Nosso mundo pós-moderno esta se movendo em direção ao “Admirável Mundo Novo” de Huxley, a uma espécie de “totalitarismo soft” –
O Padre Paulo Ricardo, em seu post sobre “O Totalitarísmo Soft de Nossas Tempos” nos explica sobre o que é um Estado Totalitário: “Mas afinal, o que são esses regimes totalitários? São aqueles em que o Estado, o poder político, tem a intenção de mandar em todos os aspectos da vida. É um governo que age para mandar nos pensamentos, que quer governar aquilo que pode ou não ser dito, por exemplo. Nos regimes totalitários, existe crime de opinião, e as coisas são arranjadas de tal maneira que as pessoas sentem-se até mesmo culpadas de ter aquela opinião proibida. É um regime em que nos sentimos vigiados o tempo todo, em que nos policiamos por não podermos dizer certas coisas. Nesses regimes, a arte, a música, a pintura, a dança, cada novela e cada filme — tudo isso — deve ser restrito e guiado por um pensamento ideológico único, próprio da ordem estabelecida pelo Estado. É uma realidade em que também a educação dada aos nossos filhos nas escolas e universidades segue uma mesma linha, controlada pelo regime. No totalitarismo, não existe mais o direito de ir e vir, e a liberdade de expressão sofre a mais terrível censura.“
Esse tipo de Regime Totalitário quer tomar o lugar de Deus! O Estado vira o novo Deus!
“Ninguém é mais escravo do que aquele que se considera livre sem sê-lo” – Goethe
O que é ser um homem livre? E se você, desde cedo, fosse um escravo e aprendesse a gostar dessa escravidão? Você realmente quer ser um homem livre ou ama a sua escravidão, de modo que não possa sequer cogitar que exista algo além dela?
“Você precisa entender, a maioria destas pessoas não está preparada para despertar. E muitas delas estão tão inertes, tão desesperadamente dependentes do sistema, que irão lutar para protegê-lo”. (do filme Matrix)
Em sua essência, “Admirável Mundo Novo” conta a história de uma sociedade construída sobre os alicerces da ciência e da tecnologia, governada por um Governo Mundial Totalitário, em que a individualidade é suprimida, o prazer é buscado a todo custo e a informação disponível a população é manipulada e censurada.
Em um trecho do livro é relatado que o Governo Totalitário, para controlar o acesso que as pessoas tinham a informação (que só poderia ser aquela que era determinada pelo Governo, que não fosse subversiva a “Estabilidade”), ocorreu uma intensa campanha contra o passado, fechamento de museus, destruição de monumentos históricos, supressão de livros antigos. Eis um trecho do livro que relata essa prática:
“Mas por que é proibido? perguntou o selvagem. Porque é velho, eis a razão principal. Não temos aqui a aplicação para coisas velhas. Mesmo quando são belas? Especialmente quando são belas. A beleza atrai e não queremos que as pessoas sejam atraidas por coisas velhas. Queremos que apreciem as novas. “
“Além disso, temos de pensar na estabilidade. Não queremos mudanças. Qualquer mudança é uma ameaça para a estabilidade. Toda a descoberta no campo da ciência pura é subversiva potencialmente, por vezes, até a ciência deve ser tratada como um inimigo possível”
Em dado momento do livro, um dos adminstradores do Estado está avaliando se determinada publicação cientifica deveria ser publicada ou não:
“O tratamento matemático do conceito de propósito feito pelo autor é novo e altamente engenhoso, porém herético e no que concerne a ordem social presente, perigoso e potencialmente subversivo. “Não publicar” sublinhou as palavras. “O autor deve ser mantido sob supervisão”.
Todas as pessoas que tinham algum vestígio de inconformismo ao sistema, que ousavam de alguma forma pensar fora da caixa, fora do pensamento estipulado e incentivado pelo Governo, corria o sério risco de ser exilada e perseguida. Não era nem permitido você desgostar e mostrar insatisfação a Civilização. Isso levantava suspeitas.
