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Como Provar Que Jesus Cristo é o Próprio Deus?

Tempo de leitura: 10 min

Escrito por Davi Klein
em maio 25, 2025

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Todos os trechos abaixo foram extraidos dos livros “Por que sou católico” do professor Felipe Aquino e do livro “É Razoável Crer” de Alfonso Aguiló.

Jesus Cristo é Deus?

Nos Evangelhos, encontramos neles mais de quarenta milagres que Jesus fez para deixar claro a sua divindade. São as suas “credenciais divinas.”

São João, autor do quarto Evangelho, nos diz que nem tudo foi escrito, mas apenas o necessário para sabermos que Jesus é o Filho de Deus e salvador.

Os milagres de Jesus provam a sua divindade.

Ele provou que é Deus, isto é, Senhor de tudo, onipotente, onisciente, onipresente. Mostrou o seu poder sobre a matéria, sobre a natureza, sobre a morte, sobre a doença, sobre os demônios. Eis alguns dos seus fantásticos milagres:

  • Andando sobre as águas do mar da Galileia, ele foi ao encontro dos Apóstolos que remavam com dificuldade contra o vento.
  • Nas bódas de Caná, transformou 600 litros de água em vinho
  • por duas vezes ao menos multiplicou os pães e saciou a fome da multidão que o seguia no deserto
  • Curou dez lepreosos que vieram ao seu encontro
  • Curou os cegos de nascença em Jericó
  • Curou o paralítico na piscina de Betesda
  • Acalmou a tempestado sobre o mar da Galiléia, que ameaçava virar o barco onde estava com os Apóstolos
  • Expulsou os demônios de muitos
  • Curou muitos paralíticos
  • Ressuscitou a filha de Jairo, o Jovem de Naim e Lázaro
  • Transfiguro-se no Monte Tabor
  • Ressuscitou triunfante dos mortos e apareceu aos discípulos e para muitas pessoas.

Só alguém que é Deus pode fazer essas obras! É por ssio que São Paulo disse que: “Nele habita corporalmente toda a plenitude da divindade” (Col 2,9)

“Ele é a imagem do Deus invisível” (Col 1,15)

São Pedro diz, como testemunha: “Vimos a sua majestada com nossos próprios olhos” (2Pe 1,16)

Um dia Jesus curou um ceguinho de nascença e depois lhe pergunta: “Crês no FIlho de Deus? O Cego lhe responde: “Senhor, e quem é esse para que eu creia nele?” Jesus lhe respondeu: “É este que está falando contigo”. “Creio Senhor, confessou o ceguinho curado, caindo de joelhos e em adoração” (Jo 9,35)

A fé, o entusiasmo e a constância da primeira geração cristã, não se explicam senão supondo, na origem de todo o movimento, um homem de proporções colossais – Ernest Renan

O Cristianismo representa incontestavelmente o maior e mais feliz esforço até agora realizado para elevar moralmente a Humanidade – Loysi

Jesus afirmou que era Deus, afirmou que Ele e o Pai eram um, que Ele tinha todo o poder no céu e na terra, que quem não o seguisse não entraria no reino dos céus, que Ele voltaria para julgar o mundo no dia do Juízo. Veja algumas declarações expressas de Jesus:

Jo 8,58: “Em verdade vos digo, antes que Abraão existisse Eu Sou” – A expressão “Eu Sou” quer dizem em hebraico Yahweh foi como Deus se apresentou a Moisés.

Jo 8,56 “Abraão, vosso Pai, exultou com o pensamento de vero meu dia”

Jo 10,36-38 “Como acusais de blasfemo aquele que o Pai santificou e enviou ao mundo, porque eu disse: Eu sou o Filho de Deus? Se eu não faço as obras de meu Pai, não me creiais. Mas se as faço, e se não quiserdes crer em mim, crede nas minhas obras, para que saibais e reconheçais que o Pai está em mim e eu no Pai”

Jo 10,33 – “Os judeus responderam: Não é por causa de alguma boa obra que queremos apedrejar-te, mas por uma blasfêmia, porque, sendo homem, te fazes Deus”.

Jo 5,18 – “Por esta razão os Judeus, com maior ardor, prouram tirar-lhe a vida, porque não somente violava o repouso do sábado, mas afirmava ainda que Deus era seu Pai e se fazia igual a Deus.”

