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Antônio Gramsci, Escola de Frankfurt e a Destruição da Civilização Ocidental

Tempo de leitura: 15 min

Escrito por Davi Klein
em setembro 15, 2025

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“Os participantes de um movimento político normalmente ignoram seu fim, seu motivo e sua origem.” (Nicolás Gómez Dávila)

Para entendermos a situação cultural e degração moral/cultural e política que vivemos, é importante entender sobre dois elementos – Antonio Gramsci e Escola de Frankfurt – que provocaram a disseminação abrangente do pensamento comunista/marxista no ocidente. Vamos falar sobre cada um deles e entender as infuências negativas que tiveram sobre a civilização ocidental.

Infelizmente, ainda tem muita gente que acredita na falácia de que o comunismo terminou com o fim da união soviética, de que não existe esse tal do “fantasma do comunismo” e de quem acredita em coisas desse tipo é um teórico da consipiração… Quem compartilha desses pensamento é uma pessoa presa em sua própria ignorância e que não faz o mínimo de esforço para compreender as ideias que influenciam a nossa sociedade. Vamos aos fatos!

Quando a primeira guerra mundial terminou, os trabalhadores não se uniram em uma revolução comunista, conforme a intenção expressa por Marx de “Trabalhadores do mundo, uni-vos”. A partir dai, outros teóricos marxistas começaram a investigar o que tinha dado de errado, o motivo de a revolução comunista não ter se espalhado para o Ocidente.

Ainda na primeira metado do século XX, o filosofo Antonio Gramsci (fundador do Partido Comunista Italiano) e intelectuais da instituição chamada de Escola de Frankfurt (grupo de pensadores marxistas) passaram a desenhar uma nova estratégia de domínio cultural, para a chegada gradual, quase imperceptível, do poder político total.

A ideia é simples, infiltrar o pensamento marxista/comunista nas mais variadas áreas da sociedade até que ela própria se torne comunista sem se dar conta.

Tal mudança de estratégia por parte da esquerda foi por conta da resistência que o Ocidente apresentou as ideias de Marx e Engels (resistência ao comunismo) – as revoluções comunistas armada tiveram sucesso em poucos países e ficaram longe do seu domínio mundial. Além disso, o proletariado, experimentando os benefícios que o capitalismo oferece, de conforto e tecnologia, não se sentia mais atraido pela utopia revolucionária do “operarios, uni-vos” (Manifesto Comunista de 1948). Fora isso, onde foi implementado o regime de Marx, não gerou bons frutos. Foi a partir dessas constatações, que a esquerda revolucionária desenvolveu outra estratégia de tomada de poder, focada na guerra cultural.

O genial de Gramsci foi que ele percebeu que a “revolução do proletariado” era apenas uma ilusão, que Marx se equivocou ao supor que a massa de componeses e operarios insatisfeitos com a ordem estabelecida iriam, espontaneamente, realizar uma revolução proletária. Na verdade ele percebeu que nenhum proletário queria realmente aderir a uma revolução, pois os trabalhadores estavam preocupados não em destruir a ordem vigente, mas em coisas normais, como Deus, Família, Pátria e Propriedade (valores que ocuparam a mente de todos os homens e mulheres ao longo de toda a humanidade).

De fato, a guerra cultural é mais prioritaria e importante do que a guerra política. Andrew Breitbart diz que “A política está rio abaixo da cultura, se alguém quer mudar a política, deve antes mudar a cultura”. Os comunistas perceberam que para chegarem ao poder, precisariam realizar uma operação de subversão da mentalidade ocidental/burguesa/cristã, só assim poderia chegar ao poder.

Com a intenção de atingirem esse objetivo da chamada “revolução cultural”, dois teóricos marxistas, Antonio Gramsci (Itália) e Georg Lukacs (Hungria, um dos fundadores da Escola de Frankfurt), concluíram que o Ocidente cristianizado era o obstáculo que impedia a chegada da nova ordem mundial comunista… Eles perceberam que, para a revolução comunista ter sucesso, antes teria de ocorrer uma mudança cultural profunda na civilização ocidental.

Devido a isso, afirmou Gramsci, o Ocidente teria que ser previamente descristianizado através de uma “longa marcha através da cultura”. Para ele, a tomada do poder deveria ser precedida por uma mudança na mentalidade das pessoas e tal mudança de mentalidade deveria começar, primeiramente, na mudança da cultura (que é a base da formação de nossa personalidade).

