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Os Perigos da Ideologia de Gênero | Uma Ideologia Marxista de Subversão e Confusão da Identidade

Tempo de leitura: 13 min

Escrito por Davi Klein
em janeiro 14, 2025

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“Se alguém conceber uma coisa de modo diferente daquilo que ela é na realidade, isto não só não é ciência, mas é opinião enganosa”. – Boécio

“Chegará o dia em que teremos que provar ao mundo que a grama é verde” – GK Chesterton. (Obs: Eu complementaria dizendo que, nos dias atuais, além de termos que provar que a grama é verde, temos que provar que a grama é grama.)

A ironia de Chersterton consiste na crítica ao pensamento moderno que embasa sua filosofia na dúvida universal (Descartes), no ceticismo (Hume) e, em última análise, na negação de nossa capacidade para conhecer verdades necessárias e universais (Ockham). Seguir este caminho nos levaria certamente ao absurdo de negar o óbvio.

A moral cristã e até mesmo a biologia estão sendo ameaçadas pelo ideologia de gênero. Não podemos mais usar confiar em nosso própria percepção da realidade, somos obrigados a enxergar a realidade com os moldes da ideologia de gênero. 2+2 não são 4, agora são 5. A grama não é mais verde, é azul.

O instituto Plínio Correia de Oliveira fez uma publicação muito importante sobre as 10 razões pelas quais a ideologia de gênero é a pior inimiga da família, um documento fundamental para entendermos as consequências desse tipo de mentalidade que nega a verdade e quer distorcer a todos os custos a realidade. O link original para esse post está em https://www.ipco.org.br/56367-2, não deixem de conferir:

O que está por trás da ideologia de gênero?

A seguir encontra-se uma transcrição de um dos capítulos do livro “Marxismo, uma ideologia atraente e perigosa” do Prof. Felipe Aquino, em que ele cometa sobre os perigos da ideologia de gênero:

“Uma das marcas da cultura marxista hoje é a chamada ideologia de gênero, uma mensagem nascida da ideologia marxista e que, para destruir o casamento e a familia cristã, deseja nos impor o absurdo de que “Não existe homem e mulher”, e que a identidade “homem e mulher” é mera imposição de um modelo educacional de tipo patriarcal, uma construção social e não algo natural e genético. Atenta contra a própria ciência.

Simone de Beauvoir, feminista francesa, propagadora desta ideologia, disse: “Não se nasce mulher, fazem-na mulher”. O objetivo final do movimento feminista é eliminar a diferenciação entre os sexos.

Em seu livro “A origem da família, da propriedade e do Estado”, o marxista Engels dizia: “O primeiro antagonismo de classes da história coincide com o desenvolvimento do antanonismo entre o homem e a mulher, unidos em matrimônio monógamo, e a primeira opressão de uma classe por outra, com a do sexo feminino pelo masculino”

Na linha marxista é preciso eliminar as “classes sexuais”. A feminista radical Shulamith Firestone, em seu livro “A dialética do sexo” escreveu: “Assegurar a eliminação das classes sexuais requer que a classe subjugada (as mulheres) faça um revolução e se apodere do controle da reprodução, que se restaure a mulher a propriedade sobre seus próprios corpos, como também o controle feminino da fertilidade humana, incluindo tanto as novas tecnologias como todas as instituições sociais de nascimento e cuidado de crianças”.

Sob o vocábulo “Gênero” é apresentada uma nova filosofia da sexualidade, elimina-se a palavra sexo (masculino e feminino). Com isso se destrói a pessoa, o casamento e a família instituida por Deus.

A ideologia de gênero vem da filosofia marxista. O marxismo, como vimos, fomenta o conflito patrões x empregados, homem x mulher, pobre x rico, brancos x negros, etc. e propõe a luta de classes para eliminá-las. Engels transferiu para o casamento e para a família a luta de classes marxista. Então, passou a ser objetivo deles eliminar a família, considerada opressora a mulher e aos filhos, e a fonte da propriedade privada.