Jo 19,7 “Responderam-lhe (a Pilatos) os judeus: nós temos uma lei, e segundo essa lei ele deve morrer, porque se declarou filho de Deus”

Mc 14,61 “O sumo sacerdote tornou aperguntar-lhe: “És tu o Cristo, o Filho do Deus bendito? Jesus respondeu “Eu o sou”

Jo 8,12 “Eu sou a luz do mundo, aquele que me segue não andará nas trevas, mas terá a luz da vida”

Jo 4,25 – “Respondeu a mulher: sei que deve vir o Messias (que se chama Cristo)… disse-lhe Jesus: Sou eu, quem fala contigo”

Mt 16,13-20 – “Tu és o Messias, o Filho de Deus vivo!

Mt 9,2-7 – “Os teus pecados estão perdoados” – Para os judeus, só Deus pode perdoar pecados.

Mc 2,27 – “O sabado é o dia do Senhor. E Jesus é o Senhor do dia do Senhor”

Além de se declarar Deus, e morrer por causa disso, Jesus fez exigência enormes que só Deus pode nos fazer:

Lc 9,23 – “Se alguém quer vir após mim, renegue-se a si mesmo, tome cada dia sua cruz e siga-me.”

Mt 16,25 “Quem perde a vida por minha causa, ganhá-la-á”

Mt 5,12 “Felizes os que sofrem perseguição por minha causa”

Lc 14,24 “Se alguém vem a mim e não ama menos a seu pai, mãe, sua mulher, seus filhos, seus irmãos, suas irmãs, até a sua própria vida, não pode ser meu discípulo”

Se tudo isto que Jesus disse, fez e acreditou, fosse mentira, então ele seria um paranoico, um visionário, um farsante, um delirante como tantos que já ouve no mundo.

Se Jesus não acreditou no que dizia, ameaçando até de perda eterna quem não cresse nele, então ele seria o mais refinado vigarista, embusteiro e impostor, digno de cadeia, pois o que ele dizia dele mesmo, o que ensinava e exigia, era sério demais para a vida das pessoas.

Das duas uma, ou Jesus era Deus mesmo, como afirmou categoricamente, ou ele era um impostor, um louco varrido, como o povo diz. Não há meio termo.

Quem foi Jesus Cristo?

Realidade verdadeira ou ficção?

Jesus Cristo não poderia ter sido um fanatico ou um esquizofrênico que inventou esse papel? Se esse fosse o caso, Jesus teria sido o maior farsante de todos os tempos. Porque encarnou com uma exatidão impressionante dezoito século de profecias anteriores a Ele.

Em Israel surgiam frequentemente falsos Messias que pretendiam ser o libertador vitorioso.

De um homem assim, não se poderia esperar nem a serena doutrina nem a vida exemplar de Cristo.

A coerência da figura de Cristo, vinculada a um grande número de realidade históricas, é algo que é impossível de ter sido construido pelo esforço da lógica humana. Os acontecimento fundacionais da fé cristã são rigorosamente históricos, não são projeções consoladoras e criações da mente humana. Há uma diferença abissal entre a fé cristã, inscrita nos fatos da história e os mitos intemporais das religiões antigas, que não se baseiam em dados históricos. Além disso, a existência histórica de Cristo é testemunhada por documentos de três culturas diferentes: a cristã, a romana e a judaica.

Está perfeitamente comprovado que Jesus de Nazaré é o nome de uma pessoa histórica que viveu na Palestina sob os imperadores Augusto e Tibério, que nasceu no ano 6 ou 5 antes da nossa era e morreu a 7 ou 8 de abril do ano 30 da nossa era, sob o governo do procurador Pôncio Pilatos

O historiador romano Tácito já mencionava de passagem nos seu Annales, escritos pelo ano 116 a partir das Atas dos arquivos oficiais do Império, a condenação ao suplício de um certo Christus pelo procurador Pôncio Pilatos, durante o reinado de Tibério. Sabe-se, por outro lado, que Tácito tinha poucos motivos para interessar-se pela obscura aventura de um profeta judeu numa terrinha perdida do Império. Se menciona o nome de Christus, é unicamente porque o relato da vida de Nero o leva a falar dos cristãos a propósito do Incêndio de Roma no ano 64. Mas o nome foi citado.

No texto Anais, do historiador romano Tácito (56–117 d.C.) no livro XV, parágrafo 44, escrito em 116 d.C., existe uma passagem referente a Cristo, Pôncio Pilatos e à execução em massa de cristãos:

Consequentemente, para se livrar da acusação, Nero impôs a culpa e infligiu as mais requintadas torturas a uma classe odiada por suas abominações, chamada de cristãos pela população. Christus, de quem o nome se originou, sofreu a pena extrema durante o reinado de Tibério nas mãos de um de nossos procuradores, Pôncio Pilatos, e uma superstição das mais perniciosas, assim reprimida por um momento, irrompeu novamente não apenas na Judeia, a primeira fonte do mal, mas também em Roma, onde todas as coisas horríveis e vergonhosas de todas as partes do mundo encontram seu centro e se tornam populares. Assim, primeiro foi feita a prisão de todos os que se declararam culpados; então, com base em suas informações, uma imensa multidão foi condenada, não tanto pelo crime de incendiar a cidade, mas por ódio contra a humanidade.” Tácito – Os Anais – Livro 15

Há muitos outros testemunhos totalmente alheios ao Novo Testamento. Aparecem diversas referências numa carta escrita por volta de 112 por Plínio, o Moço, ao imperador Trajano.

