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	<title>Autoconhecimento &#8211; Revolução Interior</title>
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	<description>Autoconhecimento e Expansão de Consciência</description>
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	<title>Autoconhecimento &#8211; Revolução Interior</title>
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	<item>
		<title>O Orgulho é a Raíz de Todos os Vícios &#124; Cristianismo Puro e Simples (C.S Lewis)</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Davi Klein]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 25 Mar 2026 02:19:07 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Autoconhecimento]]></category>
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					<description><![CDATA[No livro &#8220;Cristianismo puro e simples&#8221; de C.S Lewis, o autor explica em um dos capítulos sobre o problema do orgulho, que é considerado pelos mestres cristãos como a raiz de todos os vícios/males. Já no livro de Monsenhor Ascanio Brandão chamado &#8220;A humildade&#8221;, é explicado sobre como a virtude é a raiz de todas [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p class="wp-block-paragraph">No livro <em>&#8220;Cristianismo puro e simples&#8221; </em>de C.S Lewis, o autor explica em um dos capítulos sobre o problema do orgulho, que é considerado pelos mestres cristãos como a raiz de todos os vícios/males. </p>



<p class="wp-block-paragraph">Já no livro de Monsenhor Ascanio Brandão chamado <em>&#8220;A humildade&#8221;,</em> é explicado sobre como a virtude é a raiz de todas as virtudes, sendo ela a virtude oposta ao orgulho (e explica a forma de como podemos eliminar o orgulho de nossas vidas).</p>



<figure class="wp-block-embed is-type-video is-provider-youtube wp-block-embed-youtube wp-embed-aspect-16-9 wp-has-aspect-ratio"><div class="wp-block-embed__wrapper">
<div class="video_embed clearfix"><div class="video_embed clearfix"><iframe title="A Humildade é o Edifício de Toda a Vida Espiritual (e o orgulho é a raíz dos males)" width="500" height="281" src="https://www.youtube.com/embed/ns9DIGQzL64?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe></div></div>
</div></figure>



<p class="wp-block-paragraph">C.S Lewis comenta a respeito do orgulho o seguinte:</p>



<blockquote class="wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow">
<p class="wp-block-paragraph"><em>&#8220;Há um vício do qual ninguém no mundo está livre. Não há defeito que torne uma pessoa menos popular e nenhum do qual tenhamos menos consciência do que esse vício. E quanto mais o temos, mais o detestamos no outro. O vício a que me refiro é o ORGULHO ou a PRESUNÇÃO e a virtude oposta a ele, na moral cristã, é chamada de HUMILDADE.&#8221;</em></p>
<cite>CS LEWIS</cite></blockquote>



<p class="wp-block-paragraph">Ele continua comentando:</p>



<p class="wp-block-paragraph"><em>&#8220;De acordo com os mestres cristãos, o pecado capital, o mal supremo, é o<strong> ORGULHO.&nbsp;</strong> A falta de castidade, a raiva, a avareza, a bebedice e tudo o mais são meras fichinhas com comparação: foi pelo Orgulho que o diabo se tornou o diabo; o Orgulho leva a todos os outros vícios, trata-se do estado de mente completamente contrário a Deus.&#8221;</em></p>



<p class="wp-block-paragraph">Para você descobrir o quanto é orgulhoso, a forma mais fácil de fazê-lo é se perguntar: <em><strong>“Quanto eu detesto quando outras pessoas me inferiorizam ou se recusam a me dar atenção, ou dão palpite, ou são condescendentes comigo, ou são exibidas?”</strong></em></p>



<blockquote class="wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow">
<p class="wp-block-paragraph">&#8220;<em>A questão é que o orgulho de cada pessoa está concorrendo com o orgulho de todos os demais. É porque eu quis ser o destaque da festa que estou tão chateado que outra pessoa o tenha sido. O que essa frase evidencia é que o orgulho é essencialmente <strong>competitivo</strong>, e o é por natureza. O Orgulho não tem prazer em ter algo, mas apenas em ter mais do que o próximo. <strong>É a comparação que faz uma pessoa orgulhosa: o prazer de estar acima dos demais.</strong> Uma vez que o elemento de competição tenha sido eliminado, o Orgulho também o será; por essa razão que sustento que o Orgulho é <strong>essencialmente competitivo</strong>, mas de uma forma que os outros vícios não são.</em>&#8220;</p>
<cite>CS LEWIS</cite></blockquote>



<p class="wp-block-paragraph">CS LEWIS continua dizendo que:</p>



<p class="wp-block-paragraph"><em>&#8220;Quase todos aqueles males do mundo que às pessoas atribuem a cobiça e ao egocentrismo são, na verdade, muito mais resultado do <strong>Orgulho.</strong> O orgulho sempre significa inimizade, ele é a <strong>inimizade em pessoa</strong>. E não apenas inimizade entre pessoas, mas inimizade para com Deus. Em Deus, você se depara contra algo que é incomensuravelmente superior. A menos que você conheça bem a Deus e, por isso, saiba que não é nada em comparação com Ele, não o conhece de jeito nenhum. <strong>Enquanto você for orgulhoso, não poderá conhecer a Deus. </strong>Uma pessoa orgulhosa está sempre desdenhando coisas e pessoas, e, é claro, se você fica olhando de cima para baixo, não poderá olhar para nada que esteja acima de você.&#8221;</em></p>



<p class="wp-block-paragraph">E ele termina dizendo que: <em>&#8220;Se alguém quer adquirir humildade, penso que poderia lhe dizer qual é o primeiro passo: <strong>reconhecer o próprio orgulho.</strong> Trata-se de um passo bem grande, aliás. E nada poderá ser feito antes disso. Se você pensa que não está sendo prepotente, está, na verdade, sendo prepotente demais.</em> </p>



<h2 class="wp-block-heading">Vivemos na geração do orgulho e do amor próprio</h2>



<p class="wp-block-paragraph">Os trechos abaixo são da obra do Luis Henrique Carmelo chamada <em>&#8220;Torna-te o que és&#8221;:</em></p>



<p class="wp-block-paragraph">Vivemos nessa época de discursos baratos sobre autocuidado, autoestima, que distorcem a noção daquilo que é a pessoa humana e o caminho para a sua verdadeira realização.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A confusão que presenciamos hoje está em pensarmos que uma pessoa que tem amor próprio é aquela que vive num movimento continuo de autobajulação, de “automimo”, de satisfação dos prazeres, experimentando tantos hobbies e divertimentos quanto se possa suportar, deve-se ainda, fazer pouco caso dos outros e não se responsabilizar por ninguém. Isso para muitos soa como liberdade e amor, mas na verdade não passa de um caminho de despersonalização, com ações libertinas e irresponsáveis. Deixando de amar, servir e se entregar ao mundo no fiel cumprimento dos seus deveres, logo estarão cheias de vazio e odiando-se a si mesmas.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Este olhar muito atento e preocupado consigo mesmo acaba por revelar às tendências egocêntricas, neuróticas e narcisistas e autorreferentes. Com frequencia, passamos a conceber os outros como meros meios para obtenção de nossos prazeres e o mundo como um espaço para satisfazer às nossas necessidades basilares. Tornam-se pessoas mesquinhas, ensimesmadas, dinheiristas, hedonistas, doentes, sim, doentes, pois <strong>aquilo que frustra nossa dinâmica própria nos adoece!</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">A dinâmica própria do ser humano, aquilo que é específico do ser humano (que não se encontra em nenhum outro animal) é a sua capacidade de<strong> autotranscendencia</strong>, que se expressa nessa capacidade do homem <strong>elevar-se, de ir além de si, de sair de si.</strong> A essência do ser humano se revela quando ele vai além de si mesmo. <strong>Significa dirigir-se para algo além de si, algo que não seja o próprio eu.</strong> A essência da existência humana está radicada na sua autotranscendência:<em>&#8220;A existência humana não é autêntica se não for vivida em termos de autotranscendência&#8221; </em> Frankl</p>



<p class="wp-block-paragraph"><em>“Ser homem significa, de per si e sempre, dirigir-se e ordenar-se a algo ou alguém, entregar-se o homem a uma obra a que se dedica, a um homem que ama, ou a Deus a quem serve” Frankl&nbsp;</em></p>



<p class="wp-block-paragraph">A autotranscendência arranca o homem de&nbsp;uma vida <strong>meramente impulsiva e fechada</strong>, uma vida vivida somente em<strong> função de si mesma.</strong> Quando falta ao homem a capacidadade de sair de si mesmo e ele se fecha de maneira egoísta nas próprias necessidades, quando ele se coloca como o centro do universo ou até mesmo de sua própria existência, buscando apenas seus interesses, sem um mínimo movimento de abertura, é possível afirmar que a existência está declinando, assumindo um lugar mais baixo no podium dos seres viventes.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Este é um amor-próprio autodestrutivo, um amor de si contra si, um amor <em>filaucia</em>, como diriam os gregos. Você, erroneamente, se ama tanto, se poupa tanto, que acabará por se destruir por completo. A filáucia é a origem de todas às desordens, de todos os vícios capitais. O amor verdadeiro está na oferta genuína e responsável que fazemos de nós mesmos.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Neste caminho se faz necessário um descuidar de si mesmo para então concentrar os pensamentos no <strong>além de si</strong>. Mas esse esquecimento não é algo que aponta para um desleixo, um abandono irresponsável de si mesmo.&nbsp; Iso em nada está em desacordo com aquilo que poderiamos chamar de um amor próprio &#8211; no sentido mais exata e profundo do termo, pois sou tão mais responsavel, cuidadoso e amoroso comigo próprio quanto mais eu vivo endereçado a verdade e agindo de modo humano. Isso posto, podemos dizer que amar-se é, em ultima instância, <strong>entregar-se.</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong><em>“Só na medida em que nos entregamos, nos sacrificamos e nos abandonamos ao mundo e aos deveres e exigências que a partir dele se introduzem em nossa vida, só na medida em que nos importa o mundo externo e os objetos, porém não nós mesmos ou nossas próprias necessidades, só na medida em que cumprimos com nossas obrigações e exigências e realizamos sentidos e valores, nesta medida realizamos a nós mesmos” &#8211; VIktor Frankl</em></strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Por isso, o ser humano <em>“só chega a se realizar quando se esquece e se supera a si mesmo” Frankl</em></p>



<p class="wp-block-paragraph">&#8220;<em>Em tudo o que fiz, mostrei a vocês que mediante trabalho árduo devemos ajudar os fracos, lembrando as palavras do próprio Senhor Jesus, que disse: &#8216;Há maior felicidade em dar do que em receber</em>&#8221; Atos 20:35</p>



<p class="wp-block-paragraph">&#8220;<em>Cada um cuide, não somente dos seus interesses, mas também dos interesses dos outros.</em>&#8221; Filipenses 2:4</p>



<h2 class="wp-block-heading">A Humildade</h2>



<p class="wp-block-paragraph"><em>― Dois homens subiram ao templo para orar; um era fariseu, e o outro era publicano. O fariseu, em pé, orava no íntimo: “Deus, eu te agradeço porque não sou como os outros homens — ladrões, injustos, adúlteros — nem mesmo como este publicano. Jejuo duas vezes por semana e dou o dízimo de tudo quanto ganho”. ― O publicano, porém, ficou a distância. Ele nem sequer ousava olhar para o céu, mas, batendo no peito, dizia: “Deus, tem misericórdia de mim, que sou pecador!”. ― Eu digo que este homem, não o outro, foi para casa justificado diante de Deus. Pois todo aquele que se exalta será humilhado, e todo aquele que se humilha será exaltado &#8211; Lc 18:10</em><br></p>



<p class="wp-block-paragraph">De acordo com Santo Agostinho, <em>&#8220;a humildade é o desprezo de si até o amor a Deus, enquanto o orgulho é o amor de si mesmo até o desprezo de Deus&#8221;</em></p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong><em>“A humildade é o tesouro de nossa vida espiritual, tudo nos vem com ela e sem ela nada alcançamos de Deus”</em></strong> &#8211; Monsenhor Ascanio Brandão </p>



<blockquote class="wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow">
<p class="wp-block-paragraph">&#8220;<em>Sempre que nossa vida religiosa está nos fazendo pensar que somos bonsm acima de tudo, que somos melhores do que os outros, certamente estamos sendo influenciados não por Deus, mas pelo diabo. A prova real de que você está na presença de Deus é que você ou esquece completamente de si ou se vê como um objeto pequeno e sujo. O melhor é esquecer completamente de si.</em>&#8220;</p>
<cite>CS LEWIS</cite></blockquote>



<p class="wp-block-paragraph">Santa Teresa no diz que “<strong><em>A humildade é a verdade” </em></strong>&#8211; Por que? Pois ela é um ato da inteligência e da vontade: a inteligência que nos faz reconhecer a nossa miséria e pequenez, reconhecendo a grandeza de Deus e a vontade que se abate e&nbsp;humilha.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Os santos conhecem mais a Deus, por isso são mais humildes. De fato, o conhecimento de Deus nos deixaria mais orgulhosos ou mais humildes? <strong>O orgulho é fruto de nossa ignorância a respeito do que é Deus, do que somos e do que podemos.&nbsp;</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Haverá maior realidade do que o nosso nada e nossa miséria? Para compreender a humildade basta abrir os olhos e ver a realidade, ver às coisas como elas são, sem ilusões ou fantasias.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Ser humilde é ser verdadeiro. Reconhecer e confessar a nossa miséria, nosso nada. Mais ainda, aceitar essa condição miserável.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">A humildade é o conhecimento de si mesmo sem às llusões do amor próprio, uma luz que faz o homem se conhecer e conhecer melhor a Deus.&nbsp;A humildade é uma virtude sobrenatural que, pelo conhecimento que nos dá de nós mesmos, nos inclina a nos estimarmos em nosso justo valor e a buscarmos o abatimento e o desprezo.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong><em>“SENHOR, QUE EU ME CONHEÇA E QUE EU VOS CONHEÇA” </em></strong>&#8211; SANTO AGOSTINHO</p>



<p class="wp-block-paragraph">Santo Agostinho rezava a seguinte oração: </p>



<blockquote class="wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow">
<p class="wp-block-paragraph"><em>Noverim me, nouerim te!, diz Santo Agostinho: — Que eu me conheça, ó Senhor, e que eu Vos conheça!</em></p>



<p class="wp-block-paragraph"><em>Noverim me ut despiciam me! – Que eu me conheça para que me despreze!</em></p>



<p class="wp-block-paragraph"><em>Noverim Te ut amem Te! – Que eu Vos conheça, para que Vos ame!</em></p>
</blockquote>



<p class="wp-block-paragraph">Quando a alma, esclarecida de sua condição, pode dizer ao Senhor: <em><strong>“Nada sou, nada tenho e nada posso. Só tenho de próprio a miséria e o pecado, o nada. Na ordem sobrenatural e natural nada tenho e tudo recebi de Vós”</strong></em></p>



<p class="wp-block-paragraph">Nosso Senhor apareceu a Santa Catarina de Sena e lhe disse:<strong><em> “-Sabe minha filha o que és e ou que Eu Sou? Se aprenderes bem estas duas coisas será bem aventurada. Tu és a que não és, e eu sou Aquele que sou”</em></strong></p>



<p class="wp-block-paragraph"><em><strong>“A alma verdadeiramente humilde é a que reconhece o que eu posso e o que ela não pode” </strong></em>Jesus revela a Santa Teresa</p>



<p class="wp-block-paragraph">Os santos foram humildes porque viviam da verdade, esta verdade que choca o nosso tremendo orgulho: Somos nada, somos miseráveis, nada somos, nada temos e nada podemos. </p>



<p class="wp-block-paragraph">A humildade é necessária para se chegar a perfeição, sendo a perfeição a Caridade, o amor divino.<strong> Deus não concede o seu amor divino aos orgulhosos, por isso a humildade é fundamento, o alicerce e condição de toda a perfeição Cristã.&nbsp;</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph"><em><strong>“Quereis elevar bem alto o edifício da perfeição? Pensai antes de mais nada em cavar bem fundo os alicerces da humildade” &#8211; </strong></em>Santo Agostinho</p>



<p class="wp-block-paragraph"><em><strong>“A primeira virtude dos cristãos é a humildade” </strong></em>Afirma São Jerônimo</p>



<p class="wp-block-paragraph"><em><strong>“Deus resiste aos soberbos, mas dá graça aos humildes&#8221;</strong></em> Tiago 4:6</p>



<p class="wp-block-paragraph">“<em><strong>A humildade é companheira da caridade e a caridade da humildade. E ambas destroem o orgulho”</strong></em> &#8211; São Prospero</p>



<p class="wp-block-paragraph"><em><strong>“Para obter o amor divino, só há um meio: humilhar-se”</strong></em> Santa Madalena de Pazzi</p>



<p class="wp-block-paragraph"><em>“O homem chega a humildade por dois meios: em primeiro lugar e antes de tudo pela graça e em segundo lugar pelos esforços constantes que faz para reprimir os defeitos exteriores contrários a humildade e extirpá-los. E depois, cortar a raíz oculta do orgulho. “ SANTO TOMÁS</em></p>



