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A Coerência do Teísmo | Os Indícios da Existência de Deus

Tempo de leitura: 40 min

Escrito por Davi Klein
em outubro 7, 2024

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Se não existe Deus, a vida é um acidente. A humanidade é um absurdo. Porém, tente viver dessa forma e você verá que não e possível sem enlouquecer. Necessitamos de um sentido e propósito para nossas vidas e ações. Jesus Cristo disse que nós nascemos para amar a Deus sobre todas as coisas e ao próximo como a nós mesmos. O Criador nos fez com um propósito. – Cliffe Knechtle

O Niilismo é a consequência lógica do materialismo (a crença de que tudo é composto de materia, e que só existe a realidade física, aquilo que pode ser visto, tocado e medido – não há espaço para Deus, alma e a qualquer realidade espiritual).

O niilismo sustenta que a existência carece de sentido e que não hpa, como tal, nenhum entidade superior ou sobrenatural que lhe dê sentido, sopósito ou finalidade em si mesma. O termo vem da palavra latia NIHIL, que significa “NADA”, tudo é reduzido a nada e, portanto, nada tem sentido. O homem não tem sentido, uma missão ou finalidade na vida. Tudo vem do nada e vai para o nada. Nossa vida tem tem um sentido ou propósito, pois foi um capricho do acaso, um acidente.

Albert Camus não acreditava em Deus e a questão fundamental que sustenta a sua filosofia pode ser resumida como: vale a pena viver a vida? Ele foi um filósofo francês conhecido por suas visões existencialistas e absurdas, explorando a falta de sentido da vida sem a presença divina ou vida após a morte. “Só existe um problema filosófico realmente sério, e esse problema é o suicídio”, afirma Camus em seu ensaio O Mito de Sísifo.

A primeira evidência de que Deus existe é que vivemos em um mundo que tem unidade, ordem e design. A ordem e o design não surgem acidentalmente, eles provém de uma mente inteligente.

A probabilidade da vida ter se originado por acidente é a mesma probabilidade de um dicionário ter sido fabricado pela explosão de uma fábrica de tinta.

Minha religião consiste em humilde admiração do espírito superior e ilimitado que se revela nos menores detalhes que podemos perceber em nossos espíritos frágeis e incertos. Essa convicção, profundamente emocional na presença de um poder racionalmente superior, que se revela no incompreensível universo, é a ideia que faço de Deus.” – Albert Einstein

Além dessa ordem externa, temos a necessidade de uma ordem interna, temos a necessidade de propósito e significado. Muitos de nós distorcemos o propósito da vida de amar a Deus e sua pessoa pela busca por felicidade superficial e gratificação instantânea, a uma vida vazia e sem significado.

Em terceiro lugar… de onde vêm a personalidade humana? Eu nunca vi a Vida surgir da Não-vida. Eu nunca vi o Ser surgir do Não-ser. Eu nunca vi uma personalidade surgir da matéria e energia, ou do impessoal.

A ciência moderna está reduzindo o ser humana a uma maquina. Bronowski diz: É ai que está o núcleo do nosso medo: que será revelado ao homem como espécie e como ser pensante que somos apenas uma máquina de atomos (…) A crise da confiança surge do desejo de cada homem de ser uma mente e uma pessoa, frente ao medo que tem de ser apenas uma maquina de átomos. A pergunta que eu faço é a seguinte: o homem pode ser igualmente um “eu” e uma máquina?

Se você fizer uma analise química de todo o ser humano, ele não poderá ser completamente definido. Todos nós temos uma personalidade única que vai além de uma lista de elementos químicos no cérebro. Existe um “eu” que no fim do dia podemos refletir sobre o que nos aconteceu, sobre se nossas ações foram boas ou não. Por trás da personalidade humana não existe um acidente impessoal mas sim um criador pessoal.

Em quarto lugar, a existência de valor indica que a realidade é maior do que a frieza da matéria e da energia. A apreciação humana pela beleza e da harmonia sugerem um Criador que criou esse valores e a habilidade de recolhê-los e apreciá-los. A realidade é mais do que aquilo que só pode ser verificado cienficamente.

Em quinto lugar: por que confiamos em nossa razão? Se nossa razão veio das mutações aleatórias e da seleção natural, por que nos confiamos nela para nos alinharmos com a realidade? A razão humana não veio ao acaso, ela veio de nosso Criador Racional. Kepler, o astrônomo moderno disse: “Oh Deus, estou pensando seus Pensamentos depois de você”. Se você acredita que Deus não existe, precisamos exercer fé cega para confiar em nossa razão que veio por acaso/acidente. Se você acredita em Deus, nós podemos confiar em nossa razão, pois tanto nossa mente quanto a Criação foram criadas pelo Criador Racional.

Em sexto lugar: todos nós temos consciência, um sistema de alarme que é ativado toda vez que nós nos pegamos fazendo algo errado, algo que não deveríamos fazer. Se não existisse Deus, se tudo fosse relativo e situacional, não precisaríamos desse sistema. Porém, nós experienciamos indignação moral sobre coisas como o estupro, o abuso infantil, o assassinato, etc. Deus nos deu essa sensibilidade, essa indignação que nos permite diferenciar o bom do mal, o que é certo e o que é errado. O fato de todos termos essa consciência (que pode ficar calejada em algumas pessoas, pelo fato de constantemente se dessensibilizarem ao mal) é uma indicação da existência Daquele que imprimiu em nós a habilidade de diferenciar o certo do errado.

Alguns alegam que a consciência humana é um fruto do condicionamento de nossa sociedade, da pressão do ambiente, do status quo. Mas um estudo mais aprofundado na história refuta essa hipótese. As maiores transformações sociais que ocorreram na história humana se devem a um indivíduo (ou a um grupo de indivíduos) que resolveu desafiar o status quo e a opinião popular da época – foram pessoas que decidiram seguir e ouvir suas próprias consciências ao invés da opinião da maioria.

Um exemplo disso é Martin Luther King, que ao invés de se submete a opinião popular racista da época, seguiu sua consciência na luta contra o racismo.

