Basicamente o Paulo Freire divide a sociedade em duas classes, a dos opressores e a dos primidos, que é uma divisão artificial e injusta. Ele usa a educação para fomentar essa luta, transforma a gente simples em agentes de revolução materialista e anticristã.
Embora Freire se diga Cristão, não cita Jesus Cristo como o protótipo do homem liberto e libertador, mas aponta Fidel Castro, Mao e Che Guevara, como modelos de plena conscientização e práxis libertadora; esquecendo-se que esses foram assassinos sanguinários.
“O que não expressou Guevara, talvez por sua humildade, é que foram exatamente esta humildade e a sua capacidade de amar que possibilitaram a sua ‘comunhão’ com o povo. (…). Este homem excepcional revelava uma profunda capacidade de amar e comunicar-se” (Paulo Freire em Pedagogia do Oprimido)
“O método Paulo Freire é mais do que um sistema educacional, é um instrumento de política partidária e de infiltração do marxismo nas massas populares. Quem aceita o método Paulo Freite, acaba aceitando a luta de classes na sociedade e a revolução armada de inspiração marxista.” Professor Felipe Aquino
Um modelo típico da cultura marxista na educação é o propagado Método Paulo Freire, que tem sido uado no Brasil e outros países há anos. Este método de analfabetização, é muito mais do que uma técnica de aprendizagem, é uma forma de despertar a consciência da população simples para a luta de classes entre opressores e oprimidos. Ele faz da pedagogia uma pregação política e revolucionária.
Paulo Freire (1921-1997) nasceu em Recife, PE, ensinou na Universidade Federal de Pernambuco, onde dirigiu o Centro de Extensão Cultural. Foi Consultor para Assuntos de Educaçao no Ministério de Educação e Cultura. Em 1962 fundou um movimento de educação popular no Nordeste. Foi contratado pela UNESCO para servir em Santiago do Chile, onde trabalhou a formula do Plano de Educação em Massa durante o Governo marxista de Salvador Allende. Tornou-se membro da cúpula do Conselho Mundial das Igrejas e professor visitante da Universidade de Harvard. Foi assessor dos Governos marxistas de Guiné-Bissau, Cabo Verde e São Tomé em assuntos de educação.
Em sua pedagogia marxista Paulo Freire deseja eliminar a diferença entre professores e alunos, pois, diz ele: “ninguém educa ninguém nem ensina alguma coisa a alguém”. Dessa forma instaura a indisciplina e o caos nas escolas. Não é se razão que vemos crescer tantas agressões de alunos contra professores na rede pública de ensino nos últimos anos. É por isso que nossos alunos saem da escola semianalfabetos, sem condições de saber interpretar o manual de um aparelho ou máquina, ou de um texto de literatura. Diz Paulo Freire:
“A educação problematizadora… é futuridade revolucionária. Daí que seja profética, e como tal, esperançosa. Daí que corresponda a condição dos homens como serem históricos e a sua historicidade… Dai que se identifique com o movimento permanente em que se acham inscritos os homens, como seres que se sabem inconclusos.”
O nivelamente de educador e educando é prejudicial aos alunos, pois estes precisam sentir firmeza e segurança no seu mestre. A profissão da verdade deve ser efetuada com capacitação e sem subterfúgio, mas também com humildade.
Não se pode aceitar a frase de Paulo Freire “Ninguém educa ninguém” (Pedagogia do Oprimido, p.79). Os pais, no lar, e os mestres, na escola, educam os mais jovens; afirmar isto não significa estar a serviço de algum sistema político opressor. O desempenho da autoridade não é algo vergonhoso que se deva banir, ao contrário.
Nesta pedagogia marxista, a escola não é chamada de escola, mas de “círculo de cultura”, onde a educação é “Libertadora”, na linha marxista, deve levantar problemas, fomentar tensões, a fim de provocar conflitos transformadores (problematização).
Assim, a pedagogia e a escola são totalmente deformadas em sua missão de formar e ensinar. São palavras de Paulo Freire:
“O educador já não é o que apenas educa, mas o que, enquanto educa, é educado, em diálogo com o educando, que, ao ser educado, também educa. Embos assim se tornam sujeitos do processo em que crescem juntos e em que os “argumentos de autoridade” já não valem.. Já agora ninguém educa ninguém, como tampouco ninguém se educa a si mesmo; os homens se educam em comunhão, mediatizados pelo mundo. Mediatizados pelos objetos cognoscíveis, que na prática “bancária”, sãopossuidos pelos educador, que os descreve ou os deposita nos educandos passivos”.
De um lado Paulo Freire diz que não quer ensinar nada; mas, por outro, ensina os jovens a se tornarem revolucionários. Ensina que a melhora da sociedade, não acontecerá com reformas ou com melhora das condições de vida dos trabalhadores; tudo isso só diminui as tensões e as disposições de luta por uma transformação radical. Afirma que a transformação radical da sociedade só acontecerá com a educação das massas, que as leve a empreender a sua libertação. A educação que não seja problematizadora e conflitiva, vem a ser puro assistencialismo, invasão cultural e alienação.
