No livro do Osho “Viva a sua própria maneira: A rebeldia de ser você mesmo em um mundo que conspira contra a sua individualidade” – tem um capítulo, no epílogo, chamado “Seja uma luz para si mesmo” (p.201). Queria trazer esse texto para vocês pois ele resume todo o processo e o objetivo final da meditação, que é: A redescoberta da sua luz interior, da sua alma, do seu espírito.

Eis o texto:
Perguntaram para o Osho:
“Como posso me tornar uma luz para mim mesmo?”
Osho responde:
“Essas foram as últimas palavras de Gautama Buda, sua mensagem final para seus discipulos: “Sejam uma luz para vocês mesmos”
Você já é uma luz para si mesmo, só que não tem consciência disso. Você se esqueceu – tem de descobri-la. E a descoberta é simples, muito simples: um simples processo de observar seus pensamentos.
Buda costumava dizer para seus discípulos: deem cada passo atentamente. Ele costumava dizer: observem sua respiração. E essa é uma das práticas mais importantes para a observação, porque a respiração está ali continuamente, disponível 24h por dia onde quer que você esteja. Esteja você sentado, andando, deitado, ela está sempre alí. Continue observando a respiração entrando, a respiração saindo.
Observar a respiração não é o objetivo; o objetivo é aprender a observar.
Observe qualquer coisa, apenas se lembrando que você é um observador. Não se torne um julgador, não seja um juíz. Quando você começa a julgar é porque esqueceu que você mesmo é o observador, ficou envolvido, assumiu posições, escolheu: “estou a favor desse pensamento e estou contra aquele pensamento”. Quando você escolhe, torna-se identificado. A vigilância atenta é o método de destruição de toda a identificação.
Por isso que Gurjieff chamou o seu processo de não identificação. É a mesma coisa, a palavra que ele usa que é diferente.
Não se identifique com nada e pouco a pouco você aprende a arte fundamental da observação. É disso que se trata a meditação. Por meio da meditação, você descobre a sua própria luz. Essa luz você pode chamar de sua alma, seu Eu, seu Deus, a palavra que escolher – ou pode permanecer apenas em silêncio, porque ela não tem nome.
É uma experiência sem nome, incrivelmente bela, extática, totalmente silenciosa, mas lhes dá o gosto da eternidade, da atemporalidade, de algo que está além da morte.

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