no passado? Como meu corpo será no futuro? </p>



<p class="wp-block-paragraph">Depois, quando meditar em alguém que gosta, alguém neutro para você, alguém que você ama e alguém que você odeia, você também começara a observar os aspectos físicos daquela pessoa, Inspirando e expirando, visualize o rosto dela, sua maneira de andar, de sentar e conversar, o seu coração, pulmões, rins e todos os órgãos do corpo, passando o tempo que for necessário para trazer esses detalhes a consciência. Mas sempre comece consigo mesmo.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Inspecione minuciosamente o seu corpo para ver se ele está em paz ou se está sofrendo de alguma doença. Olhe as condições dos seus pulmões, do seu coração, dos seus intestinos, dos seus rins e do seu fígado para ver quais são as reais necessidades do seu corpo. Quando fizer isso, você vai alimentar, beber e agir de formas que demonstram amor e compaixão pelo seu corpo.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Normalmente você segue hábitos arraigados , mas quando se examina profundamente, compreende que muitos desses hábitos prejudicam o seu corpo e mente. E então, você se esforça para transformá-los de maneiras mais positivas.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Depois, observe os seus sentimentos &#8211; se eles são agradáveis, desagradáveis ou neutros.<strong> Os sentimentos fluem como um rio dentro de nós</strong>, e cada sentimento é uma gota d&#8217;agua daquele rio. Examine o rio de sentimentos e compreenda como foi que cada um deles surgiu. Compreenda o que esteve lhe impedindo de ser feliz, e dê o melhor de si para melhorar essas coisas.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Então, medite em suas percepções. Como Buda comentou: &#8220;<strong>A pessoa que mais sofre neste mundo é aquela que tem muitas percepções distorcidas, e a maiorias das nossas percepções são errôneas</strong>&#8221; Você vê uma cobre no escuro e entra em pânico, mas quando seu amigo liga a luz do quarto, aquilo não era uma cobra e sim uma corda. Você precisa saber quais são as percepções distorcidas que estão lhe fazendo sofrer.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Em seguida, observe as suas formações mentais, isto é, as ideias e tendências suas que lhe levam a agir da maneira como age. Examine minuciosamente para descobrir a verdadeira natureza das suas formações mentais.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Finalmente, olhe para sua consciência. Segundo o Budismo, a consciência é como um campo que contém todos os tipos possíveis de sementes: da raiva, medo, ansiedade e as sementes da consciência plena. <strong>Para viver em paz, você tem que estar consciente de suas tendências, as suas energias habituais, para que assim você possa exercer o autocontrole. </strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Olhe profundamente a natureza dos seus sentimentos e encontre as raízes deles, para identificar quais deles precisam ser transformados e nutrir aqueles que trazem paz e bem aventurança. Você pode prosseguir afirmando as seguintes aspirações, primeiro para si, depois para os outros;</p>



<blockquote class="wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow"><p>Que eu me aprenda a ver com os olhos de compreensão e amor.</p><p>Que eu aprenda a vê-la com os olhos de compreensão e amor.</p><p>Que eu aprenda a vê-lo com os olhos de compreensão e amor.</p><p>Que eu aprenda a vê-las e vê-los com os olhos de compreensão e amor.</p><p>Que eu seja capaz de reconhecer e tocar as sementes de alegria e felicidade em mim.</p><p>Que eu seja capaz de reconhecer e tocar as sementes de alegria e felicidade nela.</p><p>Que eu seja capaz de reconhecer e tocar as sementes de alegria e felicidade nele.</p><p>Que eu seja capaz de reconhecer e tocar as sementes de alegria e felicidade neles e nelas.</p><p>Que eu aprenda a identificar e compreender as causas da raiva, ânsia e delusão em mim.</p><p>Que eu aprenda a identificar e compreender as causas da raiva, ânsia e delusão nela.</p><p>Que eu aprenda a identificar e compreender as causas da raiva, ânsia e delusão nele.</p><p>Que eu aprenda a identificar e compreender as causas da raiva, ânsia e delusão nelas e neles.</p></blockquote>



