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Ensinamentos Essenciais da Espiritualidade (Adyashanti)

Tempo de leitura: 12 min

Escrito por Davi Klein
em setembro 10, 2021

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É muito fácil perdermos de vista o básico, os fundamentos da espiritualidade e eles são muito importantes. Os ´princípios básicos do conhecimento espiritual podem ser resumidos em 4 pontos:

1. O sofrimento é causado pela identificação com a consciência egóica

Quando nos identificamos com a consciência egoica, nos tornamos inconscientes de nossa verdadeira natureza como espírito consciente. A consciência egoica é o estado de consciência onde a maioria das pessoas vivem quase o tempo todo.

A humanidade está amplamente presa nesse campo de consciência egoica e isso é manifestado na forma que os seres humanos vivem suas vidas, tanto individualmente quanto coletivamente. Então, o mundo que a gente vê, o mundo humano que a gente vê, é uma manifestação do nosso estado de consciência coletivo e pelo fato do estado de consciência coletivo ser largamente identificado com a estrutura egoica, então é isso o que vemos quando olhamos para o mundo humano.

Então, é essa raiz de todo o sofrimento que deve ser investigada e examinada de perto. Quando somos pegos no estado egoico de consciência, nós ficamos adormecidos/inconscientes de nossa verdadeira natureza como espírito consciente.

Porém, a nossa verdadeira natureza não é algo que possa ser explicado em palavras ou definido por palavras. O ensinamento espiritual é feito basicamente de palavras, ideias e conceitos, então o termo “espírito consciente” são apenas palavras que indicam aquilo que nós somos verdadeiramente.

Frequentemente atribuímos nosso sofrimento, nossos conflitos a algo fora de nós, atribuímos nosso sofrimento a outras pessoas, a situações que ocorrem fora de nós, a todo tipo de influência externa. “Eu sofro porque a vida não está indo do jeito que eu queriaEu sofro porque não sou a pessoa que gostaria de ser“, “Eu sofro por causa do passado na memória com o qual me identifico”. Mas quando começamos a examinar de perto, começamos a ver que o sofrimento é realmente causado por nos identificarmos com certos padrões de pensamento.

2. O ego é uma ficção criada na mente por padrões circulares de pensamento baseados na separação

O ego propriamente é uma ficção criada na mente por padrões circulares de pensamentos baseados na separação. O ego é o nosso senso de “eu” e os pensamento, ideias e crenças que circundam esse senso de “eu”- quem você imagina e pensa ser. Quem pensamos e imaginamos ser é algo criado na mente.

A maioria dos seres humanos está totalmente identificado coma a imagem mental que tem de si mesmas. E essa imagem que temos de nós mesmos, no fim das contas, não é nada mais do que um padrão circular de pensamentos baseados na separação.

Esse “eu” está sempre tentando encontrar paz, felicidade e frequentemente está insatisfeito com a paz que é capaz de encontrar paz, felicidade e frequentemente está insatisfeito com a paz que é capaz de encontrar, pois qualquer paz ou felicidade que o ego encontra é efêmera e fugaz.

Quando começamos a olhar dentro do nosso próprio senso de identidade, começamos a ver que toda a nossa identidade é baseada em padrões de pensamentos que são circulares (que ficam se repetindo indefinidamente). Ou seja, a suposição que os seres humanos fazem é que são entidades individuais, separadas, que “Eu sou uma identidade totalmente separada e distinta de você e do mundo a minha volta”. Essa é a conclusão consciente ou inconsciente do ego.

Nossos egos estão sempre procurando a felicidade onde ela não pode ser encontrada. Ninguém pode encontrar a verdadeira e duradoura felicidade fora de si mesmo. Qualquer felicidade que você encontra fora de você mesmo pode ser tirada de você e, com o tempo, ela será tirada, pois a natureza de tudo o que existe, de tudo o que você pode observar, de tudo o que está ao seu redor é a impermanência. Isso é algo que o Buddha nos disse a 25 mil anos atrás: Que todos os fenômenos são impermanentes – eles vem e vão.

Portanto, quando começamos a investigar como o nosso senso de “eu” é criado, de ver claramente a natureza de como o ego é criado – isso é algo extremamente importante e poderoso de se fazer.

Lembre-se: o ego é uma ficção criada na mente, assim quem você pensa que é é simplesmente isso: quem você pensa que é, quem você foi ensinado a acreditar que é – é um conglomerado de crenças sobre você mesmo, ideias, opiniões, julgamentos, todas as formas que nossa mente usa para pensar sobre um senso de “eu”

Para muitas pessoas isso é uma surpresa, pois elas nunca sequer consideraram que o que elas verdadeiramente são, que quem e o que você realmente é, é algo que jamais poderá ser encontrado na mente – o que você pensa sobre si mesmo, sobre o outro e sobre o mundo é simplesmente isso: pensamento. E este vício em pensar, de se apegar e mais do que se apegar, se identificar com o pensamento é uma causa muito profunda de sofrimento.