Em sétimo lugar, se não existir Deus, o amor é apenas uma reação química, um impulso biológico e um instinto animal. Se não existe Deus, apenas o natural é real. Somos resultados de mutações aleatórias e da seleção natural. Desse ponto de vista, a realidade consistira apenas de matéria e energia em diferentes níveis de evolução. O amor seria apenas uma reação química, o impulso sexual e a necessidade biológica de preservar os nossos genes. A realidade não incluiria o valor do amor (que não pode ser originado se existisse apenas matéria e energia).

Porém, minha experiência de vida é totalmente oposta a essa visão. Eu testemunhei muitas pessoas demonstrarem compaixão e bondade com pessoas com doenças terminais, na extrema pobreza, abandonadas pela sociedade. Será que elas estavam fazendo isso por um impulso biológico de preservar a espécie humana ou seriam tais atos motivados por algo maior? Muitos seres humanos amam outras pessoas sem esperar nada em troca.

Jesus Cristo revelou que a Realidade é maior do que a materia e energia, pois ela inclui um Deus sobrenatural. Deus é amor. Quando ele nos criou, ele colocou essa capacidade de amar em nós também, que nos possibilita servir sem esperar nada em troca.

Em oitavo lugar, até um estudo superficial de antropologia mostrara que praticamente toda a cultura possui algum tipo de sistema de crenças, incluindo um sistema de crenças religioso. A humanidade é naturalmente religiosa! Toda a cultura busca o religioso, o sagrado, Deus. Nós temos um impulso sexual e existe relacionamentos sexuais que atendem tal desejo. Temos um apetite por comida e existe comida para satisfazer nossas necessidades. Da mesma forma, temos uma tendência ao metafísico e ao sobrenatural, o que indica a existência de Deus para preencher tal necessidade.

Em nono lugar, a evidência histórica de Jesus revela que Deus se importa conosco e que ele quer nos conhecer pessoalmente. A evidência da vida sem pecados de Jesus Cristo, a qualidade de seus ensinamentos, o amor que possui e sua ressurreição apontam para a confiabilidade de Jesus Cristo, ele é realmente quem dizia ser, Deus em forma humana! Ninguém inventou Cristo!

Considere também os relatos de inúmeras pessoas que tiveram suas vidas transformadas por Jesus Cristo, de todas as partes do mundo e em todas as épocas. A evidência é universal. Deus existe, Ele é real!

No livro Fast Facts on False Teachings, os autores Ron Carlson e Ed Decker nos explicam como Deus se revelou a si mesmo de quatro maneiras principais (portanto o homem não tem desculpas quando se trata ao conhecimento de Deus). Elas são:

1- Revelou a si mesmo pela criação

Em primeiro lugar, Deus revelou a Si Mesmo pelo que Ele criou.

É necessário ter mais fé em acreditar numa evolução impessoal aleatória do que acreditar em um Designer Divino, que criou esse mundo complexo que vivemos

2- O Desejo de conhecer a Deus

Nós sabemos que Deus existe pois Deus colocou em nossos corações um desejo de conhecê-lo.

A falácia do ateísmo é demonstrada no fato de que quando as pessoas declaram que “Deus não existe”, em vez de não adorarem nada, elas sempre encontram algo para adorar/acreditar. O homem tem um desejo espiritual por Deus, que será preenchido ou pelo Deus verdadeiro ou por falsos deuses.

3- Deus na história humana

Nós sabemos que existe um Deus pois Deus interveio na história humana. Deus dividiu a história entre Antes de Cristo e Depois de Cristo e se revelou pessoalmente a nós.

Dois mil anos atrás, Deus olhou para o mundo que Ele havia criado e que sempre amou. Ele disse: “Eu quero dizer o quanto eu amo você!” Como Deus fez isso? Deus disse: “Eu vou me tornar um homem, irei viver como um homem e falar como um homem, e por meio de minha vida eles saberão como/quem Eu sou”. Há cerca de dois mil anos atrás, o maior evento da história humana aconteceu – Deus se tornou um homem e seu nome era Jesus Cristo. Se você quer saber como Deus é, olhe para Jesus Cristo.

Deus, que era um espírito invisível (João 4:24), tornou-se visível na pessoa de Jesus Cristo. Deus, o Criador do Universo, se fez homem para sabermos como ele é e conhecê-lo pessoalmente. A maior verdade na história é que Deus se revelou pessoalmente a nós. Ele não nos deixou sozinhos no Universo, mas ele se comunicou pessoalmente conosco, Sua amada Criação.

4- Revelado em um Livro

Deus também revelou a si mesmo através de sua Palavra, a Bíblia. A Bíblia foi traduzida em mais de 1800 linguas e é o best-seller mundial todos os anos por um motivo – é reconhecida por ser um livro sobrenatural, divinamente inspirada pelo Criador e Redentor do Universo.

Toda a Escritura é divinamente inspirada, e proveitosa para ensinar, para redargüir, para corrigir, para instruir em justiça

2 Timóteo 3:16

Primeiramente a incrivel unidade e harmonia do que é mais do que um livro apenas, pois a Bíblia é uma coleção de 66 livros diferentes escritos por 40 autores diferentes em um periodo de 1500 anos. No entanto, descobrimos que desde Gênesis ao Apocalipse, Deus deu uma revelação de Si mesmo e Seu desejo pela humanidade em perfeita harmonia e unidade. Nós desafiamos a qualquer pessoa que não acredita que a Bíblia seja um livro sobrenatural a tentar trazer e juntar 66 livros (a sua própria escolha) que forem escritos por 40 autores diferentes em 1500 anos e encontrar a consistência e a unidade de tema e propósito que você encontra na Bíblia.

A integridade da Bíblia é também verificada por evidências arqueológiccas, geográficas e históricas, além das inumeras profecias bíblicas que ocorreram.

