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	<title>Livros Fodas &#8211; Revolução Interior</title>
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	<description>Autoconhecimento e Expansão de Consciência</description>
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	<title>Livros Fodas &#8211; Revolução Interior</title>
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		<title>Revolução Interior: Um Guia Para a Cura e Maestria Emocional</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Davi Klein]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 18 Apr 2022 20:14:18 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Autoconhecimento]]></category>
		<category><![CDATA[Livros Fodas]]></category>
		<category><![CDATA[despertar da consciência]]></category>
		<category><![CDATA[despertar espiritual]]></category>
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					<description><![CDATA[Você quer aprender o segredo para ser um verdadeiro mestre de sua emoções e descobrir uma técnica muito simples para você curar os traumas e feridas emocionais do seu passado que continuam te atormentando na vida adulta? Então você está no lugar certo&#8230; &#8220;Você pode ter, ser e fazer o que quiser ou desejar. A [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p>Você quer aprender o segredo para ser um verdadeiro <strong>mestre de sua emoções </strong>e descobrir uma técnica muito simples para você<strong> curar os traumas e feridas emocionais do seu passado que continuam te atormentando na vida adulta?</strong> Então você está no lugar certo&#8230;</p>



<blockquote class="wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow">
<p><em>&#8220;Você pode ter, ser e fazer o que quiser ou desejar. </em><strong><em>A única coisa que te impede é o acúmulo de pensamentos e sentimentos negativos que você está subconscientemente segurando</em></strong><em>.</em> <em>Remova-os e você removerá os bloqueios para realizar o que quer que você deseja na vida. Remova-os e você encontrará amor, felicidade e alegria além de seus sonhos mais loucos. Remova-os e você estará livre&#8221;</em></p>
<cite>Lester Levenson (Criador do Método Sedona)</cite></blockquote>



<p>O <strong><a href="https://amzn.to/3XIiAxI" target="_blank" rel="noreferrer noopener"><em>“Revolução Interior: Um Guia Para a Cura e Maestria Emocional”</em> </a></strong>é um livro digital, inspirado nos ensinamentos do <strong>Método Sedona</strong> e na técnica de<strong> Deixar ir</strong> de David R. Hawkins feito exclusivamente para lhe ensinar tudo o que você precisa saber para se libertar de todos os pensamentos e sentimentos limitantes que estão obscurecendo a sua autenticidade e força interior.</p>



<p>Ele lhe ensinará o passo a passo de como você limpar todas as programações negativas que estão operando em sua mente subconsciente, que são o motivo de você não ter conseguido o sucesso, felicidade e abundância que sempre desejou ter.</p>



<p>Nesse Ebook você aprendera:</p>



<ul class="wp-block-list">
<li><em>O passo a passo de como deixar ir os seus pensamentos e sentimentos limitantes</em></li>



<li><em>Os principais vilões que impedem você de obter a verdadeira transformação pessoal</em></li>



<li><em>Como conquistar a verdadeira felicidade e viver uma vida de abundância e sucesso.</em></li>



<li><em>Como obter o autodomínio, se libertar do seu passado e ser o mestre de sua mente</em></li>
</ul>


<div class="wp-block-image">
<figure class="aligncenter"><a href="https://amzn.to/3XIiAxI" target="_blank" rel="noreferrer noopener"><img decoding="async" width="334" height="45" src="https://revolucaointerior.com/wp-content/uploads/2022/03/Adquirir-Ebook-1.png" rel="gallery" class="fancybox"  alt="" class="wp-image-5652" srcset="https://revolucaointerior.com/wp-content/uploads/2022/03/Adquirir-Ebook-1.png 334w, https://revolucaointerior.com/wp-content/uploads/2022/03/Adquirir-Ebook-1-300x40.png 300w" sizes="(max-width: 334px) 100vw, 334px" /></a></figure>
</div>]]></content:encoded>
					
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			</item>
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		<title>A Meditação Verdadeira: Descubra a Liberdade da Consciência Pura (Adyashanti traduzido)</title>
		<link>https://revolucaointerior.com/2022/04/15/a-meditacao-verdadeira-descubra-a-liberdade-da-consciencia-pura-adyashanti-traduzido/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Davi Klein]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 15 Apr 2022 18:25:06 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Autoconhecimento]]></category>
		<category><![CDATA[Livros Fodas]]></category>
		<category><![CDATA[Meditações e Práticas]]></category>
		<category><![CDATA[Adyashanti livro traduzido]]></category>
		<category><![CDATA[adyashanti livros]]></category>
		<category><![CDATA[livros de adyashanti português]]></category>
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					<description><![CDATA[Nesse post, irei trazer os ensinamentos de Adyashanti a respeito da verdadeira meditação, e sobre a liberdade que podemos conseguir através dela. Nesse blog, tenho o intuito de trazer os ensinamentos/ponteiros dos maiores mestres espirituais, que podem nos ajudar e nos guiar em nosso caminho de descoberta da natureza da realidade, do Self, Tao, Pura [&#8230;]]]></description>
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<figure class="wp-block-embed is-type-video is-provider-youtube wp-block-embed-youtube wp-embed-aspect-16-9 wp-has-aspect-ratio"><div class="wp-block-embed__wrapper">
<div class="video_embed clearfix"><div class="video_embed clearfix"><iframe title="True Meditation (Adyashanti) - A Meditação Verdadeira: Descubra a Liberdade da Consciência Pura" width="500" height="281" src="https://www.youtube.com/embed/ZnedNOSU4eI?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe></div></div>
</div></figure>



<p>Nesse post, irei trazer os ensinamentos de Adyashanti a respeito da verdadeira meditação, e sobre a liberdade que podemos conseguir através dela. Nesse blog, tenho o intuito de trazer os ensinamentos/ponteiros dos maiores mestres espirituais, que podem nos ajudar e nos guiar em nosso caminho de descoberta da natureza da realidade, do <em>Self</em>,<em> Tao</em>,<em> Pura consciência</em>, <em>Deus</em>, <em>Verdade</em> (ou o que quer que você queira chamar)</p>



<p>O livro <em>&#8220;True Meditation: Discover the freedom of pure awareness&#8221; </em>foi escrito por Adyashanti, um dos grandes professores espirituais da atualidade, que estudou na escola zen budista por cerca de 14 anos. Ele compartilha muitos <em>insights</em> sobre a natureza do nosso ser e nos orienta para ela, por meio dos seus ensinamentos simples e diretos.</p>



<p><strong>O que aconteceria se você permitisse que tudo fosse exatamente como é? Se você desistisse da necessidade de controlar e, em vez disso, abraçasse toda a sua experiência, de momento a momento?</strong> </p>



<p>O que Adyashanti percebeu ao longo de seus anos como professor espiritual,  é que somente quando você se desapega de todas as técnicas &#8211; até mesmos do conceito que você têm de si mesmo como meditador &#8211; que você irá se abrir para a <em>Verdadeira Meditação</em>, mergulhando no estado natural.</p>



<p>Em suas próprias palavras:</p>



<blockquote class="wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow"><p><em>&#8220;Fomos ensinados a acreditar que o despertar é difícil, que para acordar da ilusão da separação são necessários muitos anos. Mas tudo o que é necessário é a disposição de olhar para as profundezas de sua experiência aqui e agora. A Verdadeira Meditação te dá a oportunidade de recuperar o verdadeiro propósito da meditação: ser uma porta de entrada para a liberdade sem objetos/forma do Ser&#8221;</em></p><cite>Adyashanti</cite></blockquote>



<blockquote class="wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow"><p>&#8220;<em>Não importa se a pessoa é nova a meditação ou se ela já medita a muito tempo. O que importa é a<strong> atitude</strong> na qual nos engajamos no processo da meditação.<strong> A coisa mais importante é chegar a meditação com uma atitude aberta, uma atitude que é verdadeiramente inocente, o que significa uma atitude que não é colorida pelo passado,</strong> pelo que ouvimos sobre meditação pela mídia ou pelas diversas tradições religiosas e espirituais. Precisamos abordar a noção da meditação de forma fresca e inocente.</em>&#8220;</p><cite>Adyashanti</cite></blockquote>



<p>Todos nós vivemos numa espécie de laboratório espiritual na qual testamos os ensinamentos que encontramos ao fogo de nossa própria experiência. O que importa, não é a verdade que outras pessoas nos dizem, ou as práticas que sabemos imitar, mas as <strong>descobertas espirituais que descobrimos por meio da investigação pessoal</strong>. </p>



<p>Nos retiros de silêncio que Adya realizava com buscadores espirituais, a instrução básica que ele dava para o processo da Verdadeira Meditação era a seguinte: <strong>Sem manipulações</strong>. Além dessa instrução, Adya também fornecia um folheto escrito para que os praticantes contemplassem, caso achassem necessário, explicando o que ele queria dizer com &#8220;Verdadeira Meditação&#8221;. O folheto dizia o seguinte:</p>



<h2 class="wp-block-heading">Verdadeira Meditação</h2>



<blockquote class="wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow"><p><em>A Verdadeira Meditação não tem direção, objetivos ou métodos. Todos os métodos visam atingir um determinado estado mental. Todos os estados mentais são limitados, impermanentes e condicionados. O fascínio pelos estados leva apenas ao apego e à dependência. A verdadeira meditação é a permanência como consciência primordial.</em></p><p><em>A verdadeira meditação aparece na consciência espontaneamente quando a consciência não está fixada em objetos de percepção. Quando você começa a meditar, você percebe que a consciência está sempre focada em algum objeto: em pensamentos, sensações corporais, emoções, memórias, sons, etc. Isso ocorre porque a mente está condicionada a se concentrar e se contrair nos objetos. Então, a mente interpreta compulsivamente o que está ciente (o objeto) de uma forma mecânica e distorcida. Ele começa a tirar conclusões e fazer suposições de acordo com o condicionamento passado</em>.</p><p><em>Na verdadeira meditação todos os objetos são deixados em seu funcionamento natural.<strong> Isso significa que nenhum esforço deve ser feito para manipular ou suprimir qualquer objeto de consciência</strong>. Na meditação pura, a ênfase está em <strong>ser consciência</strong>: não em estar cônscio de objetos, mas em <strong>repousar como a própria consciência primordial</strong>. </em></p><p><em><strong>A consciência primordial (consciência) é a fonte na qual todos os objetos surgem e desaparecem. </strong>À medida que você relaxa suavemente na consciência, na escuta, a contração compulsiva da mente em torno dos objetos vai desaparecer. A quietude do ser virá mais claramente à consciência como um convite para repousar e permanecer nela. Uma atitude de receptividade aberta, livre de qualquer objetivo ou antecipação, facilitará a presença do silêncio e da quietude que se revelará como sua condição natural.</em></p><p><em>O silêncio e a quietude não são estados e, portanto, não podem ser produzidos ou criados. O silêncio é o não-estado pelo qual todos os estados surgem e desaparecem. Silêncio, quietude e consciência não são estados e nunca poderão ser percebidos em suas totalidades como objetos. </em></p><p><em>O silêncio é a testemunha eterna sem forma ou atributos. À medida que você descansa mais profundamente como testemunha, todos os objetos assumem sua funcionalidade natural e a consciência se torna livre das contrações e identificações compulsivas da mente e retorna ao seu não-estado natural de Presença.</em></p><p><em>A simples mas profunda pergunta &#8220;Quem sou eu?&#8221; pode então revelar que você não é a tirania infinita da personalidade-ego, mas Liberdade sem forma/objeto do Ser &#8211; a consciência primordial na qual todos os estados e todos os objetos vêm e vão como manifestações do Self (eu) não nascido e eterno que você é.</em></p><cite>Adyashanti</cite></blockquote>



<p>De acordo com Adya, o que mais importa não é o que os outros falam mas sim o que você descobre/realiza em sua própria experiência. </p>



<h2 class="wp-block-heading">Permitindo que tudo seja como é</h2>



<p>Iremos investigar a noção total de meditação, o que a meditação é, porquê meditamos e onde a meditação pode nos levar. Eu quero explorar o que chamo de &#8220;Verdadeira meditação&#8221;. Você perceberá que ela é algo muito específico e diferente de outras meditações que as pessoas estão acostumadas a escutar sobre. Mas primeiramente, irei contar uma história pessoal:</p>



<h3 class="wp-block-heading">Terminando a guerra com a mente</h3>



<p>Eu venho de uma tradição Zen Budista, e nessa tradição há uma longa história na qual a prática fundamental (primordial) é a meditação. No Zen, você medita por horas em uma posição sentada por um tempo específico. E o que eu descobri  depois de muitos anos de prática nesse estilo de meditação é que eu não era particularmente bom nela. Eu acho que muitas pessoas descobrem, quando elas começam a meditar, que elas não são boas naquilo &#8211; suas mentes são aceleradas, seus corpos querem ficar se mexendo e é difícil para elas se acalmarem e ficarem quietas. Então, a minha experiência desde o começo foi que a meditação era algo muito difícil de fazer e eu descobri que muitas pessoas enfrentam a mesma dificuldade.</p>



<p>Então, eu me encontrava sentado em vários retiros e em casa. Em casa, eu me sentava por cerca de meia hora, uma hora ou as vezes até mais &#8211; e muito da minha meditação, na realidade, não era meditação de fato. Era muito esforço, muito de tentar acalmar a mente e controlar meus pensamentos e muito de tentar ficar quieto/silencioso, sem muito sucesso &#8211; exceto por alguns momentos mágicos na qual a meditação parecia ocorrer.</p>



<p>Pelo fato de eu não ser &#8220;bom&#8221; em meditar inicialmente, em ser capaz de controlar minha mente e entrar em estados meditativos, depois de alguns anos eu percebi que eu precisava encontrar uma forma diferente de meditar. A abordagem que eu estava usando claramente não estava funcionando. Foi a partir daí que eu inicie minha investigação no que eu chamo de &#8220;Verdadeira Meditação&#8221;.</p>



<p>Um dia, eu estava conversando com minha professora e ela disse: &#8220;<em><strong>Se você tentar vencer a guerra contra a sua mente, você continuara em guerra para sempre</strong></em>.&#8221; Aquilo me fez perceber algo. Naquele momento eu percebi que eu estava vendo a meditação como uma batalha contra minha mente. Eu estava tentando controlar a mente, tentando pacificá-la, tentando fazer a minha mente ser quieta. Se eu continuasse dessa forma eu continuaria preso nessa luta interminável com minha mente &#8211; eu precisava achar uma forma de não ficar em guerra com minha mente. Sem mesmo saber, eu comecei a investigar, de uma maneira quieta e profunda, como seria não estar em guerra com a minha própria mente.</p>



<p>Eu comecei a meditar de uma forma diferente. Eu deixo de lado a ideia que eu tinha do que a meditação deveria ser. Minha mente tinha muitas ideias sobre meditação: Que deveria ser pacífica, que eu deveria me sentir de uma determinada forma, mais calmo, que a meditação deveria me levar a um profundo estado de ser. Mas, pelo fato de eu não ter conseguido me aperfeiçoar na técnica que meditação que antes me fora ensinada, eu tive que descobrir uma forma diferente de meditar, <strong>que não era baseada em uma técnica</strong>. Então, eu simplesmente sentei e deixei minha experiência <em><strong>ser</strong></em>, de uma forma muito profunda. Eu comecei a <strong>deixar de lado qualquer tentativa de controlar minha experiência.</strong> Isso se tornou o começo da descoberta da Verdadeira Meditação. Daquele ponto em diante, aquela mudança, de deixar de aperfeiçoar uma técnica ou disciplina para <strong>deixar ir/desapegar-se de qualquer técnica ou disciplina</strong> começou a ser a maneira como eu me envolvia com a meditação.</p>



<h3 class="wp-block-heading">Uma atitude de inocência</h3>



<p>Nossas ideias sobre meditação são geralmente coloridas pelo nosso condicionamento passado &#8211; sobre o que aprendemos, sobre o que pensamos que a meditação é, sobre onde achamos que ela nos conduzirá. A meditação pode servir a uma ampla gama de agendas. </p>



<p>Algumas pessoas meditam para uma melhor saúde física e emocional ou para tranquilizar seus corpos/mentes. Algumas pessoas meditam para abrir certos canais sutis de energia dentro de seus corpos, chamados geralmente de <em>chakras</em>. Algumas pessoas meditam para desenvolver amor, compaixão.</p>



<p>Algumas pessoas meditam para alcançar estados alterados de consciência. Outras pessoas meditam para ganharem algum tipo de poder espiritual ou físico, que chamam de <em>siddhis</em>. </p>



<p>E então tem a meditação para ajudar no despertar espiritual e iluminação. É esse tipo de meditação, a meditação que ajuda no despertar espiritual e na iluminação que eu me interesso, e é justamente nisso que a Verdadeira Meditação se baseia.</p>



<p>Não importa se a pessoa é nova na meditação ou se já medita a um longo tempo. O que eu percebi é que a história não faz qualquer diferença. O que importa é a <strong>atitude</strong> com que nos engajamos no processo de meditação. </p>



<p>A coisa mais importante é que nós venhamos a meditação com uma <strong>atitude aberta, uma atitude que é verdadeiramente inocente, que não é colorida pelo passado</strong>, pelo que ouvimos sobre meditação por meio da cultura, pela mídia ou pelas diversas tradições religiosas e espirituais. Precisamos abordar a noção de meditação de uma forma que é fresca e inocente.</p>



<p>Como um professor espiritual, eu encontrei muitas pessoas que meditaram por muitos e muitos anos. Uma das coisas mais comuns que eu escuto dessas pessoas é que, apesar delas terem meditado durante todo esse tempo, elas não se sentiam verdadeiramente transformadas. </p>



<p>A transformação interna profunda &#8211; a revelação espiritual &#8211; que a meditação oferece é algo que engana a muitas pessoas, até mesmo aqueles que já são praticantes por um bom tempo. Existem razões específicas e muito boas dos motivos pelos quais algumas práticas de meditação não levam a tal processo de transformação. A razão principal é simples e, por conta disso, fácil de ignorar: <strong>nós nos aproximamos da meditação com a atitude errada</strong>. </p>



<p><strong>Nós realizamos nossa meditação com uma atitude de controle e manipulação</strong> e essa é justamente a razão pela qual nossa meditação nos leva ao que parece ser um beco sem saída. O estado desperto, o estado iluminado também pode ser chamado de o <strong>estado natural</strong> de ser. Como o controle e a manipulação possivelmente possa nos levar ao estado natural?</p>



<h3 class="wp-block-heading">Abandonando o controle e a manipulação</h3>



<p>A iluminação é, no fim, nada mais do que o <strong>estado natural</strong> de ser. Se você retirar toda a terminologia complexa e todo o jargão complexo, <strong>a iluminação é simplesmente retornar ao nosso estado natural de ser</strong>. Um estado natural, é claro, significa um estado que não é artificial (inventado), um estado que não requer esforço ou disciplina para ser mantido, um estado de ser que não é intensificado por qualquer tipo de manipulação da mente ou do corpo &#8211; em outras palavras, um estado que é completamente natural, totalmente espontâneo.</p>



<p>Aqui está uma das razões pelas quais a meditação muitas vezes leva a um beco sem saída.<strong> Muitas técnicas de meditação, quando você as olha de perto, são uma forma de controle. Enquanto a mente estiver controlando e guiando a experiência, é bem improvável que nos leve ao estado natural. </strong> O estado natural é aquele no qual não somos controlados pela mente. </p>



<p>Quando a mente é envolvida no controle e manipulação, pode levar a diversos estados de consciência: você pode aprender a como silenciar a mente ou a ter poder psiquicos. Você pode atingir muitas coisas através de um estilo de meditação que é orientado pela técnica e manipulação. Mas o que você não conseguirá fazer é chegar ao seu estado de ser natural e espontâneo.</p>



<p>Isso parece ser a coisa mais óbvia do mundo. Qualquer um pode dizer a você que você não chegará ao estado natural e espontâneo de ser através do controle interno e manipulação, porém isso frequentemente nos engana. O problema não é necessariamente no estilo de meditação e nem mesmo na técnica, apesar de que a técnica que usamos pode ter uma influencia profunda. <strong>O problema se encontra na atitude na qual nos engajamos na meditação</strong>. Se nossa atitude é uma atitude de controle e manipulação &#8211; se tivermos a abordagem de que iremos nos aperfeiçoar numa disciplina &#8211; então isso atrapalhará.<strong> Nesse caso, é na verdade o ego ou a mente que está meditando</strong>. E, é claro,<strong> quando estamos falando da iluminação ou do despertar espiritual, estamos falando sobre despertar da mente, despertar do ego.</strong> No que eu chamo de Verdadeira Meditação, essa tendência da mente de controlar e manipular é abandonada logo de início. <strong>Esse <em>soltar/deixar ir </em>do controle e da manipulação é a fundação da Verdadeira Meditação.</strong></p>



<p>Quando a maioria das pessoas sentam para meditar, a primeira coisa que eles pensam é &#8220;Ok, como eu controle a minha mente?&#8221; É exatamente isso que eu venho chamando de manipulação. A manipulação é uma palavra forte, mas eu a estou usando para chamar a sua atenção, para chamar a sua atenção para o fato de que quando nos sentamos para meditar e nos perguntamos &#8220;Ok, como irei controlar a minha mente? Como irei ter paz? &#8211; o que a mente está realmente fazendo é perguntando: &#8220;Como eu controlo a mim mesmo para que eu me sinta melhor?&#8221; E você pode aprender a controlar a sua mente e acalmar sua mente e corpo aplicando uma técnica de controle. Por um tempo , isso pode fazer você se sentir bem. Mas quando controlamos nossas mentes com objetivo de obter um certo estado de paz ou tranquilidade, é como se você tentasse fazer alguém ficar quieto tapando a boca dessa pessoa com uma fita adesiva. Nesse caso, você foi bem sucedido em conseguir tal pessoa ficar quieta, mas você fez isso de uma maneira manipulativa. De que adianta isso? Assim que você retirar fora a fita, a pessoa voltara a falar não? </p>



<p>Eu acho que qualquer pessoas que tenha meditado saiba a experiência de meditar e atingir um certo controle da mente, um controle do corpo. Pode dar uma sensação boa e a experiência pode até ser profunda, mas quando você para de meditar e se levanta, imediatamente sua mente começa a tagarelar de novo. Nós experienciamos uma certa quietude por meio desse controle, mas logo que abrimos mão desse controle, a mente volta a disparar. Muitos meditadores enfrentam esse dilema. Nós atingimos um certo estado de paz quando meditamos, mas quando paramos de meditar a paz se vai.</p>



<p>A Real Meditação não é sobre ficar bom em uma técnica, <strong>é sobre abrir mão do controle. Isso é meditação. Todo o resto é uma forma de concentração</strong>. Meditação e concentração são duas coisas diferentes. A concentração é uma disciplina; a concentração é uma forma de permanecermos no controle e direcionarmos nossa experiencia. A meditação é deixar ir o controle, é soltar a necessidade de querer conduzir nossa experiencia de uma maneira em particular. A fundação da Verdadeira Meditação é deixar ir o controle.</p>



<p>Para um ser humano deixar ir o controle é uma coisa grandiosa. Parece fácil dizer &#8220;Só deixe ir o controle&#8221;.  Mas, para a maioria dos seres humanos, a nossa estrutura psicológica inteira, nosso eu psicológico inteiro, nossos egos, são formados quase inteiramente por controle. Pedir para a mente ou para o ego para &#8220;Deixar ir o controle&#8221; é uma ideia revolucionária.</p>



<p>O que eu estou sugerindo na Verdadeira meditação é que olhemos, que olhemos a meditação como uma forma de investigação. A verdadeira meditação não é uma nova técnica. É mais como uma forma de investigar a si mesmo, em seu próprio corpo, mente e autoridade de sua própria experiencia o que acontece quando você abre mão do controle e permite que tudo seja como é. O que acontece quando você permite que a experiencia seja exatamente como ela é, sem tentar mudá-la. Ao invés de ser uma técnica, a Verdadeira meditação é uma forma de investigação. O que acontece quando deixamos ir o controle e a manipulação?</p>



<h3 class="wp-block-heading">Movendo-se além do meditador</h3>



<p>O segundo aspecto da Verdadeira meditação é a autoinquirição/autoinvestigação meditativa. A autoinvestigação é a prática de introduzir uma questão, uma poderosa questão espiritual no estado meditativo de mente. </p>



<p>Nós não estamos apenas perguntando qualquer pergunta banal e sim perguntas de real valor, questões que tem o poder de penetrar as camadas de condicionamento e atingir a nossa natureza essencial. A pergunta mais importante que podemos perguntar é &#8220;O que sou eu? Quem é o meditador?&#8221;. Essa questão corta todas as formas que o ego tenta controlar a experiencia. Ela pergunta: &#8220;Quem está controlando a experiencia?&#8221; &#8220;Quem está meditando?&#8221;. </p>



<p>Uma da essência da meditação é para irmos além do meditador &#8211; para ir além do ego/mente. Enquanto o meditador estiver no controle, existe pouca possibilidade de se mover além da mente e do ego. É por isso que, na Verdadeira Meditação, a prática é a de DEIXAR IR o meditador. O primeiro instante da meditação é um convite para deixar ir o controle, permitindo que tudo seja como é. Essa prática desengaja o meditador. Se o meditador estiver fazendo algo é simplesmente deixando ir o controle, deixar ir de querer modificar e mudar as coisas como elas são. </p>



<p>Quando eu digo meditador, é importante de entender que o meditador é aquele que está controlando. O meditador é aquele que está tentando, o manipulador, o que está fazendo esforço. E, na maior parte das meditações que vemos por ai, o meditador está sempre engajado. A mente está sempre se envolvendo com algo, fazendo algo e a mente ama ter algo para fazer (pois assim permanece no controle).</p>



<p>Mas, para a meditação ser relevante em termos de despertar espiritual, em termos de despertarmos para a verdadeira natureza de quem nós somos &#8211; <strong>nós precisamos ir além do meditador, além do controlador, além do manipulador</strong></p>



<h3 class="wp-block-heading">As técnica meditativas possuem algum valor?</h3>



<p>Muitas pessoas (incluindo eu), vêm de diferentes tradições onde a meditação é ensinada como uma técnica. Somos ensinados várias formas de controle, como focar na respiração ou focar em várias outras partes do corpo.</p>



<p>Frequentemente somos ensinados a nos sentar em determinada postura, com nossas costas retas, respirando de uma maneira particular. Essas técnicas e disciplinas foram ensinadas por centenas e milhares de anos e eu não estou dizendo que elas não tenham mérito ou valor (elas possuem).</p>



<p><strong>O que eu estou dizendo, no entanto, é que é somente quando começamos a deixar ir as técnicas, quando começamos a deixa ir desse foco, que podemos nos aproximar do nosso estado natural de ser</strong>.</p>



<p>Muitas vezes, essas técnicas obscurecem o nosso estado natural de consciência. Quando eu estou dando um retiro de meditação, eu frequentemente começo o retiro dizendo que eu sei que pessoas diferentes possuem diferentes formas de meditar e de centrar suas mentes &#8211; alguns seguem a respiração, outros repetem mantras, outros visualizam coisas, etc.  </p>



<p>Eu digo para o grupo que está tudo bem eles se engajarem com essas técnicas no começo da meditação, como forma de estabelecer a mente no aqui e agora.<strong> Porém, eu também sugiro que em determinado período da meditação, nós também tiremos um tempo para soltar e deixar ir qualquer técnica que estamos usando</strong>. Se eu estou seguindo minha respiração, eu também experimento o que acontece quando eu deixo de seguir a minha respiração. O que acontece quando eu deixo de assistir a mente? Ou quando eu deixo de dizer o meu mantra? Essas práticas são uteis para nos ajudar a trazer nossa atenção no momento presente, este é o seu valor primário. <strong>Mas, depois que nossa atenção está no presente, então o convite é para deixar ir essas técnicas e começar a investigar o nosso estado natural de ser.</strong> </p>



<p>E eu também descobri que, se não tomarmos cuidado, essas tradições antigas e técnicas, muitas das vezes viram apenas disciplinas. Elas acabam assistindo suas respirações por anos e anos, se tornando especialistas em assistir suas respirações. Mas, no fim, a espiritualidade não é sobre assistir a respiração. É sobre acordar do sonho da separação a verdade da unidade. Trata-se disso, e podemos facilmente esquecer disso quando ficamos fissurados em uma técnica. </p>



<p>Então, nós podemos começar com um pouco de técnica, um pouco de assistir a respiração ou de dizer um mantra ou fazer uma visualização. Mas, minhas sugestão é que sempre nos movemos a uma curiosidade de querer saber o que acontece quando permitimos que tudo seja como é, e é justamente nesse ponto que transitamos entre o controle da mente para a Verdadeira Meditação. E isso é algo revolucionário.</p>



<h3 class="wp-block-heading">A verdadeira meditação começa ao repousarmos no estado natural</h3>



<p>Na Verdadeira Meditação, nós começamos da fundação de deixar tudo ser como é. Na Verdadeira meditação nós não estamos nos movendo em direção ao estado natural, ou tentando criar o estado natural &#8211; nós, já de início, começamos do estado natural. É isso que eu descobri depois de todos esses anos quando eu comecei a deixar ir do meditador, do controlador. O que eu percebi foi que a paz e a quietude que eu estava tentando obter já estavam aqui &#8211; tudo o que eu precisava fazer é para de tentar obtê-las. Tudo o que eu precisava fazer é sentar e permitir a minha experiência ser o que ela era.</p>



<p>Como muitas pessoas, quando eu me sentava para meditar, as vezes eu me sentia bem e calmo. Outras vezes eu me sentia agitado, ansioso. Outras vezes triste, outras feliz. O que eu percebi foi que quando eu permitia minha experiencia ser do jeito que ela era, sem tentar modificá-la, um senso subjacente de quietude e silencio começavam a penetrar naturalmente em minha consciência, que não era derivado de esforço ou disciplina. </p>



<p>Eu descobri que o estado natural, o nosso estado natural de ser, não é um estado alternado de consciência. Muitas pessoas associam meditação com estados alternados de consciência e isso é um grande equívoco que obscurece o potencial da meditação. O potencial de que estou falando é sobre o despertar espiritual, o despertar da realização do que você (e tudo o mais) realmente é, a Unidade de tudo. </p>



<p>Quando pensamos em meditação, nós precisamos deixar ir da ideia de que a Iluminação é um estado alternado de consciência que de alguma forma podemos obter. Existem muitos tipos de estados alternados de consciência. Muitas pessoas pensam que a iluminação é algum tipo de estado alternado de consciência. Isso é um grande equívoco. A iluminação é o estado natural de consciência, o estado inocente de consciência, o estado que não é contaminado pelo movimento do pensamento, que não é contaminado pelo controle ou manipulação da mente. </p>



<p>Nós não podemos chegar a essa verdade através de manipulação. Nós não podemos no mover além da falsa identidade egoica pelo desejo pelo controle. Nós só podemos começar a permitir a consciência a despertar de sua identificação com o pensamento e sentimento, com o corpo, mente e personalidade, ao nos permitirmos descansar no estado natural desde o início. </p>



<h3 class="wp-block-heading">O ato último de fé</h3>



<p>O despertar espiritual não vem através de nenhum tipo de entendimento intelectual. Nós não podemos chegar a nossa verdadeira natureza através de palavras, através de conceitos, através de ideias ou ideologias. Nenhuma dessas formas é capaz de revelar a nossa verdadeira natureza. </p>



<p>Isso não significa que a mente também não participa de alguma forma no despertar &#8211; isso também é um equívoco. A mente também desempenha um papel importante. </p>



<p>Eu não estou sugerindo que a mente e o pensamento sejam o problema. É o nosso apego a mente que é o problema. É um busca ilusória tentar olhar para conceitos e ideias como tentativas de achar a verdade, a paz, a felicidade. Quando deixamos ir a mente pensante, nos tornamos receptivos ao insight, a revelação, um entendimento/sabedoria intuitiva originada de um ponto além da mente.</p>



<p>E, que nem vimos anteriormente, para ganharmos acesso a esse tipo de insight, nós começamos por deixar ir o controle, nós entramos no estado natural de ser. Num sentido, a Verdadeira meditação é o maior ato de fé. Pois, sentar e permitir que tudo seja como é, deixando ir o controle e manipulação, é, em si, um grande ato de fé.</p>



<p>O que acontece quando deixamos ir o controle? Quando deixamos tudo ser exatamente como é? Essas são questões fundamentais da espiritualidade. Até que sejamos capazes de permitir que tudo seja como é, da forma mais profunda possível, nós ainda estaremos engajados em algum tipo de controle. Na verdadeira espiritualidade e na verdadeira meditação, nós estamos deixando ir o controle logo de início. Nós não estamos investindo energia no ego, na mente, no controlador, no manipulador. Nós estamos deixando ir o esforço, o que é algo revolucionário para a maioria de nós. </p>



<p>Então quando eu digo que estamos deixando ir o controle, que estamos permitindo que tudo seja como é, é a mesma coisa que dizer que estamos deixando de fazer esforço. Nós fomos ensinados que para entrar em um estado natural de consciência, nós precisamos aprender a controlar e disciplinar a nós mesmos, mas o que eu estou dizendo é o oposto &#8211; você chega no estado natural ao deixar ir o controle e esforço. É tudo muito simples. Sente-se, deixe tudo ser como é. </p>



<p>Você pode até mesmo perguntar a si mesmo, logo de início: &#8220;Não é verdade que a paz e quietude que eu estou tentando obter por meio da meditação já estão aqui e agora?&#8221; Então, procure, investigue por si mesmo. Nós podemos chegar a conclusão de que a paz e a quietude são realmente nossos estados naturais, que já estão acontecendo. </p>



<h3 class="wp-block-heading">Esforço sem esforço</h3>



<p>Meditar em uma atitude sem esforço não é a mesma coisa que ser preguiçoso. Meditação tem a ver com vitalidade, vivacidade, alerta. Sem esforço não significa preguiça, significa esforço o suficiente para permanecer em um estado de vivacidade, alerta, presente, aqui e agora. Esse é o esforço sem esforço.</p>



<h3 class="wp-block-heading">Nossa tendência natural é despertar</h3>



<p>Quando nós meditamos dessa forma que estou descrevendo, quando deixamos ir o controle e permitimos que tudo seja como é, nossa tendência natural é despertarmos. Nós, biologicamente e psicologicamente, estamos nos voltando em direção ao despertar. </p>



<h3 class="wp-block-heading">Deixe tudo dentro de você se revelar a você</h3>



<p>Já que a natureza do nosso ser inteiro é despertar, quando nós permitimos que tudo seja como é, o que acaba acontecendo é que o material reprimido em nossa psique emerge.</p>



<p>Na verdade, muitos dos estudantes espirituais, inconscientemente, usam das técnicas meditativas para manterem o material de suas psiques reprimidos. Eles podem não perceber que estão fazendo isso, mas é exatamente isso que está acontecendo.</p>



<p><strong>Quando deixamos ir e realmente nos abrimos e permitimos que as coisas sejam como elas são, não é incomum que certos materiais reprimidos venham para cima, o que pode ser muito chocante.</strong></p>



<p>Do nada, você pode experienciar raiva na sua meditação, ou tristeza. Você talvez perceba que várias memórias virão para a superfície de sua consciência e se revelarão para você.</p>



<p><strong>Quando nós realmente deixamos tudo ir, o que precisa subir para a superfície começa a subir para a superfície. </strong>A mente talvez não queira que esse material suba para a superfície &#8211; como eu disso, muitas pessoas utilizam de disciplinas e prática espirituais para manter sua inconsciência suprimida. <strong>Quando paramos de suprimir, nossa inconsciência começa a se revelar por conta própria</strong>.</p>



<p><strong>O que nós precisamos fazer com o material inconsciente que vier a superfície? Nada. Nós simplesmente deixamos ele se revelar. Ele não precisa ser analisado. O que vier a tona, na maioria das vezes, é o conflito não resolvido dentro de nós &#8211; emoções que nós nunca nos permitimos experienciar totalmente, experiencia que nunca nos permitimos experienciar plenamente.</strong></p>



<p><strong>Esse material não resolvido dentro de nós está implorando para ser experienciado totalmente, sem ser jogado no subconsciente novamente. Então, quando o material reprimido vier a tona, nos precisamos dar a permissão dele subir sem suprimi-lo. </strong></p>



<p>Sem analisar, nós simplesmente permitimos esses sentimentos serem experimentados no corpo, em nosso ser, até que eles se dissolvam por conta próprio, em seu devido tempo. O que você irá descobrir, se você fizer isso, é que qualquer material reprimido (seja ele emocional, psiquico, físico, espiritual) vira a tona, emergira para ser experienciado e, logo em seguida, se dissolverá. </p>



<p>Se ele não passar e ir embora, você saberá que existe alguma parte sua resistindo ou negando esse material &#8211; o que é uma coisa muito boa quando você conhece reconhecer em si mesmo, pois agora você também pode deixar ir essa tendência. <strong>Nós despertamos por deixar tudo dentro de nós mesmos se revelar, ser sentido, ser experienciado e conhecido. </strong></p>



<p>Isso é algo muito importante de se entender. É muito fácil usar técnicas meditativas para suprimir nossa experiencia humana, para suprimir coisas que nós não queremos sentir.<strong> A Verdadeira Meditação, no entanto, é o espaço em que tudo é revelado, tudo é visto, tudo é experienciado.</strong></p>



<h3 class="wp-block-heading">O medo é uma porta de entrada</h3>



<p>Eu frequentemente sou perguntado sobre o medo. Ele é comum no caminho espiritual. Quando as pessoas sentam para meditar, não é incomum para o medo vir a tona em algum ponto. Principalmente nesse estilo de meditação, em que nós estamos deixando ir o controle e a manipulação. </p>



<p><strong>Para a maioria dos seres humano, isso ira fazer com que surja um certo medo, pois a mente egoica tem muito, muito medo de deixar ir o controle e experienciar abertura</strong>.</p>



<p>Quando a mente faz o contato com o desconhecido (que é algo que não entende) muitas das vezes ela produz medo. Mas na espiritualidade é importante relembrarmos que o medo não necessariamente significa perigo ou ameaça. <strong>Na verdade, o medo significa que estamos indo a um lugar muito mais profundo em nós mesmos.</strong></p>



<p>Então, se o medo surgir, a coisa mais sábia a se fazer é simplesmente deixá-lo vir a tona. SINTA o medo. Note que a mente tende a criar histórias e medos a redor do medo e reconheça que essas histórias não são verdadeiras. Mas, apenas deixe o medo ser experienciado, pois o medo é uma porta de entrada &#8211; é algo que você precisa enfrentar. </p>



<h3 class="wp-block-heading">Viva da mesma forma que você medita</h3>



<p>Sentar-se em meditação é uma coisa linda de se fazer. Em minha experiencia, sentar-se por 20min a 40min por dia é algo que faria muito bem a qualquer pessoa. Se você se sentir atraido sentar-se por mais tempo, então sente-se. Talvez você queira ficar 1h, ou 2h. Novamente, o que importa é você se sentir atraido (não a sua mente, o seu coração).</p>



<p>Mas, quando eu falo sobre meditação, eu não estou falando somente sobre algo que fazemos quando estamos sentados de maneira formal. A meditação tem a ver com a vida. Se nós somente aprendermos a meditar bem quando estamos sentados, isso não é o bastante. Mesmos que você se sente 3h por dia, ainda restarão 23h do seu dia em que você não está sentado. </p>



<p>O que eu descobri ao longo dos anos é que até mesmo bons meditadores deixam a meditação para trás quando levantam para começar o seu dia. Quando meditam, eles conseguem deixar ir suas ideias, suas crenças, suas opiniões e julgamentos. Eles conseguem deixar tudo isso ir e meditar muito bem. Mas, quando eles acabam de meditar, eles sentem a necessidade de pegar toda aquela bagagem novamente.</p>



<p>A verdadeira meditação, na verdade, é algo que vive com nós. Nós podemos fazê-la a todo o momento, qualquer lugar. Você pode estar andando e permitir que tudo seja como é. Você pode ter a prática de se permitir sentir o que está sentindo.</p>



<p>É importante que a meditação não seja vista como algo que acontece somente quando você está sentado em um lugar quieto. Se não, a espiritualidade e a nossa vida diária tornam-se duas coisas separadas. Essa é a ilusão primária &#8211; de que existe algo chamada &#8220;minha vida espiritual&#8221; e algo chamada de &#8220;minha vida diária&#8221;. Quando acordamos para a realidade, nós percebemos que elas são uma coisa só. </p>



<p>E se a fundação de sua vida, e não somente a fundação de seu tempo meditando, tornasse permitir que tudo seja como é? E se toda a sua vida virasse o &#8220;permitir que tudo seja como é?&#8221;. Se você fizesse isso, sua vida se tornaria interessante.</p>



<p>Quando você começa a se abrir e pensar na meditação como uma abordagem a própria vida, tudo se torna interessante. Nós paramos a resistir a nossa experiencia. E quando paramos de resistir a experiencia, começamos a descobrir algo muito potente e poderoso. </p>



<p><strong>Nós começamos a descobrir a coisa mais essencial, que é a verdade de nosso ser. Nós começamos a descobrir que a nossa natureza essencial está sempre permitindo que tudo seja como é. É por isso que meditamos dessa forma, pois é isso que a consciência já está fazendo, está permitindo que tudo seja como é. A consciência, em si, não está em resistência.</strong> A consciência não está em oposição ao que é. A consciência está sempre permitindo que tudo seja como é. </p>



<p>Eu descobri que uma das chaves para sermos realmente livres é vivermos da mesma forma que meditamos. Quando nós realmente permitimos que tudo seja como é, nessa atitude interna de desapego, existe um espaço muito fértil, um estado muito potente de consciência. Nesses momentos de desapego, algo de criativo pode vir até você. Esse é o espaço na qual o insight surge, na qual a revelação surge. Então, não se trata apenas de deixarmos que tudo seja como é como o objetivo final &#8211; se você fizer disso um objetivo, você já se perdeu. </p>



<p>O ponto aqui não é permitir que tudo seja como é, essa é apenas a BASE, a atitude subjacente. A partir dessa atitude subjacente, muitas coisas tornam-se possíveis. Esse é o espaço na qual a sabedoria surge. É o espaço em que recebemos revelações, o que precisamos ver. </p>



<h2 class="wp-block-heading">Autoinvestigação Meditativa (Parte 2)</h2>



<p>Depois de termos traçado a fundação de permitir que tudo seja como é, da forma mais profunda e simples possível, e tivermos tido um gosto de como essa experiencia é, então, o próximo elemento da meditação entra em jogo. Esse elemento da meditação é a autoinvestigação. É a parte da meditação que frequentemente é ignorada, porém é muito importante.</p>



<p>Se nós apenas pararmos com &#8220;permitir que tudo seja como é&#8221;, por mais profundo que isso possa ser e por mais libertador que isso possa ser, essa abordagem pode levar a uma estado de desengajamento interno. Investigação é uma forma em que usamos a energia de nossa natural curiosidade, a energia do desejo espiritual em si, para cultivarmos um insight radical da natureza do nosso ser.</p>



<h3 class="wp-block-heading">Como eu descobri a autoinvestigação meditativa?</h3>



<p>Em um ponto de minha jornada, eu percebi que tinha todas essas questões, questões que eu acho que muitas pessoas possuem sobre suas práticas, sobre a espiritualidade e sobre a vida. Por exemplo &#8220;O que é a renuncia?&#8221;; &#8220;O que é meditação?&#8221;; &#8220;O que sou eu?&#8221; Foi assim que eu descobri a autoinvestigação meditativa. </p>



<h3 class="wp-block-heading">O que é uma pergunta espiritualmente poderosa?</h3>



<p>A autoinvestigação meditativa é a arte de perguntar uma pergunta espiritualmente poderosa. E uma pergunta que é poderosa sempre aponta de volta para nós mesmos. Pois, a coisa mais importante que leva ao despertar espiritual é descobrirmos quem e o que verdadeiramente somos, para acordarmos desse estado de sonho, esse trance de identificação com o ego. </p>



<p>Eu quero salientar que, sem a autoinvestigação, a meditação pode levar a uma espécie de desengajamento interno. Nós usamos a inquirição para &#8220;quebrar&#8221; as camadas de condicionamentos e programações que nossa mente está apegada e identificada. </p>



<p>Como eu disse, a coisa mais importante na investigação é fazermos a pergunta certa. Tem que ser uma questão que seja genuína e que você tenha interesse real em descobrir sua resposta. Qual é a pergunta mais importante para você? Qual pergunta você esta tentando responder?</p>



<p>Quando você sabe qual pergunta é a mais importante, então você pode começar o processo de autoinvestigação. Você pode se pergunta essa pergunta, de uma forma quieta e meditativa, e ver o que acontece.</p>



<h3 class="wp-block-heading">O que ou quem sou eu?</h3>



<p>Todos nós já ouvimos o ensinamento &#8220;Olhe para dentro&#8221;, porém, muitos de nós ainda estamos buscando fora de nós mesmos. Mesmo quando temos perguntas espirituais, elas geralmente são focadas fora de nós mesmos. O que é Deus? Qual é o significado da vida? Por que eu estou aqui? Essas perguntas podem ser relevantes a personalidade, mas ainda não são as questões mais intimas.</p>



<p>A questão mais intima que podemos perguntar (e a que possui mais poder espiritual) é: &#8220;O que ou quem sou eu? Quem é esse eu que está vivendo essa vida, que está aqui e agora? Quem é esse eu que está no caminho espiritual? Quem está meditando? Quem sou eu, verdadeiramente? </p>



<p>É essa questão que começa a jornada da autoinvestigação, descobrir, por si mesmo, quem você verdadeiramente é. Então, o primeiro passo é ter uma questão espiritualmente poderosa, como &#8220;Quem ou o que sou eu?&#8221;. O passo dois é saber como se fazer essa pergunta. </p>



<p>Eu notei em minha jornada que poucas pessoas sabem como se fazer uma pergunta espiritual poderosa. Se nós não soubermos como se fazer tais perguntas, então só ficaremos perdidos em nossas mentes. Nós podemos ficar sentados e pensando infinitamente sobre quem nós somos. </p>



<p>Podemos ler livros espirituais, escutar discursos religiosos, etc. Podemos fazer isso eternamente, porém só acumularemos mais pensamentos, ideias e crenças &#8211; não o que realmente precisamos, um FLASH de insight e revelação, um flash que nos desperta para a verdadeira natureza de nosso ser!</p>



<p>E a autoinvestigação realmente nos ajuda a cultivar esse flash. Então, como se perguntar essas questões? E como descobrimos quem nós realmente somos?</p>



<h3 class="wp-block-heading">O caminho da subtração</h3>



<p>Antes de nós descobrirmos quem nós somos, nós precisamos primeiro descobrir o que nós não somos. Se não,  nossas suposições vão continuar afetando nossa investigação. Nós podemos chamar esse processo de o caminho da subtração. Na tradição Cristã, eles chama isso de Via negativa, o caminho negativo.</p>



<p>Na tradição Hindu do vedanta, eles chamam isso de Neti-Neti, que significa &#8220;Nem isto, nem aquilo&#8221;. <strong>Esses são todos caminhos da subtração, caminhos para descobrirmos quem nós somos ao descobrirmos o que não somos.</strong></p>



<p>Nós começamos por olhar as suposições que temos sobre quem nós somos. Nós temos muitas e muitas suposições que nem percebemos que as temos. E nós começamos a olhar para as coisas mais simples sobre nós mesmos. Por exemplo, nós olhamos as nossas mentes e notamos que existem pensamentos. Claramente existe algo ou alguém que está notando esses pensamentos. Você pode não saber o que é, mas você sabe que está lá. Pensamentos vem e vão, mas aquilo que está testemunhando os pensamentos permanece.</p>



<p>Se pensamentos vem e vão, então eles não são exatamente o que você é. Começar a perceber que você não é os seus pensamentos é algo muito significante, pois a maioria das pessoas assume que elas são o que pensam. Elas acreditam serem seus pensamentos. </p>



<p>Porém, uma simples observada em sua própria experiencia revela que você é a testemunha dos seus pensamentos. Quaisquer pensamentos que você tenha sobre si mesmo não são quem você verdadeiramente é. Existe algo mais primário que está observando os pensamentos.</p>



<p>Da mesma forma, existem sentimentos. Todos nós temos sentimentos emocionais: alegria, tristeza, ansiedade, paz. Todos nós temos sentimentos no corpo, sejam sentimentos de energia (contração, abertura) ou um formigamento no seu pé. Existem vários sentimentos e sensações e, também, existe a testemunha desses sentimentos. Algo está testemunhando e notando todo sentimento que você tem. Então, você tem sentimentos e você tem a consciência dos sentimentos. Sentimentos vem e vão, mas a consciência dos sentimentos permanece. E apesar de não precisarmos negar ou rejeitar os nossos sentimentos que experienciamos, é importante reconhecer que a nossa verdadeira e mais profunda identidade não é um sentimento. Não pode ser, pois existe algo mais primário, antes do sentimento surgir: a consciência do sentimento.</p>



<p>A mesma coisa é verdadeira para as crenças. Nós temos muitas crenças e nós temos a consciência dessas crenças. Elas podem ser crenças espirituais, sobre a politica, sobre você mesmo, sobre o mundo, etc. <strong>Crenças são pensamentos que assumimos ser verdadeiros.</strong> Todos nós podemos ver que nossas crenças mudaram conforme crescemos ao longo da vida. </p>



<p>Crenças vem e vão, mas a consciência das crenças é anterior as crenças, é mais primária. É facil de vermos, então, que não somos nossas crenças. Crenças são algo que testemunhamos, algo que assistimos e notamos.<strong> Mas, crenças não nos dizem quem ou o que a testemunha é</strong>. A testemunha, o observador é anterior as crenças. </p>



<p>A mesma coisa acontece para o nosso ego/personalidade. Todos possuímos um ego e todo mundo tem uma personalidade. Nós tendemos a achar que nós somos o ego, que somos nossa personalidade. Porém, assim como os pensamentos, sentimentos e crenças, nós podemos ver que existe uma testemunha do nosso ego/personalidade.</p>



<p>Existe uma personalidade/ego chamada &#8220;você&#8221; e existe uma testemunha dessa personalidade/ego. A testemunha da personalidade/ego é anterior a personalidade, está apenas notando, sem julgar, sem condenar. </p>



<p>Aqui, nós começamos a nos mover em direção a algo mais íntimo. A maioria das pessoas acreditam que elas são os seus egos e personalidades. Mas uma simples disposição de olhar para a sua experiência revela que existe a personalidade e existe uma testemunha da personalidade. Então, a sua natureza mais essencial e intima não pode ser sua personalidade. Seu ego/personalidade está sendo observado por algo muito mais primário, está sendo observado pela consciência.</p>



<p>Com isso, chegamos a consciência em si. Nós notamos que existe a consciência. Todos têm consciência. Se você está lendo essas palavras agora, é a consciência que está interpretando elas. Você está consciente do que pensa. Você está consciente do que sente. Então, a consciência está presente. Não é algo que precisa ser cultivada. Não é algo que precisa ser manufaturado. A consciência simplesmente é. É aquilo que torna o conhecer possível, que nos permite experienciar o que está acontecendo.</p>



<h3 class="wp-block-heading">Quem está consciente?</h3>



<p>Geralmente nós pensamento, inconscientemente, que &#8220;Eu estou consciente&#8221;, que eu sou aquele que está consciente, que a consciência é algo que pertence a mim. Nós presumimos ter uma entidade chamada &#8220;eu&#8221; que está consciente. Porém, quando começamos a investigar isso de forma meditativa, silenciosa e simples, nós começamos a ver que, apesar de existir consciência, nós não conseguimos encontrar o &#8220;eu&#8221; que está consciente. </p>