Eles afirmaram […] que sua única culpa, seu único erro, era terem o costume de se reunirem antes do amanhecer num certo dia determinado, quando então cantavam responsivamente os versos de um hino a Cristo, tratando-o como Deus, e prometiam solenemente uns aos outros não cometerem maldade alguma, não deflaudarem, não roubarem, não adulterarem, nunca mentirem, e não negar a fé quando fossem instados a fazê-lo.” [1] PLÍNIO, O JOVEM, Cartas 10.96.

Outras de Suetônio, secretário do imperador Adriano, na sua Vida dos Césares, escrita pelo ano 120:

“Como os judeus, por instigação de Chrestus, estivessem constantemente provocando distúrbios, ele [Claudio] os expulsou de Roma” – (MACDOWELL, Josh, Evidências que exigem um veredito, Cadeia, 1992, pp.106)

“Chrestus” seria outra forma de escrever Christus”, a versão latina do nome grego para Cristo.

Flavio Josefo, conhecido historiados judeus, nas suas Antiguidades judaicas, do ano 94 também fala sobre Jesus Cristo: “Naquele tempo, surgiu Jesus, um homem sábio, se é que se deve chamá-lo de homem. Porque ele realizava obras maravilhosas, um mestre do qual se recebe com prazer a verdade. E ele conquistou muitos judeus e muitos gregos. Ele era o Cristo.”

Esse é um trecho do Testimonium Flavianum, como ficou conhecido um curto parágrafo do livro Antiguidades Judaicas, escrito no século 1 pelo historiador judeu romano Flávio Josefo, que constitui uma das mais antigas referências extrabíblicas a Jesus Cristo.

O próprio Talmud dos judeus faz várias alusões desrespeitosasa acerca de Jesus, como um herege que tivesse seduzido e extraviado o povo de Israel com a sua interpretação distorcida da Torah.

O grego Luciano de Samosata apresenta Jesus como um vulgar mistificador. E Celso, um filósofo pagão, como um perigo para a sociedade.

Todos esse autores contribuiram para provar inequivocadamente a existência histórica de Jesus de Nazaré. Os testemunhos são tão incontroversos que há muito tempo nenhum historiados sério ousa negar a existência histórica de Jesus Cristo e dos seus discípulos.

Ainda nos começos do século XX, escreve Pedro Laín Entrelgo, criculavam pelas livrarias publicações intituladas “Jesus Cristo nunca existiu”. Já não é possível encontrá-las. A pesquisa histórica rigorosa eliminou esses desvarios. A existência real de Jesus de Nazaré pode ser afirmada com o mesmo grau de certeza com que afirmamos a de Sócrates ou de Átila.

Valor histórico dos Evangelhos

Os Evangelhos que conhecemos merecem credibilidade?

Um livro histórico, como são os Evangelhos, merece credibilidade quando reúne três condições básicas, ser autêntico, verídico e íntegro. Isto é, quando o livro foi escrito na época e pelo autor a quem se atribui (autenticidade), quando o autor conheceu os fatos e não quer enganar os leitores (veracidade) e por último, quando chegou até nós sem alterações substanciais (integridade).

Veracidade

Testemunho que os primeiros cristãos deram com a perda da vida. Acredita-se muito mais facilmente em relatos cujas testemunhas deixam-se martirizar em prova do seu testemunho

Os evangelistas não silenciam e nem ocultas as repreensões que receberam de Jesus e nem os seus próprios defeitos e situações embaraçosas para os cristãos. Alguém que fosse falsicador poderia ter ocultado tais coisas.

Diante de contrastes desse tipo, o próprio Rousseau, nada simpatico pela fé católica, costumava afirmar falando dos evangelhos: “Invenções? Amigo, não é assim que se inventa.”

Nesses últimos dois séculos, pretendeu-se inúmeras vezes negar a veracidade dos Evangelhos. Mas os avanços científicos evidenciaram que a maioria dos argumentos que se invocaram eram ditados por preconceitos ideologicos.

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