A Bíblia é a carta de amor de Deus a você, é o próprio Deus que tomou a iniciativa de dizer a você que Ele te ama e que Ele quer ter um relacionamento pessoal com você. A mensagem da Bíblia e da revelação de Deus a humanidade é resumida nos seguintes versos:

“Porque Deus tanto amou o mundo que deu o seu Filho Unigênito, para que todo o que nele crer não pereça, mas tenha a vida eterna. Pois Deus enviou o seu Filho ao mundo, não para condenar o mundo, mas para que este fosse salvo por meio dele.

João 3:16-17

A coerência do teísmo

No livro “O Fracasso do Ateísmo”, o autor Jesus Maria Silva Castignani também comenta sobre as evidência da existência de Deus. Ele comenta os indícios externos e internos da existência de Deus. Separei logo abaixo alguns trechos desse seu livro:

O ateísmo não se sustenta, pois não tem coerência e nem dá sentido a realidade da existência. E além disso, conduz a desumanização do ser humano.

O agnosticismo é uma das posições que podem ser facilmente assumidas. Os agnósticos asseguram que não é possível saber se existe um mundo metafísico e permanecem num ponte intermediário. Para sair desse ponto intermediário, é preciso usar a razão.

Muitas pessoas de nosso mundo se declaram agnósticas porque não querem, não podem ou não tem tempo para pensar. Elas náo aplicam sua razão a realidade da busca de Deus ou do divino, porque a mentalidade pós moderna é muito prática e convida a não “gastar” tempo as questões metafísicas. Isso na verdade é uma preguiça intelectual.

Se aplicarmos a razão a realidade, podemos descobrir que o teísmo, a crença na existência de um Deus criador é coerente e apresenta as razões para a maioria das coisas.

Houve grandes pessoas que somente pela razão se deram conta de que o teísmo é verdadeiro, desde Platão até o filosofo Antony Flew.

“Creio agora que o universo foi trazido a existência por uma inteligência infinita. Creio que as intrincadas leis desse universo manifestam o que os cientistas chama de a mente de Deus. Creio que a vida e a reprodução tem sua origem em uma fonte divina. Por que creio nisto agora, depois de haver exposto e defendido o ateísmo durante mais de meio século? A resposta breve é a seguinte: essa é a imagem do mundo que, em minha opinião, emergiu da ciência moderna. A ciência vislumbra três dimensões da natureza que apontam para Deus. A primeira é o fato de que a natureza obedece a leis. A segunda é a dimensão da vida, da existência de seres organizados inteligentemente e guiados por proósitos, que surgiram da matéria. A terceira é a própria existência da natureza. Porém, não foi somente a ciência que me guiou. Também me ajudou a reconsideração dos argumentos filosóficos clássicos.

Indicios é um fenômeno que permite conhecer ou inferir a existência de outro não percebido.
E se Deus deixou “pistas” para que possamos descobrir, pela razão, que ele está aqui? Se é assim, encontraremos indícios na realidade. Encontramos indícios externos e internos. Os externos se referem ao mundo exterior, a natureza, ao cosmos. Os internos se referem aquelas coisas que percebemos em nosso interior. Elas nos levarão a lei da probabillidade, a partir dos dados de que dispomos e do fracasso do ateísmo, a probabilidade de que Deus exista é muito maior do que a probabilidade de que ele não exista.

Indícios externos da existência de Deus

  • O princípio da causalidade

Cada efeito tem uma causa. Esse princípio foi expresso de outra orma através do princípio da razão suficiente: tudo o que existe deve ter uma razão suficiente para existir: caso contrário, não existiria. Não pode haver uma cadeia infinita de causas e o universo teve um começo, não poderia ter surgido do nada. Tudo nos leva a deduzir que existe um Ser supremos que deu origem a tudo o que existe e que, por sua vez, não tem nenhuma causa; que é eterno porque não começou a existir, e que deu origem ao tempo.

Temos a percepção de que tudo o que existe pode não ter existido, desde nós mesmos até o universo inteiro, passando pelas coisas que vemos ao nosso redor. Por que elas existem, se poderiam não ter existido? Por que são como são? Tudo tem de ter uma razão suficiente para existir, porque nenhum desses seres, nem eu mesmo, somos necessários, nenhum de nós existe necessariamente. Qual é a razão da nossa existência? Eventualidade? Acaso? Isso é bastante improvável. De fato, se pensarmos na realidade, não nos escaoa que nada teria de existir; além disso, se apenas a matéria existisse, não se explica como algo existe em vez do nada. Deve haver uma razão, ou seja, algo (ou alguém) que tenha colocado tudo isso em movimento, e o fez por uma razão. Caso contrário, simplesmente isso não existiria.

Alguns propõesm que o mundo sempre existiu, que não teve um começo. Porém, as evidências não mostram isso. Todo o movimento que vemos no mundo, existe um começo. O tempo e o mundo não são infinitos, eles tiveram um começo, e se houve um começo, ele foi iniciado por Alguém que, por sua vez, não teve um começo e que deu ínicio a tudo o mais.

Ainda nos resta uma pergunta. Tudo o que existe tem uma razão suficiente. Por que, então, o universo existe? Por que o Criador iniciou tudo o que existe. Deus não criou o mundo por necessidade, ele o criou porque quis. O universo poderia não ter existido, mas existe, o que implica que o Criador quis sua existência, “decidiu” que existisse. Isso nos indica que o Criador é Alguém que tem vontade e liberdade, ela não é “algo”, uma energia ou força. Pensar em uma causa do mundo nos faz perceber que essa causa tem de ser pessoal. Alguém com vontade, inteligência, sem estar sujeito a nenhuma necessidade. Não pode ser uma força ou energia, porque uma força ou energia não tem vontade, não decide, não escolhe criar ou não criar. Dai surge a coerência do teísmo.

  • O indício do Design

Aqui, quando falamos de Design, referimo-nos a pistas indicando que existe uma inteligência pessoal, ou seja, um Deus designer, que criou o universo tal como ele é.

Olhemos para três formas em que o modo de ser do universo nos indica a presença de um sedigner que criou, voluntariamente e com plena lógico, nosso mundo: o ajuste fino, as leis da natureza e o propósito do universo.

