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O Ateísmo Matou Mais do que a Religião | O Desprezo de Deus Leva ao Desprezo dos Homens

Tempo de leitura: 9 min

Escrito por Davi Klein
em dezembro 19, 2025

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Argumentar que “a religião causou mais mortes do que qualquer outra coisa” é uma piada sem base em fatos. A afirmação que muitas pessoas usam (por ignorância ou por desprezo a religião, principalmente a Cristã), é de que a a religião causou a maior parte das mortes e derramamentos de sangue no mundo, que as maiores atrocidades cometidas contra a humanidade foram cometidas em nome de Deus.

Tais ateístas militantes acreditam que a religião impede o progresso da humanidade. Argumentam com grande paixão que estaríamos melhor se simplesmente erradicássemos Deus de uma vez por todas de nossas vidas e da sociedade.

Os ateístas frequentemente acusam a religião, especialmente o Cristianismo, de ser uma religião assassina e opressiva (geralmente citam a inquisição e as cruzadas para reforçarem os seus argumentos), omitindo que o ensinamento de Cristo nunca foi o da conversão pelo uso da força, pelo uso da espada.

Mateus 26:52. Jesus, então, lhe disse: “Põe de volta tua espada ao seu lugar, pois todos os que pegarem espada, pela espada perecerão”

Mas o que geralmente é omitido desse debate é o fato histórico de que regimes totalitarios ateus, baseados na rejeição total de Deus e na institucionalização do ateísmo, produzem o mal em níveis inacreditáveis. Para os ateístas de plantão que não acreditam no que estou dizendo, quero lhes fazer uma pergunta: Quem foi Pol Pot? Mao? Stalin? Sim… eles eram todos ateístas. Cada um desses líderes tinha ordens claras para abolir a religião, pois queriam estabelecer um Estado ateu. Cada um deles iniciou um expurgo contra pessoas religiosas.

Só para ter uma ideia: os efeitos combinados das execuções de Pol Pot, do trabalho forçado, da desnutrição e da assistência médica precária causaram a morte de aproximadamente 25% da população cambojana, cerca de 1 a 3 milhões de pessoas. Em 1957, o Presidente Mao lançou uma campanha conhecida como o Grande Salto para a Frente, que levou à fome generalizada e estima-se que tenha resultado em até 45 milhões de mortes. O governo extremamente brutal de 30 anos de Stalin como governante absoluto da União Soviética foi marcado por tantas atrocidades que o número de mortos diretamente atribuíveis ao seu governo chegou a cerca de 20 milhões de vidas (além dos estimados 20 milhões de soldados e civis soviéticos que pereceram na Segunda Guerra Mundial), totalizando 40 milhões.

Na URSS, o ganhador do Prêmio Nobel, Alexander Solzhenitsyn, estima a perda de vidas devido à repressão estatal e ao terrorismo entre outubro de 1917 e dezembro de 1959, sob os governos de Lenin, Stalin e Khrushchev, em 66,7 milhões.

A regra, na verdade, é que quando removemos Deus da equação, quando agimos e vivemos como se não tivéssemos ninguém a quem responder além de nós mesmos, e se Deus não existe, então a regra da lei é o darwinismo social — o forte governa o fraco.

Visões de mundo baseadas em um conceito assumido de ateísmo, às vezes chamadas de “visões de mundo materialistas”, como o comunismo, o darwinismo social, ou aquelas baseadas em uma visão de mundo que torna Deus irrelevante, como o o fascismo, o liberalismo secular/humanismo, tiveram seus adeptos matando, massacrando, torturando e forçando a conversão de outros, tudo em pról da consolidação do Estado ateu, em que o líder da revolução toma o lugar de Deus (por exemplo, o comunismo matou e reprimiu milhões em nome da erradicação da religião porque “é veneno” ou “falsa consciência”).

Ou seja, foram as visões de mundo materialistas como o comunismo, darwinismo social, “humanismo”, liberalismo secular, fascismo, nazismo, que mataram milhões e foram implacáveis com os fracos, na busca de seus objetivos materialistas.

