Alguns dias atrás, a marca de carros luxuosos Jaguar lanço um novo comercial muito bizarro. Algumas das frases que aparecem nesse comercial são: “Delete o ordinário,”, “Viva vivamente”, “Quebre os moldes”, “Não copie nada”. O que muitos não percebem é que esse comercial representa uma ideologia, a ideologia do relativismo, que ensina que não existem verdades universais, de que os valores cristãos que fundaram a sociedade ocidental na verdade são um atraso para o homem (e que ele precisa urgentemente superar tal moralidade “ultrapassada para ser livre e finalmente se tornar quem ele verdadeiramente é).
Esse comercial representa bem o fenomeno do secularismo. O termo secularismo origina-se de uma palavra que significa profano, mundano, humanista, deste século. Secular é o oposto do sagrado, religioso, espiritual, aos princípios bíblicos e cristãos. O secularismo tenta destronar a Deus e exaltar o homem, pois, segundo esta filosofia, o homem é a medida de todas as coisas.
A situação cultural contemporanea é o desmoronamento da metafísica e o desaparecimento cada vez mais evidente de qualquer referência a qualquer transcendencia.
Porém, essa ideia de “quebrar moldes”, “não copiar nada” faz você cair no culto da autoidolatria e narcisismo, em que você passar a confiar demais em seu próprio coração, que a Bíblia adverte que é enganoso. Em Jeremias 17.9 lemos: “Enganoso é o coração, mais do que todas as coisas, e desesperadamente corrupto; quem o conhecerá?” Lemos em provérbios 26:26-28: “Quem confia no próprio entendimento é tolo; quem anda com sabedoria está seguro”
Nós achamos que sabemos o que é melhor para nós, confiamos demais em nós mesmos. Deus sabe o que é melhor para nós e o que precisamos fazer para funcionarmos de uma forma adequada.
Queremos fazer o nosso próprio caminho. Essa é a essência do pecado acima de tudo, confiar em nossos caminhos mais do que no caminho de Deus. Mas não seremos resgatados do nosso pecado voltando-nos para nós mesmos e confiando ainda mais em nossos caminhos. Ao contrário, somente seremos salvos se, em vez de nos voltarmos para nós mesmos, confiarmos cada vez mais em Deus.
Nós, ainda que criados a imagem de Deus, nos rebelamos contra ele com nossa independência. Somos parecidos com o homem e a mulher do jardim do Éden. Pensamos: “Mesmo que Deus me diga para não fazer alguma coisa, farei de qualquer jeito”. Basicamente estamos dizendo “Deus não é Senhor sobre mim, e não save o que é melhor para mim. Eu defino o certo e o errado, o bem e o mal”. O fundamento de nossa moralidade, portanto, muda da verdade objetiva que Deus nos deu em sua Palavra para conceitos subjetivos que criamos em nossa mente. “O que me parecer correto ou me der a impressão de ser correto é correto para mim”. Tudo gira em torno de mim.
Jesus é Deus que se encarnou entre nós para nos dar o exemplo de como devemos viver uma vida plena. Temos que imitar Cristo. Essa ideia de “Não copie nada” é pura balela. Não se trata de exaltar a si mesmo e sim de negar a si mesmo e seguir a Cristo. Como ele próprio diz: “Quem acha a sua vida a perderá, e quem perde a sua vida por minha causa a encontrará.” Mateus 10:39
Pense até agora você já viveu a vida do jeito que você achou ser o correto pra você. Que tal parar de confiar tão cegamente em si mesmo e confiar no seu Criador, que realmente sabe o que é melhor para nós?
Adão e Eva pecaram contra Deus justamente por conta desse orgulho de querer ser maior que Deus, de você ser o próprio criador de sua moralidade e a próprio arbitro da verdade. A Bíblia ensina que o poder de decidir o bem e o mal é de Deus, e não do homem.
“Ai dos que chamam o mal de bem e o bem de mal; que dizem que as trevas são luz e a luz, trevas; que afirmam que o amargo é doce e o doce é amargo!” – Isaias 5:20
I.Co.10:23. Todas as coisas são lícitas, mas nem todas as coisas convêm; todas as coisas são lícitas, mas nem todas as coisas edificam.
O tempo em que vivemos exige um sério posicionamento da igreja frente à mentalidade mundana, relativista, profana e (hedonista, consiste em uma doutrina moral em que a busca pelo prazer é o único propósito da vida. É isso que significa arrepender-se, é uma mudança de mentalidade, de você escolher uma nova direção em sua vida.
Afinal, é sobre isso que se trata ser Cristão – identificar-se com Cristo e não com o mundo. Não se pode atender aos apelos do mundo e, ao mesmo tempo, fazer a vontade de Deus. É impossível! Ou se é totalmente de Cristo, ou contra Ele.
Mt.12:30. Quem não é comigo é contra mim; e quem comigo não ajunta, espalha.
I.Jo.5:19: “Sabemos que somos de Deus, e que o mundo inteiro jaz no Maligno.“
Somos todos filhos rebeldes
A busca espiritual é o que nos diferencial de outros animais criados. Somente os seres humanos possuem a necessidade de buscar um propósito e significado maior em suas vidas, algo maior do que nossa existência ordinária. Podemos negar tais coisas, mas isso leva somente ao desespero e a angústia. Até mesmo os ateístas (que não acreditam na existência de Deus) possuem fé em algo, ele vivem por algo maior do que eles mesmos.
Apesar de termos esse impulso religioso, temos dois tipos de reações contra Deus dentro de nós. Ao mesmo tempo que somos atraídos a Ele, queremos também fugir Dele. Essa luta é demonstrada na parábola de Jesus do Filho Prodigo – a história de uma criança que desejava correr para longe de seu Pai, somente para depois se arrepender e querer voltar a Ele.
O filho quis fugir de seu Pai pois se sentiu preso e reprimido por Ele. Ele queria gratificação instantânea, ele não queria esperar por sua herança, ele quis tê-la agora! Ele queria ser autossuficiente e independente. Enquanto ele estava na casa de seu Pai, ele tinha que viver sob Suas regras – ele cansou disso e quis criar suas própria regras, ele quis o relativismo moral, em que não há absolutos morais, apenas preferências pessoais.
Todos nós somos como esse filho rebelde. Todos nós empurramos o Pai para longe, temos essa natureza rebelde dentro de nós. Como seres humanos, temos a tendência de querer escapar daquilo que nos restrinja e vemos Deus como esse ser que nos restringe. Se nos for dada uma Lei, temos a vontade de rejeita-la.
Nos rebelamos contra a Autoridade moral pois ela nos restringe, ela “ataca” nossa independência e orgulho. Tendemos a empurrar para longe aquilo que nos ameaça e muitos de nós vemos Deus como uma ameaça. Isso pois a sua Santidade Moral desafia a nossa independência e autossuficiencia.
O que aprendemos com a parábola do filho pródigo? Que sofremos de uma depravação espiritual e rebeldia contra Deus. Somos atraidos a Deus mas, ao mesmo tempo, querer fugir dele (pois nos sentimos restringidos e ameaçados por Ele). Ficamos desconfortaveis com o vazio espiritual e tentamos preenchê-lo com várias formas de idolatria (substitutos para Deus).
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