<p>Nós começamos a ver que isso é uma suposição que a mente foi ensinada a fazer. Que &#8220;eu&#8221; sou aquele que está consciente. Quando você se volta para dentro e procura por quem ou o que está consciente, você não consegue &#8220;encontrá-lo&#8221;. Só existe consciência, não existe um &#8220;eu&#8221; que está consciente.</p>



<p>Dessa forma, nós ainda estamos subtraindo nossa identidade através dessa investigação. Ao olharmos para o que nós não somos, nós estamos &#8220;retirando&#8221; nossa identidade do pensamento, do sentimento, da persona, do ego, corpo, mente. Nós estamos puxando nossa identidade de volta dos elementos exteriores de nossa experiência para nossa natureza essencial.</p>



<p>Conforme investigamos a suposição &#8220;eu sou aquele que está consciente&#8221;, nós descobrimos, de novo e de novo, que não podemos descobrir quem é aquele que está consciente. Onde está esse &#8220;eu&#8221; que está consciente? É nesse momento preciso, no momento em que percebemos que não conseguimos encontrar uma entidade chamada &#8220;eu&#8221; que possui e retém a consciência, que começa a nos ocorrer que talvez, quem nós verdadeiramente somos é a própria consciência.</p>



<p>A consciência não é algo que obtemos ou possuímos. A consciência é quem nós somos. Para a maioria das pessoas isso ira parecer algo radical. Isso porque estamos muito condicionados a nos identificar com nossos pensamentos, com nossos sentimentos, com nossas crenças, com nossos egos, com nossos corpos e com nossas mentes. Nós somos ensinados a nos identificar com essas coisas.</p>



<p>Porém, com essa investigação, nós começamos a ver que algo existe algo anterior que os pensamentos, antes da personalidade, antes das crenças, algo que estamos chamando de consciência. Através dessa investigação podemos perceber que nós somos a consciência.</p>



<p>Isso não significa que não existem pensamentos. Isso não significa que não exista corpo. Nós não estamos negando o ego, a personalidade, a crença, etc. Isso não é uma negação dos elementos exteriores. Estamos apenas descobrindo nossa natureza essencial. </p>



<p>Pode ser algo muito transformador perceber que você não é aquilo que pensava ser, que você não é suas crenças, que você não é sua personalidade, que você não é seu ego. A natureza radical desse insight é que a consciência não é algo que eu possuo, ou de que eu preciso de disciplina para tê-la. A consciência é o que você é, é a essência do nosso ser. </p>



<h3 class="wp-block-heading">Um reconhecimento transcendente</h3>



<p>Esse autoreconhecimento não pode ser entendido pela mente. A mente pode aceitar ou negar que você é a consciência mas, da mesma forma, não pode compreender isso. </p>



<p><strong>O pensamento não pode compreender o que está além do pensamento. É por isso que chamamos isso de um reconhecimento transcendente, uma revelação transcendente. </strong></p>



<p>Para algumas pessoas, tal reconhecimento pode vir como um flash instantâneo, em que ela se reconhece como a consciência que está assistindo do lado de dentro o tempo todo. É importante entender que isso não é algo que a mente decide. É um flash de revelação.</p>



<p>Um dos ponteiros mais simples que eu posso lhe dar é você se lembrar que isso é um processo de subtração. Nós podemos nos fazer as perguntas &#8220;Quem ou o que sou sou?&#8221; ou &#8220;Eu sou esse pensamento?&#8221; e essa pergunta, obviamente, se origina da mente. Mas, depois que nós fizemos algumas dessas perguntas, é muito importante que não fiquemos na mente.</p>



<p>Um exemplo é quando você pergunta a si mesmo &#8220;O que sou eu?&#8221;. A primeira coisa que as pessoas percebem é que elas não sabem quem elas são. Então, as pessoas tentam recorrer a mente para que ela lhes forneça a resposta. Mas a primeira coisa que a sua mente reconhece é que você não sabe.  Na investigação espiritual isso é uma informação muito útil &#8220;Eu não sei quem eu sou&#8221; &#8220;Eu não sei o que eu sou&#8221;. </p>



<p>Quando você reconhece isso, você pode ou começar a pensar sobre o assunto ou você pode sentir. Como é você sentir, no seu ser, que você não sabe quem você é? Como é quando você olha para dentro para tentar encontrar quem você é e você não encontra uma entidade chamada &#8220;você&#8221;? Como esse espaço aberto é para você? Sinta-o no seu corpo. Essa é a verdadeira investigação espiritual.</p>



<h3 class="wp-block-heading">Harmonia natural</h3>



<p>Como eu disse anteriormente, é importante perceber que apesar de estamos &#8220;retomando&#8221; de volta nossa identidade do pensamento e personalidade, nós não estamos negando ou nos dissociando desses elementos exteriores da experiência. A investigação não é a prática de querer afastar ou evitar, é simplesmente uma forma de despertarmos do sonho da separação. </p>



<p><strong>Porém, até mesmo quando despertamos, ainda existe um corpo, uma personalidade, um ego rudimentar. A diferença é que quando reconhecemos nós mesmos como a consciência em si, nossa identidade pode começar a descansar em sua essência.</strong> Quem nós somos não é mais encontrado no corpo, na mente, na personalidade ou em pensamentos e crenças. Quem nós somos descansa na fonte.</p>



<p>Quando descansamos na nossa essência, nosso corpo, mente e personalidade e sentimentos vem em harmonia.</p>



<h3 class="wp-block-heading">A Grande inclusão</h3>



<p>A autoinvestigação começa com a descoberta do que nós não somos, mas não é ai que ela termina. Depois do caminho da subtração, vem o que eu chamo de a grande inclusão.</p>



<p>Depois de termos extraído nossa identidade do pensamento, crença, personalidade, ego e descoberto que existe algo mais primário, a identidade começa a descansar na consciência em si.</p>



<p>É claro que nós não devemos deixar a mente de fixar na ideia de que &#8220;Eu sou consciência&#8221;. Essa ideia pode ser útil mas também é uma fixação limitante.</p>



<p>Claro que é muito mais libertador se identificar como sendo consciência do que se identificar como uma forma de pensamento, ego ou personalidade. Mas não devemos ficar presos em um novo conceito, em uma nova forma de nos identificarmos. &#8220;Consciência&#8221; é apenas uma palavra. Uma outra palavra para consciência pode ser Espirito.</p>



<p>Consciência, ou espirito, é algo que não tem forma, sem cor, gênero, idade ou crenças. Ela transcende tudo isso. A consciência ou espirito significa um estado de ser, um senso de vivacidade que transcende toda a nossa forma.</p>



<p>Se você olhar internamente, você pode notar em você mesmo, neste momento, que a consciência (espirito) não está resistindo o pensamento. Existe o pensamento, mas a consciência não está resistindo o pensamento. </p>



<p>Existe o sentimento, mas a consciência não está resistindo o sentimento. Existe o ego/personalidade mas a consciência não está resistindo ao ego/personalidade. A consciência não está tentando mudar as coisas, a consciência não está tentando consertar as coisas. Você pode começar a notar que existe essa presença da consciência dentro de você, que não está tentando mudara sua humanidade. Ela não está tentando mudar você (nem os outros).</p>



<p>Essa consciência inclui tudo. É um estado de ser em que tudo é perfeito do jeito que é.  É muito incrivel um ser humano perceber que sua verdadeira natureza não está tentando mudar a si mesma. Isso permite que possamos descansar, não nos sentimos mais separados de nossa Fonte. Passamos a nos sentir inteiros internamente, não nos sentimos mais divididos.</p>



<p>Quando começamos a nos render a consciência ou espírito, nós começamos a reconhecer que isso é quem nós verdadeiramente somos. Nós começamos a ver que tudo na existencia é uma simples manifestação do espirito, seja a cadeira que você está sentado, o sapato que você está usando, o seu corpo, seus pensamentos, sua mente, seu ego &#8211; tudo é uma expressão do espirito.</p>



<p>Quando nos identificamos com todas essas formas é ai que o sofrimento se inicia! Mas, com a autoinvestigação e a meditação, nossa identidade começa a retornar a sua fonte/verdadeira casa da consciência.</p>



<p>Tudo passa a ser visto como manifestação do espirito, incluindo a sua humanidade, com todas as suas forças e fraquezas e &#8220;estranhezas&#8221; divertidas. Você descobre que a sua humanidade não é separada da divindade dentro de você. </p>



<p>Eu chamo isso de a grande inclusão pois você começa a perceber que a sua verdadeira natureza inclui toda a sua experiência humana. É isso que o seu corpo e mente são &#8211; uma extensão do espirito nesse espaço/tempo.</p>



<h2 class="wp-block-heading">Note o que em você permanece constante</h2>



<p>Para algumas pessoas, esse reconhecimento de que somos a consciência em si pode parecer um pouco abstrato. Para aqueles que já tiveram esse reconhecimento, ele não é, pois é sua experiência viva. Se isso parece abstrato para você, eu posso sugerir algo muito simples: tente notar o que existe sobre você que sempre esteve presente, durante toda a sua vida. Não importa o quão velho ou novo você é, note que ao longo de sua vida, coisas mudaram: seu corpo mudou, sua mente mudou, seu ego mudou, suas crenças mudaram, sua personalidade mudou, etc. </p>



<p>Tudo isso esteve sob um estado de fluxo ao longo da vida. Porém, desde sempre, desde que você adquiriu a linguagem, você sempre se referiu a si mesmo como &#8220;Eu&#8221;: &#8220;Eu sou isto&#8221;, &#8220;Eu penso nisto&#8221;; &#8220;Eu quero isto&#8221;. Enquanto tudo o mais continua a mudar e se transformar, o &#8220;Eu&#8221; que você se refere sempre esteve lá.  Quando você diz &#8220;Eu&#8221; é o mesmo &#8220;Eu&#8221; quando você era criança. O exterior mudou, os pensamentos mudaram, o corpo mudou, os sentimentos mudaram. Mas o &#8220;Eu&#8221; não mudou.</p>



<p>No nível intuitivo, existe um conhecimento que permanece o mesmo que sempre foi, e você se refere a esse conhecimento quando diz &#8220;Eu&#8221;. Essa é a sua parte sagrada, essa é a sua natureza essencial. Mas tal &#8220;Eu&#8221; não tem forma. É a natureza do espírito ou consciência.</p>



<p>Mas esse eu não é o que a mente pensa que é. A meditação investigativa lhe permite descobrir por si mesmo o que ou quem esse &#8220;eu&#8221; realmente é. </p>



<p><strong>Ninguém pode forçar esse flash de reconhecimento no seu ser. Ele acontece espontaneamente, por si mesmo. Mas o que nós podemos fazer é criar uma base, uma condição adequada para que esse flash de reconhecimento seja possível</strong>.</p>



<p>Quando esse despertar para a nossa verdadeira natureza ocorre, ele pode ocorrer por um momento, ou pode acontecer por um período maior de tempo, ou pode ser permanente. Qualquer que seja o caso, está tudo bem. Quem você é é quem você é, você não pode perder a si mesmo, não importa qual seja a experiência. </p>



<p>Mesmo que você tenha tido uma abertura e tenha percebido a sua verdadeira natureza e depois você pensou que esqueceu dela, você não perdeu nada!</p>



<p>Portanto, esse convite é para você reconhecer a realidade subjacente, aquilo que nunca muda. O grande sábio Ramana Maharshi disse: <strong>&#8220;Deixe o que vier vir, deixe o que for ir embora. Descubra o que permanece&#8221;</strong></p>



<h3 class="wp-block-heading">Adentrando o mistério</h3>



<p>Não é necessário sentar de uma maneira forma para a praticar a autoinvestigação. Você pode simplesmente se pergunta &#8220;O que sou eu?&#8221;, em qualquer lugar. É uma questão bem simples: &#8220;Quem sou eu?&#8221; Quem sou eu além de um pensamento e uma memória?&#8221;. Quando a mente faz essa pergunta, a mente olha internamente. E o que a mente encontra? A mente não encontra nada! </p>



<p>Ela não encontra um &#8220;novo alguém, pois um &#8220;novo alguém&#8221; seria apenas mais um pensamento ou uma imagem mental. Então, a mente procura internamente e diz &#8220;Não sei&#8221;. E esse é um momento muito misterioso para a mente. Nesse momento, você está em um estado de desconhecimento. Você está conectado com o mistério de você, ao invés da ideia de você. </p>



<p>A meditação investigativa pode ser uma forma extremamente rápida, simples, instantânea de lhe introduzir ao mistério de você. Ela faz você retornar ao desconhecido muito rapidamente. Quando você chegar lá, você pode repousar no desconhecido &#8211; dessa forma, essa investigação levará você a um espaço de abertura. E a realização de que você é esse espaço é o que chamamos de realização espiritual.</p>



<h3 class="wp-block-heading">Começando a jornada espiritual</h3>



<p>O começo de jornada espiritual é o que eu chamo de &#8220;a vida após o despertar&#8221;. Ao invés de viver uma vida pelo sendo do ego separado, da ilusão da personalidade egoica, a vida é vivida pela perspectiva do reconhecimento consciente de nossa verdadeira natureza como consciência. E isso é uma vida totalmente nova. É um começo. É o fim da identificação com os pensamentos, sentimentos e com a personalidade egoica &#8211; mas, ao contrário do que muitas pessoas pensam &#8211; não é o fim da espiritualidade. </p>



<p>Na verdade é apenas o começo da verdadeira jornada espiritual, o começo de uma nova forma de viver a vida. É o começo de uma descoberta sem fim de como viver com esse reconhecimento de que você é um espírito aparecendo em uma forma humana.</p>



<p>Esse é o núcleo da espiritualidade: despertar para quem ou o que você verdadeiramente é. Em minha experiência, eu descobri dois elementos que são muito importantes quando se trata do despertar. O primeiro é desenvolver uma atitude meditativa, em que deixamos ir o controle, de uma forma muito profunda, e permitimos que tudo seja como é. </p>



<p>O segundo elemento é um engajamento sério em relação a nossa curiosidade inerente e inteligência através da autoinvestigação meditativa. Quando combinados, eles providenciam a energia necessaria para produzir um flash de reconhecimento em você sobre a sua verdadeira natureza.</p>
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		<title>Insights Para Expandir Sua Consciência do Livro &#8220;Um Novo Mundo&#8221; de Eckhart Tolle</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Davi Klein]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 19 Dec 2021 20:13:21 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Autoconhecimento]]></category>
		<category><![CDATA[Livros Fodas]]></category>
		<category><![CDATA[despertar da consciência]]></category>
		<category><![CDATA[eckhart tolle livro]]></category>
		<category><![CDATA[Um novo mundo eckhart tolle]]></category>
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					<description><![CDATA[O livro &#8220;Um novo Mundo&#8221; de Eckhart Tolle tem o objetivo de trazer uma mudança de consciência &#8211; a libertação do falso eu e o rompimento dos padrões mentais condicionados que são os responsáveis pelo nosso sofrimento. Eckhart logo no início do livro nos pergunta: Seremos capazes de perder a densidade de nossas estruturas mentais [&#8230;]]]></description>
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<div class="video_embed clearfix"><div class="video_embed clearfix"><iframe title="Insights Para Expandir Sua Consciência do Livro &quot;Um Novo Mundo: O Despertar De Uma Nova Consciência&quot;" width="500" height="281" src="https://www.youtube.com/embed/ACdcOckvA_U?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe></div></div>
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<p>O livro &#8220;Um novo Mundo&#8221; de Eckhart Tolle tem o objetivo de trazer uma mudança de consciência &#8211; a libertação do falso eu e o rompimento dos padrões mentais condicionados que são os responsáveis pelo nosso sofrimento. </p>



<p>Eckhart logo no início do livro nos pergunta: </p>



<blockquote class="wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow"><p><em>Seremos capazes de perder a densidade de nossas estruturas mentais condicionadas, transcender a prisão de nossa personalidade? Estaria a humanidade mais preparada do que na época dos primeiros grandes mestre como Jesus, Buda para produzir uma transformação interna, da mudança do estado egóico da consciência para um novo tipo de consciência?</em></p><cite>Eckhart Tolle</cite></blockquote>



<p>Esse livro nos fala que a raiz de toda a disfunção é a identificação com o ego &#8211;<strong> a maior parte do sofrimento humano é causado pela identificação com a consciência egóica</strong>.</p>



<p><strong>Ele fala que o estado mental “normal” de quase todos os seres humanos contém um forte elemento do que podemos chamar de distúrbio, disfunção ou até mesmo loucura</strong> &#8211; e isso é algo que todas as tradições espirituais e religiões tentam nos alerta &#8211; que vivemos uma espécie de insanidade coletiva, um distúrbio que herdamos da condição humana. </p>



<ul class="wp-block-list"><li>Os hinduístas chamam essa doença mental coletiva de <strong>Maya,</strong> o véu de ilusão. Ramana Maharshi afirma: “a mente é maya”</li><li>O budismo emprega diferente termos. De acordo com Buda, a mente humana no seu estado normal produz <strong>Dukkha,</strong> termo páli que pode ser traduzido como sofrimento, insatisfação ou tristeza. Para ele, essa é uma característica da condição humana.</li><li>De acordo com os ensinamentos cristãos, o estado coletivo normal da humanidade é o <strong>pecado original</strong>. A palavra pecado tem sido incompreendida ao longo dos séculos. Traduzida de forma literal do grego antigo, idioma em que o Novo testamento foi escrito originalmente, ela significa errar o alvo, como na situação em que um arqueiro que falha em atingir ponto de mira. Assim pecar quer dizer: errar o sentido da existência humana. <strong>Viver de forma desorientada, cega e portanto, sofrer e causar sofrimento.</strong></li></ul>



<p>Não há duvida: A mente humana possui um grau altissimo de inteligência, que nos proporcionou diversos avanços científicos e inovações que nos trouxeram mais conforto e comodidade, porém, não podemos negar que <strong>essa inteligência é tingida pela loucura. </strong></p>



<p>A mente humana em 1914 altamente inteligente inventou não só o motor de combustão interna, como também bombas, metralhadoras, lança chamas, gases venenosos. <strong>A inteligência a serviço da loucura.</strong> </p>



<p>Toda a loucura que ocorreu no passado não desapareceu, ela continua no séc XXI ,basta ligar os noticiários. Persistimos num comportamento que se continuar resultará em nossa própria destruição.</p>



<p>As manifestações coletivas de insanidade que se encontram na essência da condição humana constituem a maior parte da história da nossa espécie. E em grande medida, essa história é de loucura. </p>



<p>Medo cobiça desejo de poder são as forças motivadoras psicológicas que estão por trás não só dos conflitos armados e da violência envolvendo países, tribos religiões e ideologias mas também do desentendimento incessante nos relacionamentos pessoais.</p>



<p>A boa notícia é a possibilidade de<strong> transformação radical de nossa consciência. </strong>Nas mensagens hinduístas essa mudança é chamada de iluminação, nos ensinamentos de Jesus de salvação, no budismo do fim do sofrimento. Outros termos usados são o despertar e a liberação.</p>



<div class="wp-block-image"><figure class="aligncenter size-full"><img fetchpriority="high" decoding="async" width="600" height="315" src="https://revolucaointerior.com/wp-content/uploads/2021/02/jiddu_krishnamurti_nao_e_sinal_de_saude_estar_bem_adapt_l86845v.jpg" alt="" class="wp-image-1540" srcset="https://revolucaointerior.com/wp-content/uploads/2021/02/jiddu_krishnamurti_nao_e_sinal_de_saude_estar_bem_adapt_l86845v.jpg 600w, https://revolucaointerior.com/wp-content/uploads/2021/02/jiddu_krishnamurti_nao_e_sinal_de_saude_estar_bem_adapt_l86845v-300x158.jpg 300w" sizes="(max-width: 600px) 100vw, 600px" /></figure></div>



<p>Separei aqui alguns trechos impostíssimos desse livro, que no ajudam a entender sobre o que é o ego e sobre como ele está assumindo o controle sobre nós (e sobre o que é o despertar da consciência):</p>



<ul class="wp-block-list"><li><strong>A maioria das pessoas está tão identificada com a voz dentro da própria cabeça &#8211; o fluxo incessante de pensamento involuntário e compulsivo e as emoções que os acompanham que podemos dizer que esses indivíduos estão possuídos pela mente.</strong> Por causa dessa completa identificação com a mente, um falso eu começa a existir, o ego.</li></ul>



<ul class="wp-block-list"><li><strong>O ego não é mais do que isso: identificação com a forma, o que corresponde a formas de pensamento</strong> (formas físicas e emocionais).  </li></ul>



<ul class="wp-block-list"><li>O pensamento, o conteúdo da mente, é condicionado pelo passado: formação, cultura etc. O núcleo de toda a atividade mental consiste em determinados pensamentos, emoções e padrões reativos repetitivos e persistentes. Essa entidade é o próprio ego.  Na maioria dos casos, quando dizemos eu, é o ego que está falando e não nós.<strong> O ego compõe-se de pensamentos e emoções, de uma série de lembranças que reconhecemos como “eu e minha história”, de papéis habituais que desempenhamos sem saber e identificações coletivas, como religião, politica, classe social etc. </strong> </li></ul>



<ul class="wp-block-list"><li>Nossa personalidade, que é condicionada pelo passado, se torna a nossa prisão. Essas memórias são investidas de uma percepção de eu e nossa história passa a ser a percepção que temos de nós mesmos. Esse pequeno eu é uma ilusão que obscurece nossa verdadeira natureza. Nossa história, porém, é formada por lembranças mentais e emocionais &#8211; emoções antigas que são revividas continuamente.</li></ul>



<ul class="wp-block-list"><li><strong>Toda a nossa história pessoal, que, em última análise, não passa mesmo de uma história de um amontoado de pensamentos e emoções.</strong></li></ul>



<ul class="wp-block-list"><li>Nós vivemos com uma imagem mental de nós mesmo, um eu conceitual com quem temos um relacionamento. Quem se encontra inconsciente disso acredita que aquele que pensa é quem ele é. Essa é a mente egoica. Chamo-a de egoica porque existe uma percepção do eu, do ego, em todos os pensamentos (lembranças, interpretações, opiniões, pontos de vista, reações emoções). Isso é inconsciência, espiritualmente falando.</li></ul>



<ul class="wp-block-list"><li>A compreensão da espiritualidade é ver com clareza que o que percebemos, vivenciamos, pensamos ou sentimos não é, em última análise, quem somos. Que não podemos nos encontrar em todas essas coisas, que são transitórias e se acabam continuamente. É provável que Buda tenha sido o primeiro ser humano a entender isso, e dessa maneira anata (a noção do não eu) se tornou um dos pontos centrais dos seus ensinamentos. E quando Jesus disse &#8220;Negue-se a si mesmo&#8221; sua intenção era afirmar: negue (e assim desfaça) a ilusão do eu. <strong>O que permanece é a luz da consciência, sob a qual percepções, sensações, pensamentos e sentimentos vêm e vão. Isso é o Ser, o mais profundo e verdadeiro eu. </strong></li></ul>



<ul class="wp-block-list"><li>Nós somos a luz da presença, a consciência de que somos mais importantes e mais profundos do que quaisquer pensamentos e emoções. </li></ul>



<ul class="wp-block-list"><li>O conteúdo do ego pode mudar mas a estrutura que o mantém não. O conteúdo do ego varia de pessoa para pessoa mas a estrutura do ego é a mesma para todos. <strong>Ele vive por meio da separação e identificação.</strong>  Ele ainda contém identificações pessoais não só com bens mas com opiniões, aparência exterior, ressentimentos antigos e conceitos sobre nós mesmos como melhores do que os outros ou inferiores a eles, como pessoas bem sucedidas ou fracassadas. </li></ul>



<div class="wp-block-image"><figure class="aligncenter size-full"><img decoding="async" width="762" height="439" src="https://revolucaointerior.com/wp-content/uploads/2021/10/Krishnamurti-frases.jpg" alt="" class="wp-image-4458" srcset="https://revolucaointerior.com/wp-content/uploads/2021/10/Krishnamurti-frases.jpg 762w, https://revolucaointerior.com/wp-content/uploads/2021/10/Krishnamurti-frases-300x173.jpg 300w, https://revolucaointerior.com/wp-content/uploads/2021/10/Krishnamurti-frases-322x185.jpg 322w" sizes="(max-width: 762px) 100vw, 762px" /></figure></div>



<ul class="wp-block-list"><li><strong>O despertar da consciência (também chamado de despertar espiritual) é uma mudança no estado de consciência que ocorre com a separação entre pensamento e consciência.</strong> No caso da maioria das pessoas, isso não é um acontecimento e sim um processo. <strong>Em vez de ficarmos perdidos em nossos pensamentos, quando estamos despertos reconhecemos a nós mesmos como a consciência por trás deles</strong>. O pensamento deixa de ser uma atividade autônoma que se apossa de nós e conduz nossa vida. A consciência assume o controle sobre ele. O pensamento perde o domínio da nossa vida e se torna o servo da consciência. Outra palavra para ela é presença: consciência sem pensamento.</li></ul>



<h2 class="wp-block-heading">Exemplos de comportamentos egoicos</h2>



<p>Vou mencionar alguns comportamentos que as pessoas adotam inconscientemente para fortalecer sua percepção do eu. Se você estiver alerta o bastante, será capaz de detectar alguns deles dentro de si mesmo: </p>



<p>Exigir reconhecimento por alguma coisa que fez e indignar-se ou aborrecer-se quando não o consegue, tentar obter atenção falando sobre problemas pessoais, contando a história da própria doença ou fazendo uma cena, dar uma opinião quando ninguém a pede e ela não faz diferença para a situação, ser mais preocupado com o modo com é visto pelas pessoas do que com elas, tentar causar boa impressão nos outros por meio de bens, conhecimento, boa aparência, posição social, força física etc. </p>



<p>Ou inflar temporariamente o ego adotando uma reação irada contra alguma coisa ou alguém, levar tudo para o lado pessoa e sentir-se ofendido, considerar-se certo e os outros errados por meio de queixas fúteis, mentais ou verbais, querer ser visto ou parecer importante.</p>



<p>Aqui está uma lista desses comportamentos egoicos:</p>



<ul class="wp-block-list"><li>Defensividade e reatividade (O ego leva tudo para o lado pessoal)</li><li>Querer estar certo e fazer os outros estarem errados (aumentando o conflito e separação)</li><li>Sentir-se superior ou inferior aos outros</li><li>Mentir (quando a pessoa mente por exemplo para aumentar a sua percepção de eu, para parecerem mais importantes e especiais do que os outros)</li><li>Vitimismo (fazer de seus problemas a sua identidade, como forma de ganhar simpatia e atenção das outras pessoas)</li><li>Incessante necessidade de aparecer, ser especial, estar no controle, ter poder, ganhar atenção. </li><li>Necessidade de experimentar uma sensação de isolamento, ou seja, ter oposição, de ter inimigos. </li><li>Autogratificação &#8211; O ego sempre quer alguma coisa das pessoas e das situações. Sempre há um plano oculto, usando as pessoas e situações para conseguir o que deseja.</li><li>O ego também gosta de reclamar, guardar rancores, culpar &#8211; tudo isso aumenta o ego. </li></ul>



<p>Caso você detecte um desses padrões em si mesmo, sugiro que faça uma experiência. Descubra como se sente e o que ocorre se o abandonar. Simplesmente descarte-o e veja o que acontece.</p>



<h2 class="wp-block-heading">Como dissolver o ego</h2>



<p>Um ponto essencial do despertar é a <strong>identificação daquela parte em nós que ainda não se modificou, o ego da maneira como ele pensa, fala e age</strong>, assim como o reconhecimento do processo mental condicionado coletivamente que perpetua esse estado não desperto. </p>



<p><strong>A menos que conheça o mecanismo básico por trás do funcionamento do ego, você não o detectará, e ele irá enganá-lo, impedindo que o reconheça todas as vezes que tentar. Isso mostra que ele o domina &#8211; é um impostor fingindo ser você. </strong></p>



<p>Esse reconhecimento é em si uma das maneiras pelas quais acontece o despertar. <strong>Quando você descobre a inconsciência em si próprio, aquilo que torna o reconhecimento possível é o surgimento da consciência, é o despertar. </strong></p>



<p><strong>Você não pode lutar contra o ego e vencer, assim como não consegue combater a escuridão. A luz da consciência é tudo o que é necessário. Você é essa luz.</strong></p>



<h3 class="wp-block-heading">Consciência</h3>



<div class="wp-block-image"><figure class="aligncenter size-full"><img loading="lazy" decoding="async" width="700" height="400" src="https://revolucaointerior.com/wp-content/uploads/2021/12/Reconhecer-a-propria-loucura-marca-obviamente-o-surgimento-da-sanidade-o-inicio-da-cura-e-da-transcendencia..png" alt="" class="wp-image-5028" srcset="https://revolucaointerior.com/wp-content/uploads/2021/12/Reconhecer-a-propria-loucura-marca-obviamente-o-surgimento-da-sanidade-o-inicio-da-cura-e-da-transcendencia..png 700w, https://revolucaointerior.com/wp-content/uploads/2021/12/Reconhecer-a-propria-loucura-marca-obviamente-o-surgimento-da-sanidade-o-inicio-da-cura-e-da-transcendencia.-300x171.png 300w, https://revolucaointerior.com/wp-content/uploads/2021/12/Reconhecer-a-propria-loucura-marca-obviamente-o-surgimento-da-sanidade-o-inicio-da-cura-e-da-transcendencia.-322x185.png 322w" sizes="(max-width: 700px) 100vw, 700px" /></figure></div>



<p><strong>Tudo de que precisamos para nos livrar do ego é estarmos conscientes dele, uma vez que ele e a consciência são incompatíveis</strong>. A consciência é o poder oculto dentro do momento presente. É por isso que podemos chamá-la de presença.</p>



<p>Consciência significa presença, e apenas ela pode dissolver o passado inconsciente dentro de nós.  </p>



<p><strong>O reconhecimento do falso já é o surgimento do real. </strong>No momento em que nos tornamos conscientes do nosso ego, essa consciência emergente é quem somos além do ego, o &#8220;eu profundo&#8221;. </p>



<p>Somente a presença é capaz de nos libertar dele, pois só podemos estar presentes agora &#8211; e não ontem nem amanhã. Apenas ela consegue desfazer o passado em nós e assim transformar nosso estado de consciência. </p>



<h3 class="wp-block-heading">A importância do Perdão</h3>



<p>O que é o rancor?<strong> A bagagem de velhos pensamentos e antigas emoções</strong>. Um rancor é uma forte emoção negativa ligada a um acontecimento ocorrido no passado, algumas vezes distante, que é mantido vivo pelo pensamento compulsivo, que reconta a história, na cabeça ou em voz alta &#8220;do que alguém me fez&#8221;.</p>



<p><strong>O rancor não tem outro propósito a não ser fortalecer uma falsa percepção do eu. O ensinamento de Jesus sobre &#8220;perdoar os inimigos&#8221; trata-se, em essência, de desfazer uma das principais estruturas egoicas da mente humana</strong>.</p>



<p>É preciso honestidade para verificar se ainda guardamos rancores, se existe alguém em nossas vidas que ainda não conseguimos perdoar completamente. </p>



<p>Caso você esteja nessa situação, tome consciência do rancor tanto no nível do pensamento quanto no nível emocional, ou seja, conscientize-se dos pensamentos que mantêm a continuidade desse sentimento negativo e sinta a emoção.</p>



<h3 class="wp-block-heading">Abandone as definições pessoais </h3>



<p>É possível abandonarmos a crença de que devemos ou precisamos saber quem somos? Em outras palavras, podemos parar de considerar definições conceituais que nos deem uma percepção do eu? Você, por exemplo, é capaz de deixar de examinar o pensamento sobre uma identidade. Usar o pensamento para nos definir é algo que nos limita.</p>



<p>Quando nos conseguimos nos sentir a vontade em não saber quem somos, então o que sobra é quem somos &#8211; o Ser por trás do humano, um campo de potencialidade pura em vez de alguma coisa que já está definida.</p>



<p>Nós não somos o ego. Portanto, quando nos tornamos conscientes do ego em nós, isso não significa que sabemos quem somos &#8211; isso quer dizer que sabemos quem não somos. Mas é por meio do conhecimento de quem não somos que o maior obstáculo ao verdadeiro conhecimento de nós mesmos é removido. </p>



<p>Portanto, desista de se definir &#8211; para si mesmo e para os outros. Você não morrerá. Você nascerá. E não se preocupe com a definição que os outros lhe dão.</p>



<h3 class="wp-block-heading">Dissolva o seu corpo de dor (O passado emocional que habita em você)</h3>



<p><em><strong>Além da agitação do pensamento, embora não inteiramente separada dele, existe outra dimensão do ego: </strong></em><strong><em>a emoção.</em> </strong>Isso não quer dizer que todo o pensamento e toda emoção pertençam ao ego. Esses elementos se convertem no ego apenas quando nos identificamos com eles ou quando eles assumem o controle sobre nós, isto é, quando se tornam o eu. </p>



<p><strong>A emoção é a resposta do corpo a mente</strong>, é a reação do corpo a um pensamento. <strong>O ego não é apenas a mente não observada, a voz na cabeça que finge ser nós, mas também as emoções não observadas que constituem as reações do corpo ao que essa voz diz. </strong></p>



<p>A voz na cabeça conta ao corpo uma história em que ele acredita e a qual reage. Essas reações são as emoções. Estas últimas, por sua vez, devolve energia para os pensamentos que as criaram originalmente. Esse é o círculo vicioso entre emoções e pensamentos não questionados.</p>



<p><strong>Por causa da tendência humana de perpetuar emoções antigas, quase todo mundo carrega no seu campo energético um acúmulo de antigas dores emocionais, que eu chamo de &#8220;corpo de dor&#8221;</strong>.</p>



<p>Toda emoção negativa que não é plenamente enfrentada nem considerada pelo que ela é no momento em que se manifesta não se dissipa por inteiro. Deixa para trás um traço remanescente de dor.  Isso inclui o sofrimento que vivemos na nossa infância, adolescência e vida adulta. </p>



<p>Esse campo energético de emoções muito antigas, mas ainda vivas, que subsiste em quase todos os seres humanos é o corpo de dor,</p>



<p><strong>Só conseguimos superá-lo se assumirmos a responsabilidade pelo nosso estado interior no momento, sem culpar outras pessoas.</strong></p>



<p>O começo da nossa libertação do corpo de dor está primeiramente na compreensão de que o <strong>temos</strong>. Depois, e mais importante, na nossa capacidade de permanecer presentes o bastante, isto é, atentos o suficiente, para percebê-lo como um <strong>pesado influxo de emoções negativas quando entra em atividade.</strong></p>



<p><strong>No instante em que é reconhecido, ele não consegue mais se passar por nós</strong> e viver e se renovar por nosso intermédio.  É nossa presença consciente que rompe a identificação com o corpo de dor. </p>



<p>Quando não nos identificamos mais com ele, o corpo de dor torna-se incapaz de controlar nossos pensamentos e, assim, não consegue se renovar, pois deixa de se alimentar deles.</p>



<p>Na maioria dos casos, ele não se dissipa imediatamente. No entanto, assim que desfazemos sua ligação com nosso pensamento, ele começa a perder energia. O pensamento para de ser embotado pela emoção enquanto nossas percepções do momento não são mais distorcidas pelo passado.</p>



<p><strong>O corpo de dor e o ego são parentes próximos, eles precisam um do outro. A pessoa observa o presente através dos olhos do passado emocional que existe dentro dela</strong>. Em outras palavras, o que ela vê e sente não está no acontecimento nem na situação, e sim no que existe em seu próprio interior.</p>



<p>Sempre que somos arrebatados pelo corpo de dor, toda vez que não o reconhecemos, ele se torna parte de nosso ego. Qualquer elemento com o qual nos identificamos se transforma no ego.</p>



<p><strong>Sempre que o corpo de dor estiver em atividade, temos que estar cientes de que o que estamos sentindo é o corpo de</strong> <strong>dor em nós. Esse conhecimento é tudo de que precisamos para interromper a identificação com ele. E quando a identificação cessa, a transmutação tem início. </strong></p>



<p>Não projetarmos as antigas emoções nas situações significa que devemos encará-las diretamente dentro de nós. Pode não ser agradável, nas isso não chega a nos matar. Nossa presença é mais do que capaz de contê-las. As emoções não são quem nós somos. </p>



<p><strong>Portanto, quando sentir o corpo de dor em você, não cometa o equívoco de pensar que existe algo de errado com você.</strong> O ego adora quando você faz de si mesmo um problema. O conhecimento precisa ser seguido de aceitação. Aceitação significa que você se permite sentir qualquer coisa naquele momento. Isso é parte da essência do Agora. Você não pode discutir com o que é. Bem, você pode. No entanto, se fizer isso, sofrerá. </p>



<h3 class="wp-block-heading">Deixe seu ego ser diminuído</h3>



<p>Uma técnica espiritual eficaz é permitir conscientemente a diminuição do ego quando ela acontecer e não tomar nenhuma iniciativa para restaurá-lo. Recomendo a você que realiza um teste de vez em quando. Por exemplo, quando alguém lhe dirigir críticas, censuras ou xingamentos, em vez de revidar no ato ou se defender, não faça nada.</p>



<p>Deixe que a sua autoimagem permaneça diminuída e fique atento ao que isso desperta no seu interior. Por alguns segundos, pode parecer desagradável, como se seu corpo tivesse encolhido. Depois, talvez você experimente uma viva sensação de amplitude interior. Você não foi diminuído nem um pouco, na verdade se expandiu.</p>



<p><strong>Quando deixa de se defender ou de tentar fortalecer a forma do seu eu, você se afasta da identificação com a forma, com sua autoimagem mental. </strong>Por admitir ser menos (na percepção do ego), na verdade você passa por uma expansão e cria espaço para o Ser entrar. </p>



<p>Isso que o Jesus quis dizer com &#8220;Negue a si mesmo&#8221; ou &#8220;Ofereça a outra face&#8221;.</p>



<p>Outro aspecto dessa técnica é evitar as tentativas de fortalecer o seu eu se exibindo, procurando aparecer, querendo ser especial, causando impressão ou exigindo atenção. De vez em quando, pode ser o caso de você se conter e não manifestar uma opinião quando todos estão expressando, Depois, observe como você se sente a respeito.</p>



<h3 class="wp-block-heading">Não julgamento</h3>



<p>As pessoas, em sua maioria, estão apenas superficialmente conscientes do mundo que as cerca, sobretudo quando estão familiarizadas com o ambiente que se encontram. A voz na cabeça absorve a maior parte da sua atenção. </p>



<p>Essa é a realidade da maior parte das pessoas: tão logo alguma coisa é percebida, ela é nomeada, interpretada, comparada com outra coisa qualquer, apreciada, detestada ou chamada de boa ou má pelo fantasma, o ego. Elas estão aprisionadas nas formas de pensamento, na consciência do objeto. </p>



<p>Ninguém desperta espiritualmente enquanto não interrompe o processo compulsivo e inconsciente de nomear, ou pelo menos, até que tome consciência dele e assim seja capaz de observá-lo enquanto ocorre. É por meio desse nomear constante que o ego permanece em atividade como mente não observada.  </p>



<p>Você consegue tirar o pensamento de dentro da percepção? É capaz de observar sem que a voz na sua cabeça faça comentários, tire conclusões, compare ou tente descobrir alguma coisa?</p>



<h2 class="wp-block-heading">Você é a verdade (não a procure em outro lugar)</h2>



<p>Não encontraremos a verdade absoluta se a procurarmos onde ela não está: em doutrinas, ideologias, conjunto de leis ou história. O que todas essas coisas têm em comum? Elas se constituem de pensamentos. Na melhor das hipóteses, o pensamento indica a verdade, contudo nunca é a verdade.</p>



<p>É por isso que os budista dizem que &#8220;o dedo apontando para a luz não é a lua&#8221;. </p>



<p>Quando trabalham para a verdade, os ensinamentos religiosos representam pontos de sinalização ou mapas que pessoas conscientes deixam no caminho para nos ajudar a despertar espiritualmente, isto é, ajuda a nos tornar livre da identificação com a forma. </p>



<p>Existe apenas uma verdade absoluta, e todas as outras verdades emanam delas. Será que é possível colocar essa verdade em palavras? Sim, porém as palavras não são a verdade. Elas apenas a indicam. </p>



<p>A verdade é inseparável de quem nós somos. Sim, você é a verdade. Sempre que a procurar em outro lugar, acabará decepcionado. O próprio SER que é você é a verdade. Jesus tentou mostrar isso quando disse &#8220;<em>Eu sou o caminho, a verdade e a vida&#8221;</em></p>



<p>Essas palavras são um dos mais poderosos e diretos indicadores da verdade desde que entendidas corretamente. <strong>Jesus fala do Ser mais interior, da essência da identidade de cada homem ou mulher</strong>. Ele se refere a vida que nós somos. Alguns místicos cristãos chamam isso de &#8220;o Cristo interior&#8221;, os budistas o denominam &#8220;natureza de Buda&#8221;, para os hinduístas é o atmã, a essência divina (&#8230;) e isso é o nosso estado natural, não é uma conquista milagrosa.</p>



<h2 class="wp-block-heading">A infelicidade em segundo plano</h2>



<p>Você costuma ter uma sensação de descontentamento que poderia ser descrita como uma espécie de ressentimento em segundo plano? O que sustenta essa sensação são certas crenças que mantemos de modo inconsciente, determinados pensamentos.</p>



<p>Alguns deles são:</p>



<ul class="wp-block-list"><li>Alguma coisa precisa acontecer na minha vida para que eu me sinta em paz (feliz, satisfeito etc). E eu me ressinto de que isso não tenha acontecido ainda. Talvez meu ressentimento faça com que finalmente ocorra.</li><li>Houve um feito no passado que não devia ter acontecido e eu me ressinto disso. Se isso não tivesse ocorrido, eu estaria em paz agora.</li><li>Existe algo acontecendo agora que não deveria estar acontecendo, e isso está me impedindo de ficar em paz.</li></ul>



<p>Tudo isso são histórias que o ego cria para nos convencer de que não conseguimos ficar em paz agora ou de que não podemos ser nós mesmos plenamente no presente. </p>



<p>O ego diz: Talvez em algum momento no futuro eu possa ficar em paz, caso isso ou aquilo aconteça ou se eu conseguir isso ou me tornar aquilo. Ou ele afirma: &#8220;Houve algo no passado que nunca me deixa ficar em paz&#8221;</p>



<p>Caso você tome consciência de um estado negativo dentro de você mesmo, isso não significa um fracasso da sua parte. Ao contrário, mostra que você obteve sucesso. Enquanto a consciência não se manifesta, existe a identificação com os estados internos &#8211; e essa identificação é o ego.</p>



<h2 class="wp-block-heading">Ego e o momento presente (Agora)</h2>



<p><strong>O relacionamento primordial de nossa vida é aquele que mantemos com o Agora</strong>. O momento presente é inseparável da vida, portanto, na verdade, estamos decidindo que tipo de relacionamento querermos ter com a vida. </p>



<p><strong>O ego pode ser definido como uma relacionamento desajustado com o momento presente. Precisamos fazer essa escolha o tempo todo, sem parar, até que viver dessa maneira seja algo natural para nós. </strong></p>



<p>A decisão de converter o momento presente em nosso amigo é o fim do ego. Para o ego, é impossível estar alinhado com o momento presente, pois sua própria natureza o impele a ignorar ou desvalorizar o Agora. </p>



<p>O ego sempre trata o momento presente como um meio para alcançar um fim, um obstáculo ou um inimigo. </p>



<p><strong>O ego vive do tempo e, quanto mais forte ele é, mais o tempo controla a nossa vida</strong>. O tempo, ou seja, o passado e o futuro, é aquilo de que o falso eu fabricado pela mente, o ego, vive. E o tempo está na nossa mente. </p>



<p>Assim, quase todos os nossos pensamentos expressam uma preocupação com o passado ou com o futuro, enquanto nosso sentido de eu depende do passado para nossa identidade e do futuro para preenchê-la. Medo, ansiedade, expectativa, arrependimento, culpa, raiva, são as disfunções do estado de consciência atado ao tempo.</p>



<p>Na melhor das hipóteses, para o ego, o momento presente é útil apenas como um meio para alcançar um fim. Ele nos leva a algum ponto no futuro que é considerado mais importante, embora o futuro nunca chegue a não ser como o momento presente, portanto ele não passa de um pensamento em nossa cabeça. Em outras palavras, jamais permanecemos plenamente aqui porque estamos sempre ocupados tentando chegar a algum lugar.</p>



<p>Quando esse padrão se torna mais pronunciado, e isso é bastante comum, o momento presente é considerado um obstáculo a ser superado e é tratado como tal. Então surgem a impaciência, a frustração e a tensão permanente. Na nossa cultura, essa é a realidade cotidiana de muitas pessoas, seu estado normal. </p>



<p>A vida, que é agora, é vista como um &#8220;problema&#8221;, e nós passamos a habitar um mundo de obstáculos que precisam ser resolvidos antes que possamos ficar felizes, satisfeitos e realmente começar a viver, ou pelo menos é nisso que acreditamos. </p>



<p>Porém, a questão é a seguinte: para cada dificuldade que solucionamos, outra surge do nada.</p>



<p>Na pior das hipóteses, e isso também é muito comum, o momento presente é tratado como um inimigo. Se odiamos o que estamos fazendo, reclamamos do ambiente onde nos encontramos, amaldiçoamos as coisas que estão acontecendo ou aconteceram ou se nosso diálogo interior consiste no que deveria ser e no que não deveria ser, em culpar e acusar, é porque estamos discutindo com o que é. Estamos convertendo a Vida num inimigo. </p>



<p>Sempre se pergunte: <strong>&#8220;Qual é o meu relacionamento com o momento presente?</strong> Como o momento presente é tudo o que temos, uma vez que a Vida é inseparável do Agora, o verdadeiro significado daquela pergunta é: qual é o meu relacionamento com a vida? Na verdade, nós e o momento presente somos uma coisa só.</p>



<h2 class="wp-block-heading">Nosso propósito interior e exterior</h2>



<p>O significado genuíno, ou primário, da vida não pode ser encontrado no nível exterior. Ele não diz respeito ao que fazemos, e sim ao que somos &#8211; isto é, ao nosso estado de consciência.</p>



<p>Portanto, a coisa mais importante a entender é:<strong> Nossa vida tem um propósito interior e um propósito exterior</strong>. </p>



<p>O primeiro deles diz respeito a Ser e é primário. O Segundo se refere a fazer e é secundário. O interior e exterior, contudo, estão a tal ponto interligados que é quase impossível falar de um sem o outro.</p>



<p><strong>Nosso propósito interior é despertar</strong>. É simples assim. Nós o compartilhamos com todas as pessoas do planeta porque esse é o propósito da humanidade. O propósito interior de cada indivíduo é uma parte essencial do propósito do todo.</p>



<p>Por outro lado, o propósito exterior pode mudar ao longo do tempo. Ele varia significativamente de pessoa para pessoa. Encontrar o propósito interior e viver alinhado com ele é o alicerce para a satisfação do propósito exterior. É a base para o verdadeiro sucesso.</p>



<p>Sem esse alinhamento, até conseguimos alcançar determinadas metas por meio do esforço, da luta, da determinação e do puro trabalho intenso ou da esperteza e da habilidade. Mas não existe alegria nesses empreendimentos, e eles costumam acabar em alguma forma de sofrimento.</p>



<p>Seu propósito interior é despertar para sua própria essência sem forma e em seguida vem a reconciliação entre os propósitos interior e exterior: levar essa essência &#8211; consciência &#8211; para o universo das formas e transformar o mundo dessa forma.</p>



<p>Quando você se torna presente e, portanto, permanece por inteiro naquilo que faz, suas ações ficam carregadas de energia espiritual. A princípio, pode não haver mudança notável no que você realiza, mas apenas no seu modo de execução. Seu propósito primário agora é permitir que a consciência penetre no que você faz. O propósito secundário é tudo o que você alcançar por meio do fazer. </p>



<p>Compreenda que a jornada de toda a sua vida consiste, em última análise no passo que você está dando no momento presente. Dessa forma, dirigirá a ele toda sua atenção. Isso não significa que você não saiba aonde pretende chegar, mas apenas que esse passo é primário, enquanto seu destino é secundário. E aquilo que você vai encontrar quando alcançar o seu destino dependerá da qualidade desse primeiro passo. Outra maneira de considerar esse ponto: o que o futuro lhe reserva é fruto do seu estado de consciência agora.</p>



<p>O sucesso ocorre quando o fazer é investido da qualidade perene do Ser. A menos que o Ser flua para o fazer, a não ser que você esteja presente, você se perde em qualquer coisa que faça.</p>



<p>Estamos aprendendo que a ação, embora necessária, é apenas um fator secundário na manifestação da nossa realidade externa. O fator primário na criação é a consciência. Não importa o quanto sejamos ativos, quanto esforço realizamos, nosso estado de consciência cria o nosso mundo. Portanto, se não houver uma mudança nesse nível interior, a quantidade das ações que executamos não fará diferença. Vamos recriar novas versões do mesmo mundo muitas vezes sem conta, um mundo que é um reflexo externo do ego.  </p>



<h2 class="wp-block-heading">A ação desperta</h2>



<p>A consciência pode fluir para o que fazemos de 3 maneiras e assim, por nosso intermédio, penetrar no mundo. A menos que decorra de uma dessas três modalidades, qualquer coisa que façamos será marcada pela disfunção e pertencerá ao ego. As modalidades são: aceitação, prazer e entusiasmo. Precisamos estar atentos para garantir que uma modalidade permaneça ativa sempre que estivermos envolvidos na execução de algo.</p>



<ul class="wp-block-list"><li>Aceitação &#8211; Embora possamos não gostar de fazer determinadas coisas, precisamos ao menos aceitar que temos que executá-las. Aceitação significa o seguinte: por enquanto, o que está situação, este momento requer de mim é isso, então eu faço de boa vontade. </li><li>Prazer- Sempre que o poder criativo do universo está consciente de si mesmo, ele se manifesta como prazer. A alegria é o aspecto dinâmico do ser. Sentimos prazer com qualquer atividade que estejamos presentes, com toda a ação que não seja apenas um meio para alcançarmos um fim. </li><li>Entusiasmo &#8211; Quando surge em você um visão, uma meta e você passa a trabalhar para implementá-la. Quando acrescentamos uma meta ao prazer proporcionado por nossa ação, o campo energético ou frequência vibracional muda. Por intermédio do entusiasmo entramos em completo alinhamento com o princípio criativo que emana do universo, sem, contudo nos identificarmos com nossas criações. O prazer com aquilo que realizamos, combinados a uma meta ou visão para a qual trabalhamos, transforma-se em entusiasmo. </li></ul>



<h2 class="wp-block-heading">Por que nos sentimos desconectados do Todo?</h2>



<p>Nós não reconhecemos essa unidade, isto é, só vemos as coisas como elementos isolados. Isso ocorre por duas razões. <strong>Uma delas é a percepção, que reduz a realidade aquilo a que temos acesso por meio da pequena extensão de nossos sentidos: o que podemos ver, ouvir, cheirar, provar e tocar. </strong></p>



<p>No entanto, quando somos capazes de perceber sem interpretar ou rotular mentalmente, ou seja, sem acrescentar o pensamento as percepções, conseguimos sentir de fato a interconexão mais profunda sob a percepção da aparente separação das coisas. </p>