Sabemos que o conhecimento da realidade é importante, pois favorece a liberdade. A conquista da liberdade é uma caminho de conhecimento e de exigência pessoal.
A liberdade é cara e dolorosa, e por isso as vezes preferimos uma cômoda escravidão a uma costosa liberdade.
“Para sermos livres, temos de previnir-nos contra a influência da massificação e das correntes de pensamentos da moda. Não se deve esquecer que grande parte do nosso acesso a realidade se dá através dos meios de comunicação, que possuem uma grande capacidade de persuasão, e, se uma pessoa se descuida, pode julgar-se muito livre por seguir a sua imperiosa espontaneidade, sem perceber que está sendo dirigida por uma engenhosa propaganda” – Alfonso Aguiló
Supressão da individualidade pelo Coletivismo
“Cada um pertence a todos”, “Cada um trabalha para todos. Nada podemos fazer sem os outros.”
No futuro distópico de Huxley, desejos, pensamentos e sonhos individuais são substituídos por pensamento uniforme e conformidade. Todos têm um papel predeterminado na sociedade, ditado não por suas habilidades ou interesses pessoais, mas pelas exigências do Estado Mundial.
O lema do Estado Mundial é “Comunidade, Identidade, Estabilidade”, e essa identidade não é individual, mas coletiva. A Sociedade é superior ao indivíduo. A segurança e a estabilidade da sociedade é o valor prioritário.
A expressão individual e o inconformismo não são apenas desencorajados, mas essencialmente inexistentes.
As pessoas não podiam ter tempo livre e era mal visto pela sociedade algupem tirar um tempo para ficar sozinho. Tudo deveria ser feito junto com outras pessoas. O tempo em solidão poderia gerar subversão e inconformidade, já que o tempo livre poderia dar as pessoas tempo o suficiente para pensar melhor sobre sua condição existencial.
Nesse livro, alguns personagens, apesar de viverem no sistema e usufruirem da “felicidade” que ele oferecia, ainda assim se sentiam alienados, como se tivesse algo faltando em suas vidas, algo mais profundo que o Estado não conseguia oferecer nem preencher em seus corações.
Bernard Marx, Heomholtz, eram individuos, conscios de si próprios. – sentiam-se alienados do Estado Mundial.
Bernard não se sentia como parte do corpo social. “O que aconteceria se eu pudesse, se fosse livre e não escravizado pelo meu condicionamento”
Em determinado momento do livro, Bernard é acusado de ser um conspiracionista, por não seguir estritamente o modo de vida estabelecido pelo Governo: “Por suas opiniões heréticas sobre o esporte e o soma, por sua escandalosa vida sexual não otodoxa, pela recusa a obedecer os ensinamentos de nosso Ford e proceder como um bebê fora das horas de trabalho, provou ser um inimigo da sociedade, um sobversivo, senhoras e senhores, de toda a Ordem e Estabilidade, um conspirador contra a própria civilização.”
Estabilidade, o bem supremo e a Felicidade como Alienação
“Estabilidade, disse dirigente, estabilidade. Não há civilização sem estabilidade social. Não há estabilidade social sem estabilidade individual” As pessoas viviam para manter a engrenagem do Estado funcionando.
A Instabilidade é o fim da civilização enquanto a Estabilidade é a vida da mesma. Tudo aquilo que ameaçasse remotamente a estabilidade, o status quo, era visto como ameaça e eliminado.
A escrividão nessa sociedade é baseada e mantida por meio de uma”Felicidade Universal”. Nessa sociedade, todos estão “perfeitamente” felizes o tempo todo. Tal felicidade provém por meio da destruição do livre-arbítrio da maioria da população (por meio da engenharia genética e do condicionamento pavloviano), por meio do entretenimento fútil, em que as pessoas são continuamente estimuladas com distrações infinitas e pelo consumo abundante da droga milagrosa Soma, que é distribuida como ração diário pelo Estado para manter as pessoas felizes e afastadas de qualquer tipo de sofrimento.