Engels, na obra “A origem da família, propriedade e do Estado”, diz que dentro da família há uma segunda opressão, a dos filhos pelos pais, que Marx e Engels, no “Manifesto Comunista” pretendem abolir: “Censurai-nos por querer abolir a exploração das crianças por seus próprios pais?”

Então, para se destruir o casamento e a família cristãs, nada melhor do que uma ideologia que negue os sexos, assim, acaba o casamento cristão (homem e mulher) e, por consequência, a família, abrem-se portas para todo o tipo de casamentos e famílias alternativas.

Assim, se estabelece um conceito utilitarista do sexo, utilizado para ter prazer, não importando como. Acaba o conceito de pai e mãe. E o conceito de Deus Criador. E fomenta um estilo de vida que incentiva todas as formas de experimentação sexual desde a infância, inclusive a pedofilia É mais um item da ditadura do relativismo que Bento XVI já falava, que nega toda verdade, é fruto do nilismo: A natureza se torna sem sentido, o homem vira Deus e molda a realidade e a verdade a seu gosto.

A Ideologia de gênero é um projeto mundial, muito bem orquestrado e fomentado, que tem por objetivo garantir que as crianças percam todos os pontos de referência. Tira das crianças o último reduto que permite a identificação com algo sólido e enraizado: a identidade sexual.

É uma proposta subversiva que mina os fundamentos do direito natural; só pode ser implantada de forma totalitária, impondo-se pela cultura marxista. A estratégia é transformá-la em lei.

Ora, a diferença sexual é a origem da humanidade. A reprodução humana ocorre devido a essa diferenciação. A genética prova em nossos cromossomos que só existem dois sexos XX (mulher) ou XY (homem).

Na verdade é mais uma tentativa totalitária do Estado de substituir os pais na educação das crianças, para que não tenham controle sobre os filhos. É um estado totalitário que quer impor a sua ideologia, usando nossos filhos. É a ideologização da educação com fins perversos. A escola não é para isso, é para ensinar e educar e não para desvirtuar a criança.

Para enganar, os propagandistas da ideologia de gênero empregam uma “manipulaçao semântica ideológica”, que usa termos enganosos: “Gênero”. “Igualdade de gênero”, “Orientação sexual”, “Diversidade sexual” e outros com o objetivo de monopolizar os três alicerces fundamentais da sociedade: a sexualidade humana, a família e os valores éticos judaico-cristãos.

Shulamith Firestone, feminista, em seu livro já citado, diz: “Devemos incluir a opressão das crianças em qualquer programa feminista revolucionário… nossa etapa final deve ser a eliminação das próprias condições da feminilidade e da infância”;

“A cultura gay/lésbica pode também ser vista como uma força subversiva, capaz de desafiar a natureza hegemônica da ideia de família. Isso deve, contudo, ser feito de modo que as pessoas não percebam o que estamos fazendo por oposição a família em si mesma, para que a natureaz subversiva da cultura gay seja usada com eficiência, temos que apresentar modos alternativos de compreender as relações humanas”. – Christine Riddiought (presidente da comissão feminista de socialista democratas da América)

Não há duvida de que estamos diante de uma ação do Mal, inimigo de Deus. A irmã Lúcia, vidente de Fátima, escreveu uma carta ao cardeal Cafarra, onde disse: “Deus contra Satanás: a última batalha, o enfrentamento final, será sobre a família e sobre a vida”.

O catecismo da Igreja diz que: “Cabe a cada um, homem e mulher, reconhecer a aceitar a sua identidade sexual, reconhecendo sua importância para a pessoa toda, a especificidade e a complementaridade”.

