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Em Defesa da Radicalidade | Seja Fanático Pelo Que Realmente Importa

Tempo de leitura: 4 min

Escrito por Davi Klein
em julho 29, 2025

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“Pensava que essas coisas eram valiosas, mas agora as considero como insignificantes por causa de Cristo. Sim, todas as outras coisas são insignificantes comparadas ao ganho inestimável de conhecer a Jesus Cristo, meu Senhor. Por causa dele, deixei de lado todas as coisas e as considero menos que lixo, a fim de poder ganhar a Cristo e nele ser encontrado” – Filipenese 3,7-9

“Na luta contra o mal absoluto, todo o moderado é um criminoso” – Olavo de Carvalho

“No tempo do Imperio Romano, todo cristão sabia um fato notável sobre o Cristianismo: que é tudo ou nada, que ou se trata da mentira mais estúpida do mundo ou da sua verdade última, que se Jesus Cristo não é literalmente tudo para você, ele não é absolutamente nada. Agora, quase ninguém mais sabe disso, e aqueles que o fazem são rotulados de “fanáticos”. Quero defender um fanatismo. Não o fanatismo em si, nem qualquer fanatismo, mas somente um: o fanatismo por Cristo, seu senhorio e sua vontade como as únicas coisas que importam na sua vida” – Peter Kreeft

Os textos abaixos foram selecionados do livro “Como destruir a civilização ocidental” de Peter Kreeft. Em um dos capítulos do livro ele comenta que você pregar a santidade e a radicalidade nos dias atuais é visto como algo obceno e retrógrado, porém a radicalidade é necessária para crescermos em santidade e virtudes.

Peter Kreeft fala em seu livro que o sentido da vida é ser santo. Mas o que é um santo? Um santo é uma pessoa totalmente obcecada por uma única coisa. Kierkegaard escreveu um livro com o ótimo título: “Pureza de coração é desejar uma só coisa.” Essa é a definição de santo. É também a definição de Jesus. Aqui está o seu primeiro e maior mandamento: “Amaras ao senhor teu Deus de todo o teu coração, de toda a tua alma, de todo o teu espírito e de todas as tuas forças”.

“Todo”, “total”, “absoluto”, “único”. Essas são palavras que o mundo chama de “fanáticas”. Você não pode ser santo sem perturbar o mundo profundamente porque não pode ser santo sem ser um fanático.

“Estando Jesus em viagem, entrou numa aldeia, onde uma mu­lher, chamada Marta, o recebeu em sua casa. Tinha ela uma irmã por nome Maria, que se assentou aos pés do Senhor para ouvi-lo falar. Marta, toda preocupada na lida da casa, veio a Jesus e disse: “Senhor, não te importas que minha irmã me deixe só a servir? Dize-lhe que me ajude”. Respondeu-lhe o Senhor: “Marta, Marta, andas muito inquieta e te preocupas com muitas coisas; no entanto, uma só coisa é necessária; Maria escolheu a boa parte, que lhe não será tirada”. – (Lc 10, 38-42)

Jesus disse a Marta: “uma só coisa é necessária”, uma só! Essa é uma afirmação de fanatismo total, de mentes mesquinhas. E o que é essa coisa? O próprio Jesus, e Ele é o exato oposto de mesquinhez. “O meu Deus há de prover magnificamente a todas as vossas necessidades, segundo a sua glória, em Jesus Cristo”

Sò há uma maneira de evitar essa insanidade que nos impede de sermos santos, de concretizarmos o sentido de nossas vidas. É o que o mundo chama de fanatismo, os muçulmanos de “render-se”, e Jesus de obedecer ao primeiro e maior mandamento.

“No mundo moderno, não temos mais absolutos. Não é que os tenhamos refutado, nós simplesmente não gostamos deles. Confundimos absolutismo com fundamentalismo e fanatismo. Toleramos tudo menos a intolerância. A tolerância é a última virtude que ainda resta depois que você perdeu todos os seus princípios.” – Peter Kreeft

O homem modernos só tem um único absoluto – “nenhum absoluto”!

Quem você está servindo?

“Há apenas dois jeitos de viver, e os dois possuem um absoluto. O de Cristo é deixar Deus ser Deus, reconhecer o absoluto verdadeiro. Nossas alternativas, idolatrias, embora diversas, sempre se quivalem a mesma coisa: escolher a nós mesmos em vez de escolhermos Deus como absoluto. Quer sirvamos ídolos abstratos como o capitalismo, comunismo, americanismo, o pacifismo, o terrorismo, o teísmo, o ateísmo ou qualquer outro ismo, quer sirvamos a idolos concretos como dinheiro, sexo, fama, poder, conforto, autoestima e tranquilidade de consciência, em todo os casos, estamos escolhendo essas coisas pela nossa própria autoridade e por nós mesmos. Se aceitarmos o caminho estreito de Cristo e tivermos a sua mentalidade, se vivermos a vida mente-fechada de Cristo, iremos ver que ela é tão ampla quanto Deus. Deixe o ego morrer, passe pelo buraco da agulha, e sua alma se elevará e voará para o Céu. No entanto, se tentar voar com suas próprias asas, você cairá dentro de si mesmo.” – Peter Kreeft

“Se alguém quiser salvar a sua vida, deve perdê-la”.

Quando na Bíblia Sagrada é dito que Deus é um Deus enciumado, isso ocorre porque existe apenas um Deus, o Deus Verdadeiro, Jesus Cristo e que Ele não dividirá sua glória com outro, pois não há outro.

“Ninguém pode servir a dois senhores” – Mt 6,24

Nos dias atuais, ser mente aberta é visto como uma virtude, a virtude das virtudes, mas ter uma mente aberta, em si mesmo, não necessariamente é algo bom ou virtuoso. Na verdade, você simplesmente aceitar todas as ideias que lhe são apresentadas, como “igualmente verdadeiras” e “equivalentes”, como se todas fossem edificantes, pode ser algo muito ingênuo e perigoso, como o próprio Cristo nos adverte:

“Entrai pela porta estreita, porque larga é a porta e espaçoso é o caminho que leva à perdição, e muitos são os que entram por ele! Como é estreita a porta e apertado o caminho que leva à vida e são poucos os que o encontram.” (Mt 7,6.12-14)

“Homens medíocres comungam em todos os altares, emulsionando crenças incompativeis, e chamando ecletismo as suas tolices, julgam, por isso, descobrir uma agudeza particular na arte de não se comprometer com juízos decisivos.” – José Ingenieros

“O objetivo de abrir a mente, assim como o de abrir a boca, é fechá-la novamente com algo sólido dentro”. – Chesterton

“Não seja tão mente aberta que o cérebro caia para fora”. – Chesterton

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