<p class="wp-block-paragraph">Para adquirir humildade é preciso orar e orar muito. Pedir a Deus a Graça de Humildade. <em><strong>“Meu Deus! Que eu Vos conheça e me conheça. Senhor! Fazei-me bem humilde, bem pequenino, livrai-me das ilusões perigosas do meu amor próprio.”&nbsp;</strong></em></p>



<p class="wp-block-paragraph">Precisamos ser como crianças, como é dito nos Evangelhos. Nada mata o amor próprio como o espírito de criança. Todos queremos ser grandes, ninguém se conforma com a sua pequenez, com suas misérias e fraquezas, poucos aprendem aquela ciência de se gloriar de suas própria enfermidades. Como Santa Teresa diz, para se aproximar de Jesus, <strong>precisamos ser bem pequeninos</strong>. O Reino dos Céus é dos <strong>pequeninos e dos humildes de coração.</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Evitar a humildade falsa que se humilha para receber elogios. A humildade tem que ser discreta e singela. Evitar falar bem de si mesmo, Ser reservado nas palavras, gestos e atitudes. Não querer parecer mais do que somos. Evitar os ares de gente grande ou rica, atitudes de piedade exagerada e de singularidade. Procurar ser bem comum, bem como toda gente.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A São Franciso de Borja perguntou um homem o que ele deveria fazer para se santificar. O Santo lhe respondeu: “<em>Meu amigo, pense todo dia na sua miséria e se humilhe perante a Deus. Ver-se miserável e recorrer a sua misericórdia”</em><br></p>
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			</item>
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		<title>Como o Amor Próprio Desordenado Está Destruindo a Sua Vida (O Vício da Filáucia)</title>
		<link>https://revolucaointerior.com/2026/02/08/como-o-amor-proprio-desordenado-esta-destruindo-a-sua-vida-filaucia/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Davi Klein]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 08 Feb 2026 18:55:30 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Autoconhecimento]]></category>
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					<description><![CDATA[“A pessoa que é capaz de buscar algo além de si não vive só em busca de si mesma.” Luis Enrique Carmelo&#160; “Na verdade, o excessivo amor de si é em cada homem a fonte de todas as ofensas” &#8211; Platão “O excessivo amor a si próprio leva o homem a idolatrar-se em seu próprio [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p class="wp-block-paragraph"><em>“A pessoa que é capaz de buscar algo além de si não vive só em busca de si mesma.” Luis Enrique Carmelo&nbsp;</em></p>



<p class="wp-block-paragraph"><em>“Na verdade, o excessivo amor de si é em cada homem a fonte de todas as ofensas”</em> &#8211; Platão</p>



<p class="wp-block-paragraph"><em>“O excessivo amor a si próprio leva o homem a idolatrar-se em seu próprio coração e o impede de amar a Deus e ao seu próximo, induzindo-o a transgredir os dois primeiros grandes mandamentos que abarcam toda a vontade do eterno Deus”</em> &#8211; Louis Francescon</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>OBS: A ideias e o conteúdo desse post veio do livro &#8220;Torna-te o que és&#8221; do Luis Enrique Carmelo&#8221;</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Vivemos nessa época de discursos baratos sobre autocuidado, autoestima, que distorcem a noção daquilo que é a pessoa humana e o caminho para a sua verdadeira realização.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O ser humano tem uma capacidade específica, que faz parte do seu próprio modo de ser, a autotranscendência, a capacidade do ser humano de ir além de si mesmo (esquecer de si mesmo) e ir em direção (se entregar) a <strong>algo</strong> ou <strong>alguém.&nbsp;</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Um dos aspectos dessa autotranscêndencia é justamente essa <strong>abertura </strong>para o mundo. Frankl diz que estamos em <em>&#8220;um mundo denso de outros seres a encontrar e de significados a realizar&#8221; </em></p>



<p class="wp-block-paragraph">A natureza humana permanecera ininteligível enquanto se reduzir tudo do comportamento do homem a mera <strong>operação instintiva e pulsional,</strong> como um ser que busca apenas satisfazer às suas necessidades e instintos.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">O que é específico do homem é a capacidade de <strong>autotranscendencia,</strong> que se expressa nessa capacidade do homem elevar-se, de ir além de si, de sair de si. A essência do ser humano se revela quando ele vai além de si mesmo. Significa dirigir-se para algo além de si, algo que não seja o próprio eu. A essência da existência humana está radicada na sua autotranscendência:<em> &#8220;A existência humana não é autêntica se não for vivida em termos de autotranscendência&#8221; </em> Frankl</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Liberdade da vontade </strong>&#8211; a pessoa é livre para dar forma ao seu próprio caráter, sendo responsável pelo que faz de si mesma (&#8230;) É a capacidade de posicionar-se dessa maneira que faz de nós seres humanos.&nbsp; Não somos seres determinados e dirigidos por impulsos e estímulos, somos capazes de responder, somos seres responsáveis, um ser capaz de decidir e se posicionar em frente a tais estímulos.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Ser humano concebido como um ser que decide, um ser que responde (ele não é impelido pelo id e nem pelo superego). O ser humano não é um ser robotico, automato, um fantoche que simplesmente reage a impulsos internos e externos. Ele é um ser “decididor”, capaz de se posicionar frente aos seus condicionantes e determinismos.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph"><em>“Ser homem significa, de per si e sempre, dirigir-se e ordenar-se a algo ou alguém, entregar-se o homem a uma obra a que se dedica, a um homem que ama, ou a Deus a quem serve” Frankl&nbsp;</em></p>



<p class="wp-block-paragraph">Por isso, o ser humano<em> “só chega a se realizar quando se esquece e se supera a si mesmo” Frankl</em></p>



<p class="wp-block-paragraph">A autotranscendência arranca o homem de&nbsp;uma vida meramente impulsiva e fechada, uma vida vivida somente em função de si mesma. Quando falta ao homem a capacidadade de sair de si mesmo e ele se fecha de maneira egoísta nas próprias necessidades, quando ele se coloca como o centro do universo ou até mesmo de sua própria existência, buscando apenas seus interesses, sem um mínimo movimento de abertura, é possível afirmar que a existência está declinando, assumindo um lugar mais baixo no podium dos seres viventes.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O egoísmo é um movimento do psiquismo que invade impulsivamente a alma, solicitando que ela se curve diante da busca de si mesma. Essas buscas desordenadas de si afastam o ser humano daquilo que é essencial para uma vida saudável, sã e santa, rebaixando-a a um nível sub-humano, assemelhando-se a um animal irracional.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><em>“Somente na medida em que alguém vivencia essa autotranscendência da existência humana, essa pessoa se torna verdadeiramente humana e se torna o seu verdadeiro eu. Ela se torna assim não por se preocupar com a sua própria autorrealização, mas por se esquecer de si mesma e se doar, por se desapegar de si mesma e se voltar para o exterior.” Viktor Frankl</em></p>



<p class="wp-block-paragraph">Frankl ao falar desta dinâmica própria da pessoa humana, a autotranscendência, utiliza a analogia do olho. Para que foi feito o olho? A que se presta? Para ver a realidade, para enxergar o mundo, para captar aquilo que está fora, para além dele próprio. Certo? Pois bem, e se porventura nosso olho deixa de ver a realidade, o mundo lá fora, e passa a ver a si próprio? Neste caso, afirma Frankl, a pessoa está enferma, e possivelmente está com um glaucoma ou uma catarata. Ver algo de si não é próprio deste órgão,não é o estado saudavel dos nossos olhos. Deste mesmo modo podemos conceber a pessoa humana: ela não foi feita para si mesma, ela se experimenta neste mundo como uma espécie de dom, algo que deve ser ofertado. E mais, ela só é capaz de dar conta de si mesma e caminhar por esta via do desenvolvimento humano quando compreende que ela é este ser de abertura que busca lá fora, no mundo e nas outras pessoas, às respostas e o sentido que não residem nela mesma.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Visto que é no mundo que os valores são encontrados, um excesso de autoanálise e autoobservação atrofiar a capacidade do ser humano de autotranscendência.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Frankl também utiliza a analogia do avião para ilustrar a natureza do ser humano e como ela se distingue dos outros animais. Um avião, assim como um outro veiculo qualquer, pode se deslocar pela pista. Porém, o avião só ira revelar a sua natureza, sua excelência, ele só ira se realizar quando alçar voo, decolando e indo para os ares.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph"><em>“Se quero me tornar o que posso, então preciso fazer o que devo. Se quero me tornar eu mesmo, então preciso realizar tarefas e exigências concretas e pessoais. Se o homem quer chegar ao seu próprio ser, se ele quer chegar a si mesmo, então o caminho passa pelo mundo”</em></p>



<p class="wp-block-paragraph">Kierkegaard, buscando alertar-nos para esta realidade ira dizer, utilizando-se de uma simples metáfora, que é como se a felicidade que tanto buscamos estivesse numa maravilhosa sala onde, evidentemente, desejamos entrar. Porém, muitos tentam abrir a porta desta sala para dentro, puxando a maçaneta para si, e, quanto mais força fazem e quanto mais tentam abri-la, tanto mais se frustram e fecham, pois esta porta se abre para fora. A experiência cotidiana nos revela exatamente isso, pois de algum modo sabemos que a procura de si mesmo traz a perda de si mesmo, e a realização de si, tão cobiçada e desejada por todos nós, só surge quando estamos dispostos a perder, abrir mão, entregando-nos a algo ou alguém, de modo livre e autêntico.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Este olhar muito atento e preocupado consigo mesmo acaba por revelar às tendências egocêntricas, neuróticas e narcisistas e autorreferentes. Com frequencia, passamos a conceber os outros como meros meios para obtenção de nossos prazeres e o mundo como um espaço para satisfazer às nossas necessidades basilares. Tornam-se pessoas mesquinhas, ensimesmadas, dinheiristas, hedonistas, doentes, sim, doentes, pois <strong>aquilo que frustra nossa dinâmica própria nos adoece!</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Neste caminho se faz necessário um descuidar de si mesmo para então concentrar os pensamentos no <strong>além de si</strong>. Mas esse esquecimento não é algo que aponta para um desleixo, um abandono irresponsável de si mesmo.&nbsp; Iso em nada está em desacordo com aquilo que poderiamos chamar de um amor próprio &#8211; no sentido mais exata e profundo do termo, pois sou tão mais responsavel, cuidadoso e amoroso comigo próprio quanto mais eu vivo endereçado a verdade e agindo de modo humano. Isso posto, podemos dizer que amar-se é, em ultima instância, <strong>entregar-se.</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">A confusão que presenciamos hoje está em pensarmos que uma pessoa que tem amor próprio é aquela que vive num movimento continuo de autobajulação, de “automimo”, de satisfação dos prazeres, experimentando tantos hobbies e divertimentos quanto se possa suportar, deve-se ainda, fazer pouco caso dos outros e não se responsabilizar por ninguém. Isso para muitos soa como liberdade e amor, mas na verdade não passa de um caminho de despersonalização, com ações libertinas e irresponsáveis. Deixando de amar, servir e se entregar ao mundo no fiel cumprimento dos seus deveres, logo estarão cheias de vazio e odiando-se a si mesmas.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Somos levados a crer que tudo seria melhor se vivessemos mais solitários, se pensassemos mais em nós, se não dessemos tanto espaço aos outros em nossas vidas. É evidente que há pessoas que entram em relacionamentos abusivos e sofrem às consequências de viver uma vida inautentica porque permitiram que os outros passassem a decidir por elas e a viver sua vida. É claro que devemos saber quando, de que modo e quem são aqueles que devemos servir. Autotranscendência não é sinonimo de abuso ou irresponsabilidade, mas é antes aquilo que nos eleva, que nos promove e que deveria ser o nosso modo habitual de agir.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Este é um amor autodestrutivo, um amor de si contra si, um amor filaucia, como diriam os gregos. Você, erroneamente, se ama tanto, se poupa tanto, que acabará por se destruir por completo. A filáucia é a origem de todas às desordens, de todos os vícios capitais. O amor verdadeiro está na oferta genuínca e responsável que fazemos de nós mesmos.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong><em>“Só na medida em que nos entregamos, nos sacrificamos e nos abandonamos ao mundo e aos deveres e exigências que a partir dele se introduzem em nossa vida, só na medida em que nos importa o mundo externo e os objetos, porém não nós mesmos ou nossas próprias necessidades, só na medida em que cumprimos com nossas obrigações e exigências e realizamos sentidos e valores, nesta medida realizamos a nós mesmos” &#8211; VIktor Frankl</em></strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Agir de maneira autotranscendente nos coloca na direção de realizações e de pessoas a quem podemos dedicar cuidado, atenção, gestos de carinho e solidariedade. Existem movimentos existenciais que nos dirigem as necessidades dos outros, que nos impelem a entregar, através de nossas competencias e habilidades, generosidade ao mundo. Tais “movimentos existenciais” são provenientes de uma noodinâmica, uma força que gera em nós a capacidade de renunciar (a nós mesmos) para nos dedicar a algo ou alguém, para servir e abrir mão da necessidade de ser servido, para amar e abrir mão da necessidade de ser amado, para oferecer sem esperar nada em troca.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>“Aquilo que tenho chamado de autotranscendência da vida está indicando o fato fundamental que “ser homem significa estar em relação com alguma coisa ou com alguém diferente de si, seja isso um significado a ser realizado ou outros seres humanos a encontrar. E a existência vacila e desmorona se não for vivida essa qualidade de autotranscendência” &#8211; Viktor Frankl</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Ao fim e cabo, o que todos nós precisamos é nos colocar neste mundo como aqueles dispostos a servir, a multiplicar nossos talentos, a gerar riqueza, a se deixar amar e amar de volta, a se deixar impactar pela beleza desse mundo e promover a beleza, a fazer uma experiencia com a verdade e transmití-la, em suma, nunca nos contentando apenas em receber, mas sempre dispostos a dar (não simplesmenet dando algo, mas dando a si mesmo em tudo o que fizer).&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">&#8220;<em>Cada um cuide, não somente dos seus interesses, mas também dos interesses dos outros.</em>&#8221; Filipenses 2:4</p>



<p class="wp-block-paragraph">&#8220;<em>Em tudo o que fiz, mostrei a vocês que mediante trabalho árduo devemos ajudar os fracos, lembrando as palavras do próprio Senhor Jesus, que disse: &#8216;Há maior felicidade em dar do que em receber</em>&#8221; Atos 20:35</p>
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		<title>Sobre o Vazio Existencial e a Falta de Sentido (Viktor Frankl)</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Davi Klein]]></dc:creator>
		<pubDate>Sat, 31 Jan 2026 18:37:22 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Autoconhecimento]]></category>
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					<description><![CDATA[“Chamamos de frustração existencial &#8211; de não realização da vontade de sentido, o sentimento de vazio existencial, o sentimento de uma existência sem objetivo e conteúdo”.&#160;Viktor Frankl Os textos desse post foram retirados do livros &#8220;Torna-te o que és&#8221; e &#8220;O homem e a busca de sentido: Um guia para entender Viktor Frankl&#8221; do autor [&#8230;]]]></description>
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<p class="wp-block-paragraph"><em>“Chamamos de frustração existencial &#8211; de não realização da vontade de sentido, o sentimento de vazio existencial, o sentimento de uma existência sem objetivo e conteúdo”.&nbsp;</em>Viktor Frankl</p>



<figure class="wp-block-embed is-type-video is-provider-youtube wp-block-embed-youtube wp-embed-aspect-16-9 wp-has-aspect-ratio"><div class="wp-block-embed__wrapper">
<div class="video_embed clearfix"><div class="video_embed clearfix"><iframe title="Vazio Existencial, a Doença da Modernidade (e Como Superá-lo)" width="500" height="281" src="https://www.youtube.com/embed/wHEMnzYeYB0?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe></div></div>
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<p class="wp-block-paragraph">Os textos desse post foram retirados do livros <em>&#8220;Torna-te o que és&#8221;</em> e <em>&#8220;O homem e a busca de sentido: Um guia para entender Viktor Frankl&#8221;</em> do autor Luis Enrique Paulino Carmelo. Recomendo muito a leitura e aquisição dessas obras para melhor compreensão do pensamento de Viktor Frankl.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Viktor Frankl nos mostrou que existem sofrimentos que não nascem de traumas e conflitos. Eles se manifestam como um cansaço da alma, um sensação de vazio, um tipo de dor que não é psicologica, mas <strong>existencial.</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Frankl identificou um fenômeno típico da modernidade: o <strong>vazio existencial</strong> (frustração existencial). Trata-se de uma sensação de tédio profundo, apatia, falta de direção e perda de significado. </p>



<p class="wp-block-paragraph">No livro <em>&#8220;Torna-te o que és</em>&#8220;, do Luis Enrique Paulino Carmelo, o autor comenta sobre uma das causas do vazio existencial que ocorre na atualidade, o desaparecimento das <strong>grandes tradições</strong>: </p>