<p><strong>A outra razão séria para a ilusão da separação é o pensamento compulsivo. </strong>Quando estamos presos a fluxos incessantes de pensamento compulsívo, de fato o universo se desintegra para nós e perdemos a capacidade de sentir a interconexão entre tudo o que existe. <strong>O pensamento desmembra a realidade em fragmentos sem vida. </strong></p>



<p>Nada do que é dito sobre a natureza do universo deve ser considerado como verdade absoluta. Nem conceitos nem fórmulas matemáticas podem explicar o infinito. Ne<strong>nhum pensamento é capaz de conter a vastidão da totalidade.</strong> <strong>A realidade é um todo unificado, entretanto, o pensamento a divide em fragmentos. </strong></p>



<p>Isso causa erros básicos de interpretação &#8211; por exemplo, de que existem coisas e acontecimentos separados ou que isto é a causa daquilo.</p>



<p>Todo pensamento pressupõe perspectiva, enquanto toda perspectiva, pela sua própria natureza, implica limitação, o que, em última análise, significa que não é verdadeira, pelo menos não absolutamente. Apenas o todo é verdadeiro, porém <strong>o todo não pode ser expresso em palavras nem em pensamentos</strong>. De uma perspectiva distante das limitações do pensamento e, portanto, incompreensível a mente humana, tudo está acontecendo agora. </p>
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		<title>O Autoconceito é o Seu Destino (Neville Goddard)</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Davi Klein]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 03 Dec 2021 15:14:24 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Autoconhecimento]]></category>
		<category><![CDATA[Livros Fodas]]></category>
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					<description><![CDATA[Se o conceito do homem sobre si mesmo fosse diferente, tudo em seu mundo seria diferente Neville Goddard Você está vivendo uma vida de acordo com sua própria interpretação. O autoconceito é o seu destino. Podemos dizer que o homem é mestre de seu próprio destino, e que é o seu próprio conceito de si [&#8230;]]]></description>
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<div class="video_embed clearfix"><div class="video_embed clearfix"><iframe title="O Autoconceito é o Seu Destino: O Poder da Consciência (Neville Goddard)" width="500" height="281" src="https://www.youtube.com/embed/TUHXPKLS94Q?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe></div></div>
</div></figure>



<figure class="wp-block-pullquote"><blockquote><p><strong>Se o conceito do homem sobre si mesmo fosse diferente, tudo em seu mundo seria diferente</strong></p><cite>Neville Goddard</cite></blockquote></figure>



<p>Você está vivendo uma vida de acordo com sua própria interpretação. O autoconceito é o seu destino.  Podemos dizer que<strong> o homem é mestre de seu próprio destino, e que é o seu próprio conceito de si mesmo que determina o mundo onde vive</strong>.</p>



<p>Sua realidade é um reflexo da forma como você se vê e define a si mesmo. Somente através de uma mudança de consciência, mudando o seu conceito sobre si mesmo, você será capaz de mudar de vida. </p>



<p>Pense por um minuto, se você tivesse um conceito diferente de si mesmo, tudo seria diferente para você. Você é o que é, e por isso tudo é o que é. </p>



<p><strong>Se você quiser mudar sua vida, você deve começar a mudá-la pela raiz, mudando os seus conceitos básicos de si mesmo</strong>. Uma mudança externa, tornar-se membro de organizações, grupos políticos, entidades religiosas não é o suficiente. <strong>A principal mudança deve acontecer em você, em seu próprio conceito de si. </strong></p>



<p>Então, alguns pontos importantes para você se atentar:</p>



<ul class="wp-block-list"><li>Sua realidade é um resultado de quem você é, do seu estado de ser (como você pensa, age e sente).</li><li>Você não pode mudar e criar uma nova realidade sendo a mesma pessoa de sempre, você tem que migrar para um novo estado de ser (nível de consciência)</li></ul>



<p><strong>Os eventos que você observa são determinados pelo conceitos que você tem de si mesmo. Se você mudar o conceito de si mesmo agora, os eventos a sua frente no tempo serão alterados, e quando alterados, eles formam uma nova sequência determinada a partir do momento quando houve a alteração do seu conceito.</strong></p>



<p><strong>EU SOU é a realidade para a qual, aconteça o que acontecer, devemos recorrer para obter uma explicação sobre os fenômenos da vida. É o próprio conceito do EU SOU que determina a forma e o cenário de sua existência.</strong> </p>



<p>Tudo depende de sua atitude em relação a si mesmo; o que você não afirmar como verdade sobre si mesmo não poderá ser desperto em seu mundo. Ou seja, os seus conceitos de si mesmo, tais como &#8220;EU SOU forte,&#8221; &#8220;EU SOU seguro,&#8221; &#8220;EU SOU amado&#8221;, determina o mundo em que você vive:</p>



<div class="wp-block-image"><figure class="aligncenter size-full"><img loading="lazy" decoding="async" width="700" height="400" src="https://revolucaointerior.com/wp-content/uploads/2021/12/EU-SOU-Neville-goddard.jpg" alt="" class="wp-image-4805" srcset="https://revolucaointerior.com/wp-content/uploads/2021/12/EU-SOU-Neville-goddard.jpg 700w, https://revolucaointerior.com/wp-content/uploads/2021/12/EU-SOU-Neville-goddard-300x171.jpg 300w, https://revolucaointerior.com/wp-content/uploads/2021/12/EU-SOU-Neville-goddard-322x185.jpg 322w" sizes="(max-width: 700px) 100vw, 700px" /></figure></div>



<p>É por isso que lhe foi dito: &#8220;… e que diga o fraco, &#8216;EU SOU forte&#8217;. (Jó 3, versículo 10)&#8221;, pois, pela sua concepção, a substância original – o EU SOU – é rearranjada, e deve, portanto, manifestar o que afirma o seu condicionamento. Este princípio rege todos os aspectos da sua vida, seja ele social, financeiro, intelectual ou espiritual.</p>



<div class="wp-block-image"><figure class="aligncenter size-full"><img loading="lazy" decoding="async" width="700" height="400" src="https://revolucaointerior.com/wp-content/uploads/2021/09/A-centelha-divina-que-habita-em-nos-EU-SOU.jpg" alt="" class="wp-image-4245" srcset="https://revolucaointerior.com/wp-content/uploads/2021/09/A-centelha-divina-que-habita-em-nos-EU-SOU.jpg 700w, https://revolucaointerior.com/wp-content/uploads/2021/09/A-centelha-divina-que-habita-em-nos-EU-SOU-300x171.jpg 300w, https://revolucaointerior.com/wp-content/uploads/2021/09/A-centelha-divina-que-habita-em-nos-EU-SOU-322x185.jpg 322w" sizes="(max-width: 700px) 100vw, 700px" /></figure></div>



<blockquote class="wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow"><p><em><strong>Saúde, riqueza, beleza, e genialidade não são criadas, elas apenas se manifestam através do arranjo de sua mente, isto é, através do seu conceito de si mesmo, e o seu conceito de si mesmo é tudo o que você aceita e acredita como sendo verdade.</strong></em></p><p><em><strong>ELE, o EU SOU, é glorificado quando você manifesta o seu conceito mais elevado de si mesmo.</strong></em></p><p><em>Você é livre para escolher o conceito que você aceita sobre si mesmo. Portanto, você possui o poder de intervenção, o poder que lhe permite alterar o curso do seu futuro. <strong>O processo de ascensão do seu conceito atual para um conceito mais elevado de si mesmo, é o meio para todo verdadeiro progresso.</strong> O seu conceito mais elevado está esperando por você, para que você o encarne no mundo da experiência.</em></p><p><em>(&#8230;) Assim como a Mariposa em seu desejo de conhecer a chama, estava disposta a sacrificar a si mesma, da mesma forma, para se tornar uma nova pessoa, você deve estar disposto a morrer para a sua atual concepção de si mesmo.</em></p><cite>Neville Goddard</cite></blockquote>



<p>A maior ilusão do homem é a sua convicção de que existem fatores externos ao seu próprio estado de consciência. <strong>Tudo o que sobrevém ao homem – tudo o que é feito por ele – tudo o que vem através dele – acontece como resultado de seu estado de consciência</strong>.</p>



<p>A consciência do homem é tudo o que ele pensa, deseja e ama, tudo o que ele acredita e aceita como verdade. É por isso que uma mudança de consciência é necessária antes que você possa mudar o seu mundo exterior. A chuva cai como resultado de uma mudança de temperatura nas regiões superiores da atmosfera, e da mesma forma, <strong>uma mudança de circunstância acontece como resultado de uma mudança de um estado de consciência.</strong></p>



<p>O que eu quero dizer aqui é as mudanças ocorrerão em sua vida quando você mudar o conceito de si mesmo. Para alcançar um nível mais elevado na vida, você deve assumir um conceito mais elevado de si mesmo. </p>



<p>No livro &#8220;Cartas de Cristo&#8221; isso é expresso da seguinte forma:</p>



<blockquote class="wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow"><p><em>É tempo de examinar o seu ESQUEMA MENTAL. Temos que compreender a força do nosso &#8220;ESQUEMA MENTAL&#8221; &#8211; que é soma total de toda a programação de sua consciência e do seu subconsciente.</em></p><p><em>Seu ESQUEMA MENTAL determina o seu mundo, seus relacionamentos, suas experiências, suas conquistas, seus fracassos, suas alegrias e suas tristezas. Ele é mesmo responsável pelas suas doenças e acidentes.<strong> Você vive em um mundo feito por você mesmo.</strong></em></p><cite>Cartas de Cristo</cite></blockquote>



<h2 class="wp-block-heading">Dicas para começar a mudar o seu autoconceito</h2>



<h3 class="wp-block-heading">Tome consciência da sua narrativa</h3>



<p>Uma pergunta muito importante para você começar a investigar sobre a forma que você define a si mesmo (seu autoconceito) é: <em>Qual a percepção que eu tenho de mim mesmo?</em> <em>Qual é a história que eu conto para mim mesmo a respeito de quem eu sou e de como a vida é?</em> </p>



<p>Começa a observar as formas como você costuma se definir, os rótulos, conceitos e opiniões que você tem sobre si mesmo e o mundo. Será que eles são realmente verdadeiros? Como você tem tanta certeza de tais convicções? E se o que você pensa sobre si mesmo não for realmente verdade? Como você realmente se sente em relação a VIDA? Você acha que é vida é difícil, que o mundo é injusto e que você é uma vítima ou você enxerga oportunidades, possibilidade de crescimento e abundância? </p>



<blockquote class="wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow"><p><em>Basicamente, todos os caminhos espirituais verdadeiros possuem como objetivo&nbsp; dissolver esse pequeno senso de eu, para nos abrirmos a algo muito maior do que ele, seja lá como queiramos nomear.</em></p><cite>Jetsunma Tenzin Palmo &#8211; No coração da vida</cite></blockquote>



<p><em>T</em>odo o seu progresso nessa jornada de ascenção a níveis maiores de consciencia (estados de ser mais positivos) depende de sua&nbsp;disponibilidade de <strong>questionar, de parar por um momento</strong> e ter a curiosidade de começar a questionar sua identidade mais profunda. Tenha essa disposição de questionar e abandonar as certezas que você tem sobre si mesmo.</p>



<p>É isso que Jesus quis quando disse<em> “Na verdade, te digo que aquele que não nascer de novo não pode ver o reino de Deus.” </em>&#8211; João 3:3</p>



<p>Sim! Você terá que largar totalmente essa identidade limitada que atualmente está identificado e renascer como algo totalmente novo.&nbsp;</p>



<p>Portanto: Questione os seus pensamentos. Questione suas histórias. Questione suas suposições. Questione suas opiniões. Questione suas conclusões. E mais importante, tenha a disposição de questionar e investigar sobre o seu senso de identidade atual.</p>



<h3 class="wp-block-heading">Viva como se você já fosse o seu eu ideal</h3>



<p>O Neville Goddard fala muito sobre isso no seu livro &#8220;O poder da consciência&#8221;:</p>



<blockquote class="wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow"><p><em><strong>Forme uma imagem mental do estado desejado, ou da pessoa que você quer ser</strong>. Concentre sua atenção sobre o sentimento de que você já é esta pessoa. Tire sua atenção de todas as ideias destrutivas e desagradáveis e concentre-se no ideal que você deseja alcançar. <strong>Assuma que você já é tal pessoa, que você já conquistou tais coisas que deseja, que você já é aquilo que quer ser e que você já tem aquilo que quer ter. </strong></em></p><p><em>Imagine-se ser o ideal que você sonha e deseja. Mantenha-se atento a esse estado imaginário e tão logo quando você se sentir completamente que você já é esse ideal, ele se manifestará como realidade em seu mundo. </em></p><p><em><strong>Se você se recusa a assumir a responsabilidade da encarnação de um novo e mais elevado conceito de si mesmo, então, você rejeita, o único meio, pelo qual a sua redenção, ou seja, a realização de seu ideal, pode ser efetuada.</strong></em></p><p><em>Viva a sua vida com um espírito sublime de confiança e determinação e desconsidere as aparências e as condições, na verdade desconsidere todas as evidências dos sentidos que neguem a realização do seu desejo.</em></p><p><em>Repouse na concepção de que você já é aquilo que deseja ser.</em></p><cite>Neville Goddard</cite></blockquote>



<h3 class="wp-block-heading">Um desejo intenso pela transformação</h3>



<p><strong>Toda transformação começa com um intenso e ardente desejo de ser transformado</strong>. Você deve querer ser diferente (e estar disposto a ser) antes de começar a mudar a si mesmo.</p>



<p>Faça disso a sua prioridade máxima! Se comprometa em expandir a sua consciência, se comprometa a se desfazer de suas limitações e bloqueios e de se libertar de tudo aquilo que é pequeno e limitante em você. </p>



<p>Esse desejo pela expansão e liberdade deve nortear toda a sua existência! Sem esse desejo forte não há crescimento. Esse desejo deve ser até mais forte do que você tentar controlar o seu mundo externo e ganhar validação/aprovação de outras pessoas! </p>



<p><strong>Todo o seu progresso será proporcional ao seu desejo de ser livre de suas limitações, do seu desejo de querer saber quem você verdadeiramente é, o desejo de ser um mestre de si mesmo!</strong></p>



<p>Como Adyashanti diz: “<em>O principal requisito para o crescimento espiritual é o desejo de conhecer a si mesmo</em>”</p>



<h3 class="wp-block-heading">Dissolva o seu passado</h3>



<p>Temos que deixar ir o que não nos serve mais para não ficarmos carregando toda esse bagagem desnecessária em nossas costas. Constantemente estamos recriando o passado em nossas vidas e nem percebemos, isso porque ainda estamos nos segurando/apegando a muitas coisas que já nem existem mais! </p>



<p><strong><a href="https://revolucaointerior.com/2021/09/01/como-se-libertar-do-passado-e-deixar-ir-sua-dor-emocional/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">Eu fiz um post muito completo sobre como podemos nos libertar do passado que habita em nós, então não deixe de conferir CLICANDO AQUI!</a></strong></p>
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		<title>Liberte-se de Sua Armadura Enferrujada! (O Cavaleiro Preso na Armadura)</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Davi Klein]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 12 Jul 2021 21:25:28 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Autoconhecimento]]></category>
		<category><![CDATA[Livros Fodas]]></category>
		<category><![CDATA[autoconhecimento]]></category>
		<category><![CDATA[ego]]></category>
		<category><![CDATA[espiritualidade]]></category>
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		<category><![CDATA[resenha o cavaleiro preso na armadura]]></category>
		<category><![CDATA[robert fisher]]></category>
		<category><![CDATA[uma fábula para quem busca o caminho da verdade]]></category>
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					<description><![CDATA[Imagine você ter usado uma armadura por tanto tempo que não consegue mais tirá-la? Ou pior, nem mesmo se lembra de como você realmente era. O livro &#8220;O cavaleiro Preso na Armadura: Uma fábula para quem busca o caminho da verdade&#8221; de Robert Fisher mostra a história de um personagem que está em um caminho [&#8230;]]]></description>
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<figure class="wp-block-embed aligncenter is-type-video is-provider-youtube wp-block-embed-youtube wp-embed-aspect-16-9 wp-has-aspect-ratio"><div class="wp-block-embed__wrapper">
<div class="video_embed clearfix"><div class="video_embed clearfix"><iframe title="Liberte-se de Sua Armadura Enferrujada! (O Cavaleiro Preso na Armadura)" width="500" height="281" src="https://www.youtube.com/embed/VROJ-YAwugY?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe></div></div>
</div></figure>



<p>Imagine você ter usado uma armadura por tanto tempo que não consegue mais tirá-la? Ou pior, nem mesmo se lembra de como você realmente era. </p>



<p>O livro &#8220;O cavaleiro Preso na Armadura: Uma fábula para quem busca o caminho da verdade&#8221; de Robert Fisher mostra a história de um personagem que está em um caminho espiritual de autodescoberta … <strong>de se tornar um com sua verdadeira natureza.</strong></p>



<p>O que você testemunha nesta história de aventura é o tipo de “alquimia” interna pela qual todos nós deveríamos passar em algum momento. Não há muitos livros que falem de forma tão simples e profunda sobre essa possibilidade de transformação humana. </p>



<p>Um outro livro que também retrata sobre a jornada espiritual é o &#8220;Caminho do Guerreiro Pacífico&#8221; de Dan Millman, que também recomendo a leitura!</p>



<p>A história principal do livro apresenta um cavaleiro único. O que você vê é um homem admirável à primeira vista: ele é corajoso, nobre e generoso… Mas não demorará muito para você notar outra coisa: Ele está tão apaixonado pela forma como sua armadura brilha que ele não consegue apreciar mais nada. Observamos isso no seguinte trecho do livro:</p>



<blockquote class="wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow"><p><em>“Com o passar do tempo, o cavaleiro tornou-se tão enamorado de sua armadura, que começou a usá-la para jantar e muitas vezes para dormir. Algum tempo depois, ele nem mais se importava em tirá-la. Pouco a pouco, sua família se esqueceu de sua aparência sem a armadura”</em></p></blockquote>



<p>Até que um dia, a esposa, que estava se sentindo totalmente infeliz e sozinha, disse para o cavaleiro que se ele não tirasse a sua armadura, ela e o filho iriam abandoná-lo. O cavaleiro, tentando preservar o seu casamento, tenta retirar sua armadura mas não consegue! Ela ficou presa no seu corpo, não saia de forma alguma! </p>



<p>Ele acaba se tornando um<strong> prisioneiro de si mesmo</strong>.. A partir dai, o cavaleiro parte numa jornada para tentar se libertar do peso e sofrimento que essa armadura estava lhe causando, para se relembrar de quem realmente ele era. Ele parte, então, em uma jornada espiritual de transformação e superação de obstáculos.</p>



<p>Existem algumas pérolas de sabedoria nesse livro que irei comentar logo abaixo, então não deixe de ler até o final!</p>



<h2 class="wp-block-heading">O que está por baixo de sua armadura?</h2>



<blockquote class="wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow"><p><em><em><strong>A maioria de nós está aprisionada no interior de uma armadura</strong>&nbsp;— declarou o rei.</em></em></p><p><em><em>O que o senhor quer dizer? — perguntou o cavaleiro.&nbsp;<strong>Nós levantamos barreiras para proteger quem pensamos ser. Então um dia ficamos presos atrás das barreiras e não conseguimos mais sair</strong>.</em></em></p></blockquote>



<p>A verdade é que, de uma forma ou de outra, todos nós nos levantamos todos os dias com nossa própria armadura enferrujada. Continuamos apegados a muitas coisas que já não servem mais, que são apenas cargas desnecessárias, mas que temos medo de deixá-las ir, pois ficamos com medo de largar o que funcionou até agora, o que nos é familiar, confortável e seguro.</p>



<p>O senso de &#8220;eu&#8221; que temos é composto majoritariamente de histórias que contamos a nós mesmos, que são derivadas de nossas experiências do passado. Porém, você é o seu passado? Ou ele existe somente no seu psicológico, na forma de memória? Você é apenas uma memória? A totalidade de seu ser é definida apenas por um pensamento? Temos que investigar tais suposições, pois se não, vamos ficar presos a algo que não existe mais, que está apenas na nossa memória e não tem existência real no presente.</p>



<div class="wp-block-image"><figure class="aligncenter size-large"><img loading="lazy" decoding="async" width="700" height="350" src="https://revolucaointerior.com/wp-content/uploads/2021/01/A-mente-e-o-seu-passado-tentando-constantemente-controlar-o-seu-presente-e-o-seu-futuro.-E-o-passado-morto-que-permanece-controlando-o-presente-vivo.-Fique-alerta-quanto-a-isso._-OSHO.png" alt="" class="wp-image-1250" srcset="https://revolucaointerior.com/wp-content/uploads/2021/01/A-mente-e-o-seu-passado-tentando-constantemente-controlar-o-seu-presente-e-o-seu-futuro.-E-o-passado-morto-que-permanece-controlando-o-presente-vivo.-Fique-alerta-quanto-a-isso._-OSHO.png 700w, https://revolucaointerior.com/wp-content/uploads/2021/01/A-mente-e-o-seu-passado-tentando-constantemente-controlar-o-seu-presente-e-o-seu-futuro.-E-o-passado-morto-que-permanece-controlando-o-presente-vivo.-Fique-alerta-quanto-a-isso._-OSHO-300x150.png 300w" sizes="(max-width: 700px) 100vw, 700px" /></figure></div>



<blockquote class="wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow"><p><em>&#8220;A memória não é a verdade e nunca poderá ser, porque a verdade é sempre viva, a verdade é vida. A memória é a persistência daquilo que não existe mais. É viver em um mundo de fantasmas, mas ele nos contém, é a nossa prisão.&#8221;</em></p><cite>OSHO</cite></blockquote>



<blockquote class="wp-block-quote is-style-large is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow"><p>&#8220;O agora importa mais do que qualquer outro momento, pois é o que você está fazendo hoje que está determinando em quem você está se tornando e quem você está se tornando sempre determinará a qualidade e direção de sua vida&#8221;</p><cite>Hal Elrod</cite></blockquote>



<p>O problema, é que enquanto você não soltar essas histórias, nada de novo pode entrar! Temos que deixar ir todas essas coisas que já não servem mais! Temos que nos perdoar e seguir em frente, na direção que desejarmos!</p>



<p>Uma das passagens desse livro diz o seguinte:</p>



<blockquote class="wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow"><p>&#8220;<em>Você não compreende porque<strong>&nbsp;tenta compreender com a mente, mas a mente é limitada.</strong><br>Tenho uma mente muito boa — argumentou o cavaleiro.<br>Além de muito esperta — acrescentou Merlin. —</em><strong><em>&nbsp;Ela o aprisionou nessa armadura toda</em>.</strong>“</p></blockquote>



<div class="wp-block-image"><figure class="aligncenter size-large"><img loading="lazy" decoding="async" width="700" height="394" src="https://revolucaointerior.com/wp-content/uploads/2021/07/Osho-frases.jpg" alt="" class="wp-image-3190" srcset="https://revolucaointerior.com/wp-content/uploads/2021/07/Osho-frases.jpg 700w, https://revolucaointerior.com/wp-content/uploads/2021/07/Osho-frases-300x169.jpg 300w, https://revolucaointerior.com/wp-content/uploads/2021/07/Osho-frases-218x122.jpg 218w" sizes="(max-width: 700px) 100vw, 700px" /></figure></div>



<figure class="wp-block-pullquote"><blockquote><p><em>&#8220;O agora é a única realidade, tudo o mais é ou memória ou imaginação.&#8221;</em></p><cite>OSHO</cite></blockquote></figure>



<p>Isso nos leva ao segundo item que é:</p>



<h2 class="wp-block-heading">Liberte-se do passado!</h2>



<p>Esse trecho do livro a seguir fala exatamente sobre esse processo de soltar/desapegar de coisas que não nos servem mais:</p>



<blockquote class="wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow"><p><em>&#8220;Embora possua este universo, nada possuo, <strong>pois não posso conhecer o desconhecido, se ao conhecido me agarro</strong>.</em>&#8220;</p></blockquote>



<p>Resumindo: Todos nos temos alguns &#8220;conhecidos&#8221; que nos agarramos durante toda a nossa vida. Por exemplo, sua <strong>identidade</strong> — quem você pensa que é e o que não é, suas <strong>crenças</strong> — tudo aquilo que pensa ser verdadeiro e que pensa ser falso. E seus<strong> julgamentos</strong> — as coisas que considera boas e as coisas que considera ruins.</p>



<p>Para conhecermos nosso verdadeiro eu, temos que nos libertar do conhecido, das coisas que estamos apegados &#8211; que são justamente elas que estão nos limitando, nos restringindo. Temos que soltar! E acreditar!</p>



<figure class="wp-block-pullquote"><blockquote><p><em>&#8220;Seja como uma árvore e deixe as folhas mortas caírem&#8221;</em></p><cite>RUMI</cite></blockquote></figure>



<h2 class="wp-block-heading">A Importância do Silêncio para o Autoconhecimento</h2>



<p>Muitas grandes tradições espirituais honram a prática do silêncio como uma forma de aprofundar a conexão com nosso ser mais íntimo.</p>



<blockquote class="wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow"><p>&#8220;<em>Dentro de cada um de nós, há um silêncio, um silêncio tão vasto quanto o universo. E quando experimentamos esse silêncio, nos lembramos de quem somos …” </em></p><cite>Gunilla Norris</cite></blockquote>



<blockquote class="wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow"><p>&#8220;<em>Você nunca é mais essencialmente você mesmo do que quando está em silêncio</em>.&#8221;</p><cite>Eckhart Tolle</cite></blockquote>



<p>No livro &#8220;O cavaleiro preso na armadura&#8221; as seguintes passagens mostram a importância do silêncio para o autoconhecimento:</p>



<blockquote class="wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow"><p>&#8220;<em>Ficar em silêncio significa mais do que não falar — disse o rei. —&nbsp;<strong>Descobri que, quando estava com alguém, mostrava apenas a minha melhor imagem. Não deixava as barreiras cederem e não permitia que nem eu nem a outra pessoa víssemos o que eu estava tentando esconder.</strong></em>&nbsp;<strong>É preciso ficar sozinho para deixar a armadura cair</strong>“</p></blockquote>



<p>Foi somente quando o cavaleiro ficou em silêncio que ele, pela primeira vez, ouviu a voz do seu verdadeiro eu:</p>



<blockquote class="wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow"><p>&#8220;<em><strong>Tenho estado por perto há anos — replicou a voz —, mas esta é a primeira vez que você fica quieto o bastante para me escutar.”</strong></em></p></blockquote>



<p>Como podemos nos conhecer se estamos a todo momento rodeados de pessoas nos dizendo quem somos, nos dizendo o que fazer, nos criticando &#8211; ou seja, rodeados de todo esse barulho? O autoconhecimento só é possível quando você está em silêncio!</p>



<h2 class="wp-block-heading">O Caminho da verdade: acordar ou permanecer dormindo</h2>



<p>Nessa vida, temos apenas duas opções: acordar ou permanecer dormindo. Para acordarmos, temos que trilhar o caminho da verdade &#8211; colocando-a acima de tudo! </p>



<p>O cavaleiro, sabendo que iria enfrentar uma árdua jornada nesse caminho, hesitou por um momento e disse:</p>



<blockquote class="wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow"><p><em>“Não sei se vale a pena. O que vou ganhar quando atingir o topo?<br><strong>É o que você vai perder</strong>&nbsp;— Merlin explicou. —&nbsp;<strong>A armadura</strong>!”</em></p></blockquote>



<p>O cavaleiro se viu diante de duas escolhas: Ele poderia voltar ao caminho antigo, continuando preso a armadura e se tornando cada vez mais isolado e infeliz ou prosseguir nesse caminho totalmente novo e desconhecido: o&nbsp;<strong>caminho da verdade</strong>! O cavalheiro, escolhe então, prosseguir no caminho da verdade &#8211; uma escolha que todas as pessoas comprometidas com a verdade também deve realizar</p>



<h2 class="wp-block-heading">Amar a si mesmo</h2>



<p>&nbsp;<strong>Aprender a amar a si mesmo</strong>&nbsp;só é possível com o&nbsp;<strong>autoconhecimento</strong>! Isso envolve você aceitar a totalidade de quem você é, tanto suas qualidades quanto os seus defeitos! Significa reconhecer que você é perfeitamente imperfeito! O amor próprio envolve diversos fatores, como: perdoar a si mesmo, cuidar de si mesmo (fisicamente e mentalmente), estabelecer limites pessoais, ser o seu melhor amigo, não se julgar negativamente etc)</p>



<p>Isso é demonstrado na seguinte passagem do livro:</p>



<blockquote class="wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow"><p><em>“Sim — ele concordou —, há uma outra batalha a ser travada no Caminho da Verdade.&nbsp;<strong>A luta será aprender a ama</strong>r a si mesmo.”</em></p><p><em>Como farei isso? — perguntou o cavaleiro.</em></p><p><em>Para começar,&nbsp;<strong>você tem de aprender a se conhecer&nbsp;</strong>— respondeu Merlin. — Essa batalha não pode ser vencida com sua espada, portanto você pode deixá-la aqui.</em></p></blockquote>



<figure class="wp-block-pullquote"><blockquote><p>&#8220;<em>Se você se amar, vai amar os outros. Se você se odiar, vai odiar os outros. Porque o seu relacionamento com os outros é apenas um reflexo de como você se relaciona consigo mesmo.</em>&#8220;</p><cite>OSHO</cite></blockquote></figure>



<h2 class="wp-block-heading">Liberação de emoções</h2>



<blockquote class="wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow"><p><em>&#8220;Lágrimas de sentimentos reais vão me libertar da minha armadura!&#8221;</em></p></blockquote>



<p>Reconhecer suas próprias necessidades e se conectar com as emoções reprimidas dentro de você são os primeiros passos para tirar o peso da armadura dos ombros. Quando se trata de se livrar dessa ferrugem, não há nada melhor do que arejar as coisas, liberar a tensão, chorar … </p>



<p>O ego sobrevive e se esconde justamente nessas emoções reprimidas que não nos permitimos sentir e que não trazemos a luz de nossa consciência. </p>



<p>Ao longo de nossa vida, acumulamos uma quantidade gigantesca de sofrimento e dificilmente paramos para reconhecê-lo e processá-lo. Toda essa carga emocional negativa torna-se quase como uma entidade viva dentro de nós, e ela só continua sobrevivendo pois não a reconhecemos e não a tornamos consciente &#8211; ao invés disso &#8211; continuamos fingindo que essa carga emocional negativa não existe, por meio da repressão, negação, projeção e escapismos. </p>



<p><a href="https://revolucaointerior.com/2021/03/26/o-mecanismo-de-deixar-ir-a-melhor-ferramenta-para-aumentar-sua-vibracao/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">Expliquei melhor sobre como realizar esse processo de liberação de emoções negativas num outro artigo, na qual comento sobre o mecanismo de Deixar Ir ensinado pelo David R. Hawkins <strong>(CLIQUE AQUI PARA VER)</strong></a></p>



<blockquote class="wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow"><p><em>&#8220;A tristeza… Ela arranca as raízes podres, para que novas raízes escondidas por baixo tenham espaço suficiente para crescerem. Qualquer que seja a tristeza que sacuda o seu coração, coisas muito melhores tomarão o seu lugar&#8221;</em></p><p>&#8220;<em>Não se perca na sua dor, saiba que um dia a sua dor irá tornar-se a própria cura</em>.&#8221;</p><cite>Rumi</cite></blockquote>



<h2 class="wp-block-heading">Resumindo</h2>



<p>A felicidade, o amor e a paz surgem conforme vamos nos liberando de nossa armadura. Por baixo de nossa armadura está o nosso verdadeiro eu! Toda o trabalho espiritual consiste em nos livrarmos de nossas limitações que nos prendem a pequenez, que nos prendem a um estado de ser limitado para nos relembrarmos de nossa verdadeira natureza ilimitada.</p>



<blockquote class="wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow"><p>&#8220;<em>A escuridão é a ausência de luz. O ego é a ausência de consciência. </em>&#8220;</p><p><em>&#8220;A felicidade é a morte do ego&#8221;</em></p><cite>OSHO</cite></blockquote>



<figure class="wp-block-pullquote"><blockquote><p>&#8220;<em>A tarefa não é buscar o amor, mas apenas procurar e desfazer todas as barreiras dentro de si mesmo que você construiu contra ele.</em>&#8220;</p><cite>RUMI</cite></blockquote></figure>
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		<title>Saia de Sua Armadura! Resenha do Livro &#8220;O Cavaleiro Preso na Armadura&#8221;</title>
		<link>https://revolucaointerior.com/2021/07/08/saia-de-sua-armadura-resenha-do-livro-o-cavaleiro-preso-na-armadura/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Davi Klein]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 08 Jul 2021 17:32:19 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Autoconhecimento]]></category>
		<category><![CDATA[Livros Fodas]]></category>
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		<category><![CDATA[as mascaras que colocamos]]></category>
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		<category><![CDATA[ego]]></category>
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					<description><![CDATA[O livro &#8220;O cavaleiro preso na armadura&#8221; de Robert Fisher é uma fábula para quem esta trilhando o caminho espiritual que demonstra brilhantemente como nos esquecemos de quem verdadeiramente somos, o nosso verdadeiro eu, ao vestirmos inúmeras mascaras com intuito de sermos aceitos, valorizados, de nos sentirmos melhores que os outros etc. O cavaleiro dessa [&#8230;]]]></description>
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<div class="video_embed clearfix"><div class="video_embed clearfix"><iframe title="Liberte-se de Sua Armadura Enferrujada! (O Cavaleiro Preso na Armadura)" width="500" height="281" src="https://www.youtube.com/embed/VROJ-YAwugY?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe></div></div>
</div></figure>



<p>O livro &#8220;O cavaleiro preso na armadura&#8221; de Robert Fisher é uma fábula para quem esta trilhando o caminho espiritual que demonstra brilhantemente como nos esquecemos de quem verdadeiramente somos, o nosso verdadeiro eu, ao vestirmos inúmeras mascaras com intuito de sermos aceitos, valorizados, de nos sentirmos melhores que os outros etc.</p>



<p>O cavaleiro dessa história por anos se esforçou para ser o número um de todo o reino. Ele não parava quieto, sempre estava envolvido em alguma cruzada, andando em todas as direções ao mesmo tempo, com objetivo de provar para os outros como ele era bondoso, gentil e amoroso, ao combater os inimigos, enfrentar os dragões e salvar as donzelas.</p>



<p>O cavaleiro era conhecido por sua armadura, que era cheia de luzes e que chamava a atenção de todos da aldeia. </p>



<p>Ele tinha uma esposa chamada Juliet e um filho chamado Christopher. A esposa e o filho quase nunca viam o cavaleiro, pois este sempre estava no campo de batalha ou senão admirando e contemplando sua linda armadura.  </p>



<p>Além disso, o cavaleiro só sabia falar sobre si mesmo, em um monólogo entediante (que ele considerava incrível, pois falava de todas as suas aventuras no campo de batalha) e, por isso, nunca deixava a esposa ou o filho falarem algo:</p>



<blockquote class="wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow"><p><em>&#8220;Com o passar do tempo, o cavaleiro tornou-se tão enamorado de sua armadura, que começou a usá-la para jantar e muitas vezes para dormir. Algum tempo depois, ele nem mais se importava em tirá-la. Pouco a pouco, sua família se esqueceu de sua aparência sem a armadura&#8221;</em></p></blockquote>



<p>Até que um dia, a esposa, que estava se sentindo totalmente infeliz e sozinha, disse para o cavaleiro que se ele não tirasse a sua armadura, ela e o filho iriam abandoná-lo:</p>



<blockquote class="wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow"><p><em>-Então tire essa armadura para que eu possa ver quem você realmente é! — ela exigiu.<br>-Não posso tirá-la. Tenho de estar pronto para montar em meu cavalo e sair em qualquer direção — explicou o cavaleiro.<br>-Se você não tirar essa armadura, vou pegar o Christopher, montar no meu cavalo e sair de sua vida.</em></p></blockquote>



<p>Isso foi um choque para o cavaleiro, pois ele amava tanto sua esposa quanto o seu filho. porém, também amava a sua armadura, pois ela revelava a todos quem ele era: <em>um cavaleiro gentil, bondoso e amoroso</em>.</p>



<p>O cavaleiro opta por tirar a armadura e preservar o seu casamento, porém, ao tentar tirá-la ele não consegue! A armadura ficou presa no seu corpo! Mas isso não era tanta surpresa, afinal, ele não a tirava fazia anos. Ele fica desesperado. Tenta pedir ajuda ao ferreiro mais forte do reino, mas ele não conseguiu tirar a armadura. </p>



<p>A esposa ficava cada vez mais distante do marido:</p>



<blockquote class="wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow"><p>&#8220;<em>-Não é culpa minha, se fiquei preso nesta armadura. Eu tinha de usá-la, pois só assim estaria sempre pronto para a luta. De que outro jeito poderia conseguir bons castelos e cavalos para você e Christopher?<br>-Você não fez isso por nossa causa — argumentou Juliet. — Você fez isso para você mesmo</em>.&#8221;</p></blockquote>



<p>Mas o cavaleiro não desistiu, ele sabia que ainda tinha alguém, em algum lugar, que poderia ajudá-lo! Então, ele pegou o seu cavalo e saiu cavalgando, em busca de alguma ajuda.</p>



<p>Eis que ele encontra o bobo da corte, perto da saída do reino, que lhe diz que o mago Merlin poderia ajudá-lo a remover sua armadura:</p>



<blockquote class="wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow"><p><em>&#8220;-Cavaleiro, existe alguém que pode lhe ajudar, trazer seu verdadeiro eu para diante do olhar. &#8220;</em></p><p><em>&#8220;-Você conhece alguém que pode me tirar desta armadura? Quem é essa pessoa?&#8221;</em></p><p><em>-&#8220;O Mago Merlin você precisa encontrar, então descobrirá como se libertar&#8221;</em></p></blockquote>



<p>O cavaleiro parte em direção a floresta, que era o local onde o Mago se encontrava (ele só não sabia onde exatamente). Depois de meses de busca, finalmente ele encontra o mago:</p>



<blockquote class="wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow"><p><em>&#8220;Estive procurando por você — ele disse ao mago. — Há meses que estou perdido.&#8221;<br>&#8220;Toda a sua vida — corrigiu o mago&#8221;</em></p></blockquote>



<p>O Merlin, então, começou o tratamento para retirar o cavaleiro da armadura, dando-lhe  um líquido chamado &#8220;Vida&#8221;:</p>



<blockquote class="wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow"><p><em>O que é essa bebida? — perguntou o Cavaleiro.</em></p><p><em>Vida — respondeu Merlin.</em></p><p><em>Vida?</em></p><p><em>Sim — disse o sábio mago. — Não parecia amargo no início, e depois, enquanto você provava mais, não ia se tornando agradável? </em></p><p><em>O cavaleiro concordou: Sim, e os últimos goles eram absolutamente deliciosos. Foi quando você começou a aceitar o que eslava bebendo.</em></p><p><em><strong>Você quer dizer que a vida é boa quando a aceitamos</strong>? — perguntou o cavaleiro</em></p><p><em><strong>E não é</strong>? — replicou Merlin, levantando uma sobrancelha em sinal de divertimento.</em></p></blockquote>


<div class="wp-block-image">
<figure class="aligncenter size-full"><a href="https://revolucaointerior.com/2022/04/18/revolucao-interior-um-guia-para-a-cura-e-maestria-emocional/" target="_blank" rel="noreferrer noopener"><img loading="lazy" decoding="async" width="700" height="360" src="https://revolucaointerior.com/wp-content/uploads/2022/07/Revolucao-interior-1.png" rel="gallery" class="fancybox"  alt="" class="wp-image-6342" srcset="https://revolucaointerior.com/wp-content/uploads/2022/07/Revolucao-interior-1.png 700w, https://revolucaointerior.com/wp-content/uploads/2022/07/Revolucao-interior-1-300x154.png 300w" sizes="(max-width: 700px) 100vw, 700px" /></a></figure>
</div>


<p>O cavaleiro queria sair logo da armadura. Estava inquieto, perturbado e sempre perguntava para o Merlin &#8220;Quando eu vou sair dessa armadura?&#8221;  Todos os dias, Merlin respondia: &#8220;<strong>Paciência! Faz muito tempo que você a usa. Não dá para se livrar dela da noite- para o dia</strong>.&#8221;</p>



<p>O que eu achei muito legal dessa fábula é que, no seu decorrer, existem muitas reflexões que nos convidam a introspecção e ao questionamento interior. Como no caso dessa passagem a seguir, em que o cavaleiro pergunta para o Merlin se ele foi realmente o mestre do rei Arthur:</p>



<blockquote class="wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow"><p>&#8220;<em>Sim, fui o professor de Arthur — ele disse.<br>Mas como é possível você ainda estar vivo? Arthur viveu séculos atrás! — exclamou o cavaleiro.<br>Quando se está conectado à Fonte, <strong>passado, presente e futuro são tudo a mesma coisa</strong> — replicou Merlin.<br>O que é a Fonte? — perguntou o cavaleiro.<br><strong>É o poder misterioso e invisível do qual tudo se origina.</strong><br>Não compreendo — disse o cavaleiro.<br>Você não compreende porque<strong> tenta compreender com a mente, mas a mente é limitada.</strong><br>Tenho uma mente muito boa — argumentou o cavaleiro.<br>Além de muito esperta — acrescentou Merlin. —</em><strong><em> Ela o aprisionou nessa armadura toda</em>.</strong>&#8220;</p></blockquote>



<blockquote class="wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow"><p><em>&#8220;Você uma vez me disse que eu coloquei esta armadura porque tinha medo.<br>E não é verdade? — replicou Merlin.<br>Não, eu a vesti para me proteger, quando ia para a batalha.<br>E você tinha medo de que fosse gravemente ferido ou morto — acrescentou Merlin.<br>Não é do que todo mundo tem medo?                                                                                                                         Quem foi que disse que você tinha de ir batalhar?<br>Eu tinha de provar que era um cavaleiro bondoso, gentil e amoroso.<br>Se você era realmente bondoso, gentil e amoroso, <strong>por que precisava provar isso?</strong>&#8220;</em></p></blockquote>



<p>O cavaleiro, durante o tempo que ficava com Merlin, começou a ficar ansioso, pois queria voltar logo a sua esposa e o seu filho: </p>



<blockquote class="wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow"><p>&#8220;<em>Para onde iria?<br>De volta até Juliet e Christopher. Eles estão sozinhos há muito tempo. Tenho de voltar e tomar conta deles.<br><strong>Como você pode tomar conta deles, se não consegue nem tomar conta de si mesmo?</strong> — Merlin perguntou</em>&#8220;</p></blockquote>



<blockquote class="wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow"><p><em>&#8220;Você quer dizer que eles poderiam não me querer de volta? &#8211; perguntou o cavaleiro, surpreso. — É claro que eles me dariam uma nova chance. Afinal de contas, sou um dos maiores cavaleiros do reino.<br>Talvez essa armadura seja mais espessa do que parece — disse Merlin, gentilmente&#8221;</em></p></blockquote>



<p>O cavaleiro começou a refletir, então, sobre a péssima maneira como tratava a esposa e o seu filho, sendo praticamente um desconhecido entre eles, e acabou percebendo que talvez nem a esposa e nem o filho gostariam de tê-lo de volta. Isso fez o cavaleiro chorar intensamente, talvez pela primeira vez em sua vida. </p>



<p>De tanto chorar, o cavaleiro, exausto, acaba adormecendo. Quando acorda, ele se sente envergonhado por tal constrangimento. Porém, Merlin diz: &#8220;</p>



<blockquote class="wp-block-quote is-style-large is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow"><p>&#8220;Você acaba de dar o primeiro passo para sair dessa armadura&#8221;</p></blockquote>



<p>O Merlin, então diz que está na hora do cavaleiro partir &#8211; lembrando ao cavaleiro de seu proposito: <strong>de se livrar da armadura</strong>:</p>



<blockquote class="wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow"><p><em>Por que me importar? — perguntou o cavaleiro morosamente. — Para Juliet e Christopher não faz diferença se eu retirar ou não esta armadura.<br><strong>Pense em você mesmo</strong> — sugeriu Merlin. — Ter ficado preso em todo esse aço lhe causou um monte de problemas, e <strong>sua situação só irá piorar com o passar do tempo.</strong></em></p></blockquote>



<blockquote class="wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow"><p><em>&#8220;E faz quanto tempo desde que você sentiu pela última vez o calor de um beijo, a fragrância de uma flor, ou ouviu o som de uma melodia bonita, sem que essa armadura se interpusesse no caminho?<br>Nem me lembro — resmungou o cavaleiro, tristemente. — Você está certo, Merlin. Tenho de retirar esta armadura <strong>para mim mesmo</strong>.<br><strong>Você não pode continuar a viver e a pensar como fazia no passado</strong> — continuou Merlin. — Essa é a principal razão por que ficou encarcerado nessa prisão de aço.&#8221;</em></p></blockquote>



<p>O cavaleiro pergunta a Merlin: Mas como eu conseguirei retirar essa armadura?</p>



<p>O Merlin lhe mostra, então, o caminho que o cavaleiro tinha percorrido até então, quando ele chegou na floresta pela primeira vez:</p>



<blockquote class="wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow"><p><em>&#8220;Não percorri nenhum caminho — disse o cavaleiro. — Estive perdido durante meses!<br><strong>É comum as pessoas não terem consciência do caminho que estão seguindo</strong> — replicou Merlin.<br>Você quer dizer que este caminho estava aqui, mas eu não conseguia vê-lo?<br><strong>Sim, e você pode voltar por ele, se quiser, mas ele conduz à desonestidade, ganância, ódio, ciúme, medo e ignorância</strong>.&#8221;</em></p></blockquote>



<p>O mago mostra uma outra alternativa, um outro caminho que o cavaleiro nunca tinha ouvido falar. Esse caminho era chamado &#8220;<strong>O Caminho da Verdade&#8221;</strong>. Era um caminho bem mais difícil que o anterior, o que acabou gerando grande incômodo ao cavaleiro, que diz:</p>



<blockquote class="wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow"><p><em>&#8220;Não sei se vale a pena. O que vou ganhar quando atingir o topo?<br><strong>É o que você vai perder</strong> — Merlin explicou. — <strong>A armadura</strong>!&#8221;</em></p></blockquote>



<p>Então, o cavaleiro se viu diante de duas escolhas: Ele poderia voltar ao caminho antigo, continuando preso a armadura e se tornando cada vez mais isolado e infeliz ou prosseguir nesse caminho totalmente novo e desconhecido: o <strong>caminho da verdade</strong>! O cavalheiro, escolhe então, prosseguir no caminho da verdade.</p>



<p>Merlin avisa o cavalheiro que nesse caminho ele terá que passar por três castelos diferentes:</p>



<blockquote class="wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow"><p><em>&#8220;O primeiro castelo chama-se<strong> Silêncio</strong>; o segundo,<strong> Conhecimento</strong>; e o terceiro, <strong>Vontade e Ousadia</strong>. Depois de entrar neles, você encontrará a saída somente depois de ter aprendido o que está lá para você aprender.&#8221;</em></p></blockquote>



<p>Merlin diz, que além desses desafios, há uma outra batalha que ele têm que enfrentar nesse caminho: <strong>Aprender a amar a si mesmo</strong> &#8211; e isso só é possível com o <strong>autoconhecimento</strong>.</p>



<blockquote class="wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow"><p><em>&#8220;Sim — ele concordou —, há uma outra batalha a ser travada no Caminho da Verdade. <strong>A luta será aprender a ama</strong>r a si mesmo.&#8221;</em></p><p><em>Como farei isso? — perguntou o cavaleiro.</em></p><p><em>Para começar, <strong>você tem de aprender a se conhecer </strong>— respondeu Merlin. — Essa batalha não pode ser vencida com sua espada, portanto você pode deixá-la aqui.</em>&#8220;</p></blockquote>



<p>O cavaleiro começa, então, a caminhar em direção aos castelos, no caminho da verdade. Em um momento, percebe que o elmo de sua armadura se soltou. Isso aconteceu devido aquele intenso choro que o cavaleiro teve, ao saber que sua esposa e o seu filho talvez não o quisessem mais de volta.</p>



<blockquote class="wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow"><p><em>&#8220;É isso! — ele exclamou. — Lágrimas de sentimentos reais me libertarão desta armadura!&#8221;</em></p></blockquote>



<p>Depois de alguma caminhada, o cavaleiro finalmente está a poucos metros do <strong>castelo do silêncio</strong>. Ele fica um pouco desapontado pelo fato do castelo não ser aquilo que ele esperava (ele esperava um castelo com uma estrutura extravagante). Um dos dois animais que estavam o acompanhando nessa viagem, disso o seguinte para ele:</p>



<blockquote class="wp-block-quote is-style-default is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow"><p><em>&#8220;Quando você aprender a <strong>aceitar em vez de ter expectativas</strong>, seus desapontamentos serão menores.&#8221;</em></p><p><em>&#8220;<strong>Os animais aceitam e os seres humanos têm expectativas</strong>. Você nunca ouvirá um coelho dizer &#8220;Espero que o sol apareça de manhã para eu poder ir até o lago brincar&#8221;. Se o sol não aparecer, isso não estragará o dia do coelho. Ele simplesmente é feliz sendo um coelho.&#8221;</em></p><p><em>&#8220;O cavaleiro refletiu sobre isso. Ele não conseguia se lembrar de muitas pessoas que eram felizes simplesmente sendo pessoas.&#8221;</em></p></blockquote>



<p>Foi quando o cavaleiro chega a porta do primeiro castelo.</p>


<div class="wp-block-image">
<figure class="aligncenter size-full"><a href="https://revolucaointerior.com/2022/04/18/revolucao-interior-um-guia-para-a-cura-e-maestria-emocional/" target="_blank" rel="noreferrer noopener"><img loading="lazy" decoding="async" width="700" height="360" src="https://revolucaointerior.com/wp-content/uploads/2022/07/Revolucao-interior-1.png" rel="gallery" class="fancybox"  alt="" class="wp-image-6342" srcset="https://revolucaointerior.com/wp-content/uploads/2022/07/Revolucao-interior-1.png 700w, https://revolucaointerior.com/wp-content/uploads/2022/07/Revolucao-interior-1-300x154.png 300w" sizes="(max-width: 700px) 100vw, 700px" /></a></figure>
</div>


<h2 class="wp-block-heading">O Castelo do Silêncio</h2>



<p>O silêncio que fazia nesse castelo era extraordinário, misterioso:</p>



<blockquote class="wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow"><p><em>&#8220;O Castelo do Silêncio foi bem nomeado&#8221;, ele pensou. Nunca em sua vida se sentira tão sozinho.</em></p></blockquote>



<p>O cavalheiro, inesperadamente, encontra o rei de seu reino dentro do mesmo castelo, que também estava seguindo o caminho da verdade:</p>



<blockquote class="wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow"><p><em>— Estou surpreso de vê-lo aqui. Ouvi falar que o senhor estava numa cruzada.<br>É isso que eu digo sempre que viajo pelo Caminho da Verdade — o rei explicou. — E mais fácil para meus súditos entenderem.<br>O cavaleiro parecia intrigado. Todos entendem as cruzadas — disse o rei —, mas <strong>muito poucos entendem a verdade</strong>.<br>Sim — concordou o cavaleiro. — Eu mesmo não estaria neste caminho, se não estivesse aprisionado nesta armadura.<br><strong>A maioria de nós está aprisionada no interior de uma armadura</strong> — declarou o rei.<br>O que o senhor quer dizer? — perguntou o cavaleiro. <strong>Nós levantamos barreiras para proteger quem pensamos ser. Então um dia ficamos presos atrás das barreiras e não conseguimos mais sair</strong>.</em></p></blockquote>