“A introdução da igualdade de gênero e da livre opção sexual em leis federais, estaduais ou municipáis, especialmente nas que tratam da educação, será certamente acompanhada pela introdução da disciplina de educação sexual nos currículos da educação básica de escolas públicas e privadas, em todos os níveis e modalidades. Nossas crianças deverão aprender que não são meninos ou meninas e que precisam inventar um gênero para si mesmas. Para isso receberão materiais didaticos destinados a deformarem sua identidade. Sendo obrigatorio por lei, os pais que se opuserem poderão ser criminalizados por isso” CNBB Regional norte 3

Abuso de Crianças

O transgenerismo é especialmente prejudicial para as crianças. De acordo com o American College of Pediatricians (Faculdade Americana de Pediatria), a promoção pública de transgenderismo constitui uma forma de abuso infantil:

“O fato de condicionar uma criança a ter que viver a vida toda fazendo uso de químicos e cirurgias para fazer o papel do sexo oposto é abuso infantil. O endosso do sistema de educação pública e de políticas governamentais da discordância de gêneros como sendo confundirá crianças e pais, levando mais crianças a apresentar-se em ‘clínicas de gênero’ onde receberão medicamentos bloqueadores da puberdade. Por sua vez, isto praticamente garante que eles “escolherão” tomar a vida inteira hormônios cancerígenos e tóxicos do sexo oposto”

Contradiz a biologia e a ciência

A ideologia de gênero contradiz a biologia básica. O mesmo movimento progressista que costumava adorar a ciência laica, excluindo Deus e a metafísica, virou-se agora contra o seu próprio dogma de que a ciência é tudo. Agora, toda prova científica que contradiz a narrativa da ideologia de gênero é descartada.

No entanto, o Colégio Americano de Pediatria é taxativo: “A sexualidade humana é uma característica biológica binária objetiva: os marcadores genéticos ‘XY’ e ‘xx’ são marcadores de saúde, e não de desordem. O ser humano, como norma, foi projetado para ser ou masculino, ou feminino. A sexualidade humana foi criada com a finalidade óbvia de que nossa espécie se reproduza e floreça. Este princípio é óbvio. Os indivíduos afetadoes por DSDs [distúrbios do desenvolvimento sexual] não constituem um terceiro sexo”.

O sexo biológico não pode ser alterado

As pessoas que aderem à ideologia de gênero fingem que os homens podem se transformar em mulheres ou que as mulheres podem se transformar em homens. Mas esta alegação é falsa.

“É fisiologicamente impossível mudar o sexo de uma pessoa, pois o sexo de cada indivíduo está codificado nos genes XX, se for do sexo feminino, e XY se for do sexo masculino. A cirurgia só  cria a aparência do outro sexo”, explicam o Dr. Richard P. Fitzgibbons, Philip M. Sutton, Ph.D., e Dale O’Leary em um estudo bem documentado. Eles afirmam que a identidade sexual “está escrita em cada célula do corpo e pode ser determinada através de testes de DNA. Ela não pode ser alterada.”

Ela deforma a masculinidade e a feminilidade

A ideologia de gênero afirma que a realidade biológica não determina o sexo da pessoa, mas a maneira como ela se sente que determina seu sexo. Portanto, as diferenças entre homem e mulher, bem como as roupas que vestimos nada tem a ver com nossa identidade e estão em constante mutação. Masculinidade e feminilidade são meras etiquetas utilizadas para descrever o que vemos, mas não se baseiam em nada substancial.

A ideóloga feminista lésbica e escritora Simone de Beauvoir afirmou que “não se nasce mulher, torna-se mulher”. O ponto central do feminismo não é tanto eliminar a chamada classe “opressora” masculina, mas abolir todas as diferenças entre os sexos.

Aqui se vê como os movimentos homossexuais, transgêneros e feministas são aliados. Eles compartilham o mesmo objetivo final: a destruição de macho e fêmea, da masculinidade e feminilidade.

Ela destrói a razão

Uma parte fundamental da lógica e da razão é a ideia de que as coisas têm um propósito. O objetivo dos nossos olhos, por exemplo, é nos fornecer vista. As asas de uma águia americana existem para permitir-lhe voar. Nossos pulmões existem para que possamos respirar e absorver oxigênio, e nossos ouvidos existem para ouvir. Da mesma forma, o objetivo principal da sexualidade humana é a procriação.

No entanto, como a homossexualidade e o feminismo, a ideologia de gênero nega este princípio e portanto ataca a própria razão humana, o que é uma forma deliberada de loucura.