A um repórte do Jornal da República de Recife, aos 31/08/79, Paulo Freite disse, a respeito de eventual filiação a partido político “Faço política através da pedagogia”. Afirma ainda que:
“A conscientização, associada ou não ao processo de alfabetização, não pode ser blá-bá-blá alienante, mas um esforço crítico de desvelamento da realidade, que envolve necessariamente um engajamento político” (Ação cultural para a Liberdade, p.109)
“A educação libertadora não pode ser a que busca libertar os educandos de quadros negros para oferecer-lhes projetores. Pelo contrário, é a que se propõe, como prática social, a contribuir para a libertação das classes dominadas. Por isto mesmo é uma educação política, tão política quanto a que, servindo as classes dominanes, se proclama contudo neutra” (p.110)
A técnica empregada nos tais “círculos de cultura”, não é a de transmissão de hábitos bons ou virtudes pelas quais o homem faz bom uso das suas faculdades, ordenadas segundo a razão. E também não significa ensinar a raciocinar e pensar, para que a criança, o adolescente e o adulto cresçam em ciência e saber. Este tipo de educação seria alienante, e tida como fruto das estruturas sociais de dominação e opressão e só serve para manter a realidade vigente. A educação domesticadora mantém a diferença de classes. Ele afirma: “Na visão “bancária” da educação, o “saber” é uma doação dos que se julgam sábios aos que julgam nada saber. Doação que se funda numa das manifestações instrumentais da ideologia da opressão, a absolutização da ignorância, segundo a qual esta se encontra sempre no outro (Pedagogia do oprimido, p.67)
“A liberdade é um dos princípios essenciais para a estruturação do “círculo de cultura”, unidade de ensino que substítui a “escola” autoritária por estrutura e tradição”.
Paulo Freire se esquece que os mestres estudaram muito, se esforçam para dominar os conteúdos de suas disciplinas, com especializações; isso não pode ser desprezado de jeito nenhum. Paulo Freire atua na linha em que ensinava Karl Marx: “Até aqui os filosofos não fizeram mais do que interpretar o mundo, trata-se agora de transformá-lo.”
O método Paulo Freire é baseado no “diálogo”. É pelo diálogo que se elabora o programa da educação; mas este diálogo não é concebído e formulado previamente pelos mestres, mas é descoberto mediante o intercâmbio realizado no grupo. Escreve P. Freire: “Para o educador-educando, dialógico, problematizador, o conteúdo programático da educação não é uma doação ou uma imposição, um conjunto de informes a ser depositado nos educandos, mas a devolução organizada, sitematizada, e acrescentada ao povo, daqueles elementos que este lhe entregou de forma não estruturada” (Pedagogia do Oprimido, p.98)
O Método Paulo Freire ensina que para elaborar com o povo o programa da educação, o educador revolucionário procurará com o povo “palavras geradoras”, carregadas de experiência como favela, tijolo, trabalho, roupa, feijão, latifúndio… Estas palavras “geradoras” são escritas em cartazes ou apresentadas em outros dispositivos e debatidas.
No fundo o método Paulo Freite cria uma revolução cultural, contra a “invasão cultural” dos opressores. É um método ligado a ideologia marxista subversiva. Em entrevista publicada em “Veja” (20/06/79), Paulo Freire disse: “Em meu método, parte-se do conhecimento do meio em que se vai desenvolver a experiência de educação. Toma-se em consideração o universo vocabular do grupo em questão, as palavras que são utilizadas todos os dias e que exprimem a vida cotidiana daquelas populações. Desse universo vocabular são escolhidas as palavras geradoras.. ligado a consciência crescente da capacidade de mudar essa realidade”.
Dai vem a tentativa que dizeram no MEC, há poucos anos, de autorizar e oficializar o falar errado do povo simples (nós vai, nós vem), como se fosse válido usar na literatura. Rapidamente os escritores se rebelaram contra essa estupidez marxista. É desta linha de pensamentos que nas faculdades hoje, querem que os dirigente sejam escolhidos pelos alunos e não pelos mestres, inverte-se as posições do educador e do educando, uma terrível subversão.
Paulo Freire também que a família é apenas uma reprodutora dos mesmos mecanismo opressores existentes na sociedade, por isso mesmo ela não deveria ter papel na educação dos filhos, isso deveria ficar a cargo do Estado.
“As relações pais-filhos, nos lares, refletem, de modo geral, as condições objetivo-culturais da totalidade de que participam. E, se estas são condições autoritárias, rígidas, dominadoras, penetram nos lares que incrementam o clima da opressão”, diz um trecho do livro.
Paulo Freire também advoga pela proteção dos “oprimidos” de possíveis invasões de culturas e ideias colonizadoras dos povos dominantes. A invasão cultural é uma ameaça a soberania cultural de uma nação, que corre o risco de se perder por meio dessa invasão de ideias estrangeiras.
Porém, a educação, por definição, depende da transmissão de conhecimentos e valores acumulados ao longo da história. No Brasil, essa história vem sobretudo das grandes tradições da filosofia grega, do direito romano, da matriz cristã. Interpretar o ensino dessa tradição como uma “imposição de valores” a ser combatida significa isolar os alunos do contexto histórico do país onde vivem.
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