<p>O rei diz ao cavalheiro que para avançar desse castelo, o cavalheiro precisa compreender a lição que estava ali &#8211; só assim a porta se revelaria.</p>



<blockquote class="wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow"><p>&#8220;<em>Quando você compreender o que há nesta sala, será capaz de ver a porta que conduz à sala seguinte</em>&#8220;</p></blockquote>



<p>O cavalheiro sugere que eles avancem juntos, para não terem que andar sozinhos nesse castelo silencioso, mas o rei responde:</p>



<blockquote class="wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow"><p>&#8220;<em>O rei balançou a cabeça, dizendo: Certa vez, tentei isso. É verdade que meus companheiros e eu não estávamos sozinhos, porque falávamos constantemente, <strong>mas quando se fala, é impossível ver a porta para sair desta sala</strong>.</em>&#8220;</p></blockquote>



<p>Então, o cavaleiro sugere que eles apenas andem em silêncio juntos. O rei, novamente, nega e diz:</p>



<blockquote class="wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow"><p>&#8220;<em>Não, já tentei isso também. O vazio se tornou menos doloroso, mas ainda assim eu não conseguia ver a porta para sair desta sala.<br>O cavaleiro protestou: Mas se o senhor não estava falando…<br>Ficar em silêncio significa mais do que não falar — disse o rei. — <strong>Descobri que, quando estava com alguém, mostrava apenas a minha melhor imagem. Não deixava as barreiras cederem e não permitia que nem eu nem a outra pessoa víssemos o que eu estava tentando esconder.</strong></em> <strong>É preciso ficar sozinho para deixar a armadura cair</strong>&#8220;</p></blockquote>



<p>O rei se despede do cavaleiro e avança com sua jornada. O cavaleiro ainda não conseguia ver a porta. Ele se sentia muito desconfortável e triste com todo aquele silêncio, e então começou a cantar sem parar, para evitá-lo. Foi quando percebeu algo muito importante: ele tinha um grande medo de ficar sozinho.</p>



<blockquote class="wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow"><p><em>&#8220;Conforme sentia sua voz ficando cansada, percebia que a quietude tornava seu canto inaudível, envolvendo-o num silêncio total e devastador. Somente então, o cavaleiro pôde francamente admitir algo que nunca tinha reconhecido antes: <strong>tinha medo de ficar sozinho.</strong></em>&#8220;</p></blockquote>



<p>Começou a falar alto consigo mesmo, coisa que fazia desde sua infância, nunca deixando outras pessoas falarem &#8211; interrompendo-as constantemente. Ele também acaba descobrindo que tinha falado tanto a vida inteira <strong>para evitar se sentir sozinho</strong>.</p>



<p>Logo irrompeu em sua mente que, durante toda a sua vida, perdera tempo falando sobre o que tinha feito e o que iria fazer. <strong>Nunca desfrutara o que estava realmente acontecendo</strong>.</p>



<p>Foi quando o cavaleiro fez algo que nunca havia feito antes. <strong>Sentou-se tranquilo e ouviu o silêncio</strong>. Ocorreu-lhe que, na maior parte de sua vida, <strong>nunca tinha realmente ouvido alguém ou alguma coisa</strong>.</p>



<blockquote class="wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow"><p><em>&#8220;Também não ouvira Juliet, quando ela tentava lhe dizer como se sentia — especialmente quando ela estava triste. Isso lembrava ao cavaleiro que ele estava triste também. De fato, uma das razões por que passara a deixar a armadura no corpo o tempo todo era que ela abafava o som da voz triste de Juliet. Tudo que tinha de fazer era abaixar a viseira, e com isso conseguia fazê-la se calar.&#8221;</em></p></blockquote>



<p>Após perceber toda a dor que sua esposa passara, e a dor e solidão que estavam dentro dele, o cavaleiro começou a chorar muito. Depois de todo esse choro, ele escuta uma voz &#8211; a voz do seu <strong>verdadeiro eu</strong>:</p>



<blockquote class="wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow"><p>&#8220;<em>A voz parecia vir de dentro dele. Seria possível?<br>Sim, é possível — respondeu a voz. — Sou o seu<strong> eu verdadeiro</strong>.<br>Mas eu sou o meu eu verdadeiro — protestou o cavaleiro.<br>Olhe para si mesmo — disse a voz com uma ponta de desgosto —, sentado aí meio morto de fome, envolto nessa sucata com uma viseira enferrujada e ostentando uma barba ensopada. Se você é o seu eu verdadeiro, ambos estamos encrencados!<br>Agora preste atenção — disse o cavaleiro —, vivi todos esses anos sem ouvir uma única palavra sua. Agora que ouço, a primeira coisa que diz é que você é o meu eu verdadeiro. Por que não se manifestou antes?<br><strong>Tenho estado por perto há anos — replicou a voz —, mas esta é a primeira vez que você fica quieto o bastante para me escutar.&#8221;     </strong>                                                                                                                                                                  </em></p></blockquote>



<p>O cavaleiro, que estava cansado e com sono, adormece. Quando ele acorda, descobre que está do lado de fora do castelo! Ele nem percebe que esteve durante um longo tempo dentro desse castelo mas fica animado quando descobre que outra parte da sua armadura tinha se desgrudado de seu corpo (devido ao seu intenso choro). Então, ele segue com sua jornada.</p>



<h2 class="wp-block-heading">O Castelo do Conhecimento</h2>



<p>Logo ele chega ao Castelo do Conhecimento.  Esse era o maior castelo que o cavaleiro já tinha visto. Ele entra no castelo e percebe que todo o seu interior estava escuro, não dava para ver nada. A única coisa que dava para ler era uma inscrição luminosa na parede que dizia:</p>



<blockquote class="wp-block-quote is-style-large is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow"><p>O conhecimento é a luz através da qual você encontrará seu caminho.</p></blockquote>



<p>Depois, ele descobre outra inscrição que dizia: </p>



<blockquote class="wp-block-quote is-style-large is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow"><p>Será que você não confundiu necessidade com amor?</p></blockquote>



<p>Sim, ele necessitara dela mais do que a amara. Quisera tê-la amado mais e necessitado menos dela, mas não sabia como.  Enquanto chorava, ocorreu ao cavaleiro que ele também necessitara de Christopher mais do que o amara.</p>



<blockquote class="wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow"><p><em>&#8220;Ele necessitara do amor de Juliet e de Christopher<strong> porque não se amava</strong>. Na verdade, ele necessitara do amor de todas as donzelas que resgatara dos dragões e de todas as pessoas por quem lutara nas cruzadas porque não se amava.</em>&#8220;</p></blockquote>



<p>O pranto do cavaleiro se intensificou quando ele compreendeu que, <strong>se não se amava, não poderia realmente amar os outros</strong>. A necessidade que tinha deles era um obstáculo ao amor.</p>



<p>Quando admitiu isso, uma grande luz surgiu em torno dele. Esta luz parecia vir de lugar nenhum e, ao mesmo tempo, de todos os lugares. <strong>Essa era a luz do autoconhecimento</strong>.</p>



<p>Em seguida, um dos animais que estavam o acompanhando nessa jornada, lhe mostra um espelho antigo que estava na parede do castelo. O animal diz que esse não era um espelho comum, e que era um espelho que não mostrava como você parece e sim como que <strong>você realmente é</strong></p>



<blockquote class="wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow"><p>&#8220;<em>Quem é esse? — ele perguntou.<br>Esquilo respondeu: é você.<br>Este espelho é uma impostura — disse o cavaleiro. — Não é assim que me pareço.<br>Você está vendo seu <strong>eu verdadeiro</strong> — explicou Sam —, o eu que vive por debaixo dessa armadura.<br>Mas — protestou o cavaleiro, olhando de forma penetrante para o espelho —, este homem é um espécime perfeito. E sua face é plena de beleza e inocência.<br>Esse é o seu potencial — respondeu Sam —, ser belo, inocente e perfeito.<br>Se esse é o meu potencial — disse o cavaleiro —, algo terrível aconteceu no meu percurso para realizá-lo.<br>Sim — replicou Sam —, <strong>você colocou uma armadura invisível entre você e seus sentimentos verdadeiros</strong>. Ela está em você há tanto tempo, que se tornou visível e permanente.<br>Talvez eu tenha realmente escondido meus sentimentos — disse o cavaleiro. — Mas eu não podia simplesmente dizer tudo que me vinha à cabeça e fazer tudo que tinha vontade de fazer. Ninguém iria gostar de mim.</em>&#8220;</p></blockquote>



<p>Ao pronunciar essas palavras, o cavaleiro parou abruptamente, compreendendo que vivera toda a sua vida de maneira a fazer com que as pessoas gostassem dele. Pensou em todas as cruzadas que lutara, os dragões que matara e as donzelas que salvara da aflição — tudo para provar que ele era bondoso, gentil e amoroso. <strong>A verdade é que ele não precisava provar nada disso.</strong> <strong>Ele era bondoso, gentil e amoroso</strong></p>



<p>Ao se iluminar ainda mais com tal verdade, o cavaleiro descobre uma árvore de maça. Nela estava outra inscrição, que dizia:</p>



<blockquote class="wp-block-quote is-style-large is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow"><p>Para essa fruta, não imponho condição, mas que você agora aprenda sobre a ambição</p></blockquote>



<p>O cavaleiro, sem saber a resposta, pergunta para os dois animais que estavam o acompanhando se sabia a solução desse enigma:</p>



<blockquote class="wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow"><p>&#8220;<em>Mas sei com certeza — disse a pomba pensativamente — que não tenho ambições.<br>Nem eu — aparteou Esquilo —, e aposto como essa árvore também não tem nenhuma.<br>Existe um propósito para ela — disse Rebecca. Essa árvore é como a gente. Não tem ambições. Talvez não se precise delas.<br>Isso está correto para árvores e animais — disse o cavaleiro. — Mas como seria uma pessoa sem ambição?<br><strong>Feliz</strong> — falou Sam abertamente.</em>&#8220;</p></blockquote>



<p>Merlin, do nada aparece, e contribui:</p>



<blockquote class="wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow"><p>&#8220;<em>As árvores estão satisfeitas simplesmente sendo árvores… assim como Rebecca e Esquilo estão felizes simplesmente sendo o que são.<br>Mas os seres humanos são diferentes — protestou o cavaleiro. — Eles possuem <strong>mentes</strong></em>&#8220;</p></blockquote>



<blockquote class="wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow"><p><em>&#8220;Desculpe. É que os seres humanos têm mentes bastante complicadas, que fazem com que <strong>desejem tornar-se melhores </strong>— explicou o cavaleiro.<br>Melhores do que o quê? — Merlin perguntou, tirando displicentemente um som do alaúde.<br>Melhores do que são — respondeu o cavaleiro.<br>Eles nascem lindos, inocentes e perfeitos.<strong> O que pode ser melhor do que isso</strong>? — Merlin perguntou.<br>Não, estou querendo dizer que eles<strong> desejam ser melhores do que pensam que são</strong>, <strong>e desejam ser melhores do que os outros são</strong>… você sabe, como eu sempre quis ser o melhor cavaleiro do reino.<br>Ah, sim — disse Merlin —, a <strong>ambição originada dessa sua mente complicada</strong> o levou a tentar provar que você era melhor do que os outros cavaleiros.<br>E o que há de errado com isso? — perguntou o cavaleiro, defensivamente.<br>Como você poderia ser melhor do que os outros cavaleiros, quando todos eles nasceram lindos, inocentes e perfeitos como você?<br>Estava feliz tentando — replicou o cavaleiro.<br>Estava mesmo? <strong>Ou será que você estava tão ocupado tentando vir a ser que não podia desfrutar de ser simplesmente?</strong><br>Você está me deixando todo confuso — resmungou o cavaleiro. —<br>Sei que as pessoas necessitam de ambição. Elas desejam ser inteligentes e ter bons castelos e poder trocar o cavalo do ano passado por um novo. Elas desejam progredir.<br>O Merlin diz: Agora você está falando sobre o desejo que o ser humano tem de ser rico, mas se ele é bondoso, amoroso, compassivo, inteligente e generoso, <strong>como poderia ser mais rico?</strong>&#8220;</em></p></blockquote>



<p>O cavaleiro então, responde:</p>



<blockquote class="wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow"><p><em>Essas riquezas não compram castelos e cavalos — disse o cavaleiro.<br>É verdade — Merlin sorriu —, existe mais de um tipo de riqueza… assim como existe mais de um tipo de ambição.<br>Para mim, ambição é ambição. Ou a pessoa deseja ir em frente ou não deseja.<br>Não é tão simples assim — respondeu o mago. — A ambição originada na mente pode lhe render lindos castelos e belos cavalos. Entretanto, somente a <strong>ambição que vem do coração pode trazer também felicidade.</strong><br>O que é ambição que vem do coração? — questionou o cavaleiro.<br><strong>A ambição do coração é pura. Ela não compete com ninguém e nem fere ninguém. De fato, ela o serve de tal maneira que serve os outros ao</strong> <strong>mesmo tempo.</strong><br>Como? — perguntou o cavaleiro, esforçando-se por compreender.<br>É nesse ponto que podemos aprender com a macieira. Ela se tornou graciosa e plenamente madura, cheia de bons frutos que ela dá livremente a todos. Quanto mais maçãs as pessoas retiram dela — disse Merlin —, mais ela cresce e mais formosa se torna. Esta árvore está fazendo exatamente o que macieiras devem fazer:<strong> realizando seu potencial para benefício de todos</strong>. Pode acontecer o mesmo com as pessoas, quando a ambição delas vem do coração.</em></p></blockquote>



<p>O cavaleiro percebeu que foi sua ambição incontrolável que o levou até aquela situação deplorável de estar preso a sua armadura. Foi, então, que ele jurou a si mesmo, só seguir as ambições de seu coração. Logo após isso, o castelo desapareceu e ele se encontrou novamente no caminho da verdade. Percebeu, também, que outra parte de sua armadura havia se soltado!</p>



<p>Tendo se livrado de toda a armadura, exceto do peitoral, o cavaleiro<strong> sentiu-se leve e jovem como há muitos anos não se sentia</strong>. Ele também descobriu que e<strong>stava gostando de si como há muito tempo não gostava.</strong><br>Com os passos firmes de um jovem, partiu em direção ao Castelo da Vontade e da Ousadia.</p>



<h2 class="wp-block-heading">O Castelo da Vontade e da Ousadia</h2>



<p>Ao alvorecer do dia seguinte, o cavaleiro chegou ao último castelo.</p>



<p>Quando estavam na metade do caminho, a porta do castelo foi escancarada e dela saiu ruidoso e ameaçador um imenso dragão que soltava fogo pelas ventas, cintilando com escamas verdes e brilhantes.</p>



<p>Sem saber o que fazer em seguida, o cavaleiro tentou ganhar tempo, perguntando ao dragão: — O que você está fazendo no Castelo da Vontade e da Ousadia? O Dragão, então, revela ao cavalheiro que ele era o Dragão do<strong> Medo e da Dúvida</strong>.</p>



<p>Um dos animais que estava acompanhando o cavalheiro disse:  Uma vez Merlin disse que o autoconhecimento pode matar o Dragão do<strong> Medo e da Dúvida</strong>.</p>



<p>Ele estava com muito medo. Seu verdadeiro eu, aparece na forma de pensamento, e lhe comunica:</p>



<blockquote class="wp-block-quote is-style-large is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow"><p>Como pode viver consigo, se não tem a vontade e a ousadia para testar seu autoconhecimento? . O autoconhecimento é verdade, e você sabe o que dizem: a verdade é mais poderosa que a espada.</p></blockquote>



<p>O cavaleiro lembrou que não tinha de provar nada. <strong>Ele nascera bondoso, gentil e amoroso. Portanto, não precisava sentir medo e dúvida. O dragão não passava de ilusão</strong>.</p>



<p>Os animais também lhe disseram: </p>



<blockquote class="wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow"><p>&#8220;<em><strong>Se você acredita que o Dragão do Medo e da Dúvida é real, você lhe dá poder para queimar suas calças e tudo mais</strong> — disse Esquilo.</em>&#8220;</p></blockquote>



<p>Enquanto o cavaleiro pelejava com sua coragem vacilante, ouviu Sam (seu eu verdadeiro) dizer: </p>



<figure class="wp-block-pullquote"><blockquote><p><strong>Deus deu ao homem coragem. A coragem dá Deus ao homem</strong></p></blockquote></figure>



<p>Então, ele parte em direção ao dragão sem nenhum medo, pronunciando a si mesmo &#8220;Medo e dúvida são ilusões&#8221;.</p>



<p>O cavaleiro continuava a se aproximar e o dragão se tornava cada vez menor, até que finalmente não era maior do que um sapo. Suas chamas se extinguiram, e ele começou a cuspir pequenas sementes sobre o cavaleiro. Mas estas sementes — as Sementes da Dúvida — também não o impediram de continuar. </p>



<p>O dragão tornou-se ainda menor, enquanto o cavaleiro continuava a avançar determinadamente. O cavaleiro venceu o dragão. O dragão mal podia falar, a única coisa que disse foi o seguinte: Talvez você tenha vencido desta vez, mas voltarei vez após outra para me colocar no seu caminho.</p>



<p>Logo em seguida, o pássaro que o acompanhava disse:</p>



<blockquote class="wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow"><p><em>&#8220;Está vendo, eu estava certa. <strong>O autoconhecimento pode matar o Dragão do Medo e da Dúvida</strong>.&#8221;</em></p></blockquote>



<p>Então, o castelo desapareceu. Ele se viu de volta ao caminho da verdade, quase chegando ao cume. Nada podia detê-lo agora.</p>



<h2 class="wp-block-heading">O Vértice da Verdade</h2>



<p>Centímetro a centímetro e mão após mão, o cavaleiro escalou a montanha, os dedos sangrando de apoiar-se em pedras afiadas. Quando estava quase no topo, seu caminho foi bloqueado por uma imensa rocha.<br>Não era de surpreender que houvesse uma inscrição esculpida nela: </p>



<figure class="wp-block-pullquote"><blockquote><p>Embora possua este universo, nada possuo, pois não posso conhecer o desconhecido, se ao conhecido me agarro.</p></blockquote></figure>



<p>O cavaleiro refletiu sobre alguns dos &#8220;conhecidos&#8221; a que se agarrara durante toda a sua vida. Havia sua <strong>identidade</strong> — quem ele pensava que era e quem ele pensava que não era. Havia suas <strong>crenças</strong> — tudo aquilo que pensava ser verdadeiro e que pensava ser falso. E havia seus<strong> julgamentos</strong> — as coisas que considerava boas e as coisas que considerava ruins.</p>



<p>O cavaleiro levantou os olhos para a pedra, e um pensamento assustador entrou na sua mente: a pedra a que se agarrava para proteger sua estimada vida também era conhecida dele. A inscrição não queria dizer que ele teria de se desprender e cair no abismo do desconhecido?</p>



<p>O seu verdadeiro eu disse que era exatamente isso que ele tinha que fazer. <strong>Soltar! E acreditar</strong>!</p>



<p>O cavaleiro, assustado, pergunta:</p>



<blockquote class="wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow"><p>Acreditar em quem? — o cavaleiro retrucou, com a cabeça quente.<br>Não quem — Sam replicou. — Não é um quem, mas um isso.<br>Isso? — perguntou o cavaleiro.<br>Sim — disse Sam. —Isso… a vida, a força, o universo, Deus… como você quiser chamar isso.</p></blockquote>



<p>O cavaleiro, então, se soltou e mergulhou no abismo de suas memórias.</p>



<p>Ele relembrou tudo em sua vida pelo que havia culpado sua mãe, seu pai, seus professores, sua esposa, seus amigos e todos os outros. A medida que mergulhava ainda mais fundo no vazio, desprendia-se de todos os julgamentos que fizera contra essas pessoas.</p>



<p>Pela primeira vez, viu sua vida com lucidez, sem julgamentos e sem desculpas. Naquele instante, aceitou <strong>plena responsabilidade por sua vida, pela influência que as pessoas tiveram sobre ela e pelos acontecimentos que a tinham modelado</strong>.</p>



<p>Daquele momento em diante, <strong>não mais culparia ninguém ou qualquer coisa fora dele por seus erros e infortúnios</strong>. O reconhecimento de que ele era a causa, não o efeito, lhe deu um novo sentimento de poder. Agora não tinha mais medo.</p>



<p>De repente, não estava mais caindo, mas em pé no topo da montanha, e compreendia o total significado da inscrição na rocha.<strong> Ele se desprendera de tudo que temia e tudo que tinha conhecido e possuído.</strong><br>Sua vontade de abarcar o desconhecido o tinha libertado. Agora o universo lhe pertencia para experimentar e desfrutar.</p>



<p>Ele sentiu uma profunda paz e alegria, e começou a chorar de gratidão. Suas lágrimas começaram a derreter o restante de sua armadura. </p>



<p>O cavaleiro gritou de alegria. <strong>Nunca mais vestiria a armadura e sairia cavalgando em todas as direções</strong>. A fábula termina assim:</p>



<blockquote class="wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow"><p><em>&#8220;Ele sorriu através das lágrimas, sem perceber que uma nova e radiante luz emanava dele — uma luz muito mais brilhante e bonita do que sua armadura com o melhor dos polimentos: borbulhante como um riacho, brilhante como a lua, deslumbrante como o sol.<br>Pois, de fato, o cavaleiro era o riacho. Ele era a lua. Ele era o sol. Ele podia ser todas essas coisas de uma vez agora, e muito mais, porque<strong> ele era um com o universo</strong>.<br><strong>Ele era amor.</strong><br>O Começo&#8221;</em></p></blockquote>



<p>Espero que tenham gostado dessa &#8220;resenha&#8221;! Recomendo fortemente a leitura dessa fábula! Abraços e até o próximo artigo.</p>


<div class="wp-block-image">
<figure class="aligncenter size-full"><a href="https://revolucaointerior.com/2022/04/18/revolucao-interior-um-guia-para-a-cura-e-maestria-emocional/" target="_blank" rel="noreferrer noopener"><img loading="lazy" decoding="async" width="700" height="360" src="https://revolucaointerior.com/wp-content/uploads/2022/07/Revolucao-interior-1.png" rel="gallery" class="fancybox"  alt="" class="wp-image-6342" srcset="https://revolucaointerior.com/wp-content/uploads/2022/07/Revolucao-interior-1.png 700w, https://revolucaointerior.com/wp-content/uploads/2022/07/Revolucao-interior-1-300x154.png 300w" sizes="(max-width: 700px) 100vw, 700px" /></a></figure>
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		<title>O Caminho da Libertação (The Way Of Liberation: Adyashanti)</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Davi Klein]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 05 Jul 2021 15:16:09 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Autoconhecimento]]></category>
		<category><![CDATA[Livros Fodas]]></category>
		<category><![CDATA[adyashanti]]></category>
		<category><![CDATA[adyashanti livros]]></category>
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		<category><![CDATA[o caminho da liberação]]></category>
		<category><![CDATA[o caminho da libertação]]></category>
		<category><![CDATA[The way of liberation adyashanti]]></category>
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					<description><![CDATA[Nesse post, irei trazer as principais partes do livro &#8220;The way of liberation: A Practical Guide to Spiritual Enlightenment&#8221; de Adyashanti. Esse livro é um ótimo ponto de partida para você entender sobre os fundamentos da espiritualidade, e também nos mostra a &#8220;parte prática&#8221; &#8211; sobre como aplicar esses ensinamentos (que é a parte mais [&#8230;]]]></description>
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<div class="video_embed clearfix"><div class="video_embed clearfix"><iframe title="The Way of Liberation: Um Guia Para a Iluminação Espiritual (Adyashanti) (Pt.1)" width="500" height="281" src="https://www.youtube.com/embed/NDWxbx-G9P0?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe></div></div>
</div></figure>



<p>Nesse post, irei trazer as principais partes do livro &#8220;<em>The way of liberation: A Practical Guide to Spiritual Enlightenment</em>&#8221; de Adyashanti. </p>



<p>Esse livro é um ótimo ponto de partida para você entender sobre os fundamentos da espiritualidade, e também nos mostra a &#8220;parte prática&#8221; &#8211; sobre como aplicar esses ensinamentos (que é a parte mais importante) &#8211; afinal, as palavras são apenas ponteiros que tentam apontar a uma dimensão que você só encontrará dentro de você, a partir de sua própria experiência. </p>



<p>Este livro é uma pista deixado para trás, uma forma de relembrar e um guia <strong>para despertar seu status imaginado como pessoa para quem você verdadeiramente é</strong>. Os ensinamentos desse livro são um condensado do núcleo do ensinamento do Adya. </p>



<p>Logo abaixo, coloquei as principais partes traduzidas (por mim mesmo) desse livro, que pode ser muito útil para a sua jornada espiritual. Então, vamos lá!</p>



<h2 class="wp-block-heading">Introdução</h2>



<p>O &#8220;Caminho da Liberação&#8221; é um guia prático para a liberação espiritual, as vezes chamado de despertar, iluminação, autorrealização ou simplesmente ver o que é verdadeiro. É impossível de saber o que palavras como liberação ou iluminação significam até que você as realize por si mesmo. Porém, não é útil ficar especulando sobre a iluminação, isso só atrapalha. Como um principio para você se guiar: progressivamente realizar o que não é verdadeiro é infinitamente mais valioso!</p>



<p>Muitas pessoas acreditam que a função de um professor espiritual é a de responder as grandes perguntas da vida, mas na verdade é o contrário &#8211; a tarefa principal de qualquer bom ensinamento espiritual <strong>não é a de responder suas perguntas mas sim de questionar suas respostas</strong>, pois são justamente suas suposições conscientes e inconscientes e crenças que distorcem sua percepção e causam com que você veja separação e divisão onde, na verdade, só há unidade e completude.</p>



<p>A realidade que esses ensinamentos apontam não está escondida, não é secreta ou longe. Você não pode obtê-la, merecê-la ou descobrir sobre ela. Nesse exato momento, a Realidade e Completude estão a vista de todos. Na verdade, a única coisa para ver, escutar, cheirar, provar, tocar e sentir é a realidade, ou Deus, se preferir.</p>



<p>A completude absoluta te cerca não importa o lugar onde esteja. Então, não existe razão para se preocupar, exceto o fato de que nós, humanos, por muito tempo, nos enganamos em estados confinados e confusos e por isso não consideramos e nem experienciamos a divindade dentro de nós e ao nosso redor.</p>



<p>O Caminho da Libertação é um<strong> chamado à ação; é algo que você faz</strong>. É uma ação que irá desfazer você absolutamente. <strong>Se você não fizer o ensino, se você não estudar e aplicá-lo sem medo, ele não pode efetuar qualquer transformação. O Caminho da Libertação não é uma sistema de crenças; é algo a ser posto em prática</strong>.</p>



<p>Nesse sentido é totalmente prático. Ler esse livro como um espectador é perder todo o ensinamento; já ser um participante ativo no seu próprio despertar não é fácil e nem seguro. O caminho é rumo ao desconhecido, imprevisível e o comprometimento deve ser absoluto e os resultados não garantidos.</p>



<p>Se você comparar o Caminho da libertação com outros ensinamentos ou interpretá-los de acordo com as lentes de outros ensinamentos, você vai perder o que ele propõe verdadeiramente. </p>



<p>Muitas pessoas interpretam errado o que eu digo pois elas estão filtrando de acordo com as lentes de outros ensinamentos espirituais que utilizam um vocabulário similar. Eu sugiro que você leia os ensinamentos deste livro sem filtrá-los de acordo com seus entendimentos mentais passados.</p>



<p>Nenhum ensinamento espiritual é um caminho direto à iluminação. Na verdade, não existe um caminho para a iluminação, simplesmente porque a iluminação está sempre presente em todos os lugares e a todo instante. </p>



<p><strong>O que você pode fazer é remover toda e qualquer ilusão, especialmente aquelas que você valoriza e que fazem você se sentir seguro &#8211; que atuam como um véu/neblina para a Realidade. Desapegue-se de suas ilusões e pare de resistir ao que é, e, naturalmente, a Realidade se mostrará a você.</strong></p>



<p>O caminho da liberação é uma medicina usada para curar vários níveis de doenças espirituais. Assim como a medicina, em si, não é boa para a saúde, mas um meio para a boa saúde, esses ensinamentos não são a Verdade, mas um meio para a Verdade.</p>



<p>Estudar o Caminho da Liberação é estudar a si mesmo.<strong> Estudar a si mesmo não significa adicionar mais conhecimento as ideias desordenadas que você já tem sobre si mesmo, mas sim remover todas as formas/características que você costuma definir/associar a si mesmo:nome, raça, gênero, status social, passado, assim como todos os julgamentos psicológicos que você faz a si mesmo</strong>. </p>



<p>Quando o self (“eu”) é reduzido ao seu núcleo essencial, tudo o que pode ser dito sobre ele é: <strong>eu sou, eu existo. O que é, então, o “eu” que existe?</strong></p>



<p>Este não é um livro sobre aperfeiçoamento espiritual, autodesenvolvimento, ou de estados alterados de consciência. É sobre o despertar espiritual, sobre sair do estado de sonho do ego e migrar para o estado desperto além do ego. </p>



<p>A jornada não tem nada a ver com o que você antecipa, e a iluminação não se parece em nada como geralmente é vendida na comunidade espiritual. Eu não direi, aqui, como conseguir sua alma gêmea, ter infinita felicidade e bem-aventurança e os 10 passos que você pode dar para conseguir 1 milhão de reais.</p>



<p>O que você irá extrair do Caminho da libertação dependerá do quanto você estudar, contemplar e por em prática &#8211; não simplesmente ler como forma de entretenimento.</p>



<p>O despertar não é uma cura mágica para tudo o que te incomoda, nem uma forma de escapar das dificuldades da vida &#8211; tal visão é contrario ao desdobramento da realidade e se torna um obstáculo para o entendimento. O objetivo desse ensinamento é fazer você acordar para a natureza da realidade, e então incorporar tal entendimento e viver de acordo com ele o máximo que conseguir. </p>



<p>Tal despertar, eventualmente traz um senso de paz profunda, amor e bem estar, mas isso são subprodutos do estado desperto, não o objetivo. <strong>Não é a busca por estados cada vez maiores de felicidade e bem aventurança que leva a iluminação, mas sim o desejo pela Realidade e a insatisfação de viver uma vida inautêntica.</strong></p>



<p>A maiorias dos problemas do mundo são consequências do estado egóico. Se olharmos atentamente, todos os sinais estão presentes para sugerir que não apenas estamos dormindo-acordado, mas também quase insanos. </p>



<p>Falando de outra forma, nós perdemos nossas almas (ou esquecemos dela), e tentamos ao máximo não notar isso, pois não queremos ver o quão dormentes/sonâmbulos realmente estamos, o quão desolada a nossa condição é. Então, nós cegamente seguimos em frente, dirigidos por forças que não reconhecemos ou entendemos.</p>



<h2 class="wp-block-heading">As 5 Fundações</h2>



<p>Todo o ensinamento de baseia nessas 5 fundações. Elas não devem ser ignoradas ou desconsideradas. São componentes absolutamente essenciais que são aplicáveis até mesmo após o despertar. Não se deixe enganar pensando que as 5 fundações são insignificantes ou rudimentarmente simples somente pelo fato de elas parecerem estar mais ligadas ao lado humano/relativo da Realidade. </p>



<p>As 5 fundações são um meio de viver e manifestar a natureza última da Realidade na vida diária. &nbsp;Se nós não vivermos e manifestarmos em nossas vidas aquilo que realizamos/percebemos nos nossos momentos mais profundos de revelação, então estaremos vivendo uma vida dividida.</p>



<p>Além disso, as 5 fundações fornecem o contexto no qual os ensinamentos se desenrolam. Se você remover o contexto do ensinamento, você estará removendo os guarda costas anti-ego que protegem o ensinamento da interpretação egóica. A interpretação errada do ensinamento espiritual pelo ego é sempre um perigo, já que a tendência do ego é justificar quaisquer pontos de vista em que esteja apegado ou investido.</p>



<p>Além disso, qualquer ensinamento espiritual firmado na natureza absoluta da Realidade é por definição orientada a Verdade e não as dimensões morais/éticas da vida da perspectiva dualística.</p>



<p><strong>Isso não significa que toda a moralidade é irrelevante no ponto de vista absoluto, esse é um desentendimento grande. Significa que a moralidade não é mais enraizada nos valores culturais e religiosos que foram designados para controlar os impulsos egoicos. </strong></p>



<p><strong>Ao invés disso, o amor e a compaixão naturalmente surgem e são expressos pelo entendimento da visão unificada da realidade &#8211; surgem espontaneamente como consequencia do entendimento. Quando nada é visto ser separado e diferente de você, as açoes refletem essa perspectiva.</strong></p>



<p>Pode ficar complicado pois é possível ter <em>alguma </em>experiencia da natureza última da Realidade e ao mesmo tempo não ser completamente livre da delusão egoica. Isso torna possível a mistura volátil de Realidade e Ilusão, simultaneamente. Um pouco disso é esperado no processo de maturação do espírito, porém, existem poucas coisas mais perigosas de um ego que pensa que é Deus.</p>



<p>Muitos anos trabalhando com milhares de pessoas me mostraram que se esses aspectos fundamentais da vida espiritual são ignorados, é bem provável que ocorra um desvio e atraso no desdobramento espiritual.</p>



<p>As 5 fundações são um meio de juntar todos os seus recursos internos &#8211; corpo, mente e espírito, e focá-los de uma maneira unificada em direção a sua maior aspiração. Eu não posso deixar de ressaltar a importância de ter um foco claro e unidirecionado, coração sincero, e um desejo inabalável de não enganar/deludir mais a si mesmo e aos outros.</p>



<h3 class="wp-block-heading">1 &#8211; Esclareça sua Aspiração</h3>



<p>Esclarecer a sua aspiração significa saber exatamente o que é que você aspira em sua vida espiritual, não como uma meta futura, mas de momento a momento. <strong>Em outras palavras, o que você valoriza mais na vida, não no sentido de valores morais mas no sentido do que é mais importante para você. </strong></p>



<p>Contemple essa questão. Não assume que você saiba qual sua maior aspiração é, nem que você saiba o que é mais importante para você. Cave profundamente dentro de si, contemple e medite sobre o que a jornada espiritual é para você; não deixe ninguém mais definir essa aspiração por você. Contemple até que você descubra, com clareza total, o que você realmente aspira.</p>



<p>A importância dessa primeira fundação não pode ser menosprezada, pois a vida se desdobra de acordo com o que você mais valoriza<strong>. Muitas poucas pessoas têm a Verdade ou a Realidade como valores seus valores mais profundos</strong>.</p>



<p><strong>Elas podem achar que valorizam a Verdade, mas suas ações não correspondem a tal valor</strong>. Geralmente, as pessoas possuem valores conflitantes, que manifestam como conflitos internos e externos.</p>



<p>Só porque você acha que algo é o seu valor mais profundo não significa que aquilo realmente é. Ao contemplar e clarificar o que você verdadeiramente valoriza e aspira, você se torna mais unificado, claro e certo de sua direção.&nbsp;</p>



<p>Conforme sua realização e maturidade espiritual se aprofundam, você notará que alguns aspectos de sua aspiração permanecem firmes enquanto outros evoluem para refletir o que é relevante para o seu atual nível de entendimento.</p>



<h3 class="wp-block-heading">2 &#8211; Acompanhamento Incondicional</h3>



<p><strong>Ser claro no que você quer é o primeiro passo. Isso tem o efeito de juntar energia e atenção em um foco único, em uma força unificada e direcioná-la em direção a sua aspiração.</strong> Depois de ter clarificado sua aspiração, agora você precisa segui-la. Isso implica duas coisas: o que você está disposto a fazer e o que você está disposto a deixar de fazer.</p>



<p>A espiritualidade não requer que você trabalhe duro em direção a atingir um resultado no futuro, <strong>mas requer que você esteja totalmente presente, sincero e comprometido AGORA, com total honestidade e com disposição de deixar ir qualquer ilusão que se interponha entre você e a realização da Realidade. </strong></p>



<p><strong>Portanto, a espiritualidade não tem a ver com o tempo e o que pode ser atingido através dele, tem sempre a ver com o momento presente</strong>. A aspiração não é tanto uma questão da mente tanto quanto do coração, no sentido de que é um reflexo do que você preza, ama e valoriza. </p>



<p>Você não precisa ser lembrado daquilo que ama, apenas do que você não ama. E o que você realmente ama é mais refletido verdadeiramente em suas ações e não no que você sente, pensa ou diz. Quando a aspiração está alinhada com o acompanhamento e amor, ela se torna uma força muito poderosa no universo.</p>



<h3 class="wp-block-heading">3 &#8211; Nunca abdique de sua autoridade</h3>



<p>A terceira fundação é nunca abdique de sua autoridade. I<strong>sso significa que você toma total responsabilidade por sua vida e nunca a entrega a outra pessoa.</strong> Não existe algo como andar nas costas de um ser iluminado, esperando ser iluminado com isso. Uma falha ao entender isso pode levar ao fanatismo, fundamentalismo, fantasiam decepção, delusão e infantilidade espiritual.</p>



<p>É essencial de entender que o papel de um professor espiritual é ser bom e sábio guia espiritual, assim como ser ele próprio a incorporação/personificação daquela verdade que ele aponta. </p>



<p><strong>Mesmo que você tenha um profundo respeito, amor e devoção a um professor espiritual, é importante não abdicar de toda a sua autoridade para o seu professor ou projetar toda a divindade como se fosse exclusiva a ele</strong>. Sua vida pertence a você, não a outra pessoa &#8211; tome responsabilidade por ela.</p>



<p>Existe uma linha tênue entre estar aberto ao guiamento de um professor espiritual e regressar a um relacionamento infantil onde você abdica de sua autoridade e projeta toda a sabedoria e divindade no seu professor. Cada pessoa precisa encontrar um equilíbrio, de estar aberta ao guiamento de seu professor sem abdicar totalmente de sua autoridade.</p>



<p>A mesma coisa pode ser aplicada para os ensinamentos espirituais. <strong>Um ensinamento espiritual é um dedo que aponta para a realidade, mas não é a realidade em si</strong>. Para você estar em um relacionamento maduro e verdadeiro com um ensinamento espiritual, isso requer que você aplique-o e não simplesmente acreditar nele. </p>



<p><strong>A crença leva a diversas formas de fundamentalismo e fecha a porta para a curiosidade e investigação que são essenciais para abrirem o caminho para o despertar.</strong> Um bom ensinamento é algo que você trabalha com ele e o aplica. Ao fazer isso, ele te ajuda (muitas vezes de maneira discreta) a revelar a Verdade (e a falsidade) que se encontra em você.</p>



<h3 class="wp-block-heading">4- Pratique a Absoluta Sinceridade</h3>



<p>Ter um genuína sinceridade é absolutamente necessária para a vida espiritual. A sinceridade envolve as qualidade de honestidade, genuinidade e integridade. Ser sincero não significa ser perfeito. Na verdade o próprio esforço para ser perfeito é algo insincero, pois é uma forma de evitar ver você mesmo, do jeito que é agora.</p>



<p><strong>Ter a disposição e ser capaz de ver você mesmo como é, com todas as suas imperfeições e ilusões, requer genuinidade e coragem. Se estamos constantemente tentando nos esconder de nós mesmos, nós nunca seremos capazes de despertar da ilusão.</strong></p>



<p>Para ser sincero, você deve deixar ir os julgamentos sobre si mesmo. Ser julgamental em relação a si mesmo encobre seu acesso a verdadeira sinceridade. A verdadeira sinceridade revela uma forma poderosa de clareza e discernimento que é necessária para se perceber honestamente, sem hesitar ou ser mantido prisioneiro dos julgamentos e defensividade de sua mente.</p>



<p>A capacidade e a disposição para ser honesto consigo mesmo é sua maior proteção contra o autoengano, e te alinha com sua aspiração genuína. Não existe desafio maior para o ser humano do que ser completamente honesto consigo mesmo, assim como para os outros. Essa honestidade é necessária se quisermos acordar do sonho da separação, para assim vivermos uma vida genuína e não dividida.</p>



<h3 class="wp-block-heading">5 &#8211; Seja um bom administrador de sua vida</h3>



<p>Ser um bom administrador de sua vida significa que <strong>você não está usando a espiritualidade para evitar qualquer aspecto de sua vida</strong>. Venho observando que isso é muito comum &#8211; de pessoas usarem a espiritualidade para evitarem aspectos de si mesmas que são disfuncionais, doloroso e problemáticos.</p>



<p>Frequentemente existe uma esperança de que se acordarem para a Realidade, todas as dificuldades de suas vidas desaparecerão por completo. Porém, é errado assumir que um pequeno gosto/vislumbre do despertar pode automaticamente resolver todas as dificuldades da vida humana.</p>



<p>Usar a espiritualidade como forma de evitar aspectos desafiadores de si mesmo e de sua vida diária pode inibir o aprofundamento da iluminação espiritual em grande parte.<strong> </strong></p>



<p><strong>O caminho da liberação é uma forma de encarar completamente a si mesmo e sua vida sem retirar-se em negação, julgamentalismo ou se perder em fantasias</strong>. Ele é um meio de perfurar os véus de ilusões e despertar para a Verdade.</p>



<p><strong>Ser um bom administrador de sua vida requer que você</strong> <strong>abrace todos os aspectos de sua vida, tanto internos como externos, agradáveis e não agradáveis. Você não necessariamente precisa enfrentá-los todos de uma vez, simplesmente o que quer que surja em determinado momento. </strong></p>



<p><strong>Dê a cada momento a atenção, sinceridade e comprometimento que merece. Sua vida, toda a sua vida é o seu caminho para o despertar &#8211; ao resistir e não lidar com seus desafios, você permanecerá dormindo para a Realidade. </strong>Preste atenção ao que a vida está tentando revelar a você. Diga sim a sua graça, que é feroz, implacável e amorosa.</p>



<h2 class="wp-block-heading">3 Ideias Para Orientá-lo</h2>



<p>É muito fácil de perder muito tempo e energia quando as buscas espirituais são descarriladas em becos sem saída que têm pouca ou nenhuma relevância para o despertar espiritual. <strong>Essas 3 ideias orientadoras providenciam a estrutura conceitual na qual os ensinamentos se baseiam e orientam a mente em direção e princípios chaves.</strong> Essas 3 ideias orientadoras providenciam foco e direção práticas que serão descritas mais adiante:</p>



<h3 class="wp-block-heading">1 &#8211; A Questão do Ser</h3>



<p>Na entrada do Oráculo de Delfo estavam escritas as palavras “<strong>Conheça a ti mesmo</strong>”. Jesus veio e acrescentou um sentido de urgência e conseqüência à ideia antiga quando disse: &#8220;<strong>Se você trouxer o que está dentro de você, o que você trouxer o salvará. Se você não trouxer a tona o que está dentro de você, o que você não trouxer irá destruir você</strong>.” </p>



<p>O que Jesus está dizendo é que a espiritualidade é algo sério e com consequência sérias. O que é que devemos trazer?</p>



<p>Dentro de cada forma se encontra o mistério existencial do Ser. Independente da aparência física, personalidade, gênero, história, ocupação, esperanças e sonhos, idas e vindas, existe um silêncio profundo carregado com uma presença etérica.</p>



<p>Apesar de todos afazeres a obsessões com a trivialidade,<strong> não podemos negar completamente essa essência fantasmagórica em nosso núcleo &#8211; e apesar disso, nós fazemos de tudo para evitar essa quietude, o silêncio, seu vazio absoluto e radiante.</strong></p>



<p>O Ser é aquilo que “atrapalha” a nossa insistência em permanecer no reino entorpecido de nossa vida de nossa desesperação secreta. É a coceira que não pode ser coçada, o assobio que não pode ser negado.</p>



<p>A maioria de nós vive em um estado onde o nosso ser esteve há muito tempo exilado para o reino das sombras. As vezes, o ser rompe o nosso estado inconsciente para nos lembrar que nós não estamos vivendo a vida que poderiamos estar vivendo &#8211; uma vida que realmente importa.</p>



<p>Outras vezes, o ser fica em segundo plano secretamente e silenciosamente esperando por nossa atenção devotada. <strong>Mas não se engane: SER, o seu SER é a questão central da sua vida.</strong> </p>



<p>Permanecer inconsciente do ser é ficar preso dentro de um deserto de conflitos , medos e inseguranças impulsionados pelo ego, que só parece costumeiro pois sofremos uma lavagem cerebral em que acreditamos que o ódio, a desonestidade, a ignorância e a ganância são coisas normais e saudáveis, mas não são. Na verdade, nada poderia ser menos são e irreal do que isso que os seres humanos chamam de realidade.</p>



<p><strong>Ao nos prendermos ao que já sabemos e acreditamos, nós continuaremos nos mantendo refém do movimento de nosso pensamento condicionamento e, ao mesmo tempo, acreditando que somos perfeitamente racionais e sãos.</strong></p>



<p>Todos nós suspeitamos, lá no fundo, que há algo muito errado com a forma que percebemos a vida mas nós tentamos, da melhor forma possível, não reconhecer isso.<strong> E a maneira como nós permanecemos cegos para a nossa condição assustadora/medíocre é através da patológica e obsessiva negação do Ser</strong> &#8211; como se um destino terrível fosse nos engolir se fossemos encarar a pura luz da Verdade.</p>



<p>É através da dimensão do Ser que a Verdade se revela, não a verdade da matemática ou da química, da filosofia ou história, mas uma Verdade que começa a se revelar naqueles momentos quietos, quando a rotina normal da vida diária de repente se torna transparente a um sentido sublime de significado e importância que são desconhecidos nas horas convencionais. </p>



<p>Tais encontros vitais e inesperados com o Ser indicam uma Verdade que se encontra logo abaixo do tecido de nossa rotina diária, revelando que existe uma realidade que tem o poder de desvendar o mistério de nossas vida, isso se nos submetermos a seu comando &#8211; de nos desapegarmos desse nosso comprometimento medroso pela segurança e pela vida como conhecemos.</p>



<p>Todos nós nascemos com o ser velado pela escuridão. Podemos reconhecer a transparência do ser brilhando nos olhos de uma criança, mas tal ser não tem consciência de si mesmo. Os bebês vivem em um mundo mágico do ser inconsciente, enquanto os adultos vivem em um mundo de separação egocêntrica e negação do ser. <strong>Restaurar o ser ao ser verdadeiro domínio e soberania é o que o despertar espiritual torna possível.</strong></p>



<p><strong>A questão do Ser é tudo, nada pode ser mais importante. Permanecer inconsciente do Ser é permanecer dormindo para sua própria realidade. A escolha é simples: Despertar para o ser ou permanecer dormindo.</strong></p>



<h3 class="wp-block-heading">2 &#8211; O Falso Eu</h3>



<p>O falso eu surge do ser inconsciente. É um amálgama fragmentado de muitos “eus” tenuamente unidos por uma fachada de normalidade. É uma casa dividida construída sobre uma fundação imaginária, um pássaro com asas quebradas que não pode voar.&nbsp;</p>



<p><strong>O falso eu é a maior barreira (apesar de todas as barreiras serem imaginadas) a realização&nbsp;da nossa verdadeira identidade de Ser Universal.</strong></p>



<p>O falso eu é essencialmente um processo psicológico que ocorre na mente &#8211; que organiza, traduz e dá sentido (muitas das vezes errado) de todas as informações que chegam aos sentidos. Quando esse processo psicológico se mistura com o movimento autoreflexivo da consciência, ele produz um senso de self (eu). </p>



<p><strong>Esse senso de self, então, invade a consciência como se fosse um perfume, e então faz com que a mente confunda o que é um processo psicológico com ser uma entidade separada chamada “eu”</strong>. Essa conclusão errada, de que você é um self separado e distinto, acontece muito cedo na vida, de uma forma automática e inconsciente.</p>



<p><strong>Ao se identificar com um nome particular que pertence a um corpo/mente específicos, o self começa&nbsp; o processo de criação de uma entidade separada. Adicionando um conjunto de ideias, crenças e opiniões, junto com algumas memórias seletivas que criam uma história pessoal (passado) na qual você se identifica, assim como a energia emocional que segura e mantém tudo isso &#8211; tudo isso faz você crer que é um eu separado/isolado.</strong></p>



<p>Isso não significa que no desenvolvimento do ser humano esse falso eu não tenha um propósito ou uso, simplesmente significa que<strong> ele não tem existência fora da mente</strong>.<strong> O self se desenvolve para que você ganhe um senso saudável de individualidade e autonomia&nbsp;que te ajuda a navegar na vida, para sua sobrevivência e bem estar. </strong></p>



<p>O problema é que muitas poucas pessoas desenvolvem uma verdadeira autonomia psicológica e até aqueles que o fazem estão geralmente tão presos e apegados pelo falso eu que nunca sequer consideram o que existe por trás dele e sua natureza ilusória. </p>



<p>]Mas, quando a verdadeira autonomia é desenvolvida, o self não é mais necessário, da mesma forma que a infância não é mais necessária quando você se encontra na fase adulta. É mais correto dizer que a autonomia é a coisa mais importante e que o falso eu é essencialmente um subproduto imaginado do mecanismo autoreflexivo da consciência, <strong>quando ela se identifica com o movimento incessante do pensamento condicionado.</strong></p>



<p><strong>O problema é que o self (eu) que você se convenceu ser o real você é um fantasma que existe somente como uma abstração de sua mente</strong> &#8211; animado pela energia emocional conflitiva da separação. E quando você para de pensar que ele existe, ele pare de existir. É por isso que é falso &#8211; o que levanta a questão: <strong>quem ou o que é o verdadeiro você?</strong></p>



<p>No cerne do falso eu se encontra um vazio de deficiência derivado de um afastamento essencial da própria divindade, que ocorre ou pelo desenvolvimento natural, desespero, ou simplesmente por sucumbir ao trance do mundo e a obrigação para nos conformarmos a sua insanidade.</p>



<p><strong>O falso eu é tanto um obstaculo quando uma porta de entrada através do qual você precisa ultrapassar no seu processo de despertar para a dimensão do Ser. Conforme você passa pelo vazio do eu, a identificação com o eu morre, de forma temporária ou permanentemente, e você é revelado (renascido) como <em>presença. </em></strong></p>



<p>A presença não é um “eu” em nenhum sentido convencional &#8211; não tem forma, é sem idade ou sexo. É uma expressão do ser universal, a substância sem-forma da existência. A presença não é sujeita ao nascimento ou morte, não faz parte do mundo das “coisas”. É a luz e radiância da consciência na qual o mundo inteiro surge e desaparece.</p>



<p>Assim como a presença é uma expressão do ser, também o ser uma expressão do Infinito.<strong> </strong>O Infinito é a Realidade Última, e está além de todas as conceptualizações e experiências. É o substrato de todo Ser, de toda existência, todas as dimensões, todas as percepções. Transcende todas as categorias, todas as descrições, toda imaginação. É além do ego, da presença, do ser (e não ser) e unidade mas também não é diferente destes.</p>



<p>Nem concebível nem experimentável, o Infinito conhece a si mesmo por meio de uma consideração intuitiva simples que tem por si mesmo em todos os aspectos de si mesmo. Portanto, a única coisa que “descobre/realiza” o Infinito é o próprio Infinito. E somente tal realização que traz fim a incessante frustração da mente pela busca de Deus, pela Verdade e significado.</p>