<p class="wp-block-paragraph"><em>&#8220;Frankl é cirurgico ao dizer que o homem, na modernidade, não conta mais com uma forte presença das tradições como outrora, bem como não conta com instintos tal como os animais. O instinto, no animal, diz a ele exatamente o que deve ser feito, o animal está ligado ao mundo, ele não pode fazer outra coisa senão aquilo que o seu instinto lhe aponta. Além do mais, diferentemente de outros momentos, o homem atual também não conta com uma presença forte das grandes tradições que lhe diziam o que deveria fazer. Neste momento, dois &#8220;atalhos&#8221; podem surgir no horizonte de visão do indivíduo: ou se configura a massa, fazendo o que todos fazem, ou elege um guru ou tirano que vai lhe impor algo a ser feito. Temos, assim, respectivamente, o fenômeno da massificação e do totalitarismo, advindos destas atitudes coletivista e fanatica do homem hodierno. Não sabendo o que deve ou deveria, o homem já não sabe tampouco o que quer, e passa a julgar por bem a fazer o que todos fazem, ou seguir um tirnano que lhe impõe o que fazer&#8221;</em></p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Hoje acontece que o homem não se mostra capaz de dotar sua vida de um sentido</strong>. Ele está existencialmente frustrado. </p>



<p class="wp-block-paragraph">O <strong>tédio</strong> e a <strong>indiferença</strong> seriam às duas formas de manifestação do vazio existencial: <em>“Nesse contexto, enquanto o tédio significa uma perda de interesse, interesse pelo mundo, a indiferença designa uma falta de iniciativa, a falta de iniciativa de transformar algo no mundo e de melhorar algo.&#8221;</em></p>



<p class="wp-block-paragraph">Schopenhauer ensinou que o homem oscila entre dois extremos, a necessidade e o tédio, e hoje o pêndulo está na segunda extremidade. Na sociedade afluente, há muito dinheiro, mas não há um <strong>objetivo de vida. </strong>As pessoas têm de que viver, não <strong>para que viver.</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph"><em>“Na realidade das sociedades de abundância, às pessoas tendem a sofrer mais pela ausência de demadas do que pelo excesso delas. Essa sociedade de fartura exige de menos, de modo que às pessoas sejam cada vez mais poupadas de tensão”.</em>&nbsp; <strong>Os indivíduos, assim, veem-se cada vez mais poupados de um mínimo saudável de tensão, de desafios pessoais na construção de sua vida.</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Todos nós precisamos dessa tensão entre nosso <strong>ser</strong> (quem eu sou hoje) e nosso <strong>dever-ser</strong> (quem devo me tornar), na certeza de que aquilo que sou hoje precisa passar por atualizações a fim de que eu me torne aquilo que devo.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Segundo Frankl, o ser humano precisa de&nbsp;<strong>luta e esforço por um objetivo valioso</strong> e não de um estado livre de tensões.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Frankl considerava um &#8220;equívoco perigoso&#8221; acreditar que o ser humano precisa, acima de tudo, de equilíbrio ou de um estado livre de tensões (homeostase). Ele argumentava que buscar apenas conforto e redução de tensão leva ao vazio existencial.</p>



<p class="wp-block-paragraph">É tipico dos neuróticos deixarem de se orientar no rumo das coisas, na busca dos motivos, razões do sentido e passarem a se concentrar em seus próprios estados mentais, desejando sempre mais prazer e evitando todo o desprazer, para assim manterem este estado de equilíbrio interno e mental. O homem saudável irá optar por se dirigir e se orientar em relação aos ibjetos do mundo, aos outros.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Frankl argumenta que tanto a falta de tensão quanto aquela em excesso são, do ponto de vista logoterapêutico, igualmente perigosas a saúde. A sociedade de fartura vai, aos poucos, convertendo-se em uma “sociedade do ócio”. Há mais tempo livre, porém menos percepção de sentido de vida.</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">A falta dessa tensão pode levar ao vácuo existencial, caracterizado por sentimentos de falta de significado. Uma das causas para o surgimento de neuroses noogênicas é não ser desafiado por uma tarefa que exige o seu empenho.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><em>“Não se trata de homeostase a todo custo, mas sim de noodinâmica”</em> &#8211; A vida não pode ser sobre evitar tensões, mas sim sobre agir, intensa e assertivamente.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">A noodinâmica, conceito central da Logoterapia de Viktor Frankl, refere-se à tensão dinâmica e saudável entre o que uma pessoa é e o que ela deve se tornar, ou entre o ser humano e o sentido a cumprir. Ao contrário da homeostase (busca por ausência de tensão), a noodinâmica considera a tensão existencial necessária para a saúde mental e a busca de sentido.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Não somos chamados a viver uma vida tíbia, cheia de covardias e de regalos, mas uma vida com um caráter de litígio, de luta e disputa. Essa disputa não é uma luta que se trava contra os outros, senão uma luta que devo travar, diariamente, comigo mesmo.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">A vida é, de algum modo, um arriscar-se, um saber se lançar, empreender, exigir cada vez mais de si mesmo para chegar a lugares até então desconhecidos, inexplorados. Mas viver enquanto apegar-se a sua vida, tentando simplesmente conservá-la a todo custo, sem pequenos sacrifícios e contrariedades, sem se gastar por nada nem ninguém, isso não é preciso. Isso é enfadonho, pura mesquinharia.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Percebo que não sou ainda aquilo que devo, mas com empenho, luta e constância posso chegar lá. Contudo, se abro mão, se entrego os pontos, se deixo de lutar por medo de sofrer ou me desgastar, ou ainda se busco atalhos e fabrico situações de prazer, vou “perdendo a mão”, me perdendo pelo caminho, frustrando minha dinâmica própria e caminhando do ser ao que eu não deveria ser, aquilo que não é meu chamado, aquilo que não me é próprio. Torno-me um esquecido do meu dever-ser, uma espécie de desertor de minha própria biografia.</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Há uma espécie de abulia na geração atual, uma frouxidão patológica que é alimentada por essa visão distorcida de que viver é usufruir, aproveitar ao máximo, sem, contudo estar disposto a pagar o preço por nada. Todos vão sendo educados a conquistar sem pagar. Uma geração que parece estar anestesiada, que ainda não compreendeu que viver é se gastar, que “se poupar é se perder”. Que o preço da frouxidão é ser rebaixado ao posto de alguém interditado, que já não decide, mas deixa que decidam por ele, que não constroi, não amadurece, mas permanece qual fruta verde, amarga e imprestável. Não gera valor, nem riqueza, não espalha perfume, não é capaz de lutar por aquilo e por aqueles que ama</p>



<p class="wp-block-paragraph">Em tempos como este que vivemos, não devemos temer exigir demais dos homens, mas sim exigir de menos diz Frankl. Nossa geração é uma geração fraca, com uma mentalidade de Happy Hour, que acredita que a hora feliz é sempre contrária a do cumprimento dos deveres e da vida ordinária, que busca o prazer de modo cada vez mais acelerado e intenso, mesmo que para tanto deva anestesiar a consciência e fugir para um lugar de ilusões. Estamos numa era gourmet, em que tudo tem que causar um estorvo de sensações e estar devidamente harmonizado. É a era do fast food, da fuga das responsabilidades, do sexo sem compromisso (e sem amor!), das famílias sem filhos, do Merthiolate que não arde.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><em>“Selye, o pai do conceito do estresse admitiu recentemente que o “estresse” é o sal da vida. Eu dou um passo adiante e declaro que o homem tem necessidade de uma tensão específica, ou seja, daquele tipo de tensão que se estabelece entre o ser humano, de um lado, e, do outro, o sentido que ele deve realizar. Na realidade, se o sujeito não é desafiado por uma tarefa que exige o seu empenho, surge um certo tipo de neurose, a neurose noogênica”</em> Viktor Frankl<br><br><br><br><br><br></p>
]]></content:encoded>
					
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		<title>Autotranscendência &#124; O Ser Humano Não Nasceu Para Ficar Preso Em Si Mesmo</title>
		<link>https://revolucaointerior.com/2026/01/19/autotranscendencia-o-ser-humano-nao-nasceu-para-ficar-preso-em-si-mesmo/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Davi Klein]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 19 Jan 2026 01:05:22 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Autoconhecimento]]></category>
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					<description><![CDATA[&#8220;Quanto mais autotranscendente, mais livre, mais responsável, mais amável, mais elevado, mais humano&#8221; &#8211; Luis Enrique Carmelo &#8220;Somente na medida em que alguém vivencia essa autotranscendência da existência humana, essa pessoa se torna verdadeiramente humana e se torna o seu verdadeiro eu. Ela se torna assim não por se preocupar com a sua própria autorrealização, [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p class="wp-block-paragraph">&#8220;<em>Quanto mais autotranscendente, mais livre, mais responsável, mais amável, mais elevado, mais humano</em>&#8221; &#8211; Luis Enrique Carmelo</p>



<p class="wp-block-paragraph"><em>&#8220;Somente na medida em que alguém vivencia essa autotranscendência da existência humana, essa pessoa se torna verdadeiramente humana e se torna o seu verdadeiro eu. Ela se torna assim não por se preocupar com a sua própria autorrealização, mas por se esquecer de si mesma e se doar, por se desapegar de si mesma e se voltar para o exterior.&#8221;</em> Viktor Frankl</p>



<p class="wp-block-paragraph"><em>&#8220;É a abertura para o todo e para o infinito que faz com que o ser humano seja humano. O homem é homem porque se ultrapasse infinitamente a si mesmo, e por isso, é tanto mais homem, quanto menos fica fechado em si&#8221; &#8211; Ratzinger.</em></p>



<p class="wp-block-paragraph">A maior parte dos textos desse post a respeito da capacidade de autotranscendência do ser humano, sendo esta capacidade aquilo que nos torna verdadeiramente humanos, veio do livro &#8221;&nbsp;<em>O homem e a busca de sentido: Um guia para entender Viktor Frankl</em>&#8221; do Luis Enrique Carmelo. </p>



<p class="wp-block-paragraph">Recomendo muito a aquisição do livro para você entender melhor sobre a vida e o pensamento do Viktor Frankl, o criador da logoterapia.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Dito isso, vamos começar essa investigação sobre a capacidade de autotranscendência do ser humano com a seguinte pergunta: O que de fato é ser humano? </p>



<p class="wp-block-paragraph">Para o Viktor Frankl, ser humano significa ser para &#8220;<em><strong>além de si</strong></em>&#8220;. Ele não seria apenas as suas características <strong>físicas</strong> e suas necessidades <strong>psiquicas</strong> (o seu organismo psicofísico). Ele diz <em>&#8220;A autotranscendência é a essência da nossa existência&#8221;.</em></p>



<p class="wp-block-paragraph">Podemos estudar o ser humano na sua dimensão biológica, mas ela sozinha jamais revelará toda a realidade do ser humano. A mesma coisa pode ser dita em relação a dimensão sociologica, pois ela, por si só, também não consegue explicar a totalidade do ser humano. Da mesma forma, não é possível reduzir o ser humano somente a sua dimensão psicologica, como se ele fosse definido e determinado por ela. Esse tipo de visão do &#8220;psicologismo&#8221; é a de um ser humano sem liberdade, egocêntrico e fechado em si mesmo.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Uma das maiores belezas da logoterapia, a psicoterapia centrada no sentido (ou a partir do espírito) é a compreensão <strong>elevada da pessoa humana</strong>. A logoterapia é um verdadeiro tratado de humanidade, pois retrata o ser humano a partir de sua dimensão mais <strong>elevada</strong> e propriamente <strong>humana</strong>.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Viktor Frankl era um critico do <strong>reducionismo</strong>, um modo de enxergar a realidade que considera o ser humano como se ele fosse unicamente a sua psique (psicologismo), que reduz a totalidade do ser humano somente a um minusculo aspecto dele, ignorando a sua dimensão noética (espiritual), que é a dimensão específica que nos diferencia do restante dos animais (uma dimensão que só o ser humano tem).</p>



<p class="wp-block-paragraph">Frankl critica o <strong>reducionismo </strong>presente em praticamente todas as escolas de psicologia da modernidade. Para ele, essas escolas enxergam o homem como um ser que busca somente a satisfação de suas necessidades e deixam de lado aquilo que é o especifico do homem: <strong>sua busca pelo sentido, sua capacidade de esquecer-se a si mesmo e se entregar a uma tarefa, a um outro a quem possa amar, ou a um Deus a quem se possa servir.</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Ele era um critico das chamadas <strong>teorias psicodinamicas</strong>, que procuram explicar toda a realidade do ser humano a partir da dinâmica psiquica/aspectos psiquicos. Nessa pespectiva, o ser humano nada mais é do que a sua psique, sendo seu objetivo principal a satisfação de suas necessidades, pela satisfação de nossos impulsos (que nos levam a agir). É uma visão do ser humano muito animalesca, como ser fosse um ser dominado pos pulsões e instintos.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Porém, <strong>para Frankl, o que é específico do ser humano não é o ser biológico, psiquico ou social, mas sua sua capacidade de elevar-se, existir, de ser para além de si, de elevar-se para além desses modos de ser que constituem a sua faticidade, seu organismo psicofísico. O modo específico do ser humano o capacita a ir além de si mesmo. </strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Para Frankl, o que diferencia o ser humano dos outros seres viventes é a espiritualidade. O nosso modo próprio de ser pessoa é ser pessoa espiritual</p>



<p class="wp-block-paragraph">O que é específico do homem é a capacidade de<em> autotranscendencia, que se expressa nessa capacidade do homem elevar-se, de ir além de si, de sair de si. <strong>A essência do ser humano se revela quando ele vai além de si mesmo. Significa dirigir-se para algo além de si, algo que não seja o próprio eu.</strong></em></p>



<p class="wp-block-paragraph">Enquanto nas teorias psicodinâmicas o homem busca a satisfação de suas necessidades, a busca pelo prazer e a busca por si mesmo, a logoterapia diz que o homem na verdade se orienta na vida em busca de algo que tenha um sentido para ele, que lhe dê uma razão para sua vida, para sua existência, e que lhe diga: vale a pena viver por isto!</p>



<p class="wp-block-paragraph">Ou seja, o ser humano é capaz de ir além de si e se autotranscender para encontrar algo, uma tarefa para realizar, uma missão, uma causa que ele perceba que é importante, ou é capaz de ir além de si para encontrar alguém, uma pessoa para amar, que ele pode reconhecer como pessoa. É próprio do ser humano viver por algo ou alguém.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A pessoa que é capaz de buscar algo além de si não vive só em busca de si mesma. O ser humano não é um ser que somente busca a satisfação das suas necessidades, que busca o prazer ou o poder; na realidade, primariamente, ele busca preencher o máximo possível de sua vida de sentido. Ele busca sentido e é movido, essencialmente, por uma vontade de sentido.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A autotranscendencia é a dinâmica própria da vontade de sentido que move a pessoa para além de si mesma, que a ordena e a orienta para o mundo. O dinamismo espiritual da pessoa é um dos seus atributos humanos mais essenciais, uma vez que arranca de uma vida meramente impulsiva e <strong>fechada</strong>, em função de si mesma.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Quando falta ao homem a capacidadade de sair de si mesmo e ele se fecha de maneira egoísta nas próprias necessidades, quando ele se coloca como o centro do universo ou até mesmo de sua própria existência, buscando apenas seus interesses, sem um mínimo movimento de <strong>abertura</strong>, é possível afirmar que a <strong>existência está declinando</strong>, assumindo um lugar mais baixo no podium dos seres viventes. </p>



<p class="wp-block-paragraph">O egoísmo é um movimento do psiquismo que invade impulsivamente a alma, solicitando que ela se curve diante da busca de si mesma. <strong>Essas buscas desordenadas de si afastam o ser humano daquilo que é essencial para uma vida saudável, sã e santa, rebaixando-a a um nível sub-humano, assemelhando-se a um animal irracional.</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Agir de maneira autotranscendente nos coloca na direção de realizações e de pessoas a quem podemos dedicar cuidado, atenção, gestos de carinho e solidariedade. Existem movimentos existenciais que nos dirigem as necessidades dos outros, que nos impelem a entregar, através de nossas competencias e habilidades, generosidade ao mundo. Tais &#8220;movimentos existenciais&#8221; são provenientes de uma noodinâmica, uma força que gera em nós a capacidade de renunciar (a nós mesmos) para nos dedicar a algo ou alguém, para servir e abrir mão da necessidade de ser servido, para amar e abrir mão da necessidade de ser amado, para oferecer sem esperar nada em troca.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong><em>A vida humana tem por essência essa abertura, e tudo que provoca fechamento aumenta desumanização. Além disso, tudo o que eleva o ser humano e o coloca no lugar que nasceu para ocupar (de pessoa) devolve a humanidade do homem.</em></strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">E essa capacidade significa que o ser humano é livre, não sendo simplesmente o resultado daquilo que o determina <strong>biológica, psiquica ou socialmente</strong>, que o determina enquanto faticidade, enquanto organismo psicofísico. Ele é capaz de se elevar e assumir uma atitude diante de si mesmo, diante dos fenômenos biológicos, psíquicos ou sociais, enfim, diante de sua faticidade, da qual a liberdade não participa. </p>