  • O Ajuste fino

Esta expressão está se tornando um conceito cheve no mundo científico acadêmico. A que ela se refere? Há uma série de valores físicos que caracterizam a natureza como ela é: a massa de um próton, a velocidade de expansão do universo, a medida da força da gravidade… Todos ele são frequentemente chamados de “constantes da natureza”, ou seja, os valores do universo que ermanecem constantes. Nos últimos anos, os cientistas têm investigado seus valores com grande profundidade e se perguntaram: “E se esses valores fossem diferentes?”; “E se a massa do próton fosse outra?”; “E se a medida da gravidade fosse outra?”

O cientísta agnóstico John D. Barrow, diz em seu livro “The constants of nature”:

“Os avanços da física e da cosmologia estão pintando um quadro espantoso: um universo com forças fundamentais em intrincado e requintado equilíbrio mútuo, cujo objetivo aparente é tornar a vida humana possível. Pesquisas recentes mostraram que muitas constates fundamentais da natureza, desde os níveis de energia do átomo de carbono até a velocidade de expansão do universo, têm os valores certos para que a vida exista. Uma mínima alteração de qualquer um desses valores e o unvierso se tornaria hostíl a vida, incapaz de sustentá-la. As constantes estão ajustadas em suma precisão, e é essa precisão que muitos cientistas acreditam que requer uma explicação”

Vou dar apenas alguns dos inúmeros exemplos. Se as massas do elétron ou próton, ou o nível que uma partícula ocupa denro do átomo, fossem ligeiramente diferentes do que são, o DNA não poderia ser transmitido, não haveria estrelas, ou elas se queimariam muito rapidamente para dar origem a vida. Se a força que une os núcleos de átomos fosse um pouco maior ou menor, não haveria seres vivos, ou todas as estrelas se tornariam rapidamente buracos negros. Se o número de fótons por cada próton, as diferenças entre a matéria escura e luminosa ou a velocidade de expansão do universo fossem minimamente alterados, não haveria universo capaz de abrigar a vida. Se o mundo, ao invés de ter quatro dimensões, tivesse três, cinco, ou menos ou mais, o universo não poderia ter seres vivos. Se a relação entre a força que mantém os núcleos dos átomos juntos e a força eletromagnética fosse diferente da que é, as estrelas não poderia ter se formado. O mesmo se aplica a relação entre a força da gravidade e a força eletromagnética. Se o universo não tivesse expandido, após o Big Gang, na velocidade em que se expandiu, não haveria o universo, ou haveria um no qual a vida seria impossível.

O físico Paul Davies afirma: “Parece que alguém ajustou de maneira precisa os números da natureza para criar o universo. A impressão do design é esmagadora”. Se a velocidade da luz fosse diferente, a vida humana não poderia ter apareceido. Se o eletromagnetismo não fosse constante, o código genético não funcionaria e os planetas se desintegrariam. Se as leis quanticas não fossem exatamente como são, não haveria átomos.

Desde a intensidade com que as estrelas explodem até o valor da constante de gravidade, tudo está bem sintonizado para a existência de nosso universo, nosso mundo, a vida e os seres humanos. As constantes inerentes ao nosso universo são incontáveis.

Porém, por que essas constantes da natureza são como são? Por que a massa do próton ou a velocidade da luz são como são? Existe alguma razão física para que sejam essas e não outras? Não, não há.

Portanto, o ajuste fino eleva imediatamente a mente a possibilidade de um Designer, um Deus pessoal, que criou este Universo e, além disso, criou-o com as constantes necessárias para que a vida surja, e para que nós pudessemos vir a existir.

Arno Penzias, Prêmio Nobel por sua descoberta da radiação de função do universo, resume: “A astronomia nos leva a um evento único, a um universo criado do nada, com apenas o equilíbrio delicadíssimo e preciso para proporcionar exatamente as condições certas a vida, e com um plano subjacente” – poderia dizer-se sobrenatural. A inferência para um designer inteligente se justifica com o argumento de que o acúmulo de probabilidades minúsculas torna possível descartar o acaso, entendido como a ausência de intenção. Isso não é uma prova irrefutael, mas é uma indicação bem clara.

  • O multiverso

A probabilidade de este universo ter sido formado pelo acaso, com essas constantes cosmológicas e não outras, é muito pequena, praticamente impossível. Assim, para evitar a evidência do Design e para não ter que admitir a probabilidade da existência de Deus, o físico Hugh Everett III propôs uma alternativa a teoria do Desing – a teoria do multiverso ou de muitos mundos.

Para simplificar, essa teoria tem duas variantes. A primeira é que, após o Big-Bang, muitos ou infinitos universos foram criados, cada um com constantes distintas, resultando, por acaso, em um universo como o nosso. A segunda é mais complexa, diz que para cada momento quântico que é fixado, dois ou mais universos são “divididos”, cada um avançando em paralelo com os demais e nunca entrando em contato um com o outro.

A teoria dos muitos universos “explicaria” como é que, de todos os universos possíveis, pelo menos um é como o nosso e é favorável a vida.

Há muitos problemas com essa teoria. O primeiro é que não se pode prová-la de forma alguma, porque, se houver mais universos, nuca saberemos. Além disso, mesmo que houvesse mais de um universo, isso não provaria que Deus não existe, nem excluiria que o nosso universo foi desenhado; Deus poderia muito bem ser o Criador de mais de um Universo.