<h3 class="wp-block-heading">3 &#8211; O Estado de Sonho</h3>



<p><strong>É da natureza de todos os sonhos que os personagens neles estejam tão ocupados sendo … bem, personagens, que o que está fora do estado de sonho os escapa</strong>. </p>



<p>Na verdade, a própria ideia de que existe um estado fora do seu sonho, ou que o que eles consideram real e significativo é um estado de sonho, é algo que eles raramente considerariam, pelo menos, não até que seu sonho se tornasse um pesadelo ruim. E mesmo assim, poucos permitirão a única coisa que poderia salvá-los de um sono sem fim.</p>



<p><strong>Muitos estão tão amarrados e presos a si mesmos que não conseguem parar de correr de um lado para o outro e vice-versa. Sempre à procura de algo mais, diferente ou melhor, não conseguem ver que não estão chegando a lugar nenhum. </strong></p>



<p>E eles estão chegando a lugar nenhum cada vez mais rápido e com mais e mais ingenuidade o tempo todo. Quem são eles? <strong>Tenho medo de que eles sejam nós.</strong></p>



<p><strong>O maior sonho que podemos ter é o de esquecer que estamos sonhando. Perdidos em nossas mentes e seu mundo imaginário de julgamentos, crenças e opiniões, nós começamos a sonhar acordado</strong>. Para alguns, ele é um pesadelo, para outros é uma suspensão temporária em algum céu imaginário. Para a maioria, é algo entre esses dois.</p>



<p>Mas não importa qual seja o estado atual do seu sonho, tudo chegará ao fim algum dia, quando você menos esperar. De repente, o enredo de sua vida mudará ou terminará completamente, e você se sentirá desorientado e se perguntando o que aconteceu e para onde tudo foi. Essas mudanças abruptas na direção e textura de nossas vidas é uma das poucas certezas que temos na vida, e ainda assim continuamos acreditando que o que pensamos sobre a vida tem qualquer coisa a ver com o que a vida realmente é.</p>



<p><strong>Estamos tão ocupados e obcecados com nosso pensamento inquieto sobre tudo e todos que confundimos nosso pensamento sobre tudo e todos com tudo e todos</strong>.<strong> Essa tendência de considerar nossos pensamentos como reais é o que mantém o estado de sonho intacto e nos mantém presos em seu domínio de inconsciência e conflito.</strong></p>



<p>Para você o seu sonho é real pois todos os seus pensamentos confirmam que é real. Mas “o que É” é mais real do que todos os seus pensamentos de como as coisas deveriam ser. A vida não ira se conformar a história que você conta a si mesmo e nem a sua interpretação sobre ela. </p>



<p>Acredite em um único pensamento contrário à maneira como as coisas são ou foram e você sofrerá por causa disso, sem exceções! Isso não significa que você nunca deva ter pensamentos fora do que É. Significa simplesmente que o que É é a realidade do AGORA. </p>



<p>Se você acha que as pessoas deveriam ser mais legais umas com as outras, então seja legal com elas! Mas, quando você projeta essa crença nas pessoas e no mundo ao seu redor como se aquilo fosse uma realidade objetiva, ou pior, como se o trabalho delas fossem elas serem legais com você, você estará contrário ao que É e sofrerá por conta disso.</p>



<p>Agora, imagine um mundo de bilhões de pessoas. Cada uma delas possui inúmeras ideais, crenças e opiniões que acreditam ser verdadeiras. E cada uma dessas bilhões de pessoas possui diferentes ideias, crenças, e opiniões em que elas acreditam fortemente. <strong>Todas elas estão andando no mesmo mundo externo, mas internamente cada um de nós vivemos em um mundo diferente, em um “sonho acordado” diferente. Não é difícil de entender o motivo de existirem tantas encrencas certo?</strong></p>



<p>Para adicionar complexidade a essa mistura volátil se dá o fato de que existe também sonhos coletivos, em que pessoas com sonhos pessoais similares se reúnem para formarem <strong>estados de sonhos coletivos</strong>. Esses são feitiços ainda mais difíceis de se quebrar, pois sonhos coletivos existem dentro de um consenso, de uma realidade formada a partir de acordos &#8211; ou seja, deve ser verdade, pois todos acreditam ser verdade. </p>



<p>Esse, portanto, é o estado da humanidade. E a realidade do ser Universal, do seu ser, de todos os seres permanece exilada, permanecemos inconscientes.</p>



<h2 class="wp-block-heading">As Práticas Centrais</h2>



<p>A Verdade não está lá, não importa onde esse “lá” esteja. A verdade não é alojada em rituais religiosos nem em doutrinas secretas, nem em um toque de guru ou sorriso beatífico, nem em locais exóticos ou templos antigos. <strong>A Verdade é literalmente a única coisa que existe. Não está oculto, mas à vista, não faltando, mas abundantemente presente.</strong></p>



<p>A Verdade absoluta não é uma crença, nem uma religião, nem uma filosofia, nem um experiencia momentaria ou espiritual. Não é nem estática nem em movimento, nem má ou boa. É diferente de tudo isso, mais diferente do que você pode imaginar. A verdade não pode ser tocada pelo pensamento ou imaginada pela mente. Ela só pode ser encontrado no coração do ser universal. <strong>Conhecer a si mesmo é a chave.</strong></p>



<p>Nos ensinamentos do caminho da liberação existem 3 práticas que trabalham juntamente com as 5 fundações que auxiliam no descobrimento da Verdade Atemporal. Apesar dessas práticas centrais parecerem simples, não se engane: quando combinadas e aplicadas com todo coração, eles podem ser extremamente poderosas.</p>



<p>Nossas mentes podem acreditar que precisam de ensinamentos complexos para nos guiar para a Realidade, mas não precisamos. <strong>Na verdade, quanto mais complexos os ensinamentos são, mais fácil fica para a mente se esconder no meio da complexidade e fazendo-o acreditar que está avançando em direção a iluminação. Mas, na verdade, ela só está criando mais e mais círculos viciosos.</strong></p>



<p>O elementos indispensável de todo ensinamento espiritual, não se encontra no ensinamento mas sim na sinceridade e da coragem da pessoa que o aplica. Mesmo que as vezes você se sinta perdido em sua própria tolice, como William Blake disse “<strong>Um tolo que persiste em sua loucura se tornará sábio</strong>.” &#8211; Pense na prática espiritual como essa “tolice”.</p>



<p>Essas práticas centrais são algo que você precisa sentir/experienciar, algo como sentir o equilíbrio ao aprender a andar de bicicleta. Elas precisam se tornar uma parte de você para realmente funcionarem<strong>. </strong></p>



<p><strong>A atitude na qual você as aplica é tão importante quanto a prática em si, que é uma forma de dizer que você precisa achar uma forma de aplicar essas práticas centrais que combinem com seu temperamento e estilo pessoal</strong>.</p>



<p>Ninguém pode te dizer, ao certo, como fazer isso &#8211; você descobre por tentativa e erro. E a forma como você utiliza essas práticas centrais evoluirá conforme seu nível de realização evolui.</p>



<p>Você não deve aplicar as práticas centrais com grande quantidade de esforço. Elas devem ser aplicadas como se fossem uma <strong>oração, com grande sinceridade e abertura de mente e coração</strong>. Apesar de as vezes você poder se sentir desafiado por sua própria confusão e dúvida, <strong>somente se lembre de que o elemento da “Graça” esta sempre presente &#8211; e que é a partir da noite mais escura que surge o amanhecer.</strong></p>



<p>Todos os nossos maiores avanços parecem vir de surpresa, quando menos os esperamos, de repente somos dotados, as nuvens da confusão partem, e vemos com uma clareza e liberdade incomuns. Essa graça nunca é suspensa, nunca é conquistada ou merecida. Não é dado a alguns e para outros não. </p>



<p><strong>A graça está sempre presente, é apenas nossa abertura para ela que vem e vai. Em certo sentido, o Caminho da libertação é um meio de se abrir para a graça. As 3 práticas centrais são a meditação, a autoinvestigação e a contemplação.</strong></p>



<h2 class="wp-block-heading">Meditação</h2>



<p>Nas várias formas de espiritualidade esotérica, a meditação costuma ser superenfatizada ou subenfatizada. Quando a meditação é superenfatizada como o único meio de iluminação, muitas vezes há muito foco na tentativa de atingir um estado de meditação específico. </p>



<p>A Verdade Última, porém, não é um certo estado de consciência, não importa o quão lindo ou maravilhoso pode ser. A realidade é a base de todo ser, da eternidade não nascida e imortal. Está tão presente em uma experiência ou estado de consciência quanto em qualquer outro. <strong>Realidade, ou Verdade, é aquilo que em última instância é verdadeiro em todos os estados, em todos os momentos, em todos os locais.</strong></p>



<p>No outro extremo estão aqueles ensinamentos que menosprezam o valor da meditação. O pensamento é de que se a Realidade é sempre presente em todas as situações e em todos os tempos, então não existe nada para obter por meio da meditação.</p>



<p> Na verdade, esse tipo de pensamento diz que a meditação irá somente enfatizar a crença de que a pessoa é separada da Realidade e de que ela precisa fazer algo para descobri-la. Embora exista lógica nesse ponto de vista, ela pode eventualmente te levar a um tipo de fatalismo e fixação no ponto de vista/entendimento intelectual, que é improdutivo para o verdadeiro despertar. </p>



<p><strong>Apesar de não haver caminho ou prática que leve diretamente ao despertar, também é verdade que o que você faz é de extrema importância na determinação do rumo de sua vida espiritual. O equilíbrio é a chave, o esforço sem esforço é o caminho.</strong></p>



<p>A meditação não é nem um meio para um fim ou algo a ser aperfeiçoado. <strong>Meditação feita corretamente é uma expressão da Realidade, não um caminho para ela</strong>. Meditação feita de maneira incorreta é um espelho perfeito de como você está resistindo ao momento presente, julgando-o ou se apegando a ele. </p>



<p>A meditação age como um espelho, que reflete o seu relacionamento consigo mesmo, com a vida e com o momento presente.<strong> Ao se tornar consciente de como você está resistindo ou se apegando ao conteúdo do momento presente, e o quão fútil é você continuar a fazer isso, você pode descobrir o que verdadeiramente significa deixar ir/soltar toda sua resistência ao momento presente.</strong></p>



<p><strong>No caminho da liberação, a meditação tem um propósito, definição e aplicação específicas. A meditação é a arte de permitir que tudo seja como É, da forma mais profunda possível. Para deixar que tudo seja como é, nós precisamos deixar de lado o esforço de controlar e manipular nossa experiência &#8211; o que significar soltar/abandonar a vontade pessoal. </strong></p>



<p><strong>Isso vai direto ao cerne da constituição egóica, que busca a felicidade por meio do controle, da busca, do esforço e da manipulação. Muitas formas de meditação são baseadas em aprender a controlar a própria experiência como um meio de alcançar a paz. Esses métodos muitas vezes levam a um beco sem saída, onde só se obtém paz de espírito enquanto o ego está sendo restringido pela técnica meditativa</strong></p>



<p><strong>O Silêncio e a quietude da meditação é base na qual o ensinamento se repousa. Ele promove uma estabilidade interior, objetividade, desapego e profundidade de compreensão desconhecida para a mente conceitual. A meditação formal é melhor realizada quando você está sentado em um local onde não seja interrompido. A atitude que conduz à meditação é a de entrega, sem se esforçar e com abertura.</strong></p>



<p>A meditação é mais como uma oração silenciosa do que uma técnica para você lapidar e se aperfeiçoar. Quando você é novo na meditação, você pode querer começar com 10 ou 15 minutos dedicados ao silêncio. </p>



<p>Quando esse tempo estiver confortável, você pode querer estender sua meditação em períodos de 5 minutos, até que você consiga se sentar confortavelmente por 30 a 40 minutos de uma vez. <strong>Mas até mesmo se sentar em silêncio por 15 a 20 minutos por dia começara a formar uma compostura interna de silêncio e estabilidade dentro de você.&nbsp;</strong></p>



<p>É importante de entender que quando você está meditando, você está fazendo um comprometimento com algo além de sua mente inquieta. Quando meditando, <strong>este não é o momento de ficar analisando e tentando entender logicamente sua experiencia</strong>. </p>



<p>Você também não deve lutar contra a sua mente ou tentar fazê-la ficar quieta. Apenas observe seus pensamentos como se você estivesse olhando para nuvens passando no céu.<strong> Eles são apenas fenômenos passando pela consciência. </strong></p>



<p><strong>A meditação não é uma técnica para se obter a maestria, é a maior forma de oração, um ato de amor puro e de renúncia, sem esforços, ao silêncio profundo que se encontra além de todo o conhecimento.</strong></p>



<p><strong>Meditação não é algo restrito somente aos tempos da meditação formal e sentada: É uma atitude de ser, um repousar no ser. Quando você pegar o “jeito”, você será capaz de experienciá-lo mais e mais durante sua vida diária. Eventualmente, no estado de liberação, a meditação simplesmente se tornará a sua condição natural.</strong></p>



<p><strong>Logo abaixo está a explicação do eu chamo de “A Verdadeira Meditação”. Leia e deixe-a revelar para você seu verdadeiro significado ao colocá-la em prática. Com o tempo, você terá um entendimento cada vez maior sobre o que “A Verdadeira Meditação” significa.</strong></p>



<h2 class="wp-block-heading">A Verdadeira Meditação</h2>



<p><strong>A Verdadeira meditação não tem direção ou objetivo. É é pura rendição sem palavras, pura oração silenciosa</strong>. Todos os métodos que miram em atingir um certo estado de mente são limitados, impermanentes e condicionados. A fascinação com os estados leva ao apego e dependência. <strong>A verdadeira meditação é sem esforço, um repouso no Ser primordial.</strong></p>



<p><strong>A verdadeira meditação aparece na consciência espontaneamente quando não há qualquer tipo de manipulação ou controle</strong>. </p>



<p>Quando você começa a meditar, você nota que a atenção está sempre presa/ligada em algum objeto: em pensamentos, sensações corporais, emoções, memórias e sons.<strong> Isso ocorre pois a mente está condicionada em focar e se contrair em objetos.</strong> Então, a mente compulsivamente interpreta e tenta controlar o objeto que está consciente de uma forma mecânica e distorcida &#8211; começar a fazer conclusões e suposições de acordo com o condicionamento passado.</p>



<p><strong>Na verdadeira meditação todos os objetos (pensamentos, sentimentos, emoções, memórias) são deixados em seu funcionamento normal. Isso significa que nenhum esforço deve ser feito em manipular, controlar ou suprimir qualquer objeto da consciência.</strong> </p>



<p><strong>Na verdadeira meditação, a ênfase é em “ser consciência” &#8211; não em estar ciente de objetos mas sim em descansar na própria consciência em si. Na meditação você não está tentando modificar sua experiência, você está mudando o seu relacionamento com a sua experiência.</strong></p>



<p><strong>Conforme você relaxa na consciência, a contração compulsiva da mente sobre os objetos desaparecerá.</strong> O silêncio do ser será revelado mais claramente, como um convite para você repousar e descansar nele. Uma atitude de receptividade aberta, livre de qualquer objetivo ou antecipação, facilitará a presença do silêncio e quietude &#8211; que se revelarão como a sua condição natural.</p>



<p><strong>Conforme você descansa mais profundamente na quietude, a consciência se torna livre do hábito compulsivo da mente de controle, contração e identificação.</strong> <strong>A consciência retorna a sua condição natural de Ser Consciência, o absoluto potencial não manifestado, o silêncio além de todo o entendimento.</strong></p>



<h3 class="wp-block-heading">Algumas Questões Sobre a Meditação</h3>



<p><strong>Pergunta: </strong>Parece que a instrução central da Verdadeira Meditação é a de simplesmente repousar/relaxar no silêncio, na consciência silenciosa. Porém, eu frequentemente descubro que estou preso em minha mente. Está tudo bem eu usar uma meditação mais direta daquelas de você seguir a sua respiração, para que tenha algo em que focar para que eu não me perca tanto em minha mente?<br><strong>Resposta: </strong>É perfeitamente OK usar uma técnica mais direta como seguir a sua respiração, ou usar um mantra simples, se você achar que isso te ajudar a não se perder em pensamentos.<strong> Mas sempre esteja inclinado a usar menos e menos técnicas.</strong> Tenha um tempo em cada período de meditação de simplesmente repousar em silêncio, em repousar como consciência.<strong> A Verdadeira Meditação é progressivamente deixar ir/desapegar-se do meditador, sem se perder na mente.</strong></p>



<p><strong>Pergunta:</strong> O que eu devo fazer se uma memória dolorosa surgir durante a meditação?<br><strong>Resposta: </strong>Memórias antigas, mágoas, medos, raivas, ressentimentos, etc., podem surgir durante a meditação. Simplesmente permita eles surgirem sem resistir, analisar, julgar ou negar.<strong> Apenas observe sem se envolver. Observe que eles não definem quem você é.</strong> Eles são parte do seu inconsciente subindo para serem purificados pela luz da consciência e para serem liberados de seu sistema. Permita que a luz do Ser liberte o seu sofrimento.</p>



<p><strong>Pergunta:</strong> Quando eu medito eu tenho, muitas vezes, medo, que acaba me sobrecarregando e eu não sei o que fazer com isso.<br><strong>Resposta:</strong> <strong>É útil quando você estiver experienciando medo na meditação, ancorar a sua atenção em algo estabilizador, como sua respiração ou até mesmo na sola dos seus pés.</strong> Mas não lute com o medo, pois isso só ira aumentá-lo. Imagine que você é o Buda embaixo da árvore Bodhi, ou o Cristo no deserto, permanecendo perfeitamente quieto e sem mover o seu corpo, mesmo apesar do pesadelo. Pode parecer bem real, mas não é nada mais do que uma ilusão forte. Permaneça com o silêncio e bem ancorado que o medo passará.</p>



<p><strong>Pergunta:</strong> O que eu devo fazer quando eu obtenho um insight ou um entendimento profundo de uma situação durante a meditação?<br><strong>Resposta: </strong>Simplesmente receba o que lhe foi dado com gratidão, sem se segurar a nada. Confie que aquilo ainda estará lá quando você precisar.</p>



<p><strong>Pergunta:</strong> Eu percebo que a minha mente fica espontaneamente formulando imagens &#8211; algumas delas eu gosto, outras são irritantes e desconfortáveis. O que eu devo fazer?<br><strong>Resposta:</strong> Foque a sua atenção em sua respiração na barriga. Isso te ajudará não ficar perdido em imagens da mente. <strong>Simplesmente mantenha a sua intenção de descansar no silêncio sem forma anterior a todas as imagens, pensamentos e ideias.</strong></p>



<p><strong>Pergunta</strong>: Eu estou experienciando um monte de energia surgindo no meu corpo quando eu medito e até quando eu não medito. Algumas vezes é algo agradável mas outras me faz sentir agitado e me mantém acordado a noite. O que é isso?<br><strong>Resposta:</strong> Não é incomum que em algum ponto de sua jornada espiritual você experiencie varias formas de energias intensas. Não se torne fascinado pela energia e não tente controlá-la ou suprimí-la, pois ao tentar fazer isso você só ira intensificá-la. <strong>Mantenha a sua atenção firme naquele estado que é anterior a todas as formas de energia. Descanse no silêncio, na quietude e no espaço anterior a todas as energias do corpo e da mente.</strong> Mantenha a atenção no abdômen inferior &#8211; isso ajudará a integrar a energia. Talvez seja útil realizar algumas atividades estabilizadoras. Faça uma caminhada em silêncio na natureza, exercícios etc. Tudo que fizer você se sentir equilibrado e calmo. Levará algum tempo até que o seu corpo e o seu sistema nervoso se adapte ao maior volume de energia que está fluindo através de você. Seja paciente. Geralmente demora cerca de meses a anos até que o sistema nervoso se adapte a esse novo influxo de energia.</p>



<p><strong>Pergunta: </strong>As vezes eu sinto um profundo silêncio no qual todas as intenções desaparecem e até mesmo a instrução de permitir que tudo seja como é ou de repousar como consciência parece desnecessária. Está tudo bem deixar toda a intenção e técnica desaparecer?<br><strong>Resposta:</strong> As vezes, até mesmo a mais sutil intenção ou técnica irá naturalmente desaparecer por conta própria quando a meditação atinge uma certa profundidade de quietude e simplicidade. Quando você puder deixar ir toda intenção e técnica e não se perder na mente ou cair em um estado nebuloso de consciência, então a Verdadeira Meditação está naturalmente acontecendo. <strong>A verdadeira meditação é quando o meditador desaparece.</strong></p>



<h2 class="wp-block-heading">Autoinvestigação</h2>



<p>A dimensão sagrada não é algo que você possa saber através de palavras ou ideias, assim como você não pode saber o sabor de uma torta de maça ao comer a receita da torta. <strong>A sociedade moderna esqueceu que fatos e informações, apesar de todos os seus usos, não são o mesmo que a verdade ou sabedoria, e que certamente não são o mesmo que a experiência direta</strong>. </p>



<p><strong>Perdemos o contato com a sabedoria intuitiva nascida do silêncio e da quietude.</strong> Segurar/Manter uma questão internamente em silêncio e pacientemente esperar é uma arte que raramente é masterizada nos dias de hoje. A autoinvestigação é uma ponte entre o ego e a alma, para o Infinito (eu estou usando o termo alma significando a essência, presença ou o ser que você é).</p>



<p><strong>A autoinvestigação não é anti-intelectual ou anti-racional, ela é trans-racional &#8211; ou seja, ela tem o poder de te levar além da mente conceitual assim como do pensamento egocêntrico condicionado</strong>. Embora enraizada na quietude, a investigação é o contraponto dinâmico à verdadeira meditação. A meditação é suave, envolve a entrega e renuncia, enquanto a investigação exige questionamentos ousados ​​e destemidos.</p>



<p>A investigação é uma forma de abarcar os profundos assuntos existenciais que confrontam cada ser humano: Quem sou eu? O que é a vida? O que acontece após a morte? O que é Deus? Qual a Verdade absoluta da existência? Ou simplesmente: Eu sei, com absoluta certeza, que esse pensamento atual, crença, opinião, interpretação ou julgamento é verdade? O elemento comum da investigação é a Verdade. O que é a Verdade?</p>



<p>A questão da Verdade não surge ou pertence às várias agendas do ego. É de vital importância que a investigação não se torne sujeita às motivações e impulsos egóicos. As motivações subjacentes do ego são as de sobreviver e de se sentir bem. Mas a investigação pertence exclusivamente ao reino da alma, a dimensão do ser nascida do silêncio e luz, que procura a Verdade.</p>



<p>A primeira investigação se concentra no ser. O ser é a chave que abre o reino. <strong>“Quem ou o que sou eu?” Além do corpo, mente, ocupação, gênero, papéis, memória, história, o que sou eu? O que é esse “eu”?</strong> <strong>Remova tudo aquilo que o “eu” não é. Tire do “eu” todas as máscaras que ele usa. O que sobrou? Alguma coisa? Nada? O que está consciente disso? Em sua experiência direta, algo está ciente ou nada está ciente? Alguém está ciente ou ninguém está ciente?</strong></p>



<p><strong>Trace o fio da investigação silenciosa e pacientemente através de todas as suas identificações, todas as suas crenças sobre si mesmo, todos os seus julgamentos e suposições ocultas sobre quem e o que você é. Sem pressa. Examine profundamente cada uma dessas questões. Deixe que as perguntas removam tudo o que você não é. Deixe-as desfazer tudo o que você sempre imaginou ser, tudo o que você pensou que deveria ser, tudo o que qualquer um disse que você fosse. </strong></p>



<p>Rastreie o fio da investigação através de todas as suas identidades imaginadas .Então, fique quieto (em silêncio). Descanse no silêncio contemplativo e deixe as obras desconhecidas da Graça seguirem seu curso. A realização da Verdade ou Realidade nunca poderá ser criada pela mente &#8211; sempre vem como um presente da Graça. <strong>A investigação limpa as ilusões e mal entendidos, tornando você receptivo a ação da graça.</strong></p>



<p>A questão do ser abre a porta para a Realidade e Verdade, mas não é a única questão para a investigação. Questione tudo! Não deixe nenhuma suposição não examinada, nenhuma forma de negação intacta! Investigue cada questão devagar e deliberadamente, coloque cada questão no silêncio do seu ser, não espere ou se apegue a respostas rápidas. </p>



<p>Não pule em conclusões. Ao invés disso, deixe cada questão revelar suas crenças ocultas e opiniões. Deixe elas revelarem qualquer coisa na qual você esteja se apegando e acreditando que está em desacordo com o que É. <strong>Olhe por todas as formas na qual sua mente apegosa gera sofrimento para você e para os outros</strong>. </p>



<p>Traga cada questão ao silêncio do ser, medite sobre ela, pondere, leve o tempo que for necessário. Não responda com sua mente. Esteja em silêncio com aquela questão, esteja muito, muito quieto. Preenchido com o amor da Verdade, <strong>não fique surpreso se a investigação começar a consumir todas as suas suposições secretas, todas suas crenças, todas as suas opiniões, todos os seus julgamentos, tudo o que você aprendeu de segunda mão pelos outros. </strong></p>



<p>E não fique surpreso se a maioria de suas ideias espirituais forem consumidas também, pois são justamente elas que mais nos protegem da verdadeira experiencia espiritual. Sua maior ajuda é sua sinceridade e desejo pela verdade acima de tudo. </p>



<p>Você pode ser golpeado repetidamente pela profundidade da ilusão que você encontra e descobre dentro de si mesmo, mas nunca se fixe nela ou se julgue. Aceite, perdoe e siga em frente, pois o seu verdadeiro ser é infinito e absoluto. Existe tanto agora como sempre existiu ou existirá. </p>



<p>Fique firme na conflagração sagrada da investigação e deixe-a abrir você para a sede de toda a sabedoria nascida do Espírito. <strong>Apenas a Verdade restará, o resto ira morrer.</strong> É uma coisa triste que tão poucos dêem toda a medida de suas vidas à verdade.</p>



<p>A maioria só vai até certo ponto e então se contenta com menos do que uma rendição total de toda separação. No final, todos nós obtemos o que mais valorizamos, e se não gostamos do que obtivemos, é melhor olharmos honestamente para o que estamos valorizando. Mas nunca por um momento está faltando a Verdade. Nunca há mais ou menos verdade presente, ou mais ou menos disponibilidade. </p>



<p>A verdade é um suprimento abundante em todos os momentos, em todas as situações. Está simplesmente aguardando reconhecimento. E tem todo o tempo a seu favor. <strong>Questione os seus pensamentos. Questione suas histórias. Questione suas suposições. Questione suas opiniões. Questione suas conclusões. As chaves da liberdade estão em suas mãos. Usa-os</strong>!</p>



<h3 class="wp-block-heading"><strong>Algumas perguntas sobre a investigação:</strong></h3>



<p><strong>Pergunta: </strong>A investigação frequentemente parece muito intelectual para mim e eu tendo a me perder em minha mente. Existe alguma forma de investigar sem me perder tanto na mente?</p>



<p><strong>Resposta:</strong> Sim, existem 2 aspectos da investigação, e é muito importante&nbsp; que você entenda os dois. O primeiro aspecto da investigação é o que eu chamo de “Dar um passo para trás&#8221; <strong>O propósito desse primeiro aspecto da investigação é de suspender ou retirar o pensamento condicionado.</strong> Você não está procurando por respostas tanto quanto revelando e removendo os seus pensamentos, ideias e crenças condicionados &#8211; para que eles possam ser substituídos por uma realização mais profunda. Por exemplo, por meio dessa observação você pode ver que você não é o pensamentos de sua mente. <strong>Ao remover a crença falsa de que qualquer pensamento pode dizer o que você é, você trás espaço para um entendimento mais profundo se revelar em você</strong>. Ao revelar e limpar as falsas ideias da mente, agora você está preparado para descansar e repousar na quietude do Ser. Na segunda parte da investigação, você está sendo convidado para acessar a clareza intuitiva e a sabedoria que está alojada na quietude, na raiz da consciência. Eu chamo isto de “O reino da Graça”, pois a sabedoria que sai de lá é sempre recebida como um presente, como um “Aha!” de puro entendimento. Ao revelar e limpar as falsas ideias da mente, <strong>agora você está preparado para descansar/repousar no silêncio do ser, sem impor nenhum pensamento ou buscando algo por meio do do pensamento.</strong></p>



<p><strong>Pergunta: </strong>As<strong> </strong>vezes a investigação parece muito viva e vital para mim, mas outras vezes parece algo mecânico, pois meu coração não está nela. A investigação é algo que eu preciso estar engajado a todo o tempo?</p>



<p><strong>Resposta: </strong>Para que a investigação seja autentica, você tem que sentir de que ela é de vital interesse para você. Então não, você não precisa estar investigando o tempo todo. É uma ferramenta que está lá toda a vez que uma questão vital surgir para você. Mas a investigação é muito mais do que uma técnica, é uma atitude. A investigação é uma atitude de curiosidade que vive em você, e é um reflexo do seu desejo de querer saber a Verdade e a natureza da Realidade<strong>. A investigação requer um tipo de coragem de ter a disposição de perguntar grandes questões que podem sacudir as fundações de sua vida e te colocar frente a frente com assuntos que você prefere evitar</strong>. Então, mesmo que você não utilize sempre a técnica da investigação, é vitalmente importante viver com uma atitude de curiosidade e coragem, que são o coração da investigação. A investigação é a arte de questionar todas as suas suposições, crenças e interpretações como forma de abrir espaço na mente para que a sabedoria intuitiva surja. Quando o espaço se abrir, simplesmente descanse/repouse com a pergunta na quietude do Ser. Observe. mantenha fiel vigilância com o desconhecido. Os momentos vitais de descoberta aparecem quando você menos espera.</p>



<h2 class="wp-block-heading">Contemplação</h2>



<p>A muito tempo que nós esquecemos o que significa contemplar algo. Agora, com o clique no mouse de computador, nós podemos ter as respostas do que desejamos, ou o que promete ser a resposta, de todo o tipo de pergunta que imaginamos. Todos os ensinamentos espirituais do mundo Antigo agora estão a um click de distância &#8211; porém, ainda permanecemos tão perdidos de nós mesmos, tão distantes do que nutre a nossa alma, que estamos sendo sufocados pelo peso de nossa ignorância e alienação da dimensão sagrada da vida.</p>



<p><strong>A idade moderna esqueceu que fatos e informações, apesar de todos os usos que podem proporcionar, não são o mesmo que sabedoria, e que certamente não são o mesmo do que experiência direta da Realidade.</strong> Perdemos o contato com a sabedoria intuitiva nascida do silêncio e meditação, e ficamos perdidos num mar de informações que não conseguem entregar a felicidade e realização que prometem.</p>



<p><strong>A contemplação é a arte de permanecer com uma palavra ou frase pacientemente e em silencio e a quietude da consciência até que comece a revelar significados e entendimentos mais profundos</strong>. A contemplação tem o poder de transcender os limites da mente analitica e lógica, e abre a consciência para a ordem da sabedoria e Verdade que podem somente ser descritas como revelação.</p>



<p>Eu inclui algumas frases curtas nessa seção, mas toda e qualquer parte desse livro pode ser usada como objeto de contemplação. <strong>Pegue uma curta frase como objeto de contemplação e simplesmente permaneça/mantenha-o em sua consciência. Então fique quieto. Deixe o significado germinar dentro de você. Então traga de novo a palavra ou frase na consciência. Mantenha lá por algum tempo e, em seguida, fique em silêncio novamente. Com a prática, você pega o jeito.&nbsp;</strong></p>



<p>Apesar da contemplação parecer ser simples, pode ser muito poderosa. Nas tradições Zen, frases, questões ou histórias curtas, chamadas<em> koans</em>, são usados como objetos de contemplação e meditação, que podem auxiliar o despertar, a revelação e iluminação.</p>



<p>Abaixo, estão algumas frases para serem utilizadas como objetos de contemplação.</p>



<h3 class="wp-block-heading">Pensamentos e libertação do sofrimento:</h3>



<ul class="wp-block-list"><li>“Não existe um pensamento absolutamente verdadeiro.” (Isso não significa que alguns pensamentos não sejam mais verdadeiros que outros, apenas que nenhum pensamento é absolutamente verdadeiro)</li><li>“O que É”, é o que está acontecendo antes de você ter um pensamento sobre ele. (Observe a diferença entre o que sua mente pensa sobre este momento, e como ele é, antes de você ter qualquer pensamento sobre ele.)</li><li>“O sofrimento ocorre quando você acredita em um pensamento que está em desacordo com o que é, com o que foi ou com o que pode ser.” (Experiencie este momento sem a interpretação da sua mente sobre ele)</li><li>“Você não é a sua história. Eles não são a sua história sobre eles. O mundo não é a sua história sobre o mundo.”</li><li>“O sofrimento é como a Vida lhe diz que você está interpretando errado ou resistindo ao que é real e verdadeiro” (è o jeito que a VIda te sugere que você não está em harmonia com o que é)</li><li>“A compreensão e os insights mais profundos fluem de uma mente tranquila”</li><li>“Ser feliz é viver como o desconhecido”</li><li>“Toda a verdadeira experiencia surge do desconhecido e é uma expressão do desconhecido.”</li></ul>



<h3 class="wp-block-heading">A natureza do Ser</h3>



<ul class="wp-block-list"><li>“Olhar para dentro e não se encontrar como um “eu” é o começo de se encontrar como uma presença” (Ser)</li><li>“O Ser (ou espírito) é universal e existe anteriormente a todas as condições, todos os pontos de vista, todos os objetos de consciência e todos os assuntos também.”</li><li>“Ser” é a verdadeira natureza de tudo.</li><li>Sendo a natureza de tudo, não há nada fora do Ser</li><li>“Ser” não explica nada; Ser é a verdadeira natureza de tudo</li><li>A Única coisa que realiza o Ser é o Ser</li><li>Só existe o ser vivendo através de você, como você e como tudo o que existe</li><li>O Ser é não nascido e não criado &#8211; a Fonte e substância de tudo</li><li>Ser é nossa condição original, anterior ao ego, a todos os pensamentos, anterior a todas as descrições, anterior aos passado, presente e futuro.</li><li>O Ser que é anterior ao mundo do espaço e tempo está aqui, agora, eternamente. É o mundo sem mundo, a substância do vazio.</li><li>“Eu sou” é puro Ser. É a confissão final da realidade ecoando por toda a eternidade.</li></ul>



<h3 class="wp-block-heading">O Infinito:</h3>



<ul class="wp-block-list"><li>Além do ego está o ser universal, além do ser está o infinito</li><li>O infinito é o puro potencial sem forma, anterior ao ser e não ser, vida e morte, forma e sem forma</li><li>O infinito não é nem um nem muitos, nem dualista nem não dualista, nem mundano e nem espiritual.</li><li>O infinito conhece a si mesmo por meio de uma consideração intuitiva simples que tem de si mesmo em todos os seus aspectos. Assim, ele se conhece como totalmente incognoscível e absolutamente presente</li><li>Realizar o infinito é perder o seu mundo interno</li><li>Perder o seu mundo interno é o silêncio eterno</li><li>Tudo está bem, e mais bem do que você possa imaginar</li></ul>



<h2 class="wp-block-heading">O Resumo do Ensinamento</h2>



<ul class="wp-block-list"><li><strong>Fique quieto</strong></li><li><strong>Questione todo o pensamento</strong></li><li><strong>Contemple a Fonte da Realidade</strong></li></ul>



<p>É importante lembrar que o Caminho da liberação não é a Verdade mas um meio para realizá-la. A Verdade está dentro de você, em nenhum outro lugar. Ao estudar, aplicar, você está realizando a Verdade dentro de você.</p>



<blockquote class="wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow"><p><em>“A Realidade na qual estes ensinamentos apontam não está escondida ou distante. Neste exato momento, A realidade e a plenitude estão à vista”</em></p><cite>Adyashanti</cite></blockquote>
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		<title>Pare de Reclamar e Concentre-se nas Coisas Boas</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Davi Klein]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 21 Jun 2021 13:24:06 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Desenvolvimento Pessoal]]></category>
		<category><![CDATA[Livros Fodas]]></category>
		<category><![CDATA[concentre-se nas coisas boas]]></category>
		<category><![CDATA[livro pare de reclamar]]></category>
		<category><![CDATA[malefícios de reclamar]]></category>
		<category><![CDATA[não reclame]]></category>
		<category><![CDATA[pare de reclamar]]></category>
		<category><![CDATA[pare de reclamar e concentre-se nas coisas boas]]></category>
		<category><![CDATA[reclamação]]></category>
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					<description><![CDATA[“Se você não gosta de alguma coisa, mude-a. Se você não pode mudá-la, mude sua atitude. Não reclame”. Maya Angelou Está pronto para encarar um desafio que pode mudar sua vida? Este é o desafio proposto no livro &#8220;Pare de reclamar e concentra-se nas coisas boas&#8221; de Will Bowen: Ficar 21 dias sem reclamar, criticar [&#8230;]]]></description>
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<div class="video_embed clearfix"><div class="video_embed clearfix"><iframe title="Elimine a reclamação da sua vida! (Pare de reclamar e concentre-se nas coisas boas)" width="500" height="281" src="https://www.youtube.com/embed/0Sp2E2Noeng?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe></div></div>
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<blockquote class="wp-block-quote is-style-large is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow"><p><em>“Se você não gosta de alguma coisa, mude-a. Se você não pode mudá-la, mude sua atitude. Não reclame”.</em></p><cite>Maya Angelou</cite></blockquote>



<p>Está pronto para encarar um desafio que pode mudar sua vida? Este é o desafio proposto no livro &#8220;<em><strong>Pare de reclamar e concentra-se nas coisas boas</strong></em>&#8221; de Will Bowen: <strong>Ficar 21 dias sem reclamar, criticar ou falar mal dos outros</strong>. </p>



<p>Basicamente, o intuito desse desafio é trazer mais consciência a forma como falamos: ao nos tornarmos conscientes de nossas palavras e nos esforçarmos para mudá-las, podemos modificar nossa maneira de pensar e podemos recriar nossas histórias.</p>



<p>Lutar conscientemente para reformatar seu disco rígido mental não é uma coisa fácil, mas você pode começar agora e em pouco tempo é provável que tenha uma vida muito melhor.</p>



<p>Para começarmos esse desafio, é preciso criar um sistema de monitoramento das <strong>reclamações, críticas e fofocas</strong>, conforme explicado a seguir:</p>



<figure class="wp-block-pullquote"><blockquote><p>&#8220;A reclamação é uma epidemia no mundo de hoje&#8221;</p></blockquote></figure>



<p>Para enfrentar o desafio dos 21 dias, você terá que seguir este passo-a passo:</p>



<ul class="wp-block-list"><li>Escolha um sistema de monitoramento e coloque o objeto escolhido numa posição. Se for uma pulseira, por exemplo, coloque-a em um dos braços;</li><li>Ao perceber que está reclamando, falando mal dos outros ou criticando, mude o objeto de posição e comece a contagem de novo;</li><li>Se você ouvir uma pessoa que está participando do desafio se queixar, pode avisá-la de que deve trocar sua pulseira, elástico, anel, peso de papel, etc. de lugar. MAS, se fizer isso, terá que mudar o seu objeto de posição primeiro, porque estará reclamando da reclamação dela;</li><li>Comece agora e não desista. Podem se passar meses até você conseguir completar os 21 dias consecutivos. A média é de quatro a oito meses</li></ul>



<p>E relaxe. Estou me referindo apenas a <strong>reclamações, críticas e fofocas que verbalizamos</strong>. Se sair da sua boca, conta – e você terá que começar de novo. Se você só pensar, não tem problema. Mas logo descobrirá que mesmo a reclamação em pensamento vai desaparecer à medida que o processo avançar.</p>



<h2 class="wp-block-heading">Por que reclamar é tão prejudicial?</h2>



<p><strong>É importante se concentrar naquilo que queremos em nossas vidas, em vez de dar atenção ao que não queremos. Reclamar é se concentrar no que não queremos, é falar sobre o que está errado</strong>. E tudo aquilo em que concentramos nossa atenção se expande.</p>



<p><strong>Reclamar é falar de coisas que você não quer, em vez de falar daquilo que você quer. Quando nos queixamos, usamos as palavras para nos concentrarmos no que não é como gostaríamos</strong>. Nossos pensamentos criam nossa vida, e nossas palavras revelam o que pensamos. Vou repetir essa frase, porque, se você não aprender nada mais com este livro, espero que guarde isto:<strong> NOSSOS PENSAMENTOS CRIAM NOSSA VIDA, E NOSSAS PALAVRAS REVELAM O QUE PENSAMOS</strong>.</p>



<p>Nós nos concentramos no que está errado, em vez de dar atenção à nossa visão sobre o que é um mundo feliz, saudável e harmonioso.</p>



<p>Você está criando sua própria vida a cada momento por meio de seus pensamentos.  Começamos a perceber que a vida, a sociedade, a política, a saúde, enfim, <strong>o estado do mundo é a materialização dos nossos pensamentos e das ações que eles produzem.</strong></p>



<blockquote class="wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow"><p>“Vai! Como creste, assim te seja feito!”</p><cite>Jesus, Mateus, 8:13</cite></blockquote>



<blockquote class="wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow"><p>“O universo é a mudança; a vida é o que o pensamento faz dessa mudança”</p><cite>Marco Aurélio</cite></blockquote>



<blockquote class="wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow"><p>“Somos formados por nossos pensamentos. Nós nos tornamos o que pensamos”.</p><cite>Buda</cite></blockquote>



<blockquote class="wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow"><p>“Mude seus pensamentos e você mudará seu mundo”</p><cite>Norman Vicent Peale</cite></blockquote>



<blockquote class="wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow"><p>“Você está hoje onde seus pensamentos o trouxeram, e estará amanhã onde seus pensamentos o levarem”.</p><cite>James Allen</cite></blockquote>



<blockquote class="wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow"><p>“Nós nos tornamos aquilo em que pensamos”</p><cite>Earl Nightingale</cite></blockquote>



<blockquote class="wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow"><p>“O mais alto estágio da cultura moral é quando reconhecemos que precisamos controlar nossos pensamentos”.</p><cite>Charles Darwin</cite></blockquote>



<blockquote class="wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow"><p>“Por que somos os mestres do nosso destino, os capitães de nossa alma? Porque podemos controlar nossos pensamentos”.</p><cite>Alfred A. Matapert</cite></blockquote>



<p><strong>É vital controlar nossa mente se quisermos recriar nossa vida. </strong>O movimento Sem Reclamações nos ajuda a perceber exatamente em que ponto nos encontramos e se estamos exprimindo nosso lado positivo ou negativo.</p>



<p>E então, quando começamos a mudar a pulseira ou qualquer outro objeto de posição, passamos a prestar atenção em nossas palavras – e em nossos pensamentos.</p>



<h2 class="wp-block-heading">Parte 1: Incompetência Consciente</h2>



<blockquote class="wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow"><p>“O homem inventou a linguagem para satisfazer sua necessidade profunda de reclamar”.</p><cite>Lily Tomlin</cite></blockquote>



<p>Neste exato momento, você se encontra no estágio de Incompetência Inconsciente. Não tem consciência de ser incompetente. Não percebe quanto reclama.</p>



<p>Isso significa que você nunca mais poderá reclamar? A resposta é não! Algumas vezes faz sentido reclamar. Mas algumas vezes significa &#8220;quase nunca&#8221;.</p>



<p><strong>A queixa deve acontecer raramente; críticas e fofocas nunca</strong>. Se formos honestos com nós mesmos, os acontecimentos da vida que provocam reclamação legítima (a expressão do pesar, da dor ou do descontentamento) serão extremamente raros.<strong> A maior parte das reclamações que fazemos é apenas “poluição sonora”, prejudicial à nossa felicidade e bem-estar.</strong></p>



<p>Preste atenção no que você faz. Você se queixa com frequência? Quanto tempo já se passou desde sua última reclamação? Um mês ou mais? Se você reclama mais do que uma vez por mês, pode estar fazendo da lamúria um modo de vida.</p>



<p>Para ser uma pessoa feliz que dominou seus pensamentos e começou a criar sua vida de acordo com os próprios projetos, você precisa estabelecer um patamar bem alto do que o faz sentir necessidade de exprimir pesar, dor ou descontentamento.</p>



<p>Reclamar (expressar pesar, dor ou descontentamento)  deveria ser raro. Mas o fato é que, para a maioria das pessoas, reclamações não provêm de experiências tão profundamente dolorosas. <strong>Não deveríamos reclamar, mas ainda assim o fazemos.</strong> As coisas não são tão terríveis a ponto de justificar pesar, dor ou descontentamento. Mesmo assim, a reclamação virou rotina.</p>



<p><strong>Ignorância é uma bênção. </strong>Antes de começar a caminhada para se tornar uma pessoa Sem Reclamações, você era abençoado por não saber quanto se queixava e que consequências danosas isso trazia para a sua vida. </p>



<p>Para muitos de nós, <strong>reclamar do tempo, do cônjuge, do trabalho, da forma física, dos amigos, da economia, dos outros motoristas, do país, ou seja lá do que for é algo que fazemos dúzias de vezes a cada dia.</strong> Entretanto, poucos percebem a frequência dessas reclamações.</p>



<p>Até hoje, você acreditava que não reclamava tanto assim. Achava que só se queixava quando alguma coisa realmente o incomodava. A partir de agora, sempre que estiver tentado a reclamar, pergunte a si mesmo se o que está acontecendo é mesmo tão ruim. Então, procure manter sua promessa de não reclamar.</p>



<p>Usar a pulseira roxa (ou qualquer outra ferramenta que o ajude a se monitorar) e mudá-la de posição. Mudá-la de posição a cada reclamação. Ainda que pareça difícil, constrangedor ou frustrante. Mudá-la de posição depois de completar 10 dias. Começar de novo. Perseverar mesmo se todos à sua volta desistirem. Perseverar mesmo se todos já tiverem obtido sucesso enquanto o máximo que você consegue é passar dois dias sem reclamar. Perseverar.</p>



<p>Pare de reclamar. Mude as palavras, mude os pensamentos e estará mudando sua vida. Ao dizer “Procura e encontrarás”, Jesus estava formulando um princípio universal. O que você procurar, vai encontrar.</p>



<p>Quando reclama, você emprega o incrível poder da sua mente para procurar coisas que não quer e acaba atraindo-as. Então passa a se queixar desses novos problemas e atrai mais do que não quer, ficando preso num círculo vicioso – uma profecia autorrealizável de reclamação: manifestação, reclamação, manifestação, reclamação, num ciclo que nunca tem fim.</p>



<p>Nossos pensamentos criam nosso mundo, e nossas palavras revelam o que pensamos. Ao controlar as palavras, eliminando a reclamação, damos um objetivo à nossa vida e atraímos o que desejamos.</p>



<h3 class="wp-block-heading">As reclamações e a saúde</h3>



<p><strong>Reclamamos pelo mesmo motivo por que fazemos qualquer coisa – por considerar vantajoso.</strong></p>



<p>Reclamar é uma espécie de droga que te dá um barato. Ao reclamar você conquista a atenção e a simpatia de outras pessoas e consegue, através da sua reclamação, abdicar totalmente de sua responsabilidade sobre sua vida. </p>



<p>O psicólogo Robin Kowalski escreveu que muitas reclamações “<strong>envolvem uma tentativa de se despertar determinadas reações dos outros, como simpatia e aprovação.</strong> Por exemplo, as pessoas podem estar reclamando da saúde não por não se sentirem doentes, mas porque o papel de doente lhes permitirá obter ganhos secundários, como a simpatia dos outros, ou evitar assuntos desagradáveis.</p>



<p>Reclamamos para conseguir atenção e evitar o que nos dá medo.</p>



<p><strong>Dois terços das doenças se originam na mente</strong>. De fato, a palavra psicossomático deriva de <strong>psique e soma, que significam mente e corpo.</strong><br><strong>Há uma ligação entre corpo e mente. O que a mente acreditar, o corpo vai manifestar</strong>.<strong> Dúzias de pesquisas demonstram que nossos pensamentos sobre nossa saúde podem se transformar em realidade.</strong></p>



<p>Ao reclamar de sua saúde, você está fazendo declarações negativas, que seu corpo escuta e registra. Sua mente (psique) direciona a energia em seu corpo (soma), atraindo mais problemas de saúde. Já reparou como as pessoas que não param de falar de doença invariavelmente encontram mais e mais razões para fazê-lo?</p>



<p>Apenas lembre que os médicos calculam que 67% das doenças resultam de “pensar estar doente”. Nossos pensamentos criam nosso mundo, e nossas palavras revelam nossos pensamentos. Reclamar de uma doença não vai reduzir sua duração, muito menos amenizar sua gravidade. Suas queixas vão enviar ondas de energia negativa para ao seu corpo inteiro, dificultando sua cura.</p>



<p>A essa altura de nossa jornada, você começou a perceber suas reclamações. Já se tornou consciente de sua incompetência e repara quanto reclama. Você agora está no estágio da Incompetência Consciente.</p>



<h2 class="wp-block-heading">Incompetência Consciente</h2>



<p>Ao entrar na etapa da Incompetência Consciente, você está perturbadoramente alerta (consciente) da freqüência de suas reclamações (incompetência).</p>



<p>Quando nos lamentamos, podemos receber como benefícios atenção e simpatia. Também evitamos ter que fazer alguma coisa que consideramos difícil. Mas se queixar é como andar na corda bamba. Quem reclama de maneira crônica pode acabar sendo evitado, pois os outros sentem sua energia ser drenada por ele.</p>



<p>Em Ilusões, Richard Bach escreveu verdades simples e profundas, como “semelhante atrai semelhante”. Pessoas parecidas, sejam adeptas da reclamação ou da gratidão, se atraem. <strong>Pessoas que não são parecidas se repelem.</strong> Somos todos seres de energia, e energia que não vibra na mesma frequência não consegue entrar em harmonia.</p>



<p>A fofoca é uma espécie de reclamação. Se você quiser falar de uma pessoa na ausência dela, terá que ser capaz de repetir, palavra por palavra, o que está dizendo na cara dela. </p>



<p>Não há mal nenhum em falar dos outros, desde que você só tenha coisas positivas e elogiosas a dizer. </p>



<p>Se você não consegue dizer alguma coisa boa, é melhor não abrir a boca. Não precisa espalhar energia negativa pelo mundo. </p>



<p>Um dos principais motivos que temos para fazer fofoca ou reclamar é parecer que somos melhores na comparação: “Pelo menos não sou tão ruim quanto fulano de tal”. Quando aponto seus defeitos, estou querendo dizer que não<br>tenho tais falhas e por isso sou melhor do que você. Reclamar é se gabar. E ninguém gosta de alguém que fica se gabando.</p>



<p>Você realmente quer ganhar essa competição de reclamações? Se for o caso, vá em frente, resmungue até todo mundo desistir e proclamar você o maior reclamão da face da Terra. A vitória traz prêmios, como relacionamentos infelizes repletos de melodrama, problemas de saúde, preocupações financeiras e uma variedade de outras questões. <strong>Se esses prêmios não forem atraentes, não se envolva quando ouvir os outros se queixarem</strong>. As pessoas o estão enredando, e você as está enredando também. Quando estiver num grupo e a conversa descambar para a negatividade, <strong>fique na sua e observe. Não tente mudar ninguém</strong>. Se perguntarem por que você não está reclamando, diga que está “em treinamento” para se tornar uma pessoa Sem Reclamações.</p>



<h2 class="wp-block-heading">O Despertar</h2>



<figure class="wp-block-pullquote"><blockquote><p>“Nós encontramos o inimigo: somos nós mesmos”</p></blockquote></figure>