Gramsci compreendeu que o grande adversário seria a fé cristã. Um sistema moral que dominava o ocidente há quase 2000 anos, tão integrado à vida das pessoas – inclusive das que não professavam a fé cristã – que criava uma barreira intransponível para a sociedade revolucionária com a qual os marxistas sonhavam. Sempre que essa barreira foi ameaçada ou atacada, forças contra revolucionárias se levantaram e aniquilaram os inimigos. Ficou claro para Gramsci que no tiro, porrada e bomba, não dava. Seria muito mais eficiente, e menos perigoso, atacar de forma sutil, com inteligência, sem espalhafato. A ideia de Gramsci foi criar um método para implodir a barreira cristã, transformando a mente coletiva da sociedade. E ele sabia que isso só seria obtido sem pressa. Gramsci sabia que para mudar visão do mundo cristão para uma visão marxista, precisaria de algumas gerações… Gramsci tinha paciência.” – Do programa Café Brasil

Bom, antes de prosseguirmos é importante entender o que é a cultura. A cultura é aquilo que é cultivado de forma compartilhada por um grupo de pessoas. A personalidade humana se constroi com base nesses elementos culturais, como símbolos, arte, valores, musica. Tais elementos compartilhados exercem grande influencia na maneira como o indivíduo lê e entende o mundo., bem como a ele reage.

Gramsci acreditava que a classe dominante, a burguesia, utilizava-se da cultura para se manter no poder, ou seja, por meio da cultura perpetuavam os seus valores e se mantinham no poder. Tal “hegemonia cultural” era mantida pelo domínio ideologico das superestruturas (tudo aquilo que não era relacionado a “produção”, como religião, educação, cultura, educação, mídia e direito)

Antonio Gramsci acreditava que se o marxismo/comunismo obtivesse hegemonia sobre a consciência humana, a revolução pela violência seria desnecessária. Seu objetivo era a conquista da hegemonia cultural.

“A hegemonia cultural é criação de uma mentalidade uniforme em torno de determinadas questões, com que a população acredite ser correta esta ou aquela medida, de modo que quando se tiver tomado o poder, já não haja resistência. Isso deve ser feito, pelos professores e intelectuais formadores de opinião, a mídia e os livros. Também o proletariado deve entrar na atividade político e cultural com o objetivo de se tornar uma classse dirigente.” – Professor Felipe Aquino (Do livro “Marxismo, uma ideologia perigosa e atraente”)

“Entendeu o brilho de Gramsci? Tiro, porrada e bombas não transformariam o mundo. A transformação só viria pela conquista hegemônica dos corações e mentes das pessoas e da cooptação das mentes mais talentosas e brilhantes do adversário. Assim a vitória perene estaria garantida.” Do programa Café Brasil

Gramsci estabeleceu claramente os terrítorios a conquistar: as instituições culturais, as mídias, as igrejas, as escolas, a literatura e as artes em geral. Era ali que deveria ser buscada a hegemonia cultural, pois eram essas as fontes dos pensamentos e da imaginação responsáveis por determinar a cultura das sociedades.

“Ocupemos todos os espaços. Entronizemos a mentalidade revolucionária e detratora de uma forma tão sutil que a massa não perceba. Da mídia a religião, da economia e cultura as versões narrativas históricas e teorias academicas. Vamos tudo relativizar e a sociedade dividir.” – Gramsci

“O mundo civilizado tem sido saturado com Cristianismo por 2000 anos, e um regime fundado em crenças e valores judáico-cristãos não pode ser derrubado até que as suas raízes sejam cortadas” Gramsci

“O socialismo é precisamente a religião que deve sobrepujar o cristianismo. … Na nova ordem, o socialismo triunfará primeiro capturando a cultura por meio da infiltração de escolas, universidades, igrejas e da mídia, transformando a consciência da sociedade.” – Gramsci

Além disso, Gramsci sugeriu que o novo proletariado fosse composto por “criminosos, mulheres, e minorias raciais”. Mais tarde, Herbert Marcuse também incluiu na lista desse “novo proletariado” os homossexuais, as lésbicas e os transsexuais.

Gramscismo no Brasil

Se por um lado, a esquerda foi combatida e derrotada militarmente nos anos 1970, por outro ela não encontrou obstáculos em pleno regime militar para doutrinar os universitários, que depois assumiam empregos como jornalistas, juízes, políticos, sindicalistas e tantos outros ramos da sociedade.

No Brasil, o gramscismo encontrou terreno fértil. Quando o regime militar se instituiu, no começo dos anos 1960, os estrategistas do poder decidiram que deveriam se ocupar com as questões da economia, infraestrutura, lei e ordem, entregando as questões “romanticas”, como a educação e cultura, para uma elite marxista, que começou a ocupar e subverter todo o aparato cultural brasileiro. Por cerca de 60 anos, foi-se então construindo a hegemonia cultural proposta pelo italiano. O resultado é o que se vê hoje, um mundo tomado pela visão marxista de mundo.