Autodestruição

Arrependimento, desespero e suicídio são comuns entre os que adotam a letra “T” do estilo de vida LGBT.

Walt Heyer, um homem que se arrepende de ter vivido como uma mulher por muitos anos, disse: “Eu sabia que não era uma mulher de verdade embora meus documentos de identidade afirmassem que eu tinha tomado medidas extremas para resolver o meu conflito de gênero; porém, a mudança de sexo não funcionou. Era obviamente uma farsa”.

“Os transgêneros não apenas liquidam a identidade com que nasceram”, explica Heyer, mas “destroem tudo e todos em seu caminho: família, esposa, filhos, irmãos ou irmãs, e a carreira. Isso certamente indica um comportamento de pessoa que teima em se auto-destruir e auto-mutilar completamente”.

O stress produzido por um estilo de vida que viola a natureza torna-se aparente. De acordo com a American Foundation for Suicide Prevention (Fundação Americana para a Prevenção do Suicídio), 41% das pessoas que se identificam como transgêneros nos EUA tentaram cometer suicídio, vinte e cinco vezes mais que a média nacional.

A trans-espécie, produto final da ideologia de gênero

Se um homem pode fingir ser mulher, por que não pode também afirmar não ser humano? Lamentavelmente, aqui está a conclusão relativista: ele é chamado ‘trans-espécie’, também conhecido como ‘furries’ ou ‘otherkins’ (outrotipo). Pessoas com transtorno identitário de espécie consideram-se não-humanas e se apresentam em desfiles homossexuais. Os argumentos empregados ​​pelo movimento trans-espécie para questionar o sua condição humana são essencialmente os mesmos do movimento transgênero.

Quando sentimentos substituem a realidade, a lógica fenece. O intelecto, parte mais nobre do homem, é degradado. O aspecto animal domina. E nossa cultura atéia pressiona para que aceitemos estas fantasias depravadas.

Uma vez que tais distúrbios passam a ser considerados normais, o que impediria que as paixões desenfreadas produzissem formas ainda mais escabrosas de depravação? Que proteção terá a razão humana para evitar maior  destruição?

Ideologia de gênero e perseguição religiosa

Favorecida pelo laicismo, a ideologia de gênero pode desencadear o pior tipo de perseguição religiosa uma vez que impõe a perversão das mentes, começando com crianças pequenas. Os que a ela se opõem são visados ​​por esta nova religião da igualdade que obriga crianças a participarem em ‘treino de sensibilidade’ e doutrinação em ideologia de gênero. Na verdade, saibam ou não, aqueles que aplaudem o movimento homossexual nada mais são que súditos de fato de uma nova religião.

Sua doutrina: a ideologia transgênero. Seu falso deus: igualdade radical e esquerdismo desenfreado. Seu clero: os líderes do movimento homossexual. Seus acólitos: a mídia esquerdista, políticos imorais e, infelizmente, membros dissidentes do clero católico. Sua “inquisição”: as leis anti-discriminação, que ameaçam a ordem e a paz. Sua “excomunhão”: Qualquer um que diga a verdade é rotulado de “homofóbico” ou “transfóbico”.

Ela ofende a Deus

O desejo de mudar de sexo biológico não só nega a realidade, mas também ofende a Deus. Ninguém nasce homem ou mulher por acaso, mas de acordo com um plano da Divina Providência: “Antes que no seio fosses formado, eu já te conhecia; antes de teu nascimento, eu já te havia consagrado, e te havia designado profeta das nações” (Jer. 1,5). Deus os criou homem e mulher (Gn 1,27) Portanto, contradizer intencionalmente a natureza biológica da humanidade é um ato de revolta contra o nosso Criador.

A caridade nos chama a ajudar os aflitos ou confusos sobre seu próprio sexo, mas não aumentando sua confusão e lhes oferecendo uma falsa solução. A caridade “não se alegra com a injustiça, mas se rejubila com a verdade” (1 Cor 13,6). Portanto, a misericórdia nunca pode opor-se à verdade, pois só a verdade liberta (Jo 8,32).

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