Quando o ser humano deixa de ter reconhecido seu lado transcendental, resta-lhe apenas o imanente, o mundo da matéria, uma matéria fria e impessoal. O que está implicito em uma visão materialista e imanentista é a total falta de propósito e sentido para a vida.

Sem Deus, numa visão estritamente materialista da realidade, a dignidade humana é reduzida a processos biológicos cegos. O ser humano, assim como toda a criação seria apenas algo acidental, resultado de uma evolução lenta, cega e aleatória. Não há nada de belo, justo e verdadeiro na realidade. Tudo é um acidente, que culturalmente adotamos por facilitar a sobrevivência de nossos genes egoísas.

Diante desse cenário niilista, não é de se admirar que os horror venham a tona, cedo ou tarde. Os maiores crimes contra a vida humana nascem dessa falta de visão de sentido. Para a visão imanentista e nilista, nem cabe chamar de horror coisas como tortura, o extermínio, etc. “Se não há Deus, tudo é permitido” – Dostoiévsky

Nesse ambiente há um desprezo da sacralidade da vida humana. O ser humano não seria criado a imagem e semelhança de Deus, ele seria apenas um bichinho como qualquer outro, sem qualquer tipo de valor inerente e sentido para a sua existencia.

“Dostoievski em “Os demônios” faz um acerto de contas com o pensamento niilista e revolucionário professado por intelectuais infiltrados na sociedade russa, denunciando o papel dessa intelectualidade que, voltada para o materialismo utilitarista, depreza os valores idenitificados com a cultura e tradições religiosas russas” Obra escrita no final do século XIX que relatou antecipadamente, em tom de ficção, o que realmente ocorreria com sua Rússia aproximadamente 40 anos depois. – Já havia identificado a estratégia macabra da revolução cultural.

“Os regimes baseados no ateísmo sistemático produziram resultados catastróficos. Basta pensar, limitando-nos apenas ao século XX, nos totalitarismo ateus de Lênin ou Stalin no mundo soviético, no de Hitler na Alemanha nazista, no de Mao na China ou no de Pol Pot no Camboja. Nietzche, Engels e Marx, por exemplo, consideravam a piedade, a misericórdia e o perdão como a escapatória dos fracos. Os sistema filosóficos e políticos baseados na negação de Deus subsituem os preceitos divinos pela tirania de ídolos diversos: da glorificação de uma raça, de uma classe, de um Estado, de uma nação ou de um partido.” Alfonso Aguiló

“Auschwitz revelou, entre outras coisas, a profunda deprevação em que o homem pode submergir quando esquece Deus e a Lei que Ele estabeleceu. Muitos anos antes, certos setores da cultura europeia tinham tentado apagar Deus do horizonte humano, e uma das consequências foi a aparição do paganismo nazista e dogmatismo marxista, duas ideologia totalitárias que Hitler e Stalin pretenderam converter em religiões substitutivas. Foi assim que o desprezo de Deus levou ao prejuízo da humanidade e da vida das pessoas.” Alfonso Aguiló

“Há mais de meio século, quando eu ainda era criança, lembro-me de ouvir várias pessoas mais velhas oferecerem a seguinte explicação para os grandes desastres que se abateram sobre a Rússia: “Os homens se esqueceram de Deus; é por isso que tudo isso aconteceu.” Desde então, passei quase 50 anos trabalhando na história da nossa Revolução; nesse processo, li centenas de livros, coletei centenas de testemunhos pessoais e já contribuí com oito volumes meus para o esforço de limpar os escombros deixados por aquela convulsão. Mas se hoje me pedissem para formular da forma mais concisa possível a principal causa da Revolução ruinosa que engoliu cerca de 60 milhões de nossos cidadãos, eu não poderia expressá-la com mais precisão do que repetir: “Os homens se esqueceram de Deus; é por isso que tudo isso aconteceu.” E se eu fosse chamado a identificar brevemente a principal característica de todo o século XX, também aqui não encontraria nada mais preciso e conciso do que repetir mais uma vez: “Os homens se esqueceram de Deus”. As falhas da consciência humana, privada de sua dimensão divina, foram um fator determinante em todos os grandes crimes deste século” – Alexander Issaiévich Soljenítsin

