Não se apegue a palavra Deus. A palavra Deus não é Deus. Deus é algo além de palavras.
O nosso propósito principal aqui na terra é voltarmos para a casa do Pai, despertarmos, nos relembrar de quem somos, verdadeiramente. Somos mais do que nossa mente limitada e nosso corpo mortal. Somos mais do que a imagem mental limitada que construímos acerca de nós mesmos, com base nas nossas experiências passadas.
É justamente essa identificação com o falso eu (EGO), que nos separa do Pai, que faz com que nos sintamos desconectados e isolados do TODO. Nada do que você pensa sobre si mesmo é quem você é de fato! A partir do momento em que você se identifica com sua imagem mental, você fica separado e desconectado de Deus.
É somente através do autoconhecimento que você começa a descartar a falsidade e enxergar a verdade de quem você é! Somos seres imortais vivendo uma experiência mortal. Não somos seres humanos vivendo uma experiência espiritual, somos seres espirituais vivendo uma experiência humana!
“Através do autoconhecimento você começa a descobrir o que é Deus, o que é a verdade, o que é aquele estado que é eterno”
Jiddu Krishnamurti

“Conhece-te a ti mesmo e conhecerás os universos e os Deuses”
Tem um trecho do Eckhart Tolle no seu livro “Um novo mundo: O Despertar de uma nova consciência” que diz o seguinte:
Quando as formas com as quais nos identificamos, que nos dão a presença do eu desmoronam ou são removidas, o ego entra em colapso, uma vez que ele é a identificação com a forma. No momento em que não há mais nada com que possamos nos identificar, quem somos nós?
Assim que as formas ao nosso redor morrem ou quando a morte se aproxima, nossa percepção da Existência, do “eu sou”, fica livre das ligações com a forma: o espírito é liberado da sua prisão na matéria.
Passamos a compreender nossa identidade essencial como informe, como uma presença onipresente do Ser antes de todas as formas, de todas as identificações. Entendemos nossa verdadeira identidade como a consciência propriamente dita em vez de algo ao qual a consciência se vinculara. Essa é a paz de Deus. A verdade suprema de quem nós somos não é “eu sou isso ou eu sou aquilo”, mas “eu sou”.
O silêncio não tem forma – é por isso que, por meio do pensamento, não conseguimos ter consciência dele. O pensamento é forma. Ter consciência do silêncio significa ficar em silêncio. Ficar em silêncio é estar consciente sem pensamento. Nunca somos nós mesmos com tanta intensidade do que quando estamos em silêncio. Nessas ocasiões, somos quem fomos antes de assumir temporariamente essa forma física e mental que chamamos de pessoa. Também somos aquele que seremos depois que a forma se dissolver. Quando estamos em silêncio, somos quem somos além da nossa existência temporal: a consciência – incondicional, sem forma, eterna.
Novo Mundo
Estamos tão identificados com nossa mente que vivemos presos a um conjunto de padrões mentais (emoções e pensamentos negativos) que nos afastam do nosso silêncio interior, da nossa essência.
Ao vivermos de acordo com essa imagem mental de nós mesmos, vivemos em um constante estado de Stress (nosso sistema nervoso simpático está sempre ativado, nos mantendo em um estado de preocupação e foco total no externo – ficamos presos ao nosso corpo, ambiente e tempo).
Isso faz com que percamos a conexão com o Todo – pois ficamos nos sentindo isolados e operando em um modo de sobrevivência – somente preocupados com nosso pequeno eu. Com isso, perdemos o contato com o Eterno Agora, o Ser, o local onde a vida acontece, onde realmente podemos nos conectar com o Incomensurável.
Como disse Rumi:
Passado e futuro ocultam Deus de nossa vista, ponha fogo em ambos
Rumi
Essa imagem demonstra isso que eu falei:

Deixe um comentário