Mas como o seu próprio ser está no centro de sua própria consciência – este é o ponto de partida. Não procure por algo fora de si mesmo. Não busque pela paz, liberdade, ou mesmo pelo despertar espiritual como algo que existe fora mas sim como algo que é o seu próprio ser. E não assuma que você sabe quem e o que você é. Este é o passo mais importante. É precisa ter esta disposição para questionar, ter uma abertura, de que talvez quem você pensa que é não é quem ou o que você verdadeiramente é.

As pessoas envolvidas no caminho espiritual frequentemente criam egos espirituais e o ego espiritual é basicamente quando nos identificamos como um buscador espiritual. Esse ego espiritual (buscador espiritual) está sempre preocupado com o que ele está buscando, seja qual for a sua busca: Deus, Iluminação Espiritual, Felicidade etc.

Quando a estrutura do ego assume uma imagem espiritual de si mesma e nós nos tornamos uma pessoa espiritual, então nos tornamos um buscador. E assim que nos tornamos um buscador nós nos identificamos com pensamentos de busca, com padrões de pensamentos circulares que nos dizem que precisamos buscar alguma coisa, que nos dizem que precisamos alcançar algo para sermos felizes e livres. Essa crença no ego é a grande causa de conflito e sofrimento e é a ilusão principal que a espiritualidade tem como objetivo dissipar.

A espiritualidade é o ensinamento que lhe oferece a possibilidade de se libertar desse estado egoico de consciência e chegar a uma compreensão totalmente nova e verdadeira de quem ou o que você verdadeiramente é. Mas tudo isso começa com a disponibilidade de questionar, de parar por um momento para compreender que você não é quem pensa que é ou quem imagina ser, não importa se você pensa ser bom ou mau, merecedor ou não merecedor, espiritual ou não espiritual, um buscador ou não buscador. Não importa como você se autodefine – qualquer senso de separação é uma ficção.

Ter curiosidade suficiente para começar a questionar sua identidade mais profunda é absolutamente vital e essencial para o despertar espiritual e para a compreensão de paz e liberdade.

3. A liberdade da consciência egoica acontece a partir do despertar para a sua verdadeira natureza como espírito consciente

As pessoas acham que o despertar é difícil e que levaria um longo tempo e que teriam de lutar muito para se libertar deste estado egoico de consciência. Mas se você para por um momento e lembrar-se do que é o ego – de que na verdade não existe um ego como entidade, como uma coisa. Lembre-se, o ego é um padrão de pensamentos circulares baseados na crença da separação.

O ego não é nada mais do que um padrão de pensamento, de pensamentos autorreferenciais. E já que o ego nada mais é do que um padrão de pensamento – que podem ser muito intensos e com os quais você está identificado há muito tempo.

Mas, já que a estrutura egoica, da forma eu eu a estou definindo, nada mais é do que um padrão de pensamento, então isto significa que a possibilidade de se libertar deste padrão de pensamento certamente não é uma impossibilidade. Na verdade, tal liberdade, pode ser muito fácil, imediata e estar bem mais disponível do que você possa imaginar.

Agora, vamos ver o que o termo “espírito consciente” pode significar, pois nós já vimos sobre o que é o ego – o vício e apego aos pensamentos e ao pensar. Mas você não pode se livrar dos pensamentos, nem parar de pensar. Lutar contra a mente é uma das formas mais enganosas que a mente tem para mantê-lo preso em seu próprio domínio.

Por centenas de anos, os praticantes espirituais vêm lutando contra a mente. Eles tentaram para de pensar sobre certas coisas, tentaram fazer com que suas mentes só focassem naquilo que queriam, mas, todas essas tentativas, no final, terminaram em um certo grau de fracasso. E isso porque elas estão baseadas em um equívoco fundamental.

O equívoco acontece porque, como o apego a uma identificação com a mente causa sofrimento, então eles acreditam que a mente deve ser eliminada, que é preciso parar de pensar. Mas isso foge a causa principal do sofrimento. A causa principal do sofrimento não é o pensar e sim a identificação com o pensar. Isso é muito importante de entender! Se você não compreender que a identificação com o pensar que é a essência da questão e assumir que o pensar em si que é o problema, então você pode despender muito tempo e energia tentando fazer sua mente parar de pensar, tentando melhorar a sua mente.

Compreenda que o único dilema aqui é a identificação com o pensamento e que é justamente para esta identificação que precisamos olhar e investigar.

Resumindo: O pensar e a identificação com o pensamento criam um senso de separação e um senso de ego. Ao começar a questionar tudo isso, ao começar a olhar para isso de forma a perceber a não-realidade do que a mente está fazendo e começar a ver que você não é sua mente – a mente é algo que acontece dentro de você. O pensar é algo que acontece dentro daquilo que você é. O pensar não define quem você é. O pensar não define nada!