Foi Dostoiévski, mais uma vez, quem extraiu da Revolução Francesa e de seu aparente ódio à Igreja a lição de que “a revolução deve necessariamente começar com o ateísmo”. Mas o mundo nunca antes conhecera uma impiedade tão organizada, militarizada e tenazmente malévola quanto a praticada pelo marxismo. Dentro do sistema filosófico de Marx e Lênin, e no cerne de sua psicologia, o ódio a Deus é a principal força motriz, mais fundamental do que todas as suas pretensões políticas e econômicas. O ateísmo militante não é meramente incidental ou marginal à política comunista; não é um efeito colateral, mas o eixo central. Para atingir seus fins diabólicos, o comunismo precisa controlar uma população desprovida de sentimento religioso e nacional, e isso implica a destruição da fé e da nacionalidade. Os comunistas proclamam ambos os objetivos abertamente e, com a mesma franqueza, os realizam. O grau em que o mundo ateu anseia por aniquilar a religião, o grau em que a religião lhe fica presa na garganta, foi demonstrado pela rede de intrigas que cercam as recentes tentativas de assassinato do Papa.” – Alexander Issaiévich Soljenítsin

“O ateísmo centralizado, diante de cujo poderio armado o mundo inteiro treme, ainda odeia e teme essa fé desarmada tanto hoje quanto há 60 anos. Sim! Todas as perseguições selvagens desencadeadas sobre nosso povo por um ateísmo estatal assassino, somadas ao efeito corrosivo de suas mentiras e a uma avalanche de propaganda entorpecente — tudo isso, em conjunto, provou ser mais fraco do que a fé milenar de nossa nação. Essa fé não foi destruída; ela continua sendo o dom mais sublime e mais querido que nossas vidas e consciência podem alcançar.” Solzhenitsyn

“Repito, o comunismo matou mais gente do que duas guerras mundiais somadas a todas as epidemias e catástrofes naturais do século XX. Quem não entende que comunismo é maldade assassina não tem maturidade para opinar sobre coisa nenhuma” Olavo de Carvalho

5 Verdades que os ateístas precisam ouvir

  • O ateísmo é responsável por mais mortes do que o judaísmo ou o cristianismo – O fascismo e o comunismo — ambas ideologias ateístas — assassinaram mais de 150 milhões de pessoas somente no século XX. Desde então, regimes comunistas e outros regimes ímpios continuaram a matar centenas de milhares. Some-se a isso os milhões de estupros, torturas e escravizações perpetrados por esses mesmos regimes ímpios, e o resultado é um quadro bastante feio.
  • Os ateus não dão crédito ao que a Igreja e o judaísmo fizeram pela civilização: a criação de nossas noções de justiça, o sistema hospitalar, a universidade, as escolas públicas, a caridade, o progresso, a verdade e a própria liberdade.
  • Quem lutou contra e, por fim, destruiu os males da escravidão? Os cristãos e os judeus. Quem foram os únicos que lutaram contra os horrores da eugenia (esterilização forçada daqueles que o Estado considerava inferiores) e a terrível política do “filho único” da China? Os cristãos e os judeus.
  • Um mundo centrado em Deus nos permitiu buscar as grandes bênçãos de Deus: beleza, justiça, verdade e a própria liberdade. Tais coisas não significam nada sem a presença de Deus.
  • A afiliação moral ao legado hipocrático de defesa da vida e da dignidade humana sempre foi um freio contra a corrupção absoluta e a tentação totalitária. Quando na história a ética médica se desviou do caminho hipocrático, por exemplo, surgiram os horrores da medicina nazista e comunista, com seus massacres indesculpaveis.

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