No Brasil e no mundo, passamos a ver em operação, por parte da esquerda, da estratégia das tesouras. Por um lado, uma esquerda radical seguia sequestrando para angariar fundos, assassinando opositores chaves, agitando as massas, desejando instabilidade econômica e política para justificar um golpe de Estado, por um outro, iam com discursos “pseudopacifistas” e de “amor” infiltrando-se a conta-gotas em postos principais da sociedade, a começar pelas universidades.

Tomada esquerdista das universidades

É um fato de que as universidades brasileiros estão imersas no pensamento ideologico de esquerda.

Marx, Paulo Freire e Foucault: os autores mais citados em universidades do Brasil

Olavo de Carvalho desafiava tentar encontrar uma monografia de universidade do Brasil dos anos 1980 para cá que não elogie o Gramsci ou que fundamente o TCC sem ter um espectro de esquerda. Qualquer outra ideia é vista como fascista ou autoritária.

Teoría Crítica

Como explica Olavo de Carvalho: “a “teoria crítica” da Escola de Frankfurt, que atribui ao intelectual revolucionário a missão única de tudo criticar, denunciar, corroer e destruir, concentrando-se no “trabalho do negativo”, como o chamava Hegel, sem nunca se preocupar com o que vai ser posto no lugar dos males presentes.”

Teoria critica – como o próprio nome diz, ela só critica – é um permanente e brutal ataque ao Cristianismo, a família, a todos os aspectos da civilização ocidental.

Paul Alinsky

“O primeiro e verdadeiro radical conhecido pelo homem, que se rebelou contra a ordem estabelecida e fez isso com sucesso o bastante para ter o seu próprio reino foi Lúcifer” (Paul Alinsky) – enxergar a rebelião contra a ordem como um fim em si mesmo, independente das consequências morais.

“A influência de Saul Alinsky não se limita à política partidária ou à mobilização de minorias para fins estratégicos. Seu método tem como objetivo final a corrosão dos pilares que sustentam a sociedade tradicional, especialmente aqueles baseados na moralidade cristã, na família, na ordem social e na hierarquia natural. Ao analisar o impacto de suas ideias, torna-se evidente que sua estratégia não apenas promove a ascensão da esquerda ao poder, mas também visa desmantelar os valores que estruturam a civilização ocidental.” do site Olavete

Para Paul Alinsky – revolução é feita através da infiltração, da manipulação da verdade e da polarização. Nessa pespectiva, os fins justificam os meios, tudo é valido para atingir o objetivo final. A infiltração de instituições estratégicas sempre foi uma tática da esquerda. Tal infiltração se dá em áreas como:

  • Na educação – Escolas e universidades passaram a ensinar ideologias radicais, promovendo um ambiente onde qualquer ideia conservadora é imediatamente ridicularizada e silenciada. Professores ativistas aplicam a regra alinskiana do ridículo como arma política, desmoralizando alunos que desafiam a narrativa dominante.
  • Na mídia – Jornais, revistas e emissoras de televisão seguem à risca a cartilha de Alinsky ao criar narrativas que demonizam figuras e movimentos conservadores. A cultura do cancelamento e a perseguição sistemática a opositores políticos são variações da estratégia de “congelar e polarizar” um alvo.
  • Na cultura pop – Filmes, séries e músicas passaram a incorporar mensagens progressistas, influenciando subliminarmente milhões de pessoas e tornando as ideias revolucionárias cada vez mais aceitas pelo grande público

Um dos principais métodos de Paul Alinsky era o colapso da ordem social, por meio da criação de sucessivas crises com objetivo deliberado de desestabilizar a sociedade. Uma de suas principais estratégias era a de dividir a sociedade em grupos antagônicos, para promover o conflito e o caos.

“Em toda mudança radical, o organizador deve despertar insatisfação e descontentamento. Deve criar crises e desorganizar a sociedade existente para depois remodelá-la.” – Paul Alinsky

Ele percebeu que para provocar mudanças estruturais radicais (subversão) era necessário deslegitimar as instituições responsáveis pela transmissão da cultura e da moralidade. A família sempre foi um obstáculo para projetos revolucionários, pois é nela que se transmitem valores, a moralidade, etc. Alinsky reconheceu que a moral cristã também era um de seus principais obstáculos na conquista do poder.