<p class="wp-block-paragraph">Muitas vezes nos sentimos reféns de nossas próprias emoções e instintos, ou das influências das circunstâncias de nossa vida, porém, precisamos nos dar conta de que, enquanto humanos, sempre podemos nos posicionar diante do que sentimos, diante das situações, e decidir como agir. Não decidimos, por exemplo, quando vamos sentir fome ou quando vamos morrer. Mas, a partir dessa realidade que está determinada, podemos nos elevar, e nos posicionarmos diante do nosso próprio eu.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Por exemplo, podemos sentir raiva quando alguém nos agride, essa emoção é um fenômeno próprio da nossa faticidade, porém não determina a nossa ação. Podemos decidir como agir, se vamos agredir também ou agir de outra forma diferente, apesar do que estamos sentido. </p>



<p class="wp-block-paragraph">Como seres humanos, portanto, não somos livre &#8220;de&#8221; sermos impulsionados ou condicionados. Mas, ao mesmo tempo, somos livres &#8220;para&#8221; nos <strong>posicionar, decidir, adotar uma atitude. </strong>E isso significa que não somos frutos dos condicionamentos, mas damos nossa resposta pessoal diante deles, somos livres para sermos responsaveis. E ser responsável significa ser capaz de responder, de escolher qual resposta dar. </p>



<p class="wp-block-paragraph">O ser humano, portanto, não é um &#8220;efeito, produto ou resultado&#8221; de impulsos psiquicos, condicionamentos e influencia do meio. </p>



<p class="wp-block-paragraph">Ele não nega os dinamismos intrapsiquicos que existem no homem, mas começa a entender que existe no homem algo a mais, que há no homem uma dimensão espiritual, que o faculta a viver de modo livre e responsável, que faz com que não sejamos simplesmente<strong> frutos de nossos meios ou reféns dos nossos mecanismos psiquicos</strong> e, portanto, determinados por uma dimensão psicologica, sociológica ou biológica.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Para Frankl, o ser humano não é apenas um corpo e o psiquismo, ele é uma totalidade dos modos de ser <strong>bio-psico-social-espiritual.</strong> Na perspectiva de Frankl, a dimensão espiritual é a essência, é como o núcleo no ser humano, mas é inseparável do ser biológico e psiquico.</p>



<p class="wp-block-paragraph">De um lado temos as dimensões biológicas e psíquicas e do outro a dimensão noética, cada qual com o ser modo de ser no mundo. É proprio da dimensão noética algumas realidades ontológicas que vão na contramão do modo ser do organismo biopsiquico.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>E no que constitiria essa dimensão noética? </strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Nessa dimensão, estão os recursos necessários para que a pessoa seja capaz de enfrentar as adversidades, posicionar-se frente aos destinos biológicos, psiquicos e sociais, e se colocar acima das adversidades, das doenças, dos traços de temperamento e caráter, da herança genética, das vulnerabilidades do ambiente, das carências e das inclinações pessoais. Também encontra-se a liberdade para tomar decisões, fazer escolhas e contrariar-se quando necessário, pois ser livre não é somente decidir pelo que é mais agradável ou satisfatório, mas também é ser capaz de se opor aos próprio desejos e necessidades. A responsabilidade e a consciência também estão nessa dimensão espiritual, bem como as inquietações existenciais que nos colocam no caminho da busca pelo sentido.&#8221;</p>


<div class="wp-block-image">
<figure class="aligncenter size-full"><img fetchpriority="high" decoding="async" width="700" height="400" src="https://revolucaointerior.com/wp-content/uploads/2026/01/Dimensao-Biopsiquica.png" alt="" class="wp-image-11274" srcset="https://revolucaointerior.com/wp-content/uploads/2026/01/Dimensao-Biopsiquica.png 700w, https://revolucaointerior.com/wp-content/uploads/2026/01/Dimensao-Biopsiquica-300x171.png 300w, https://revolucaointerior.com/wp-content/uploads/2026/01/Dimensao-Biopsiquica-322x185.png 322w" sizes="(max-width: 700px) 100vw, 700px" /></figure>
</div>


<p class="wp-block-paragraph">Somos constituidos de uma parte que nos é dada, também chamada de faticidade, ou destino, como o nosso destino biológico ou social (ex: recebemos uma dimensão psiquica, um certo temperamento e personalidade, determinadas aptidões, etc) e também temos uma parte espiritual, aquilo que podemos vir a ser, pois carregamos potencialidades e possibilidades que podem ser realizadas. </p>



<p class="wp-block-paragraph">A boa notícia é que sempre podemos <strong>escolher</strong> <strong>como responder</strong>, mesmo diante das realidades que nos são dadas pela vida: temos um nome que não escolhemos, viemos ao mundo em uma família que não escolhemos, herdamos certos traços genéticos e temos uma constituiçao biopsíquica que não escolhemos, assim como não escolhemos passar por uma doença ou perder pessoas queridas. São muitas as realidades que não passam pelo nosso crivo, das quais, segundo Frankl, não somos &#8220;livres de&#8221;, mas sempre somos &#8220;livres para&#8221;, para escolhermos quais atitudes tomar diante do que nos foi &#8220;dado&#8221; pela vida.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Nenhum condicionamento tem o poder de nos pandeterminar. Não somos livres do condicionamento, mas somos livres para uma tomada de posição diante deles. O destino não dá a palavra final sobre quem somos!</p>



<p class="wp-block-paragraph">De acordo com Frankl, a vida tem sentido porque podemos fazer algo com o que nos foi dado como dom. Porque somos chamados a realizar algo. Portanto, o sentido da vida está na própria vida. Está na própria história, está nas possibilidades da nossa existência. O sentido da vida reside na descoberta de como posso dar minha resposta diante do meu próprio contexto, diante daquilo que é próprio de minha história, de minha existência. O sentido da vida reside, portanto, na própria vida. <strong>Mas não está somente naquilo que recebi, está naquilo que posso responder, naquilo que posso fazer com aquilo que recebi.</strong></p>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>O homem torna-se aquilo que faz de si</strong></h2>



<p class="wp-block-paragraph"><em>&#8220;O Homem é um ser que sempre decide, e que traz consigo as responsabilidades de descer ao nível animal, ou se elevar a vida do santo&#8221; </em></p>



<p class="wp-block-paragraph">Sera que estamos sendo humanos? Pela liberdade da vontade, o homem pode escolher entre seguir cegamente seus instintos naturais, deixando a impulsividade animalesca tomar conta de nossos pensamentos e decisões, ou podemos agir de uma forma humana e madura.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><em>&#8220;Se quiséssemos definir o homem, teriamos que caracterizá-lo como o ser que vai se libertando daquilo que o determina (enquanto tipo determinado biologicamente, psicologicamente e sociologicamente). Nunca o homem se confunde com a sua faticidade. É um ser que decide, porque é um ser-livre&#8221; Viktor Frankl</em></p>



<p class="wp-block-paragraph">A espiritualidade consitui a existência e confere ao homem a possibilidade de agir com intencionalidade e ordenar sua vontade a algo mais elevado do que a própria imanencia.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Se viver somente em função de mim, de forma egocêntrica, buscando a satisfação de minhas necessidades, os meus interesses, não estarei vivendo o que é próprio da minha humanidade, de minha essência. E porque o ser humano precisa ir além de si para descobrir o sentido? Pois o sentido é objetivo, é algo que nos transcende. Está fora de nós. Está além de nossa subjetividade. O sentido não é uma ideia, não é so uma meta, um proposito que posso definir. O sentido está relacionado com o que a vida espera de mim. E precisamos ir além de nós para descobrí-lo. Dizendo de outro modo, o sentido está além da mera satisfação de nossas necessidades, de nossa busca egocêntrica. Ou seja, ele existe na concretude e nas situações objetivas da vida. Está além da dinâmica do nosso psiquismo, do nosso ego, o sentido nos transcende.</p>
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		<title>Moral, a Arte de Viver &#124; A Educação dos Sentimentos e a Vida Moral</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Davi Klein]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 21 Dec 2025 18:24:10 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Autoconhecimento]]></category>
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					<description><![CDATA[&#8220;Moral, em sua definição mais clássica, é a arte de viver bem. E que quer dizer viver bem? Viver bem quer dizer viver como é próprio de um homem, como um homem deve viver. Do mesmo modo como a pintura é a arte de pintar, a moral é a arte de viver como um ser [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<blockquote class="wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow">
<p class="wp-block-paragraph"><em>&#8220;Moral, em sua definição mais clássica, é a<strong> arte de viver bem</strong>. E que quer dizer viver bem? Viver bem quer dizer viver <strong>como é próprio de um homem, como um homem deve viver.</strong> Do mesmo modo como a pintura é a arte de pintar, a moral é a arte de viver como um ser humano.&#8221;</em> </p>
<cite>(Juan Luis Lorda)</cite></blockquote>



<figure class="wp-block-embed is-type-video is-provider-youtube wp-block-embed-youtube wp-embed-aspect-16-9 wp-has-aspect-ratio"><div class="wp-block-embed__wrapper">
<div class="video_embed clearfix"><div class="video_embed clearfix"><iframe title="A Importância da Educação dos Sentimentos Na Vida Moral | Moral, a Arte de Viver" width="500" height="281" src="https://www.youtube.com/embed/tRAEEBQGhW0?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe></div></div>
</div></figure>



<p class="wp-block-paragraph">No livro &#8220;Moral, a arte de viver&#8221; de Juan Luis Lorda, o autor nos mostra o que vem a ser a &#8220;moral&#8221;, chegando a definição de Santo Agostinho &#8220;Ars agendae vitae&#8221; (a arte de conduzir a vida) &#8211; a arte de viver bem, de viver como deve viver um ser humano. </p>



<p class="wp-block-paragraph">Todo o conteudo desse artigo foi inspirado no livro acima, portanto, recomendo muito a leitura!</p>



<p class="wp-block-paragraph">Infelizmente, a geração atual não acredita mais na existência de um modo de viver digno do homem. A civilização moderna costuma duvidar disso, de que exista um modo de viver moral e digno do homem e por isso não sabe educar. Sabe instruir, informar a criança de muitas questões (sobre a revolução francesa, o metabolismo humano, órbita dos planetas, etc), mas não sabe dizer a criança o que deve fazer com a sua vida. Nossa cultura se encontra em tal estado que não sabemos mais o que se deve transmitir aos mais jovens, insegurança na hora de ensinar o que consiste ser homem.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Se existe um modo de viver digno do homem, devemos fazer o possível para encontrá-lo.</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Antes de mais nada, é importante entendermos que a maior parte de nosso ser nos foi dada e tem suas leis. Todo o nosso ser físico funciona de acordo com leis que não inventamos e que mal podemos modificar, só podemos descobrí-las. E o que acontece no âmbito física guarda um paralelo com o que acontece no âmbito espiritual, que é o âmbito do uso da liberdade.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Como saber o que é digno do homem? Como aprender a viver como um homem deve viver? O primeiro passo é, evidentemente, ter <strong>afeição pelas ações belas, admirar e imitar o que é bonito</strong>, desejar uma vida cheia de beleza. O amor a beleza, a dignidade da vida humana, desperta o sentido moral.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>A estética das ações humanas é muito importante na educação moral.</strong> De certo modo, poderíamos dizer que a moral não é outra coisa que a <strong>estética do espírito: <em>o bom gosto no que se refere ao comportamento humano.&nbsp;</em></strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Para Aristóteles, educar um homem era ensiná-lo a ter bom gosto no agir: <strong><em>amar o belo e odiar o feio.</em></strong> Os gregos pensavam que o mecanismo fundamental do ensinamento moral era a <strong>beleza.</strong> Por isso, queriam que os seus filhos admirassem e decidissem imitar os gestos heróicos da sua tradição pátria que a literatura e história lhes transmitiam.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">A relação entre moralidade e beleza é evidente: <strong>ações boas são percebidas como belas e desejáveis, suscitam admiração e o desejo de imitá-las </strong>(ações heróicas por exemplo, todos percebem a beleza do gesto de quem arrisca a sua vida para salvar a de outro). Nessa ações grandiosas e heroicas do ser humano, é possível ver que ele é capaz de nobreza.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Já as ações más são vistas como feias, ignóbeis e inconvenientes. Elas suscitam uma rejeição espontânea. </strong>Não é preciso nenhum raciocínio para ver que é mau fazer sofrer um animal, ou, com maior razão, o ser humano. Tais ações são percebidas como feias, algo que desagrada a vista, que seria preferível não se ter visto ou praticado. É a sensação da <strong>fealdade.&nbsp;</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Apesar do ceticismo atual a respeito da existencia de uma moralidade adequada ao ser humano, continua a ser verdade que existem ações belas e nobres e ações feias e ignóbeis.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Efetivamente, costuma-se advertir às crianças de que alguma coisa está errada dizendo-lhes que é feia. Educam-se moralmente às crianças fazendo-às sentir repugnância pelas ações más.&nbsp;</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Porém, é possível perder o bom gosto. O bom gosto e o sentido moral natural podem deformar-se. Você começar a achar que ações más são boas, e que ações boas são más. Existem pessoas que acham que o belo é feio e o feio é belo. </p>



<p class="wp-block-paragraph"><em>&#8220;Ai dos que chamam o mal de bem e o bem de mal; que dizem que as trevas são luz e a luz, trevas; que afirmam que o amargo é doce e o doce é amargo!&#8221; Isaias 5:20</em></p>



<p class="wp-block-paragraph">Dai, vemos a importância de educar nossos sentimentos. Os sentimentos bem educados sustentam a vida moral: dão-lhe estabilidade e consistência. Por isso, um aspecto fundamental da educação moral é a educação dos sentimentos:<strong> ensinar a amar a conduta reta e a sentir repugnância pela conduta desordenada</strong>. <strong>E o modo de educar esse amor e essa repugnância é mostra a beleza da conduta reta e a fealdade da conduta desleal. </strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Às coisas boas entram pelos olhos antes do que pela inteligência. Assim, diz Platão, o jovem <em>“louvará com entusiasmo a beleza que tenha ocasião de observar, fá-la-á entrar na sua alma, alimentar-se-á dela e por esse meio virá a formar-se na virtude; em sentido contrário, olhará com desprezo e com uma aversão natural o que for vicioso. E como esses sentimentos se darão desde a mais tenra idade, antes de serem iluminados pela luz da razão, mal esta apareça, invadirão a sua alma e unir-se-ão a ela”.</em> (República)</p>



<p class="wp-block-paragraph">Além disso, precisamos aprender a cumprir o dever (aquilo que é correto e aquilo que a realidade nos exige) mesmo que não sintamos nada e mesmo que tenhamos até uma espécie de repugnância em fazer tal coisa. O costume de vencer-se e fazer o que se deve, com ou sem sentimentos, educa-os e torna-os mais ágeis para seguir determinações da vontade.</p>



<h2 class="wp-block-heading">A Moral Cristã</h2>



<p class="wp-block-paragraph">Pelas diferentes culturas, mesmo que possuam diferentes moralidades, podemos ver algo em comum: <strong>uma preocupação moral comum</strong> &#8211; todos os povos entenderam que a parte mais importante da educação seria transmitá-la (a moral) ensinar os mais jovens a viver dignamente.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><em>&#8220;Antes de pesquisar sobre outras moralidades de diferentes culturas, convido você a conhecer a moral cristã, pois é uma moral que já se experimentou. É a moral com a qual o Ocidente surgiu e da qual ainda vive, e é a moral mais universal de todas, porque cehgou a todos os lugares do mundo: pessoas de todas as culturas a viveram e vivem. É por isso, sem dúvida alguma, a moral mais importante que já existiu. É claro que isto não basta para demonstrar que seja a verdadeira moral, mas é um bom argumento para convidar a conhecê-la a fundo (nenhuma moral histórica teve um impacto cultural tão imenso e profundo).&#8221;</em> &#8211; Juan Luis Lorda</p>



<p class="wp-block-paragraph">A validade de uma moral não pode ser demontrada com se demonstra uma conclusão matematica. A certeza de que uma moral é verdadeira procede de que se ajusta bem ao homem, emana da sua beleza e dos seus frutos tanto pessoais quanto sociais e isso é algo que se pode comproar com a moral cristã.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>A diferença da moral cristã é que ela é uma moral revelada (não é resultado do acumulo de experiencias humanas). Nós, os cristãos, cremos que Deus, o criador de tudo, quis descobrir ao homem o modo de viver que lhe convém. </strong>Essa moral é como um manual de instruções que acompanha os produtos que compramos. O fabricante, que conhece perfeitamente como foi feito o produto que vende, orienta sobre o modo mais adequado de usá-lo. </p>