<p class="wp-block-paragraph">Mais uma vez nós começamos conosco para compreender nossa própria e verdadeira natureza. Se continuarmos nos rejeitando e causando danos ao nosso próprio corpo e mente, não fará sentido falar em amar e aceitar os outros.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Toda vez que vemos ou ouvimos algo, nossa atenção pode ser apropriada ou inapropriada. Com consciência plena, nós podemos reconhecê-las e soltar a atenção inapropriada e nutrir a atenção apropriada. A atenção mental apropriada nos traz felicidade, paz clareza e amor. A atenção inapropriada ocupa nossa mente com aflição, raiva a preconceito.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Em seguida, nós usamos a consciência plena para iluminar a nossa fala, para que possamos usar a fala amorosa e parar antes de dizer qualquer coisa que crie conflito para nós e para os outros. Então, olhamos para nossas ações físicas. A consciência plena elucida como ficamos em pé parados, como sentamos, como andamos, como sorrimos e franzimos a testa e como vemos os outros. Nós reconhecemos as ações benéficas e as que trazem prejuizo.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Nós precisamos dominar nossa própria raiva antes de podermos ajudar os outros a fazer o mesmo. Recriminar os outros somente alimenta a semente da raiva em nós. Quando a raiva surgir, retorne para dentro de si e use a energia da consciência plena para acolhe-la, acalma-la, e ilumina-la.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Não pense que você se sentirá melhor se fizer duras críticas e fizer a outra pessoa sofrer. A pessoa pode responder de forma ainda mais severa e a raiva vai aumentar. Buda ensinou que, quando a raiva surgir, feche os olhos e os ouvidos, volte-se para dentro de si e cuide da origem da raiva interior. </p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Observe profundamente sua raiva, como você olharia para a sua própria filha. Não a rejeite e nem a odeie</strong>. A meditação não é para transformar  você em um campo de batalha, com um lado se opondo a outro. A respiração consciente suaviza e acalma a raiva, a consciência plena a penetra.<strong> A raiva é somente uma energia e toda energia pode ser transformada. A meditação é a arte de usar um tipo de energia para transformar outro tipo de energia.</strong></p>



<blockquote class="wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow"><p>Que eu saiba nutrir as sementes da alegria em mim todo dia.</p><p>Que eu saiba nutrir as sementes da alegria nela todo dia.</p><p>Que eu saiba nutrir as sementes da alegria nele todo dia.</p><p>Que eu saiba nutrir as sementes da alegria neles e nelas todo dia.</p><p>Que eu seja capaz de viver bem disposto, confiante e livre.</p><p>Que ela seja capaz de viver bem disposto, confiante e livre.</p><p>Que ele seja capaz de viver bem disposto, confiante e livre.</p><p>Que elas e eles seja capazes de viver bem dispostos, confiante e livre.</p><p>Que eu possa viver livre de apegos e aversões, mas não ser indiferente.</p><p>Que ela possa viver livre de apegos e aversões, mas não ser indiferente.</p><p>Que ele possa viver livre de apegos e aversões, mas não ser indiferente.</p><p>Que eles e elas possam viver livre de apegos e aversões, mas não serem indiferentes.</p></blockquote>



<p class="wp-block-paragraph">Essas aspirações nos ajudam a aguar as sementes da alegria e felicidade que repousam nas profundezas da consciência armazenadora<strong>. As ideias que entretemos sobre o que vai nos trazer felicidade são apenas armadilhas. Nós esquecemos que elas são apenas ideias.</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong> Nossa ideia</strong> <strong>de felicidade pode nos impedir de ser feliz</strong>. Quando acreditamos que a felicidade deve assumir determinada forma, deixamos de ver as oportunidades regozijadoras que existem bem na nossa frente.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Todo dia você precisa dar alguns passos firmes em direção ao seu objetivo. TOda manhã você se dedica, mais uma vez, ao seu caminho para não se perder. <strong>A noite, antes de dormir, passe alguns minutos revendo o seu dia</strong>. &#8220;<strong>Será que vivi hoje na direção dos meus ideais</strong>?&#8221; </p>



<p class="wp-block-paragraph">Se você perceber que deu dois ou três passos naquela direção, isso já é bom o suficiente. Se não, diga a si mesmo: &#8220;Amanhã farei melhor&#8221;. <strong>Não se compare aos outros. Apenas olhe para si mesmo para ver se você está indo na direção que você preza.</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Ser livre significa transcender a armadilha dos desejos prejudiciais e viver sem apegos. <strong>O tipo de amor que Buda queria que nós cultivássemos não é possessivo ou grudento. </strong>Em relacionamentos saudáveis de amor, há uma certa dose de possessividade e de apego, mas se forem excessivas, tanto a pessoa que ama quanto a pessoa amada irão sofrer.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Através da prática de olhar profundamente, as sementes do sofrimento e do apego vão se contrair e as sementes positivas vão crescer. Nós podemos transformar o apego e a aversão.</p>



<h2 class="wp-block-heading">Os 5 treinamentos para uma consciência plena</h2>



<p class="wp-block-paragraph">Os 5 treinamentos da consciência plena são orientações de como viver nossa vida cotidiana de modo a nutrir a felicidade e transformar o mal estar. Os 5 treinamentos da consciência plena também são tipos de pensamento que tem o poder de curar. Você pode recitá-los diária ou mensalmente, sozinho ou em grupo, para renovar suas intenções e aspirações ao praticá-los.</p>



<h3 class="wp-block-heading">O primeiro treinamento: reverência a vida</h3>



<p class="wp-block-paragraph">Ciente do sofrimento causado pela destruição da vida, estou comprometido a cultivar  a compreensão sobre a interexistência e a compaixão, e aprender formas de proteger a vida de pessoas, e aprender formas de proteger a vida de pessoas, animais, plantas e minerais. Estou determinada a não matar, a não permitir que os outros matem e não apoiar qualquer ato de matança no mundo, no meu pensamento ou estilo de vida. </p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Compreendendo que as ações prejudiciais surgem da raiva, do medo, da ganância e da intolerância, que por sua vez vêm do pensamento dualista e discriminativo, cultivarei a abertura, a indiscriminação e o desapego a visões, a fim de transformar</strong> <strong>a violência, o fanatismo e o dogmatismo em mim mesmo e no mundo.</strong></p>