<p>Pode ser desconfortável quando despertamos e nos damos conta de nossa natureza queixosa. Se você for como a maioria das pessoas, a percepção da frequência com que essas reclamações acontecem pode ser chocante. Isso não é um problema. Apenas continue a mudar a pulseira, o elástico, a moeda, o peso de papel ou qualquer outro objeto de posição e siga em frente. Não desista.<br>Lembre-se de que só estamos preocupados com as reclamações que verbalizamos. No desafio dos 21 dias, trabalhamos para erradicar as queixas que são exprimidas. Não há problema algum em pensar, pois logo você irá descobrir que, ao fazer cada vez menos reclamações, sua mente também produzirá menos pensamentos desse tipo. Voltaremos a falar sobre isso mais tarde. Por enquanto, preocupe-se apenas com as lamúrias que realmente escapam da sua boca.</p>



<p>É o que precisa ser feito: começar mais uma vez e outra. Nas palavras de Winston Churchill,<strong> “sucesso é avançar de fracasso em fracasso sem perder o entusiasmo”</strong></p>



<p>Uma dúvida pode passar pela sua cabeça: “Como vou saber se estou reclamando ou simplesmente narrando um fato?”. Segundo o dr. Robin Kowalski, “<strong>se uma afirmação reflete ou não uma reclamação depende de quem falou estar ou não experimentando uma insatisfação interna</strong>”. </p>



<p>As palavras usadas numa reclamação ou numa “não-reclamação” podem ser idênticas. <strong>O que as diferencia é o significado, a energia com que você as impregna</strong>. O estágio da Incompetência Consciente é aquele em que você passa a perceber o teor do que diz e, mais importante ainda, a energia impregnada nas suas palavras.</p>



<p><strong>É uma reclamação quando você quer que a pessoa ou a situação mudem. Se você quer que as coisas sejam de outra forma, é uma queixa, e não a descrição de um fato</strong>.</p>



<p>Pergunte a si mesmo: será que as pessoas confiantes e seguras de si se gabam? A resposta é negativa. <strong>Quem tem uma autoestima saudável aprecia seus pontos fortes, aceita suas fraquezas e é feliz consigo mesmo não precisa se gabar</strong>.</p>



<p>Amar a si mesmo não é um questão de reforçar seu ego. O egoísmo é uma forma de provar que você tem méritos depois de se afundar no ódio a si mesmo. <strong>Quando você se ama verdadeiramente, seu ego se dissolve. Você não sente mais necessidade de demonstrar que é superior</strong>.</p>



<p>Uma pessoa insegura, que duvida de seu valor e questiona sua própria importância, vai se gabar e reclamar. Contará tudo sobre suas conquistas, na esperança de receber de volta o reflexo de aprovação no olhar de seus ouvintes.<br>Também reclamará da sua dificuldade para conquistar simpatia, como uma maneira de se desculpar por não ser capaz de atingir seus objetivos. A verdade é que ela reclama porque não sente que merece aquilo que deseja. Sua falta de<br>amor-próprio a leva a afastar tudo aquilo que ela diz desejar.</p>



<p><strong>Nós reclamamos para evitar correr certos riscos e ter que fazer coisas que não queremos</strong>.</p>



<p>Finalmente, parei para examinar o significado da palavra inseguro. <strong>Estar seguro significa se sentir confortável, aceitar as coisas como são. E estar inseguro é o oposto disso.</strong> A segurança surge quando aceitamos as coisas como são, sem tentar mudá-las.</p>



<p>Quando você resmunga e reclama do que acontece, acaba colhendo mais problemas. A boa notícia é que você já está aprendendo a identificar o que diz e a medir suas palavras, ou mesmo a reformular seus comentários, de maneira a não reclamar. Está começando a fazer a mudança. Está entrando na fase da Competência Consciente.</p>



<h2 class="wp-block-heading">Competência Consciente</h2>



<p>O estágio de Competência Consciente é de hipersensibilidade.<strong> Você começa a ter consciência de tudo o que está dizendo.</strong> Muda sua pulseira, aliança ou relógio de posição com bem menos freqüência, pois toma cuidado com suas palavras, emprega termos mais positivos, porque começou a pensar no que vai dizer antes de abrir a boca. A ferramenta que você usa para e monitorar deixou de ser um indicador de quanto você reclama e passou a ser um filtro pelo qual suas palavras passam antes de serem proferidas.</p>



<p>Uma família que tinha aceitado o desafio Sem Reclamações relatou que durante a fase da Competência Consciente seus membros ficavam sentados à mesa do jantar sem ter muito o que dizer. Havia períodos de prolongado silêncio.<br>E essa atitude é típica de uma pessoa ou família que está nesse estágio do processo de se tornar livre de queixas e resmungos. Você começa a colocar em prática o velho conselho da sua mãe: “<strong>Se não consegue dizer alguma coisa boa, é melhor não abrir a boca</strong>”.<br>No estágio de Competência Consciente, <strong>uma das melhores coisas que se pode fazer é respirar fundo em vez de falar algo que possa gerar arrependimentos</strong>. Reclamar é um hábito e parar um momento para respirar dá uma chance de selecionar suas palavras mais cuidadosamente.</p>



<p>Você pode rezar e pedir para que as palavras que saiam da sua boca sejam construtivas e não destrutivas. E se não<br>tiver nada a dizer, <strong>permaneça em silêncio</strong>.</p>



<p>Se você não disser nada, pelo menos pode levar o crédito de ser esperto. Quando tagarelamos, não parecemos inteligentes. Damos a impressão de não estarmos confortáveis na nossa pele a ponto de ficar em silêncio nem mesmo por um momento.</p>



<p><strong>Uma das maneiras de saber que encontramos uma pessoa realmente especial é o tempo que podemos ficar com ela sem precisar dizer nada</strong>. <strong>Jogar conversa fora não melhora o convívio com as pessoas</strong>. Na verdade, torna nosso<br>tempo com elas menos precioso. <strong>Falar demais transmite a mensagem de que você não se sente confortável consigo mesmo.</strong><br>O silêncio permite que você reflita e escolha cuidadosamente suas palavras. Oferece condições para falar das coisas em que deseja usar sua energia criativa, em vez de deixar que o desconforto provoque uma torrente de lamentações.</p>



<blockquote class="wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow"><p><em>“Existem aqueles que vêem as coisas do jeito que são e se perguntam por quê. Sonho com coisas que nunca aconteceram e me pergunto por que não”</em></p><cite>Robert Kennedy</cite></blockquote>



<p>Nossas palavras são poderosas. E quando mudamos o que dizemos, começamos a mudar nossa vida.</p>



<blockquote class="wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow"><p>“A mente é o seu próprio lugar e dentro dela pode transformar o Paraíso em Inferno e o Inferno em Paraíso”</p><cite>John Milton</cite></blockquote>



<p>Crítica é a reclamação com arestas afiadas. <strong>Geralmente é dirigida a alguém com a intenção de diminuir essa pessoa</strong>. Alguns acreditam que criticar é uma forma eficiente de mudar o comportamento dos outros. Entretanto, costuma surtir o efeito contrário.</p>



<p><strong>Ninguém gosta de ser censurado</strong>. E o criticismo, muitas vezes, provoca o efeito oposto ao esperado. Em vez de reprimir o comportamento indesejado, pode servir para reforçá-lo.<strong> Criticar significa encontrar defeito em alguém ou<br>alguma coisa.</strong> </p>



<p><strong>E, quando uma pessoa é alvo de críticas, ela sente necessidade de justificar seu comportamento. As justificativas surgem quando uma pessoa se sente injustiçada e quer se defender da melhor forma possível.</strong></p>



<p><strong>A primeira necessidade que todos temos é de sermos reconhecidos e valorizados, de sentirmos que somos importantes</strong>.</p>



<p>Ouça cuidadosamente as suas palavras durante a fase da Competência Consciente e controle seu criticismo.</p>



<p>Você também pode ajudar alguém a mudar de vida dando seu apoio na jornada sem reclamações. Encontre uma pessoa que você possa encorajar e que possa fazer o mesmo por você. Juntos vocês vão chegar lá.</p>



<h2 class="wp-block-heading">Competência Inconsciente</h2>



<blockquote class="wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow"><p><em>“Faça tudo sem reclamar”.</em></p><cite>Filipenses 2:14</cite></blockquote>



<p>Depois de atravessar os meses necessários para se tornar uma pessoa Sem Reclamações, você descobrirá que mudou. </p>



<p><strong>Você perceberá que sua mente não produz mais o dilúvio de pensamentos infelizes com os quais você convivia.</strong></p>



<p>Isso se transformou agora numa Competência (não reclama) Inconsciente (não percebe). O resultado é que você virou uma pessoa diferente. Uma pessoa mais feliz.</p>



<p>No estágio da Competência Inconsciente, o pós-21 dias sem reclamações, seus pensamentos estão exatamente onde você quer que eles estejam, e você começa a notar que não é o único a se encontrar mais feliz. As pessoas à sua volta também parecem mais felizes. Você está atraindo pessoas alto-astral e sua natureza positiva inspira quem está por perto a atingir patamares mentais e emocionais mais elevados. </p>



<p>Parafraseando Gandhi, você se tornou a transformação que gostaria de ver no mundo. Quando alguma coisa dá certo, sua reação automática é “Tinha que ser assim!”. <strong>E, quando um problema se apresenta, você não gasta energia falando do assunto com ninguém. Em vez disso, começa a procurar pelas bênçãos na situação. E, ao procurar, você encontra</strong>.</p>



<p>Você também vai perceber que se sente desconfortável quando alguém começa a se queixar ao seu lado. É como se um cheiro desagradável se infiltrasse no ambiente. Por ter passado tanto tempo evitando a reclamação, ouvir outra pessoa se lamuriando soa como uma profanação do seu silêncio sagrado. </p>



<p><strong>Mas você não deixará seu desconforto transparecer – simplesmente observará, sem criticar nem reclamar.</strong> Como a pessoa não terá abertura para justificar seu comportamento, o mais provável é que pare rapidamente.</p>



<p>Pessoas felizes e positivas são mais agradáveis de se conviver. Agora que você se tornou uma delas terá mais chance de obter um aumento de salário ou de conseguir um emprego mais estável.</p>



<p>Sua atitude – a expressão de seus pensamentos – influencia o modo como os outros se relacionam com você. Todos nós desejamos estar perto de quem é capaz de transformar o cotidiano em algo extraordinário. E são essas pessoas que têm mais chances de serem promovidas um dia.</p>



<p>Você é agora uma pessoa mais positiva, que fala sobre o que deseja e não fica resmungando sobre o que não deseja. As pessoas vão querer trabalhar com você e para você. E você obterá grandes conquistas e receberá mais do que jamais sonhou. Dê tempo ao tempo, fique atento e acontecerá.</p>



<p>Você está no banco do motorista, pronto para rumar em direção a um futuro que sempre sonhou criar. Mais do que isso, falando apenas sobre o que deseja, você conseguirá alcançar em pouco tempo objetivos que julgava ainda<br>estarem muito distantes.</p>



<blockquote class="wp-block-quote is-style-large is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow"><p><em>“Nunca é alto demais o preço a se pagar pelo privilégio de ser dono de si mesmo”.</em></p><cite>Friedrich Nietzsche</cite></blockquote>



<blockquote class="wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow"><p>“<strong>Reclamar não deve ser confundido com informar alguém de uma falha ou de uma deficiência para que elas possam ser sanadas</strong>. Além disso, abster-se de reclamar <strong>não significa necessariamente tolerar mau comportamento ou má qualidade</strong>. Não há interferência do ego quando dizemos ao garçom que a comida está fria e precisa ser esquentada – desde que nos atenhamos aos fatos, que são sempre neutros. ‘Como você se atreve a me servir sofra fria?’. Isso, sim, é uma queixa.&#8221;</p><cite>Eckhart Tolle</cite></blockquote>



<p>Lembre-se: Comentar um problema com alguém que pode melhorar sua situação não é uma queixa. Repreender alguém severamente ou lamentar a situação é reclamar. E reclamar atrai mais daquilo que você não deseja.</p>



<p>Fale de coisas negativas e infelizes e receberá coisas negativas e infelizes de volta. Fale de coisas pelas quais você é grato e atrairá para si mais daquilo que aprecia. Você apresenta um padrão de fala que demonstra o que você pensa, e ele cria a sua realidade cotidiana. Mesmo sem perceber, você traça o curso de cada dia e segue naquela direção. Os resultados podem ser agradáveis ou dolorosos.</p>



<p><strong>Se quisermos melhorar o mundo, devemos primeiro curar a discórdia dentro de nossa própria alma</strong>. Mudar nossas palavras mudará nossa forma de pensar, o que, por sua vez, transformará o mundo. Quando paramos de reclamar, removemos o principal escoadouro para nossos pensamentos negativos, e nossa mente muda de direção, por isso ficamos mais felizes. </p>



<p>Sem ter como expressar os pensamentos negativos, nossa mente para de produzi-los e encontra pensamentos mais felizes para criar. A mente é como se fosse uma fábrica de pensamentos. Ela nunca para de produzir, mas, na ausência de clientes para a negatividade, pode mudar sua linha de produção e passar a fabricar pensamentos felizes. </p>



<p>Comece a expressar gratidão por tudo na sua vida! Afinal,<strong> o</strong> <strong>oposto da reclamação é a gratidão</strong>.</p>



<p>E ai? Bora começar esse desafio? Não deixe de comentar aqui embaixo sobre sua experiência ao praticar a &#8220;não-reclamação&#8221; &#8211; foi difícil? Você percebeu que você reclamava bastante? Como foi o processo? Valeu a até o próximo post!</p>
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		<title>Sem Lama Não Há Lótus: A Arte de Transformar o Sofrimento</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Davi Klein]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 16 Jun 2021 15:59:52 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Autoconhecimento]]></category>
		<category><![CDATA[Livros Fodas]]></category>
		<category><![CDATA[Meditações e Práticas]]></category>
		<category><![CDATA[Saúde Mental]]></category>
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					<description><![CDATA[O sofrimento e a felicidade são orgânicos por natureza, e isso significa que ambos são transitórios, estão sempre mudando. A flor quando murcha se transforma em adubo. O adubo pode ajudar mais uma vez na germinação da flor. A felicidade também é orgânica e impermanente por natureza. Ela pode se transformar em sofrimento e o [&#8230;]]]></description>
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<div class="video_embed clearfix"><div class="video_embed clearfix"><iframe title="A Arte de Transformar o Sofrimento: Sem lama não há lótus (Thich Nhat Hanh)" width="500" height="281" src="https://www.youtube.com/embed/pYP5Smz5jj4?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe></div></div>
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<p>O sofrimento e a felicidade são orgânicos por natureza, e isso significa que ambos são transitórios, estão sempre mudando. A flor quando murcha se transforma em adubo. O adubo pode ajudar mais uma vez na germinação da flor. A felicidade também é orgânica e impermanente por natureza. Ela pode se transformar em sofrimento e o sofrimento pode se transformar em felicidade novamente.</p>



<div class="wp-block-image"><figure class="aligncenter size-large"><img loading="lazy" decoding="async" width="700" height="400" src="https://revolucaointerior.com/wp-content/uploads/2021/06/Sem-lama-nao-ha-lotus-thich-nhat-hanh.jpg" alt="" class="wp-image-3088" srcset="https://revolucaointerior.com/wp-content/uploads/2021/06/Sem-lama-nao-ha-lotus-thich-nhat-hanh.jpg 700w, https://revolucaointerior.com/wp-content/uploads/2021/06/Sem-lama-nao-ha-lotus-thich-nhat-hanh-300x171.jpg 300w, https://revolucaointerior.com/wp-content/uploads/2021/06/Sem-lama-nao-ha-lotus-thich-nhat-hanh-322x185.jpg 322w" sizes="(max-width: 700px) 100vw, 700px" /></figure></div>



<h2 class="wp-block-heading">A arte de transformar o sofrimento</h2>



<p>Ser capaz de desfrutar a felicidade não requer que tenhamos zero sofrimento. De fato, a arte da felicidade também é a arte do sofrimento. Quando aprendemos a admitir, acolher e compreender o nosso sofrimento, sofremos muito menos. Além disso, nós também somos capazes de ir além e transformar o nosso sofrimento em compreensão, compaixão e alegria em benefício nosso e dos outros.</p>



<p>Uma das coisas mais difíceis de nós aceitarmos é que não existe um reino onde só há felicidade e o sofrimento seja inexistente. Isso não significa que devemos nos desesperar. O sofrimento pode ser transformado. <strong>Onde há sofrimento, há felicidade</strong>.</p>



<p>Se focarmos exclusivamente na busca da felicidade, podemos considerar o sofrimento como algo a ser ignorado ou resistido. Pensamos nele como algo que obstrui o caminho da felicidade. <strong>Mas a arte da felicidade também é, ao mesmo tempo, a arte de saber sofrer de forma adequada</strong>. Se soubermos usar o nosso sofrimento, podemos transformá-lo e sofrer muito menos.<strong> Saber sofrer adequadamente é fundamental a realização da verdadeira felicidade</strong>.</p>



<h3 class="wp-block-heading">O sofrimento e a felicidade não estão separados</h3>



<p>Pensar que devemos ser capazes de ter uma vida sem qualquer tipo de sofrimento é tão delusório quanto pensar que devemos ser capazes de ter um lado direito sem um lado esquerdo. Se não houver lado direito, então não haverá lado esquerdo. Onde não há sofrimento, também não pode haver felicidade, e vice-versa.</p>



<p>A felicidade é possível hoje, agora mesmo, mas a felicidade não pode existir sem sofrimento. Algumas pessoas acreditam que para serem felizes devem evitar todos sofrimento, e por isso, elas estão constantemente vigilantes, constantemente preocupadas. <strong>Se você for capaz de reconhecer e aceitar sua dor, sem fugir dela, descobrirá que embora a dor esteja ali, a alegria também pode estar ali ao mesmo tempo</strong>. </p>



<p>A maneira de sofrer adequadamente e de ser feliz é permanecendo em contato com o que está realmente acontecendo.</p>



<h3 class="wp-block-heading">Sem lama não há lótus</h3>



<p>Todo mundo sabe que precisamos ter lama para os lótus germinarem. A lama não cheira muito bem, mas as flores de lótus são muito perfumadas. Se você não tiver a lama, o lótus não se manifestará.</p>



<p><strong>Nós devemos nos lembrar que o sofrimento é um tipo de lama que precisamos para gerar alegria e felicidade. Sem sofrimento não há felicidade</strong>. Não devemos, portanto, discriminar a lama. Temo que aprender a abraçar e ninar o nosso próprio sofrimento e o sofrimento do mundo, com muita ternura.</p>



<p>Se você souber fazer um bom uso da lama, você poderá cultivar lindas flores de lótus.<strong> Se souber fazer um bom uso do sofrimento, você poderá produzir felicidade.</strong> Nós precisamos sim de algum sofrimento para que a felicidade seja possível. E a maioria de nós tem sofrimento o suficiente, dentro e a nossa volta, para ser capaz de fazer isso. Não temos mais que criar sofrimento.</p>



<h3 class="wp-block-heading">Até mesmo o Buda sofria</h3>



<p>Thich Nhat Hahn diz que até Buda sofri, porque ele tinha um corpo, sentimentos e percepções, como todos nós temos. É bem provavel que as vezes ele tivesse uma dor de cabeça, podia ter problemas intestinas se comesse algo ruim. Ele sofreu fisicamente e emocionalmente também. Quando um de seus queridos alunos morreu, Buda sofreu. Buda não era uma pedra. Era um ser humano. Mas como ele tinha muita compreensão, sabedoria e compaixão, <strong>ele sabia como sofrer, e por isso sofria muito menos.</strong></p>



<h3 class="wp-block-heading">As 4 Nobres Verdades</h3>



<p>O primeiro ensinamento que Buda proferiu após a sua iluminação foi sobre o sofrimento. Esse ensinamento é designado de &#8220;As 4 nobres verdades&#8221;, que são: o sofrimento existe; há um curso de ação que gera sofrimento; o sofrimento cessa (isto é, a felicidade existe); e há um curso de ação que conduz a cessação do sofrimento (o surgimento da felicidade).</p>



<p><strong>Buda estava dizendo que se pudermos reconhecer o sofrimento e abraçá-lo, examinando profundamente suas raízes, desse modo, vamos ser capazes de abandonar os hábitos que o alimentam e, ao mesmo tempo, encontrar um caminho de felicidade.</strong></p>



<h3 class="wp-block-heading">Do que é feito o sofrimento?</h3>



<p>Existe o sofrimento do corpo, incluindo sensações de dor, doença, fome e ferimentos físicos. Parte desse sofrimento é inevitável. Também existe o sofrimento mental, como a ansiedade, o ciúme, o desespero, o medo e a raiva.</p>



<p>Quando você corta o dedo, você apenas lava-o e o seu corpo sabe como curá-lo. Quando um animal não humano, habitante da floresta, é ferido, ele sabe o que fazer. Ele para de sair em busca do prazer ou de procurar uma companheira. Ele sabe, através de gerações de conhecimento ancestral, que não é bom fazer isso. Então, ele encontra um lugar tranquilo e simplesmente se deita, sem fazer mais nada.<strong> </strong></p>



<p><strong>Animais não humanos sabem instintivamente que parar é a melhor maneira de ser curado</strong>. Eles não precisam de um médico, de uma farmácia, ou de um farmacêutico,</p>



<p>Nós, seres humanos, costumavamos ter este tipo de sabedoria. Mas perdemos o contato com ela. Não sabemos mais como descansar. Não deixamos o corpo descansar para soltar a tensão, e curar-se. Confiamos quase que inteiramente em medicação para lidar coma doença e a dor. No entanto, as formas mais eficazes de aliviar e transformar nosso sofrimento já estão disponíveis para nós sem qualquer prescrição e sem nenhum custo financeiro.</p>



<h2 class="wp-block-heading">O remédio que cura</h2>



<blockquote class="wp-block-quote is-style-large is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow"><p>&#8220;A principal aflição da nossa civilização moderna é que não sabemos lidar com o sofrimento dentro de nós, e tentamos encobri-lo com todos os tipos de consumo.&#8221;</p></blockquote>



<p><strong>Não adianta tentar encobrir o sofrimento. A menos e até que sejamos capazes de enfrentar nosso sofrimento, não podemos estar presentes e disponíveis para a vida, e a felicidade continuará a nos escapar.</strong></p>



<p>Há muitas pessoas que têm um sofrimento enorme, e não sabem lidar com ele. Para muita gente, isso já começa desde a mais tenra idade. Então por que as escolas não ensinam aos nossos jovens o método de lidar com o sofrimento? Se um aluno é muito infeliz, ele não consegue se concentrar e não consegue aprender. O sofrimento de cada um de nós afeta os outros. Quanto mais aprendermos a arte de sofrer bem, tanto menos sofrimento haverá no mundo.</p>



<p><strong>Consciência plena é a melhor maneira de estar com o nosso sofrimento sem ser oprimido por ele. Consciência plena é a capacidade de permanecer no momento presente, para saber o que está acontecendo no aqui e agora</strong>.</p>



<p>Estar consciente significa estar cônscio.<strong> Consciência plena é a energia de saber o que está acontecendo no momento presente.</strong> Quando inspiramos e sabemos que estamos inspirando, isso é consciência plena. Quando damos um passo e sabemos que os passos estão acontecendo, estamos conscientes dos passos. </p>



<p>Consciência plena é sempre consciência plena de alguma coisa. <strong>É a energia que nos ajuda a estar conscientes do que está acontecendo no exato momento e lugar; em nosso corpo, em nossos sentimentos, em nossas percepções e a nossa volta</strong>.</p>



<p>Com consciência plena, você pode reconhecer a presença do sofrimento em você e no mundo. <strong>E é com essa mesma energia que você acolhe o sofrimento com ternura. Ao estar ciente de sua inspiração e expiração, você gera a energia da consciência plena, para poder continuar acalentando o sofrimento</strong>.</p>



<h2 class="wp-block-heading">Gerando consciência plena</h2>



<p>A maneira de começarmos a produzir o remédio da consciência plena é <strong>parando e respirando conscientemente</strong>, <strong>totalmente atentos a nossa inspiração e a nossa expiração</strong>. Quando paramos e respiramos desta forma, unimos o corpo com a mente e voltamos para o nosso lar interno. Ao reconhecer a tensão, a dor, o estresse em nosso corpo, podemos banhá-lo em nosso consciência atenta, e este é o início da cura.</p>



<p><strong>Se cuidarmos do sofrimento dentro de nós, teremos mais clareza, energia e força para ajudar a resolver o sofrimento da violência, da pobreza e da desigualdade de nossos entes queridos, bem como o sofrimento em nossa comunidade e no mundo.</strong> Se, no entanto, estivermos preocupados com o medo e desespero em nós, não poderemos ajudar a extirpar o sofrimento dos outros.</p>



<p>Existe uma arte para se sofrer de maneira adequada. Se soubermos cuidar do nosso sofrimento, não só sofremos muito, muito menos, como também criamos mais felicidade a nossa volta e no mundo.</p>



<h2 class="wp-block-heading">Admitindo e acolhendo o sofrimento</h2>



<p><strong>O primeiro passo na arte de transformar o sofrimento é retornarmos ao nosso lar interno e admitir que há sofrimento. </strong>Quase não paramos sequer para tomar um folego, nem mesmo para perceber que estamos sofrendo &#8211; até que, de repente, aparentemente vindo do nada, o sofrimento nos domina. Nosso pensamento, percepção e preocupação roubam todo o nosso espaço interno e nos impedem de estar em contato com o que está acontecendo em cada momento. </p>



<p><strong>Buda disse que nada pode sobreviver sem alimento</strong>. Isso é verdade, tanto em relação a existência física dos seres vivos como também aos estados mentais. O amor precisa ser cultivado e alimentado para sobreviver; <strong>e nosso sofrimento também sobrevive porque nós o permitimos e o alimentamos.</strong> </p>



<p>Nós ruminamos o sofrimento, o arrependimento e a tristeza. Nós os mastigamos, os engolimos, trazemo-los de volta e os comemos muitas e muitas vezes. Se estivermos alimentando o nosso sofrimento enquanto caminhamos, trabalhamos, comemos ou conversamos, estaremos nos tornando<strong> vítimas dos fantasmas do passado, do futuro ou das nossas preocupações no presente. Não estaremos vivendo a vida. </strong></p>



<p><strong>Se tentarmos usar o consumo para ignorar ou nos distrair do nosso sofrimento, faremos com que o sofrimento piore. </strong>Ligaremos a televisão, falaremos ou passaremos torpedos, fofocaremos ao telefone, entraremos na internet. Nós nos pegaremos diante da geladeira várias e várias vezes.</p>



<p><strong>Quando nos desligamos da nossa dor mental, estamos também abandonando os nossos corpos onde o sofrimento está sendo armazenado</strong>.<strong> Quando sentimos solidão e desespero, buscamos encobri-los e fazer de conta que eles não estão ali.</strong> Não nos sentimos muito bem internamente, então para esquecer, vamos procurar algo para comer, mesmo que estejamos totalmente sem fome. </p>



<p>Comemos na tentativa de nos sentir melhor, porém ficamos viciados em comida, porque estamos tentando encobrir o sofrimento interno, e o verdadeiro problema é deixado de lado. Ou podemos nos tornar viciados em jogos de computador, ou outros tipos de diversão audiovisual, que em vez de nos fazer sentir melhor, elas nos entorpecem somente por algum tempo, e depois nos fazem sentir pior. <strong>Consumir a fim de encobrir nosso sofrimento não funciona</strong>. Precisamos de uma prática espiritual para ter a força e habilidade para contemplar profundamente o nosso sofrimento, para compreendê-lo com clareza e provocar um avanço. </p>



<h3 class="wp-block-heading">Parando e reconhecendo o sofrimento</h3>



<div class="wp-block-image"><figure class="aligncenter size-large"><img loading="lazy" decoding="async" width="700" height="400" src="https://revolucaointerior.com/wp-content/uploads/2021/06/A-arte-de-transformar-o-sofrimento-Thich-Nhat-Hanh.jpg" alt="" class="wp-image-3087" srcset="https://revolucaointerior.com/wp-content/uploads/2021/06/A-arte-de-transformar-o-sofrimento-Thich-Nhat-Hanh.jpg 700w, https://revolucaointerior.com/wp-content/uploads/2021/06/A-arte-de-transformar-o-sofrimento-Thich-Nhat-Hanh-300x171.jpg 300w, https://revolucaointerior.com/wp-content/uploads/2021/06/A-arte-de-transformar-o-sofrimento-Thich-Nhat-Hanh-322x185.jpg 322w" sizes="(max-width: 700px) 100vw, 700px" /></figure></div>



<p><em>&#8220;Inspirando, eu sei que há sofrimento. Expirando, eu digo olá para o meu sofrimento.&#8221;</em></p>



<p>Respirar conscientemente exige a presença de nossa mente, do nosso corpo e da nossa intenção. Com nossa respiração consciente, reunificamos o nosso corpo e mente, e chegamos ao momento presente. <strong>A cada respiração geramos energia de consciência plena, unindo a mente e o corpo no momento presente para receber esse carinhoso reconhecimento do nosso sofrimento</strong>. </p>



<p>Em apenas duas ou três respirações em plena atenção, você pode perceber que o arrependimento e a tristeza concernente ao passado deram uma pausa, bem como a incerteza, o medo e as preocupações acerca do futuro.</p>



<h3 class="wp-block-heading">Corpo e mente juntos</h3>



<p>Cada um de nós tem um corpo, mas nem sempre estamos em contato com ele. Talvez o nosso corpo precise de nós, ou esteja nos chamando, mas não o ouvimos. </p>



<p><strong>Se pudermos entrar em contato com o nosso corpo, então poderemos também entrar em contato com nossos sentimentos. Há muitos sentimentos nos chamando</strong>.<strong> Cada sentimento é como um filho nosso. O sofrimento é uma criança ferida berrando por nós. Mas nós ignoramos a voz da criança interna.</strong></p>



<p><strong>O processo de cura começa quando nós inspiramos conscientemente</strong>. Na vida diária, muitas vezes o nosso corpo está aqui, mas nossa mente está desligada no passado, no futuro ou em nossos projetos. A mente não está com o corpo. Quando inspiramos e focamos a atenção em nossa inspiração, nós reunimos corpo e mente, nos tornamos conscientes do que está acontecendo no momento presente, em nosso corpo, em nossas percepções, e em torno de nós.</p>



<p>Quando trazemos nossa mente de volta ao lar do nosso corpo, algo maravilhoso acontece: nosso discurso mental interrompe sua tagarelice. <strong>Pensar pode ser produtivo, mas a verdade é que a maioria do nosso pensamento é improdutivo. </strong></p>



<h3 class="wp-block-heading">A atração das distrações</h3>



<p>Quando paramos a agitação mental e retornamos para nós mesmos,<strong> a enormidade e crueza do nosso sofrimento pode parecer muito intensa, pois estamos muito acostumados a ignorá-lo e a nos distrair</strong>. Quanto sentimos o sofrimento, temos o ímpeto de fugir dele, e nos encher com comida de má qualidade, entretenimento de má qualidade, qualquer coisa que mantenha nossa mente desligada da dor que está dentro de nós. Isso não funciona. Nós podemos ter sucesso em atenuar nossa dor por pouco tempo, mas o sofrimento interior quer nossa atenção e está implorando por ela!</p>



<p><strong>Fugimos de nós mesmos porque não queremos estar conosco.</strong> Nossa dor é um tipo de energia desagradável. Tememos que se largarmos nossas diversões e nos voltarmos para nós mesmos, vamos ser esmagados pelo sofrimento, desespero, raiva, e solidão interna. Por isso continuamos a fugir.<strong> Mas se não tivermos o tempo e a vontade de cuidar de nós mesmos, como poderemos oferecer algum cuidado genuíno as pessoas que amamos?</strong></p>



<p><strong>Por isso, a primeira prática é parar de correr, ir para a casa do nosso corpo e admitir o nosso sofrimento.</strong> Quando notamos que a raiva ou a ansiedade estão vindo a tona, podemos reconhecer essas sensações de sofrimento. <strong>O sofrimento é uma energia</strong>. A consciência plena é outra energia que podemos invocar para vir abraçar o sofrimento.</p>



<p>Com a respiração consciente, você pode reconhecer a presença de um sentimento doloroso, da forma como um irmão mais velho cumprimenta um irmão mais novo. Você pode dizer: &#8220;Olá, meu sofrimento. Eu sei que você está ai&#8221;. Podemos dizer &#8220;Bom dia minha dor, minha tristeza, meu medo. Estou vendo vocês. Estou aqui, não se preocupem.</p>



<h3 class="wp-block-heading">Acolhendo o sofrimento</h3>



<div class="wp-block-image"><figure class="aligncenter size-large"><img loading="lazy" decoding="async" width="700" height="400" src="https://revolucaointerior.com/wp-content/uploads/2021/06/Sofrimento-rumi.jpg" alt="" class="wp-image-3089" srcset="https://revolucaointerior.com/wp-content/uploads/2021/06/Sofrimento-rumi.jpg 700w, https://revolucaointerior.com/wp-content/uploads/2021/06/Sofrimento-rumi-300x171.jpg 300w, https://revolucaointerior.com/wp-content/uploads/2021/06/Sofrimento-rumi-322x185.jpg 322w" sizes="(max-width: 700px) 100vw, 700px" /></figure></div>



<p>Se deixarmos o sofrimento se manifestar e simplesmente se apossar de nossa mente, podemos ser rapidamente dominado por ele. Então, nós temos que convidar outra energia, a <strong>energia da consciência</strong>, para vir a tona, ao mesmo tempo. <strong>A função da consciência plena é, primeiro, reconhecer o sofrimento e depois cuidar dele</strong>.<strong> O trabalho da consciência é primeiro reconhecer o sofrimento e depois acolhê-lo.</strong> </p>



<p>A mãe cuida do de um bebê que chora vai naturalmente pegar a criança nos braços sem suprimir, julgar, ou ignorar o choro. A consciência plena é como esta mãe, reconhecendo e acolhendo o sofrimento sem julgamentos.</p>



<p><strong>A prática, portanto, é não lutar ou reprimir o sentimento, mas sim acalentá-lo com muita ternura. </strong></p>



<p>Acolher nosso sofrimento parece ser o oposto do que queremos fazer, especialmente se o nosso sofrimento for muito grande, como é o caso da depressão. A depressão é uma das formas mais comuns de sofrimento em nosso tempo. Ela pode roubar a nossa paz, a nossa alegria, a nossa estabilidade, e até mesmo a nossa capacidade de comer, de nos movimentar, ou de fazer tarefas simples. A depressão pode parecer instransponível e podemos pensar que a única coisa que podemos fazer é ou fugir dela ou sucumbir a ela.</p>



<p>Mas admitir e acolher acriticamente este grande sofrimento não é, de forma alguma, a mesma coisa que sucumbir a ele. Uma vez que você tenha oferecido o seu reconhecimento e cuidado ao sofrimento, ele vai naturalmente se tornar menos impenetrável e mais trabalhável; então, você tem a oportunidade de examiná-lo profundamente, com amabilidade (mas sempre com a base sólida da respiração consciente lhe apoiando), e descobrir por que ele se formou em você. Ele está tentando chamar sua atenção para dizer alguma coisa, e agora você pode aproveitar a oportunidade para ouví-lo.</p>



<p>Você pode descobrir, através da contemplação profunda, como transformar este &#8220;lixo&#8221; orgânica em adubo, que por sua vez, pode se transformar em muitas flores belas de compreensão, compaixão e alegria.</p>



<h2 class="wp-block-heading">Contemplando profundamente</h2>



<p>Tendo acolhido o seu filho por alguns minutos, uma mãe ou um pai carinhoso e atencioso geralmente descobre a causa do sofrimento do bebê. Talvez o bebê estivesse com fome ou com um pouco de febre. O mesmo acontece com nosso sofrimento. </p>



<p>Depois de termos acolhido e ninado o nosso sofrimento por algum tempo, podemos contemplá-lo profundamente e começar a<strong> entender sua causa e o que veio alimentando-o</strong>. Compreendendo a natureza da situação, fica muito mais fácil de transformá-la.</p>



<p>A importante prática de cultivar a compreensão com plena consciência significa acima de tudo compreender o sofrimento: o sofrimento dentro de nós e o sofrimento dos outros<strong>. Um ser humano sem compreensão é um ser humano, sem compaixão, completamente só, desligado e isolado. Para nos conectar com os outros</strong>, <strong>entrentanto, temos que primeiro estar dispostos a nos examinar profundamente.</strong></p>



<h3 class="wp-block-heading">A dor de nossos ancestrais</h3>



<p><strong>Uma parte do nosso mal estar vem de mágoas e dores concernentes a nossa própria vida; mas outra parte nos foi transmitida por nossos ancestrais</strong>. Você é uma continuação de seus pais. <strong>O seu corpo e mente contêm os sofrimentos e as esperanças deles, e também os seus próprios</strong>. </p>



<p>Então, se há sofrimento dentro de você que você não sabe de onde vem, ao contemplar profundamente pode ser que você compreenda que este é um sofrimento dos seus ancestrais, transmitido de uma geração a outra,<strong> porque ninguém sabia como reconhecê-lo, acolhê-lo e curá-lo</strong>. Não é culpa sua, nem é culpa deles.</p>



<p>Muita gente tem raiva dos pais por causa do sofrimento que sentiu quando criança. Elas dizem: &#8220;Esse homem, eu não quero ter nada a ver com ele&#8221;. Você pode acreditar que o seu pai está fora de você, mas o seu pai também está dentro de você. Seu pai está presente em cada célula do seu corpo. Você não pode retirar o seu pai de você, é impossível. <strong>Ao ficar zangado com seu pai, você está ficando com raiva de si mesmo.</strong> <strong>O sofrimento dos pais é o sofrimento do filho.</strong></p>



<p>Então, parte da contemplação profunda do nosso sofrimento é <strong>saber que ele não é só nosso</strong>. Quando somos capazes de acolher o nosso sofrimento, estamos também acolhendo os nossos ancestrais, e a cura retrocede a atravessa as gerações. Quando praticamos a respiração consciente para saber como admitir, acolher e transformar nossa dor, nós fazemos isso por eles e também por nós. <strong>Em seguida, podemos curar não só o nosso próprio sofrimento e o de nossos ancestrais, mas também podemos evitar que esse sofrimento seja transmitido para os nossos entes queridos, para os nossos filhos e os filhos deles.</strong></p>



<h3 class="wp-block-heading">Sua verdadeira aspiração</h3>



<p>Quando estamos com muito medo, geralmente estamos totalmente focados em impedir o evento que tememos e nos esquecemos de que <strong>a alegria também é possível, mesmo em um mundo imprevisível. </strong></p>



<p>Muito de nós labutam até o fim da vida sem consciência da sua atenção ou intenção<strong>. Estabelecemos uma trajetória para nós e seguimos em frente, sem parar para questionar se esse caminho está satisfazendo os nossos objetivos mais importantes</strong>. Em parte, isso acontece porque muito de nós acreditamos que a felicidade não é possível no aqui e agora.</p>



<p><strong>Pensamos que precisamos lutar agora para poder ser feliz no futuro</strong>.<strong> Por isso, adiamos a felicidade e tentamos correr em direção ao futuro e alcançar as condições de felicidade que agora não temos. </strong></p>



<p>Se você inspira e traz sua mente para a casa do seu corpo, poderá reconhecer imediatamente as inúmeras condições de felicidade que você já tem. Muitos de nós acreditamos que só podemos ser felizes se tivermos muito poder, fama, riqueza e prazeres sensuais.<strong> Mas quando olhamos a nossa volta, vemos que há pessoas que têm essas coisas em abundância mas não estão felizes</strong>. <strong>Esses objetos de desejo não são condições reais de felicidade</strong>.</p>



<p>Se não tivermos nos permitido parar, voltar para a nossa casa interior e contemplar profundamente, pode ser que não saibamos o que nos traz nossa felicidade mais profunda. Talvez estejamos trabalhando muito para ter sucesso numa área, mas a nossa aspiração mais profunda seja trabalhar em outra área ou ajudar pessoas de alguma forma. Precisamos parar e nos questionar: &#8220;Será que posso realizar minha aspiração mais profunda se eu prosseguir nesse caminho?&#8221; &#8220;O que realmente está me impedindo de tomar o caminho que desejo mais profundamente?&#8221;</p>



<h3 class="wp-block-heading">Desenvolvendo compreensão e compaixão</h3>



<p>Assim como o adubo bem preparado torna-se um jardim em flor, quando cuidamos da nossa tristeza e a examinamos profundamente, ela se transforma em compreensão e compaixão.</p>



<p><strong>O caminho da compreensão é iniciado ouvindo a si mesmo,</strong> pois as raízes do nosso sofrimento estão profundamente conectadas com as raízes do sofrimento dos outros. Geralmente pensamos que as outras pessoas, como os nossos pais, ou colegas de trabalho devem ser culpados pela nossa dor. <strong>Mas se examinarmos mais profundamente, podemos compreender as verdadeiras origens do nosso sofrimento, e também podemos entender que a pessoa que achamos que está ali para nos agredir é vítima do seu próprio sofrimento. A compreensão da nossa própria dor nos permite ver e compreender o sofrimento dos outros</strong>. Examinar sem julgar, possibilita-nos compreender, e assim nasce a compaixão. A transformação é possível.</p>



<p>Quando você está chateado com alguém, pode parecer a primeira vista que a outra pessoa não tenha motivos para sofrer. A vida dele pode aparentar ser alegre e despreocupada, e ele pode ter todas as coisas da vida que você acha que quer. Mas quando você é capaz de examinar profundamente, você verá o sofrimento dentro dele.</p>



<p>Ao sentar e andar conscientemente, direcione sua atenção para as causas subjacentes ao comportamento da outra pessoa. <strong>Compreenda claramente que ele tem muita dor dentro de si e não sabe lidar com isso.</strong> <strong>Por isso ele sofre tanto e faz com que outras pessoas ao seu redor sofram</strong>.<strong> O que ele precisa é de ajuda, não de punição.</strong> Se você mantiver essa prática, o sofrimento da raiva ou ciúmes em você se dissipará, e a flor da compaixão nascerá. </p>



<p><strong>Sem compaixão e compreensão, você estará completamente só e desconectado. Você não consegue se relacionar com nenhum outro ser humano</strong>.</p>



<p>Com a prática da consciência plena, começando com a nossa respiração consciente, nós admitiremos que há sofrimento dentro de nós, e que o sofrimento também está presente na outra pessoa. Nós mesmo precisamos de ajuda. A outra pessoa também precisa de ajuda. Ninguém precisa receber punição. <strong>Então quando você estiver com raiva e sofrer, não tente dizer ou fazer algo para punir a outra pessoa, pois já existe muito sofrimento dentro dela, e puni-la não melhorará a situação de forma alguma.</strong></p>



<p>A maneira mais efetiva de demonstrar compaixão pelo outro é ouvindo, em vez de falando. Se conseguir ouvir a outra pessoa com compaixão, a sua escuta é um bálsamo para a ferida dela. <strong>Na prática da escuta compassiva, você ouve com apenas um objetivo: dar a outra pessoa a oportunidade de falar a vontade e sofrer menos</strong>.</p>



<p>Esta prática requer uma concentração estável e que você respire conscientemente para não interromper ou tentar corrigir o que ouve. Enquanto a outra pessoa fala, você pode ouvir muita amargura, percepção errada e acusação no discurso dela. Se permitir que estas coisas desencadeiem sua raiva, perderá a capacidade de escutar profundamente.</p>



<p>Em vez disso, mantenha o verdadeiro propósito e lembre-se: &#8220;<strong>O meu único objetivo, ouvindo dessa maneira, é ajudar a outra pessoa a sofrer menos.</strong> Ela pode estar cheia de percepções erradas, <strong>mas não vou interrompê-la. Se eu intervir com a minha opinião sobre as coisas ou corrigi-la, vai se tornar um debate</strong>,<strong> não a prática da escuta profunda.</strong> Em outro momento, pode ser que surja uma oportunidade de eu oferecer a ela um pouco de informação que possibilitará a ela corrigir suas percepções erradas, mas não agora.&#8221;</p>



<h2 class="wp-block-heading">Aliviando o sofrimento</h2>



<p>Se soubermos administrar os pequenos sofrimentos, não teremos de sofrer diariamente. Podemos praticar eixando para lá o que os franceses chamam de <em>les petites miseres</em>, as pequenas infelicidades, e poupar nossa energia para acolher e aliviar as dores reais da doença e perda que são inevitáveis.</p>



<h3 class="wp-block-heading">Arremessando a flecha</h3>



<p>Há um ensinamento budista que se encontra no Sutra Sallatha, conhecido como &#8220;A flecha&#8221;. O sutra diz que se uma flecha lhe acertar, você sentirá dor naquela parte do corpo atingida pela flecha; e depois, se uma segunda flecha vier e acertar exatamente aquele mesmo lugar, a dor não será dobrada, ela será pelo menos dez vezes mais intensa.</p>



<p>As coisas indesejáveis que ás vezes acontecem na vida &#8211; ser rejeitado, perder um objeto de valor, fracassar num teste, ser ferido num acidente &#8211; são análogos a primeira flecha. Elas podem causar alguma dor. <strong>A segunda flecha, arremessada por nós mesmos, são nossas reações, nossas interpretações e ansiedades.</strong> Todas essas coisas ampliam o sofrimento. <strong>Muitas vezes, o maior desastre que estamos ruminando sequer aconteceu</strong>.</p>



<p>Podemos rapidamente evocar mentalmente um reino infernal de negatividades, que multiplica o estresse do evento real por dez vezes ou mais. Parte da arte de sofrer apropriadamente é o aprendizado de não ampliar a dor, ou de deixar ser arrastado pelo medo, raiva e desespero. </p>



<p><strong>Você não precisa piorar o sofrimento tecendo histórias na sua cabeça que são muito piores do que a realidade</strong>.</p>



<p>Em vez de jogar fora a energia boa, condenando a si mesmo ou ficando obcecado sobre qual catástrofe poderia estar prestes a acontecer<strong>, você pode ficar simplesmente presente com o sofrimento real diante de você, com o que está acontecendo agora mesmo.</strong> <strong>Consciência plena é reconhecer o que existe no momento presente.</strong> Há sofrimento sim; mas o que também está acontecendo é que você ainda está vivo: &#8220;<em>Inspirando, eu sei que estou vivo</em>&#8220;. Sempre há condições de felicidade disponíveis, aqui e agora!</p>



<p>A maioria das segundas flechas que atiramos em nós mesmos vem de nossas crenças. Um problema fundamental que nos traz sofrimento é a ideia de sermos um eu separado. Isso faz surgir o complexo de inferioridade, superioridade e igualdade. <strong>Enquanto tivermos a ideia de um eu, tentaremos proteger esse eu fugindo de todos os tipos de ameaças e desconfortos.</strong></p>



<p>Toda vida tem suas provações e atribulações. Podemos navegá-las com mais habilidade <strong>quando não perdemos tempo e energia atirando uma segunda flecha em nós mesmos</strong></p>



<h2 class="wp-block-heading">5 Práticas para nutrir a felicidade</h2>



<p>Nós não temos que esperar pelo fim de todo o sofrimento para podermos ser felizes. A felicidade está disponível para nós aqui e agora mesmo. Mas talvez precisamos mudar nossa ideia de felicidade<strong>. Pode ser que a nossa própria ideia de verdadeira felicidade seja o principal obstáculo que nos afasta dela</strong>.</p>



<p>Há ostras vivendo nas profundezas do mar que não têm olhos; elas nunca viram o céu azul ou as estrelas. Nós temos olhos, podemos ver o lindo céu acima de nós, mas frequentemente não apreciamos o que temos. Na maior parte do tempo, simplesmente ignoramos o que temos.<strong> Há mais condições de felicidade disponíveis do que você e eu podemos contar, muito mais do que é preciso</strong> para nos fazer felizes aqui e agora. Se você é capaz de ler um livro, ler e compreender estas palavras você já é mais sortudo do que muita gente</p>



<h3 class="wp-block-heading">A diferença entre alegria e felicidade</h3>



<p>Nós podemos ter experiências de alegria e felicidade, e os ensinamentos budistas fazem sim uma distinção entre as duas. Na alegria, ainda existe algum elemento de excitação. </p>



<p>O método aqui é simples.<strong> Você inspira, você traz sua mente para o lar do seu corpo. você se estabelece no aqui e agora e reconhece o que está ao seu redor</strong>. Então a alegria e a felicidade nascem facilmente, a partir do reconhecimento de todos os elementos positivos disponíveis agora mesmo.</p>



<h3 class="wp-block-heading">Por que Buda continuou meditando?</h3>



<p>A felicidade é impermanente, como tudo o mais é. Para a felicidade crescer e se renovar, você tem que aprender a alimentar sua felicidade. Nada pode sobreviver sem alimento, inclusive a felicidade, sua felicidade pode morrer se você não souber nutrí-la. Se você cortar uma flor, mas não a colocar em uma porção de água, a flor vai murchar em poucas horas. Mesmo se a felicidade já estiver se manifestando, temos de continuar a nutrí-la. </p>



<h3 class="wp-block-heading">A primeira prática: deixar para lá</h3>



<p>O primeiro método para se criar alegria e felicidade é<strong> largar aquilo que não nos serve mais, esquecer.</strong>  Existe um tipo de alegria que vem de deixar para lá. Muitos de nós estamos <strong>atados</strong> a muitas coisas. </p>



<p>Acreditamos que essas coisas são necessárias á nossa sobrevivência, a nossa segurança, e a nossa felicidade. <strong>Mas muitas delas &#8211; ou precisamente, nossas crenças de elas serem absolutamente necessárias &#8211; são realmente obstáculos a nossa alegria ou felicidade.</strong></p>



<p>As vezes você pensa que ter uma determinada carreira, diploma, salário, casa ou parceiro é crucial para sua felicidade. Você acha que não pode continuar sem isso. Mesmo quando já alcançou tal situação, ou está com aquela pessoa, você continua a sofrer. Ao mesmo tempo, você ainda teme que se abrir mão do prêmio que conquistou, será ainda pior; você ficará ainda mais infeliz sem o objeto no qual está se agarrando. Você não consegue viver com ele, e não consegue viver sem ele.</p>



<p><strong>Se você examinar profundamente o seu apego medroso, você compreenderá que, na verdade, ele é o próprio obstáculo a sua alegria e felicidade.</strong> Você tem a capacidade de largá-lo. Deixar para lá requer muita coragem as vezes. Mas quando você abre mão, a felicidade vem muito rapidamente. Você não tem que sair por aí procurando por ela.</p>



<p>Pegue um pedaço de papel e anote o nome de seus apegos, as coisas que você acha que sejam cruciais para o seu bem estar. Talvez essa semana, você pode começar soltando um deles. Talvez dois. Talvez você demore 1 ano para soltar, talvez mais. Quanto mais você conseguir soltar, mais feliz você será.</p>



<h3 class="wp-block-heading">A segunda prática: Convidando sementes positivas</h3>



<p>Cada um de nós tem <strong>muitos tipos de sementes adormecidas nas profundezes de nossa consciência</strong>.<strong> As sementes que aguamos são as que brotam,</strong> ou seja, elas sobem a nossa consciência e se manifestam exteriormente. Desse modo, em nossa consciência existe inferno e também existe o paraíso. </p>