John Polkinghorne, um eminente físico teórico, rejeita a interpretação da multiplicidade dos universos: “Reconheçamos estas especulações pelos que elas são. Elas não são físicas, mas, no sentido mais estrito, metafísicas. Não há razão puramente científica para acreditar em um conjunto de universos. Uma explicação de igual respeitabilidade intelectual e, na minha opinião, de maior economia e elegância, seria que este mundo é como é porque é a criação da vontade de um Criador que assim o quis”

“Postular um bilhão de bilhões de outros universos, ao invés de um Deus, para explicar a ordem de nosso universo parece o auge da irracionalidade” – Richard Swinburne

O cosmólogo Edward Harrison reage da mesma maneira: “Temos aqui a prova cosmológica da existência de Deus atualizada e renovada. A precisão do ajuste do universo fornece provas de design intuitivo. Você tem que escolher! Ou o acaso cego que requer uma infinidade de universos, ou o design que requer apenas um. Muitos cientistas, diante desta situação, inclinam-se para o argumento teleológico ou do design”

Para concluir, o ajuste fino é um novo indício pque aponta para um Deus criador pessoal como a resposta mais provável. Juntamente com o indício do começo do universo e da causalidade, acumualm-se em uma direção muito diferente daquela proposta pelo ateísmo, que não se sustenta.

  • As leis da natureza

Este indício é um pequeno desenvolvimento da ideia do ajuste fino. Não se trata apenas do fato de existirem “medidas” no universo que são exatamente as necessárias para que o mundo seja do jeito que é – as constantes, mas também que seja governado por leis que são sempre as mesmas e que são sempre cumpridas. De onde vêm essas leis? Por que elas são sempre iguais? Na realidade não existe um porquê. Não se pode mostrar por que as leis funcionam, por que são o que são, e não outras.

Tomemos um exemplo: a Lei da Gravidade Universal, descoberta por Newton. Essa lei diz em que proporção quaisquer dois corpos no mundo se atraem em relação a sua massa e a sua distância. Essa lei é inveriável: aplica-se a absolutamente todos os corpos do universo. Mas por quê? Há algum motivo para que isso aconteça? Bem, não há. Simplesmente é assim. Imagine, por um momento, se a lei da gravidade fosse variável, se ela mudasse constantemente. De repente, a Terra poderia ser mais atraida pelo Sol, aproximar-se dele e desaparecer. Mas isso não acontece, porque a lei sempre se cumpre. Ela é formada por uma constante, a constante da gravidade universal, que tem a medida exata para o universo não colapsar, e faz com que ela sempre se cumpra.

Muitos cientistas quebram a cabeça tentando pensar por que as leis são como são, mas não conseguem descobrir nenhuma resposta científica Portanto, eles têm de concluir que Alguém decidiu que deveriam ser essas e não outras. Alguém as projetou, as tornou imutáveis e as aplicou em nosso universo, para que ele pudesse ser como é. Antony Flew cita uma infinidade de textos de grandes cientistas, incluindo Einstein, que mostram como eles, ao chegar a esse ponto, só podiam concluir que havia uma Mente divina. Para tomar apenas um dos textos de Einstein, “todos os que se dedicam seriamente a pesquisa científica acabam convencidos de que as leis da natureza manifestam a existência de um Espírito amplamente superior ao do homem; um espírito diante do qual nós, com nossas modestas capacidades, devemos nos sentir humildes.”

As leis “estão aí”, nós não as inventamos, nós as descobrimos. Alguém as escreveu. Vários filósofos também escreveram sobre a origem divina das leis da natureza. Em seu livro “El Legislador Divino, o filósofo de Oxford, John Foster argumenta que as regularidades da natureza, como quer que as descrevamos, explicam-se melhor através de uma Mente divina. Se aceitarmos o fato de que existem leis, então algo deve impor essa regularidade ao universo. Que agente faz isso? Foster afirma que a opção teísta é a única séria, de modo que estaremos racionalmente autorizados a concluir que é Deus – o Deus da concepção teísta, que cria as leis, impondo as regularidades ao mundo como tais regularidades.

RIchard Wakins rejeitou esse argumento, alegando que Deus é uma solução demasiado complexa para explicar o universo e suas leis. Acho extravagente que se possa dizer isto acerca do conceito de um Ser onipotente e espiritual. O que há de tão complexo na ideia de um Espírito onipotente e onisciente, uma ideia tão simples que é compreendida por todos os adeptos das três grandes religiões monoteístas?

O mundo tem uma lógica, um conjunto de regras do jogo, que são sempre cumpridas. Poderiam ser outras, mas são essas, e, porque são precisamente essas, nosso universo funciona como funciona. Para que um jogo funcione, deve haver regras, e essas regras devem ser sempre seguidas. Mas a diferença é que, em um jogo, você pode “trapacear”, mas na natureza não. As leis são sempre seguidas. É necessário que Alguém altamente inteligente tenha ajustado não apenas as constantes do universo, mas também suas leis, para que o universo siga um curso contínuo, capaz de tornar possível a regularidade, a vida. Sem alguém que tivesse projetado e aplicado as leis da natureza, ou se elas tivessem sido feitas sempre inveriáveis, o mundo seria uma caos. As leis que governam o universo são o produto de uma mente superior.

Segundo Paul Davies, há três questões fundamentais por trás das leis da natureza as quais a ciência não pode responder. A primeira é: De onde vêm as leis da natureza? A segunda é: Por que temos exatamente essas leis e não outras? A terceira é: Por que temos precisamente um conjunto de leis que levam os gases sem forma a vida, a consciência, a inteligência? De acordo com o cientísta, há apenas uma resposta: um Deus pessoal. E tudo isso aponta para a existência de um propósito e de um desing.

Essa é a grande resposta a teoria de que algume lei deu lugar ao aparecimento da matéria. As leis não podem produzr nenhum objeto material, nenhuma realidade ou flutuação quântica. As leis operam sobre algo que há existe, porém não causam algo que existe. Por isso, não se pode dizer que o universo foi originado por alguma lei.

  • Um universo com propósito

O fato de ter surgido um ser capaz de conhecer e compreender essas leis, o ser humano, também nos diz algo importante. É como se o Designer do universo, Aquele que lhe deu um começo, constantes e leis, tivesse predisposto tudo para que surgisse uma inteligência como a nossa, capaz de descobrir tudo isso, para que pudessemos perceber que ele está aqui. O fato de o universo ser inteligével, de podermos rastrear através da intuição e da razão desde as coisas criadas até o Criador, aponta para o fato de que ele queria que descobríssemos isso que ele nos pôs aqui com a intenção de que chegassemos a perceber que ele existe e quis nos dar existência, algo do qual somente o ser humano pode estar ciente. “A invisibilidade de Deus, seu eterno poder e divindade são perceptiveis a inteligência desde a criação do mundo através de suas obras.” (Romanos 1.20)

O fato de o Criador ter criado o mundo tal como é, e de ter providenciado para que a vida inteligente surgisse de acordo com essas leis, mostra que o mundo tem um propósito, ou seja, que deveria existir um ser capaz de compreender a natureza e suas leis, capaz de descobrir esse Criador.

