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Uma das Maiores Mentiras Já Contadas Na História da Humanidade

Tempo de leitura: 5 min

Escrito por Davi Klein
em novembro 23, 2025

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Nesse post falaremos sobre uma das maiores mentiras que você foi doutrinado a acreditar: a de que o problema sempre está lá fora, nunca em você mesmo. A crença de que o mal está na sociedade, no capitalismo opressor, no patriarcado, mas nunca dentro de mim (e que, portanto, a nossa salvação viria de uma mudança material externa que solucionaria todos os problemas humanos).

A ideia desse post veio do livro da Pietra Pertolazzi chamado “O Mínimo Sobre Doutrinação”, e alguns trechos dessa obra foram transcritos aqui.

“A corrupção é, em princípio, um problema pessoa mais do que social; privado mais do que público, íntimo, mais do que externo. Como diz o Evangelho, os frutos podres costumam proceder de árvores podres. Com parecida sabedoria, diz o ditado popular que não se devem esperar maças do espinheiro. Resumindo: para estancar a corrupção da vida pública, são precisas leis, regulamento, controles e tudo o mais que se queira. Mas, antes de eleger alguém para administrar o dinheiro público, será bom verificar também se se trata de uma pessoa boa.” – Enrique Monasterio

Foi Rousseau quem proferiu a célebre máxima “O homem nasce bom e é a sociedade que o corrompe”. Uma premissa que sustenta muito do pensamento progressista e revolucionário que foi ditado pela elite iluminista. Só que esse pensamento é uma farsa, pois o ser humano nasce egoista.

O egoísmo é um vício humano que pode ser observado em toda e qualquer criança. Trazemos dentro de nós as raizes de todos os vícios: somos ciumentos, gulosos, possessivos, soberbos, invejosos, preguiçosos e narcisistas. Trazemos a natureza do pecado. Se os pais não interferirem e não ensinarem bons modos, a criança com o passar do tempo se tornará um adulto insuportável.

Ao nascer somos uma pedra bruta, e no decorrer dos anos, sob a influência do amor e da educação, começamos a moldar a nossa personalidade para que nos tornemos um ser humano mais agradável de viver. Para quem tem filhos, é facil de observar a fragilidade da teoria de Rousseau. Na prática se dá o exato oposto do que a máxima do filósofo afirmava: ninguém nasce bom, e não é a sociedade opressora que nos corrompe.

No livro “Ortodoxia“, Chesterton diz que o pecado original é a única doutrina que podemos provar. Basta olharmos ao nosso redor, pois sua evidência está por todos os lados. O Pecado Original é um dos postulados mais básicos do Cristianismo: com o pecado original, a desordem foi introduzida na criação e o homem passou a sofrer uma como que inclinação natural para a prática do mal.

G. K. Chesterton argumentava que o pecado original é uma doutrina quase autoevidente, pois a tendência humana para o mal pode ser observada no cotidiano, como a crueldade gratuita ou a falta de humildade. Ele usava o exemplo de crianças torturando um gato como prova da inclinação para o mal que permeia a natureza humana desde a Queda. 

“Eu sei que em mim, isto é, na minha carne, não habita o bem, porque o querer o bem está em mim, mas não sou capaz de efetuá-lo. Não faço o bem que quereria, mas o mal que não quero. Ora, se faço o que não quero, já não sou eu que faço, mas sim o pecado que em mim habita. Encontro, pois, em mim esta Lei: quando quero fazer o bem, o que se me depara é o mal.” Romanos 7:18-21

“O pecado é uma separação. É a ruptura do relacionamento entre o Homem e Deus, e a obra de Cristo é restaurar essa relação para que possamos entrar em comunhão com Deus novamente. Chesterton diz que, quando defendemos a fé cristã, o ponto de partida óbvio é falar sobre o pecado. O mundo pode tentar negar que Deus e Cristo são reais, mas não pode negar a realidade do pecado.”

Padre Paulo Ricardo

Como o Paulo VI disse na Octogesima Adiveniens: “Está bem claro, as ideologias mais revolucionárias não tem como resultado senão uma mudança de patrões, instalados por sua vez no poder, esses novos patrões rodeiam-se de privilégios, limitam as liberdades e instauram novas formas de injustiças” Quando um tirano desses se estabelece, qualquer oposição é aniquilada.

A Etica da Indignação e o Rebaixamento Moral das Pessoas

A expansão dos ideais sociais e da revolta contra a sociedade injusta vem junto com o rebaixamento do padrão moral das pessoas, afinal tem coisa mais fácil e mais confortavel do que sempre aliviar suas culpas e “encobrir” suas maldades jogando-as nas costas da sociedade?

“Eis um resumo da moral dos nossos tempos – condena a indiferença conformista e exorta as pessoas a um comportamento ético de combater as injustiças. Combater as injustiças para ser a mais elevada conduta ética nos dias de hoje. O estado normal do homem ético, segundo essa perspectiva é a indignação e sua arma a denúncia. Uma etica que enfatize acima de tudo o combate e a denuncia é uma etica que induz cada individuo antes a fiscalizar os outros do que a dominar-se a si mesmo. É uma antiética, que adotada em escala nacional, terá como resultado transformar o povo brasileiro numa horda de irresponsáveis indignados. Indignados com os outros e perfeitamente satisfeitos consigo mesmos, na traquilidade da falsa consciencia que, ao denunciar, acredita ter cumprido o seu máximo dever. Uma ética de espiões, fofoqueiros, maliciosos até a medula e totalmente destituidos de autoconciencia crítica.” Olavo de Carvalho

O Papa Bento XVI também disse algo muito importante sobre o erro fundamental de Karl Marx, que é a acreditar que nossa salvação viria por meio de alguma transformação material, que bastaria “ajustar” as condições exteriores/econômicas que todos os problemas do ser humano desapareceriam.

“O fato de ele não dizer nada sobre isso é lógica consequência da sua perspectiva. O seu erro situa-se numa profundidade maior. Ele esqueceu que o homem permanece sempre homem. Esqueceu o homem e a sua liberdade. Esqueceu que a liberdade permanece sempre liberdade, inclusive para o mal. Pensava que, uma vez colocada em ordem a economia, tudo se arranjaria. O seu verdadeiro erro é o materialismo: de fato, o homem não é só o produto de condições econômicas nem se pode curá-lo apenas do exterior criando condições econômicas favoráveis.”

Papa Bento XVI

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