“Agora o mundo é estavel. O povo é feliz, todos têm o que desejam e nunca querem o que não podem ter. Sentem-se bem, estão em segurança. Nunca ficam doentes. Não tem medo da morte. Vivem na perene ignorância da paixão e da velhice, não se afligem com pais e mães, não tem esposas, filhos nem amantes a que se apeguem com emoções violentas, são condicionados de modo a não poderem deixar de se comportarem como devem. E se alguma coisa não estiver bem, há o soma”
Nessa sociedade, a verdade e a beleza foram colocadas em um nível inferior a felicidade e a vida confortavel. A “felicidade universal” é responsável por manter o sistema funcionando, enquanto a Verdade é uma ameaça ao mesmo sistema.
Distrações e Hedonismo como Fuga da Realidade
Na sociedade, haviam muitos luxos cotidianos, como torneiras perfumadas, música ambiente sob demanda, filmes que estimulam todos os sentidos, além da sexualidade precoce e promiscua (estimulada desde cedo). As pessoas eram desencorajadas a introspecção ou a passar algum tempo sozinhas. Em vez disso, devem ser sociáveis o tempo todo.
No romance de Huxley, as pessoas são condicionadas a buscar o prazer e evitar a dor a todo custo. Elas são pacificadas com Soma, uma droga que as ajuda a escapar de quaisquer sentimentos negativos ou desconforto.
SOMA – todas as vantagens do Cristianismo e do álcool e nenhum de seus defeitos”. – Cura para a maldade e o mau humor, para o abatimento. Fazia você não pensar em nada, ficar traquilo, esquecer dos problemas, etc. Cristianismo sem lágrimas, ele te acalma, ajuda a se reconciliar e ser bom com os outros.
Essa gratificação instantânea e escapismo constante são fundamentais para manter a sociedade sob controle. É uma forma de utilitarismo hedonista, em que a felicidade é criada e mantida artificialmente, mascarando a ausência de alegria genuína e realização pessoal.
Todos os impulsos nessa sociedade deveriam ser satisfeitos imediatamente, pois o intervalo entre a consciência de um desejo e sua satisfação era geradora de sofrimento e o sofrimento poderia gerar instabilidade social, que era uma ameaça a todos.
A parte mais nobre de nosso caráter só é forjada por meio do sofrimento e os desafios que vivenciamos em nossas vidas. É no sofrimento que o nosso caráter se aprimora, que saimos de uma vida baseada na superficialidade e passamos a enxergar valores mais profundos pelos quais viver. A dor e o sofrimento são parte integrante da experiência humana e a tentativa de eliminá-los a todo o custo é prender as pessoas numa espécie de felicidade boba, de ingenuidade perversa.
Havia também um consumismo desenfreado e obrigatório. O ponto de Huxley é que o consumismo também pode ser usado para nos manter perseguindo inutilmente itens que achamos que precisamos para ser felizes como uma distração para explorar outras atividades. “todos os homens, mulheres e crianças eram obrigados a consumir determinada quantidade po ano, no interesse da indústria”
Eliminação de Deus
“Havia algo chamado Paraíso. Havia algo chamado alma e algo chamado imortalidade”
“Todas as cruzes foram cortada em cima e transformadas em T. Também havia algo chamado Deus. Agora temos o Estado Mundial. E comemorações no Dia de Ford, Hinos da Comunidade e Serviços de Solidariedade.”
Deus acabou sendo substituido pelo próprio Estado Mundial. Quando abolimos Deus, colocamos imediatamente um outro “Idolo” em seu lugar, seja o Estado, o dinheiro, mulheres, ciência, etc. Havia eté mesmo ritos religiosos que eram realizados para saciar a população:
“Doze pessoas prontas a se tornarem uma, aguardando a aproximação, a fusão, a perda das doze identidades separadas em benefício de um ser maior” – Círculos de solidariedade (ritual da solidariedade), uma espécie de ritual religioso em que as pessoas ingeriam a Soma e se dissolviam no Estado (que era o Deus, o Ser Maior).