Nenhum outro ser no mundo pe capaz de fazer o que o homem faz, de refeltir, nenhum outro ser tem perguntas fundamentais ou consegue dar respostas metafísicas, nenhum outro ser pode elevar-se acima das coisas criadas para chegar ao seu Criador; apenas o ser humano. Aquele que projetou o universo sabia que existiriamos e que passariamos a compreender o universo que ele criou, e que, através da razão, viriamos a questionar e acreditar em sua existência. Portanto, podemos dizer que a criação te um propósito, uma finalidade, e que a finalidade somos nós, pelo menos por enquanto.

Se ele nos criou, é por uma razão; ele nos dotou da intuição e da razão para que possamos chegar até ele. Mas isso levante outras questões: por que esse Deus não se mostra claramente, para que saibamos quem ele é e o que quer? Esse Designer quis que fossemos livres e racionais, isto é, quis que aplicassemos nossa razão, ou não, a fim de podermos descobrir que ele está aqui, mas sem nos obrigar a acreditar. Somos livres, e não importa quantos indívios acumulemos da existência do Criador, tudo nos persuadirá a acreditar nele, mas não nos forçara a isso. Finalmente será necessário fazer um ato de fé, porque percebemos que esse Deus quis que pudessemos traçar o caminho até ele e saber de sua existência. Assim, de alguma forma, ele quis estabelecer contato conosco, mas sem nos forçar a acreditar nele.

Mas não poderia esse Deus fazer-se conhecido mais claramente? E se ele tiver feito isso? Não é a revelação a afirmação de que esse Deus se fez conhecido, mostrou-se claramente, para que possamos acreditar nele? Se esse Deus quer que o conheçamos, mas sabe que, através da razão, só podemos chegar compreender sua existência e algo do que ele é, e um pouco mais, não seria lógico de pensar que ele quis se fazer conhecido para que possamos entrar em contato com ele, mas sem nos forçar a acreditar através de argumentos racionais? Esta é precisamente a natureza da revelação: que esse Deus se deu a conhecer para que saibamos quem ele é, quem somos nós e para que ele nos criou.

Como podemos ver, a ciência e a fé se tocam aqui. A ciência vai até onde seus próprios meios a levam, e finalmente abre-se a possibilidade da fé, da revelação, da religião, que não é rebuscada nem anticientífica. Foi o que disse o astrônomo Robert Jastrow:

“Para o cientista que viveu por sua fé no poder da razão, o fim da narrativa é como um pesadelo. Ele escalou as montanhas da ignorância; ele está prestas a conquistar o pico mais alto; enquanto se arrasta com esforço sobre a última rocha, ele é saudade por um grupo de teólogos que estão sentados alí há séculos.”

Os Indícios Internos da Existência de Deus

  • O indício da moralidade

O ser humano tem um imperativo moral escrito em seu interior que o move a fazer o bem e a evitar o mal, que pode ser resumido na regra de ouro, presente em todas as culturas: “Não faça aos outros o que você não quer que façam a você”. Vimos também que essa consciência moral não é algo que o homem inventa ou desenha, mas que ele encontra em seu interior como algo pré-racional, intuitivo. E vimos também como o materialismo fracassa na hora de fundamentar essa moral na biologia evolutiva ou genética: não há um “gene da moral”, nem uma vantagem evolutiva na prática do bem e, em todo caso, essa moral certamente não é obrigatoria. Se o único significado da evolução é que tratemos de propagar o máximo possível de nosso DNA, como indica o Richard Dawkins, a compaixão de um filho por um pai enfermo, que o leva a cuidar dele até que ele mesmo chegue a idade de não mais gerar filhos, seria algo não humano e antinatural, no entanto, a intuição moral nos mostra exatamente o contrário. A vantagem evolutiva não pode ser a fundamentação da tendência moral do ser humano.

Se a sobrevivência fosse o único objetivo da evolução, como se pretende, a evolução nunca produziria o sentido da obrigação moral que nos leva a gastar recursos com portadores de necessidades especiais, os fracos, os enfermos e os anciãos (pois nesse sentido tais individuos promoveriam um desgaste de nossos recursos e um empecilho para nossa própria sobrevivência).

Assim, pois, não há nada na natureza nem na biologia que justifique a existência da moral, da distinção entre o bem e o mal, que nos leva e fazer o bem e não o mal. Olha que absurdo que o Richard Dawkins afirma:

“Em um universo de forças físicas cegas e de replicação genética, algumas pessoas vão ser feridas e outras terão sorte, e não encontraremos nenhuma moral ou razão nisso, assim como nenhuma justiça; O Universo que observamos tem exatamente as propriedades que poderiamos esperar se, no fundo, não houvesse nenhum design, nenhum propósito, nem bem nem mal. Só indiferença cega e sem piedade. O DNA não possui conhecimento nem preocupação. Só existe o DNA. E dançamos conforme a música.”

Segundo essa teoria, que é a única que se pode extrair da concepção materialista do mundo, a liberdade nem sequer existe: é uma ilusão, porque tudo está predeterminado pelos genes, e fazemos o que fazemos obrigados por eles, de modo que não há bem, nem mal, nem responsabilidade moral.

Como vimos ao falar da moral do consenso, a distinção entre o bem e o mal e o dever de fazer o bem não se origina do fato de concordarmos com isso e decidirmos o que é moral e o que não é. Nesse caso, além do fato de as opiniões poderem estar erradas ou manipuladas, veriamos que uma maioria poderia pensar uma coisa, porém não teria nenhum modo de evitar que a minoria discordasse e agisse segundo seus próprios princípios. Desse modo, a maioria teria de recorrer a violência ou ao totalitarísmo para impor sua visão do bem e do mal; visão que, por outro lado, poderia mudar se mudasse o consenso, e, portanto, ela não seria, em absoluto, objetiva.