<p class="wp-block-paragraph">É claro que podemos ignorar totalmente o manual de instruções e utilizarmos o produto como bem entendemos, mas gera riscos de mal desempenho e até de quebrar o produto. A moral cristã apresenta-se a si mesma como o manual de instruções do fabricante.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A objeção mais grave que se costuma fazer a moral cristã é que procede de outra época. É o que CS LEWIS chamava o &#8220;proconceito cronológico&#8221;, é o preconceito de que<strong>tudo o que não é &#8220;moderno&#8221;, pelo fato de ser mais antigo, está superado</strong>. Mas é como se se considerassem superados os pores-do-sol só porque faz vários bilhões de anos que se produzem.</p>



<p class="wp-block-paragraph">É facil mostrar que a moral cristã é a mais completa que já existiu. Iluminou a vida de milhões de pessoas e deu esplêndidos frutos de humanidade, heroísmo e beleza. Passar sem experimentá-la seria uma loucura.</p>



<p class="wp-block-paragraph">&#8220;<em>Tudo o que Deus nos exige por meio da lei moral, exige porque é o que mais nos convém. Deus não simplesmente estabeleceu uma série de exigências morais para nos incomodar. A moral cristã, revelada por Deus, tem por fim facilitar a vida, não dificultá-la.</em> <em>A observância dos mandamento de Deus tem uma certa analogia com a observância das instruções para a manutenção de um veículo. Essas instruções podem prescrever algumas norma cuja razão de ser o usuário nem sempre compreenda por inteiro. Mas o fabricante, que conhece perfeitamente o funcionamento do carro, recomenda-nos que, para nosso bem, cumpramos essas normas, ainda que nem sempre as entendemos.</em>&#8221; Alfonso Aguiló</p>



<p class="wp-block-paragraph"><em><br></em><br><br><br><br></p>
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		<title>O Ateísmo Matou Mais do que a Religião &#124; O Desprezo de Deus Leva ao Desprezo dos Homens</title>
		<link>https://revolucaointerior.com/2025/12/19/o-ateismo-matou-mais-do-que-a-religiao-o-desprezo-de-deus-leva-ao-desprezo-dos-homens/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Davi Klein]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 19 Dec 2025 12:09:10 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Autoconhecimento]]></category>
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					<description><![CDATA[Argumentar que “a religião causou mais mortes do que qualquer outra coisa” é uma piada sem base em fatos. A afirmação que muitas pessoas usam (por ignorância ou por desprezo a religião, principalmente a Cristã), é de que a a religião causou a maior parte das mortes e derramamentos de sangue no mundo, que as [&#8230;]]]></description>
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<p class="wp-block-paragraph">Argumentar que “a religião causou mais mortes do que qualquer outra coisa” é uma piada sem base em fatos. A afirmação que muitas pessoas usam (por ignorância ou por desprezo a religião, principalmente a Cristã), é de que a a religião causou a maior parte das mortes e derramamentos de sangue no mundo, que as maiores atrocidades cometidas contra a humanidade foram cometidas em nome de Deus.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Tais ateístas militantes acreditam que a religião <strong>impede o progresso da humanidade.</strong> Argumentam com grande paixão que estaríamos melhor se simplesmente erradicássemos Deus de uma vez por todas de nossas vidas e da sociedade. </p>



<p class="wp-block-paragraph">Os ateístas frequentemente acusam a religião, especialmente o Cristianismo, de ser uma religião assassina e opressiva (geralmente citam a inquisição e as cruzadas para reforçarem os seus argumentos), omitindo que o ensinamento de Cristo nunca foi o da conversão pelo uso da força, pelo uso da espada.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Mateus 26:52. Jesus, então, lhe disse: <em>&#8220;Põe de volta tua espada ao seu lugar, pois todos os que pegarem espada, pela espada perecerão&#8221;</em></p>



<p class="wp-block-paragraph">Mas o que geralmente é omitido desse debate é o fato histórico de que <strong>regimes totalitarios ateus</strong>, baseados na rejeição total de Deus e na institucionalização do ateísmo, produzem o mal em níveis inacreditáveis. Para os ateístas de plantão que não acreditam no que estou dizendo, quero lhes fazer uma pergunta: Quem foi<strong> Pol Pot? Mao? Stalin?</strong> Sim&#8230; eles eram todos ateístas. Cada um desses líderes tinha ordens claras para abolir a religião, pois queriam estabelecer um Estado ateu. Cada um deles iniciou um expurgo contra pessoas religiosas.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Só para ter uma ideia: os efeitos combinados das execuções de Pol Pot, do trabalho forçado, da desnutrição e da assistência médica precária causaram a morte de aproximadamente 25% da população cambojana, cerca de <strong>1 a 3 milhões de pessoas</strong>. Em 1957, o Presidente Mao lançou uma campanha conhecida como o Grande Salto para a Frente, que levou à fome generalizada e estima-se que tenha resultado em até <strong>45 milhões de mortes</strong>. O governo extremamente brutal de 30 anos de Stalin como governante absoluto da União Soviética foi marcado por tantas atrocidades que o número de mortos diretamente atribuíveis ao seu governo chegou a cerca de 20 milhões de vidas (além dos estimados 20 milhões de soldados e civis soviéticos que pereceram na Segunda Guerra Mundial), totalizando <strong>40 milhões.</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Na URSS, o ganhador do Prêmio Nobel, Alexander Solzhenitsyn, estima a perda de vidas devido à repressão estatal e ao terrorismo entre outubro de 1917 e dezembro de 1959, sob os governos de Lenin, Stalin e Khrushchev, em <strong>66,7 milhões.</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">A regra, na verdade, é que quando removemos Deus da equação, quando agimos e vivemos como se não tivéssemos ninguém a quem responder além de nós mesmos, e se Deus não existe, então a regra da lei é o darwinismo social — o forte governa o fraco.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Visões de mundo baseadas em um conceito assumido de ateísmo, às vezes chamadas de &#8220;visões de mundo materialistas&#8221;, como o comunismo, o darwinismo social, ou aquelas baseadas em uma visão de mundo que torna Deus irrelevante, como o o fascismo, o liberalismo secular/humanismo, tiveram seus adeptos matando, massacrando, torturando e forçando a conversão de outros, tudo em pról da consolidação do Estado ateu, em que o líder da revolução toma o lugar de Deus (por exemplo, o comunismo matou e reprimiu milhões em nome da erradicação da religião porque &#8220;é veneno&#8221; ou &#8220;falsa consciência&#8221;).</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Ou seja, foram as visões de mundo materialistas como o comunismo, darwinismo social, &#8220;humanismo&#8221;, liberalismo secular, fascismo, nazismo, que mataram milhões e foram implacáveis com os fracos, na busca de seus objetivos materialistas.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Quando o ser humano deixa de ter reconhecido seu lado transcendental, resta-lhe apenas o imanente, o mundo da matéria, uma matéria fria e impessoal. O que está implicito em uma visão materialista e imanentista é a total falta de propósito e sentido para a vida. </strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Sem Deus, numa visão estritamente materialista da realidade, a dignidade humana é reduzida a processos biológicos cegos. O ser humano, assim como toda a criação seria apenas algo acidental, resultado de uma evolução lenta, cega e aleatória. Não há nada de belo, justo e verdadeiro na realidade. Tudo é um acidente, que culturalmente adotamos por facilitar a sobrevivência de nossos genes egoísas.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Diante desse cenário niilista, não é de se admirar que os horror venham a tona, cedo ou tarde. Os maiores crimes contra a vida humana nascem dessa falta de visão de sentido. Para a visão imanentista e nilista, nem cabe chamar de horror coisas como tortura, o extermínio, etc. <em>&#8220;Se não há Deus, tudo é permitido&#8221; </em>&#8211; Dostoiévsky</p>



<p class="wp-block-paragraph">Nesse ambiente há um desprezo da sacralidade da vida humana. O ser humano não seria criado a imagem e semelhança de Deus, ele seria apenas um bichinho como qualquer outro, sem qualquer tipo de valor inerente e sentido para a sua existencia. </p>



<p class="wp-block-paragraph">&#8220;Dostoievski em &#8220;Os demônios&#8221; faz um acerto de contas com o pensamento niilista e revolucionário professado por intelectuais infiltrados na sociedade russa, denunciando o papel dessa intelectualidade que, voltada para o <strong>materialismo utilitarista</strong>, depreza os valores idenitificados com a cultura e tradições religiosas russas&#8221; Obra escrita no final do século XIX que relatou antecipadamente, em tom de ficção, o que realmente ocorreria com sua Rússia aproximadamente 40 anos depois. &#8211; Já havia identificado a estratégia macabra da revolução cultural.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><em>&#8220;Os regimes baseados no <strong>ateísmo sistemático </strong>produziram resultados catastróficos. Basta pensar, limitando-nos apenas ao século XX, nos totalitarismo ateus de Lênin ou Stalin no mundo soviético, no de Hitler na Alemanha nazista, no de Mao na China ou no de Pol Pot no Camboja. Nietzche, Engels e Marx, por exemplo, consideravam a piedade, a misericórdia e o perdão como a escapatória dos fracos. Os sistema filosóficos e políticos baseados na negação de Deus subsituem os preceitos divinos pela tirania de ídolos diversos: da glorificação de uma raça, de uma classe, de um Estado, de uma nação ou de um partido.&#8221;</em> Alfonso Aguiló</p>



<p class="wp-block-paragraph"><em>&#8220;Auschwitz revelou, entre outras coisas, a profunda deprevação em que o homem pode submergir quando esquece Deus e a Lei que Ele estabeleceu. Muitos anos antes, certos setores da cultura europeia tinham tentado apagar Deus do horizonte humano, e uma das consequências foi a aparição do paganismo nazista e dogmatismo marxista, duas ideologia totalitárias que Hitler e Stalin pretenderam converter em religiões substitutivas. Foi assim que o desprezo de Deus levou ao prejuízo da humanidade e da vida das pessoas.&#8221;</em> Alfonso Aguiló</p>



<p class="wp-block-paragraph"><em>&#8220;Há mais de meio século, quando eu ainda era criança, lembro-me de ouvir várias pessoas mais velhas oferecerem a seguinte explicação para os grandes desastres que se abateram sobre a Rússia: <strong>“Os homens se esqueceram de Deus; é por isso que tudo isso aconteceu.</strong>&#8221; Desde então, passei quase 50 anos trabalhando na história da nossa Revolução; nesse processo, li centenas de livros, coletei centenas de testemunhos pessoais e já contribuí com oito volumes meus para o esforço de limpar os escombros deixados por aquela convulsão. Mas se hoje me pedissem para formular da forma mais concisa possível a principal causa da Revolução ruinosa que engoliu cerca de 60 milhões de nossos cidadãos, eu não poderia expressá-la com mais precisão do que repetir: <strong>&#8220;Os homens se esqueceram de Deus; é por isso que tudo isso aconteceu.&#8221;</strong> E se eu fosse chamado a identificar brevemente a principal característica de todo o século XX, também aqui não encontraria nada mais preciso e conciso do que repetir mais uma vez: &#8220;Os homens se esqueceram de Deus&#8221;. As falhas da consciência humana, privada de sua dimensão divina, foram um fator determinante em todos os grandes crimes deste século&#8221;</em> &#8211; Alexander Issaiévich Soljenítsin</p>



<p class="wp-block-paragraph">&#8220;<em>Foi Dostoiévski, mais uma vez, quem extraiu da Revolução Francesa e de seu aparente ódio à Igreja a lição de que <strong>&#8220;a revolução deve necessariamente começar com o ateísmo&#8221;.</strong>&nbsp;Mas o mundo nunca antes conhecera uma impiedade tão organizada, militarizada e tenazmente malévola quanto a praticada pelo marxismo. Dentro do sistema filosófico de Marx e Lênin, e no cerne de sua psicologia, <strong>o ódio a Deus é a principal força motriz</strong>, mais fundamental do que todas as suas pretensões políticas e econômicas. O ateísmo militante não é meramente incidental ou marginal à política comunista; não é um efeito colateral, <strong>mas o eixo central.</strong> Para atingir seus fins diabólicos, o comunismo precisa controlar uma população desprovida de sentimento religioso e nacional, e isso implica a destruição da fé e da nacionalidade. Os comunistas proclamam ambos os objetivos abertamente e, com a mesma franqueza, os realizam. O grau em que o mundo ateu anseia por aniquilar a religião, o grau em que a religião lhe fica presa na garganta, foi demonstrado pela rede de intrigas que cercam as recentes tentativas de assassinato do Papa.</em>&#8221; &#8211; Alexander Issaiévich Soljenítsin</p>



<p class="wp-block-paragraph"><em>&#8220;O ateísmo centralizado, diante de cujo poderio armado o mundo inteiro treme, ainda odeia e teme essa fé desarmada tanto hoje quanto há 60 anos. Sim! Todas as perseguições selvagens desencadeadas sobre nosso povo por um ateísmo estatal assassino, somadas ao efeito corrosivo de suas mentiras e a uma avalanche de propaganda entorpecente — tudo isso, em conjunto, provou ser mais fraco do que a fé milenar de nossa nação. Essa fé não foi destruída; ela continua sendo o dom mais sublime e mais querido que nossas vidas e consciência podem alcançar.&#8221; Solzhenitsyn</em></p>



<p class="wp-block-paragraph"><em>&#8220;Repito, o comunismo matou mais gente do que duas guerras mundiais somadas a todas as epidemias e catástrofes naturais do século XX. Quem não entende que comunismo é maldade assassina não tem maturidade para opinar sobre coisa nenhuma&#8221;  Olavo de Carvalho</em></p>



<h2 class="wp-block-heading">5 Verdades que os ateístas precisam ouvir </h2>



<ul class="wp-block-list">
<li>O ateísmo é responsável por mais mortes do que o judaísmo ou o cristianismo &#8211; O fascismo e o comunismo — ambas ideologias ateístas — assassinaram mais de 150 milhões de pessoas somente no século XX. Desde então, regimes comunistas e outros regimes ímpios continuaram a matar centenas de milhares. Some-se a isso os milhões de estupros, torturas e escravizações perpetrados por esses mesmos regimes ímpios, e o resultado é um quadro bastante feio.</li>
</ul>



<ul class="wp-block-list">
<li>Os ateus não dão crédito ao que a Igreja e o judaísmo fizeram pela civilização: a criação de nossas noções de justiça, o sistema hospitalar, a universidade, as escolas públicas, a caridade, o progresso, a verdade e a própria liberdade.</li>
</ul>



<ul class="wp-block-list">
<li>Quem lutou contra e, por fim, destruiu os males da escravidão? Os cristãos e os judeus. Quem foram os únicos que lutaram contra os horrores da eugenia (esterilização forçada daqueles que o Estado considerava inferiores) e a terrível política do &#8220;filho único&#8221; da China? Os cristãos e os judeus.</li>
</ul>



<ul class="wp-block-list">
<li>Um mundo centrado em Deus nos permitiu buscar as grandes bênçãos de Deus: beleza, justiça, verdade e a própria liberdade. Tais coisas não significam nada sem a presença de Deus.</li>
</ul>



<ul class="wp-block-list">
<li>A afiliação moral ao legado hipocrático de defesa da vida e da dignidade humana sempre foi um freio contra a corrupção absoluta e a tentação totalitária. Quando na história a ética médica se desviou do caminho hipocrático, por exemplo, surgiram os horrores da medicina nazista e comunista, com seus massacres indesculpaveis.</li>
</ul>
]]></content:encoded>
					
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			</item>
		<item>
		<title>A Importância de Pensar Sobre as Grandes Questões</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Davi Klein]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 14 Dec 2025 11:27:21 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Autoconhecimento]]></category>
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					<description><![CDATA[“Uma das características mais sinistras da época atual é, sem dúvida, o destronamento da verdade.” &#8211; Dietrich von Hildebrand &#8220;De acordo com um estudo do Higher Education Research Institute, o percentual de americanos que pensa que ficar rico é algo muito importante subiu de 42% para 75% em 2005, enquanto o percentual de americanos que [&#8230;]]]></description>
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<p class="wp-block-paragraph">“<em>Uma das características mais sinistras da época atual é, sem dúvida, o destronamento da verdade.</em>” &#8211; Dietrich von Hildebrand</p>



<p class="wp-block-paragraph">&#8220;De acordo com um estudo do Higher Education Research Institute, o percentual de americanos que pensa que ficar rico é algo muito importante subiu de 42% para 75% em 2005, enquanto o percentual de americanos que acredita que <em><strong>&#8220;constituir uma filosofia de vida plena de sentido&#8221;</strong></em> seja algo muito importante caiu de 85% para 46%.&#8221; (Catholic World Report 2007)</p>



<p class="wp-block-paragraph">O homem ignorante é aquele que não possui curiosidade e não interroga sobre a natureza das coisas. Ele simplesmente assume que esse mundo &#8220;veio pronto&#8221;, que as coisas são como elas são e que não é necessario interrogá-las. São homens imunes da paixão da verdade, supremos ideal a que pensadores e filosofos sacrificaram as suas vidas. Aquele que não cultiva a sua mente, vai direto no sentido da desagregação da sua personalidade. </p>