A destruição da familia e a promiscuidade
A ideia de amor romântico, casamento, família ou mãe biológica era vista como obscena e nociva a estabilidade social. Assim como quaisquer laços emocionais, pois “todos pertencem a todos”. O uso de anticoncepcionais era estimulado e havia uma propaganda intensiva contra a reprodução vivipara. Condenação ao Cristianismo, pois fazia as mulheres serem viviparas (além de formarem uma família).
“Mas cada um pertence a todos” Oposição a qualquer ligação intensa ou duradoura, estimulação para sair com várias pessoas.
Não se podia ter relacionamentos emocionais e prolongados. A promiscuidade e o sexo livre era estimulado, quanto mais parceiros sexuais você tivesse, mais civilizado você era considerado, pois o casamento e a monogamia era vistos como arcaicos e nocivos.
Lar era visto como uma prisão, assim como a família: “O mundo era cheio de pais, estava portanto cheio de miséria, cheio de mães, portanto cheio de toda a espécie de perversão, do sadismo a castidade, cheio de irmãos, irmãs, tios e tias, cheio de loucura e suicídio”
Aprisionamento pelo condicionamento
“Sessenta e duas mil e quatrocentas repetições fazem uma verdade” Todas as noites, enquanto dormiam, os cidadãos eram expostos à propaganda e às repetidas sugestões do Estado.
Em seu livro subsequente, Admirável Mundo Novo Revisitado, Huxley expressou preocupação com o fato de que a crescente complexidade da tecnologia e dos problemas globais havia levado a uma concentração de poder tanto nas empresas quanto no governo. Essa concentração, argumentou ele, não apenas tornou as pessoas mais confortáveis com a ideia de serem subjugadas, como também facilitou a implementação de ditaduras.
Uso da psicologia para fins pervesos e para o controle social – Em Admirável Mundo Novo, os avanços na psicologia possibilitaram que as autoridades governantes usassem o controle mental para condicionar os cidadãos desde cedo a pensar e se comportar de maneira submissa e conformista.
“É de se esperar que os avanços na fisiologia e na psicologia deem aos governos muito mais controle sobre a mentalidade individual do que eles têm agora, mesmo em países totalitários.” – Bertrand Husserl
“À medida que a arte e a ciência da manipulação forem sendo melhor compreendidas, os ditadores do futuro aprenderão, sem dúvida, a combinar [técnicas de propaganda] com as distrações incessantes que, no Ocidente, agora ameaçam afogar num mar de irrelevância a [informação] racional essencial à manutenção da liberdade individual.”
Além de condicionar os pensamentos e comportamentos dos cidadãos, em Admirável Mundo Novo a mais recente tecnologia é utilizada pelas autoridades governantes para proporcionar à população “distrações ininterruptas da mais fascinante natureza”. O objetivo desse entretenimento prontamente disponível era duplo: primeiro, garantir que os cidadãos não prestassem atenção às realidades políticas e sociais e, segundo, promover a docilidade e a estupidez, criando assim uma população pouco preocupada com a liberdade. Sera que algo semelhante também está acontecendo nos dias de hoje?
Sistema de castas
Na sociedade futurista de Huxley, a própria vida humana é fabricada e condicionada em laboratório. Bebês são criados em mamadeiras, não em úteros, e seus papéis na sociedade são determinados antes mesmo de serem decantados. Essa proeza tecnológica permite que o Estado Mundial mantenha controle perfeito sobre sua população — um controle assustadoramente absoluto.
As crianças aprendiam, desde o berçario, lições sobre a consciência de classe, a pensarem e sentirem e reagirem de acordo com a classe a que foram sujeitadas.