<p>Somos capazes de ser compassivos, compreensivos e alegres. Se prestarmos atenção somente nas coisas negativas em nós, especialmente o sofrimento de mágoas passadas, estamos nos afundando em nossas dores e não recebendo alimentos positivos. </p>



<p>Podemos praticar a atenção apropriada, regando qualidades saudáveis em nós, ao entrarmos em contato com as coisas positivas, que estão sempre disponíveis, dentro e em torno de nós.</p>



<p>Uma maneira de cuidar do nosso sofrimento é convidando uma semente de natureza oposta para vir a tona. Como nada existe sem o seu oposto, se você tiver a semente da arrogância, você também terá a semente da compaixão. </p>



<p>Se você praticar a consciência plena da compaixão, dia após dia, sua semente da compaixão vai se tornar mais forte. Naturalmente, quando a compaixão surge a arrogância desaparece. Você não tem que lutar contra ela. </p>



<p>Podemos regar seletivamente as boas sementes e nos abster de regar as sementes negativas. Isso não significa ignorar o nosso sofrimento, significa apenas permitir que as sementes positivas recebam atenção e sejam nutridas.</p>



<h3 class="wp-block-heading">A terceira prática: Alegria baseada na consciência plena</h3>



<p>A consciência plena tanto nos ajuda a entrar em contato com o sofrimento, para que assim possamos abraçá-lo e transformá-lo, como também entrar em contato com as maravilhas da vida, inclusive o nosso próprio corpo. Desse modo, inspirar torna-se um deleite, e expirar pode também sê-lo.</p>



<p>Quando praticamos os exercícios de respirar ou caminhar conscientemente, nós trazemos nossa mente para a casa de nosso corpo e ficamos estabelecidos no aqui e no agora. Nós nos sentimos muito afortunados por termos tantas condições de felicidade que já estão disponíveis aqui e agora. Então estar plenamente consciente é uma fonte de alegria. Estar plenamente consciente é uma fonte de felicidade.</p>



<p>A consciência plena é uma energia que você pode gerar o dia inteiro através de sua prática. Você pode lavar a sua louça em estado de atenção plena. Você pode cozinhar o seu jantar completamente consciente. Você pode esfregar o chão em um estado de atenção plena.</p>



<p>Você pode criar felicidade o momento que quiser, por meio da consciência plena.</p>



<h4 class="wp-block-heading">Gostando de estar sentado</h4>



<p>Sentar em meditação também é uma oportunidade de nos curar e criar momentos de alegria. Esse não é um momento em que você se obriga a ficar sentado ali, esperando que o sino anuncie o fim da sessão. Isso seria um desperdício. </p>



<p>Esses momentos de vida são muito raros, são muito preciosos e nunca mais voltarão. Muitas pessoas nesse mundo não tem tempo de sentar para fazer nada. , dessa forma, elas acham isso antieconômico ou um luxo, ou dizem &#8220;tempo é dinheiro&#8221;. </p>



<p>Mas sabemos que sentar em meditação pode ser muito saudável, muito rentável a sua própria maneira. Então, temos que aprender a desfrutar cada momento de meditação sentada, como respirar, sentar, de modo que cada momento de nossa meditação possa nos nutrir e curar.</p>



<h4 class="wp-block-heading">Apreciando os nossos passos</h4>



<p>Muitos de nós estamos numa pressa perpétua, e não apreciamos os passos que damos. Toda vez que paramos e trazemos a mente de volta a nossa respiração e ao nosso passo, podemos produzir um sentimento de paz e alegria, e entrar em contato com as maravilhas da vida.</p>



<p><strong>Estamos sempre a procura de alguma coisa, de alguma felicidade talvez. Então, não percebemos a vida que nos cerca; caminhamos como zumbis, olhando para nossos celulares ou perdidos em pensamentos.</strong> <strong>Não apreciamos nossos passos</strong>.</p>



<p>A consciência plena pode mudar tudo, ajudando você a realmente estar presente e apreciar qualquer coisa que esteja fazendo.</p>



<p><strong>Muitos de nós passamos a vida correndo atrás de confortos materiais e de confortos afetivos</strong>. Podemos achar que fomos bem sucedidos &#8211; temos dinheiro o suficiente e temos alguém que nos ama e nos compreende; entretanto não estamos felizes. <strong>Talvez seja porque não estamos praticando a atenção plena que nos ajudaria a reconhecer as inúmeras condições de felicidade já existentes.</strong></p>



<h4 class="wp-block-heading">Verso matinal em prol da felicidade</h4>



<p>Quando você acordar de manhã, a primeira coisa a fazer é respirar e tornar-se consciente de que você tem 24h novinhas em folha para viver. Este é um presente da vida. Você pode recitar o seguinte poema enquanto pratica a respiração consciente:</p>



<blockquote class="wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow"><p>&#8220;<em>Acordando hoje de manhã eu sorrio</em></p><p><em>Tenho 24h para viver</em></p><p><em>Comprometo-me a vivê-las profundamente</em></p><p><em>e aprender a olhar os seres a minha volta </em></p><p><em>com olhos compassivos</em>&#8220;</p></blockquote>



<p>Há 4 versos neste poema. O primeiro é para a sua inspiração. O segundo para sua expiração. O terceiro para sua inspiração novamente O quarto para sua expiração. Enquanto você respira, use o verso para focar sua atenção no significado das palavras. Você quer viver as 24h que lhe são dadas de uma maneira que seja possível ter paz, alegria e felicidade. Você está determinado a não gastar suas 24h, porque você sabe que essas 24h são um presente da vida e você recebe esse presente todas as manhãs. </p>



<h4 class="wp-block-heading">Criando felicidade</h4>



<p>Nós sabemos como nutrir a felicidade com a consciência plena. Nós entramos em contato com os elementos maravilhosos em nós e a nossa volta. <strong>Não precisamos ficar dando voltas, não temos que sair buscando no futuro. As condições já existem. </strong></p>



<p><strong>Com a consciência plena podemos descobrir que as condições de felicidade, que já dispomos, são suficientes, realmente muito mais do que suficientes, e é possível ser feliz agora mesmo</strong>. Quando você anda, pode ser uma celebração, quando você respira com consciência, isso pode ser celebrado. Quando sentamos desse modo, estamos celebrando a vida.</p>



<p>Dispomos de uma infinidade de pequenos momentos felizes que podemos saborear e ampliar. Esteja você bebendo uma xícara de chá, ou dando um passeio, ou simplesmente sentado e olhando, você pode criar felicidade nesse tempo. As pessoas reclamam que não têm felicidade alguma na vida. Nós precisamos encontrar as inúmeras alegriazinhas que a vida tem para oferecer e ajudá-las a cresce.</p>



<p><strong>Eu sugiro que você pegue um pedaço de papel e anote todas as condições para a felicidade disponíveis para você agora mesmo. Uma página pode não ser o suficiente Três ou quatro páginas podem não ser suficientes; Quando reconhecemos todos estes elementos, é tão fácil gerar felicidade.</strong></p>



<h3 class="wp-block-heading">A quarta prática: concentração</h3>



<p>A concentração nasce da consciência plena. A concentração tem o poder de ir além, de destruir as aflições que fazem você sofrer e de permitir que a alegria e a felicidade entrem.</p>



<p><strong>Permanecer no momento presente requer concentração. Preocupações e ansiedades acerca do futuro estão sempre alí, pronto para nos levar para longe. Podemos vê-las, reconhecê-las e usar nossa concentração para retornar ao momento presente.</strong></p>



<h3 class="wp-block-heading">A quinta prática: discernimento</h3>



<p>Discernir significa compreender o que existe. É a clareza que pode nos libertar das aflições, como o ciúmes ou a raiva, e permitir que a verdadeira felicidade venha. </p>



<p>Podemos saber, por exemplo, que algo (como o desejo ou o rancor) é um obstáculo a nossa felicidade e que isso nos traz ansiedade e medo. Sabemos que aquilo não vale a pena o sono que estamos perdendo por sua causa. Mesmo assim, continuamos usando nosso medo e energia ficando obcecados por aquilo. </p>



<p>Nós ficamos, muitas vezes, aprisionados e apegados a situações que não são dignas de nossas preocupações. Se a atenção plena e a concentração estiverem presentes, então o discernimento estará presente.</p>



<p>No passado, provavelmente, nós sofremos de uma coisa ou de outra. Pode até mesmo ter se parecido com um tipo de inferno. Se nos lembrarmos daquele sofrimento, sem nos deixar ser levados por ele, podemos usá-lo para nos lembrar &#8220;Como estou sendo afortunado neste momento&#8221; &#8211; eu não estou naquela situação, eu posso ser feliz. Isto significa ter discernimento.</p>



<h2 class="wp-block-heading">A felicidade não é uma questão individual</h2>



<p>O sofrimento de cada um de nós afeta os outros. Quanto mais pudermos ensinar uns aos outros sobre a arte de sofrer de forma adequada, menos sofrimento haverá em todas as partes do mundo e maior será a felicidade.</p>



<p>Se nossos entes queridos estiverem sofrendo, uma das melhores coisas que podemos fazer é nos oferecer para sentar ou caminhar com eles, e oferecer-lhes a nossa energia de plena consciência e de paz.</p>



<p>Quando você ama alguém, você quer oferecer aquela pessoa algo que possa fazê-la feliz. <strong>De acordo com esta prática, a coisa mais preciosa que você pode oferecer ao seu amado é a sua presença</strong>.</p>



<p><strong>Como você poderia amar sem estar presente? Para amar, você tem que estar presente</strong>. Estar presente é uma prática. Pode ser que o seu corpo esteja presente, mas sua mente esteja em outro lugar. Você está perdido em pensamentos, tristeza medo, você não está ali para o outro. A sua presença é a coisa mais preciosa que você pode oferecer a pessoa que ama. </p>



<h4 class="wp-block-heading">Encontrando refúgio num ambiente tóxico</h4>



<p>Sem uma comunidade é mais difícil para uma pessoa mudar qualquer coisa. Um bom ambiente permite que as melhores coisas se manifestem em nós. Um ambiente tóxico pode fazer com que nossas piores qualidades sejam extravasadas.</p>



<p>Todo mundo precisa do apoio de uma comunidade consciente. Podemos nos unir para criar um ambiente de cura em qualquer lugar que estejamos. Quando nos reunimos e gostamos de praticar respirando juntos em consciência plena, produzimos uma energia coletiva consciente e compassiva que é saudável e muito poderosa.</p>



<p>Em nossas vidas cotidianas, muitos de nós vivemos em ambientes tóxicos de reforçar mutualmente a desconfiança, a competição, a ganância e a inveja. Nós consumimos o nosso ambiente como uma espécie de comida e seus elementos benéficos ou maléficos se infiltram em nós. </p>



<p>Pode ser que você se encontre em um ambiente negativo e não esteja conseguindo sair dele devido as reais necessidades da família ou restrições financeiras. Nesse caso, você pode ser uma força para a mudança positiva. Comece criando o seu próprio porto seguro, mesmo que seja apenas um canto de um quarto ou uma escrivaninha. Não perca a esperança. </p>



<p>A melhor maneira de ajudar os outros a diminuir o medo, ânsia e a violência é mostrando-lhes que há outra maneira.</p>



<p><strong>Qualquer coisa que você possa fazer para diminuir o sofrimento em sua comunidade e no mundo é conhecido como Ação Correta.</strong></p>



<h4 class="wp-block-heading">O mundo inteiro é território nosso</h4>



<p>Podemos pensar que só somos responsáveis pelo nosso próprio sofrimento e felicidade, <strong>mas a nossa felicidade aumenta a felicidade do mundo, e o nosso sofrimento é o sofrimento do mundo.</strong></p>



<p>A essência da nossa prática pode ser descrita como a arte de transformar o sofrimento em felicidade. Essa prática não é complicada, mas exige que cultivemos a atenção, a concentração e o discernimento. Ela requer, acima de tudo, que voltemos para o nosso lar interior, façamos as pazes com o nosso sofrimento, tratando-o com ternura, e examinando profundamente as raízes da nossa dor. Nossa prática pede que deixemos para lá os sofrimentos inúteis, desnecessários, que deixemos de atirar a segunda flecha, e dê uma olhada minuciosa na nossa ideia de felicidade.</p>



<p>Finalmente, ela demanda que a gente nutra a felicidade diariamente, com o reconhecimento, a compreensão e a compaixão por nós mesmos e por todos os que nos rodeiam. Nós oferecemos essas práticas a nós mesmos, aos nossos entes queridos, e a comunidade maior. Essa é a arte do sofrimento e a arte da felicidade. A cada respiração, aliviamos o sofrimento e geramos alegria. A cada passo, a flor do discernimento viceja.</p>



<h2 class="wp-block-heading">Pratica para ser feliz</h2>



<h3 class="wp-block-heading">Os 16 exercícios de respiração</h3>



<p>Estes exercícios foram retirados do Sutra Anapanasati sobre a respiração consciente. Os quatro primeiros cuidam do nosso corpo. O segundo grupo de quatro exercícios trata dos nossos sentimentos. O terceiro grupo de quatro exercícios está centrado na mente, e o quarto conjunto, focalizado nos objetos da mente.</p>



<p>Embora o primeiro grupo de exercícios seja principalmente para cuidar do corpo e curá-lo, ao praticá-los você também produz simulataneamente prazer, liberdade e alegria mentais, pois o corpo está sempre se manifestando junto com os sentimentos e com a mente.</p>



<p>A mente pode ser descrita como sendo composta de partículas &#8211; como gotas d&#8217;agua de um rio chamado de formações mentais. Cada gota d&#8217;agua do rio da mente é uma formação mental. Consciência plena, concentração, benignidade e discernimento todos são formações mentais.</p>



<p>O quarto grupo centra-se nos objetos da mente porque as formações mentais sempre têm seus objetos. Estar com raiva é sempre estar com raiva de alguma coisa. Amar significa amar alguém ou algo.</p>



<p>Eis alguns dos exercícios que Thich Nhat Hahn recomenda no seu livro &#8220;Sem lama não há lótus: A arte de transformar o sofrimento&#8221;:</p>



<h4 class="wp-block-heading">GRUPO 1: Exercícios de respiração para o corpo</h4>



<div class="wp-block-image"><figure class="aligncenter size-large"><img loading="lazy" decoding="async" width="700" height="935" src="https://revolucaointerior.com/wp-content/uploads/2021/06/Exercicios-de-respiracao.jpg" alt="" class="wp-image-3022" srcset="https://revolucaointerior.com/wp-content/uploads/2021/06/Exercicios-de-respiracao.jpg 700w, https://revolucaointerior.com/wp-content/uploads/2021/06/Exercicios-de-respiracao-225x300.jpg 225w" sizes="(max-width: 700px) 100vw, 700px" /></figure></div>



<p>O primeiro exercício é consciência plena da nossa respiração. &#8220;<em>Inspirando, estou ciente da minha inspiração. Expirando, estou ciente da minha expiração</em>&#8220;. Trazendo nossa consciência para a nossa respiração, paramos todo o pensamento e focamos somente em nossa inspiração e expiração.</p>



<p>O segundo exercício é &#8220;<em>Inspirando, eu sigo minha inspiração do início ao fim. Expirando, eu sigo minha expiração do início ao fim</em>.&#8221; Este exercício focaliza e concentra a mente. Nós seguimos nossa inspiração e expiração do início ao fim sem interrupção.</p>



<p>O terceiro exercício é &#8220;<em>Inspirando, estou ciente do meu corpo como um todo. Expirando, estou ciente do meu corpo como um todo</em>&#8220;. Com este exercício lembramos que temos um corpo e trazemos nossa consciência para o nosso corpo, reunindo corpo e mente. Enquanto inspira e expira, tornando-se consciente do seu corpo, você pode notar tensão e dor nele. Você permitiu que a tensão e o estresse se acumulassem no seu corpo, e esse pode ser o ponto de partida para inúmeras doenças. Por isso, você está motivado a soltar essas tensões.</p>



<p>isso é aplicado mais adiante no quarto exercício de respiração consciente: <em>&#8220;Inspirando, eu libero a tensão do meu corpo. Expirando, eu libero a tensão no meu corpo&#8221;</em></p>



<h4 class="wp-block-heading">GRUPO 2: Exercícios de respiração para os sentimentos</h4>



<div class="wp-block-image"><figure class="aligncenter size-large"><img loading="lazy" decoding="async" width="700" height="349" src="https://revolucaointerior.com/wp-content/uploads/2021/06/Exercicios-para-felicidade-respiracao.jpg" alt="" class="wp-image-3024" srcset="https://revolucaointerior.com/wp-content/uploads/2021/06/Exercicios-para-felicidade-respiracao.jpg 700w, https://revolucaointerior.com/wp-content/uploads/2021/06/Exercicios-para-felicidade-respiracao-300x150.jpg 300w" sizes="(max-width: 700px) 100vw, 700px" /></figure></div>



<div class="wp-block-image"><figure class="aligncenter size-large"><img loading="lazy" decoding="async" width="700" height="383" src="https://revolucaointerior.com/wp-content/uploads/2021/06/Exercicios-respiratorios.jpg" alt="" class="wp-image-3025" srcset="https://revolucaointerior.com/wp-content/uploads/2021/06/Exercicios-respiratorios.jpg 700w, https://revolucaointerior.com/wp-content/uploads/2021/06/Exercicios-respiratorios-300x164.jpg 300w" sizes="(max-width: 700px) 100vw, 700px" /></figure></div>



<p>Com o quinto exercício você vai do reino do corpo ao reino do sentimento e gera alegria. &#8220;<em>Inspirando, eu sinto alegria. Expirando eu sinto alegria</em>&#8220;. Um praticante da consciência plena é capaz de gerar alegria e felicidade. Não é tão difícil. O que você está esperando para ser feliz? Você pode ser feliz aqui mesmo e agora mesmo. </p>



<p>Quando você traz sua mente para a casa do seu corpo, você se estabelece no momento presente, e torna-se consciente das muitas maravilhas da vida que existem, dentro e em torno de você. Com tantas condições de felicidade disponíveis, você pode facilmente criar um sentimento de alegria, um sentimento de felicidade.</p>



<p>Então, o quinto e o sexto exercícios representam a arte da felicidade: Como gerar alegria e felicidade em benefício do seu prazer e da sua cura. Os próximos dois exercícios são para reconhecer e cuidar da dor que está lá.</p>



<p>O sétimo é &#8220;<em>Inspirando, estou ciente do sentimento doloroso em mim</em>&#8221; <strong>Quando um sentimento doloroso surge, o praticante sabe como usar a consciência plena para lidar com isso</strong>. Você não permite que o sentimento doloroso lhe oprima ou lhe leve a reagir de uma forma que cria sofrimento para você mesmo e para os outros.</p>



<p>&#8220;Inspirando, eu estou ciente do sentimento de dor em mim. Expirando, eu estou ciente do sentimento de dor em mim&#8221;.<strong> Isto é uma arte. Nós temos de aprendê-la, porque a maioria de nós não gosta de estar com a nossa dor. Temos medo de ser dominados pela dor, por isso procuramos sempre fugir dela. Há solidão, raiva e desespero em nós. A maioria das vezes nós tentamos encobri-los, consumindo.</strong> </p>



<p>Alguns de nós vão procurar algo para comer. Outros ligam a televisão. Outros fazem várias coisas ao mesmo tempo. E mesmo que o programa de TV não seja interessante de forma nenhuma,<strong> não temos a coragem de desligá-lo, porque se desligarmos, teremos que voltar para nós mesmos e nos encontrar com a for que está lá dentro</strong>. O mercado nos fornece muitos produtos para nos ajudar em nosso esforço de evitar o sofrimento interior.</p>



<p>De acordo com esse ensinamento e prática, nós fazemos o contrário: vamos para nossa casa interior e cuidamos da dor. A maneira de ir para casa sem medo de ser esmagado pela dor é através das prática de andar e respirar conscientemente que geram a energia da consciência plena. Fortalecidos com essa energia, nós reconhecemos o sentimento interno de dor e o acolhemos com ternura. Nós acalentamos o bebê chorão.</p>



<h4 class="wp-block-heading">GRUPO 3: Exercícios de respiração para a mente</h4>



<div class="wp-block-image"><figure class="aligncenter size-large"><img loading="lazy" decoding="async" width="700" height="798" src="https://revolucaointerior.com/wp-content/uploads/2021/06/Exercicios-de-respiracao-para-a-felicidade.jpg" alt="" class="wp-image-3026" srcset="https://revolucaointerior.com/wp-content/uploads/2021/06/Exercicios-de-respiracao-para-a-felicidade.jpg 700w, https://revolucaointerior.com/wp-content/uploads/2021/06/Exercicios-de-respiracao-para-a-felicidade-263x300.jpg 263w" sizes="(max-width: 700px) 100vw, 700px" /></figure></div>



<p>O nono exercício é &#8220;inspirando, estou ciente (das atividades) da minha mente. Expirando, estou ciente (das atividades) da minha mente. Nós continuamos respirando conscientemente e reconhecemos as formações mentais quando elas surgem. E podemos chamá-las pelos seus verdadeiros nomes, tais como: raiva ou alegria.</p>



<p>O décimo é para alegrar a mente &#8211; entrar em contato com as sementes saudáveis que estão lá dentro do solo da nossa mente e aguá-las, para que elas possam se manifestar como formações mentais ou zonas de energia que nos tornam felizes. Nós fazemos isso em nosso próprio benefício e para o benefício das pessoas que amamos.</p>



<p>O décimo primeiro exercício é para &#8220;concentrar nossa mente&#8221;. E o décimo segundo é para &#8220;libertar a mente&#8221;. A concentração, samadhi em sânscrito, é uma força poderosa que você pode gerar para avançar, ver claramente o que existe e compreender sua verdadeira natureza. O objeto de concentração pode ser um seixo, uma folha, uma nuvem ou pode ser sua raiva e seu medo. Qualquer coisa pode ser o objeto da sua concentração.</p>



<h4 class="wp-block-heading">GRUPO 4: Exercícios de respiração para os objetos da mente</h4>



<div class="wp-block-image"><figure class="aligncenter size-large"><img loading="lazy" decoding="async" width="695" height="1024" src="https://revolucaointerior.com/wp-content/uploads/2021/06/Praticas-para-a-felicidade-695x1024.jpg" alt="" class="wp-image-3027" srcset="https://revolucaointerior.com/wp-content/uploads/2021/06/Praticas-para-a-felicidade-695x1024.jpg 695w, https://revolucaointerior.com/wp-content/uploads/2021/06/Praticas-para-a-felicidade-204x300.jpg 204w, https://revolucaointerior.com/wp-content/uploads/2021/06/Praticas-para-a-felicidade.jpg 700w" sizes="(max-width: 695px) 100vw, 695px" /></figure></div>



<p>O décimo terceiro exercício é a concentração na impermanência. Com a clara compreensão da impermanência, <strong>nós compreendemos a natureza interdependente e destituída de <em>self </em>de tudo o que existe &#8211; de que nada tem um eu independente e separado. </strong></p>



<p>Com o décimo quarto exercício nós reconhecemos a verdadeira natureza do desejo e vemos que<strong> tudo está no processo de vir a ser e desintegrando-se</strong>. Com este discernimento, nós não nos agarramos a qualquer objeto de desejo ou vemos qualquer fenômeno como uma entidade separada imutável.</p>



<p>Com o décimo quinto exercício, nós examinamos a natureza das nossas ideias e noções e as largamos. Quando deixamos de agarrar a noções, nós experimentamos a liberdade e a alegria que vem da cessação da ilusão.</p>



<p>O décimo sexto exercício nos ajuda a esclarecer mais o desejo e apego, medo e ansiedade, ódio e raiva, e a abandoná-los. Temos a tendência de pensar que se abrirmos mão deles, perderemos as coisas que nos deixam felizes. Mas a verdade é o oposto disso. Quanto mais deixarmos pra lá, tanto o mais felizes nos tornamos. Deixar para lá não significa deixar tudo para lá. Nós não deixamos a realidade para lá. Mas deixamos pra lá nossas ideias equivocadas sobre a realidade.</p>



<h2 class="wp-block-heading">Os 6 mantras</h2>



<p>Os 6 mantras são formas de expressar amor e compaixão. Eles podem ser muito efetivos na transformação do sofrimento e para criar felicidade no relacionamento com alguém querido. Pode ser que você queira começar praticando os 6 mantras consigo mesmo, porque você só consegue amar e compreender o outro depois de ter praticado amor e compreensão consigo mesmo.</p>



<p>Um mantra é uma fórmula mágica. Toda vez que você pronuncia um mantra você pode transformar a situação imediatamente. você não precisa esperar. Aprenda-o para que possa recitá-lo quando for apropriado. O que torna um mantra efetivo é a sua consciência plena e concentração. Se você não estiver concentrado e consciente no momento em que recita o mantra, ele não vai funcionar.</p>



<div class="wp-block-image"><figure class="aligncenter size-large"><img loading="lazy" decoding="async" width="611" height="1024" src="https://revolucaointerior.com/wp-content/uploads/2021/06/Mantras-para-a-felicidade-611x1024.jpg" alt="" class="wp-image-3036" srcset="https://revolucaointerior.com/wp-content/uploads/2021/06/Mantras-para-a-felicidade-611x1024.jpg 611w, https://revolucaointerior.com/wp-content/uploads/2021/06/Mantras-para-a-felicidade-179x300.jpg 179w, https://revolucaointerior.com/wp-content/uploads/2021/06/Mantras-para-a-felicidade.jpg 700w" sizes="(max-width: 611px) 100vw, 611px" /></figure></div>



<h3 class="wp-block-heading">O Primeiro Mantra</h3>



<p>O Primeiro mantra &#8220;Eu estou aqui para você&#8221; não é difícil de ser praticado. Amar alguém significa estar presente para ele ou ela. Isso é uma arte e uma prática. Se você não tem atenção e concentração suficientes, você não consegue estar cem por cento presente para você e para a outra pessoa. </p>



<p>Com a prática de respirar conscientemente, andar conscientemente, sentar conscientemente, você pode trazer sua atenção mental para o seu corpo e se estabelecer inteiramente no aqui e no agora, restaurando sua verdadeira presença. </p>



<p><strong>Quando você ama alguém, você tem que oferecer aquela pessoa o melhor de si. A melhor coisa que nós podemos oferecer aos outros é a nossa verdadeira presença.</strong></p>



<p><strong>Antes de poder estar presente para outra pessoa, você tem que estar ´presente para si mesmo.</strong> Então, nós praticamos este primeiro mantra primeiro conosco. <em>&#8220;Estou aqui para você&#8221;</em> significa também estou aqui para mim mesmo. A mente se volta para a casa do corpo e nos tornamos conscientes de que temos um corpo.</p>



<p><strong>A primeira definição do amor é estar presente.</strong> Isso é uma prática. <strong>Como você pode amar se não está presente? Para amar, você tem que estar presente, corpo e mente unidos.</strong></p>



<h3 class="wp-block-heading">O Segundo Mantra</h3>



<p>O Segundo mantra também é muito poderoso e pode gerar felicidade para vocês dois ao mesmo tempo. &#8220;Querido, eu sei que você está aí, e eu estou muito feliz&#8221;. Você já produziu a sua verdadeira presença, e então está em condições de reconhecer a presença de outra pessoa, de alguém que é muito precioso a você. Quando você diz &#8220;Querido, eu sei que você está aí&#8221; você também está dizendo &#8220;Sua presença é muito importante e é crucial para a felicidade&#8221;.</p>



<p>Você só pode dar o segundo passo se tiver dado o primeiro. O primeiro passo é o mantra &#8220;Eu estou aqui. Eu reconheço a minha presença. Eu ofereço a minha presença para você querido (a). Este é o melhor presente que um amante pode fazer para a pessoa amada. Nada é mais precioso que a sua presença.</p>



<h3 class="wp-block-heading">O Terceiro Mantra</h3>



<p>O terceiro mantra é necessário quando você percebe a outra pessoa sofrendo. O terceiro mantra pode ajudá-la a sofrer menos intensamente. Primeiro você faz as práticas de respirar, sentar ou andar e restaura a sua presença. Depois que você está pronto para ir até ele ou ela e dizer: &#8220;Querido (a), eu sei que você está sofrendo. Por isso que estou aqui para você&#8221; Isso é amor verdadeiro. O amor verdadeiro é feito de consciência plena. Porque você está plenamente consciente, sabe que algo não está indo bem com o outro.</p>



<p>Quando você sofre e a pessoa que você ama ignora o seu sofrimento, então você sofre mais ainda. Mas se a outra pessoa estiver consciente do seu sofrimento e lhe oferece a presença dela durante estes momentos dificeis, você sofre menos imediatamente.</p>



<h3 class="wp-block-heading">O Quarto Mantra</h3>



<p>O quarto mantra é um pouco mais difícil, especialmente quando você é muito orgulhoso. O quarto mantra é para quando você está sofrendo e acredita que a outra pessoa lhe causou sofrimento. Isso acontece de vez em quando. Se tivesse sido alguém diferente que tivesse dito ou feito aquilo com você, você estaria sofrendo menos. Mas foi a pessoa que você mais ama quem disse ou fez aquilo. E, por isso, você sofre profundamente. Pode ser que você tenha o impulso de puni-la, pois ela teve a ousadia de lhe fazer sofrer.</p>



<p>Quando sofremos pensamos que foi a outra pessoa quem nos causou sofrimento. &#8220;Ela não me ama. Então porque tenho que amá-la?&#8221; Nossa tendência natural é a de querer punir a outra pessoa. E a maneira que fazemos isso é demonstrado ao outro que &#8220;eu posso sobreviver muito bem sem você&#8221;. Esta é uma forma indireta de dizer &#8220;Eu não preciso de você&#8221;. Mas isso não é amor verdadeiro. Muitos de nós cometemos esse erro.</p>



<p>Mas nós aprendemos. Na realidade, quando sofremos nós precisamos sim da outra pessoa. Este foi o compromisso que assumimos no início do nosso relacionamento. Você tem que ser verdadeiro e fiel aquele compromisso. Quando você sofre, deveria dizer a ela que você sofre e que você precisa da ajuda dela. Mas temos a tendência de fazer o oposto. Queremos demonstrar a ela que nós não precisamos dela. Preferimos nos trancar no quarto e chorar ao invés de pedir ajuda. Há orgulho em você. Mas no amor, não há lugar para orgulho. É por isso que nós precisamos do quarto mantra: &#8220;Querido, eu estou sofrendo. Por favor me ajude&#8221;</p>



<p>É tão simples, no entanto é tão difícil. Mas se você se prontificar a pronunciar o mantra, sofrerá menos imediatamente.</p>



<p>Se a outra pessoa percebe que algo está errado e lhe pergunta: Querido, você está sofrendo? e tenta lhe confortar, pode ser que você tenha o impulso de responder: Sofrendo? Por que eu deveria estar sofrendo? Mas isso não é verdade, você está sofrendo profundamente. Se ela tentar chegar perto e colocar a mão dela no seu ombro, pode ser que você queira dizer: Deixe-me em paz&#8221; Muitos de nós cometemos esse erro.</p>



<p>A prática do quarto mantra é o oposto. Você tem que reconhecer que você está sofrendo: &#8220;Querida, estou sofrendo, eu quero que você saiba disso. Por favor, me ajude&#8221; De fato, a fórmula é um pouco mais longa: &#8220;Querida, estou sofrendo. Eu não compreendo porque você disse aquilo comigo. Estou sofrendo. Por favor me explique, preciso da sua ajuda.&#8221; Isso é amor verdadeiro. Mas se você disser &#8220;Eu não estou sofrendo, eu não preciso de sua ajuda&#8221; isso não é amor verdadeiro.</p>



<p>O mantra pode ser dividido em três partes. A primeira é <strong>&#8220;Querido, estou sofrendo e quero que você saiba disso</strong>&#8220;. Isso significa compartilhar; <strong>você compartilha sua felicidade e o seu sofrimento</strong>. &#8220;<strong>Por favor explique-me por que você fez isso comigo, por que você disse aquilo para mim. Estou sofrendo</strong>.&#8221;</p>



<p>A segunda parte é &#8220;Estou fazendo o melhor que posso&#8221; Isso significa que sou um praticante da consciência plena, de modo que quando fico com raiva,<strong> eu não digo ou faço qualquer coisa que possa causar danos a mim mesmo e a você</strong>. Estou praticando a respiração consciente, o andar consciente e contemplando profundamente o meu sofrimento, para descobrir as raízes dele.</p>



<p>Eu acredito que você me causou, mas como sou um praticante, eu sei que não deveria estar tão certo disso. Estou procurando compreender se o meu sofrimento veio de uma percepção errada da minha parte. Talvez você não teve a intenção de dizer isto ou aquilo. Como sou um praticante, estou agora dando o melhor de mim para praticar a contemplação profunda para reconhecer minha raiva e acolhê-la com ternura.</p>



<p>A terceira frase é &#8220;Por favor, me ajude&#8221;. Esta parte pode ser um pouco difícil, mas é muito importante, requer coragem. Quando amamos um ao outro, precisamos um do outro especialmente quando estamos sofrendo. O seu sofrimento é o sofrimento dela. A felicidade dela é a sua felicidade.</p>



<h3 class="wp-block-heading">O Quinto Mantra</h3>



<p>O quinto mantra é &#8220;Este é um momento feliz&#8221;. Isso não é uma autossugestão ou criação ilusória de fatos que desejaríamos que fossem realidade. Há muitas condições de felicidade para nós desfrutarmos se estivermos suficientemente atentos para estarmos conscientes delas.</p>



<p>Este mantra é para nos lembrar que somos sortudos de ter tantas condições de felicidade disponíveis no aqui e no agora. Quando estiver sentado ou caminhando, pode ser que você queria pronunciar o quinto mantra, para lembrar como somos sortudos de ter tantas condições de felicidade. Somente a consciência plena pode lhe ajudar a tocar as inúmeras condições de felicidade que estão disponíveis aqui e agora. Existem condições mais do que suficientes para sermos felizes.</p>



<h3 class="wp-block-heading">O Sexto Mantra</h3>



<p>O sexto mantra é perfeito para lidar com o sofrimento que vemos dos complexos de pensar que somos iguais, piores ou melhores do que qualquer pessoa.</p>



<p>Quando alguém lhe parabenizar ou lhe criticar, você pode usar o sexto mantra: &#8220;Querido(a), em parte você está certo&#8221;. Isso significa que &#8220;suas críticas ou elogios estão certos somente em parte, porque eu tenho pontos fortes s fracos em mim. Se você me parabeniza, eu não devo me perder e ignorar as coisas negativas em mim&#8221;.</p>



<p>Quando vemos algo belo em outra pessoa, temos a tendência de ignorar as coisas que não são tão belas. Enquanto seres humanos, nós temos tanto qualidades positivas quanto qualidades negativas. Então, quando o seu amado lhe congratular, dizendo que você é a própria imagem da perfeição, você pode dizer &#8220;Querido, isso é parcialmente correto. Você sabe que existem outros aspectos em mim também.&#8221;</p>



<p>Quando a outra pessoa lhe critica você pode dizer &#8220;Querido, você está parcialmente correto, pois eu também tenho coisas boas em mim&#8221;.</p>



<h2 class="wp-block-heading">Presente com emoções arrebatadoras</h2>



<p><strong>Quando uma emoção dolorosa surgir, pare o que estiver fazendo e cuide dela. Preste atenção ao que estiver acontecendo. A prática é simples. Deite-se, coloque a mão sobre a sua barriga e comece a respirar. Ou você pode se sentar numa almofada ou numa cadeira. Pare de pensar e traga sua atenção ao umbigo.</strong></p>



<p>Quando você vê uma árvore numa tempestade, se focar a atenção no topo da árvore, você verá as folhas e os galhos voando descontroladamente ao vento, e a árvore vai parecer tão vulnerável, como se pudesse se partir a qualquer momento. Mas quando você observa a parte baixa do tronco da árvore, não há tanto movimento. Você vê a estabilidade da árvore e vê que a árvore está profundamente enraizada no solo e pode resistir a tempestade.</p>



<p>Quando experimentamos uma emoção arrebatadora, a mente está agitada como o topo da árvore.<strong> Nós temos que trazer a nossa mente para a parte baixa do tronco, no abdômen e focar toda a nossa atenção no abdômen subindo e descendo.</strong></p>



<p>Inspirando, perceba o seu abdômen subindo. Expirando, observe o seu abdômen descendo. Respire profundamente e foque sua atenção apenas na sua inspiração e expiração. Se existe algo para estar ciente é de que uma emoção é apenas uma emoção e que você é muito mais do que uma emoção. O território do seu ser é grande. Uma emoção é muito pequena. </p>



<p><strong>Uma emoção é algo que vem e permanece por um tempo e eventualmente vai embora. Se durante o tempo da emoção, você tiver esse discernimento, esse discernimento te salvará.</strong></p>



<h2 class="wp-block-heading">Metta</h2>



<p>A meditação metta é uma prática onde, através da contemplação profunda, nós cultivamos a compreensão, o amor e a compaixão; primeiro por nós mesmos e depois pelos outros. Quando nos amamos e cuidamos de nós mesmos, conseguimos ajudar melhor os outros. A meditação metta pode ser praticada em parte ou na íntegra. Recitar somente um verso da meditação metta já irá levar, ao mundo, mais compaixão e cura.</p>



<p><strong>Amar, significa, antes de tudo, nos aceitar como realmente somos</strong>. É por isso que nessa meditação de amor, conhecer a si mesmo é a primeira prática de amor. Quando praticamos isso, vemos as condições causais que nos fizeram ser como somos. Isso nos ajuda a aceitar a nós mesmos, inclusive nosso sofrimento e felicidade, simultaneamente. </p>



<p>Metta, em Pali, significa benevolência. Começamos a cultivar essa benevolência com uma aspiração: &#8220;Que eu seja&#8230;&#8221; Depois, transcendemos o nível da aspiração e examinamos profundamente todas as características positivas e negativas de nosso objeto de meditação, que neste caso somos nós mesmos. A disposição de amar ainda não é amor. Nós contemplamos profundamente, com todo o nosso ser, a fim de compreender. </p>



<p>Nós contemplamos profundamente o nosso corpo, os nossos sentimentos, as nossas percepções, as formações mentais e a nossa consciência, e, em apenas algumas semanas, a nossa aspiração de amar vai se tornar uma intenção profunda. O amor entrará em nossos pensamentos, em nossas palavras, em nossas ações.</p>



<p>Quando praticamos, nós observamos o quanto de paz, de felicidade e de leveza já temos. Nós observamos se estamos aflitos com relação a acidentes ou infortúnios e o quanto de raiva, irritação, medo, ansiedade ou preocupação já existem em nós. </p>



<p>A medida que nos tornamos conscientes dos sentimentos manifestos em nós, nossa autocompreensão vai se aprofundar. Compreendemos como é que os nossos medos e falta de paz contribuem para a nosso infelicidade, e veremos o valor de nos amar e de cultivar um coração compassivo.</p>



<p>Nessa meditação no amor, &#8220;a raiva, as aflições, o medo e a ansiedade&#8221; se referem a todos os estados mentais negativos que habitam em nós e nos roubam a nossa paz e felicidade.</p>



<p>Essa meditação no amor foi adaptada de Visuddhimagga, escrito por Buddhaghosa, uma sistematização dos ensinamentos do Buda datada em V d.C.</p>



<p>Para praticar essa meditação no amor, sente-se quieto, acalme o corpo e sua respiração, e recite a meditação Metta para si mesmo. A postura sentada é maravilhosa para praticá-la.</p>



<blockquote class="wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow"><p>Que eu viva em paz, feliz, com o corpo e o espírito leves.</p><p>Que ela viva em paz, feliz, com o corpo e o espírito leves.</p><p>Que ele viva em paz, feliz, com o corpo e o espírito leves.</p><p>Que eles e elas vivam em paz, felizes, com o corpo e o espírito leves.</p><p>Que eu viva livre de perigos e injúrias.</p><p>Que ela viva livre de perigos e injúrias.</p><p>Que ele viva livre de perigos e injúrias.</p><p>Que ele viva livre de perigos e injúrias.</p><p>Que eles e elas vivam livres de perigos e injúrias.</p><p>Que eu viva livre de raiva, aflições, medo e ansiedade.</p><p>Que eles e elas vivam livres de raiva, aflições, medo e ansiedade.</p></blockquote>



<p>Comece essa pratica meditando no amor por si mesmo &#8220;eu&#8221;. <strong>Até que você seja capaz de amar e cuidar de si mesmo, não conseguirá muito ajudar os outros</strong>. Em seguida, pratique esta meditação com relação aos outros &#8211; primeiro, escolha alguém que você gosta, depois, alguém neutro para você e depois alguém cujo simples pensamento lhe faz sofrer.</p>



<p>De acordo com Buda, um ser humano é composto de 5 elementos, chamados  de skandhas. São eles a forma (que significa o corpo), os sentimentos, as percepções, as formações mentais e a consciência. Para saber sobre a sua real situação interna, você tem que conhecer o seu próprio território, inclusive os elementos que estão brigando dentro de você. Para fazer com que a harmonia, a reconciliação e a cura interior surjam, você tem que compreender-se. Examinar e ouvir profundamente, inspecionando o seu próprio território, é o início da meditação no amor. </p>



<p>Inicie essa prática contemplando profundamente o seu corpo. Questione: Como o meu corpo está nesse momento? Como o meu corpo era no passado? Como meu corpo será no futuro? </p>



<p>Depois, quando meditar em alguém que gosta, alguém neutro para você, alguém que você ama e alguém que você odeia, você também começara a observar os aspectos físicos daquela pessoa, Inspirando e expirando, visualize o rosto dela, sua maneira de andar, de sentar e conversar, o seu coração, pulmões, rins e todos os órgãos do corpo, passando o tempo que for necessário para trazer esses detalhes a consciência. Mas sempre comece consigo mesmo.</p>



<p>Inspecione minuciosamente o seu corpo para ver se ele está em paz ou se está sofrendo de alguma doença. Olhe as condições dos seus pulmões, do seu coração, dos seus intestinos, dos seus rins e do seu fígado para ver quais são as reais necessidades do seu corpo. Quando fizer isso, você vai alimentar, beber e agir de formas que demonstram amor e compaixão pelo seu corpo.</p>



<p>Normalmente você segue hábitos arraigados , mas quando se examina profundamente, compreende que muitos desses hábitos prejudicam o seu corpo e mente. E então, você se esforça para transformá-los de maneiras mais positivas.</p>



<p>Depois, observe os seus sentimentos &#8211; se eles são agradáveis, desagradáveis ou neutros.<strong> Os sentimentos fluem como um rio dentro de nós</strong>, e cada sentimento é uma gota d&#8217;agua daquele rio. Examine o rio de sentimentos e compreenda como foi que cada um deles surgiu. Compreenda o que esteve lhe impedindo de ser feliz, e dê o melhor de si para melhorar essas coisas.</p>



<p>Então, medite em suas percepções. Como Buda comentou: &#8220;<strong>A pessoa que mais sofre neste mundo é aquela que tem muitas percepções distorcidas, e a maiorias das nossas percepções são errôneas</strong>&#8221; Você vê uma cobre no escuro e entra em pânico, mas quando seu amigo liga a luz do quarto, aquilo não era uma cobra e sim uma corda. Você precisa saber quais são as percepções distorcidas que estão lhe fazendo sofrer.</p>



<p>Em seguida, observe as suas formações mentais, isto é, as ideias e tendências suas que lhe levam a agir da maneira como age. Examine minuciosamente para descobrir a verdadeira natureza das suas formações mentais.</p>



<p>Finalmente, olhe para sua consciência. Segundo o Budismo, a consciência é como um campo que contém todos os tipos possíveis de sementes: da raiva, medo, ansiedade e as sementes da consciência plena. <strong>Para viver em paz, você tem que estar consciente de suas tendências, as suas energias habituais, para que assim você possa exercer o autocontrole. </strong></p>



<p>Olhe profundamente a natureza dos seus sentimentos e encontre as raízes deles, para identificar quais deles precisam ser transformados e nutrir aqueles que trazem paz e bem aventurança. Você pode prosseguir afirmando as seguintes aspirações, primeiro para si, depois para os outros;</p>



<blockquote class="wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow"><p>Que eu me aprenda a ver com os olhos de compreensão e amor.</p><p>Que eu aprenda a vê-la com os olhos de compreensão e amor.</p><p>Que eu aprenda a vê-lo com os olhos de compreensão e amor.</p><p>Que eu aprenda a vê-las e vê-los com os olhos de compreensão e amor.</p><p>Que eu seja capaz de reconhecer e tocar as sementes de alegria e felicidade em mim.</p><p>Que eu seja capaz de reconhecer e tocar as sementes de alegria e felicidade nela.</p><p>Que eu seja capaz de reconhecer e tocar as sementes de alegria e felicidade nele.</p><p>Que eu seja capaz de reconhecer e tocar as sementes de alegria e felicidade neles e nelas.</p><p>Que eu aprenda a identificar e compreender as causas da raiva, ânsia e delusão em mim.</p><p>Que eu aprenda a identificar e compreender as causas da raiva, ânsia e delusão nela.</p><p>Que eu aprenda a identificar e compreender as causas da raiva, ânsia e delusão nele.</p><p>Que eu aprenda a identificar e compreender as causas da raiva, ânsia e delusão nelas e neles.</p></blockquote>



<p>Mais uma vez nós começamos conosco para compreender nossa própria e verdadeira natureza. Se continuarmos nos rejeitando e causando danos ao nosso próprio corpo e mente, não fará sentido falar em amar e aceitar os outros.</p>



<p>Toda vez que vemos ou ouvimos algo, nossa atenção pode ser apropriada ou inapropriada. Com consciência plena, nós podemos reconhecê-las e soltar a atenção inapropriada e nutrir a atenção apropriada. A atenção mental apropriada nos traz felicidade, paz clareza e amor. A atenção inapropriada ocupa nossa mente com aflição, raiva a preconceito.</p>



<p>Em seguida, nós usamos a consciência plena para iluminar a nossa fala, para que possamos usar a fala amorosa e parar antes de dizer qualquer coisa que crie conflito para nós e para os outros. Então, olhamos para nossas ações físicas. A consciência plena elucida como ficamos em pé parados, como sentamos, como andamos, como sorrimos e franzimos a testa e como vemos os outros. Nós reconhecemos as ações benéficas e as que trazem prejuizo.</p>



<p>Nós precisamos dominar nossa própria raiva antes de podermos ajudar os outros a fazer o mesmo. Recriminar os outros somente alimenta a semente da raiva em nós. Quando a raiva surgir, retorne para dentro de si e use a energia da consciência plena para acolhe-la, acalma-la, e ilumina-la.</p>



<p>Não pense que você se sentirá melhor se fizer duras críticas e fizer a outra pessoa sofrer. A pessoa pode responder de forma ainda mais severa e a raiva vai aumentar. Buda ensinou que, quando a raiva surgir, feche os olhos e os ouvidos, volte-se para dentro de si e cuide da origem da raiva interior. </p>



<p><strong>Observe profundamente sua raiva, como você olharia para a sua própria filha. Não a rejeite e nem a odeie</strong>. A meditação não é para transformar  você em um campo de batalha, com um lado se opondo a outro. A respiração consciente suaviza e acalma a raiva, a consciência plena a penetra.<strong> A raiva é somente uma energia e toda energia pode ser transformada. A meditação é a arte de usar um tipo de energia para transformar outro tipo de energia.</strong></p>



<blockquote class="wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow"><p>Que eu saiba nutrir as sementes da alegria em mim todo dia.</p><p>Que eu saiba nutrir as sementes da alegria nela todo dia.</p><p>Que eu saiba nutrir as sementes da alegria nele todo dia.</p><p>Que eu saiba nutrir as sementes da alegria neles e nelas todo dia.</p><p>Que eu seja capaz de viver bem disposto, confiante e livre.</p><p>Que ela seja capaz de viver bem disposto, confiante e livre.</p><p>Que ele seja capaz de viver bem disposto, confiante e livre.</p><p>Que elas e eles seja capazes de viver bem dispostos, confiante e livre.</p><p>Que eu possa viver livre de apegos e aversões, mas não ser indiferente.</p><p>Que ela possa viver livre de apegos e aversões, mas não ser indiferente.</p><p>Que ele possa viver livre de apegos e aversões, mas não ser indiferente.</p><p>Que eles e elas possam viver livre de apegos e aversões, mas não serem indiferentes.</p></blockquote>



<p>Essas aspirações nos ajudam a aguar as sementes da alegria e felicidade que repousam nas profundezas da consciência armazenadora<strong>. As ideias que entretemos sobre o que vai nos trazer felicidade são apenas armadilhas. Nós esquecemos que elas são apenas ideias.</strong></p>



<p><strong> Nossa ideia</strong> <strong>de felicidade pode nos impedir de ser feliz</strong>. Quando acreditamos que a felicidade deve assumir determinada forma, deixamos de ver as oportunidades regozijadoras que existem bem na nossa frente.</p>



<p>Todo dia você precisa dar alguns passos firmes em direção ao seu objetivo. TOda manhã você se dedica, mais uma vez, ao seu caminho para não se perder. <strong>A noite, antes de dormir, passe alguns minutos revendo o seu dia</strong>. &#8220;<strong>Será que vivi hoje na direção dos meus ideais</strong>?&#8221; </p>



<p>Se você perceber que deu dois ou três passos naquela direção, isso já é bom o suficiente. Se não, diga a si mesmo: &#8220;Amanhã farei melhor&#8221;. <strong>Não se compare aos outros. Apenas olhe para si mesmo para ver se você está indo na direção que você preza.</strong></p>



<p>Ser livre significa transcender a armadilha dos desejos prejudiciais e viver sem apegos. <strong>O tipo de amor que Buda queria que nós cultivássemos não é possessivo ou grudento. </strong>Em relacionamentos saudáveis de amor, há uma certa dose de possessividade e de apego, mas se forem excessivas, tanto a pessoa que ama quanto a pessoa amada irão sofrer.</p>



<p>Através da prática de olhar profundamente, as sementes do sofrimento e do apego vão se contrair e as sementes positivas vão crescer. Nós podemos transformar o apego e a aversão.</p>



<h2 class="wp-block-heading">Os 5 treinamentos para uma consciência plena</h2>



<p>Os 5 treinamentos da consciência plena são orientações de como viver nossa vida cotidiana de modo a nutrir a felicidade e transformar o mal estar. Os 5 treinamentos da consciência plena também são tipos de pensamento que tem o poder de curar. Você pode recitá-los diária ou mensalmente, sozinho ou em grupo, para renovar suas intenções e aspirações ao praticá-los.</p>



<h3 class="wp-block-heading">O primeiro treinamento: reverência a vida</h3>



<p>Ciente do sofrimento causado pela destruição da vida, estou comprometido a cultivar  a compreensão sobre a interexistência e a compaixão, e aprender formas de proteger a vida de pessoas, e aprender formas de proteger a vida de pessoas, animais, plantas e minerais. Estou determinada a não matar, a não permitir que os outros matem e não apoiar qualquer ato de matança no mundo, no meu pensamento ou estilo de vida. </p>



<p><strong>Compreendendo que as ações prejudiciais surgem da raiva, do medo, da ganância e da intolerância, que por sua vez vêm do pensamento dualista e discriminativo, cultivarei a abertura, a indiscriminação e o desapego a visões, a fim de transformar</strong> <strong>a violência, o fanatismo e o dogmatismo em mim mesmo e no mundo.</strong></p>



<h3 class="wp-block-heading">O segundo treinamento: a verdadeira felicidade</h3>



<p>Ciente do sofrimento causado pela exploração, pela injustiça social, roubo e opressão,<strong> estou comprometido a praticar a generosidade em meus pensamentos, palavras e ações.</strong> Estou determinado a não roubar e a não possuir qualquer coisa que deva pertencer aos outros; vou compartilhar o meu tempo, energia e recursos materiais com os necessitados.<strong> </strong></p>