<h2 class="wp-block-heading">O que é a verdade?</h2>



<p class="wp-block-paragraph"><em>&#8220;Ninguém gosta de que lhe mintam &#8211; dizia Platão, e isso é mais uma prova de que existem a verdade e a falsidade&#8221;</em></p>



<blockquote class="wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow">
<p class="wp-block-paragraph"><em>“Dizer que o ser não é ou que o não-ser é, é falso; mas dizer que o ser é e que o não-ser não é, é verdadeiro.”</em></p>
<cite><em>Aristóteles</em></cite></blockquote>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Vivemos cada vez mais em um mundo em que a razão é substituida pela emoção, num mundo pós-verdade, de rejeição da lógica, da razão e da materialidade objetiva do mundo.</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Quando abandonamos a busca pela verdade objetiva, o que resta é o principio do mais forte, aquele que conseguir ser mais bruto e violento conseguira impor o seu discurso como a &#8220;verdade&#8221;. Quando renunciamos a realidade objetiva, a verdade torna-se aquela opinião de um individuo ou grupo que é imposta a força.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Essa é a ligação existente que existe entre o relativismo impulsionado pela esquerda pós moderna e o principio fascista de violencia. Sem uma referência a uma realidade externa na qual devemos nos conformar, fica impossível dizer quando uma pessoa está errada ao expressar uma opinião que não coincide com os fatos objetivos. </p>



<p class="wp-block-paragraph">A definição de verdade em Tomás de Aquino parece ser bem simples à primeira vista. Define-a o Aquinate da seguinte maneira: <em>Veritas est adaequatio intellectus et rei</em>, <strong><em>&#8220;a verdade é a adequação entre o intelecto e as coisas</em>&#8221; </strong>A verdade é assim concebida como uma correspondência entre a realidade objetiva e a mente.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Seguindo a linha de Aristóteles, Santo Tomás de Aquino define inteligência como:<strong><em> “adequação do intelecto à realidade”.</em></strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">A verdade de uma afirmação é determinada por sua correspondência com fatos objetivos, que se referem a realidades externas e independentes de nós.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><em>“O discurso verdadeiro não pode de modo algum causar a realidade do seu próprio conteúdo, mas o conteúdo se apresenta de certa forma como a causa da verdadeira realidade do discurso.</em>&#8220;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Ou seja, o <strong>homem não constrói a verdade, não há produção da verdade</strong>, mas, para que um juízo seja verdadeiro é necessário medi-lo pela concretude da própria realidade.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Em outras palavras, a verdade, de acordo com essa teoria, existe quando o que pensamos corresponde ao que realmente é.&nbsp;É a ideia de que o intelecto humano é capaz de apreender a realidade de forma precisa, e que a verdade é alcançada quando essa apreensão é correta,</p>



<p class="wp-block-paragraph">Eis a noção clássica de verdade como correspondência. É a noção de que deve haver alguma identificação entre a realidade em si e o que é produzido na minha mente.</p>



<h2 class="wp-block-heading">O Afastamento da Verdade Objetiva (Mentalidade do pós modernismo)</h2>



<p class="wp-block-paragraph">Nietzsche expressou esse impasse da posição realista ao afirmar que a percepção sensorial à qual acessamos a cada momento “não conduz de modo algum à verdade, mas satisfaz-se com a recepção de estímulos” que recebemos e que se produzem no nosso ser, na nossa vida.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Descartes, buscando superar o realismo, propôs uma nova definição de verdade: seria uma certeza subjetiva que se estabeleceria em nós por meio da evidência da clareza e da distinção de certas ideias.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Foi ele, no entanto, como o pai da modernidade, que nos conduziu a uma abordagem cada vez mais <strong>centrada no sujeito</strong> (subjetivismo) Assim, à medida que nos concentrávamos nas ideias que emergem em nossas mentes, acabávamos nos afastando da perspectiva realista. A maioria dos filósofos começou a conceber o acesso à verdade como simplesmente uma operação subjetiva.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Por fim, o realismo deu lugar ao perspectivismo: não se trata apenas de afirmar a impossibilidade de acesso a uma Verdade objetiva e universal, mas de refutar, a existência de tal Verdade escrita com letra maiúscula.<strong> Fatos objetivos perdem, assim, relevância, enquanto interpretações subjetivas e circunstanciais são exaltadas</strong>.<strong> Em última análise, não há mais fatos objetivos: tudo se reduz a interpretações possíveis. A verdade é vista como uma construção puramente humana.</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">De fato, como posso ter certeza de que o pensamento produzido em minha mente corresponde à realidade objetiva do meu entorno? Para Nietzsche, há uma falsa presunção de verdade na perspectiva realista: os filósofos clássicos, diz ele, realizaram um ato hipócrita de puro orgulho ao afirmar conhecer as essências das coisas em si mesmas, como se a representação no intelecto acessasse a realidade da coisa.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A desconstrução do realismo acompanha a proclamação de que cada um de nós é um <strong>produtor criativo de novas verdades</strong>. É por isso que só me torno verdadeiramente livre após eliminar a Verdade objetiva e universal. Portanto, a derrota dessa Verdade absoluta, à qual devo me adaptar, corresponde à minha vitória como um poderoso &#8220;gênio construtivo&#8221; &#8211; eu crio conceitos por mim mesmo. Nietzsche, portanto, não apenas desconstruiu a perspectiva realista; ele nos convidou a criar nossa própria essência absolutamente única a partir da pessoa que somos ou, em outras palavras, a partir de nossa própria vontade.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Essa luta contra o realismo classico vem de um impulso que me leva a ter resistencia ao movimento de me adaptar a uma realidade externa de mim, como algo totalitário, já que me impõe uma Verdade e faz com que eu tenha que me adaptar a ela. A referência a uma verdade objetiva é encontrada em uma realidade externa a meu ser e independente de meus desejos.</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Na perspectiva moderna, a libertação ocorre quando eu me torno o ponto central de construção de minha própria verdade.</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Assim, em tais círculos acadêmicos, tornou-se muito difícil ser realista, porque o status quo atual considera ilegítimo e próprio de uma atitude totalitária afirmar conhecer uma realidade objetiva independente de nós. Além disso, até mesmo a própria existência dessa realidade externa tornou-se, em tais contextos, uma ilusão.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O perspectismo enxerga a verdade como uma convenção imposta a nós por meio da força (de uma poder estabelecido), a verdade é uma imposição dos que detém o poder, não há mais a busca por uma verdade objetiva, o que importa é a controle do status quo (que privilegia um grupo ou instituição) &#8211; os &#8220;vencedores&#8221; que decidirão o que é &#8220;certo&#8221; e o que é &#8220;errado&#8221;. A verdade deve ser estabelecida por meio da força (tudo é visto como construção social)</p>



<p class="wp-block-paragraph">Do perspectivismo radical surge um conflito entre diferentes pontos de vista que competem pela supremacia sobre qual “verdade” prevalecerá na sociedade.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Portanto, a verdade não só se reduz a uma construção humana, a uma mera convenção social, mas cada indivíduo possui a sua própria verdade, absolutamente única.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><em>“Quando a própria cultura é corrupta e a verdade objetiva e os princípios universalmente válidos não são mais mantidos, então as leis só podem ser vistas como imposições arbitrárias ou obstáculos a serem evitados</em>&#8221; &#8211; Papa Francisco</p>



<h2 class="wp-block-heading">Vivemos na Era em que a Verdade Existe (Pós-Verdade)</h2>



<p class="wp-block-paragraph"><strong><em>“Vivemos na era da pós-verdade. O termo, um neologismo, descreve uma realidade em que os fatos objetivos têm menos influência sobre a opinião pública do que os apelos emocionais e as crenças pessoais.”</em></strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">A Pós verdade é a supremacia da emoção sobre a razão, mas mais do que isso, é a dissolução do próprio conceito da Verdade &#8211; a verdade passa a ser a narrativa predominante, a que desperta mais sentimentos, aquela que é mais repetida por todos &#8211; ela não precisa mais corresponder aos fatos, ao que é real. </p>



<p class="wp-block-paragraph">O que é valorizado agora é a boa retorica, a oratoria, o que mais despertar sensações agradaveis&#8230; a verdade não importa, a busca da verdade torna-se desnecessária&#8230; &#8220;eu acredito, portanto aquilo existe&#8221;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Ou seja, para a pós-verdade o que vale é a emoção e não os fatos, as opiniões particulares e não a verdade.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><em>&#8220;É grave uma situação em que se deixa de levar em conta a distinção entre o certo e o errado, o bom e o mau, o justo e injusto, os fatos e as versões, a verdade e a mentira. Entra-se, então, numa era em que predominam as avaliações fluidas, as terminologias vagas ou os juízos baseados mais em sensações do que em evidências. Passa a ser verdade aquilo de que gostamos, que escolhemos e difundimos, torcendo para que tenha a maior repercussão possível.&#8221;</em> Dom Murilo Krieger</p>



<p class="wp-block-paragraph">Vivemos em um tempo em que os FATOS importam menos do que as NARRATIVAS &#8211; conceito de pós-verdade, em que o fatos têm menos importancia na construção da realidade do que as crenças e opiniões individuais, o que importa é a narrativa que ressoa com as emoções da pessoa. </p>



<p class="wp-block-paragraph">Não podemos deixar de dizer que os humanos são buscadores tendenciosos de informações. Preferimos receber informações que confirmem nossas visões existentes.</p>



<h2 class="wp-block-heading">Por que devemos permanecer realistas?</h2>



<p class="wp-block-paragraph"><em>&#8220;A verdade, hoje em dia, é frequentemente reduzida à autenticidade subjetiva do indivíduo, válida apenas para a vida do indivíduo. Uma verdade comum nos intimida, pois a identificamos com as exigências intransigentes dos sistemas totalitários. […] Quem crê pode não ser presunçoso; pelo contrário, a verdade conduz à humildade, pois os crentes sabem que, mais do que possuirmos a verdade, é a verdade que nos abraça e nos possui. Longe de nos tornar inflexíveis, a segurança da fé nos põe em caminho; ela permite o testemunho e o diálogo com todos.&#8221; &#8211; Papa Francisco</em></p>



<p class="wp-block-paragraph">Nós podemos saber algo sobre a realidade objetiva que existe independentemente de nós. <strong>A presença de uma realidade externa na qual eu preciso me adaptar.</strong> É importante assumir a presença de uma Verdade que transcende todas as tradições, todas as ideologias, todos os pontos de vista.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Assim, em vez de assumir a impossibilidade de alcançar a verdade, como Pilatos ironicamente perguntando: <em>“O que é a verdade?” </em>(João 18:38), podemos empreender o esforço de abordá-la juntos.</p>



<ul class="wp-block-list">
<li><strong>Somos chamados a ser humildes perante a realidade que não construimos por meio de nossa atividade mental.</strong> <strong>A arrogância reside mais no sujeito que cria suas próprias verdades subjetivas do que na pessoa que se esforça para acomodar uma realidade objetiva independente de suas próprias construções.</strong></li>
</ul>



<p class="wp-block-paragraph">Considere os &#8220;verificadores de fatos&#8221; presentes nas mídias sociais. Vemos que a verificação da verdade de uma publicação depende do conhecimento correto de um fato objetivo (dai podemos ver que um determinado discurso não se adequa a realidade, que é, portanto, falso). A verificação de fatos utilizada para contrariar os perigos da pós-verdade pressupõe, portanto, necessariamente o realismo, segundo o qual devemos referir-nos a uma realidade objetiva e independente da nossa vontade e das nossas construções ideológicas.</p>



<h2 class="wp-block-heading">A origem de nossas ideias</h2>



<p class="wp-block-paragraph"><strong><em>O conformista moderno, é o “homem dirigido pelo outro”, tirando seus valores, padrões, significados e propósito de modas e modismos, do Zeitgeist, o espírito do tempo.</em></strong> &#8211; Peter Kreeft</p>



<p class="wp-block-paragraph">Você já parou para refletir sobre a origem de suas ideias? Se realmente fizeremos esse autoexame, verificariamos que a maior parte de nossas ideias, nossa cosmovisão e comportamento não foram escolhidas por nós mesmos, simplesmente absorvemos, sem nenhuma discriminação, as modas intelectuais e chavões transmitidos pela opinião popular, pelo espírito de nossa época. </p>



<p class="wp-block-paragraph">Absorvemos, acriticamente e passivamente, todas as ideias que nos chegam, adotando-as como verdadeiras. É necessário rastrearmos as influencias que moldaram nosso pensamento ao longo do tempo.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Esse tipo de exercício foi um dos grandes aprendizados deixados pelo professor Olavo de Carvalho, que propunha aos seus alunos a construção de uma <strong>autobiografica intelectual,</strong> uma espécie de autobiografia sobre as ideias que mais nos impactaram sem diferentes momentos de nossa vida, as ideias que aderimos para construir nossa cosmovisão.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Anamnese </strong>(autobiografia intelectual) &#8211; consiste numa técnica de rastreamento da origem das suas crenças ou ideias na realidade. Sem esse rastreamento, o sujeito cairá num efeito manada, a reprodução de ideias externas, veiculadas nos jornais, filmes, universidades, redes sociais, etc, enquanto o indivíduo julga a si mesmo como alguém dotado de &#8220;opinião própria&#8221;.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><em>&#8220;Para iniciar este rastreamento, é essencial adotar uma postura de sinceridade radical consigo mesmo, questionando não apenas as ideias que temos, mas como e por que elas chegaram até nós. Esse exercício envolve revisitar momentos e contextos específicos da nossa vida onde conceitos-chave foram introduzidos e como nossa interação com esses conceitos evoluiu ao longo do tempo. Ao revisar nossas opiniões e crenças, frequentemente descobrimos que muitas delas foram adotadas por imitação ou por parecerem alinhadas com nossos sentimentos naquele momento, sem uma análise profunda de seu significado ou veracidade.&#8221;- </em>(do site: <a href="https://olavete.com.br/origem-ideias/">Olavete</a>)</p>



<p class="wp-block-paragraph"><em>&#8220;Podemos nos perguntar: <strong>“Quando eu comecei a pensar dessa maneira?</strong> <strong>Quais eventos ou pessoas influenciaram essa crença?”</strong> Essas perguntas podem nos levar a reconhecer padrões e fontes recorrentes de nossas influências. Evitar as armadilhas da adoção passiva de ideias e buscar constantemente a origem e a validade de nossas crenças nos permite construir uma personalidade intelectual mais autêntica e resiliente.&#8221;</em> &#8211; (do site: <a href="https://olavete.com.br/origem-ideias/">Olavete</a>)</p>



<p class="wp-block-paragraph"><em>&#8220;Só um imbecil completo busca ter uma opinião própria, Quem tem cabeça busca ter uma opinião verdadeira&#8221;</em> &#8211; Olavo de Carvalho</p>



<p class="wp-block-paragraph">É necessário pensar sobre as grandes questões da vida. É falsa a noção de que o caminho da felicidade é o não-pensamento, a superação da mente inquieta. Os nossos problemas são tão complexos e suas causas tão profundas que, para os compreendermos,necessitamos mais do que nunca refletir e procurar soluções reais.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Isso é o que mais falta na humanidade&#8230; aprender a pensar sobre grandes questões. Isso não envolve você simplesmente repetir slogans e doutrinações que recebeu da sua escola e faculdade, mas sim fazer a si mesmo perguntas dificeis como: <strong>Já que é vida é um processo/questão em aberto, um projeto em constante desenvolvimento, como levar a bom termo esse projeto? Como se aprende a arte de viver? Qual é o caminho que leva a felicidade?</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Para os que creem, Deus é o único que pode satisfazer essas questões, visto a tendência observada em toda a humanidade de sempre buscar o eterno e Deus, um buraco infinito que o homem carrega dentro de si que só o próprio Infinito, Deus, pode preencher. </p>



<p class="wp-block-paragraph">Alguns acreditam que a vida sem fé é mais fácil, porém a vida sem Deus é um absurdo total. O homem não consegue viver sem pontos de referência e todos aqueles sistemas de pensamento que se baseiam na negação da existencia de Deus, eventualmente acabam colocando um novo &#8220;deus&#8221; (ídolo) na tentativa de ocupar esse buraco. </p>



<p class="wp-block-paragraph">A dúvida deve levar-nos a aprofundar. <em>&#8220;Se você se vê assaltado pelo pensamento de que tudo quanto imaginou sobre Deus é falso e de que Deus não existe, não se sobressalte por isso. Mas não pensa que a sua incredulidade procede de que Deus não existe. Talvez haja na sua fé algo de errado e você tenha que se esforçar por compreender melhor isso que chama Deus. Quando um selvagem deixa de crer no seu Deus de madeira, isso não significa que Deus não existe, mas que o verdadeiro Deus não é de madeira&#8221;</em> &#8211; Tolstói</p>