“Acima, em dez andares sucessivos de dormitórios, os meninos e meninas ainda pequenos a ponto de necessitarem de uma cesta, estavam tão ocupaddos como os demais, embora não o soubessem, ouvindo inconscientes lições hipnopédicas de higiene, sociabilidade, consciência de classe e vida sentimental do bebê. Acima deles ainda estava as salas de recreação, onde novecentas crianças mais velhas e divertiam com brinquedos de construção, modelagem, quebra-cabeças e jogos eróticos”
Os selvagens
Os selvagens eram um grupo de pessoas que não pertenciam a sociedade e viviam a margem dela (que não tinham sido contaminadas pelo condicionamento do Governo Mundial). Nesses locais, as pessoas levavam a vida à moda antiga: bebês nasciam, jovens homens e mulheres cresciam e se apaixonam, se casavam e tinham filhos. Pessoas envelheciam e morriam. Havia ignorância, sujeira e doenças, mas também intensidade de emoções.
“Nenhuma comunicação de qualquer espécie com o mundo civilizado… ainda conservam seus habitos e costumes repulsivos, casamento, se sabe o que vem a ser isso, minha cara senhora; famílias… nenhum condicionamento…superstições monstruosas…cristianismo, totemismo e culto dos antepassados…linguas extíntas, como o zuñi, o espanhol e o atapascã… pumas, porco-espinhos e outros animais ferozes…doenças contagiosas…padres…lagartos venenosos”
Como o Admiravel Mundo Novo Previu os Dias Atuais
Da influência generalizada da tecnologia à supressão da individualidade, da busca incessante pelo prazer ao controle e manipulação da informação, vemos elementos da distopia de Huxley refletidos em nossa própria sociedade.
Em Admirável Mundo Novo, as autoridades dominantes alcançam a obediência em massa não pela força, mas fornecendo às massas fluxos intermináveis de entretenimento distrativo e manipulando-as com drogas e outros métodos tecnológicos.
Aldous Huxley alertou que, se uma ordem do tipo Admirável Mundo Novo se solidificar, poderá ser a revolução “final” ou “determinante”; as pessoas terão suas liberdades retiradas, mas desfrutarão de sua servidão e, portanto, nunca a questionarão, muito menos se rebelarão contra ela.
“Parece-me que a natureza da revolução definitiva com a qual nos deparamos agora é precisamente esta: que estamos em processo de desenvolvimento de toda uma série de técnicas que permitirão à oligarquia controladora, que sempre existiu e sempre existirá, fazer com que as pessoas amem sua servidão.” Aldous Huxley, Entrevista – Universidade de Berkeley, 1962
Nos dias de hoje, a natureza penetrante da tecnologia parece nos “condicionar”, moldando nossos pensamentos, opiniões e ações de maneiras que muitas vezes deixamos de reconhecer. Isso ocorre constantemente, quando em um estado hipnótico induzido pela televisão, clichês e slogans da grande mídia, valores morais e princípios ideológicos de programas e filmes, e sugestões de comerciais, políticos, celebridades e propaganda patrocinada pelo Estado ignoram as faculdades críticas e infiltram-se nos fundamentos de nossa mente. Com o tempo, nós vamos se transformando em um “robô opinativo” – com avaliações sobre o mundo que são apenas regurgitações irracionais de tudo o que foi absorvido da TV.
Hoje o debate, as conversas construtivas foram subsitituidas por slogans de propaganda e deturpações que manipulam a história e o significado real de palavras e eventos históricas. A mídia, universidade dita o que você deve pensar e a pessoa absorve aquela ideia como se fosse a realidade, sendo que, na maioria das vezes, é apenas uma versão falseada da realidade.
Além disso, podemos fazer um paralelo do uso da SOMA como a sociedade atual. Uma sociedade drogada, assim como uma sociedade emburrecida, é mais facilmente condicionada à servidão. O dependente químico não é uma pessoa politicamente vigilante, pronta para defender a liberdade.
“Qualquer homem que escapa da realidade através do uso de álcool e drogas não é mais um agente livre; ele não é mais capaz de exercer qualquer controle voluntário sobre sua mente e suas ações… O alcoolismo e o vício em drogas preparam o padrão de submissão mental tão amado pelo lavador de cérebros totalitário… As drogas… podem ser usadas para tornar o homem um ser submisso e conformado.” – Joost Meerloo, The Rape of the Mind




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