<h3 class="wp-block-heading">O segundo treinamento: a verdadeira felicidade</h3>



<p class="wp-block-paragraph">Ciente do sofrimento causado pela exploração, pela injustiça social, roubo e opressão,<strong> estou comprometido a praticar a generosidade em meus pensamentos, palavras e ações.</strong> Estou determinado a não roubar e a não possuir qualquer coisa que deva pertencer aos outros; vou compartilhar o meu tempo, energia e recursos materiais com os necessitados.<strong> </strong></p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Praticarei a contemplação profunda para compreender que a felicidade e o sofrimento dos outros não estão separados da minha própria felicidade e sofrimentos</strong>; que a verdadeira felicidade só é possível com compreensão e compaixão, e que correr atrás de riqueza, fama, poder e prazeres carnais pode trazer muito sofrimento e desespero. </p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Estou ciente de que a felicidade depende de minha atitude mental e não das condições externas</strong>, e que eu posso viver alegremente no momento presente simplesmente por me lembrar que eu já tenho condições mais do que suficientes para ser feliz. Estou comprometido a praticar o correto meio de vida para que eu possa ajudar a reduzir o sofrimento no mundo.</p>



<h3 class="wp-block-heading">O terceiro treinamento: o verdadeiro amor</h3>



<p class="wp-block-paragraph">Ciente do sofrimento causado pela má conduta sexual, estou comprometido a cultivar a responsabilidade e aprender formas de proteger a segurança e a integridade dos indivíduos, casais, família e sociedade. Sabendo que o desejo sexual não é amor, e que a atividade sexual motivada pela ânsia sempre prejudica a mim e aos outros, estou determinado a não me envolver em relações sexuais sem um amor verdadeiro. </p>



<p class="wp-block-paragraph">Farei tudo o que estiver em meu poder para proteger as crianças de abusos sexuais e impedir que casais e famílias sejam desfeitos pela má conduta sexual. <strong>Vendo que corpo e mente são unos, estou comprometido a aprender formas adequadas de cuidar da minha energia sexual</strong> e cultivar benevolência, compaixão, inclusão e alegria &#8211; que são os 4 elementos básicos do amor verdadeiro.</p>



<h3 class="wp-block-heading">O quarto treinamento: a fala amorosa e a escuta profunda</h3>



<p class="wp-block-paragraph">Ciente do sofrimento causado pela fala descuidada e inabilidade de ouvir os outros, estou comprometido a cultivar a fala amorosa e a escuta profunda a fim de aliviar o sofrimento e promover a reconciliação e paz em mim mesmo e entre outros povos, grupos religiosos e nações. <strong>Sabendo que as palavras podem criar felicidade ou sofrimento, estou comprometido a falar a verdade</strong>, usando palavras que inspiram confiança, esperança e alegria.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Quando a raiva estiver se manifestando em mim, estou decidido a não falar</strong>. Praticarei  respirando e andando conscientemente a fim de reconhecer e examinar minha raiva minuciosamente. Eu sei que as raízes da raiva podem ser encontradas em minhas percepções errôneas e falta de compreensão do sofrimento em mim e na outra pessoa. Vou falar e ouvir de um modo que possa me ajudar e ajudar a outra pessoa a transformar o sofrimento e ver uma saída das situações difíceis.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Estou determinado a não espalhar notícias que eu sei que não são verídicas e não proferir palavras que possam causar divisão e discórdia.</p>



<h3 class="wp-block-heading">O quinto treinamento: nutrição e cura</h3>



<p class="wp-block-paragraph">Ciente do sofrimento causado pelo consumo irresponsável, estou comprometido a cultivar a saúde, tanto física quanto mental, para mim, minha família e sociedade através das práticas de comer, beber e consumir conscientemente. Praticarei examinando profundamente como estou consumindo os 4 tipos de nutrientes: alimentos comestíveis, impressões sensoriais, volição e consciência. </p>



<p class="wp-block-paragraph">Estou determinado a não jogar apostando dinheiro, ou a fazer uso de álcool, drogas, ou quaisquer outros produtos que contenham toxinas, tais como certos websites, jogos eletrônicos, programas de televisão, filmes, revistas, livros e conversas. </p>



<p class="wp-block-paragraph">Praticarei retornando ao momento presente para estar em contato com os elementos revigorantes, curadores e nutridores em mim e ao meu redor, não permitindo que os arrependimentos e aflições me arrastem de volta ao passado, nem deixando que a ansiedade, medo e anseios me puxem para fora do momento presente. Estou determinando a não tentar encobrir a solidão, a ansiedade ou outro sofrimento com o consumismo.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O que está esperando? Não deixe de colocar os ensinamentos desse livro (Sem lama não há lotus &#8211; de Thich Nhat Hanh em prática! Pare de viver uma vida de escapismos, fugindo de si mesmo e comece a abraçar o seu sofrimento, pois esse é o único caminho para a verdeira cura!</p>
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