<p class="wp-block-paragraph">Lutar por encontrar a verdade é um instinto conatural a todo o ser humano. A grandeza do homem reside em que se pode decidir-se pela verdade e pelo bem, e assim construir a sua vida a luz da sabedoria e da liberdade. </p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Sabemos que o conhecimento da realidade é importante, pois favorece a liberdade. A conquista da liberdade é uma caminho de conhecimento e de exigência pessoal.</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph"><em>&#8220;Para sermos livres, temos de previnir-nos contra a influência da massificação e das correntes de pensamentos da moda. Não se deve esquecer que grande parte do nosso acesso a realidade se dá através dos meios de comunicação, que possuem uma grande capacidade de persuasão, e, se uma pessoa se descuida, pode julgar-se muito livre por seguir a sua imperiosa espontaneidade, sem perceber que está sendo dirigida por uma engenhosa propaganda&#8221;</em> &#8211; Alfonso Aguiló</p>



<h2 class="wp-block-heading">A verdade não é a opinião da maioria</h2>



<p class="wp-block-paragraph">Só por que alguma coisa é praticada por todos, não significa que ela é correta. A opinião da maioria não é o definidor da verdade, até porque, na maioria das vezes, essa maioria se encontra errada.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Se você for parar para pensar, até mesmo confiar na autoridade do consenso cientifico é você se sujeitar a opinião da maioria. Mas o que vale não é o numero de pessoas que aderem a um postulado e sim se aquele mesmo principio é verdadeiro ou não. </p>



<p class="wp-block-paragraph">Muitas das vezes a opinião da maioria estava totalmente errada. Em um tempo atrás, questões como o tráfico de escravos, a tortura e a segragação racial eram consideradas &#8220;certas&#8221; pela maioria das pessoas&#8230; foi preciso que homens corajosos, que tivessem a disposição de ir contra a corrente, pussessem um fim a essas arbitrariedades impostas pela opinião da maioria. </p>



<p class="wp-block-paragraph"><em>&#8220;O errado é errado mesmo que todo mundo esteja fazendo. O certo é certo mesmo que ninguém esteja fazendo.&#8221;</em> GK Chesterton</p>



<h2 class="wp-block-heading">Que tipo de pessoa eu quero ser?</h2>



<p class="wp-block-paragraph">Quando alguém se interroga sobre o tipo de pessoa que quer ser, e sobre o modo de conseguí-lo, tem pela frente questões importantes. O acerto da sua vida dependerá muito de que não fuja dessas perguntas. Não basta pensar um pouco nelas, porque, como escreveu Thomas More, muitas pessoas fracassam na vida, não por terem negado a pensar nessas questões, mas por terem pensado pouco nelas. </p>



<p class="wp-block-paragraph">As vezes, é o que pode parecer, e, com efeito, a pressão do ambiente tem muita força. Já dizia o Chesterton: &#8220;É tão simples, tão fácil e agradável entreguarmo-nos as mãos do conformismo&#8230; e tão duro atrevermo-nos a ser o que somos, e a crer no que cremos, por fidelidade a nossa própria alma&#8221;. </p>
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			</item>
		<item>
		<title>Doutrinação Ideológica e Imbecilização nas Instituições de Ensino</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Davi Klein]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 14 Dec 2025 11:01:35 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Autoconhecimento]]></category>
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					<description><![CDATA[Muitas das coisas que escrevi aqui nesse post vieram do livro &#8220;O mínimo sobre doutrinação&#8221; da Pietra Bertolazzi, um livro que recomendo muito por explicar a realidade da manipulação psicologica e de lavagem cerebral que basicamente ocorrem nesses ambientes. Tá, blz, mas o que significa &#8220;doutrinação&#8221; e como ela ocorre nesses locais? A doutrinação através [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p class="wp-block-paragraph">Muitas das coisas que escrevi aqui nesse post vieram do livro<a href="https://amzn.to/3MyUoOh" target="_blank" rel="noreferrer noopener"> &#8220;O mínimo sobre doutrinação&#8221; da Pietra Bertolazzi</a>, um livro que recomendo muito por explicar a realidade da manipulação psicologica e de lavagem cerebral que basicamente ocorrem nesses ambientes. Tá, blz, mas o que significa &#8220;doutrinação&#8221; e como ela ocorre nesses locais?</p>



<p class="wp-block-paragraph">A doutrinação através das instituições de ensino ocorre quando, ao invés de dar o conteúdo da matéria sob os diversos pontos de vista ou explicar impacialmente os acontecimentos históricos, o professor <strong>SONEGA</strong> AO ALUNO BOA PARTE DA INFORMAÇÃO, transmitindo apenas o que lhe convém, principalmente em relação ao seu próprio viés político e ideológico. </p>



<p class="wp-block-paragraph">Alguns idiotas, cínicos e outras pessoas que foram doutrinadas irão negar a existência de uma doutrinação esquerdista nas escolas e universidades. Mas, basta você ir passear em uma universidade pública e verá cartezes de idolatria a Marx, ao comunismo e até mesmo (o que é proíbido por lei) adesivos e símbolos partidarios (como do PT e PSOL). Além do mais, <strong>Freire, Marx e Foucault não saem do topo da lista de autores mais citados no Brasil</strong> (2025).</p>



<p class="wp-block-paragraph">A doutrinação nas escolas e universidades ocorre tanto pela sonegação de informações relevantes que levariam o indivíduo a chegar a uma conclusão através do seu próprio juízo, como também pela má formação desses professores (que também foram doutrinados). </p>



<p class="wp-block-paragraph">Professores, muitas vezes, compartilham suas visões ideológicas em sala de aula como verdades, ou para ser preciso, como pensamento crítico. Visões consideradas remotamente transfóbicas, racistas, homofóbicas, elitistas são invalidadas sem a menor chance de discussão, pois são vistas como erradas. Evidentemente, quem controla o que é considerado &#8220;racista, xenofóbico, sexista, fascista&#8221; são as mesmas pessoas que desejam controlar o discurso e a narrativa. </p>



<p class="wp-block-paragraph">Quais são as ideias que não são bem vindas? &#8211; aquelas que desafiam a narrativa predominante de equidade, diversidade e inclusão.<strong> A missão principal das universidades se tornou fazer justiça social</strong>, promoção de ideias que rompam com essas hierarquias de poder opressoras. Fazer perguntas &#8220;erradas&#8221; e que destoam da visão woke pode acabar com sua carreira e reputação.</p>



<ul class="wp-block-list">
<li><strong>As universidades já não são baseadas em principios liberais, como a diversidade de ideias e o direito de livre-pensar, elas deveriam ser espaços para discordâncias e controvérsias.</strong> Não existe mais o DISPUTATIO e pessoas que não se curvam ao pensamento wokeista são hostilizadas.</li>
</ul>



<p class="wp-block-paragraph">Trata-se da imposição de um comportamento político robotizado e revolucionário. Tal imposição se dá através da manipulação proposital da informação transmitida em sala de aula (através de mentiras deliberadas e manipulação emocional)</p>



<p class="wp-block-paragraph">Há claramente um atentado contra a liberdade de consciência &#8211; você é obrigado a pensar de uma certa forma, mesmo que tal ideologia seja inconciliavel com sua consciência.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Embora ideias progressistas sejam defendidas em nome da tolerância, a forma como ela se materializa é, muitas das vezes, intolerante, pois usa tática de coerção para eliminar a crítica e o questionamento.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Quais seriam essas pautas progressistas: o feminismo, a agenda ambiental, o movimento lgbt, o movimento negro, grupos que apoia a causa indigena, a causa dos gordos, etc. </p>



<p class="wp-block-paragraph">Há claramente um fenômeno de idiotização, em que as pessoas só aprendem e conseguem  em cima desses três termos: gênero, raça e sexualidade.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Muitas crianças e adolescentes passam mais tempo com seus professores do que com os próprio pais, por isso, o ensino é o caminho perfeito para se iniciar um processo de doutrinação ideológica. </p>



<p class="wp-block-paragraph">A modernidade, que se seguiu ao humanismo, conseguiu relativizar ainda mais o conhecimento, porque sustentava que tudo o que acontecera no Ocidente inteiro até então, todas as conquistas e todo o desenvolvimento social, havia de ser descartado por ser resultado de uma opressão patriarcal religiosa. </p>



<blockquote class="wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow">
<p class="wp-block-paragraph">&#8220;<em>O principal trabalho do homem intelectual atual é relembrar as verdades básicas&#8221;</em></p>
</blockquote>



<p class="wp-block-paragraph">G.K <em>Chesterton</em></p>



<p class="wp-block-paragraph">Na visão Woke, o Método cientifico seria apenas mais uma tradição branca, majoritariamente masculina, com discursos dominantes carregados de suas visões de mundo. Anticiência &#8211; o modelos cientifico objetivo e cartesiano é ultrapassado, o papel da ciencia torna-se ser um instrumento de justiça social. Refutação ao objetivismo cientifico emerge do contexto de fazer justiça social e da ideia de que toda a ciência produzida até o momento visa perpetuar a supremacia branca. E como fazer para combater tal supremacia branca? Refutação <strong><em>objetivismo cartesiano, a lógica, a verdade</em></strong> (forma de combate as injustiças perpretadas a esses grupos). Nesse entendimento, a ciência seria branca, eurocentrica e racista.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A refutação do objetivismo cientifico seria uma forma de combate a supremacia branca, que seria reforçada pela ciência. Dai vemos pautas como &#8220;racismo da matemática&#8221;.</p>



<h2 class="wp-block-heading">A necessidade de controlar o discurso</h2>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Tudo se volta para o discurso, por isso querem tanto policiá-lo. Quanto mais &#8220;privilegiado&#8221; menos a pessoa tem o direito de expressar a sua opinião, porque a sua fala carrega uma narrativa discursiva dominadora e autoritária. </strong></p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Todas as nossas ideias, conceitos, normas vieram e foram contaminadas por essa hierarquia de opressão injusta na qual se estruturou a sociedade, por isso, toda ela deveria vir a baixo, trazer esse modelo abaixo e contruir um novo</strong> (junto com a família, padrões de beleza, realidades biológicas, etc)</p>



<p class="wp-block-paragraph">O conjunto destes fatores leva a uma grave falta de diversidade de ideias e compromete uma dos valores mais caros das universidades, o livre-pensamento. </p>



<h2 class="wp-block-heading">Paulo Freire, o Picareta</h2>



<p class="wp-block-paragraph">Um dos principais responsáveis por essa doutrinação que acontece em nosso pais foi Paulo Freire. É importante entender que não há separação entre ideologia e método educador. </p>



<p class="wp-block-paragraph">Apesar de seu método nitidamente ideológico e dos elogios que tece a Fidel Castro e Che Guevara, ele é um dos autores mais citados no ambiente academico. </p>



<p class="wp-block-paragraph">Paulo Freire ficou famoso pelo discurso de corrigir os índices elevados de analfabetismo no Brasil, especialmente entre a população mais pobre. Adepto da teoria marxista e de sua aplicação na educação, implantou a luta de classes no ambiente escolar, sustentando que o problema educacional era social, que os menos favorecidos tinham de ser introduzidos na política. Sua teoria mais conhecida, a &#8220;pedagogia da libertação&#8221;, estabelece que não existe educação neutra. Aqui está uma das origens da doutrinação progressista nas escolas e universidades: em vez de formar cidadãos e profissionais para o crescimento do país, formam soldados dispostos a cometer atrocidades em nome do marxismo no meio acadêmico.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Se o leitor dispuser de tempo e estômago para ler a sua obra &#8220;Pedagogia do oprimido&#8221;, vai encontrar ali não um tratado de pedagogia, mas uma pregação comunista, escrita em português ruim.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A pedagogia libertadora se baseia na ideia de que a educação é um ato político que deve promover a conscientização crítica dos indivíduos sobre sua realidade, especialmente a de opressão.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O pedagogo pretendia &#8220;despertar a consciência&#8221; dos alunos, geralmente adultos em áreas rurais, para a &#8220;opressão&#8221;. A enxada não seria usada para ensinar as letras, mas também para problematizar as relações de trabalho, a riqueza</p>



<p class="wp-block-paragraph">O Brasil está entre os piores no ranking mundial de educação. O Brasil figura entre as últimas posições no ranking do Pisa, com uma pontuação abaixo da média da OCD. De 81 paises, ficamos no 52 lugar. Nossa educação piora a cada ano e continua pobre de conteúdo técnico e repleto de doutrinação marxista, que cada vez mais se sobrepõe a qualquer compromisso da busca da verdade.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O método freireano domina totalmente a educação brasileira, e o resultado não mudará &#8211; nosso país continuará caindo ainda mais no rankinig do PISA, isso porque quase todo o ensino se resumiu em anfiar as nossas crianças goela abaixo, as nefastas aulas de marxismo diluido. </p>



<p class="wp-block-paragraph">Em vez do solucionar o problema, o método Paulo Freire só nefasta a educação nacional. Isso porque a Educação passou a ser vista como um ato político de transformação e revolução. Local onde se ensina justiça social.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Para Freire, todos somos opressores ou oprimidos. Até na família, onde pais oprimem filhos. </strong>Para Freire, alunos e crianças são oprimidos, enquanto os professores a pais são os opressores.</p>



<h2 class="wp-block-heading">Conhecimentos e pesquisas acadêmicas inúteis</h2>



<p class="wp-block-paragraph">No campo das ciências humanas e sociais, predominam estudos cientificos de baixo rigor metodologico. A carência do treinamento metodológico aprofundado, sem rigor de método permite a intrusão ideologica. Devido a baixa qualidade desses estudos, os resultados não são generalizados, pouco proveito se faz do dinheiro público, pois esses estudos não são usados para informar políticas públicas que fazem diferença na vida das pessoas (que sustentam o ensino superior por meio do imposto) Dinheiro público utilizado para promover conversa entre amigos, sem um fim em si mesmo, apenas pela discussão. </p>



<p class="wp-block-paragraph">A posição político ideologica do docente que se pode mesclar a sua prática e a falta de treinamento metodológico, que quando combinados, criam toda sorte de estudos mal conduzidos e sem resultado prático (além disso, a maior parte do dinheiro que vai para a pasta da educação é gasto com o ensino superior, o que deixa a educação básica com muito menos recursos).</p>
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		<title>Em Tempos de Crises, Precisamos de Homens Teóricos (G.K Chesterton)</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Davi Klein]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 09 Dec 2025 23:53:52 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Autoconhecimento]]></category>
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					<description><![CDATA[&#8220;O principal trabalho do homem intelectual de hoje é recordar as verdades que são óbvias&#8221; &#8211; GK. Chesterton As grandes crises e lutas ocorrem numa dimensão mais profunda, a intelectual e espiritual. Nos tempos modernos, existe um foco na eficiência &#8211; você descobre tudo sobre algo, exceto para que esse mesmo algo serve. &#8220;Um interesse [&#8230;]]]></description>
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<p class="wp-block-paragraph"><em>&#8220;O principal trabalho do homem intelectual de hoje é recordar as verdades que são óbvias&#8221; </em>&#8211; GK. Chesterton</p>



<figure class="wp-block-embed is-type-video is-provider-youtube wp-block-embed-youtube wp-embed-aspect-16-9 wp-has-aspect-ratio"><div class="wp-block-embed__wrapper">
<div class="video_embed clearfix"><div class="video_embed clearfix"><iframe title="Não Seja Um Jovem Revolucionário | O Ímpeto Moderno de Transformar o Mundo" width="500" height="281" src="https://www.youtube.com/embed/8M1BlxCR1vk?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe></div></div>
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<p class="wp-block-paragraph">As grandes crises e lutas ocorrem numa dimensão mais profunda, a intelectual e espiritual. Nos tempos modernos, existe um foco na eficiência &#8211; você descobre tudo sobre algo, exceto para que esse mesmo algo serve.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><em>&#8220;Um interesse que qualquer pessoa culta não pode deixar deter é o de compreender o próprio tempo, a época em que está vivendo, as suas principais caracteristicas, as suas tendências, as suas diferenteças em relação a outras épocas. Se não se tem uma ideia, mesmo vaga e genérica, do próprio tempo, é dificil orientar-se na vida, nas próprias escolhas, profissionais, sociais, politicas e culturais. É verdade que nem todos podem ter, conscientemente, ou explicitamente, esse tipo de interesse, assim como nem todos têm o mesmo nível de cultura. Mas parece-me bastante evidente que uma pessoa considerada &#8220;culta&#8221; deve ter alguma ideia a esse respeito.&#8221;</em> -Do livro &#8220;Convite a filosofia de Enrico Berti</p>



<p class="wp-block-paragraph">Em seu livro &#8220;O que há de errado com o mundo&#8221;, Chesterton, no capítulo &#8220;Procura-se: homem não prático&#8221;, comenta o seguinte:</p>