<p><strong>Praticarei a contemplação profunda para compreender que a felicidade e o sofrimento dos outros não estão separados da minha própria felicidade e sofrimentos</strong>; que a verdadeira felicidade só é possível com compreensão e compaixão, e que correr atrás de riqueza, fama, poder e prazeres carnais pode trazer muito sofrimento e desespero. </p>



<p><strong>Estou ciente de que a felicidade depende de minha atitude mental e não das condições externas</strong>, e que eu posso viver alegremente no momento presente simplesmente por me lembrar que eu já tenho condições mais do que suficientes para ser feliz. Estou comprometido a praticar o correto meio de vida para que eu possa ajudar a reduzir o sofrimento no mundo.</p>



<h3 class="wp-block-heading">O terceiro treinamento: o verdadeiro amor</h3>



<p>Ciente do sofrimento causado pela má conduta sexual, estou comprometido a cultivar a responsabilidade e aprender formas de proteger a segurança e a integridade dos indivíduos, casais, família e sociedade. Sabendo que o desejo sexual não é amor, e que a atividade sexual motivada pela ânsia sempre prejudica a mim e aos outros, estou determinado a não me envolver em relações sexuais sem um amor verdadeiro. </p>



<p>Farei tudo o que estiver em meu poder para proteger as crianças de abusos sexuais e impedir que casais e famílias sejam desfeitos pela má conduta sexual. <strong>Vendo que corpo e mente são unos, estou comprometido a aprender formas adequadas de cuidar da minha energia sexual</strong> e cultivar benevolência, compaixão, inclusão e alegria &#8211; que são os 4 elementos básicos do amor verdadeiro.</p>



<h3 class="wp-block-heading">O quarto treinamento: a fala amorosa e a escuta profunda</h3>



<p>Ciente do sofrimento causado pela fala descuidada e inabilidade de ouvir os outros, estou comprometido a cultivar a fala amorosa e a escuta profunda a fim de aliviar o sofrimento e promover a reconciliação e paz em mim mesmo e entre outros povos, grupos religiosos e nações. <strong>Sabendo que as palavras podem criar felicidade ou sofrimento, estou comprometido a falar a verdade</strong>, usando palavras que inspiram confiança, esperança e alegria.</p>



<p><strong>Quando a raiva estiver se manifestando em mim, estou decidido a não falar</strong>. Praticarei  respirando e andando conscientemente a fim de reconhecer e examinar minha raiva minuciosamente. Eu sei que as raízes da raiva podem ser encontradas em minhas percepções errôneas e falta de compreensão do sofrimento em mim e na outra pessoa. Vou falar e ouvir de um modo que possa me ajudar e ajudar a outra pessoa a transformar o sofrimento e ver uma saída das situações difíceis.</p>



<p>Estou determinado a não espalhar notícias que eu sei que não são verídicas e não proferir palavras que possam causar divisão e discórdia.</p>



<h3 class="wp-block-heading">O quinto treinamento: nutrição e cura</h3>



<p>Ciente do sofrimento causado pelo consumo irresponsável, estou comprometido a cultivar a saúde, tanto física quanto mental, para mim, minha família e sociedade através das práticas de comer, beber e consumir conscientemente. Praticarei examinando profundamente como estou consumindo os 4 tipos de nutrientes: alimentos comestíveis, impressões sensoriais, volição e consciência. </p>



<p>Estou determinado a não jogar apostando dinheiro, ou a fazer uso de álcool, drogas, ou quaisquer outros produtos que contenham toxinas, tais como certos websites, jogos eletrônicos, programas de televisão, filmes, revistas, livros e conversas. </p>



<p>Praticarei retornando ao momento presente para estar em contato com os elementos revigorantes, curadores e nutridores em mim e ao meu redor, não permitindo que os arrependimentos e aflições me arrastem de volta ao passado, nem deixando que a ansiedade, medo e anseios me puxem para fora do momento presente. Estou determinando a não tentar encobrir a solidão, a ansiedade ou outro sofrimento com o consumismo.</p>



<p>O que está esperando? Não deixe de colocar os ensinamentos desse livro (Sem lama não há lotus &#8211; de Thich Nhat Hanh em prática! Pare de viver uma vida de escapismos, fugindo de si mesmo e comece a abraçar o seu sofrimento, pois esse é o único caminho para a verdeira cura!</p>
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		<title>Resenha do Livro &#8220;O Caminho do Guerreiro Pacífico&#8221;</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Davi Klein]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 07 Jun 2021 01:28:23 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Autoconhecimento]]></category>
		<category><![CDATA[Livros Fodas]]></category>
		<category><![CDATA[Dan Millman]]></category>
		<category><![CDATA[livro o caminho do guerreiro pacífico]]></category>
		<category><![CDATA[o caminho do guerreiro pacífico]]></category>
		<category><![CDATA[poder além da vida]]></category>
		<category><![CDATA[resenha o caminho do guerreiro pacífico]]></category>
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					<description><![CDATA[O caminho do guerreiro pacífico tornou- se uma das mais queridas sagas espirituais de nossa época. Apesar do sucesso de sua carreira, o universitário e atleta campeão do mundo Dan Millman é perseguido por um sentimento de que algo está faltando na sua vida. Despertado certa madrugada por um pesadelo sombrio, ele vai até um [&#8230;]]]></description>
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<div class="video_embed clearfix"><div class="video_embed clearfix"><iframe title="Lições de Vida do Caminho do Guerreiro Pacífico: Um Livro que Muda Vidas (Dan Millman)" width="500" height="281" src="https://www.youtube.com/embed/q73p8D7HFIM?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe></div></div>
</div></figure>



<p>O caminho do guerreiro pacífico tornou- se uma das mais queridas sagas espirituais de nossa época. </p>



<p>Apesar do sucesso de sua carreira, o universitário e atleta campeão do mundo Dan Millman é perseguido por um sentimento de que algo está faltando na sua vida. </p>



<p>Despertado certa madrugada por um pesadelo sombrio, ele vai até um posto de gasolina, encontra um velho chamado Sócrates e seu mundo se modifica para sempre.</p>



<p>Este conto clássico, narrado com coração e humor, fala do guerreiro pacífico que existe em cada um de nós, o levando a descobrir o significa do e o propósito mais amplos da vida</p>



<p>O livro &#8220;O caminho do guerreiro pacífico&#8221; de Dan Millman foi baseado em fatos reais &#8211; e deu origem ao filme &#8220;Poder além da vida&#8221;. </p>



<p>O protagonista, Dan Millman (o próprio autor) esbarrou com Sócrates a primeira vez num posto de gasolina que ficava aberto a noite inteira (não era seu nome verdadeiro, foi um apelido que ele colocou). Esse encontro casual e as aventuras subsequentes transformaram a vida do autor.</p>



<p>Antes desse encontro, Dan Millman levava uma vida favorável. Foi criado bem pelos pais, num ambiente tranquilo, tinha ganhado o campeonato de acrobacias em Londres, tinha viajado pela Europa e sempre estava ganhando recompensas. Porém, mesmo com tudo isso, ainda não tinha a paz e uma satisfação duradoura.</p>



<p>Nas palavras do autor:</p>



<blockquote class="wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow"><p>&#8220;<em>Hoje percebo que de alguma maneira eu estivera <strong>dormindo</strong> durante todos aqueles anos,<strong> apenas sonhando que estava acordado</strong> &#8211; até conhecer Sócrates, que iria se tornar meu mentor e amigo. Antes disso, eu sempre achava que uma existência de bom nível, prazeres e sabedoria eram um direito meu inato e me seriam automaticamente concedidos com o passar do tempo. Jamais desconfiei que teria que aprender<strong> como viver</strong> &#8211; que havia disciplinas e modos específicos de ver o mundo, que eu precisava dominar antes de poder despertar para uma vida simples, feliz e descomplicada.</em>&#8220;</p><p><em>&#8220;Sócrates apontou os erros do meu caminho, comparando-os com o caminho dele, o caminho do guerreiro pacífico. Costumava zombar de minha vida séria, problemática e cheia de preocupações, até que passei a enxergar através de seus olhos de sabedoria, compaixão e humor </em>&#8220;</p><p><em>(&#8230;)Essa história baseia-se na minha aventura, mas é um romance. O homem a quem dei nome de Sócrates realmente existiu&#8230;</em></p></blockquote>


<div class="wp-block-image">
<figure class="aligncenter size-full"><a href="https://revolucaointerior.com/2022/04/18/revolucao-interior-um-guia-para-a-cura-e-maestria-emocional/" target="_blank" rel="noreferrer noopener"><img loading="lazy" decoding="async" width="700" height="360" src="https://revolucaointerior.com/wp-content/uploads/2022/07/Revolucao-interior-1.png" rel="gallery" class="fancybox"  alt="" class="wp-image-6342" srcset="https://revolucaointerior.com/wp-content/uploads/2022/07/Revolucao-interior-1.png 700w, https://revolucaointerior.com/wp-content/uploads/2022/07/Revolucao-interior-1-300x154.png 300w" sizes="(max-width: 700px) 100vw, 700px" /></a></figure>
</div>


<h2 class="wp-block-heading">Resenha</h2>



<p>Dan Millman estava no topo do mundo: estava numa faculdade boa, ia bem nos estudos, era um atleta de ginástica que estava crescendo, ganhando campeonatos, popularidade e fama, frequentemente visitava outros países, várias mulheres gostavam dele etc. Porém, mesmo com tudo isso, ele começou a sentir uma melancolia crescente e começara, também, a ter pesadelos frequentes.</p>



<p>Certa noite, Dan Millman não estava conseguindo dormir, então resolve sair de casa para dar uma corrida. Ele começou a ficar com fome e resolveu ir no posto, que ficava aberto 24h, para comprar algo para comer. </p>



<p>Ao chegar no posto, se deparou com um senhor de cabelo branco (o mesmo que tinha visto em seus sonhos). Tinha algo de muito peculiar nele, que atraiu o protagonista. Eles começaram a conversar e várias coisas mágicas acontecem &#8211; uma mistura de realidade com sonho. Sócrates diz algumas coisas bem interessantes ao rapaz:</p>



<blockquote class="wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow"><p><em>&#8220;Somos todos bobos, só que alguns sabem disso e outros não.&#8221;</em></p></blockquote>



<blockquote class="wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow"><p>&#8220;<em>Meu nome não interessa; nem o seu. O importante é o que está além dos nomes e das perguntas</em>.&#8221;</p></blockquote>



<blockquote class="wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow"><p><em>&#8220;Como sabe que não esteve dormindo toda a sua vida? Como sabe que não está dormindo nesse exato momento?</em>&#8220;</p></blockquote>



<p>Sócrates fala para o rapaz voltar no dia seguinte, no mesmo horário. O rapaz, no dia seguinte, nem conseguiu prestar atenção na aula e treinar direito, pois ficou muito intrigado com aquele homem misterioso que ele chamará de Sócrates, que realizava coisas mágicas.</p>



<p>Dan Millman, então, volta no posto para ver Sócrates. Depois de ajudá-lo com algumas coisas, eles começam a conversar:</p>



<blockquote class="wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow"><p><em>-Continuo querendo saber o que podemos fazer um pelo outro.</em></p><p><em>-Apenas isso: eu gostaria de ter um último aluno, e você, obviamente, precisa de um professor.</em></p><p>&#8211;<em>Já tenho professores suficientes </em>&#8211; diz Dan.</p><p><em>-&#8220;Ah tem? &#8211; Se você tem um professor adequando ou não, vai depender daquilo que você quer aprender (&#8230;)<strong> Este mundo é uma escola. A vida, na verdade, é o único professor possível. Ela oferece muitas experiências; mas se apenas a experiência proporcionasse sabedoria e realização, então os velhos seriam todos iluminados e satisfeitos. Mas a experiência oculta suas lições.</strong> Posso ajudá-lo a aprender com as experiências, a ver o mundo com clareza, que, neste momento, é só do que você precisa. <strong>Você já viveu muita coisa, mas pouco aprendeu</strong>.</em>&#8220;</p><p>Sócrates continua e diz: &#8220;-<em>Assim como a maioria das pessoas, você foi ensinado a conseguir informações fora de si mesmo: dos livros, revistas e autoridades</em>&#8221; (ele começa a encher o tanque de gasolina de um carro até transbordar) -&#8220;<em>Assim como este tanque, você está<strong> transbordando ideias preconcebidas, está repleto de informação inútil</strong>. Guarda muitas verdades e opiniões, mas<strong> sabe muito pouco sobre si mesmo</strong>. Antes de estar apto para aprender, terá, em primeiro lugar, que <strong>esvaziar o seu tanque</strong>.</em> <em>Você poderia limpar esta <strong>sujeira</strong></em>?&#8221;</p><p>&#8211;<em>O que você pretende fazer? Encher-me com suas verdades?</em> &#8211; Disse Dan.</p><p>&#8211;<em>Não, não vou sobrecarregá-lo com mais verdades, mas mostrar-lhe a sua sabedoria corporal. Tudo o que você precisa saber esta aí, dentro de você. <strong>Os segredos do universo estão gravados nas células do seu corpo</strong>. Mas você ainda não aprendeu como ler a sabedoria do corpo. <strong>Seu único recurso tem sido ler livros e ouvir os especialistas, esperando que estejam certos.</strong></em> <em><strong>Você entende muita coisa mas não percebe nada</strong>. A compreensão é unidimensional. É a compreensão pelo intelecto que leva ao conhecimento. A percepção, por outro lado, é tridimensional. É a compreensão <strong>simultânea</strong> da cabeça, do coração e instinto. Ela provém unicamente da experiência pura.</em></p></blockquote>



<blockquote class="wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow"><p>-Utilize de todo o conhecimento de que dispõe, mas procure ver suas limitações. <strong>Apenas o conhecimento não basta; ele não tem coração. Nem todo o conhecimento do mundo conseguirá nutrir ou sustentar seu espírito, jamais poderá lhe proporcionar a felicidade ou a paz absoluta</strong>. A vida exige mais do que conhecimento; ela exige sentimentos profundos e energia constante. A vida requer ação correta, para que o conhecimento tenha vida.</p><p>-Sei disso, Soc.</p><p>-Esse é o seu problema&#8230;<strong>você sabe, mas não age.</strong> Você não é um guerreiro.</p></blockquote>



<p><strong>O guerreiro age, o tolo apenas reage.</strong> Seus sentimentos e reações, Dan, são automáticos e previsíveis, os meus não. Eu crio minha vida espontaneamente enquanto a sua é determinada pelos seus pensamentos e emoções do passado.</p>



<p>É melhor reconsiderar suas &#8220;prioridades&#8221; se quiser pelo menos a chance de se tornar um guerreiro. Nesse momento você possui a inteligência de um jumento e seu espírito é frágil.</p>



<p>-Sócrates, você me aconselhou a ouvir minha intuição corporal e não depender daquilo que leio ou do que as pessoas me dizem. Então, por que devo ficar aqui sentado em silêncio, ouvindo você?</p>



<p>Em primeiro lugar, falo por minha própria experiência. Não estou repetindo teorias abstratas, lidas em algum livro ou ouvidas de um especialista. Sou uma pessoa que conhece verdadeiramente o próprio corpo e a mente, portanto, conhece também os de outros.</p>



<p>As visitas que o garoto fazia ao Sócrates começaram a ficar mais interessantes do que as aulas de ginástica. A cada noite, o garota aprendia pequenas e variadas lições.</p>



<p>Uma vez por exemplo, Dan cometeu o erro de criticar o pessoal da faculdade. Soc respondeu o seguinte:</p>



<p>-É melhor você assumir a responsabilidade por sua vida em vez de culpar outras pessoas, ou as circunstâncias, por suas dificuldades. Se abrir os olhos, saberá que o seu estado de saúde, a felicidade e tudo o que acontece na vida, em grande parte, foi causado por você, consciente ou inconscientemente. </p>



<p>-Quando você assumir a inteira responsabilidade pelo sua vida, poderá tornar-se completamente humano; tornando-se humano, poderá descobrir o que significa ser um guerreiro.</p>



<p>Sócrates fazia muitas perguntas ao rapaz, querendo saber sobre os detalhes de sua vida. Dan pergunta, então, o motivo dele fazer tantas perguntas:</p>



<p>-Preciso entender suas ilusões pessoais, a fim de conhecer a gravidade da doença. Teremos de limpar a sua mente, e só então, a porta para o caminho do guerreiro se abrirá.</p>



<blockquote class="wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow"><p><em>&#8220;Pela primeira vez compreendi por que amava tanto a ginástica. Ela me proporcionava uma<strong> trégua abençoada da mente ruidosa.</strong> Quando eu estava dando saltos mortais e lançando-me na barra, mais nada importava.&#8221;</em></p></blockquote>



<p>Dan começou a perceber que isso não era só com ele: O mundo era habitado por mentes que giravam mais rápido que qualquer vento, em busca de distração e de um modo de escapar as dificuldades da mudança, ao dilema da vida e da morte, em busca de um objetivo, de segurança e de diversão, tentando compreender o sentido do mistério. </p>



<p>Todos, em toda parte, viviam uma busca confusa e amarga. A realidade nunca condizia com seus sonhos, a felicidade estava logo depois da esquina &#8211; uma esquina a que jamais chegavam. <strong>E a origem de tudo isso era a mente humana.</strong></p>



<p>Dan, conforme vai passando tempo com Sócrates, tem inúmeras revelações. Uma delas ele consegue visualizar como seria seu futuro se ele não tivesse encontrado Sócrates &#8211; ele enxerga um futuro sombrio, sem nenhum felicidade. Sócrates diz para ele:</p>



<blockquote class="wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow"><p>&#8220;<em>Assim como existem diferentes interpretações do passado e muitas formas de se mudar o presente, há inúmeros futuros possíveis. O que você sonhou é um futuro altamente provável… o futuro para o qual você estava caminhando se não tivesse me encontrado. </em><strong><em>Mas se você fizer algumas escolhas e mudar as circunstâncias atuais, pode alterar seu futuro</em>.</strong>&#8220;</p></blockquote>



<p>A todo o momento, Sócrates ilumina Dan, e a nós, leitores, com sua sabedoria:</p>



<figure class="wp-block-pullquote"><blockquote><p><em>&#8220;Você não vê sua prisão porque as grades são invisíveis&#8221;</em></p></blockquote></figure>



<p> </p>



<blockquote class="wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow"><p><em>-Dan, você está sofrendo, não gosta realmente da sua vida. Seus divertimentos, suas distrações e até mesmo sua ginástica constituem formas temporárias de <strong>distraí-lo da sensação fundamental de medo</strong>.</em><br><em>-Espere um momento, Sóc &#8211; está dizendo que a ginástica, o sexo, o cinema são ruins?<br>-Não necessariamente. Mas para você são <strong>vícios, não distrações</strong>. <strong>Você os utiliza para distrair-se da sua vida interior caótica… Um desfile de desculpas, ansiedades e fantasias que você chama de sua mente</strong></em>. <em>Você, Dan, em sua busca condicionada de realização e diversão, evita a origem fundamental do seu sofrimento</em>.</p><p><em>-Mas quase toda a humanidade tem a mesma dificuldade que você.<br>-E que dificuldade é essa?<br>&#8211;<strong>Se você não tem o que quer, sofre; se tem o que não quer, também sofre</strong>.<strong> Mesmo que você consiga exatamente o que quer, ainda assim você sofre, porque não pode se agarrar, seja ao que for, eternamente</strong>. Sua mente é a sua dificuldade. Ela quer se ver livre de mudança, livre da dor, livre das obrigações da vida e da morte. Mas a mudança é uma lei, e nenhuma simulação alterará essa realidade</em></p></blockquote>



<p>Como você pode perceber, o livro &#8220;O caminho do guerreiro pacífico&#8221; está repleto de diálogos filosóficos e espirituais. Fiz uma seleção dos que considerei principais e irei compartilhá-los aqui:</p>



<blockquote class="wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow"><p><em>-Então, quais são os usos positivos da mente?<br>-Nenhum<br>-Nenhum?! Sócrates, isso é loucura! E as criações da mente? Os livros, as bibliotecas, as artes? E todos os avanços</em> <em>da nossa sociedade, produzidos por mentes brilhantes?<br>-Não existem mentes brilhantes. Acho melhor redefinir alguns termos para você. &#8220;Mente&#8221; é uma dessas palavras tão escorregadias quanto &#8220;Amor&#8221;. A definição apropriada depende de seu nível de consciência. Considere dessa forma: você tem um cérebro que comanda o corpo, armazena informações e lida com essas informações. Aos processos abstratos do cérebro chamamos de &#8220;intelecto&#8221;. Em nenhum momento mencionei a mente. </em><strong><em>Cérebro e mente não são a mesma coisa. O cérebro é real, a mente não.</em> <em>A mente é o reflexo enganador de uma excitação do cérebro agitado. </em></strong><em><strong>Inclui todos os pensamentos descontrolados, aleatórios, que afloram do subconscientes para o consciente.</strong> <strong>A consciência não é a mente, a percepção não é a mente, a atenção não é a mente. Ela é uma obstrução, um empecilho</strong>. É uma espécie de erro evolutivo no ser humano, uma fraqueza primordial da experiência humana. Não há nenhuma função que possa ser atribuída a mente.</em></p><p><em>-Sóc &#8211; terei que cortar a cabeça para livrar-me da mente?</em></p><p><em>-É uma forma de cura, mas com efeitos colaterais indesejáveis. O cérebro pode ser um instrumento. Ele pode lembrar números de telefone, solucionar problemas matemáticos ou criar poesia. Dessa forma, ele trabalha para o resto do corpo, como uma máquina. Mas quando você não consegue parar de pensar no problema matemático ou no número de telefone, ou quando os pensamentos ou as lembranças incomodas afloram contra a sua vontade, não é o seu cérebro que trabalha, mas a mente que devaneios. Então é a mente que assume o controle, a máquina está desgovernada.</em></p></blockquote>



<p>Uma ocasião, Sócrates faz Dan ter uma reflexão importantíssima sobre como a nossa mente descontrolada é responsável pela maior parte do sofrimento humano. Nessa ocasião, Dan fica &#8220;bravo&#8221; porque tinha começado uma chuva no meio do piquenique que eles estavam realizando:</p>



<blockquote class="wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow"><p><em>-Primeiro, nem o seu desapontamento nem a raiva foram causados pela chuva. O seu aborrecimento com o fiasco do piquenique e a felicidade quando o sol reapareceu foram produzidos por seus<strong> pensamentos</strong>. Nada tiveram a ver com os acontecimentos reais. Nunca se sentiu infeliz em comemorações, por exemplo?<strong> Então é óbvio que é sua mente e não as pessoas ou o ambiente que causam esse estado de espírito. Essa é a primeira lição</strong></em>.</p></blockquote>



<p>Dan começa, então, a treinar sua mente, por meio de praticas como meditação e atenção plena. Ele começa a se dar conta da quantidade gigantesca de pensamentos negativos que existem dentro dele, disparando a todo o momento.</p>



<blockquote class="wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow"><p><em>-Sócrates! Vou enlouquecer se não conseguir diminuir o ruído! Minha mente está descontrolada!</em></p><p><em>-Ótimo! </em><strong><em>A primeira percepção de um guerreiro</em>.</strong></p></blockquote>



<p>Isso me lembra quando comecei a praticar meditação. Uma das primeiras grandes descobertas que fiz foi justamente essa: Percebi que minha mente estava totalmente fora de controle! Mas isso é muito bom! Pois pela primeira vez você tomou consciência disso! O reconhecimento da loucura é o surgimento da cura.</p>



<p>Sócrates continua e fala sobre a origem da agitação mental:</p>



<blockquote class="wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow"><p><em>&#8220;Os pensamentos estressantes refletem um <strong>conflito com a realidade</strong>. O stress só acontece quando a mente resiste ao que é&#8221;</em></p><p>&#8220;<em>Veja só, Dan, é isso o que acontece quando você resiste: <strong>sua mente dispara</strong>. Os mesmos pensamentos que o invadem são, na verdade, criados por você.</em>&#8220;</p><p><em>&#8220;-E a sua mente funciona de modo diferente?</em>&#8221; &#8211; Pergunta Dan.</p><p><em>-Sim e não. Minha mente é um<strong> lago sem ondulações</strong>. A sua é repleta de ondas, porque você se sente <strong>dividido</strong>, e com frequência, ameaçado por um acontecimento indesejável.</em> <em>Um salto de percepção semelhante será exigido de você. Quando puder compreender claramente a fonte, vera que<strong> as ondulações da mente não tem a ver com você</strong>. Simplesmente as observara sem qualquer apego, não sendo mais impelido a agir cada vez que uma pedra for jogada. Você estará livre da turbulência do mundo, assim que parar de levar seus pensamentos tão a sério. Lembre-se, quando estiver perturbado, abandone o pensamento e ocupe-se da mente!</em></p><p>&#8220;<em>Segundo o que você aprendeu no treinamento físico, os saltos de percepção não acontecem de uma vez: exigem tempo e pratica.<strong> E a prática da percepção da origem de suas próprias ondulações é a meditação</strong></em>.&#8221;</p></blockquote>


<div class="wp-block-image">
<figure class="aligncenter size-full"><a href="https://revolucaointerior.com/2022/04/18/revolucao-interior-um-guia-para-a-cura-e-maestria-emocional/" target="_blank" rel="noreferrer noopener"><img loading="lazy" decoding="async" width="700" height="360" src="https://revolucaointerior.com/wp-content/uploads/2022/07/Revolucao-interior-1.png" rel="gallery" class="fancybox"  alt="" class="wp-image-6342" srcset="https://revolucaointerior.com/wp-content/uploads/2022/07/Revolucao-interior-1.png 700w, https://revolucaointerior.com/wp-content/uploads/2022/07/Revolucao-interior-1-300x154.png 300w" sizes="(max-width: 700px) 100vw, 700px" /></a></figure>
</div>


<p>Sócrates também nos alerta para não usarmos a meditação como forma de nos mostrarmos, de aumentar ainda mais o seu ego só pelo fato de você estar realizando algo chamado meditação (como se fosse algo para você se exibir para os outros). Ele também dá vários insights a respeito sobre do que se trata a verdadeira meditação:</p>



<blockquote class="wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow"><p><em>O silêncio é a arte do guerreiro e a meditação sua espada. Mas a utilidade da espada depende de quem a usa. Se não souber usá-la corretamente, ela poderá se tornar um instrumento perigoso, ilusório e até inútil. Inicialmente a meditação poderá ajudá-lo a relaxar. Você exibe a espada, mostra-a orgulhosamente a seus amigos. O brilho dessa espada distrai muitos meditadores, até que eles a abandonam e vai buscar outra prática esotérica</em>.</p><p><em>O guerreiro por outro lado, usa a espada da meditação com habilidade e compreensão. Com ela, corta a mente em fatias, expondo os pensamentos e revelando sua falta de substância</em></p><p><em>Esse é o caminho do guerreiro da meditação. E é dessa maneira que você deve aprender a desatar os nós da sua mente.</em></p><p><em>Deixe-me analisar as coisas da seguinte maneira: uma cambalhota para frente não é toda a ginástica. <strong>Uma técnica de meditação não é todo o caminho do guerreiro.</strong> Se você não consegue compreender todo o quadro, poderá iludir-se, praticando apenas cambalhotas para frente, ou apenas a técnica de meditação, durante a vida inteira, conseguindo apenas os benefícios fragmentados do treinamento</em>.</p><p><em>A meditação baseia-se em dois processos simultâneos: Um é a percepção instantânea, concentrando-se precisamente naquilo que se deseja ver. <strong>O outro processo é a entrega, o abandono de todos os pensamentos que surgirem</strong>. Assim você poderá livrar-se da mente</em>.</p><p><em>A verdade é que a <strong>consciência não está no corpo e sim o corpo está na consciência</strong>. <strong>E você é essa consciência, não a mente fantasma que tanto o perturba</strong>. Você é o corpo mas é também todo o resto. <strong>Apenas a mente resiste a mudança</strong>. Assim, se você simplesmente relaxar o seu corpo, ficará contente e livre, sem a sensação de estar separado. A imortalidade já é sua, mas não dá forma que você imagina ou espera. Você é imortal desde antes de ter nascido, e ainda será, muito depois de o corpo terminar. O corpo é a consciência, nunca nasce, nunca morre, só muda. A mente, o ego, as convicções, a identidade, a história pessoal…é a única mortal, portanto, quem precisa dela?</em></p></blockquote>



<figure class="wp-block-pullquote"><blockquote><p>&#8220;Você ainda acredita que é seus pensamentos e os defende como se fossem tesouros&#8221;</p></blockquote></figure>



<blockquote class="wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow"><p><em>-Por que um guerreiro deve se sentar e ficar meditando por aí? Perguntei &#8211; pensei que o caminho do guerreiro fosse uma forma de ação.<br>-Sentar-se para meditar é o <strong>início da prática</strong>. Em última análise,<strong> aprendera a meditar em todas as ações</strong>. Sentar-se para meditar serve como um ritual, um momento dedicado a aumentar a intensidade da prática. <strong>Você tem que dominar o ritual antes que possa usá-lo adequadamente na vida diária.</strong></em></p></blockquote>



<p>E o tempo foi passando. O verão passou rapidamente com treinos intensivos e noites insones, na companhia de Sócrates. Metade do tempo Dan praticava meditação e na outra ele trabalhava na garagem, junto com Sócrates e tomava chá. A iniciação de Dan chegará ao fim:</p>



<blockquote class="wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow"><p><em>Ninguém poderá ajudá-lo além de determinado ponto, Dan. Eu orientarei você durante um certo tempo, mas depois, também terei que me retirar e você estará sozinho. Você será severamente testado antes de terminar. Terá que desenvolver uma grande força interior.<br>Neste momento Soc desperecera. <strong>A iniciação de Dan tinha chegado ao fim, e o verdadeiro treinamento, estava prestes a começar.</strong></em></p></blockquote>



<p>Como eu disse anteriormente, esse livro está repleto de frases incríveis:</p>



<blockquote class="wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow"><p><em>-Como tirar proveito deste acidente?<br>&#8211;<strong>Não existem acidentes, Danny, tudo é uma lição, tudo tem um propósito</strong>. <strong>Um guerreiro não busca a dor, mas se ela vem, ele a usa</strong></em></p></blockquote>



<p>Sócrates dá mais instruções ao Dan, com intuito de ajudá-lo a encontrar o portão interior que o conduzira a salvação:</p>



<blockquote class="wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow"><p><em>Dan, uma quantidade tremenda de energia será necessária para atravessar a névoa da sua mente e encontrar o portão. Por isso as práticas purificadoras e regeneradoras são essenciais.<br>Você irá readaptar todas as suas funções, como movimentar-se, dormir, respirar, pensar, sentir e comer. De todas as atividades humanas, <strong>comer é uma das mais importantes,</strong> e que será estabilizada em primeiro lugar. </em><strong><em>Sua dieta atual pode proporcionar uma quantidade normal de energia, mas grande parte daquilo que você come deixa você grogue, afeta seu estado de espírito e reduz o nível de consciência</em>.</strong></p><p><em>Nossa fonte primordial de energia é o sol. No momento, uma dieta adequada permitirá a utilização mais direta da energia solar. Essa energia ajudará você a concentrar sua atenção, aguçando sua concentração até transformá-lo numa espada afiada</em>.</p><p></p></blockquote>


<div class="wp-block-image">
<figure class="aligncenter size-large"><img loading="lazy" decoding="async" width="700" height="400" src="https://revolucaointerior.com/wp-content/uploads/2021/06/O-caminho-do-guerreiro-pacifico-frases-1.jpg" alt="" class="wp-image-2891" srcset="https://revolucaointerior.com/wp-content/uploads/2021/06/O-caminho-do-guerreiro-pacifico-frases-1.jpg 700w, https://revolucaointerior.com/wp-content/uploads/2021/06/O-caminho-do-guerreiro-pacifico-frases-1-300x171.jpg 300w, https://revolucaointerior.com/wp-content/uploads/2021/06/O-caminho-do-guerreiro-pacifico-frases-1-322x185.jpg 322w" sizes="(max-width: 700px) 100vw, 700px" /></figure>
</div>


<p>Sócrates também comenta sobre a importância da respiração, para conectarmos a mente com o corpo:</p>



<blockquote class="wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow"><p><em>Não se preocupe, Dan. Você só precisa relaxar um pouco. Agora que você sabe como é a respiração natural, você terá que se deixar respirar naturalmente, cada vez mais, até que a respiração seja normal. A respiração é um ponte entra a mente e o corpo, entre o sentir e o fazer. <strong>Equilibrar a respiração natural traz você de volta ao momento presente.</strong></em></p></blockquote>



<figure class="wp-block-pullquote"><blockquote><p>&#8220;Não se deixe distrair por suas experiências. As experiências vêm e vão, se você quiser uma experiência vá ao cinema. Não se deixe corromper pela experiência. Abandone-a.&#8221;</p></blockquote></figure>



<p>Sócrates comenta aqui sobre a importância de sermos inteiros, de agirmos com totalidade, consciência em tudo o que fizermos, sem espaço para dúvidas e hesitações (espírito vacilante): </p>



<blockquote class="wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow"><p><em>-Há um provérbio que diz: &#8220;Quando sentar, sente-se. Quando se levantar, levante-se; o que quer que faça, não vacile&#8221;. Uma vez feita a escolhas, realize-a com todo o empenho.<strong> É melhor cometer um erro com toda a força de seu ser do que evitá-lo cuidadosamente com o espírito vacilant</strong>e.</em></p><p><em>-E a moderação?</em></p><p>&#8211;<em>Moderação? Isso é mediocridade, medo e confusão disfarçados. É a enganação racional do demônio. Não é fazer nem deixar de fazer.<strong> É o compromisso vacilante que não traz felicidade a ninguém</strong>. A moderação é nada os brandos, para aqueles que ficam sentados em cima do muro com medo de se posicionar. É para os que tem rir ou chorar, viver ou morrer. Moderação é chá morno, bem ao gosto do diabo</em>. <em>Ainda não captou a mensagem? Fumar não é repugnante, mas sim o hábito. Posso fumar um cigarro por dia e não fumar durante seis meses. E quando fumo, não finjo que meus pulmões não vão pagar o preço. Tomo a atitude correta, a fim de contrabalancear os efeitos negativos</em>. <em>Então não importa que meu comportamento seja coerente ou não com os seus padrões, e sim que eu não tenha compulsões ou hábitos. <strong>Meus atos são conscientes, espontâneos e completos</strong>&#8220;</em></p></blockquote>



<figure class="wp-block-pullquote"><blockquote><p>&#8220;A morte não é triste, triste é o fato de a maioria das pessoas não chegar a viver realmente.&#8221;</p></blockquote></figure>



<p>Dan, conforme vai amadurecendo espiritualmente, começa a perceber que a medida que vai compreendendo melhor a si mesmo, também compreende melhor as outras pessoas, pois todos nós temos uma &#8220;mente&#8221;, um mecanismo de sobrevivência, que por sua natureza é muito medrosa e é repleta de ansiedades e frustrações:</p>



<blockquote class="wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow"><p><em>&#8220;Por baixo de todas as nossas aparentes diferenças, <strong>todos partilhamos as mesmas necessidades e medos humanos,</strong> estamos todos no mesmo caminho, conduzindo-nos uns aos outros. A compreensão disso pode nos dar a compaixão. Sob as máscaras sociais que as pessoas usam, tenho visto seus medos comuns e as mentes perturbadas, e isso me tornou cínico, porque ainda não consegui ir além disso e ver a luz dentro delas&#8221;</em></p></blockquote>



<p>Em determinando momento, Sócrates explica a Dan sobre o conceito de Satori (quando temos um vislumbre da verdadeira natureza da mente).</p>



<blockquote class="wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow"><p><em>-Agora quero lhe falar sobre Satori, um conceito zen. Satori é o estado de espírito do guerreiro. <strong>Ele acontece quando a mente está livre de pensamentos e se torna pura consciência</strong>: o corpo está ativo, sensível relaxado e as emoções abertas e livres</em>. <em>Os esportes, a dança, a música ou qualquer outra atividade que exija desafios, pode servir como um portal para o Satori</em>.</p></blockquote>



<p>No decorrer da história, Dan finalmente consegue ganhar o campeonato de ginástica que tanto queria. Só que ele percebe uma coisa, na realidade aquilo não o deixara mais feliz do que antes. Percebeu que aquela busca que o motivava, pelo sucesso, fama, ambição, não significavam absolutamente nada para a sua felicidade:</p>



<blockquote class="wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow"><p><em>Então tudo terminou, um objetivo tão almejado tinha sido alcançado. Só então percebi que os aplausos, os resultados e as vitórias não eram a mesma coisa. Eu tinha mudado muito, a busca do sucesso finalmente chegara ao fim</em>.</p><p><em>Todos aqueles anos eu viverá sustentado por uma ilusão &#8211; a felicidade por intermédio da vitória &#8211; e agora essa ilusão queimará até às cinzas. Eu não estava mais feliz ou mais realizado depois de tudo o que conseguira.</em></p><p><em>Finalmente pude ver através das nuvens. O que eu vi é que jamais soubera aproveitar a vida; eu só sabia fazer. </em><strong><em>Toda a vida eu estivera ocupado buscando a felicidade, sem jamais encontrá-la ou experiment</em>á-la.</strong></p></blockquote>



<p>Sócrates explica como nos separamos de Deus, da Fonte, Da Inteligência Universal, do Espírito (como você queira chamar) e como essa separação é a responsável por nossa infelicidade.</p>



<blockquote class="wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow"><p>&#8220;<em>Era o jardim do Éden. Toda criança habita um jardim luminoso, onde tudo é sentido diretamente , sem a interferência do pensamento, livre das crenças, intervenções e julgamentos</em>.</p><p><em>A queda acontece a cada um de nós quando começamos a pensar, quando nos tornamos aqueles que dão nome as coisas e que sabem</em></p><p><em>Não foram só Adão e Eva, somos todos nós. O nascimento da mente é a morte dos sentidos. Jesus de Nazaré, um dos grandes guerreiros, certa vez disse que é preciso ser uma criancinha para entrar no Reino dos Céus</em>.</p><p><em>Quando você era criança, tudo isso surgia diante dos seus olhos, dos seus ouvidos e do seu tato como se fosse a primeira vez. Mas agora você sabe o nome e a categoria de tudo. Isto é bom, aquilo é mau, isto é uma mesa, aquilo uma cadeira, isto é um carro, uma casa, uma flor, um cão, um gato, uma galinha, um homem, uma mulher, o por do sol, o mar, a estrela. Você se cansou das coisas porque elas passaram a existir apenas como nomes. Os conceitos áridos da mente obscurecem a sua visão.</em></p><p><em><strong>Agora você enxerga tudo através do véu das associações que faz sobre as coisas, e esse véu encobre a percepção direta e simples</strong>. Você já &#8220;viu tudo isso antes&#8221; É como assistir um filme pela vigésima vez. Apenas a recordação das coisas é vista e isso o deixa entediado, preso em sua mente. É por isso que você terá que perder a mente para retornar aos sentidos.</em>&#8220;</p></blockquote>


<div class="wp-block-image">
<figure class="aligncenter size-large"><img loading="lazy" decoding="async" width="700" height="400" src="https://revolucaointerior.com/wp-content/uploads/2021/06/O-caminho-do-guerreiro-pacifico.jpg" alt="" class="wp-image-2901" srcset="https://revolucaointerior.com/wp-content/uploads/2021/06/O-caminho-do-guerreiro-pacifico.jpg 700w, https://revolucaointerior.com/wp-content/uploads/2021/06/O-caminho-do-guerreiro-pacifico-300x171.jpg 300w, https://revolucaointerior.com/wp-content/uploads/2021/06/O-caminho-do-guerreiro-pacifico-322x185.jpg 322w" sizes="(max-width: 700px) 100vw, 700px" /></figure>
</div>


<p>Isso é muito enfatizado ao longo do livro inteiro: A importância de mantermos nossa atenção no aqui e agora! </p>



<blockquote class="wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow"><p><em>-Que horas são?</em></p><p>-São duas e trinta e cinco.</p><p><em>-Errado! <strong>O tempo foi, é e será sempre agora</strong>! A hora é agora, o tempo é agora, está claro?</em> <strong><em>De agora em diante, sempre que sua atenção começar a se dispersar para outros tempos e lugares, quero-o de volta. Lembre-se: a hora é agora e o lugar aqui</em>.</strong></p></blockquote>


<div class="wp-block-image">
<figure class="aligncenter size-large"><img loading="lazy" decoding="async" width="700" height="400" src="https://revolucaointerior.com/wp-content/uploads/2021/06/O-caminho-do-guerreiro-pacifico-frases-2.jpg" alt="" class="wp-image-2908" srcset="https://revolucaointerior.com/wp-content/uploads/2021/06/O-caminho-do-guerreiro-pacifico-frases-2.jpg 700w, https://revolucaointerior.com/wp-content/uploads/2021/06/O-caminho-do-guerreiro-pacifico-frases-2-300x171.jpg 300w, https://revolucaointerior.com/wp-content/uploads/2021/06/O-caminho-do-guerreiro-pacifico-frases-2-322x185.jpg 322w" sizes="(max-width: 700px) 100vw, 700px" /></figure>
</div>


<p>Sócrates também comenta a Dan que o propósito do guerreiro pacífico não é a invulnerabilidade, mas a <strong>vulnerabilidade absoluta </strong>ao mundo, a vida e a Presença que você sentiu. </p>



<blockquote class="wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow"><p><em>&#8220;Tentei mostrar-lhe que a vida de um guerreiro não é a perfeição ou a vitória que se imagina, e sim o amor. O amor é a espada do guerreiro: onde quer que ela corte, trará vida e não morte&#8221;</em></p></blockquote>



<figure class="wp-block-pullquote"><blockquote><p>&#8220;Seja aquilo que for ensinar e só ensine aquilo que for&#8221;</p><cite>Sócrates</cite></blockquote></figure>



<p>Em determinado momento, Dan chega a um ponto crucial em sua jornada, em que apesar de todo o treinamento que tinha passado, ainda não estava plenamente satisfeito. Sócrates então, lhe aconselha o seguinte:</p>



<blockquote class="wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow"><p><em>-Você está bem preparado, mas ainda está preso, Dan…<strong> Ainda está procurando</strong>. Que seja assim. Você procurará até se cansar completamente. Terá que se afastar por um tempo. Procure o que precisa e aprenda o que puder. Depois veremos. Nove ou dez anos devem ser o suficientes.</em></p></blockquote>



<p>Então, Dan sai em uma viagem e visita diversos países ao redor do mundo &#8211; Havaí, Japão, Hong Kong, Índia, e outros lugares onde acaba encontrando professores extraordinários, escolas de ioga, de artes marciais e de xamanismo. Teve muitas experiências e encontrou grande sabedoria, mas nenhuma paz duradoura. </p>



<p>A medida que suas viagens se aproximavam do fim e ficava mais desesperado &#8211; compelido em direção a um confronto final com as perguntas que não saiam de sua mente: O que é iluminação? Quando encontrarei paz?</p>



<p>Sócrates volta a iluminar o caminho de Dan quando ele começa a se sentir perdido, sem encontrar as respostas para as perguntas que o afligiam.</p>



<blockquote class="wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow"><p><em>-Acorde! Se você tivesse a certeza de que tem uma doença terminal.. se tivesse pouco tempo de vida.. você desperdiçaria uma parte preciosa dela! Estou lhe dizendo, Dan, <strong>você tem uma doença terminal: chama-se nascimento. Seja feliz agora, sem motivos, ou jamais será feliz de verdade</strong>.</em></p></blockquote>



<blockquote class="wp-block-quote is-style-large is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow"><p>&#8220;O tolo é feliz quando seus desejos são satisfeitos. <strong>Um guerreiro o é sem motivo nenhum</strong>. É isso que faz da felicidade a disciplina maior que tudo o que lhe ensinei. Felicidade não é algo que você sente, é o que você é&#8221;</p><cite>Sócrates</cite></blockquote>



<blockquote class="wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow"><p><em>&#8220;Dan, essa é sua tarefa final, e será para todo o sempre. Esteja no mundo com felicidade, sinta-se feliz, <strong>seja feliz sem motivo nenhum.</strong> Então você poderá amar e fazer o que deve ser feito&#8221;</em></p></blockquote>



<p>Já no final do livro, Sócrates leva Dan a uma caverna e explica sobre o mito da caverna de Platão:</p>



<blockquote class="wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow"><p><em>Essas sombras na caverna são uma imagem primordial de ilusão e realidade, de sofrimento e felicidade. Eis uma história antiga, popularização por Platão:</em></p><p>&#8220;<em>Era uma vez um povo que passou toda a vida na caverna das ilusões. Depois de várias gerações, acreditava-se que as sombras, projetadas nas paredes, eram a substância da realidade. Apenas os mitos e as histórias religiosas falavam de uma possibilidade mais auspiciosa. Obcecados pelas sombras, o povo acostumou-se a elas, tornando-se prisioneiro dessa realidade sombria&#8221; </em></p><p>&#8220;<em>No decorrer da história, Dan, surgiram abençoadas exceções entre os prisioneiros da caverna: aqueles que se cansaram do jogo das sombras, que duvidaram delas, que não se satisfazia mais com elas por mais alta que estivessem. Esses passaram a buscar a luz. Poucos afortunados encontraram um guia que os preparou e os levou para além de toda ilusão, para a luz do Sol.</em>&#8220;</p><p>&#8220;<em>Todos os povos do mundo, Dan, estão <strong>presos nas cavernas de suas próprias mentes</strong>. Os poucos guerreiros que veem a luz, que encontram a liberdade renunciando a tudo, podem rir por toda a eternidade.</em>&#8220;</p><cite>Sócrates</cite></blockquote>



<p><em>E foi naquela mesma caverna, junto com Sócrates, que Dan teve o reconhecimento de sua verdadeira natureza imperecível e eterna, ele finalmente cruza o portão do guerreiro, que esteve dentro dele este tempo todo.</em></p>



<blockquote class="wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow"><p><em>&#8220;O Dan Millman que viverá há muito tempo desaparecerá para sempre, num momento fugaz do tempo, mas eu não mudei durante os séculos. Agora eu era Eu, a Consciência que tudo observava, que era tudo. Todas as minhas partes separadas continuariam para sempre, em eterna mutação, sempre renovadas.</em></p><p><em>Agora eu percebia que o Ceifeiro Implacável, a morte que Dan Millman tanto temia, fora sua grande ilusão, um problema, nada além de um incidente divertido, <strong>quando a consciência estava esquecida de si mesma</strong>.&#8221;</em></p><p><strong><em>Enquanto Dan estava vivo, ele não cruzara o portão, não percebera a sua verdadeira natureza, viverá só em mortalidade e medo</em>.</strong></p><p><em>Não falei muito, mas a toda hora desarmava a rir, porque todas as vezes que olhava em torno &#8211; para o céu, para a terra, as árvores, os lagos e os riachos, compreendia que tudo isso era eu, que não existia separação de forma alguma</em>.</p><p><em>Eu havia perdido a minha mente e cairá no meu coração. O portão finalmente se abriria e eu entrará aos trambolhões, rindo, porque isso também era uma piada.<strong> Era um portão sem portão</strong>, outra ilusão, outra imagem que Sócrates tecera na trama de minha realidade, como me prometera a muito tempo.</em></p></blockquote>



<p>Não há necessidade de busca, a realização não leva a parte alguma. Não faz diferença, portanto, seja feliz agora!<strong> O amor é a única realidade do mundo, porque tudo é Um, sabe?</strong> E as únicas leis são o paradoxo, o senso de humor e a mudança. </p>



<p><strong>Não existe problema, nunca existiu e jamais existirá. Abandone a sua luta, livre-se da mente, jogue fora suas preocupações e relaxe no mundo</strong>. <strong>Não é preciso resistir a vida, basta fazer o melhor</strong>. Abra os olhos e veja que você é muito mais do que imagina. <strong>Você é o mundo, você é o universo, você é você e todo mundo também! Tudo é o maravilhoso jogo de Deus</strong>. Acorde, recupere o humor. Não se preocupe, apenas seja feliz. Você já é livre!</p>



<p>Sócrates, tendo cumprido sua missão de despertar Dan para sua verdadeira natureza diz para ele:</p>



<blockquote class="wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow"><p><em>-É meu diário… Registros da minha vida, desde que era jovem. Ele responderá a todas as perguntas que você não fez. Agora é seu, é um presente. Já lhe dei tudo o que posso. Agora depende de você. Meu trabalho terminou, mas você ainda tem muito a fazer (…) Você escreverá e ensinará. Levará uma vida normal, <strong>aprendendo a permanecer normal num mundo agitado, ao qual, de certa maneira, você não pertence mais. Continue normal e poderá ser útil aos outros</strong></em>.</p></blockquote>



<p>Porém, isso não era o fim de tudo. Mesmo depois que alguém realiza sua verdadeira natureza, a vida continua! Dan também percebe isso:</p>



<blockquote class="wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow"><p><em>Eu atravessara o Portão, vira o que havia para ver; perceberá, no alto de uma montanha, minha verdadeira natureza. No entanto, assim como o velho que carregava seu fardo e prosseguia em seu caminho, eu sabia que,<strong> embora tudo tivesse mudado, nada mudara.</strong></em></p><p><em>Eu ainda levava uma vida comum, com responsabilidades comuns. Teria que adaptar-se a uma vida feliz e útil num mundo que se ofendia com alguém que não se interessava por qualquer busca ou problema. Um homem excessivamente feliz, aprendi a irritar pessoas! Em muitas ocasiões, comecei a compreender e até mesmo invejar os monges que iam morar nas montanhas distantes.</em></p><p><em>Hoje ainda tenho a cabeça nas nuvens mas os meus pés estão firmemente plantados em solo firme. <strong>Essa imagem de equilíbrio representa o caminho do guerreiro pacífico &#8211; um caminho que abrange a carne e o espírito, o leste e o oeste, o masculino e o feminino, o interior e o exterior, a mente e o corpo, a escuridão e a luz, a coragem e o amor. Somos todos guerreiros pacíficos, o caminho cria o guerreiro</strong></em>.</p></blockquote>



<p>E assim termina esse incrível livro de Dan Millman! Recomendo muito a leitura desse livro! Ele é repleto de sabedoria e de lições valiosas que podem te auxiliar na sua jornada de autodescoberta! Que sejamos todos guerreiros pacíficos!</p>



<p>Ainda farei outras resenhas de outros livros que o mesmo autor escreveu da saga &#8220;O caminho do guerreiro pacífico&#8221;, então fique ligado no site! Abraços!</p>


<div class="wp-block-image">
<figure class="aligncenter size-full"><a href="https://revolucaointerior.com/2022/04/18/revolucao-interior-um-guia-para-a-cura-e-maestria-emocional/" target="_blank" rel="noreferrer noopener"><img loading="lazy" decoding="async" width="700" height="360" src="https://revolucaointerior.com/wp-content/uploads/2022/07/Revolucao-interior-1.png" rel="gallery" class="fancybox"  alt="" class="wp-image-6342" srcset="https://revolucaointerior.com/wp-content/uploads/2022/07/Revolucao-interior-1.png 700w, https://revolucaointerior.com/wp-content/uploads/2022/07/Revolucao-interior-1-300x154.png 300w" sizes="(max-width: 700px) 100vw, 700px" /></a></figure>
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