É muito importante compreender a profundidade disso, porque quando você começa a compreender que o pensar acontece no interior daquilo que você é, que a identificação acontece dentro de quem você é, então você para de lutar contra o pensamento. Você compreende que quem você é deve ser algo além do pensar, algo além da mente.

Que você deve ser algo além desse ego, dessa imagem que você tem de si mesmo que a mente criou, porque a mente é algo que acontece no seu interior, o pensar é algo que acontece dentro de você. Então, o que é este verdadeiro você?

Uma forma de usar uma ideia para falar sobre isso é a seguinte: a sua verdadeira natureza é espírito consciente. Primeiramente, vamos falar sobre a palavra “espírito”. Ela é usada porque nossa verdadeira natureza é algo inefável. Ela não é algo que se pode “tocar”, não é algo sobre o qual se pode pensar, sentir, saborear etc. Como não tem um formato, não tem uma forma é por isso que eu a chamo de espírito. Espírito é algo que existe mas que não tem um formato.

“Espírito consciente” é a coisa mais importante que precisamos entender. Todos nós somos conscientes. A pergunta é: De que somos conscientes? Lembre-se de que a consciência da maioria das pessoas está completamente identificada e, literalmente, em um estado de transe com a mente, o que cria o ego. Porém, ao começarmos a perceber que a mente não o define, então, naturalmente a sua consciência retorna para si própria e esse ser inefável que você é começa a se tornar consciente de si mesmo.

Você é espírito o tempo todo. Você é esse ser inefável, essa Presença o tempo todo. Você é isso a cada segundo de sua vida. Nunca existiu um só momento em que você não tenha sido o que você é verdadeiramente. Como você poderia ser o que não é? Você nem pode deixar de ser o que realmente é, mas pode tornar-se inconsciente dele. E assim que você se torna inconsciente dele, você fica preso e identificado com o ego.

Então, quando estamos espiritualmente despertos, quando compreendemos que não somos essa identidade que a mente criou, que somos espíritos – nesse momento o espírito torna-se consciente de si mesmo como espírito, como ser inefável, como uma presença consciente.

A maioria das pessoas não aprenderam que elas são uma presença consciente, que são espíritos conscientes. O que nos é ensinado é que somos uma pessoa específica, com uma história e background particulares, com talentos específicos, que pertencemos a um gênero etc. Mas a maioria de nós nunca cresceu com a noção de que, na verdade, somos espírito consciente, que essencialmente, você e eu e todos os seres, em todos os lugares, somos espírito consciente.

Essa compreensão constitui todo o fundamento de que a espiritualidade quer mostrar-lhe. Ela que mostrar-lhe e despertá-lo para a sua verdadeira natureza, para a verdade de seu ser, para que o espírito que você é se torne consciente. O despertar espiritual ocorre quando o espírito torna-se consciente de si mesmo, quando você desperta para a sua verdadeira natureza.

4. Valores Despertos

Os valores despertos não tem absolutamente nada a ver com valores morais. Todos nós sabemos ou aprendemos alguns valores morais do tipo “Faça isso, faça aquilo, isso não é bom, aquilo não é correto”. Também fomos ensinados que certar coisas na vida são muito valiosas, como a competitividade (querer estar na frente dos outros), ter mais sucesso do que o outro, adquirir, acumular etc.

Diferentes culturas tem diferentes valores morais. Porém, valores despertos não se baseiam em moralidade, não se baseiam em “deve ou não deve” – os valores despertos são inerentes ao espírito consciente, aquilo que o espírito realmente valoriza e não como um novo conjunto de valores morais transmitidos pela cultura.

Isso é muito importante, porque se não compreendermos o que tem de valor para o espírito, tudo o que nos resta é o que o ego valoriza, aquilo que nos foi ensinado e dito que tem valor, não só moralmente, mas também em termos do que tem valor na vida, do que alguém tem que fazer na vida, adquirir, conquistar etc.

Porque é claro, a forma como cada ser humano se movimenta na vida, como age, é totalmente ditada por aquilo que ele valoriza. Em contraste, os egos valorizam coisas como competição, ser compreendido, ser amado, ter atenção, ter controle, ser uma vítima, julgamento e principalmente a separação.

Os valores despertos, no entanto, são algo totalmente diferente – são inerentes ao espírito, uma bondade inerente a quem somos. Isso não significa que quando você está desperto como espírito consciente você vai se tornar um santo, pois todas as ideias que temos sobre o despertar são na verdade distorções do que ele realmente é – então precisamos abrir mão não só de todas as ideias sobre nós mesmos, mas também de todas as nossas ideias sobre iluminação e sobre o despertar, para que possamos descobrir a verdade de quem nós somos.

No próximo post, falarei sobre a aplicação (a parte prática) desses ensinamentos espirituais que o Adyashanti recomenda. Não deixe de comentar algum insight que você teve aqui nos comentarios! Valeu e muita paz pra você!

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