Politicamente correto

Esquerdistas apresentam um mundo onde democracia é ser de centro esquerda ou extrema esquerda, rotulando todos as demais ideias, ainda que legítimas e válidas, como fascitas, nazistas, estremistas, fundamentalistas. Eles demonizam tudo o que não seja de esquerda, a tal de tolerância repressiva de Marcuse e a atual cultura de cancelamento.

Os vilões da história

Os textos abaixo foram retirados do livro “”Crónicas de Guerra Cultural” de Márcio Guerra de Carvalho.

Os Esquerdistas/comunistas acreditam que o Brasil é ameaçado por um conservadorismo político crescente.

Para os que acreditam no mito do progresso infinito, de que a humanidade esta marchando em uma caminho de emancipação progressiva, a culpa da humanidade não caminhar rumo ao bem maior são os retrógrados, os dogmáticos, extremistas, fascistas, nacionalisas, terraplanistas, olavistas e bolsonaristas.

Ocorre essa imposição de obediência a visão de mundo descrita abaixo e quem não seguí-la é considerado racista/xenofóbico/chaunista/opressor e todos rótulos maquiavélicos. Isso faz com que pessoas que se sentem com medo da intimidação dos patrulheiros da justiça social, digam: “Eu não acredito em nada e eu tolero tudo!”

Ele dira que o mundo dos que possuem uma opinião diferente da dele, é um mundo cheio de ódio, segregação, elitismo, machismo e homofobia. E também dirão que para se chegar a um mundo melhor, mais justo, mais pós moderno, é necessario adotarmos as seguintes premissas:

  • Defesa da causa feminista: empoderamento da mulher e respeito ao seu corpo e suas regras.
  • Ideologia de gênero: (homens e mulheres são construções sociais) e superdimensionamento dos números acerca de violência e injustiças contra os LGBT+, aqueles que são sempre alvo de discriminação, e merecem ter a homofobia igualada ao racismo.
  • Proteção radical do meio ambiente, que incluem animais cujas proteínas para o consumo humano devam ser poupadas, em que a solução é o vegetarianismo, para a contribuição de um mundo mais justo. Nessa linha ambientalista, há também a tentativa de justificar o aborto para que haja uma redução da população na terra, assim como menor consumo de recursos naturais
  • Defesa do banditismo – pois os que violam a lei são em sua maioria vítimas da injustiça social da perversa sociedade, vítimas da sociedade.
  • A globalização econômica deve levar necessariamente a supressão das fronteiras políticas e soberanias nacionais – ONU acima de tudo e direitos humanos acima de todos.
  • Relativismo religioso – a preferência é pelo absenteísmo, o ateísmo, o agnosticismo, o positivismo, mas tudo bem ter “fé” já que todas as formas de manifestação religiosa levam ao mesmo Deus. Islamico, hinduísmo “é tudo igual… mas assim… na verdade, a mais cruel, opressora, universal, inquisidora e contraditória” das religiões é o Cristianismo da Igreja Católica e demais denominações cristãs, que se acham necessariamente superiores as demais.

É assim que muitos progressistas ou “isentos politicamente” pensam, acreditam e veem o mundo, sob as lentes pesadas e embaçadas derivadas de um socialismo gramsciana.

Solução

Como sempre enfatizou Olavo de Carvalho, a verdade é o maior inimigo do movimento revolucionário, pois sua estratégia depende da manipulação e da inversão da realidade para prosperar. Quando suas intenções são expostas e suas táticas desmascaradas, os revolucionários perdem sua principal arma. Por isso, a luta pela civilização ocidental é, antes de tudo, uma luta pela verdade – e somente aqueles que tiverem a coragem de defendê-la sem concessões poderão reverter a subversão cultural que ameaça o mundo.” do site Olavete

Solução – expor o método revolucionário, resgate dos valores perenes (verdade, moralidade e coragem). Esse tipo de método prospera por meio da ignorância de seus adversários

  • Defesa da moralidade objetiva: Não aceitar relativizações morais impostas pelo progressismo. Há um certo e um errado, e a civilização ocidental foi construída sobre esses fundamentos.
  • Resgate da família tradicional: Fortalecer a estrutura familiar como primeira linha de defesa contra a engenharia social promovida pela esquerda.
  • Valorização da identidade nacional e cultural: Rejeitar narrativas que demonizam a história e a cultura ocidental. Cada povo tem o direito de preservar suas tradições e seu legado.
  • Conquistar a juventude e resgatá-la do pensamento revolucionário, oferecendo uma visão de mundo coerente e inspiradora, baseada em ordem, propósito e verdade.

Precisamos de um renascimento cultural – retomar os valores e identidades nacionais ocidentais enraizadas na religião judaico cristã, no direito romano e na filosofia grega.

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