E, no entanto, seguimos encontrando a consciência com o imperativo moral gravado nela a fogo: faça o bem e não o mal, não faça ao outro aquilo que não gostaria que fizessem a você.

Como chegamos, então, ao imperativo moral em nosso interior? Todos os indícios apontam na mesma direção: foi Deus quem o colocou ali. Da mesma forma que Deus escreveu as leis da natureza, também inscreveu, em nosso coração, a lei moral.

Por que Deus faria isso? Bem, há várias respostas: a primeira poderia ser porque ele mesmo é bom. Outra poderia ser porque, como nos criou com um propósito, ele quer que façamos o bem e não o mal. Porém, por que Deus iria querer que nós fizéssemos o bem e não o mal? A única resposta é que Deus quer o nosso bem. E por que Deus iria querer o nosso bem? A única resposta é que ele nos ama; e, se nos ama, quer que sejamos felizes e, por isso, colocou em nosso coração as instruções para a felicidade: fazer o bem e não o mal. No entanto, nem sempre, quando fazemos o bem, vemos que o fruto imediato é a felicidade e, de fato, neste mundo, aparantemente “triunfam” os cruéis, os maus e os enganadores. Então, por estrita lógica, se Deus garante que os bons vão receber o bem e a felicidade, como consequência do bem que praticaram e de terem seguido a voz da sua consciência, deve existir uma vida depois desta, na qual Deus dê essa recompensa definitiva aos bons.

Só a existência de Deus e de uma vida após a morte justificam o sentido da moral. Se Deus não existe, não há nenhum sentido para que exista a moral, que seria, então, uma espécie de “erro evolutivo” ou algo parecido.

O existencialista pensa que é muito angustiante que Deus não exista, porque junto a ele desaparece toda a possibilidade de encontrar valores em um céu inteligível; haja vista que não pode existir uma consciência infinita e perfeita que pense assim. Em nenhum lugar está escrito que o bem existe, que devemos ser honestos, que não devemos mentir; porque a realidade é que nos encontramos em um plano no qual somente existem homens. Dostoievski disse “Se Deus não existe, tudo é permitido”. Esse é o ponto de partida do existencialismo. Certamente, tudo é permitido se Deus não existe, e como consequência, o homem está desesperado porque não encontra nada em que se segurr, nem dentro, nem fora de si mesmo. Não pode começar a buscar desculpas”. – Sartre

E existência do imperativo moral, da consciência, da regra de ouro inscrita no coração do homem é outro indício claro, desta vez interior, da existência de Deus.

Recordemos o grande pensamento de Dostoievski que resume em algumas palavras as consequência do nilismo para a moral: “Se Deus não existe, tudo é permitido”

  • O Indício da justiça

Imaginemos um gomem que, durante toda a sua vida, só violou, matou e traiu, e que morre dessa forma, gabando-se, rodeado de riquezas e de soberba, sem se arrepender E imaginemos também uma santa que passou a sua vida fazendo o bem, amando os demais, compartilhando o que tinha, e que morreu na pobreza. Se o materialismo é verdade, a recompensa que ambos recebem é a mesma: nenhuma, porque após a morte, não existe nada.

De um modo natural e intuitivo, parece-nos impossível que ambas as pessoas, o assassino e a santa, recebam, por suas obras, exatamente o mesmo: nada. Uma parte intuitiva de nós assegura que, se neste mundo não se faz justiça, há de se fazer em outro. Do contrário, não tem sentido o dever que sentimos em nosso interior de fazer o bem, ainda que isso nos leve a perder dinheiro, a não triunfar neste mundo ou a não nos fixarmos somente em nossos impulsos egoístas. É certo que fazer o bem, em certas ocasiões, envolve uma grande satisfação interior. Porém, também é certo que, muitas outras vezes, não é assim.

Essa idéia está presente, inclusive, nas religiões orientais, através do conceito de “karma”. Segundo essa lei cósmica, você reencarna em uma forma superior ou inferior de vida, dependendo do bem do bem ou mal que fez nesta vida, atrasando ou adiantando, assim, sua última reencarnação. Inclusive, essas religiões, sem um Deus pessoal, manifestam o clamor do coração humano por uma justiça que vá mais além dessa vida.

Já vimos que o Deus criador deve ser pessoal, para o qual aponta o Design, que manifesta uma inteligência pessoal e uma vontade pessoal, através das quais esse Deus quis que existisse o universo, o que nos leva a descartar a concepção oriental de um deus impessoal, de uma força ou energia.

  • O indício do desejo

Se existe a sede, é porque existe a água; se existe o desejo de ser amado, é porque existe o amor. se existe o desejo de uma vida após a morte, é porque essa vida tem de existir. O desejo do homem se inclina na direção de Deus. Há, no coração do homem, um desejo de Deus, que o impulsiona, intuitivamente, a crer nele e, racionalmente, a conhecê-lo, apesar do fato de que, na pós modernidade, se tentou apagar esse desejo.

O consumismo, o materialismo, o hedonismo queremo nos fazer crer que estamos aqui somente para aproveitar a vida a partir do ponto de vista material. Entretando, já vimos que um olhar intuitivo, a partir do deslumbramento, leva-nos a perceber que temos desejo por mais: desejamos ser felizes, viver para sempre sem dor ou sofrimento e voltar a ver aqueles que amamos e que perdemos após a morte. Todos esses desejos apontam para a transcendência, para a existência de Deus. Se existe um desejo, é porque existe algo na realidade que lhe corresponde.