<p class="wp-block-paragraph"><em>&#8220;Em nossa época, despontou uma fantasia singularissima: a de que, quando as coisas vão muito mal, precisamos de um homem prático. Seria muito mais verdadeiro dizer que, quando as coisas vão muito mal, precisamos de um teórico. Um homem prático é alguém acostumado a mera prática cotidiana, a maneira como as coisas funcionam normalmente. Quando as coisas não estão funcionando, é preciso do pensador, do homem com uma doutrina que explica por que elas não estão funcionando. Enquanto Roma arde em chamas, é errado tocar violino; mas é correto estudar teoria hidráulica. Portanto, urge abandonar o agnosticismo diário e tentar &#8220;conhecer as causas das coisas&#8221;. Se se avião tiver uma leve avaria, um homem hábil poderá consertá-lo. Contudo, se padecer de um mal grave, o mais provável é que se tenha de tirar de uma universidade ou laboratório algum velho e distraido professor de cabeleira desgrenhada e branca para analisar o mal. Quanto mais complicada a avaria, tanto mais grisalho e distraído haverá de ser o teórico.&#8221;</em></p>



<p class="wp-block-paragraph">A filosofia cristã soube concentrar seu esforço intelectual para identificar e remediar as causas da decadência cultural ao longo do tempo. Santo Agostinho e São Bento (renovação na antiguidade); São Bernardo e São Tomás na idade média; Santo Inácio, Santa Teresa e Newman na modernidade e São Josemaria e São João Paulo 2 na contemporaneidade.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Sertillanges, em vez de se render ao pessimismo de seu tempo, convoca os católicos ao trabalho paciente de reflexão sobre a <strong>crise civilizacional. </strong></p>



<h2 class="wp-block-heading">O impeto moderno por transformar o mundo exterior</h2>



<p class="wp-block-paragraph"><em>&#8220;Hoje, de fato, raramente se encontra um jovem que não queira, antes de tudo, &#8220;transformar o mundo&#8221; e que em função desse parti pris, não adie para as calendas gregas o dever de perguntar o que é o mundo&#8221;</em> &#8211; Olavo de Carvalho</p>



<p class="wp-block-paragraph">Em um dos capítulos do livro &#8220;O mínimo que você precisa saber para não ser um idiota&#8221;, Olavo de Carvalho comenta sobre os jovens que se engajam na missão de transformar o mundo (sem antes compreende-lo). Ele diz que &#8220;saber primeiro para depois julgar é o dever numero um do homem responsável&#8221; e que infelizmente, no Brasil, as pessoas só se preocupam com a aquisição de cultura e inteligência depois da aposentadoria (e olhe lá!). </p>



<p class="wp-block-paragraph">Porém, nesse estagio da vida, tal conhecimento apenas lhe revelaria o que tal pessoa deveria ter feito e não o fez. Então, continuam se esquivando do conhecimento e este deixa de ser uma força transformadora e transfiguradora. Eis onde termina a vida daquele que, na juventude, em vez de esperar compreender, cedeu a tentação lisonjeira do primeiro convite e se tornou um &#8220;participante&#8221;, um &#8220;transformador do mundo&#8221;. </p>



<p class="wp-block-paragraph">Portanto, a pior coisa que você pode fazer enquanto jovem é ser um desses militantes políticos que não compreendem nem o mundo em que vivem, senão a unica coisa que você estará fazendo é tentar transformar o mundo a imagem de sua própria idiotice. </p>



<p class="wp-block-paragraph"><em>&#8220;Antes de querer mudar o mundo, arrume seu quarto&#8221;</em> &#8211; Nesta frase de Jordan Peterson, ele antepõe a ética a ação política, <strong>criticando o ativismo histérico e hipócrita.</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">O professor Olavo de Carvalho também comenta algo parecido, quando diz que <em>&#8220;A expansão dos ideais sociais e da revolta contra a sociedade injusta vem junto com o rebaixamento do padrão moral das pessoas, afinal tem coisa mais fácil e mais confortavel do que sempre aliviar suas culpas e &#8220;encobrir&#8221; suas maldades jogando-as nas costas da sociedade?&#8221;</em></p>



<p class="wp-block-paragraph">O professor Olavo de Carvelho também comenta em um dos capítulos de seu livro &#8220;O Imbecil Coletivo&#8221; sobre o que as pessoas consideram ser uma pessoa &#8220;moralmente boa&#8221; nos dias atuais:</p>



<p class="wp-block-paragraph"><em>&#8220;Eis um resumo da moral dos nossos tempos &#8211; condena a indiferença conformista e exorta as pessoas a um comportamento ético de combater as injustiças. Combater as injustiças para ser a mais elevada conduta ética nos dias de hoje. O estado normal do homem ético, segundo essa perspectiva é a indignação e sua arma a denúncia. Uma etica que enfatize acima de tudo o combate e a denuncia é uma etica que induz cada individuo antes a fiscalizar os outros do que a dominar-se a si mesmo. É uma antiética, que adotada em escala nacional, terá como resultado transformar o povo brasileiro numa horda de irresponsáveis indignados. Indignados com os outros e perfeitamente satisfeitos consigo mesmos, na traquilidade da falsa consciencia que, ao denunciar, acredita ter cumprido o seu máximo dever. Uma ética de espiões, fofoqueiros, maliciosos até a medula e totalmente destituidos de autoconciencia crítica.&#8221;</em> Olavo de Carvalho</p>



<h2 class="wp-block-heading">Cuidado com Mudanças Irrefletidas</h2>



<p class="wp-block-paragraph">Além disso, o filosofo G.K Chesterton afirma que <em><strong>&#8220;Antes de mudar algo, precisamos entender por que foi colocado lá em primeiro lugar.&#8221; </strong></em>Basicamente isso significa o seguinte: <strong>Não destrua o que você não entende!</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Tal frase explica a importância da justificação antes da reforma. Imagine uma estrada onde uma cerca foi construída no meio. Um reformador, vendo a cerca sem um propósito aparente, decide que ela deve ser derrubada para melhorar o fluxo ou a estética.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Chesterton argumenta que o reformador está agindo irracionalmente se não souber por que a cerca foi erguida originalmente. Ele pode derrubar a cerca sem perceber que ela estava lá por uma razão importante — talvez para impedir que crianças caíssem em um barranco, para deter o gado, ou para proteger uma plantação</p>



<p class="wp-block-paragraph">A lição fundamental é que, na ausência de conhecimento sobre a origem ou a função de uma regra, tradição, sistema ou objeto, a atitude mais prudente é a conservação . A mudança só deve ocorrer após uma compreensão completa do&nbsp;<em>status quo</em>.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A frase é um lembrete poderoso contra a &#8220;reforma cega&#8221; ou a tentação de derrubar sistemas simplesmente porque sua lógica não é imediatamente óbvia</p>



<h2 class="wp-block-heading">Virtuosismo Moral</h2>



<p class="wp-block-paragraph">Nos dias atuais, existe uma tendência ao chamado &#8220;Virtuosismo moral&#8221;, em que parecer virtuoso é mais importante do que ser virtuoso ou eficaz (Parecer ser é mais importante do que Ser).</p>



<p class="wp-block-paragraph">No livro &#8220;Virtuosismo moral&#8221;, Justin Tosi e Brandon Warmke discutem o exibicionismo moral:</p>



<p class="wp-block-paragraph"><em>&#8220;Querem que os outros pensem que eles são moralmente especiais. As vezes, esses exibicionistas morais querem que os outros pensem que eles são santos ou heróis da moralidade. Há, porém, exibicionista morais com ambições mais modestas. Eles podem simplesmente querer que os outros acreditem que ele são pessoas moralmente decentes. Em um mundo onde pouquissimos alcançam o piso da respeitabilidade moral, esses exibicionistas pelo menos garantem seu lugar ali.&#8221;</em></p>



<p class="wp-block-paragraph"><em>O ativismo, imediatismo e pragmatismo, em poucas palavras, a concentração na práxis transformadora, como em Marx, suplantam a vida contemplativa, demitindo a verdade moral, metafísica e religiosa, como ilusões de uma época ingênua e ignorante.</em> (Victor Sales)</p>



<p class="wp-block-paragraph"><em>“Os filósofos&nbsp;têm&nbsp;apenas&nbsp;interpretado o&nbsp;mundo&nbsp;de&nbsp;maneiras diferentes; a questão, porém, é transformá-lo” &#8211; Marx</em></p>



<p class="wp-block-paragraph">&#8220;<em>O conhecimento objetivo do mundo comporta uma transformação subjetiva do filósofo, que acolhe, amorosamente, a verdade em seu espírito, sem querer dominá-la ou transformá-la. Essa é a diferença entre um intelectual filosofo cristão e a versão moderna politizada intelectual-sofista, como Rousseau, Marx e Sartre. O intelectual moderno, para Voegelin, é gnostico, pois enfatiza o aspecto técnico e produtivo da ciência, de dominação da natureza e do próprio homem, em nome de um ideal utópico de progresso, normalmente negligenciando a edificação moral do homem pelo autoconhecimento e autodomínio, na busca de instaurar a ordem na sua alma, a partir da ordem divina do cosmos.</em>&#8221; &#8211; O Mínimo Sobre Filosofia (Victor Sales)</p>
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		<title>Uma das Maiores Mentiras Já Contadas Na História da Humanidade</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Davi Klein]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 23 Nov 2025 00:09:03 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Autoconhecimento]]></category>
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					<description><![CDATA[Nesse post falaremos sobre uma das maiores mentiras que você foi doutrinado a acreditar: a de que o problema sempre está lá fora, nunca em você mesmo. A crença de que o mal está na sociedade, no capitalismo opressor, no patriarcado, mas nunca dentro de mim (e que, portanto, a nossa salvação viria de uma [&#8230;]]]></description>
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<p class="wp-block-paragraph">Nesse post falaremos sobre uma das maiores mentiras que você foi doutrinado a acreditar: <strong>a de que o problema sempre está lá fora, nunca em você mesmo. </strong>A crença de que o mal está na sociedade, no capitalismo opressor, no patriarcado, mas nunca dentro de mim (e que, portanto, a nossa salvação viria de uma mudança material externa que solucionaria todos os problemas humanos).</p>



<figure class="wp-block-embed is-type-video is-provider-youtube wp-block-embed-youtube wp-embed-aspect-16-9 wp-has-aspect-ratio"><div class="wp-block-embed__wrapper">
<div class="video_embed clearfix"><div class="video_embed clearfix"><iframe title="Uma das Maiores Mentiras Já Contadas" width="500" height="281" src="https://www.youtube.com/embed/vLFR3KC9IO8?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe></div></div>
</div></figure>



<p class="wp-block-paragraph">A ideia desse post veio do livro da Pietra Pertolazzi chamado &#8220;O Mínimo Sobre Doutrinação&#8221;, e alguns trechos dessa obra foram transcritos aqui. </p>



<p class="wp-block-paragraph"><em>&#8220;A corrupção é, em princípio, um problema pessoa mais do que social; privado mais do que público, íntimo, mais do que externo. Como diz o Evangelho, os frutos podres costumam proceder de árvores podres. Com parecida sabedoria, diz o ditado popular que não se devem esperar maças do espinheiro.  Resumindo: para estancar a corrupção da vida pública, são precisas leis, regulamento, controles e tudo o mais que se queira. Mas, antes de eleger alguém para administrar o dinheiro público, será bom verificar também se se trata de uma pessoa boa.&#8221;</em> &#8211; Enrique Monasterio</p>



<p class="wp-block-paragraph">Foi Rousseau quem proferiu a célebre máxima <strong><em>&#8220;O homem nasce bom e é a sociedade que o corrompe&#8221;. </em></strong>Uma premissa que sustenta muito do pensamento progressista e revolucionário que foi ditado pela elite iluminista. Só que esse pensamento é uma farsa, pois o ser humano <strong>nasce egoista. </strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">O egoísmo é um vício humano que pode ser observado em toda e qualquer criança. Trazemos dentro de nós as raizes de todos os vícios: somos ciumentos, gulosos, possessivos, soberbos, invejosos, preguiçosos e narcisistas. Trazemos a natureza do pecado. Se os pais não interferirem e não ensinarem bons modos, a criança com o passar do tempo se tornará um adulto insuportável. </p>



<p class="wp-block-paragraph">Ao nascer somos uma pedra bruta, e no decorrer dos anos, sob a influência do amor e da educação, começamos a moldar a nossa personalidade para que nos tornemos um ser humano mais agradável de viver. Para quem tem filhos, é facil de observar a fragilidade da teoria de Rousseau. Na prática se dá o exato oposto do que a máxima do filósofo afirmava: <strong>ninguém nasce bom, e não é a sociedade opressora que nos corrompe. </strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">No livro <em>&#8220;Ortodoxia</em>&#8220;, Chesterton diz que&nbsp;<strong>o pecado original é a única doutrina que podemos provar</strong>. <strong>Basta olharmos ao nosso redor, pois sua evidência está por todos os lados</strong>. O Pecado Original é um dos postulados mais básicos do Cristianismo: com o pecado original, a <strong>desordem </strong>foi introduzida na criação e o homem passou a sofrer uma como que inclinação natural para a prática do mal.</p>



<p class="wp-block-paragraph">G. K. Chesterton argumentava que o pecado original&nbsp;<mark>é uma doutrina quase autoevidente, pois a tendência humana para o mal pode ser observada no cotidiano, como a crueldade gratuita ou a falta de humildade</mark>. Ele usava o exemplo de crianças torturando um gato como prova da inclinação para o mal que permeia a natureza humana desde a Queda.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph"><em>&#8220;Eu sei que em mim, isto é, na minha carne, não habita o bem, porque o querer o bem está em mim, mas não sou capaz de efetuá-lo. Não faço o bem que quereria, mas o mal que não quero. Ora, se faço o que não quero, já não sou eu que faço, mas sim o pecado que em mim habita. Encontro, pois, em mim esta Lei: quando quero fazer o bem, o que se me depara é o mal.&#8221;</em> Romanos 7:18-21</p>



<blockquote class="wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow">
<p class="wp-block-paragraph"><em>&#8220;O pecado é uma separação. É a ruptura do relacionamento entre o Homem e Deus, e a obra de Cristo é restaurar essa relação para que possamos entrar em comunhão com Deus novamente. Chesterton diz que,&nbsp;<strong>quando defendemos a fé cristã, o ponto de partida óbvio é falar sobre o pecado</strong>. O mundo pode tentar negar que Deus e Cristo são reais, mas não pode negar a realidade do pecado.&#8221;</em></p>
<cite>Padre Paulo Ricardo</cite></blockquote>



<p class="wp-block-paragraph">Como o Paulo VI disse na Octogesima Adiveniens: <em><strong>&#8220;Está bem claro, as ideologias mais revolucionárias não tem como resultado senão uma mudança de patrões, instalados por sua vez no poder, esses novos patrões rodeiam-se de privilégios, limitam as liberdades e instauram novas formas de injustiças&#8221;</strong></em> Quando um tirano desses se estabelece, qualquer oposição é aniquilada.</p>



<h2 class="wp-block-heading">A Etica da Indignação e o Rebaixamento Moral das Pessoas</h2>



<p class="wp-block-paragraph">A expansão dos ideais sociais e da revolta contra a sociedade injusta vem junto com o rebaixamento do padrão moral das pessoas, afinal tem coisa mais fácil e mais confortavel do que sempre aliviar suas culpas e &#8220;encobrir&#8221; suas maldades jogando-as nas costas da sociedade?</p>



<p class="wp-block-paragraph"><em>&#8220;Eis um resumo da moral dos nossos tempos &#8211; condena a indiferença conformista e exorta as pessoas a um comportamento ético de combater as injustiças. Combater as injustiças para ser a mais elevada conduta ética nos dias de hoje. O estado normal do homem ético, segundo essa perspectiva é a indignação e sua arma a denúncia. Uma etica que enfatize acima de tudo o combate e a denuncia é uma etica que induz cada individuo antes a fiscalizar os outros do que a dominar-se a si mesmo. É uma antiética, que adotada em escala nacional, terá como resultado transformar o povo brasileiro numa horda de irresponsáveis indignados. Indignados com os outros e perfeitamente satisfeitos consigo mesmos, na traquilidade da falsa consciencia que, ao denunciar, acredita ter cumprido o seu máximo dever. Uma ética de espiões, fofoqueiros, maliciosos até a medula e totalmente destituidos de autoconciencia crítica.&#8221;</em> Olavo de Carvalho</p>



<p class="wp-block-paragraph">O Papa Bento XVI também disse algo muito importante sobre o erro fundamental de Karl Marx, que é a acreditar que nossa salvação viria por meio de alguma transformação material, que bastaria &#8220;ajustar&#8221; as condições exteriores/econômicas que todos os problemas do ser humano desapareceriam. </p>



<blockquote class="wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow">
<p class="wp-block-paragraph"><em>&#8220;O fato de ele não dizer nada sobre isso é lógica consequência da sua perspectiva. O seu erro situa-se numa profundidade maior. Ele esqueceu que o homem permanece sempre homem. Esqueceu o homem e a sua liberdade. Esqueceu que a liberdade permanece sempre liberdade, inclusive para o mal. Pensava que, uma vez colocada em ordem a economia, tudo se arranjaria. O seu verdadeiro erro é o materialismo: de fato,&nbsp;<strong>o homem não é só o produto de condições econômicas nem se pode curá-lo apenas do exterior criando condições econômicas favoráveis</strong>.&#8221;</em></p>
<cite>Papa Bento XVI</cite></blockquote>
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