Alister McGrath explica, de um modo muito belo, por que “não podemos deixar de falar de Deus”. Por natureza, somos seres que não podem deixar de pensar em Deus e ansiarpor ele. Assim expressou o grande buscador de Deus na Antiguidade, Agostinho de Hipona: “Fizeste-nos Senhor para ti, e nosso coração ainda inquieto até que descanse em ti”. O consenso das ciência atuais de que a religião é um fenômeno natural no ser humano, e não algo secundário que se impõe a partir de fora, é total: a religião possui um “caráter cognitivo inato” na natureza humana. Também Viktor Frankl indica que existe no ser humano uma tendência inconsciente, natural, para Deus, que na atualidade se encontra reprimida, fazendo com que o homem de hoje não coloque para si mesmo a questão religiosa, vivendo, assim, as consequências patológicas de uma religiosidade reprimida.

Já vimos que o homem foi projetado com um propósito: tem uma finalidade na vida. É o que se chama o sentido da vida. Viver a vida sem um sentido é vivê-la sem um horizonte, sem guia, submersos no absurdo, como um caminhante errante que não sabe de onde vem e para onde vai. Contudo, quando aplicamos a razão a realidade, como fizemos, vemos que existem muitos indícios que nos levam a crer que somos a criação de um Deus pessoal, que nos criou para algo. Isso é o que constitui o sentido da vida: um norte que orienta nosso comportamento nesta vida. Já mencionamos a necessidade que o homem tem de viver a vida com sentido e também, como o sentido da vida não é inventado, mas descoberto. Deus é o único que pode dar um sentido a nossa vida e resposta as perguntas fundamentais de nossa alma, e que pode nos outorgar uma felicidade que vai além desta vida. A vida sem Deus não tem sentido, é absurda e se esgota em si mesma. Só Deus pode dar um sentido a vida. William Lane Craig indicou amplamente o absurdo de uma vida sem Deus, tanto do ponto de vista do sentio da vida quanto do ponto de vista da moral.

Assim, a alternativa é clara, ou aceitamos que o desejo que temos de viver felizes além desta vida, de ela ter um sentido e uma resposta transcendente as questões fundamentais, e de que exista um Deus pessoal é um indício claro da existência de Deus, de que ele pode ser conhecido e dar um propósito a nossa existência, ou então, negamos tudo isso como algo sem sentido e assumimos que todos esses indícios são falsidades indicadoras de uma ilusão, não nos restando outro remédio senão viver no absurdo. Qual é o mais razoável? Para onde se inclina a balança?

Outros indícios da existência de Deus

  • A beleza

Quase todos nós já tivemos a experiência de admiração e de deslumbramento diante da beleza, seja a beleza da natureza, seja a beleza de outra pessoa ou de um gesto de amor. A partir da perspectiva da admiração, o mundo é espetacularmente belo, e há uma alta presença de mistério nessa beleza. Partindo da beleza do cosmos, passando pela natureza do mundo e do homem, até chegar beleza do mundo atômico e dubatômico, o conhecimento aproxima o coração do Deus criador de tanto beleza. A seguinte frase é atribuída ao físico, químico e matemático Louis Pasteur: “Um pouco de ciência nos afasta de Deus; porém, muita ciência nos aproxima dele”.

São muitos os testemunhos de pensadores que, admirados diante da beleza, elevaram seu coração para Deus. A impressionante riqueza de matizes do mundo que nos rodeia fala de um Designer que não é somente inteligiente, mas também um artista, um produtor de beleza. Vemos a belez em todos os lugares, como resultado do Design inimitável do Criador, que nos deixa, em cada coisa, um traço de sua presença. A riquíssima multiplicidade estética da criação nos fala de um Deus maravilhoso com uma criatividade infinita, que nos deixou seus traços em tudo o que criou.

  • O código genético

O código genético é verdadeiramente uma linguagem complexa, uma maravilha da natureza; algumas de suas instruções de montagem são tão precisas que causaram admiração no mundo acadêmico e levaram muitos a pensar que semelhante complexidade somente pode ser fruto de uma Inteligencia suprema.

Francis Collings foi o primeiro diretor do projeto Genoma Humano, e demorou muitos anos para decifrar, pela primeira vez, esse mistério. Aqui reproduzimos algumas palavras dele em uma entrevista:

-Você disse que o DNA é a “linguagem de Deus”. Você disse literalmente ou em sentido metafórico? -Um pouco de ambos os sentidos. Creio que o universo foi criado por Deus com a intenção concreta de dar lugar a vida inteligente. Considerando que no DNA se encontra a informação molecular de todas as coisas vivas, é possível entendê-lo como a “linguagem” que Deus usou para dar vida aos seres. Não me entenda mal, é evidente que o processo da evolução por seleção natural, durante centenas de milhões de anos, é o “como” que explica a maravilhosa diversidade da vida. Porém este “como” não reponde a pergunta de “por quê”. Creio que Deus é a resposta para essa pergunta.

  • A experiência pessoal

A experiência é instransferível e, por isso mesmo, não é prova em si mesma. Entretanto, é certo que muitas pessoas asseguram que tiveram uma experiência de Deus ou do divino que as levou do ateísmo a fé. É, sem dúvida, o cristianismo que leva a parte de leão dos “convertidos” que, através da ciência, de suas experiências pessoais ou de ter algumas experiências extraordinárias, chegaram a crer em Deus.

A experiência de Deus não tem por que ser mística ou especial, as vezes, acontece de um modo muito simples ou cotidiano. Há também uma quantidade de testemunhos de experiências próximas da morte em que aqueles que as viveram manifestam seu encontro com um mundo transcendente, no qual um ser luminoso, identificado como Jesus Cristo pelos Cristãos, foi ao encontro deles e lhes colocou, diante dos “olhos”, sua própria vida, em uma espécie de juízo moral.

Só posso recomndar os testemunhos de tantos convertidos que encontraram a Deus através da experiência pessoal: GK Chesterton, C.S Lewis, André Frossard, Paul Claudel, Edith Stein, Fiódor Dostoiévski, Alexander Soljenítsin, etc.

Os testemunhos de conversão reforçam ainda mais os indícios que apontam para um Deus pessoal como a única hipótese que dá a resposta a todas as questões.

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